Pular para o conteúdo

África do Sul 2019 – Knysna, Robberg e Plettenberg Bay

31 julho 2019

Nossa base em Knysna tinha um motivo (além de conhecer a cidade , é claro): fazer uma trilha no lindo parque nacional da península de Robberg.

Robberg é uma reserva natural que fica em uma península a 8 km da cidade de Plettenberg Bay e foi declarada World Heritage Site pela UNESCO. Com entrada a 50 rands, é um local bastante visitado por turistas e oferece 3 opções de trilhas circulares:

1) Ida até o the Gap (2,1 km ida e volta);

2) Ida até as dunas de Witsand (5,5 km ida e volta);

3) Volta completa pela península, com 9,2 km ida e volta

Essa última opção demora cerca de quatro horas e tem nível médio de dificuldade, portanto não é adequado para crianças. Lembre-se que não há nenhuma estrutura nas trilhas, ou seja, aproveite para ir ao banheiro na entrada do parque e não se esqueça do protetor solar e de levar água e lanches.

Resolvemos fazer a segunda opção.

O início da trilha acompanha a parte norte da península, em um percurso relativamente plano, com poucas subidas e com lindas vistas das águas cristalinas.

A chegada até o the Gap é muito rápida e sem maiores dificuldades, mas também não apresenta maiores atrativos, por isso, se você tiver tempo, aconselho que faça uma trilha mais extensa.

Um pouco mais adiante conseguimos avistar os habitantes mais famosos do local: uma colônia de focas estava aproveitando o banho de mar e de sol próximo às rochas.

A trilha continuou tranquila até chegarmos nas dunas de Witsand, sem dúvida um dos locais mais bonitos da reserva.

Paisagem que foi superada em seguida pela visão da Ilha (“The Island” como ela é simplesmente chamada por aqui), um local acessível por terra na maré baixa, maré essa que ainda proporciona o espetáculo de formar duas lindas praias.

O local é o preferido das aves marinhas da reserva e estava quase deserto nessa época do ano, o que aumentou a sensação de paraíso.

O acesso à Ilha deve ser estudado para que a maré alta não impeça a volta. Preferimos não visitá-la, ficando apenas com a lembrança dessa belezura.

A volta é um pouco mais exigente do que o percurso inicial, com trechos sobre rochas que podem ficar escorregadias, portanto deve-se tomar cuidado extra.

Não se esqueça de olhar para trás para ter uma última visão da Ilha.

Fizemos o percurso inteiro em pouco mais de 3 horas com paradas para fotos e para admirar a paisagem. Foi um dos passeios mais agradáveis da viagem inteira e recomendo fortemente uma visita a Robberg.

Depois da trilha, fomos conhecer Plettenberg Bay, que fica logo ao lado.

Também chamada de Plett para os íntimos, essa cidadezinha é puro charme, mesmo na baixa temporada. Seu primeiro nome, dado pelos portugueses, foi Baía Formosa, o que faz jus a seu cenário.

Paraíso dos surfistas por conta de suas ondas, é também destino de muitos sul-africanos no verão, que lotam suas diversas opções de hospedagem. Na baixa estação, principalmente nos dias ensolarados que pegamos por lá, parece uma filial do paraíso.

Com lojinhas transadas, suas ruas principais são charmosas convidando para um window shopping sem pressa.

Achamos um restaurante mezzo oriental em um centro de compras bem simpático: comi alguns dumplings deliciosos…

…enquanto os outros pediram um prato de frango ao wok bem colorido.

Seguimos então para Knysna Heads para ver o por do sol.

Separando a lagoa de Knysna do oceano, as Knysna Heads são duas formações rochosas, cujo topo é acessível por carro até um mirante de onde se descortina uma linda vista da cidade e da lagoa e das montanhas ao fundo.

O acesso até lá é bem sinalizado, mas para chegar ao mirante, que fica em um corredor entre duas casas, necessita um pouco mais de atenção.


Passamos também pela Thesen Island.

A ilha de Thesen é um projeto que congrega várias ilhas artificiais ligadas por pequenas pontes e com 512 residências e uma grande marina. As casas foram construídas no estilo colonial marítimo, sendo fiéis ao passado marítimo da cidade.

Pela proximidade do waterfront da cidade, pode ser alcançado a pé pela ponte que a liga ao continente, sendo uma ótima opção de passeio de fim de tarde. E que final de tarde!

O waterfront da cidade foi claramente inspirado pelo Victoria and Alfred em Cape Town e é o chamariz do turismo local, com várias lojas, galerias de arte, restaurantes e outras atrações.

De lá saem alguns passeios marítimos pela lagoa ou mesmo para a reserva natural de Knysna Heads.

Apesar dos vários restaurantes, achamos que o local estaria um pouco deserto para o jantar por isso resolvemos achar outra opção.

Escolhemos o Chatters Bistro, um restaurante simpático que fica na Gray St. Comi uma pizza de brie, bacon e figos que estava um pouco queimada, mas tinha um ótimo sabor.

Ficamos duas noites em Knysna para poder fazer o passeio em Robberg, mas acho que deveríamos ter escolhido Plett para montar nossa base, já que nos pareceu mais atraente do que Knysna.

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: