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Rússia – Moscou – Praça Vermelha

17 agosto 2018

A Praça Vermelha é mesmo o ponto nevrálgico da cidade de Moscou. Também pudera: recheada de atrações diversas (não vou falar aqui da visita ao Kremlin que merece um post separado) é impossível se afastar muito tempo daquele lugar.

Seu nome em russo – Krasnaya Ploshchad (ou Красная площадь, em cirílico) pode tanto designar a cor (vermelho) quanto o adjetivo (bonita). Na dúvida, fique com as duas definições.

Situada quase à beira do Rio Moscou, é ponto inicial de várias das principais avenidas da cidade e local de trabalho do presidente russo.

Abaixo vou descrever as principais atrações da Praça e do seu entorno, que podem ser vistas enumeradas no mapa acima.



1) G.U.M.

GUM, uma abreviação para Glávnyj Universáľnyj Magazín, é, como o nome russo entrega, a principal loja de departamento de várias cidades da antiga União Soviética, sendo que essa filial de Moscou é a maior delas, praticamente um shopping center.

Com sua mistura de arquitetura russa e pitadas das famosas estações de trem londrinas (principalmente no teto em vidro e aço), o prédio foi construído no final do século 19.

Além de oferecer os mais diversos produtos, possui filiais de lojas de grife famosas e vários restaurantes. Não entrei nas lojas propriamente ditas, mas fizemos refeições em dois restaurantes.

O primeiro foi o Bosco Fresh Bar, que tem uma parte externa virada para o Kremlin muito convidativa (quando o tempo permite, claro!).

Como estava um pouco frio, preferimos ficar na parte interna, que tem uma decoração meio anos 50, com geladeiras coloridas e música suave.

Provamos um delicioso spaghetti carbonara, com preço e qualidade mais do que justos pela localização do restaurante. Os vinhos e drinks, contudo, tinham  preços um pouco acima do normal.

O segundo restaurante fica na parte interna da loja, no térreo, mas infelizmente me esqueci de anotar o nome.

Esse restaurantez tinha espumantes russos a preços camaradas (uma exceção aqui em Moscou) e um risoto de camarões que estava bem razoável.

Muita gente fala bem do Stolovaya 57 (foto ao lado) que fica no andar superior da galeria, ao fundo. É um restaurante autenticamente russo com comidas a preços populares e funcionando no esquema de bandejão.

Infelizmente a proposta não agradou ao grupo naquele momento e não posso atestar o custo benefício do local.

 

 

 

2) MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

O Museu Histórico Nacional, fundado em 1872,  possui mais de 4 milhões de objetos, desde relíquias das tribos que viviam no território russo até as obras de arte que foram adquiridas pelo poderoso clã dos Romanov.

É o maior museu da Rússia e foi aberto ao público em 1883. O Salão de Cerimônias, logo na entrada, apresenta uma árvore genealógica dos governantes russos. A coleção de moedas também é a maior do país e vários outros objetos mostram eventos chave na história russa, como a adoção do cristianismo e as diversas guerras contra os invasores.


INFO

Horário: Abre todos os dias, menos terça, das 10 às 18h (até às 21h sextas e sábados); no verão (de junho a agosto) fica aberto até às 22h.

Entrada: a partir de 150 rublos


3) CATEDRAL DE KAZAN

A Catedral de Nossa Senhora de Kazan é uma igreja ortodoxa que foi completamente destruída por ordem de Stalin em 1936, sendo completamente reconstruída em 1993 patrocinada pela Sociedade Russa para a Preservação da História e Cultura, baseado nas fotos que haviam do edifício original.

Originalmente foi erguida pelo Príncipe Dmitry Pozharsky em 1625, em homenagem à Virgem de Kazan, para quem o príncipe rezava e à qual ele atribui seu sucesso na guerra contra os poloneses e lituanos. Infelizmente, o pequeno templo de madeira foi destruído por um incêndio 7 anos depois, sendo substituído por uma construção de tijolos.


INFO

Horário: Abre todos os dias, das 8 às 20h

Entrada: gratuita


4) MAUSOLÉU DE LENIN

 

O corpo de Vladimir Lenin que foi embalsamado após sua morte, em 21 de janeiro de 1924, se encontra no meio da Praça Vermelha em um mausoléu feito de granito e mármore, que substituiu em 1930 o anterior feito em madeira.

As visitas (gratuitas) são feitas a partir da entrada noroeste da Praça Vermelha, entre o Museu Histórico e o Kremlin.

Fique atento pois o procedimento de segurança é rigorosíssimo – não podem entrar câmeras fotográficas, celulares e mochilas, que devem ser deixadas no guarda volumes por uma pequena taxa.

Pior ainda, quando  estiver dentro do mausoléu, você deve evitar falar e é instruído a andar continuamente ao redor da redoma de vidro onde fica o corpo, sem paradas. Cada desobediência irá ativar uma repreensão enérgica por parte dos seguranças do local.


INFO

Horário: Todos os dias, das 10 às 13h; fechado às segundas e quintas

Entrada: gratuita; paga-se uma pequena taxa pelo serviço de guarda volumes.


5) KREMLIN

O Kremlin dispensa comentários e merece um post à parte.

6) CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO

A Catedral de São Basílio, que fica na parte sul da praça, é provavelmente a imagem mundialmente mais associada ao país e a Moscou propriamente dita.

Não sem razão: uma das igrejas mais bonitas que já vi, essa catedral ortodoxa russa possui um estilo arquitetônico único e vibrante, com nove cúpulas coloridas que simbolizam fogueiras.

Construída por ordem de Ivan, o Terrível em 1555 para comemorar a vitória sobre os tártaros na Batalha de Kazan, a Catedral foi considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1990. Repleta de afrescos e paredes com pinturas que narram os milagres desse santo ainda possui um Museu em seu interior que apresenta ícones e outras obras de arte.

Em frente à Catedral fica um monumento a dois homens (Kuzma Minin e o Príncipe Dmitri Pozharsky)que foram peças chave na liberação dos russos do domínio polonês em 1612.

Esse monumento ficava no centro da Praça Vermelha desde 1818, quando foi inaugurado e foi movido para a frente da Catedral em 1931 para não atrapalhar as paradas militares.

Seguem mais algumas fotos desse que é verdadeiramente o cartão postal da cidade.


INFO – CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO

Horário de abertura:  de novembro a abril – das 11 às 17h; de junho a agosto – das 10 às 18h; maio, setembro e outubro – das 11 às 18h; há um tour todos os dias em inglês que começa às 14h

Preço: A entrada custa 700 rublos e 1000 rublos (de 15 de maio a fim de agosto).


7) VITALY FOUNTAIN

As três próximas atrações ficam na praça Teatralnaya, logo ao lado da Praça Vermelha, por isso as estou incluindo nesta lista. A praça já se chamou Petrovskaya, no início do século 19.

Na parte sul da praça fica a fonte de águas mais antiga de Moscou. Obra do escultor Giovanni Vitali, foi erguida em 1835 e inicialmente batizada de Petrovsky mas atualmente é conhecida pelo mesmo nome de seu escultor. Contém quatro cupidos que representam a Música, a Poesia, a Comédia e a Tragédia.

8) MONUMENTO A KARL MARX

russiawikitravel.com

No centro de Teatralnaya fica o último monumento da cidade que homenageia Karl Marx, que foi erguido em 1961. Na inscrição lê-se “Proletariados de todos os países, uni-vos!”.

Dizem que já houve sugestões para substituir essa estátua por uma do Presidente Putin!

9) TEATRO BOLSHOI

O Teatro Bolshoi (em cirílico Большо́й теа́тр, ou “Grande Teatro“) é apenas um dos três que ficam na praça Teatralnaya, juntamente com o Maly (“Pequeno”) e o da Juventude Russa.

Sua construção foi finalizada em 1825 pelos arquitetos Joseph Bové e Andrei Mikhailov onde antes ficava o Teatro Petrovsky que foi destruído por um incêndio. O Bolshoi teve a mesma sina em 1853 e foi reconstruído por Albert Kavos. Nesta mesma época foi adicionada a famosa escultura Apollo Leading the Quadriga que pode ser vista acima das colunas.

O Bolshoi é a principal companhia de balé e ópera russa, sendo a maior do mundo em número de dançarinos, tendo inclusive uma filial da companhia de balé em Joinville.

O edifício já foi renovado diversas vezes, sendo que na última, que durou seis anos e terminou em 2011, o custo para melhorar a acústica e recuperar a decoração original, dentre outras obras, chegou a quase 700 milhões de dólares.

Os preços para os espetáculos de balé são bem caros e se esgotam com facilidade.

No período da nossa estadia só havia ingressos para a ópera Iolanta, de Tchaikovsky, que vimos no Novo Teatro Bolshoi, que foi construído em 2002 e cujo interior vocês podem ver nas fotos ao lado.

Os ingressos podem (e devem!) ser adquiridos antecipadamente no site oficial do teatro.


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