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África do Sul 2019 – de Mossel Bay a Stellenbosch

12 agosto 2019


Saímos de casa logo após o café, percorremos as ruas desertas da cidade naquela manhã de domingo quase inverno e rumamos para uma das mais interessantes atrações da cidade de Mossel Bay: o complexo de museus dedicados a Bartolomeu Dias, navegador português que aportou por aqui em 1488.

Segundo maior complexo de museus da província do Cabo Oriental (Western Cape), possui 3 edifícios principais: o Museu Marítimo, o Museu das Conchas e o Granary, este último o ponto de entrada no complexo.

No Granary há pequenas exposições sobre a geografia da região além de uma sala de conferência.

O Museu Marítimo é a principal atração do local, contando a história da passagem dos navegadores portugueses pela região no final do século 15 e suas conexões com os desbravadores ingleses e holandeses.

Apresenta também peças de vestuário da época dos descobrimentos, além de artefatos náuticos do século 19 e um bom acervo de fotografias.

Um dos destaques do museu é a réplica em tamanho natural da embarcação utilizada por Bartolomeu Dias. Essa réplica foi construída em Portugal e enviada para Mossel Bay em 1988. Seu interior pode ser visitado mas para isso é cobrado uma entrada à parte.

O Museu das Conchas, o maior de seu tipo na África, possui uma coleção de conchas e moluscos, além de um pequeno aquário com outros animais marinhos. Infelizmente não visitamos esse museu.

O complexo fica aberto de segunda à sexta das 9 às 16h45 (fins de semana e feriados até às 15h45). A entrada custa 20 rands (40 rands se quiser visitar o interior da réplica da embarcação usada por Bartolomeu Dias).

Depois da visita, iniciamos nossa viagem até Stellenbosch nesse que seria o maior percurso diário da viagem (364 km) tomando a N2, não sem antes abastecermos o carro.

Fizemos uma parada no meio do caminho na cidade de Swellendam, considerada a terceira cidade mais antiga do país. A cidade possui  alguns encantos, razão pela qual a incluímos nesse roteiro.

Repleta de construções históricas do século 18, época da instalação da Dutch East India Company no país, seu mais famoso cartão postal é mesmo a Dutch Reformed Church.

Apesar dos diversos estilos arquitetônicos, com elementos góticos e renascentistas, a forma final da igreja é bem bonita. As visitas podem ser feitas de segunda à sexta de 8 às 13h e de 14 às 16h (às quintas somente de manhã) e custam 5 rands.

A cidade é bem pitoresca, ainda mais pelo fato de ser circundada pelas montanhas Langenberg.

Resolvemos almoçar no restaurante Old Gaol, um dos poucos que estava aberto naquele domingo e que ficava em frente à igreja. Como o próprio nome diz, fica no local onde funcionava a antiga cadeia da cidade.

Como não estava com muita fome, pedi apenas um sanduíche. Escolhi um single-sided roosterkoek (pão típico sul-africano) de queijo com geléia de youngberry, perfeito.

A cidadezinha estava deserta, talvez por ser um domingo. Quase não se via carros ou pessoas andando nas ruas.

Seguimos viagem, pois ainda faltavam quase 200km para o nosso destino final. Felizmente a estrada continuava um tapete, com paisagens belíssimas das montanhas.

Chegamos a Stellenbosch no finalzinho da tarde e rumamos para o nosso apartamento alugado pelo Airbnb. Tivemos um pequeno contratempo já que o proprietário não havia sido avisado pela sua agente de que iniciaríamos nossa hospedagem naquele dia.

Depois de alguns minutos pudemos deixar nossas bagagens no apartamento e saímos para um passeio pela cidade enquanto eles faziam a arrumação do local.

A cidade continua uma das mais charmosas do país, com suas ruas repletas de obras de arte e sua igrejinhas.

Ao anoitecer decidimos jantar e escolhemos o Java Bistro, que fica na esquina da Church com a Andringa. Pedimos uma mesa na calçada para ficar vendo o movimento na rua.

Comi uma massa com frango e espinafre, mas minha atenção estava mais voltada para a sobremesa: meu preferido malva pudding, que aqui vinha com uma bola de sorvete de creme. Não foi o melhor que já havia comido, mas serviu para matar as saudades.

Notei que o número de pousadas descoladas havia crescido, embora a que havíamos ficado 5 anos atrás tenha fechado as portas. O turismo aqui continua sendo a principal vocação da cidade e não é para menos, pois fica a apenas 60km de Cape Town.

Voltamos para o apartamento e dormimos relativamente cedo nos preparando para a maratona etílica dos dias seguintes.

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