Islândia – curiosidades

2010 janeiro 28
por JB

 

1) Eles juram que acreditam em duendes, trolls e aparições fantasmagóricas. Veja algumas descrições aqui.

 2) Na época do Natal,  recebem a visita de 13 Papais Noel!! Na verdade, eles são chamados de Yule Lads e cada um tem uma característica diferente. Confira em http://www.randburg.com/is/icelandic-yule-lads/index.asp

3) Sabe o que é rúntur?

Às sextas e sábados a diversão nas principais cidades é o rúntur, ou seja, a ronda dos bares. Os festivos islandeses bebem muito, mas bebida é um item caro por lá. Nos fins de semana, por conta do passatempo nacional, existem várias promoções nos bares e clubs locais. Isso piora um pouco no primeiro fim de semana do mês, quando o salário ainda está quase intacto. Isso acontece o ano todo: no verão é para celebrar as longas horas de sol; no inverno para tornar suportável o frio inclemente. Como se eles precisassem de desculpa…

O resultado é que a cidade fica parecida com o entorno do Maracanã após um Fla-Flu. A turma da limpeza começa a atividade de manhã bem cedo e antes das 10h, quando os primeiros pedestres são vistos, está pronta para a próxima rodada.

4) Alguém se lembra de uma dinamarquesa que foi presa em NY por ter deixado sua filha do lado de fora do restaurante onde jantava? Caso negativo, leia aqui. Pois é, parece que isto é mesmo um costume nórdico e plenamente aceitável por estas bandas. Na foto ao lado, juro que há um bebê dentro do carrinho, que ficou no mínimo uma hora do lado de fora, com uma temperatura próxima de zero, enquanto seu responsável degustava seu café lendo o jornal do dia!!

5) Você já ouviu falar em praia aquecida? Pois é, existe uma em Reykajvík chamada Nauthólsvik, onde a temperatura da água fica entre 18 e 20 graus, devido à atividade termal chegando à superfície. De meados de maio a fim de agosto, abre todos os dias até as 20h. No inverno, apenas às segundas, quartas e sextas.

6) Se você quiser realmente experimentar as delícias culinárias mais exóticas, venha nos meses de janeiro ou fevereiro, quando acontece o Þorrablót, festa anual que persiste desde a época dos vikings. Nesta ocasião é servido o Þorramatur, um banquete que inclui o hakarl (carne de tubarão apodrecida)como atração principal, além de testículos de cabrito, salsicha de fígado de ovelha, pudim de sangue de carneiro, barbatanas de foca curada e Brennivín, a cerveja islandesa, que ninguém é de ferro. Não diga que não avisei e… Bon appetit!

Islândia – dicas

2010 janeiro 26
por JB

 

1) Chegando no aeroporto, a melhor pedida para ir à cidade é o Flybus. Prefira a opção que te deixa em seu hotel, por 2500 Isk ( ou 15 euros) e que pode ser incluído no seu pacote junto à Icelandair (recomendável). Os ônibus saem cerca de 30 ou 40 minutos após a chegada dos voos, mesmo os que pousam à meia noite, como o meu.

2) A compra do Reykjavík card é interessante, pois inclui transporte nos ônibus da cidade (mas não no Flybus!) , admissão em vários museus e, principalmente, entrada grátis nas 7 piscinas termais da cidade. Escolha entre 24, 48 ou 72 horas.

3) A maioria dos restaurantes e cafés da cidade possuem wi-fi.  Se precisar acessar a Internet ou simplesmente carregar o seu Ipod touch, dirija-se a Borgarbókasafn Reykjavíkur – a biblioteca da cidade, em Tryggvagata.

4) As excursões em ônibus tem basicamente o mesmo preço e são um pouco mais caras do que aquelas em vans e micro-ônibus; caso você opte por estas últimas, veja a recomendação da Go Travel do post anterior. No primeiro caso, talvez seja melhor incluir as excursões num pacote junto com a passagem aérea e o hotel.

5) Ouça qualquer coisa do Sigur Rós, grupo islandês que já tocou no Brasil e cujo som é a trilha sonora perfeita para se apreciar a geografia e o espírito do país; filmes como “Cold Fever” e “101 Reykjavík”  receberam boas críticas internacionais e mostram um pouco do país, principalmente da capital.

Islândia – outros passeios

2010 janeiro 25
por JB

 

Blue Lagoon

A atração mais conhecida e visitada do país é a Blue Lagoon, um local paradisíaco em meio a paisagens que parecem lunares. Possui cerca de 6 milhões de litros de água geotermal, com temperaturas entre 37 e 39 graus, renovadas a cada 40 horas. Nesta temperatura não é necessária a adição de cloro, já que bactérias comuns não sobreviveriam. O que mais falta para um mergulho perfeito?

Situada a meio caminho entre Reykjavík e o aeroporto de Keflavík, é melhor apreciada logo na chegada, ou, preferencialmente, antes da partida. Claro que esta decisão vai depender dos horários do seu voo. O ingresso é caro, o equivalente a 23 euros, mas compensa cada centavo. Sugiro escolher um pacote em que a entrada esteja incluída, pois fica mais em conta.

Não dá para resistir!

Crateras da Lua

Outra excursão interessante é a South Coast Tour, passeio que dura pouco mais de 9 horas e percorre cerca de 380km visitando as seguintes atrações:

1) Seljalandfoss – uma cachoeira com 70 metros de altura e onde se pode apreciar a vista por trás da mesma; infelizmente o vento e a temperatura fizeram com que o caminho até lá estivesse muito escorregadio, impedindo melhores fotos.

Seljalandfoss

2) Skógafoss, mais volumosa do que a cachoeira anterior, tem uma altura de aproximadamente 60 metros e largura de 25 metros; com acesso bastante fácil pela Ring Road, é uma das mais fotografadas do país e também permite uma subida até o topo, de onde se tem uma visão fantástica.

Skogafoss

Vista superior

3) A geleira Sólheimajökull, nome dado à parte sudoeste do complexo de gelerias Myrdalsjökull que, como a maioria das geleiras existentes, está num processo de encolhimento constante. Para ilustrar a imprevisibilidade do tempo no país, esta foto foi tirada sob neve, apenas 15 minutos após sairmos de Skógafoss, onde o sol brilhava imponente! 

Parte sul da geleira Sólheimajökull

4) A pequena Vík, povoado mais ao sul da Islândia, fica a 180km de Reykajvík na Ring Road, e pouco mais de 300 habitantes. Possui uma praia com areias pretas e colônias de puffins, espécie de pássaro com bicos coloridos, observáveis apenas no verão.

A tranquila Vík...

 

... e Reynisfjara, sua praia de areias negras.

5) As formações rochosas de Dyrhólaey, próximas à Vík, são, segundo a lenda, trolls que foram capturados enquanto passeavam. Já os geólogos acham que se trata apenas de uma formação basáltica esculpida pelo mar. Qualquer que seja sua crença, não deixe de admirar esta beleza!

Dyrhólaey

Dyrhólaey - zoom

Três outras opções interessantes podem ser: o passeio à parte oeste da ilha (West Iceland Tour), Landmannalaugar (com uma passada pelo Hekla, o mais temido vulcão do país, com erupções a cada 10 anos) e a Aventura na Geleira, que permite uma exploração mais detalhada de Mýrdalsjökull.
Algumas excursões só são oferecidas entre os meses de junho e setembro. Fora desta época  fica difícil, se não impossível, fazer estes passeios utilizando transporte  público.

Várias empresas fazem estes passeios e se dividem basicamente entre aquelas que utilizam ônibus e as que usam vans. Estas últimas são um pouco mais baratas e mais pessoais, diria eu. Meus tours, com exceção da Blue Lagoon, foram contratados com a Go Travel  e o resultado foi acima do esperado. Além do menor preço, eles te levam a outros lugares que a maioria não visita. Se eu fosse você, nem  procuraria outra!

Se não confia em mim, veja as opiniões do pessoal do tripadvisor.

Islândia – Golden Circle

2010 janeiro 22
por JB
  

Aqui ficava o AlÞingi

Um dos passeios mais populares da Islândia é o chamado Golden Tour, durando aproximadamente  8 horas e normalmente passando pelo seguintes pontos:

1) Þingvellir, um vale onde o AlÞingi, o Parlamento mais antigo do mundo, foi fundado no ano de 930. O local foi considerado patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Também é um dos poucos locais onde a falha geológica, resultante do encontro das placas tectônicas norte americana e euroasiática, afloram até a superfície. Devido a esta localização estratégica, o país é assolado por tremores constantes, além da intensa atividade vulcânica.

Aquele borrão vermelho no atlântico Norte é a Islândia!

 

Ei, pra que lado fica a Europa?

2) Gulfóss, a queda d’água mais impressionante da Islândia e uma das maiores da Europa. Na verdade são duas cachoeiras, a superior com cerca de 12 metros enquanto a inferior chega a 22 metros de altura. Parece pouco, mas ao vivo é de encher os olhos! 

Gullfoss - Cachoeira superior

Gullfoss - cachoeira inferior

Gullfoss - Leve duas e pague uma!

 3) Geysir, no vale de Haukadalur,  local de grande atividade vulcânica. O Geysir foi o primeiro gêiser a ser descrito e deriva do verbo geysa ( “jorrar”, em norueguês antigo). Atualmente ele está inativo, mas o Strokkur, ao lado, tem erupções de até 30 metros a cada 5 minutos aproximadamente. 

Aqui jaz...

 

Strokkur - não é o Epcot Center!

Baixinho invocado!

4) Algumas companhias também incluem a cratera Kerið, uma das inúmeras da área e que ainda mantém sua caldeira praticamente intacta (dizem que a acústica do lugar é muito boa e que, inclusive, a Bjórk  fez um show “dentro” da cratera em 1996!)  e a Geothermal Plant em Hellisheiði, onde se pode aprender como utilizar o potencial geotérmico para a geração de energia.

A cratera

 

Geothermal Plant

 Se você escolher a GoTravel para este passeio (como eu fiz), muito provavelmente irá ganhar ” totalmente de grátis” um passeio por outra cachoeira

Outra cachoeira

.. e poderá  conhecer a incrível raça de cavalos anões-emo que só são encontrados naquela região!

Olá, somos do NX Zero!

Depois desta aventura, será levado de volta a seu hotel onde poderá descansar um pouco antes de pensar no jantar!

Islândia – comida

2010 janeiro 20
por JB

Wrap? Que coisa esquisita!

O quesito comida pode ser o ponto alto de sua viagem à Islândia se você gostar de coisas exóticas.  Como a maioria dos insumos alimentícios é importada, o povo gosta de prestigiar as delícias nacionais. Alguns vegetais e legumes são cultivados em estufas aquecidas pela energia quase gratuita da atividade geotermal. Os frutos do mar são de excelente qualidade. E bem caros.

Outras especialidades são carne de carneiro  e skyr, um tipo de iogurte mais consistente e delicioso quando misturado a frutas vermelhas. E com a vantagem de conter pouquíssimas calorias! 

Acho, porém, que você não veio até aqui para se satisfazer com comidas que podem ser encontradas facilmente em seu país, não é mesmo? Que tal, então, uma sopa de cabeça de ovelha (Svið) ou carne de tubarão putrefata (hákarl)? Yummy!

Se você ainda não estiver satisfeito, tem mais alguns quitutes aqui.

Caso seja avesso a pratos tão estranhos, não ficará decepcionado. Restaurantes italianos, orientais e cafés são figurinhas fáceis em Reykjavík, principalmente em Laugavegur. Tente o Rossopomodoro, onde comi um delicioso linguini com scampi.

Ou o Café Solón, um pouco mais adiante, onde o prato abaixo foi degustado.

Precisa legenda?

Infelizmente o preço dos vinhos era proibitivo e só pude provar uma taça dos “vinhos da casa”.

A maior barbada da capital, contudo, é o delicioso hot dog da foto abaixo: o Bæjarins beztu pylsur (traduzindo: “o melhor hot dog da cidade”).

Vai um hot dog aí?

Aberto desde 1937 e com outras filiais, a mais conhecida fica em Tryggvagata ao lado do porto, no centro da cidade.  Nos fins de semana, fica aberto até as 4h30 da manhã, para se beneficiar dos insanos habitantes, já cansados e famintos de tanto rodar de bar em bar. Peça a versão completa, ou  “eina með öllu” ( diga “eina més êlu”).  Um pouco de remoulade (um molho a base de maionese) por baixo, a linguiça de porco com bastante cebola frita e crua, um toque de mostarda  em cima e por apenas 280 Isk você tem o melhor custo/benefício de todo o país. Não é à  toa que as filas são constantes.

Mais à frente, na mesma Tryggvagata, está o Krua  Thai, um dos inúmeros restaurantes tailandeses da cidade. Não é haute cuisine, mas enche a barriga direitinho! Tem um sistema meio McDonald’s onde voce pede o prato pelo número, depois de olhar as fotos. Neste caso especial, os pratos são mais apetitosos que as fotos.

Outra dica imperdível é a torta de granola do Centro de Informações em Lækjargata quase esquina com Bankastræti . Vejam abaixo o que 780 Isk podem comprar:

Duas destas para viagem!

O restaurante Perlan à noite.

Não deu tempo para maiores extravagâncias gastronômicas, mas acho que vale a pena uma passada no Perlan, o restaurante giratório em Öskjuhlíð , que tem um menu degustação a preços convidativos para a Islândia. Ah, e com a magnífica vista de bônus!

E se você, por acaso, provar alguma das “delícias” que só encontramos na Islândia, volte aqui e deixe seu depoimento, tá?

Islândia – a capital Reykjavík

2010 janeiro 18
por JB

 

Vista da cidade com o Monte Esja ao fundo

Reykjavík (tradução: baía esfumaçada) é uma cidade com uma localização privilegiada, entre o mar e montanhas nevadas. Com população de cerca de 170.000, possui 60% dos habitantes do país. O trânsito, bastante movimentado para uma cidade tão pequena, demonstra que todos tem pelo menos um automóvel, fato corroborado pela ausência de passageiros nos ônibus da cidade.

A cidade é compacta e os principais pontos turísticos podem ser alcançados com um belo passeio pelas ruas, desde que as condições de tempo permitam. Neste caso, rume para Saebraut, o “calçadão” da cidade, de frente para a baía e o monte Esja. Lá você pode dar de cara com esta bela escultura do Jon Gunnar Arnason :

Sólfar - Jon Gunnar Arnason

Ou então com esta paisagem do porto :

Reykajvik Harbour

Entre  pela Laekjargata até Tjörnin, o simpático lago onde o povo se diverte alimentando as aves.

Tjörnin, com a Prefeitura ao fundo

O transporte público funciona como um relógio, embora o intervalo entre os ônibus seja de meia hora. Provavelmente você só vai precisar andar neles se quiser visitar alguma das piscinas térmicas. Recomendo a maior e mais bem equipada de todas: Laugardalslaug. Se eu fosse você, torcia para que estivesse nevando na hora de sua visita: estar imerso em uma piscina de águas a 45o C, com flocos de neve caindo sobre seu rosto, é uma sensação indescritível!

A rua mais famosa da cidade é a Laugavegur, onde ficam as principais lojas e a maioria dos cafés.

Laugavegur

A esquisita Hallgrímskirkja fica na parte alta da cidade e do topo da igreja se tem uma vista completa dos arredores. Infelizmente a expressão “obra de igreja” também vale para países desenvolvidos, pois o atraso na conclusão da reforma já chega a 6 meses!

Hallgrimskirkja em obras

Ao invés da vista através de andaimes, preferi tomar um ônibus e ir até Öskjuhlíð ao final da tarde para observar a cidade. Esta colina abriga uma construção sobre 6 tanques de água e, além de lojas, abriga o museu Saga, o restaurante Perlan e um deque de observação gratuito.

Esculturas em Öskjuhlíð

Os museus de Reykjavík dão a perfeita introdução sobre a história e os costumes do povo. A ordem natural seria começar pelo National Museum of Iceland, que tem uma exposição permanente, com cerca de 2000 objetos expostos, contando a fascinante história da formação da identidade do país.                                                                            

A Culture House possui várias coleções de objetos e mídia sobre a cultura nacional, incluindo os manuscritos medievais que contém as famosas sagas islandesas (temporariamente retirados de exposição em 23/9/2009).

National Museum

Outro local interessante é o Reykjavík 871 +/-2, exibição montada pelo Reykjavík City Museum, no local onde foram achados restos de moradia dos primeiros habitantes da ilha, através de escavações feitas em 2001. A vida naquela época não deve ter sido fácil…

Mais museus?  Tente o Reykjavík Art Museum, que se divide em 3 edifícios espalhados pela cidade. Só visitei o Hafnarhús, em Tryggvagata, que é a sede do Instituto de Arte Contemporânea. Na época havia uma exposição interessante, com quadros baseados em cenas de filmes famosos de diretores nórdicos, como Lars von Trier.
Se quiser acessar a Internet, continue na mesma calçada e entre na Grófarhús (ou Biblioteca, para os íntimos). Se estiver com notebook ou smartphone, saiba que a maioria dos cafés e restaurantes possui wi-fi.
                                                                                                       
O Museu dedicado ao escultor local Einar Jonsson  fica bem ao lado da Hallgrímskirkja, com entrada paga. Como cheguei ao final do dia, preferi visitar apenas o jardim do museu, com entrada pela Freyjugata, que possui várias de suas esculturas e é grátis.                              
                                                                                                                                        

Jardim do Einar Jonsson Museum

Existem vários outros passeios próximos interessantes, entre eles a viagem até a ilha de Viðey,um paraíso a apenas 10 minutos de travessia da cidade. Veja algumas opções aqui.

Nos próximos capítulos, sugestões de passeios e comidas.

Islândia – quando e como ir

2010 janeiro 7
por JB

 

A Islândia é bem acessível, ficando a pouco mais de 5 horas de voo desde Nova York e a menos de 3 horas de Londres. A crise econômica fez com que o turismo fosse encarado como  uma atividade prioritária, agora que a coroa islandesa permite que uma simples noite em um albergue não custe o mesmo que um jantar 5 estrelas em um restaurante carioca ou paulista.

Muitos turistas fazem apenas uma parada no país antes do destino final, seja ele os EUA ou Europa. As 2 empresas aérea islandesas (Icelandair e Iceland Express) aproveitam a localização estratégica e oferecem vários pacotes incluindo acomodação e um passeio. Acreditem, este é o melhor e mais barato meio de visitar o país, especialmente se o pit stop for curto.

Fiz um pacote de 5 noites com a  Icelandair saindo de Londres, no básico, mas muito bem localizado Hotel Leifur Eriksson (este aí ao lado) incluindo o passeio do Golden Circle por cerca de 430 libras.

De Londres, o pacote de 2 noites com hotel pode custar apenas 279 libras na baixa estação. Há saídas de outros países europeus.

Dos EUA e Canadá, opções semelhantes custam a partir de US$ 469 desde Boston.

Agora, se o seu plano é fazer uma parada entre a Europa e os EUA/Canadá, a pechincha pode ser maior. A Iceland Express anuncia voos de NYC para Londres com direito a stopover em Reykjavík por US$ 275 o trecho.

Apesar das altas latitudes, o clima na Islândia não é tão rigoroso como a maioria pensa. Dias ensolarados porém, são escassos e o tempo tende a mudar de repente, devido aos ventos erráticos . O verão tem temperaturas amenas (cerca de 15 graus C ) e obviamente é a melhor época para visitar o país, apesar das chuvas. Fui no início de outubro e o tempo estava estranhamente bom. Dias de céu aberto e um frio anormal para a época. Cheguei até a pegar a primeira queda de neve do ano, que normalmente só cai no início de dezembro!

O inverno é bem ameno, considerando que as temperaturas ficam entre 2 e -2 graus C. A diferença nas altas latitudes é que os dias ficam bem curtos no inverno. O sol, quando brilha, o faz por menos de 5 horas no solstício de inverno (21 de dezembro no hemisfério norte), e só nasce próximo das 11 da manhã, o que certamente contribui para o número menor de turistas nesta época. No solstício de verão (21 de junho, no hemisfério norte), apesar de não haver o sol da meia noite, o céu nunca escurece completamente.

A maior parte dos passeios pelo interior só pode ser realizada entre maio e meados de setembro  por conta do tempo e condições das estradas, embora, com o boom turístico, cada vez mais passeios sejam oferecidos na baixa estação, incluindo o que mostra a Aurora Boreal, um espetáculo tão bonito quanto raro de se ver, já que requer uma conjunção de céu limpo com a correta fase da lua para ser apreciado em sua plenitude.

Na minha opinião, 5 dias são perfeitos para curtir o país. Escolha 2 ou 3 passeios de dia inteiro (mais informações a seguir) e intercale com as várias atrações da capital e terá uma ótima noção das belezas naturais e da cultura peculiar deste povo.

Islândia – Introdução

2009 dezembro 31
por JB

A Islândia é um país com população de cerca de 300.000 habitantes, mais ou menos a mesma da minha cidade natal. Cidades e vilas se espalham pelo litoral recortado e o interior é praticamente inabitado. Mais da metade desse povo, mistura de nórdicos e celtas, vive na capital Reykjavík.

Geologicamente, o país se situa sobre uma área de intensa atividade vulcânica, no encontro das placas tectônicas americana e européia, placas estas que se separam a uma taxa de 1 cm por ano.

O turismo é a terceira atividade mais importante para o país, perdendo para a pesca e para a indústria de alumínio, que se beneficia da energia barata obtida da atividade geotermal para driblar o item mais custoso neste tipo de indústria. O inglês é falado por quase todos os habitantes.

A terra da Bjórk é incrivelmente bela e exótica, com paisagens únicas:  quedas d’água, vulcões, vegetação quase inexistente, ilhas recém-formadas por erupções.

Não existem ferrovias no país, apenas rodovias, das quais se destaca a Ring Road, que circunda a ilha. O trânsito na capital é digno de uma cidade grande e, embora haja ônibus, quase ninguém os utiliza.

Se houve algum benefício na crise mundial que nos assolou em 2008, foi ter tornado a visita a Islândia um pouco menos doída no bolso. Se compararmos com a Europa continental, os preços continuam altos, mas deixaram de ser proibitivos.

Nos próximos posts, mais informações sobre este país fascinante.

Mudanças

2009 outubro 22
por JB

Estou tentando atualizar o blog com as viagens mais recentes e para isso serão necessários alguns ajustes, dos quais o principal é a mudança do nome do blog.

Aguardem.

ATUALIZAÇÃO:

Depois de muito refletir, acabei fazendo uma mudança sutil no nome do blog. Até porque gostava do nome original.

Embora sutil, a mudança é abrangente: ao adicionar o “+” (diga plus, faz favor!) posso me libertar dos limites geográficos do continente americano e adicionar inclusive viagens antigas que mereciam estar aqui. Claro que isto levará um bom tempo!

Aguardem… outra vez :-)

Dia 16 – Cartagena de Indias

2007 março 6
por JB

colombia-cartagena-castillo-de-san-felipe-10.JPG

Acordei um pouco tarde e fui fazer o último passeio da viagem, ao Castillo de San Felipe (já vi este nome antes). Antes tomei um delicioso café da manhã, com sanduíche de queijo e presunto no pão árabe e suco de amora.

O Castillo teve sua construção iniciada em 1659, mas só foi finalizada 150 anos depois. Tem uma visão completa da cidade, com destaque para os prédios de Boca Grande, a parte “Cancún” da cidade. Possui também um complexo sistema de túneis, dos quais só explorei alguns poucos, devido ao calor sufocante.

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Voltei ao hotel, peguei um táxi para o Aeroporto e uma hora depois ( e apenas um suco oferecido – Viva a nossa GOL!) chegávamos a uma nublada Bogotá, onde faziam agradáveis 15 graus.

Descemos no aeroporto de Puente Aéreo e tive que tomar o ônibus interno até o El Dorado, que continuava uma bagunça. Sorte que o vôo da Varig não estava cheio e o check in correu razoavelmente rápido, dando tempo de comprar meio quilo de café colombiano antes de embarcar.

Trilha sonora : “Adiós” – Gustavo Cerati.   Pois é, acabou. O que fazer? Aguardem novos capítulos em 2008 (México?).