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Uruguai – Montevidéu

1 fevereiro 2019



Nessa segunda visita à capital uruguaia decidimos ficar hospedados em Punta Carretas, um bairro bem localizado à pouca distância de várias atrações da cidade. O Hotel Vivaldi era um charme, com um rooftop com piscina e vista para a cidade.

Assim que chegamos fomos dar uma volta pela orla do bairro, margeando o Rio da Prata, passando antes pelo lindo parque Juan Zorrilla de San Martin, assim chamado em homenagem a um dos mais importantes poetas uruguaios.

Seguimos pela rambla (calçadão) até o local onde fica o pequeno e bem cuidado Farol de Punta Carretas (também conhecido como Farol de Punta Brava).

O farol foi construído em 1876, tem 21 metros de altura e é um dos melhores locais da cidade para se apreciar o por do sol.

Na manhã seguinte caminhamos do hotel até o Parque Rodó, um dos maiores da cidade, com um lago artificial e um parque de diversões.

O parque recebeu esse nome em homenagem a um escritor uruguaio, inclusive há um monumento dedicado a ele no interior do parque.

Fizemos um desvio no nosso passeio turístico e seguimos pelo Boulevard General Artigas por várias quadras até chegarmos ao Terminal Tres Cruces, pois queríamos garantir nossas passagens de ônibus para Colonia no horário mais conveniente.

A única coisa interessante no meio do caminho foi o Obelisco aos Constituintes de 1830, que fica um pouco antes do terminal rodoviário, no cruzamento do Boulevard com a Avenida 18 de Julio.

Inaugurado em 1938, presta homenagem aos membros da Assembleia Constituinte que sancionou a primeira Constituição do país.

Com 40 metros de altura e feito em granito rosado, possui 3 estátuas em bronze que representam a Lei, a Força e a Liberdade.

Depois de comprar as passagens tomamos a Avenida 18 de Julio na direção do centro da cidade, mas antes fizemos um pequeno desvio para um lanche no recém inaugurado Mercado Ferrando, que fica em uma região chamada Cordón.

Ocupando a área de uma antiga fábrica de móveis o local é a mais nova atração gastronômica da cidade, com várias opções de comidinhas, sorvetes e vinhos, além de mesas comunitárias e lojas de decoração.

Por estar um pouco afastada das atrações da cidade ainda não foi descoberto pelos turistas, mas o desvio vale o esforço: com ambiente despojado e trilha sonora moderninha, é uma ótima pedida para um almoço leve ou um happy hour no fim de tarde.

Comemos umas empanadas deliciosas e saboreamos um belo exemplar de gewürztraminer uruguaio que caiu muito bem nesse dia ensolarado, e que foi comprado na simpática loja de vinhos do local.

Depois do lanche continuamos seguindo na direção do centro e fizemos outra parada, desta vez para experimentar o chivito – sanduíche símbolo do país e que leva filé, ovo, tomate, alface, queijo, presunto e (às vezes) bacon e ainda vem acompanhado de batatas fritas. Uma verdadeira bomba calórica.

Escolhemos o tradicional Bar Facal que fica na Avenida 18 de Julio e tem o atrativo extra de ser palco de dançarinos de tango em sua parte externa.

Como não estava com muita fome, acabei dividindo um sanduíche, que foi degustado com uma taça de clericot, outra especialidade uruguaia que mistura espumante com suco de laranja e frutas diversas.

O menu do local é bastante extenso, com vários tipos de sanduíches e pelo menos 10 tipos de “chivitos” para escolher, com ou sem pão. Fomos no clássico Carlos Gardel para combinar com os dançarinos.

Pela foto dá para ver que o sanduíche é um primo do nosso x-tudo e certamente vale por uma refeição.

Um pouco mais adiante já estávamos na Plaza Independencia, que separa a área central da Cidade Velha.

Ali fica um dos edifícios mais emblemáticos da capital uruguaia: o Palácio Salvo, que até 1935 detinha o posto de edifício mais alto da América do Sul.

Construido em 1922 no estilo neo gótico por um arquiteto italiano (o mesmo responsável pelo Palacio Barolo em Buenos Aires), possui 95 metros de altura e inicialmente seria um hotel. Atualmente é um edifício comercial e residencial.

Pode-se conhecer seu interior através de visitas guiadas que acontecem todos às terças, quintas e sábados das 15 às 18h, de hora em hora. O preço em novembro de 2019 era de 200 pesos uruguaios (cerca de 23 reais pelo câmbio da época).

Outra atração que fica no local é o Teatro Solis, cuja visita será detalhada em outro post.

Atravessamos a Puerta de la Ciudadela, um portal que dá acesso para a Cidade Velha e caminhamos pela Peatonal Sarandí, uma rua de pedestres que, no final de tarde, estava mais cheia de moradores do que de turistas.

Ao lado da Plaza Constitución fica a Catedral Metropolitana de Montevidéu, cuja construção data de 1804 e que foi palco de acontecimentos importantes da história do país como a bênção da primeira bandeira e o juramento da primeira Constituição.

 

Localizado no extremo da Ciudadela, o Mercado del Puerto tem uma vibe bem turística, um contraste gritante com o tranquilo Mercado Ferrando.

Para muitos, esse edifício datado de 1868 é uma das principais razões para visitar Montevidéu e onde se come a melhor carne na cidade.

No final de tarde já não havia muito movimento, mas espere encontrar um ambiente lotado e esfumaçado no horário de almoço.

De lá voltamos de Uber para o hotel a tempo de pegar uma piscina no terraço degustando um tannat nacional.

No dia seguinte tínhamos uma visita agendada na Bodega Bouza (que também será detalhada em outro post específico), mas ainda deu tempo de explorarmos as ramblas.

Começamos pela rambla de Pocitos caminhando até o final, de onde se tem uma linda vista do bairro.

Neste local fica o letreiro da cidade e tivemos que esperar um bom tempo até os turistas brasileiros que chegavam em ônibus, um após o outro, se cansassem de tirar fotos.

Não fosse a cor da água, parece um pouco com a vista da praia de Copacabana, não acham? Dependendo do vento (que naquele dia estava bem forte) a cor da água pode ficar um pouco mais clara.

Existem vários novos empreendimentos imobiliárias naquela área, alguns com design bem moderno.

Seguimos até a próxima praia, a tranquila e deserta enseada de Buceo.

Já era hora de voltar para o hotel para esperar pelo nosso transporte que nos levaria até a Bodega Bouza.

Pelo que vimos, a capital uruguaia continua sendo uma cidade bastante agradável, com uma oferta gastronômica variada (embora um pouco cara) e várias atrações que merecem uma estadia de pelo menos 3 dias inteiros.

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