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Fim de semana – Aracaju – o que fazer em Piranhas

25 maio 2019



Já fez o passeio ao Canion do Xingó? Então, se você optou por pernoitar em Piranhas, é hora de aproveitar o que a cidade tem a oferecer.

Com cerca de 30.000 habitantes, é uma das mais emblemáticas localidades do sertão nordestino tendo sido visitada por D. Pedro II em 1859 e tendo sido palco de disputas relacionadas ao cangaço, movimento rebelde que eclodiu em meados do século passado e que teve em Lampião seu maior ícone.

Sua morte ocorreu em 1938 nas imediações da cidade, em uma região que pode ser visitada em um passeio que recria os últimos passos desse importante cangaceiro e seu bando.

Desde 2003 ostenta o título de Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN.

No centro histórico ficam a maioria das pousadas e hotéis mais simples. Ficamos em um hotel novinho, na parte “nova” da cidade, distante cerca de 4 km do centro.

Comece seu passeio pelo centro histórico, admirando as casinhas coloridas mantidas com pintura impecável pela Prefeitura.

Aliás, o prédio da Prefeitura da cidade também é destaque com sua pintura em tons de azul.

Também aqui nasceu Altemar Dutra, o famoso cantor, que até possui uma estátua em sua homenagem à beira do rio, como pode ser vista na foto abaixo à direita.

Possuindo dois mirantes com vistas deslumbrantes do rio, não faltarão oportunidades para belas paisagens. A foto acima à esquerda mostra uma pirâmide de 8 metros que fica em um deles.

 

O Mirante Secular (foto acima) é o mais acessível deles, podendo ser alcançado após subir seus 387 degraus ou então, de maneira bem mais confortável, de carro.

O local já serviu de orientação para os barcos cruzando o Rio São Francisco e a vista do rio e da cidade é deslumbrante.

O outro mirante pode ser visto do outro lado: é o Mirante da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (foto ao lado), com apenas 250 degraus, mas não menos cansativo por conta dos degraus irregulares.

Se for encarar esta aventura, faça pela manhã bem cedo ou no final da tarde para evitar o calor intenso. Preferi ficar com a vista do outro mirante.

O Museu do Sertão fica na antiga estação ferroviária da cidade e possui um acervo pequeno mas importante, guardando peças e vestuário dos cangaceiros e sendo a principal referência para entender melhor a história da época através de murais e cordéis que traçam a trajetória de Lampião e seu grupo.

O Museu, inaugurado em 1982 e reaberto ao público em 2008 após reformas, fica aberto de terça à sábado das 9 às 16h30, fechando uma hora mais cedo aos domingos.

O ingresso custa R$3.

 

Em frente ao museu fica a Torre do Relógio, inaugurada em 1879 com 15 metros de altura e destaque na paisagem da cidade.

Dentro da torre fica um café acessível por uma escada em caracol e que abre a partir das 16h, dizem. No sábado em que estivemos por lá, ele permaneceu fechado.

Do outro lado da rua fica o Centro de Artesanato da cidade, ótimo local para levar aquela lembrancinha.

O Velho Chico também presenteou a cidade com várias prainhas bem delimitadas para banho, com água por vezes cristalinas.

As praias são diversão garantida para as famílias locais, principalmente nos fins de semana.

Espere ouvir uma trilha sonora ruidosa, vinda dos bares que abastecem os frequentadores.

Vale lembrar que esta região foi palco do acontecimento trágico que culminou com a morte de um ator global, portanto todo cuidado deve ser tomado com as correntezas do rio.

Se você puder escolher um dia da semana para pernoitar na cidade, o sábado é o dia mais recomendado.

Neste dia, a partir das 20h, há um belo espetáculo de música e danças regionais na praça principal que também é o centro gastronômico da cidade, onde se podem saborear comidas típicas, além da culinária japonesa e pizzas.

Uma das melhores opções é a Cachaçaria e Restaurante Altemar Dutra, dominando a praça com cardápio variado atendendo a gostos diversos, com pizzas, massas, comida regional e até sushi. A comida é honesta e os preços são razoáveis.

Dica: chegue cedo, a partir das 19h para garantir seu lugar.


OUTROS PASSEIOS


***O passeio Rota do Cangaço é um dos mais procurados para quem se dispõe a pernoitar na cidade. Os barcos saem do porto de Piranhas, no centro histórico, levando cerca de 45 minutos até chegar no Restaurante Angicos, local com infraestrutura e que pode ser utilizado para o almoço na volta do  passeio.

Ali começa o passeio a pé: a história do bando de Lampião é contada por guias caracterizados, que conduz o grupo por uma trilha até a Grota de Angicos.

A trilha tem cerca de 1.5km e intensidade média. Melhor ir de sapato fechado e levar água! No final da trilha, encontramos o local da emboscada onde o grupo de Lampião foi surpreendido e morto pelos volantes da polícia.

***Outra opção é uma ida à Hidrelétrica do Xingó, com uma visita guiada de 40 minutos conhecendo as turbinas e a estrutura da usina.

Normalmente estes passeios são oferecidos pelos hotéis e pousadas, que possuem convênios com as agências de turismo.

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