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Fim de semana – Maceió – primeiro dia

25 abril 2019



Fazia algum tempo que não visitava a capital alagoana e aproveitei a ida a João Pessoa para dar um pulo a Maceió. Apesar de não ter ido especificamente em um fim de semana, as dicas e sugestões de passeios cabem direitinho em dois dias, por isso mantive os relatos nessa categoria. A única diferença que pode haver é na quantidade de turistas que você terá que encontrar nas praias e restaurantes.

Claro que há muito mais coisas para descobrir no lindo litoral alagoano, um dos mais bonitos do país, por isso sugiro que você fique mais alguns dias por lá. Se você tem pouco tempo, as dicas abaixo podem te dar uma boa ideia do que Maceió tem a oferecer.

A cidade continua bastante turística, com o grosso de viajantes se aglutinando na orla de Pajuçara, juntamente com os vendedores de passeios e as inúmeras opções de alimentação. Infelizmente a capital alagoana continua mal cuidada e relativamente perigosa, bastando para isso andar a pé por suas ruas internas. A dica é que você feche sua hospedagem na orla, justamente para não ter que caminhar pelas ruas internas do bairro.

Fiquei no Amenit Hotel, um pequeno hotel boutique que fica em uma rua paralela à praia. Apesar do preço razoável e da amenidades do hotel, não vou recomendar pelo tamanho minúsculo dos quartos.

Uma coisa que notei é que não há sinais de trânsito nas ruas, mesmo aquelas mais movimentadas e atravessá-las requer boa dose de paciência, torcendo para que os motoristas sejam minimamente civilizados.

Outro detalhe é que as excursões começam no máximo às 8h da manhã, por isso você vai ter que se acostumar em acordar mais cedo. Neste primeiro dia não consegui levantar da cama cedo, por isso decidi fazer um passeio pelas praias urbanas de Maceió.

Passeamos pelo calçadão de Pajuçara na direção de Jatiúca em um dia de semana, por isso as praias estavam relativamente vazias. Quase chegando em Ponta Verde fica a Lopana, o principal bar de praia da cidade, com boa infraestrutura e cardápio inventivo com opções gourmet.

O bar também possui um trimarã para passeio às piscinas naturais de Pajuçara, que não tem mais a visibilidade de outrora por conta da poluição. Esqueça!

Vejam as opções de comes e bebes no site.

Preferi amainar o calor com um mergulho na praia em Ponta Verde onde havia algumas pessoas se banhando, indicando uma possível área segura em termos de condições da água. As praias urbanas da cidade sofrem com as frequentes más condições de balneabilidade, por isso é bom checar as condições de banho neste site.

A praia em Ponta Verde é daquelas quase sem ondas, em que a profundidade aumenta bem devagar, o que garante uma certa segurança, principalmente para as crianças. Nem é preciso falar que a temperatura da água é uma delícia e o banho foi bem gostoso apesar da presença de algas.

Mais à frente, a praia em Jatiúca não me pareceu atraente, por isso iniciamos a caminhada de volta ao hotel e paramos para o almoço na Sueca Comedoria, restaurante no sistema a quilo que tem comida de qualidade a preços bons e fica na avenida beira mar.

Diferentemente de outras capitais nordestinas, não aconselho a ida ao centro histórico da cidade, por não haver tantas atrações e ser um tantinho perigoso de andar. Preferi ficar o resto da tarde na piscina do hotel aproveitando o sol.

Para aqueles que não quiserem explorar as praias urbanas e se disponham a acordar cedo, existem várias opções de passeios de dia inteiro: para o norte temos as praias de Angra de Ipioca (ficando na barraca Hibiscus, que cobra entrada), Paripueira e Sonho Verde, além das piscinas naturais de Maragogi (dependente da maré e um pouco cansativo para um bate e volta – são 5 horas ida e volta).

Para o litoral sul a melhor pedida é a trinca de praias (do Francês, Barra de São Miguel, do Gunga), passeio que estará descrito no próximo post. Pode-se ir também até o Delta do São Francisco (quarta e sábado) e até ao Cânion do São Francisco (somente aos sábados), mas saiba que a maior parte do seu dia será gasto na estrada.

Escolha o seu passeio e agende com o seu hotel (ou escolha dentre os inúmeras ofertas na avenida beira mar, que podem ser um pouco mais baratas).

No jantar a pedida foi o Wanchako, restaurante peruano com toques brasileiros que há muito tempo vem sendo considerado um dos melhores da cidade e tem como chef uma ex-participante do Masterchef profissionais. Confesso que minha expectativa era grande, por isso fiquei um pouco decepcionado com o restaurante.

A decoração era bonita, embora a iluminação fosse um pouco escura, mas o que me chamou a atenção foram os preços bem acima da média, mesmo para cidades notoriamente mais caras neste quesito como Rio ou São Paulo – um simples lomo saltado (meu pedido e que não estava assim tão apetitoso) custava mais de R$80 (preços de abril de 2019).

O pisco sour tinha preço mais civilizado (R$22) mas descobri a razão quando a bebida chegou: a taça tinha 30% de bebida e 70% de espuma!

Quase me arrependi de não ter ido na Bodega do Sertão, restaurante típico que fica bem próximo (foto acima à direita). Parecia uma filial do Mangai paraibano, só que tinha menos diversidade. Teria comido mais e gastando menos reais!

Para a sobremesa, fomos naquele que é considerado o melhor sorvete da cidade: Sorveteria Bali. O local tem mais de 100 sabores com destaque para os mais exóticos como rapadura. O sistema também é a quilo. Fechou perfeitamente a noite.

Ah, utilizamos Uber para todos os deslocamentos e funcionou perfeitamente.

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