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África do Sul – Cidade do Cabo, parte 1

18 agosto 2014

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Depois de nos fartarmos com a variedade de vinhos das Cape Vineyards, era hora de conhecer a cidade indiscutivelmente mais bonita do país.

O trajeto de Stellenbosch a Cape Town dura um pouco menos que uma hora e passa por algumas pequenas townships (como são conhecidas as favelas por aqui). Contratamos o mesmo transfer que havia nos levado a Franschhoek, que nos cobrou 300 rands (cerca de 65 reais pelo câmbio da época). Justo!

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A entrada de Cape Town propriamente dita é linda: depois de algumas curvas, temos a visão do centro compacto e arrumadinho da cidade e do backdrop das montanhas imprensando-a contra o mar. Em muitos aspectos lembra inegavelmente o Rio de Janeiro.

Ficamos em uma pousada transadinha chamada Cape Diem Lodge, situada em uma rua super tranquila de Green Point, um bairro colado ao Waterfront Victoria & Albert.

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Com apenas 5 quartos e uma piscina charmosa (que, infelizmente, não pudemos usufruir por conta do tempo frio), ela foi escolhida justamente pela sua localização central.

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E a primeira providencia depois de nos instalarmos foi ir justamente ao Victoria and Albert Waterfront. Diferentemente do que se pensa, este pedaço da cidade, fruto de um grande aterro, homenageia a rainha e seu filho Alfred (ao invés do marido Albert).

O local é um dos playgrounds dos Capetonians, tendo até uma roda gigante e grupos de música étnica tocando ao ar livre. É a atração turística que recebe mais visitantes em todo o país!

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A Torre do Relógio (Clock Tower – abaixo à esquerda) é um dos pontos mais conhecidos do local, com sua arquitetura gótica-vitoriana.

A mega loja African Trading Port (abaixo à direita) tem 3 andares de objetos artesanais e móveis com inspiração africanas – se não couber na sua mala, não se preocupe: eles enviam para qualquer parte do mundo.

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Não deixe de ver as estátuas de 4 sul africanos que tiveram grande papel na história do país, inclusive detentores de prêmios Nobel: da esquerda para a direita, Albert Luthuli, Desmond Tutu, Frederik de Klerk and Nelson Mandela.

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A foto abaixo estaria bem mais bonita se a Table Mountain não estivesse coberta pelas nuvens, aqui chamadas carinhosamente de Table Cloth!

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A área tem também os imóveis mais valorizados da cidade: um dos edifícios abaixo tem Madonna como proprietária de um apartamento! Pelo menos foi o que o guia nos contou…

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Há também um grande shopping center, com inúmeros restaurantes e lojas de grife. Uma das que nos chamou a atenção foi esta simpática e alternativa brasserie que vende pequenas guloseimas como pães e geleias, além de servir lanches e saladas  light, exatamente o que queríamos comer.

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Voltamos ao hotel, pois hoje tínhamos reservado uma mesa no Test Kitchen, um dos restaurantes mais badalados da cidade (conto esta experiência em outro post).

Vem muito mais por aí!

África do Sul – Stellenbosch, dia 2

5 agosto 2014

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Já em Stellenbosch, depois de um descanso merecido após o passeio a Franschhoek, fomos testar mais uma das certeiras indicações da nossa pousada: o restaurante The Big Easy, na Dorp Street.

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Este restaurante é de propriedade do Ernie Els, um famoso jogador de golfe sul africano que resolveu apostar na enogastronomia e que tem até uma vinícola nas imediações da cidade.

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E parece que ele está apostando direitinho: o restaurante fica em uma casa ampla e super bem decorada, com detalhes em vermelho, separada em ambientes aconchegantes, semelhante ao que é feito aqui na América nos restaurantes do Astrid y Gastón.

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O serviço é atencioso, o cardápio enxuto e os preços continuam bem abaixo dos nossos. A carta de vinhos é extensa, contendo exemplares de várias vinícolas locais: para não correr o risco de errar na escolha, ficamos com um Pinotage reserva da Beyerskloof que casou bem com o delicioso filé com fritas e salada.

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De sobremesa pedimos um trio de chocolate e a esta hora (21h) já estávamos entre os últimos clientes. Voltamos andando pelas ruas desertas da cidade satisfeitos com a comilança. A noite aqui termina bem cedo…

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Voltando aos passeios pelas vinícolas, ao invés de ficar zanzando por várias (há o equivalente ao Wine Tram de Franschhoek, que aqui se chama Vine Hopper) preferimos trocar a quantidade pela qualidade no nosso último dia em Stellenbosch.

Escolhi duas tops locais que ficavam bem próximas e contratamos um transfer para nos deixar lá pela módica quantia de 180 rands ida e volta (equivalente a 40 reais).

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Paramos primeiro na Tokara, no lado esquerdo da estrada que leva a Franschhoek. Esta vinícola tem vários vinhos premiados e oferece uma degustação de 6 exemplares, além de prova dos 5 tipos de azeite de oliva, tudo totalmente grátis!

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A cereja do bolo ainda estava por vir. Andamos da Tokara, atravessando a rodovia, até a nossa próxima parada: a Delaire Graff, uma das mais renomadas da região.

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Se a Tokara teve os melhores vinhos, a Delaire Graff ganha disparado no quesito luxo: situada bem em frente à Simonsberg, uma montanha apaixonante, possui esculturas e obras de arte criando um ambiente sofisticado e clean, cujo ápice é mesmo a vista do restaurante. Fiquei magnetizado pelo local.

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A comida é correta sem ser inesquecível, um pouco mais cara do que o usual, mas ainda assim custaria pelo menos o dobro comer em um restaurante deste quilate no Brasil.

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O cardápio é enxutíssimo como a maioria dos restaurantes de vinícolas, apresentando cinco variedades de entrada, prato principais e sobremesa. Pedimos um fish and chips apenas correto.

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De sobremesa, arriscamos mais uma das loucuras de chocolate

 

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… e simplesmente nos permitimos ficar admirando mais uma vez esta beleza de cenário!

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O passeio até as Winelands é realmente um dos pontos altos de qualquer roteiro e deve ser incluída em sua visita quando for à África do Sul: paisagens deslumbrantes, cidadezinhas super charmosas, preços pra lá de camaradas, enfim, tudo conspira para que você fique com vontade de voltar mais e mais vezes.

Não resista!

África do Sul – Franschhoek

31 julho 2014

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A adorável Franschhoek (cantinho francês em afrikaans) fica a pouco mais de 40 km de Stellenbosch, em uma estrada bem sinalizada e pitoresca. Chegamos em pleno domingo, dia das mães, já sabendo que o fluxo de famílias de visitantes seria intenso.

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Se você não tiver alugado um carro, suas opções serão contratar um tour incluindo o transporte ou apenas o transfer ate lá. Optamos por este último para ter um pouco mais de liberdade.

Pagamos 390 rands pelo trecho (com uma empresa recomendada pela própria pousada) que demora uns 40 minutos para ir de uma cidade a outra.

Há inúmeras opções de visitas às vinícolas. Optamos por fazer o percurso no Wine Tram, em um percurso misto com trem e carro, que cumpre 2 trajetos (azul e vermelho) por 6 vinícolas cada, dando um panorama do que a cidade tem a oferecer (veja o mapa abaixo). Custa 170 rands e inclui algumas degustações e outros descontos para quem adquirir vinhos.

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Escolhemos a rota azul e fomos direto para a segunda vinícola, Holden Manz, já que a primeira não abria aos domingos. Situada aos pés da montanha, produz o padrão local de merlot, shiraz e cabernet, sem muito brilho nas suas criações.

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Já o local era muito bonito, com um amplo restaurante. Pudemos degustar os vinhos tendo uma linda vista das montanhas ao redor, com um sol que deixava a temperatura em agradáveis 20 graus.

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As parreiras estavam pouco carregadas, devido à época do ano.

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Nesta vinícola a degustação era gratuita. Assim como a paisagem…

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Veja abaixo nosso meio de transporte entre vinícolas!

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A segunda parada foi na Dieu Donné, desta feita no alto da montanha, onde pudemos degustar 6 vinhos também medianos, com destaque para o shiraz, um pouco mais redondo do que os outros. Nesta vinícola a degustação também era gratuita.

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Mais uma vez fomos brindados com um panorama deslumbrante, com uma ampla vista da cidade abaixo e das montanhas que a circunda.

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Tentamos um lugar no restaurante, mas estava lotado. Nem mesmo uma tábua de queijos pudemos provar: havia esgotado devido à grande procura.

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A próxima parada ficava a poucos metros: a Chamonix, que cobrava 30 rands (módicos 6 reais, no câmbio da época) pela prova de 6 vinhos. Como estávamos com fome, decidimos aproveitar e comer por aqui mesmo, mas estava um pouco difícil por ser um domingo especial – dia das mães!

De tanto insistirmos, acabaram achando dois lugares no restaurante Racine para o almoço.

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Pedimos uma salada caesar com camarões e bacon...

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…complementada com uma tábua de frios deliciosa que trazia a especialidade sul africana: biltong. Pagamos 200 rands no total e saímos bastante satisfeitos e um pouco mais trôpegos.

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Voltando para a cidade, era hora da troca de veículos: agora iríamos de trem visitar as duas últimas vinícolas do programa.

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Como não tínhamos muito mais tempo, escolhemos ficar na Grand Provence, uma linda propriedade com um restaurante famoso e com um jardim de esculturas muito bonito.

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Tentamos combinar uma sobremesa com um late harvest, mas a cozinha do restaurante já havia fechado e o late harvest só era vendido se fosse a garrafa inteira. Melhor continuar tirando fotos do lindo lugar.

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A área de degustação era bem charmosa.

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O restaurante parecia ser bastante classudo, com decoração clássica. Pena que não pudemos provar da comida.

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Ainda tivemos tempo de olhar um pouco o comércio antes das portas fecharem pontualmente as 17hs, mesmo horário que havíamos marcado com o motorista para voltar a Stellenbosch.

Em suma, Franschhoek é uma cidadezinha adorável e merece uma estada um pouco maior para degustar com calma tudo o que ela tem para oferecer. E por ser tão compacta, algumas das vinícolas podem ser visitadas a pé, agradando em cheio aqueles que não querem depender de transporte para provar as delícias desta região.

África do Sul – Stellenbosch, dia 1

25 julho 2014

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Chegamos a Cape Town em um voo direto de Dubai, mas nosso transfer contratado com o hotel em Stellenbosch não estava nos esperando. Sem dificuldade, arrumamos um táxi que nos levou até lá pelo mesmo preço que havia combinado (350 rands, cerca de 75 reais).

A viagem de pouco mais de 40 km durou quase uma hora devido aos vários sinais de trânsito e logo se viam os primeiros sinais de que estávamos entrando em uma região vinícola. Pouco depois, tínhamos a primeira visão da charmosa Stellenbosch.

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A cidade é pequena e encantadora, com construções coloniais e rodeada de montanhas, que propiciam um clima perfeito para vinicultura. Junto com Franschhoek e Paarl, forma o que é chamado de Cape Winelands, região vinícola mais importante do país.

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Nesta época do ano Stellenbosch também é muito, muito colorida!

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Nossa pousada – Middedorp Manor –  ficava em uma rua tranquila e bem arborizada.

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A residência de 2 andares tem mais de 200 anos, cinco quartos bem espaçosos e muito bem decorados e é cool até a medula, toda em branco e com mimos típicos de cidade pequena, como uma biblioteca, uma sala de estar com direito a degustar de cálices de sherry, um café da manhã compacto, mas de excelente qualidade…

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…uma piscina gelada que deve ser ótima para os dias de verão…

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…e até a companhia simpática de Misha, o gato de estimação local.

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Deixamos as malas no quarto e iniciamos a caminhada pela cidade. A cidade é a segunda mais antiga da África do Sul, fundada em 1679 por Simon van der Stel (Stellenbosch significa o Bosque de Stel).

Abaixo se pode ver a “praça principal” da cidade (chamada Braak), na verdade um grande descampado.

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Em frente à praça fica o Museu de Stellenbosch e o Kruithuis (Arsenal), construido em 1777 e o único monumento na cidade com o símbolo da Companhia Holandesa das Índias Orientais: VGOC (Vereenighde Geoctroijeerde Oostindische Compagnie), fundada em 1602 com o propósito de explorar as rotas comercias de especiarias.

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Como estávamos morrendo de fome, havíamos pedido sugestões a Moyo, o atendente da pousada, que nos indicou o Wijnhuis, na Church Street, um restaurante que poderia passar despercebido, mas que se revelou um grande achado.

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Pedimos uma saborosa massa com frango, abobrinha, cogumelos e pine nuts, acompanhada de uma taça de um bom Pinotage local.

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De sobremesa, era imperativo experimentar o tão falado malva pudding, meio pudim, meio bolo, molhadinho e feito com brandy, acompanhado de uma bola de sorvete de creme – uma coisa de outro mundo! Veja na foto ao lado se estou mentindo…

A sobremesa foi degustada com um cálice de Amarula!

Para o jantar quase ficamos a ver navios, pois demoramos muito para escolher um local e a maioria dos restaurantes aqui fecha às 22h durante a semana. Fica a dica para os desavisados!

Acabamos entrando no Basic Bistro, que é bem basic mesmo, mas gostosinho e honesto: comi espetinhos de lulas com salada de rúcula e uma taça de viognier. Uma refeição light no estômago e na barriga!

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Na manhã seguinte começaríamos a descobrir o que esta região tinha a oferecer…

 

África do Sul – Sun City

18 julho 2014

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Ainda em Pilanesberg, em uma das folgas entre os safáris, resolvemos aproveitar o traslado gratuito oferecido pelo hotel e demos um pulo em Sun City, que ficava a apenas 5 km da porta do Bakubung Lodge.
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Criado como uma espécie de Disneylandia sul-africana, com um badalado hotel que se auto proclama ser de 6 estrelas, Sun City é o protótipo da cafonice e do exagero!

Considere aquilo de mais brega que há em Las Vegas ou mesmo na Disney e multiplique por 10. Pronto! Já deve ter uma idéia do mau gosto que impera por lá.

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Além de hotéis há um casino, muitas lojas de souvenirs e casas de show. O Parque Aquático, no qual se destaca a piscina de ondas (foto que abre o post), parecia até ajeitadinho e com entrada a módicos 120 rands (pouco mais de 25 reais, bem razoável para o que oferece). Pena que não havíamos trazido calção de banho.

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Em pouco tempo de caminhada já havíamos percebido que não havia muito o que fazer por lá. Resolvemos ficar observando o movimento à beira do  lago, no local que eles chamam de Waterworld, um complexo que possui caiaques, esqui, jet ski, banana boat

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.e até parasailing!

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Ficamos no barzinho do local tomando uns drinks e apreciando a bonita vista do fim de tarde.

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O hotel estava relativamente vazio, mas entre os passantes, conseguimos ouvir um sotaque brasileiro. Investigando um pouco mais, descobrimos que o Skank estaria fazendo um show no dia seguinte. Coincidência!

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No final das contas, não recomendaria este passeio, a não ser que você esteja interessado em aproveitar algumas horas no parque aquático e, mesmo assim, só se você estiver hospedado ali por perto.

Sair de Jo’burg só para visitar Sun City com certeza é um programa de índio. Não vale o desvio!

África do Sul – safári em Pilanesberg

15 julho 2014

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Chegamos no voo da SAA na aeroporto de Johannesburg quase duas horas atrasados. Consegui um transfer para nos levar ao hotel em Pilanesberg por ZAR1.250 (na cotação da época US$1 = 10,5 Zar) , quase a metade do cobrado por outras companhias.

Nossa motorista, Clarien (a simpática proprietária da Get-you-there-transfers), continuava com uma placa com nosso nome, apesar do atraso. O trajeto até o Bakubung Bush Lodge foi de aproximadamente 3 horas, embora os 140km pudessem facilmente ter sido percorridos em menos tempo. Clarien é uma motorista muito cuidadosa e obedece a todos as regras de trânsito.

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O hotel fica dentro do parque nacional Pilanesberg, um dos mais próximos a Johannesburg, sendo este o principal motivo para termos escolhido basear nossa estadia por lá. Além disto, ele é um dos poucos parques sul-africanos totalmente livres de malária, o que não é pouca coisa.

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Dos 5 hotéis dentro do parque, achei o Bakubung Bush Lodge o mais simpático: com quartos elegantes, piscina, meia pensão e um safári incluído por dia, os US$ 170 por pessoa me pareceram um preço bem razoável.

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Além dos safáris diurno e vespertino o hotel oferece um walking safári que dura cerca de 2 horas, mas não me senti muito tentado a fazer pois fui informado que não se consegue, por razões de segurança, chegar tão próximo dos animais quanto em um safári motorizado.

Nosso primeiro safári acabou sendo o mais emocionante. Logo de saída, vimos um grupo de um dos mais perigosos animais do continente: as temíveis galinhas d’Angola (guinea fowl).

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Zebras parecem ser, juntamente com as impalas, os animais mais comuns por aqui, a julgar pela quantidade que vimos destas duas espécies.

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As zebras daqui são do tipo de planície e tem a particularidade de ter algumas listras marrons o que as tornam mais bonitas do que as outras, na minha humilde opinião.

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Já as impalas, pequenas que são, devem ser presas fáceis para os leões e leopardos. Seus parentes, os springboks e kudus, são maiores e mais bonitos, com chifres que indicam sua idade quanto mais longos e curvos forem.

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Poucos metros depois encontramos quatro rinocerontes brancos, mais calminhos e maiores do que seus primos negros. As duas espécies na verdade possuem a mesma coloração, sendo diferenciados pelo tamanho e formato da boca, a dos brancos sendo mais larga (wide). Acabaram confundindo o wide com o white e o resto vocês já sabem…

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O maiorzinho dos quatro, o líder natural do grupo, encarou o nosso carro e foi preciso muita diplomacia para desviá-lo do caminho. Tenso!

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O próximo animal da lista dos Big 5 (rinoceronte, leão, leopardo, elefante e búfalo) viria logo a seguir: um grande paquiderme vagava solitário à procura de comida. Segundo nosso guia, existem cerca de 300 elefantes em Pilanesberg.

Este era jovem ainda. Faminto, adorava quebrar os galhos de árvores em busca de folhas suculentas, nos ignorando quase que por completo. Conseguimos algumas boas fotos.

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Todo o passeio é monitorado através de rádio com troca de informações com outros guias ou mesmo de motoristas que estão fazendo seu safári particular. Desta forma garante-se uma maior chance de visualizar os animais.

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E tendo visto dois dos Big 5, paramos no Centro de Visitantes do parque para dez minutos de descanso antes de retornarmos ao hotel.

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No mesmo dia fizemos um safári à tarde para comparação: nossa guia era muito mais didática e, devido ao grande fluxo de automóveis, o intercâmbio de informações permitiu chegarmos ao local onde estavam um leão e 3 leoas, sendo que uma delas estava bem ao lado da estrada, impassível e desconsiderando totalmente o grande engarrafamento de carros que se formou em instantes. Pena não termos visto “o da juba”!

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Depois de mais zebras e impalas, vimos também alguns wildebeest, um animal cinzento e muito, muito feio. Perto deles, algumas hienas aproveitadoras esperavam restos de alimentos para fazer a bóia do dia.

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A parada da tarde foi para observarmos os hipopótamos ao cair da tarde, com direito a uma bebida (refrigerantes, cerveja ou vinho). Pena que os hippos não apareceram.

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No caminho de volta paramos por um instante para observar um dos cerca de 30 leopardos locais, que descansava tranquilamente no meio dos arbustos, tão escondido que tornava qualquer tentativa de foto infrutífera. Não foi desta vez…

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Quem quisesse poderia seguir para um braai (churrasco) ao ar livre, à luz de tochas, em um ambiente bem rústico. Preferimos fazer nossa refeição no restaurante do hotel degustando um bom vinho em um ambiente mais aconchegante.

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O jantar era bem variado, com saladas e alguns pratos típicos sul-africanos. Não sou muito chegado, mas, no primeiro dia havia uma sopa bem gostosa de biltong (uma espécie de carne seca)  com gorgonzola.

A carta de vinhos era boa, com alguns exemplares de grandes vinícolas do país. Melhor do que isso, os preços eram bastante convidativos – um bom Pinotage poderia ser degustado por apenas 200 rands, o equivalente a aproximadamente 40 reais.

Além de queijos diversos, a oferta de sobremesas era alucinante. Os sorvetes iam muito bem com os diferentes bolos oferecidos todo os dias. Difícil resistir!

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No dia seguinte fizemos ainda mais um safári, mas não conseguimos ver nada muito diferente das outras vezes.

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Melhor aproveitar o lindo entardecer da varanda do hotel…

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Foi uma ótima introdução à vida selvagem sul-africana, sem perder o conforto e a praticidade.

Altamente recomendável!

África do Sul e Dubai – Introdução

11 julho 2014

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Sim…ambas foram visitadas na mesma viagem. Já vou explicar.

Apesar de já ter passado pela África do Sul a trabalho, acabei ficando apenas uma noite em Johannesburg, em um hotel próximo ao Aeroporto e sem chance de conhecer muita coisa.

Aproveitei antes que a TAM saísse da Star Alliance e tirei o trecho desde o Brasil com apenas 50.000 milhas pela South African. Meu fiel companheiro de viagens, Paulinho, fez o mesmo e começamos a fazer os planos da viagem.

Além de um safári, não podia deixar de incluir algum tempo na Cidade do Cabo, além de uma estadia em uma das cidades da região vinícola, ali pertinho. Queríamos também incluir algum outro país nas imediações: pensamos em visitar Victoria Falls, mas acabamos decidindo pelas Ilhas Maurício e aí as coisas começaram a mudar.

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Tentei comprar as passagens pelo Decolar, mas, apesar de mostrar os trechos que queria (ida de Johannesburg e volta para Cape Town), eles não conseguiam emitir as passagens.

Fui então até o site da Mauritius Air, mas a compra ficava complicada porque envolvia um trecho com a South African. Paulinho chegou a ver por uma agencia de viagens, mas cobravam cerca de 300 dólares pela emissão dos tickets.

IMG_20140514_085241643_HDRFoi aí que entrei no site da South African e, depois de verificar que a oferta de horários para Mauricio não nos atendia, notei que havia promoções para alguns destinos, entre eles Dubai, por um preço menor do que para Mauricio, apesar do voo ser duas vezes mais longo.

Liguei para o Paulinho que imediatamente aceitou a troca de destino – como ainda não conhecíamos o Oriente Médio, acabou sendo uma ótima oportunidade.

Pesquisando um pouco, decidimos pagar alguns dólares a mais e ir pela Emirates, que tinha exatamente os trechos/horários que queríamos. Pronto, viagem montada com a inclusão de 4 dias cheios em Dubai.

O visto foi tirado pela própria Emirates, que recomenda que o processo seja feito com 30 dias de antecedência e por email. Para estadias de até 96 horas o preço é de aproximadamente 70 dólares, já com a taxa administrativa.

No primeiro trecho da viagem ficamos em Pilanesberg, uma das reservas mais próximas de Jo’burg e uma das poucas que são malaria-free (se bem que estávamos quase no inverno e a ocorrência de malária diminui bastante com a chegada do frio).

mapa-provinciasA idéia era não se afastar muito, já que passaríamos apenas 3 dias por lá e o deslocamento até o Kruger seria muito cansativo (são pelo menos 5 horas de carro e não pretendíamos alugar um).

De Jo’burg voaríamos então até Dubai, para 4 dias a quase 40 graus, voltando de lá para Cape Town, indo direto a Stellenbosch, a pouco mais de 40 km de distância do aeroporto, para 3 dias de imersão enogastronômica, finalizando com 5 dias naquela que é considerada por muitos a mais bela cidade da África do Sul.

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Foram 17 dias de paisagens e experiências completamente distintas, fazendo desta uma das melhores viagens que já fiz. E são vários os motivos para tal.

Quer saber? Já já te conto…

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