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África do Sul 2019 – Garden Route – Planejamento

7 julho 2019


O que é a Garden Route (Rota Jardim)?


A Rota Jardim (Garden Route) é um percurso turístico entre a cidade de Mossel Bay e o Rio Storms, no sudoeste da África do Sul atravessando parques nacionais e várias cidadezinhas pitorescas com uma gama de atividades ao ar livre e praias que servem tanto para esportes náuticos como para observação de baleias e mergulho com tubarões.

Possui 175km de extensão e pode ser percorrido inteiramente pela rodovia N2, uma das principais do país, com ótimo asfalto, vários trechos em pista dupla e apenas um pedágio. Seu principal aeroporto fica na cidade de George, a maior da rota.

Muita gente, no entanto, prefere fazer um percurso maior para abranger a cidade de Port Elizabeth à leste e a região vinícola (com as cidades de Stellenbosch e Franschhoek) e, principalmente, a Cidade do Cabo e seus inúmeros atrativos, à oeste. Sugiro que você também faça o mesmo.


Como fazer a rota?


Essa resposta é fácil: com carro alugado, pela praticidade, liberdade e economia.

Você deve chegar à essa conclusão mesmo tendo que dirigir na esquerda, além de considerar a taxa extra a ser cobrada pela entrega do carro em uma cidade diferente. Para nós, esse valor ficou um torno de 400 reais, calculado pela distância entre Port Elizabeth e Cape Town, onde devolvemos o automóvel. Alugamos pela Europcar e não tivemos qualquer problema.

O litro da gasolina na África do Sul custa o equivalente a 5 reais, mesmo preço encontrado no Rio de Janeiro, por exemplo. Conforme comentado anteriormente, há apenas um pedágio no trecho entre Port Elizabeth e Cape Town, que fica logo após a Bloukrans Bridge e custa 54 rands, o equivalente a 15 reais pelo câmbio de junho de 2019 (R$1 = 3,71 rands).

Para os mochileiros ou aqueles que não querem/sabem dirigir, existe a opção do Baz Bus, um ônibus que faz a rota até Johannesburg parando em 40 cidades no estilo hop-on-hop-off, onde você pode também se hospedar em um dos diversos tipos de acomodações (a maioria hostels) conveniadas.

Você deve viajar em apenas uma direção e parar em quantas cidades quiser, sem limite de tempo para completar o seu percurso. Ou comprar o travel pass, onde você pode viajar em qualquer direção, mas essa opção tem uma desvantagem: existe limite de tempo – é vendido para 7, 14 ou 21 dias.

Os preços entre Cape Town e Port Elizabeth ficam em torno de 2.200 rands no primeiro caso e 2.400 rands para o travel pass de 7 dias. Veja todas as opções neste site.


Por onde começar?


Se você quiser fazer a rota estendida, pode começar por Port Elizabeth ou Cape Town, mas, na linha do “deixe o melhor para o final”, sugiro que você comece por Port Elizabeth, como fizemos.

Como os voos do Brasil chegam em Johannesburg, será necessário voar até uma dessas cidades, o que pode ser feito de maneira econômica utilizando uma das low costs sul-africanas como a Mango ou a Kulula.

Pode-se conseguir trechos por volta de 800 rands para Port Elizabeth ou 1000 rands para Cape Town.

Caso você disponha de pouco tempo e só queira mesmo fazer o trecho da Garden Route, pode voar direto até George. Nesse caso, opte pela Mango que possui os trechos mais baratos, por até 600 rands.


Quando ir?


A Rota pode ser feita em qualquer época do ano e sua escolha deve se basear nos seus objetivos principais. O verão pode ser bem quente, mas as praias (e as cidades litorâneas) ficam cheias e pode ser um tantinho mais caro achar hospedagem. No inverno, a região de Cape Town recebe muitas chuvas, apesar de, na rota propriamente dita, ser relativamente seco.

Como na maioria dos destinos turísticos, as melhores épocas são durante a primavera ou o outono, sendo esse último indicado por sua vegetação mais exuberante. As temperaturas nessas épocas garantem um calorzinho durante o dia, mas à noite sempre esfria, portanto não se esqueça de levar um casaco, mesmo durante o verão. Tenha em mente também que, no auge do inverno, pode ser que você encontre algumas atrações fechadas.


Quantos dias?


Mais uma resposta que depende do seu tempo disponível e das atividades que você escolher.

Eu colocaria pelo menos 3 dias para Cidade do Cabo e 3 dias na região vinícola (a não ser que seu tempo seja realmente exíguo, não caia na tentação de contratar uma excursão de um dia até lá, você fatalmente vai voltar com gosto de quero mais).

Para a Rota Jardim propriamente dita, vale tudo entre 4 a 10 dias a depender das cidades a serem visitadas e dos desvios que você fizer.


O que tem para fazer?


Há atividades diversas, a maioria ao ar livre; vários parques nacionais como o de Tsitsikamma e o de Wilderness oferecem diversas trilhas que podem ser feitas pela família inteira. Claro que há também aquelas trilhas mais demoradas e/ou difíceis para os mais aventureiros, como a Otter Trail no parque Tsitsikamma.

Aliás, a região é um paraíso para os amantes de esportes radicais, já que aqui se encontra o bungee jumping mais alto do mundo (com mais de 200 metros, na Bloukrans Bridge).

Port Elizabeth tem um centro histórico simpático, além de diversas opções no seu entorno, inclusive safáris no Addo Elephant Park ou em uma das várias reservas privadas.

Acrescente mais uns dias se você quiser fazer algum desvio da rota como por exemplo explorar as cavernas e fazendas de avestruz em Oudtshoorn, visitar o ponto mais meridional do continente africano em Cape Agulhas, o verdadeiro divisor dos oceanos Atlântico e Índico, observar baleias em Hermanus, ou mergulhar com tubarões em Mossel Bay.

Isso sem falar no paraíso dos vinhos em uma das regiões mais bonitas do país: com o trio de Stellenbosch, Franschhoek e Paarl, vale a pena se hospedar (principalmente nas duas primeiras) e visitar algumas das centenas de opções de vinícolas e restaurantes, em uma verdadeira festa eno-gastronômica.

Quanto à Cape Town, é mesmo a cereja do bolo: com várias atrações turísticas, restaurantes estrelados, vinícolas tradicionais e com um ímã chamado Victoria and Albert Waterfont, é indiscutivelmente a cidade mais bonita do país.

Nos próximos posts irei detalhar melhor cada uma dessas regiões.


Onde ficar?


Para evitar o eterno faz e desfaz de malas, sugiro adotar algumas cidades como base e de lá fazer os passeios ao redor. A oferta de hotéis e casas do Airbnb é muito boa, mesmo em cidades pequenas.

Ficamos dois dias em Port Elizabeth, 2 em Knysna, um em Mossel Bay, 3 em Stellenbosch e 3 em Cape Town. Utilizamos o Airbnb em todas essas cidades, com preços bastante razoáveis e alguns lugares memoráveis, como nossa casa em Mossel Bay ou no apartamento em Cape Town.

Mossel Bay

Mossel Bay


Tem mais alguma dúvida? Deixe nos comentários, please

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