Skip to content

África do Sul – Stellenbosch, dia 1

25 julho 2014

DSC01370

Chegamos a Cape Town em um voo direto de Dubai, mas nosso transfer contratado com o hotel em Stellenbosch não estava nos esperando. Sem dificuldade, arrumamos um táxi que nos levou até lá pelo mesmo preço que havia combinado (350 rands, cerca de 75 reais).

A viagem de pouco mais de 40 km durou quase uma hora devido aos vários sinais de trânsito e logo se viam os primeiros sinais de que estávamos entrando em uma região vinícola. Pouco depois, tínhamos a primeira visão da charmosa Stellenbosch.

DSC01357

A cidade é pequena e encantadora, com construções coloniais e rodeada de montanhas, que propiciam um clima perfeito para vinicultura. Junto com Franschhoek e Paarl, forma o que é chamado de Cape Winelands, região vinícola mais importante do país.

DSC01354

Nesta época do ano Stellenbosch também é muito, muito colorida!

DSC01358

Nossa pousada – Middedorp Manor -  ficava em uma rua tranquila e bem arborizada.

IMG_20140510_092418999

A residência de 2 andares tem mais de 200 anos, cinco quartos bem espaçosos e muito bem decorados e é cool até a medula, toda em branco e com mimos típicos de cidade pequena, como uma biblioteca, uma sala de estar com direito a degustar de cálices de sherry, um café da manhã compacto, mas de excelente qualidade…

DSC01360

DSC01359

…uma piscina gelada que deve ser ótima para os dias de verão…

DSC01372

…e até a companhia simpática de Misha, o gato de estimação local.

IMG_20140511_050837998

Deixamos as malas no quarto e iniciamos a caminhada pela cidade. A cidade é a segunda mais antiga da África do Sul, fundada em 1679 por Simon van der Stel (Stellenbosch significa o Bosque de Stel).

Abaixo se pode ver a “praça principal” da cidade (chamada Braak), na verdade um grande descampado.

DSC01352

Em frente à praça fica o Museu de Stellenbosch e o Kruithuis (Arsenal), construido em 1777 e o único monumento na cidade com o símbolo da Companhia Holandesa das Índias Orientais: VGOC (Vereenighde Geoctroijeerde Oostindische Compagnie), fundada em 1602 com o propósito de explorar as rotas comercias de especiarias.

DSC01351

Como estávamos morrendo de fome, havíamos pedido sugestões a Moyo, o atendente da pousada, que nos indicou o Wijnhuis, na Church Street, um restaurante que poderia passar despercebido, mas que se revelou um grande achado.

IMG_20140510_110523443

Pedimos uma saborosa massa com frango, abobrinha, cogumelos e pine nuts, acompanhada de uma taça de um bom Pinotage local.

IMG_20140510_101007128

IMG_20140510_104027110_HDR

De sobremesa, era imperativo experimentar o tão falado malva pudding, meio pudim, meio bolo, molhadinho e feito com brandy, acompanhado de uma bola de sorvete de creme – uma coisa de outro mundo! Veja na foto ao lado se estou mentindo…

A sobremesa foi degustada com um cálice de Amarula!

Para o jantar quase ficamos a ver navios, pois demoramos muito para escolher um local e a maioria dos restaurantes aqui fecha às 22h durante a semana. Fica a dica para os desavisados!

Acabamos entrando no Basic Bistro, que é bem basic mesmo, mas gostosinho e honesto: comi espetinhos de lulas com salada de rúcula e uma taça de viognier. Uma refeição light no estômago e na barriga!

DSC01367

Na manhã seguinte começaríamos a descobrir o que esta região tinha a oferecer…

 

África do Sul – Sun City

18 julho 2014

DSC01192

Ainda em Pilanesberg, em uma das folgas entre os safáris, resolvemos aproveitar o traslado gratuito oferecido pelo hotel e demos um pulo em Sun City, que ficava a apenas 5 km da porta do Bakubung Lodge.
IMG_20140504_091015065

Criado como uma espécie de Disneylandia sul-africana, com um badalado hotel que se auto proclama ser de 6 estrelas, Sun City é o protótipo da cafonice e do exagero!

Considere aquilo de mais brega que há em Las Vegas ou mesmo na Disney e multiplique por 10. Pronto! Já deve ter uma idéia do mau gosto que impera por lá.

DSC01218

Além de hotéis há um casino, muitas lojas de souvenirs e casas de show. O Parque Aquático, no qual se destaca a piscina de ondas (foto que abre o post), parecia até ajeitadinho e com entrada a módicos 120 rands (pouco mais de 25 reais, bem razoável para o que oferece). Pena que não havíamos trazido calção de banho.

DSC01193

Em pouco tempo de caminhada já havíamos percebido que não havia muito o que fazer por lá. Resolvemos ficar observando o movimento à beira do  lago, no local que eles chamam de Waterworld, um complexo que possui caiaques, esqui, jet ski, banana boat

DSC01206

.e até parasailing!

DSC01207

Ficamos no barzinho do local tomando uns drinks e apreciando a bonita vista do fim de tarde.

DSC01211

O hotel estava relativamente vazio, mas entre os passantes, conseguimos ouvir um sotaque brasileiro. Investigando um pouco mais, descobrimos que o Skank estaria fazendo um show no dia seguinte. Coincidência!

DSC01209

No final das contas, não recomendaria este passeio, a não ser que você esteja interessado em aproveitar algumas horas no parque aquático e, mesmo assim, só se você estiver hospedado ali por perto.

Sair de Jo’burg só para visitar Sun City com certeza é um programa de índio. Não vale o desvio!

África do Sul – safári em Pilanesberg

15 julho 2014

DSC01111

Chegamos no voo da SAA na aeroporto de Johannesburg quase duas horas atrasados. Consegui um transfer para nos levar ao hotel em Pilanesberg por ZAR1.250 (na cotação da época US$1 = 10,5 Zar) , quase a metade do cobrado por outras companhias.

Nossa motorista, Clarien (a simpática proprietária da Get-you-there-transfers), continuava com uma placa com nosso nome, apesar do atraso. O trajeto até o Bakubung Bush Lodge foi de aproximadamente 3 horas, embora os 140km pudessem facilmente ter sido percorridos em menos tempo. Clarien é uma motorista muito cuidadosa e obedece a todos as regras de trânsito.

DSC01143

O hotel fica dentro do parque nacional Pilanesberg, um dos mais próximos a Johannesburg, sendo este o principal motivo para termos escolhido basear nossa estadia por lá. Além disto, ele é um dos poucos parques sul-africanos totalmente livres de malária, o que não é pouca coisa.

DSC01112

Dos 5 hotéis dentro do parque, achei o Bakubung Bush Lodge o mais simpático: com quartos elegantes, piscina, meia pensão e um safári incluído por dia, os US$ 170 por pessoa me pareceram um preço bem razoável.

DSC01146

DSC01148

Além dos safáris diurno e vespertino o hotel oferece um walking safári que dura cerca de 2 horas, mas não me senti muito tentado a fazer pois fui informado que não se consegue, por razões de segurança, chegar tão próximo dos animais quanto em um safári motorizado.

Nosso primeiro safári acabou sendo o mais emocionante. Logo de saída, vimos um grupo de um dos mais perigosos animais do continente: as temíveis galinhas d’Angola (guinea fowl).

DSC01117

Zebras parecem ser, juntamente com as impalas, os animais mais comuns por aqui, a julgar pela quantidade que vimos destas duas espécies.

DSC01129

As zebras daqui são do tipo de planície e tem a particularidade de ter algumas listras marrons o que as tornam mais bonitas do que as outras, na minha humilde opinião.

DSC01136

Já as impalas, pequenas que são, devem ser presas fáceis para os leões e leopardos. Seus parentes, os springboks e kudus, são maiores e mais bonitos, com chifres que indicam sua idade quanto mais longos e curvos forem.

DSC01119

Poucos metros depois encontramos quatro rinocerontes brancos, mais calminhos e maiores do que seus primos negros. As duas espécies na verdade possuem a mesma coloração, sendo diferenciados pelo tamanho e formato da boca, a dos brancos sendo mais larga (wide). Acabaram confundindo o wide com o white e o resto vocês já sabem…

DSC01122

O maiorzinho dos quatro, o líder natural do grupo, encarou o nosso carro e foi preciso muita diplomacia para desviá-lo do caminho. Tenso!

DSC01125

O próximo animal da lista dos Big 5 (rinoceronte, leão, leopardo, elefante e búfalo) viria logo a seguir: um grande paquiderme vagava solitário à procura de comida. Segundo nosso guia, existem cerca de 300 elefantes em Pilanesberg.

Este era jovem ainda. Faminto, adorava quebrar os galhos de árvores em busca de folhas suculentas, nos ignorando quase que por completo. Conseguimos algumas boas fotos.

DSC01131

Todo o passeio é monitorado através de rádio com troca de informações com outros guias ou mesmo de motoristas que estão fazendo seu safári particular. Desta forma garante-se uma maior chance de visualizar os animais.

DSC01139

E tendo visto dois dos Big 5, paramos no Centro de Visitantes do parque para dez minutos de descanso antes de retornarmos ao hotel.

 DSC01138

No mesmo dia fizemos um safári à tarde para comparação: nossa guia era muito mais didática e, devido ao grande fluxo de automóveis, o intercâmbio de informações permitiu chegarmos ao local onde estavam um leão e 3 leoas, sendo que uma delas estava bem ao lado da estrada, impassível e desconsiderando totalmente o grande engarrafamento de carros que se formou em instantes. Pena não termos visto “o da juba”!

DSC01169

Depois de mais zebras e impalas, vimos também alguns wildebeest, um animal cinzento e muito, muito feio. Perto deles, algumas hienas aproveitadoras esperavam restos de alimentos para fazer a bóia do dia.

DSC01189

A parada da tarde foi para observarmos os hipopótamos ao cair da tarde, com direito a uma bebida (refrigerantes, cerveja ou vinho). Pena que os hippos não apareceram.

DSC01177

DSC01181

No caminho de volta paramos por um instante para observar um dos cerca de 30 leopardos locais, que descansava tranquilamente no meio dos arbustos, tão escondido que tornava qualquer tentativa de foto infrutífera. Não foi desta vez…

IMG_20140503_132505311

Quem quisesse poderia seguir para um braai (churrasco) ao ar livre, à luz de tochas, em um ambiente bem rústico. Preferimos fazer nossa refeição no restaurante do hotel degustando um bom vinho em um ambiente mais aconchegante.

IMG_20140502_160437962

O jantar era bem variado, com saladas e alguns pratos típicos sul-africanos. Não sou muito chegado, mas, no primeiro dia havia uma sopa bem gostosa de biltong (uma espécie de carne seca)  com gorgonzola.

A carta de vinhos era boa, com alguns exemplares de grandes vinícolas do país. Melhor do que isso, os preços eram bastante convidativos – um bom Pinotage poderia ser degustado por apenas 200 rands, o equivalente a aproximadamente 40 reais.

Além de queijos diversos, a oferta de sobremesas era alucinante. Os sorvetes iam muito bem com os diferentes bolos oferecidos todo os dias. Difícil resistir!

IMG_20140502_160452624_HDR

No dia seguinte fizemos ainda mais um safári, mas não conseguimos ver nada muito diferente das outras vezes.

DSC01186

Melhor aproveitar o lindo entardecer da varanda do hotel…

IMG_20140504_020303890

Foi uma ótima introdução à vida selvagem sul-africana, sem perder o conforto e a praticidade.

Altamente recomendável!

África do Sul e Dubai – Introdução

11 julho 2014

DSC01259

Sim…ambas foram visitadas na mesma viagem. Já vou explicar.

Apesar de já ter passado pela África do Sul a trabalho, acabei ficando apenas uma noite em Johannesburg, em um hotel próximo ao Aeroporto e sem chance de conhecer muita coisa.

Aproveitei antes que a TAM saísse da Star Alliance e tirei o trecho desde o Brasil com apenas 50.000 milhas pela South African. Meu fiel companheiro de viagens, Paulinho, fez o mesmo e começamos a fazer os planos da viagem.

Além de um safári, não podia deixar de incluir algum tempo na Cidade do Cabo, além de uma estadia em uma das cidades da região vinícola, ali pertinho. Queríamos também incluir algum outro país nas imediações: pensamos em visitar Victoria Falls, mas acabamos decidindo pelas Ilhas Maurício e aí as coisas começaram a mudar.

DSC01188

Tentei comprar as passagens pelo Decolar, mas, apesar de mostrar os trechos que queria (ida de Johannesburg e volta para Cape Town), eles não conseguiam emitir as passagens.

Fui então até o site da Mauritius Air, mas a compra ficava complicada porque envolvia um trecho com a South African. Paulinho chegou a ver por uma agencia de viagens, mas cobravam cerca de 300 dólares pela emissão dos tickets.

IMG_20140514_085241643_HDRFoi aí que entrei no site da South African e, depois de verificar que a oferta de horários para Mauricio não nos atendia, notei que havia promoções para alguns destinos, entre eles Dubai, por um preço menor do que para Mauricio, apesar do voo ser duas vezes mais longo.

Liguei para o Paulinho que imediatamente aceitou a troca de destino – como ainda não conhecíamos o Oriente Médio, acabou sendo uma ótima oportunidade.

Pesquisando um pouco, decidimos pagar alguns dólares a mais e ir pela Emirates, que tinha exatamente os trechos/horários que queríamos. Pronto, viagem montada com a inclusão de 4 dias cheios em Dubai.

O visto foi tirado pela própria Emirates, que recomenda que o processo seja feito com 30 dias de antecedência e por email. Para estadias de até 96 horas o preço é de aproximadamente 70 dólares, já com a taxa administrativa.

No primeiro trecho da viagem ficamos em Pilanesberg, uma das reservas mais próximas de Jo’burg e uma das poucas que são malaria-free (se bem que estávamos quase no inverno e a ocorrência de malária diminui bastante com a chegada do frio).

mapa-provinciasA idéia era não se afastar muito, já que passaríamos apenas 3 dias por lá e o deslocamento até o Kruger seria muito cansativo (são pelo menos 5 horas de carro e não pretendíamos alugar um).

De Jo’burg voaríamos então até Dubai, para 4 dias a quase 40 graus, voltando de lá para Cape Town, indo direto a Stellenbosch, a pouco mais de 40 km de distância do aeroporto, para 3 dias de imersão enogastronômica, finalizando com 5 dias naquela que é considerada por muitos a mais bela cidade da África do Sul.

DSC01537

Foram 17 dias de paisagens e experiências completamente distintas, fazendo desta uma das melhores viagens que já fiz. E são vários os motivos para tal.

Quer saber? Já já te conto…

Patagonia – Cruzeiro Australis, dia 3

25 junho 2014

DSC00942

O terceiro dia revelava emoções fortes, com a ansiedade a mil sem saber se o desembarque no Cabo Horn seria possível. Havíamos recebido a previsão meteorológica no dia anterior que parecia otimista, mas neste canto do mundo as condições de tempo mudam a cada hora.

Como a travessia noturna transcorreu sem maiores oscilações, concluí que o tempo estaria favorável ao desembarque.

DSC00920

Eu estava certo: logo às 7h pouco antes do sol nascer já nos avisavam pelos alto-falantes que dentro de 15 minutos éramos esperados no nosso ponto de encontro habitual. Era, sem dúvida, o ponto alto da viagem para mim: realizar o sonho de desembarcar no mítico Cabo de Hornos!

O cabo fica na Ilha de Hornos, território pertencente ao Chile. Atua como divisa também entre os Oceanos Pacífico e Atlântico.

DSC00921

Embarcamos no Zodiac e logo chegamos a uma baía abrigada – as condições de mar estavam boas para os padrões locais.

IMG_20140401_090731643

Subimos os 170 degraus até a parte superior da ilha e o vento forte e constante ajudou a nos sentirmos realmente em um lugar inóspito, fim do mundo indeed!

DSC00940

 DSC00945DSC00949Diferentemente do que se pensa, não é aqui o ponto mais meridional da América do Sul, primazia que cabe às Ilhas Diego Ramírez, cerca de 100 km mais ao sul. Mas toda a fama fica mesmo com o Cabo de Hornos, então, para efeitos práticos, só a Antártida fica mais ao sul!

DSC00928 DSC00939Antes da abertura do Canal do Panamá, aqui era passagem obrigatória para as embarcações que transitavam entre o leste e o oeste do continente americano. Devido às condições extremas de vento e ondas, foi palco de um sem número de naufrágios, famosos ou não.

No meio da ilha existe um Memorial com uma grande escultura no formato de um albatroz, feita pelo artista chileno José Balcells, em homenagem aos muitos marinheiros que perderam a vida tentando “dobrar o Cabo”.

DSC00946

O caminho até o Memorial é fácil de percorrer, desde que os ventos não estejam a quase 80km/h, como foi o caso no dia em que estivemos lá.

DSC00925

Depois de sofrer com o vento e a chuva fina, fomos conhecer a residência onde um militar da Marinha chilena e sua família (que, neste caso, incluía um cachorro poodle) passam um ano em regime de revezamento.

A vida por lá não deve ser fácil, mesmo porque o contato com outras pessoas só é feito durante estas visitas de navios de cruzeiro, que só ocorrem no verão e, mesmo assim, quando as condições de mar permitem.

DSC00953

Há uma pequena loja de souvenires, mas esqueci de trazer dinheiro e acabei não comprando nada (no final do cruzeiro recebemos o certificado de desembarque no Cabo de Hornos assinado pelo capitão).

DSC00957

Também subi até o pequeno farol, onde há várias bandeiras de todo o mundo deixada por turistas como recordação (inclusive uma do Corinthians!).

DSC00958

Voltamos ao navio para o café da manhã e depois assistimos a um documentário sobre Shackleton e o seu sofrimento, tentando escapar dos perigos antárticos quando buscava atravessar o continente gelado a pé. Sua tarefa foi realmente hercúlea!

Na parte da tarde desembarcamos na Baía Wulaia, na parte oeste da Isla Navarino, e local de um massacre de marinheiros ingleses pelos Yamanás em 1859.

DSC00961

DSC00991

A Baía é também famosa por ter sido um ponto de desembarque de Charles Darwin e sua expedição em 1832.

O local era refúgio da tribo dos Yamanás contra o inverno rigoroso e na Casa Stirling (fotos acima) temos um pequeno museu com alguns artefatos da vida na época, como um exemplar das canoas utilizadas pelos índios.

DSC00964

Depois de visitar o Museu, iniciamos uma trilha de dificuldade média até um mirante de onde se descortinava uma vista completa da baía.

DSC00966

DSC00969

DSC00987

DSC00986

O caminho é belíssimo e mais bonito ainda é a visão que temos da Baía, principalmente ao final da tarde com o por do sol tímido.

DSC00972

DSC00981

E com essa imagem abaixo voltamos para o navio para aproveitar a última noite a bordo.

DSC00993

Veredito final?

O cruzeiro é fantástico para quem gosta de natureza e aprecia especialmente o cenário patagônico, desolado e ao mesmo tempo imensamente bonito. As excursões são bastante didáticas e informativas, a vida a bordo não tem maiores luxos (propositalmente, já que a ênfase é mesmo nas atividades ao ar livre) e, se você tiver a mesma sorte que tivemos com as condições do tempo, pode conseguir desembarcar no Cabo Horn, uma experiência absolutamente inesquecível.

Vale cada centavo investido!

* O blogueiro viajou com cortesia da Cruceros Australis

Patagonia – Cruzeiro Australis, dia 2

18 junho 2014

DSC00889

Hoje não estava prevista nenhuma atividade externa pela manhã, então pude tomar café da manhã um pouco mais tarde. Não aconselho fazer isto pois a reposição dos pães é um pouco irregular e quando cheguei não havia mais croissants.

DSC00832

Fui assitir a uma palestra sobre a Terra do Fogo, com foco na história dos habitantes originais desta área e de como sobreviviam.

Infelizmente o contato com os missionários ingleses trouxe uma série de doenças que acabaram por dizimar toda a população. Hoje em dia só resta uma sobrevivente da tribo Yamaná, que vive em Puerto Williams e tem 84 anos.

DSC00834

Depois fomos visitar a cabine de comando, onde o simpático comandante nos explicou o funcionamento de alguns instrumentos de navegação. Como sou cartógrafo, não havia muita novidade, mas fiquei um bom tempo lendo as cartas náuticas.

DSC00835

DSC00837

DSC00839

Depois do almoço, em estilo buffet, recebemos as instruções para o desembarque no Glaciar Pia, que começou pontualmente as 14h. Desta vez o tempo estava nublado e com alguns chuviscos que felizmente não chegaram a atrapalhar o nosso passeio.

DSC00848

DSC00858

O Glaciar na verdade se chamaria Pio, mas acabou sofrendo a mudança de sexo devido ao Glaciar Pio IX, também no Chile. É um dos 1100 glaciares da Cordilehira Darwin, ficando do outro lado do Glaciar Martinelli, que havíamos visitado no dia anterior.

DSC00860

Começamos uma caminhada em suave aclive, sempre guiado pelo Paco, até chegar a um mirante de onde se tem uma visão mais completa do glaciar. Conseguimos até ver um desprendimento de uma parte da geleira enquanto estávamos observando calados a beleza da paisagem.

DSC00861

DSC00862

DSC00864

DSC00866

Posteriormente caminhamos ao nível dágua  até chegarmos a um local de onde tínhamos outro panorama da imensa geleira.

DSC00881

Ao final, a já conhecida sessão de chocolate quente com whisky para esquentar os friorentos.

DSC00885

Voltamos ao navio e fomos convidados a nos acomodarmos no Salão Sky para observar a navegação na chamada Avenida dos Glaciares, após a entrada do Canal de Beagle – um conjunto de 5 geleiras que receberam nomes de países/idiomas:  Romanche, Alemanha, França , Itália e Holanda.

DSC00894

Já deu para perceber que estava beeem nublado, né?

DSC00896

A brincadeira aqui era a seguinte: enquanto passávamos por cada um dos glaciares éramos servidos com bebidas e comidas típicas de cada um dos países. Assim, tínhamos salsichas e cervejas representando a Alemanha, queijos e champagne para a França, vinho tinto e pizza para a Itália; cerveja e bolinho de carne para a Holanda.

DSC00898 DSC00899

DSC00908

Para o jantar, tivemos salmão com legumes

DSC00916

… e torta de maçã com sorvete de creme, para sobremesa.

DSC00918

E outra vez o ritual de um drink no Salão Sky antes de dormir.

Estava ansioso para saber se no dia seguinte conseguiríamos desembarcar no Cabo de Hornos!

* O blogueiro viajou com cortesia da Cruceros Australis

Patagonia – Cruzeiro Australis, dia 1

13 junho 2014

DSC00753

Ao amanhecer, estávamos navegando pelo Fiorde Almirantazgo e na hora do café da manhã o navio já se encontrava ancorado.

As 9h30 subimos para o Salão no quarto andar com os coletes salvavidas ajustados e fomos divididos em grupos de acordo com o idioma falado. Fiquei em um grupo, com alguns brasileiros, liderados pelo falante e experiente guia chileno Patricio (Paco).

O desembarque é feito ordenadamente em pequenos botes infláveis motorizados conhecidos como Zodiacs (foto abaixo).

DSC00754

DSC00760
Tivemos sorte de encontrar um dia claro e quase sem nuvens, uma raridade nesta parte do mundo. A temperatura estava em agradáveis 8 graus positivos. No ponto de desembarque se pode ter uma vista do Glaciar Martinelli, que vem sofrendo um importante processo de retração devido ao aquecimento global.

DSC00756

DSC00762

Em terra firme, nosso assunto principal era a flora local, conhecendo algumas espécies como a sempreviva, um pequeno arbusto que, como o nome diz, permanece vivo não importando as intempéries do lugar. Esta foi a deixa para Paco nomear o nosso grupo em homenagem à esta plantinha. Pronto: nos tornamos os Semprevivos!

DSC00765

DSC00766

DSC00768

Também vimos alguns dos pequenos frutos como a chaura e um chamado de “morango do diabo”, que cresce em lugares úmidos, com sabor bem amargo.

DSC00769

DSC00774

Todo o passeio é feito em terreno plano, em um percurso bem tranquilo.

DSC00775

DSC00777 DSC00779
DSC00778

DSC00784

Ao final o grupo se reúne para tomar um chocolate quente puro (ou com whisky para os mais friorentos!) antes de retornar para o almoço.

 

DSC00786

DSC00790

Na parte da tarde, depois de uma pequena siesta, chegamos às Ilhotas Tuckers, onde mais uma vez embarcamos nos Zodiacs, com a diferença de que agora não iríamos desembarcar em terra firme.

DSC00792

DSC00793

Circulamos as ilhotas, observando os pinguins de Magallanes, que se instalam todo ano na primavera, na Ilha Santa Cruz, para o acasalamento: os machos chegam primeiro para ajeitar a casa, sob pena de ficar sem parceira caso não faça o trabalho direito.

DSC00805

DSC00807

DSC00809

O período de gestação do pinguim é de 6 semanas, o que faz com que os filhotes nasçam no verão e se desenvolvam rapidamente, chegando em pouco tempo ao tamanho dos pais, embora ainda não possuam todas as habilidades marinhas.

DSC00811
DSC00814

Vimos também alguns cormoranes, tipo de pássaro que à distância se assemelha aos pinguins. São pássaros dóceis que conseguem ingerir o seu próprio peso em comida todos os dias, o que gera uma quantidade grande de guano, que acaba sendo a única forma de defesa de seus ninhos contra os invasores.

DSC00802
DSC00813

Ao final da tarde foi oferecido um passeio curto à casa da máquinas, interessante para aqueles que tem curiosidade em saber detalhes do funcionamento do navio.

DSC00816

DSC00817

DSC00818

Para o jantar, tivemos espetinhos de camarões de entrada…

DSC00824

…e uma deliciosa cheesecake de frutos rojos de sobremesa.

DSC00826

Depois de um dia intenso e do jantar regado a vinho ainda deu tempo de tomar um drink no Salão Sky antes de ir para cama.

 

* O blogueiro viajou com cortesia da Cruceros Australis

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 57 outros seguidores