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África do Sul – Passeio ao Cabo da Boa Esperança e Kirstenbosch

14 setembro 2014

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Finalmente chegou o dia do passeio mais esperado da viagem: a ida ao Cabo da Boa Esperança. Claro que foi fundamental uma olhadinha na previsão do tempo para que fosse escolhido o dia mais adequado.

Este passeio é oferecido pela maioria das agências de turismo da cidade, com algumas variantes: há opções mais ecológicas, com trechos sendo feitos de bicicleta (veja neste site todas as opções) e outros que incluem o jardim botânico Kirstenbosch,  além de Boulder’s Beach, a praia dos pinguins.

Escolhemos esta última, já que nossa primeira tentativa de visitar Kirstenbosch havia sido infrutífera por causa da chuva. Pagamos 810 zar na African Eagle e ficamos muito satisfeitos: fizemos o passeio em uma van com ar condicionado e com wi-fi na maior parte do percurso!

O dia começou cedo, com a van passando no nosso hotel pouco depois das 8h. Fizemos mais uma parada em Green Point para buscar o último passageiro e continuamos na direção sul. Pelas fotos já dá para perceber que o dia ia ser esplendoroso!

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Fizemos a primeira parada no pier de Hout Bay, onde se aglomeram alguns leões marinhos e de onde se pode fazer um passeio de barco até uma ilha onde eles são os habitantes principais.

Este passeio, que custa apenas 50 ZAR (cerca de 10 reais, no câmbio vigente na época),  normalmente não está incluído no valor total do tour. Não achei que valesse a pena, já que havia uma quantidade razoável de espécimes ali mesmo no pier.

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O local possui uma marina, um mercado de peixes onde se pode comer a melhor lagosta da cidade (dizem!) e um mercado de artesanato, vendendo as mesmas bugigangas que se encontra em qualquer outro lugar, com preços um pouco diferentes, a depender do seu poder de barganha.

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Começamos a subir a Chapman’s Peak Drive, uma das mais belas estradas litorâneas do mundo, descortinando lindas paisagens a cada curva. Paramos em um ponto panorâmico para tomar algumas fotos.

Vista de Hout Bay

Vista de Hout Bay

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Esta estrada liga Hout Bay a Noordhoek, um trecho de 9 kms e 114 curvas! Uma belezura que é muito utilizada para comerciais de televisão, além de servir de playground para ciclistas, fotógrafos e corredores.

Do outro lado da estrada encontramos a praia de Noordhoek, selvagem e deserta.

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Pouco depois chegávamos na Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, parte do Parque Nacional da Table Mountain.

Este Cabo, descoberto pelo navegador português Bartolomeu Dias, recebeu inicialmente o nome de Cabo das Tormentas, em função de suas águas bravias. O navegador, efusivo pelo fato de haver descoberto o caminho para as Índias passando por ali, pensou melhor e rebatizou-o de Cabo da Boa Esperança. Puro marketing!

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A reserva possui algumas espécies de pássaros, zebras, babuínos e avestruzes, estes últimos mais comuns de serem vistos se alimentando da vegetação local, totalmente integrados à turistada.

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Já os babuínos são frequentes na área de visitantes, sempre próximo ao restaurante e à lanchonete, aguardando para roubar o lanche dos turistas incautos. Existem avisos informando sobre o perigo que eles representam e em nenhuma hipótese deve-se alimentar estes animais.

Por falar em comida, os ônibus de turismo costumam chegar aqui na hora do almoço e, se você não tiver trazido um lanchinho com você, há um restaurante com vista (Two Oceans Restaurant, aconselhável fazer reserva) e  uma lanchonete com itens básicos como sanduíches ou pizzas.

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A placa mostrando a localização geográfica do ponto mais a sudoeste do continente africano é disputada por todos os turistas. Impossível tirar uma foto sem a poluição dos visitantes.

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Vale lembrar que, diferentemente do que se pensa, o Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais meridional da África, muito menos o local onde os Oceanos Atlântico e Índico se encontram. Este privilégio vai para o Cabo Agulhas, cerca de 200km a leste de Cape Town.

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Ao lado se pode ver o antigo farol que costumava guiar as embarcações. Como fica a 238 m acima do nível do mar, era frequentemente engolido pela névoa constante e não conseguia cumprir seu papel a contento. O atual farol, a apenas 87 m acima do nível do mar, fica a cerca de 1km do antigo.

Para chegar até o farol antigo, pode-se subir por uma trilha relativamente fácil e rápida. Ou, se preferir, tomar o funicular Flying Dutchman, que sai ao lado do restaurante e que te leva ao topo em menos de 5 minutos pela módica quantia de 50 Zar, ida e volta (não incluso no valor do tour). Seja qual for a sua escolha, não perca a chance de subir até lá.

A vista lá de cima é magnífica, completa mesmo. Observando o Cape Point e o mar bravio, com vento intenso, dá para imaginar como ocorreram os inúmeros naufrágios nesta costa.

Explicando: o que eles chamam de Cape Point é a pontinha sul da península do Cabo (veja na foto abaixo).  Pode-se fazer uma trilha até lá, com duração de 2 horas ida e volta, mas já aviso que o vento é mesmo muito forte!

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DSC01668 DSC01661Lindas praias desertas são também um dos atrativos do local, embora a temperatura da água seja sempre um fator desanimador.

Enfim, um local absolutamente hipnótico! Por onde se olha há sempre uma linda paisagem pronta para ser enquadrada. Um passeio delicioso…mas ainda tem mais!

 Nossa próxima parada foi na praia de Boulder’s, próximo a Simon’s Town, para ver os pinguins africanos. Dizem que a população deles chega a 3000 exemplares, mas não conseguimos ver esta exuberância toda não. Esta colônia foi criada em 1983 e é uma das poucas do continente africano.

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O local é muito bem conservado, com passarelas de madeira suspensas impedindo o contato direto com os animais e indo até a beira da praia onde pudemos ver alguns deles se banhando.

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A entrada custa 45 Zar e também não estava incluída no valor do tour.

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Abaixo, uma das praias próximas, onde ficou estacionada a van e onde, como esperado, havia um pequeno mercado de artesanato.

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Continuando a viagem rumo norte, passamos por esta bela vista da praia de Muizenberg.

Pode-se chegar até Simon’s Town de trem desde a estação central de Cape Town pagando apenas 30 Zar ida e volta. Em Muizenberg, um circuito a pé engloba algumas mansões e chalés de arquiteturas diversas, lembrança da rica história deste subúrbio praiano. Infelizmente, vai ter que ficar para a próxima visita à Cape Town!

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Ao final da tarde chegamos a Kirstenbosch. Ao lado de uma montanha, é o primeiro jardim botânico do mundo inteiramente dedicado ao estudo e cultivo da flora nativa de um país.

Fundado em 1913, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 2004 e possui mais de 7.000 espécies, todas autóctonas.

 

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O Jardim inclui uma estufa contendo plantas de diferentes regiões do país, incluindo alguns espécies de fynbos (afrikaans para “fine bush“); na parte externa, a ênfase muda para as plantas nativas da região do Cabo, como a espetacular coleção de proteas.

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Existe uma série de trilhas dentro do jardim, sendo que uma delas, a Skeleton Gorge, é uma das mais utilizadas para atingir o topo da Table Mountain.

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Sir Cecil John Rhodes, empresário e colonizador inglês, adquiriu em 1895 alguns terrenos situados na costa leste da Table Mountain, para preservá-los do desenvolvimento urbano. Depois de sua morte, em 1902, essas terras foram tomadas pela coroa e foi necessário que o botânico inglês Henry Welch Pearson, convencesse as autoridades da necessidade de estudar e preservar a flora dessa área e estabelecer um jardim botânico dedicado ao estudo das espécies nativas.

DSC01707DSC01700Dentro do  Jardim há também uma biblioteca, um centro de pesquisa, um centro de educação e a sede central do Instituto Nacional Sul-Africano da Biodiversidade.

 

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Em uma parte do jardim há uma exposição bem interessante com diversas esculturas de artistas do Zimbabwe.

DSC01718 DSC01719Aberto todos os dias até o por-do-sol, a entrada para adultos custa 50 Zar, desta vez incluída no valor do tour.

É um ótimo local para se fazer um piquenique e para levar a família inteira, sendo bastante popular entre moradores e turistas. Durante os meses de verão acontecem alguns espetáculos musicais aos domingos, como concertos ao ar livre e shows de artistas sul africanos e internacionais.

O dia foi muitíssimo bem aproveitado, ajudado pelo sol que brilhou em todos os momentos e pela qualidade e variedade de locais visitados. Vale cada centavo gasto deve ser obrigatoriamente incluído em seu roteiro por Cape Town. Programe, se puder, para que as condições climáticas sejam as mais favoráveis e aproveite cada minuto!

Este post finaliza o relato do percurso sul-africano, em uma das viagens mais gostosas que fiz nos últimos tempos. Encontrei na África do Sul um país vibrante, caloroso, com um povo receptivo e clima agradável neste outono de 2015. Como se não bastassem as características anteriores, a diversidade dos passeios (teve cidade grande, vinícolas, safaris, praias) e a qualidade dos vinhos, somados aos preços incrivelmente baratos de tudo (transporte, alimentação, passeios) me deu a certeza de que voltarei muito em breve a este pedacinho iluminado do mundo. Apaixonante!

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 4

8 setembro 2014

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Neste dia, a previsão do tempo continuava indicando chuva para a parte da manhã. Ainda tínhamos alguns locais no centro da cidade para visitar, por isso tomamos um táxi até o Castelo da Boa Esperança, a construção mais antiga da África do Sul, datada de 1672.

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Este forte, em formato de um pentágono, é o exemplo mais bem conservado de uma construção da Companhia Holandesa. Ficava à beira mar e nunca chegou a ser atacado. Com o aterro posterior, agora se encontra a algumas quadras do V&A Waterfront.

Abaixo vemos a bonita Dolphin”s Pool, cujo nome remete à sua fonte central.

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Foi fundado entre 1666 e 1679, com o intuito de servir de defesa contra uma possível guerra com os ingleses. Sua construção foi feita por soldados, marinheiros e escravos, com pedras locais.

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Fizemos uma visita guiada (de segunda à sábado, às 11, meio dia e 2 da tarde, já incluída na entrada de 30 rands) bem completa, que nos levou a alguns recintos inusitados, como o mostrado acima.

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Os cinco vértices do Castelo levam o nome dos títulos do Príncipe William de Orange: Leerdam, Buuren, Catzenellenbogen, Nassau e Oranje.

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Ao meio dia há uma cerimônia de troca das chaves do Castelo, com a presença de alguns soldados. Ao final, um micro canhão é trazido ao centro do gramado e prontamente aceso. Já aviso que o som do disparo é inversamente proporcional ao tamanho do canhão!

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O Castelo abriga o Museu Militar do Castelo e a Coleção William Fehr, com móveis, objetos de metal e cerâmica da região do Cabo. Um dos destaques é esta mesa com mais de 100 lugares!

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Há também a possibilidade de se fazer um passeio de carruagem pela área do Castelo, diariamente às 10h30, 12h45 e 14h45.

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Logo ao lado do Castelo fica a Grand Parade, um grande espaço ao ar livre que concentrava os torcedores durante a Copa do Mundo de 2010. Nesta praça fica também a Prefeitura da cidade (edifício mostrado na foto abaixo).

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Continuamos nossa caminhada pelo Central Business District, ou CBD, passando pela St. George’s Mall Street, onde se encontram várias barracas vendendo artesanato local, com preços altamente negociáveis. Pesquise bastante antes de comprar algum “recuerdo”.

Neste dia também havia uma feira de comidinhas com várias opções de lanches rápidos, como waffles…

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…frango frito…

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…ou snoek defumado. Snoek é um peixe encontrado no sul da África e muito apreciado pelos moradores locais.

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Passamos por uma Igreja Presbiteriana que parecia normal em seu interior, até que notamos algo um tanto quanto inusitado…

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…havia um bar dentro da Igreja! Sensacional!

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Passamos pelo Food Lover’s Market, um grande mercado que vende de tudo, inclusive oferecendo comidas prontas, com balcões de saladas e pratos quentes servidos por quilo (R$ 1,80 cada 100 gramas).

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A oferta de pratos é enorme, o preço bem camarada e o ambiente era muito informal, com vários engravatados fazendo uma boquinha. Uma ótima opção para um almoço/lanche leve entre passeios.

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Depois do almoço seguimos até a área de Bo-Kaap, cujo nome significa Alto Cabo em afrikaans.

Esta parte da cidade fica nas colinas de Signal Hill e era conhecido anteriormente como Bairro Malaio. Sempre foi um centro multicultural de Cape Town, com suas inúmeras casas coloridas e bem cuidadas tendo maior destaque no período pós-democracia.

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O bairro começou como alojamento para soldados no século 17, posteriormente sendo o local onde os recém libertos escravos se instalaram.

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É, sem dúvida, um dos locais mais fotografados da cidade, juntamente com a Table Mountain.

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Por conta do desenvolvimento econômico da cidade e, com a queda do apartheid, as propriedades em Bo-Kaap acabaram subindo de preço pela maior procura. No entanto, fora das ruas mais pitorescas (Wale, Chiappini e Rose) ainda existe muita pobreza e não se aconselha andar por esta área à noite (isto vale também para o CDB).

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Depois da visita, continuamos andando na direção do V&A Waterfront para fazer algumas compras nas lojas e depois jantamos uma ótima massa por lá mesmo, no Balducci.

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 3

1 setembro 2014

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Neste dia, com a previsão do tempo indicando chuva, tomamos a linha vermelha passando pela bela Heerengracht e pela estátua de Bartolomeu Dias (foto acima), o primeiro europeu a atravessar o Cabo da Boa Esperança, em 1488.

Esta rua tem jardins bem cuidados e um chafariz bem bonito em uma de suas extremidades.

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Descemos no Centro de Informações Turísticas, onde iniciamos um pequeno tour: fomos a Catedral de St. George, onde o bispo Desmond Tutu batia ponto, e que ficou conhecida por ser um ponto de resistência contra o apartheid.

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A Catedral, também conhecida como Catedral do Povo, é a mais antiga do país e a sede da Igreja Anglicana em Cape Town.

Seu interior é simples sem muitos ornamentos, mas com bonitos vitrais.

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Ao  lado da Catedral fica o Slave Lodge (foto abaixo), em um dos mais antigos edifícios da cidade. Este museu conta  estória da escravidão e busca criar uma consciência sobre os direitos humanos.

Na frente do prédio fica uma estátua de Jan Smuts, um dos sul africanos mais célebres, tendo sido Primeiro Ministro em duas ocasiões, além de escritor, advogado e militar.

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Um pouco mais à frente, na entrada do Company’s Garden fica o edifício do Parlamento.

A África do Sul possui 3 capitais: Cape Town é a capital legislativa do país (as outras duas são Bloemfontein, onde fica o Judiciário, e Pretoria, sede do Poder Executivo).

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O Company’s Gardens é o pulmão da cidade, foi criado pelos primeiros colonizadores holandeses e tem entrada grátis.

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Os esquilos locais foram importados dos Estados Unidos por Cecil Rhodes, colonizador e homem de negócios britânico que possui uma estátua em sua homenagem dentro do parque.

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Outros exemplares animais habitam o parque, que também tem a pereira mais antiga do país (plantada provavelmente em 1652), um jardim japonês, um lago com peixes e um aviário.

Um passeio bem tranquilo e agradável de se fazer.

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O Memorial Delville Wood, retratado abaixo, foi esculpido por Alfred Turner. As duas figuras masculinas simbolizam Castor e Pollux e representam as duas etnias do país (britânicos e afrikaans).

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Voltamos ao Centro de Informações Turísticas e tomamos um hop-on-hop-off da linha azul passando por uma região bem bonita da cidade até chegarmos ao jardim botânico Kirstenbosch.

Como estava chovendo, decidimos não enfrentar programas ao ar livre. Tínhamos planos de retornar a este lugar quando fizéssemos o passeio ao Cabo.

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Seguimos viagem então, desta feita seguindo pelo vale de Constantia, com suas lindas residências e jardins, local de residência dos que querem uma vida bem tranquila.

Trocamos de ônibus para visitar a mais antiga vinícola do pais: a Groot Constantia.

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O local é muito bonito, com construções de características holandesas como a da foto abaixo.

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Fundada em 1865 pelo comandante Simon van der Stel, da Companhia Holandesa, a vinícola tem seu nome em homenagem à sua filha. Outra hipótese conta que o nome vem de um dos navios que se encontravam ancorados em Cape Town naquela época. Escolha a que você achar mais interessante!

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Pode-se fazer um wine tasting de 5 vinhos por 40 rands ou um cellar tour por 50 rands (em torno de 10 reais pelo câmbio da época). Uma pechincha!

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Como já havíamos reservado uma mesa para o almoço e continuava chovendo, seguimos direto para o restaurante Jonkerhuis.

Pedimos um spaghetti carbonara no ponto e dividimos uma garrafa do Constantia Red, uma mistura de cabernet sauvignon, cabernet franc, shiraz e merlot, muito redondo.

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Pena que o mesmo não se pode dizer do malva pudding local que veio um pouco queimado.

A conta veio sem sustos, mesmo considerando que tomamos vinho.

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Andamos um pouco pela propriedade, mas a chuva realmente impedia qualquer tentativa de passeio.

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Voltamos então para a parada do ônibus azul e seguimos viagem…

No caminho de volta, passamos pela Imizamo Yethu Township, onde se poderia ter uma ideia do artesanato feito pelos locais, mas não havia tempo hábil para tomar outro ônibus e voltar a Cape Town depois da visita.

Seguimos pela costa, ainda com um pouco de chuva, passando por Hout Bay…

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…e outra vez Camps Bay, desta vez com outro panorama, mais sombrio.

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Descemos no V&A sem chuva e aproveitamos para fazer o passeio de barco que está incluído no pacote de 2 dias do ônibus hop-on-hop-off.

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Posso contar? O passeio é perfeitamente dispensável, ainda mais se  considerarmos que ele só pode ser feito até as 17h, o que vai tirar tempo precioso de outras atrações dos 2 circuitos. Só faça se você já tiver ticado todos os outros pontos da sua lista.

Não acabou ainda, vem mais relatos por aí!

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 2

25 agosto 2014

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Os famosos ônibus hop-on, hop-off tem excelente custo benefício aqui em Cape Town: por 2 dias seguidos paga-se 270 rands o equivalente a 55 reais, podendo-se usar as duas rotas (vermelha e azul) e ainda fazer um passeio de barco pela área da marina.

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A linha vermelha tem 21 paradas ao longo do trajeto e passa por vários pontos de interesse do compacto centro da cidade além de levar o turista até o bondinho da Table Mountain e passar pelas praias de Camps Bay, Clifton e Sea Point. Os ônibus saem a cada 20 minutos, ao lado do Aquário Two Oceans no V&A Waterfront.

Table Mountain ao fundo

Table Mountain ao fundo

Já a linha azul tem trajeto mais extenso, mas igualmente interessante. Passa pelo centro da cidade , mas faz um desvio para o leste, pegando uma linda estrada que nos leva até Kirstenbosch, um dos jardins botânicos mais bonitos do mundo. Mais à frente, faz um pit stop para troca de ônibus indo até a vinícola de Groot Constantia, a mais antiga do país. Dá para fazer um cellar tour além de uma degustação, ou simplesmente aproveitar a parada e almoçar no Jonkerhuis, um dos restaurantes locais.

Kirstenbosch

Kirstenbosch

Seguindo, há uma parada em Imizamo Yethu, uma township que oferece uma oportunidade de conhecer os produtos dos artesãos locais. Mais adiante, também podemos conhecer Hout Bay, de onde se pode tomar um barco e visitar uma ilha com uma colônia de leões marinhos. A parte final do trajeto é coincidente com a linha vermelha, passando pelas praias do lado oeste. A linha azul tem ônibus saindo a cada 35 minutos durante a semana, 25 minutos nos fins de semana.

Hout Bay

Hout Bay

Neste dia tomamos a linha vermelha e fomos direto até a Table Mountain aproveitando que o tempo estava bom e sem nuvens lá em cima, raridade por aqui. Direto é um modo de dizer, pois levamos quase uma hora para chegar até lá!

O ticket para subir custa 210 rands, ida e volta, e o bondinho tem piso giratório para permitir visão completa para todo mundo. Subimos até os 1000 metros em menos de dois minutos e fiquei surpreso pelo fato de lá em cima a exploração turística ser bem menor do que em outras atrações: há apenas uma pequena loja de souvenirs, um restaurante e só.

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Há vários percursos planos alcançando diferentes partes da montanha, de onde se podem vislumbrar distintos cantos da cidade.

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Logo ao chegar fomos recepcionados por um par de dassies, um roedorzinho simpático e inofensivo. Vimos também uma profusão de brasileiros.

Dassies

Dassies

A Table Mountain foi recentemente escolhida como uma das Sete Maravilhas da Natureza, juntamente com as Cataratas de Iguaçu, a Floresta Amazônica, a Ilha de Jeju, na Coreia, o rio subterrâneo nas Filipinas, o Parque Nacional de Komodo, na Indonésia e Ha Long Bay, no Vietnã.

Vista de Cape Town

Vista de Cape Town

Depois de muito caminhar para as fotos de diferentes ângulos, descemos para pegar o ônibus e seguir viagem. O caminho descendente até Camps Bay é alucinante, passando por varias mansões e gramados, edifícios que descem até a areia da praia em baías quase privativas.

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Descemos no calçadão de Camps Bay.

Pausa para falar que a costa atlântica em Cape Town tem mar normalmente muito bravio e água incrivelmente fria, principalmente quando o vento sudoeste sopra forte e traz as gélidas águas antárticas. Nesta época, a temperatura do mar pode chegar a 13 graus!

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Lá há uma barreira de proteção com pedras e um extenso gramado entre o mar e o asfalto, local perfeito para piqueniques familiares e cachorros correndo desenfreados, além dos usuais praticantes de jogging e ciclismo.

Aproveitamos para almoçar uma massa com uma taça de vinho branco em um dos restaurantes à beira mar, observando a paisagem.

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Saindo de Camps Bay , não se esqueça ficar na parte de trás do ônibus para poder ter este panorama da foto abaixo, um dos mais espetaculares da cidade!

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A próxima praia é a exclusiva Clifton Beach, onde os edifícios são literalmente pé-na-areia, sendo os mais valorizados da cidade.

Notem que a garagem fica no terraço dos edifícios, no nível da estrada.

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Finalmente chegamos a Sea Point, um bairro mais “normal” e com um calçadão extenso, mas pouco aproveitável, pois as ondas se quebram bem perto da murada na maior parte do tempo.

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Fizemos uma pequena parada para fotografar o lindo farol Green Point, que data de 1824.

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  Depois passamos pelo belo estádio de futebol, palco de 8 jogos na Copa do Mundo de 2010, incluindo a semi-final e sempre com os 62.000 lugares tomados.

Ficava bem perto do nosso hotel, mas não tivemos tempo de fazer uma visita!

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Fim do passeio por hoje, descemos no Aquário e fomos comer no V&A Waterfront.

Amanhã tem mais…

África do Sul – Cidade do Cabo – ida ao restaurante Test Kitchen

22 agosto 2014

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Reservamos, logo na primeira noite em Cape Town, uma mesa no badalado Test Kitchen, restaurante do chef britânico Luke Dale-Roberts que vem arrebanhando elogios desde sua abertura em 2010.

Saímos o hotel e descemos para tomar um táxi. Fiz sinal para o primeiro que passou e anunciamos nosso destino. O motorista seguiu pela avenida, mas , em um certo ponto fez uma curva para a direita que não estava na rota que havia visto anteriormente pelo Google. Começou a bater um receio de que algo errado estava acontecendo. Felizmente o motorista não sabia onde ficava o endereço e parou ao lado de colegas taxistas que logo explicaram onde ficava o local.

Voltando à rota correta, começamos a percorrer uma rua bastante escura que eu sabia ser a correta, mas que instalou outra vez o alarme vermelho que durou alguns minutos até chegarmos a nosso destino.

A área de Woodstock, onde fica o Test Kitchen, parece um pouco com a zona portuária do Rio de Janeiro, com galpões abandonados e iluminação precária. Havia sido importante distrito comercial, mas caiu em desgraça nos anos 90 até que, em 2003, houve um projeto para a revitalização do local, apoiada pelo prefeito da cidade.

Aos poucos, atraídos pelos galpões amplos e com aluguéis baratos, começaram a surgir alguns cafés e restaurantes. O Old Biscuit Mill, antiga fábrica de biscoitos onde fica o Test Kitchen se tornou um ponto de referência local.

Escolhemos o Menu Discovery do jantar, que apresenta 5 pratos (na verdade 8, contando com o amuse bouche, um sorbet de limão e um prato de chocolatinhos e petit fours) com harmonização de vinhos por 880 rands (equivalente a R$ 180 no câmbio da época), valor que considero mais que justo se compararmos com os custos de um jantar equivalente no Rio ou SP.

Couvert - Pães da casa

Couvert – Pães da casa

 

Amuse bouche

Amuse bouche

 

Primeiro prato

Primeiro prato

Primeiro prato: Pickled Fish – ceviche, lightly curried dressing, bbq carrots, ras el hanout honeycomb

Vinho: SILVERTHORN, THE GREEN MAN 2011

Segundo prato

Segundo prato

Segundo prato: Foie gras – poached quince, braaied meringue and pistachio

Vinho: JORDAN MELLIFERA 2012

Terceiro prato

Terceiro prato

Terceiro prato: Pork Belly, parsley pressed apples, wild rosemary infused honey, blue cheese cream, crackling

Vinho: PAUL CLUVER CLOSE ENCOUNTER RIESLING 2012

Sorbet de limão

Sorbet de limão

 

Quarto prato

Quarto prato

Quarto prato: Pan seared lamb loin, slow roasted lamb shanks, lamb sweetbreads, BBQ brocolli purée, courgette and caper emulsion, lamb jus

Vinho: RAINBOWS END MERLOT 2012

 

Sobremesa

Sobremesa

Sobremesa: Assiette of chocolate, grilled white chocolate and cinnamon sponge, caramelia cremeux, guanja parfait

Vinho:  PAUL CLUVER RIESLING NLH 2012

 

Cortesia da casa - docinhos

Cortesia da casa – petit fours

 

Os menus variam de acordo com a imaginação do chef. Se preferir, eles também abrem para almoço.

Maiores detalhes podem ser vistos no site do restaurante.

Uma experiência altamente recomendável!

 

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 1

18 agosto 2014

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Depois de nos fartarmos com a variedade de vinhos das Cape Vineyards, era hora de conhecer a cidade indiscutivelmente mais bonita do país.

O trajeto de Stellenbosch a Cape Town dura um pouco menos que uma hora e passa por algumas pequenas townships (como são conhecidas as favelas por aqui). Contratamos o mesmo transfer que havia nos levado a Franschhoek, que nos cobrou 300 rands (cerca de 65 reais pelo câmbio da época). Justo!

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A entrada de Cape Town propriamente dita é linda: depois de algumas curvas, temos a visão do centro compacto e arrumadinho da cidade e do backdrop das montanhas imprensando-a contra o mar. Em muitos aspectos lembra inegavelmente o Rio de Janeiro.

Ficamos em uma pousada transadinha chamada Cape Diem Lodge, situada em uma rua super tranquila de Green Point, um bairro colado ao Waterfront Victoria & Albert.

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Com apenas 5 quartos e uma piscina charmosa (que, infelizmente, não pudemos usufruir por conta do tempo frio), ela foi escolhida justamente pela sua localização central.

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E a primeira providencia depois de nos instalarmos foi ir justamente ao Victoria and Albert Waterfront. Diferentemente do que se pensa, este pedaço da cidade, fruto de um grande aterro, homenageia a rainha e seu filho Alfred (ao invés do marido Albert).

O local é um dos playgrounds dos Capetonians, tendo até uma roda gigante e grupos de música étnica tocando ao ar livre. É a atração turística que recebe mais visitantes em todo o país!

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A Torre do Relógio (Clock Tower – abaixo à esquerda) é um dos pontos mais conhecidos do local, com sua arquitetura gótica-vitoriana.

A mega loja African Trading Port (abaixo à direita) tem 3 andares de objetos artesanais e móveis com inspiração africanas – se não couber na sua mala, não se preocupe: eles enviam para qualquer parte do mundo.

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Não deixe de ver as estátuas de 4 sul africanos que tiveram grande papel na história do país, inclusive detentores de prêmios Nobel: da esquerda para a direita, Albert Luthuli, Desmond Tutu, Frederik de Klerk and Nelson Mandela.

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A foto abaixo estaria bem mais bonita se a Table Mountain não estivesse coberta pelas nuvens, aqui chamadas carinhosamente de Table Cloth!

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A área tem também os imóveis mais valorizados da cidade: um dos edifícios abaixo tem Madonna como proprietária de um apartamento! Pelo menos foi o que o guia nos contou…

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Há também um grande shopping center, com inúmeros restaurantes e lojas de grife. Uma das que nos chamou a atenção foi esta simpática e alternativa brasserie que vende pequenas guloseimas como pães e geleias, além de servir lanches e saladas  light, exatamente o que queríamos comer.

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Voltamos ao hotel, pois hoje tínhamos reservado uma mesa no Test Kitchen, um dos restaurantes mais badalados da cidade (conto esta experiência em outro post).

Vem muito mais por aí!

África do Sul – Stellenbosch, dia 2

5 agosto 2014

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Já em Stellenbosch, depois de um descanso merecido após o passeio a Franschhoek, fomos testar mais uma das certeiras indicações da nossa pousada: o restaurante The Big Easy, na Dorp Street.

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Este restaurante é de propriedade do Ernie Els, um famoso jogador de golfe sul africano que resolveu apostar na enogastronomia e que tem até uma vinícola nas imediações da cidade.

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E parece que ele está apostando direitinho: o restaurante fica em uma casa ampla e super bem decorada, com detalhes em vermelho, separada em ambientes aconchegantes, semelhante ao que é feito aqui na América nos restaurantes do Astrid y Gastón.

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O serviço é atencioso, o cardápio enxuto e os preços continuam bem abaixo dos nossos. A carta de vinhos é extensa, contendo exemplares de várias vinícolas locais: para não correr o risco de errar na escolha, ficamos com um Pinotage reserva da Beyerskloof que casou bem com o delicioso filé com fritas e salada.

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De sobremesa pedimos um trio de chocolate e a esta hora (21h) já estávamos entre os últimos clientes. Voltamos andando pelas ruas desertas da cidade satisfeitos com a comilança. A noite aqui termina bem cedo…

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Voltando aos passeios pelas vinícolas, ao invés de ficar zanzando por várias (há o equivalente ao Wine Tram de Franschhoek, que aqui se chama Vine Hopper) preferimos trocar a quantidade pela qualidade no nosso último dia em Stellenbosch.

Escolhi duas tops locais que ficavam bem próximas e contratamos um transfer para nos deixar lá pela módica quantia de 180 rands ida e volta (equivalente a 40 reais).

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Paramos primeiro na Tokara, no lado esquerdo da estrada que leva a Franschhoek. Esta vinícola tem vários vinhos premiados e oferece uma degustação de 6 exemplares, além de prova dos 5 tipos de azeite de oliva, tudo totalmente grátis!

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A cereja do bolo ainda estava por vir. Andamos da Tokara, atravessando a rodovia, até a nossa próxima parada: a Delaire Graff, uma das mais renomadas da região.

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Se a Tokara teve os melhores vinhos, a Delaire Graff ganha disparado no quesito luxo: situada bem em frente à Simonsberg, uma montanha apaixonante, possui esculturas e obras de arte criando um ambiente sofisticado e clean, cujo ápice é mesmo a vista do restaurante. Fiquei magnetizado pelo local.

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A comida é correta sem ser inesquecível, um pouco mais cara do que o usual, mas ainda assim custaria pelo menos o dobro comer em um restaurante deste quilate no Brasil.

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O cardápio é enxutíssimo como a maioria dos restaurantes de vinícolas, apresentando cinco variedades de entrada, prato principais e sobremesa. Pedimos um fish and chips apenas correto.

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De sobremesa, arriscamos mais uma das loucuras de chocolate

 

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… e simplesmente nos permitimos ficar admirando mais uma vez esta beleza de cenário!

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O passeio até as Winelands é realmente um dos pontos altos de qualquer roteiro e deve ser incluída em sua visita quando for à África do Sul: paisagens deslumbrantes, cidadezinhas super charmosas, preços pra lá de camaradas, enfim, tudo conspira para que você fique com vontade de voltar mais e mais vezes.

Não resista!

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