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Londres com adolescentes – Compras

16 abril 2014

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Londres sempre foi bem servida no quesito compras, desde as lojas com produtos típicos britânicos, abundantes nas imediações de Piccadilly, até roupas caras de grife, em lojas de Regent Street ou mesmo Knightsbridge. Mas o centro nervoso de compras na cidade continua sendo Oxford Street, cada vez mais globalizada e um tantinho mais brega.

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Lá também encontramos as onipresentes lojas de souvenirs no meio da Zara, Topshop e Body Shop. Temos também a descolada Muji e a baratinha Uniqlo, duas japonesas que estão conquistando o mercado mundial.

Várias lojas de departamento têm sua sede nesta rua como a John Lewis e a BHS, mas a principal atração é mesmo a gigante Selfridge’s, recentemente escolhida pela Time Out como a melhor loja londrina, 10 posições à frente da maior e mais conhecida Harrod’s.

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E põe gigante nisso: com 6 andares, tem seções  de várias outras lojas, inclusive da Muji. Sua oferta de sapatos também é imensa e bastante elogiada, sem falar no food court.

Mesmo que você não compre nada, vale uma passadinha no sexto andar para um almoço étnico, com opções árabes, japonesas, italianas (pizzas), americanas (burgers e hot dogs) e indianas.

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 A seção de vinhos tem exemplares bem interessantes, de todos os continentes. Os preços de alguns chilenos estava bem razoável…

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Outra loja bastante concorrida é a Primark, logo no começo da rua, pro lado de Marble Arch. Aqui o que manda são os preços fantásticos para todo e qualquer item de vestuário made in China, além de roupa de cama, mesa e banho. Até minha filha, que não é muito consumista, se rendeu aos encantos dos precinhos camaradas das roupas.

Pena que o declínio da venda de CDs tenha tirado muito do charme de passear por suas calçadas, Diferentemente de 20 anos atrás, quando havia a Virgin Megastore e várias filiais da HMV, hoje só encontramos a original desta última, assim mesmo dividindo espaço com blu-rays, livros e fones de ouvido.

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Nas pesquisas que Bia fez antes da viagem, uma passagem pelo Trocadero, perto de Piccadilly era obrigatória: afinal, lá havia uma lojinha dedicada a apetrechos japoneses chamada TokyoToys – eu achei meio fraquinha, mas ela adorou!

Já a Forbidden World, na Shaftesbury Avenue, era uma big loja de quadrinhos e animes, com várias opções de jogos de tabuleiro e camisetas de séries americanas. Muito mais interessante…

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Para opções um pouco mais alternativas, nada como uma passada em Camdem Town, ainda a minha preferida entre as feiras de rua de Londres.

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Sábado e domingo são os melhores dias para se andar por lá, se bem que “andar” é um pouco força de expressão: fica tão lotado que você mal consegue se locomover. O people watching, no entanto, é maravilhoso!

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E a moda continua sendo bastante alternativa, apesar de alguns itens beirarem o mau gosto…

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De lá partem passeios pelos canais, indo até Little Venice ou até o Zoológico, em Regent Park. Já fiz este passeio em outra ocasião e recomendo se o tempo estiver bom. Maiores informações você encontra aqui.

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No quesito compras tem opções para todos os gostos: roupas extravagantes, camisetas com dizeres engraçadinhos (“Rage Against the Washing Machine” era um deles), objetos de decoração, livros usados, LPs de todas as categorias de música…

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…e comida…muita comida! Separada por países, vejam só!

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Hummmm, churrasco brasileiro? Sei não!

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Provamos alguns quitutes do sudeste asiático, já que era impossível resistir aos aromas locais.

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Aproveitamos para almoçar pelas redondezas – vá até a rua Parkway e escolha alguma das várias opções.

Ficamos em um chinês genérico que tinha uns dim sum deliciosos por precinhos bem camaradas. Quase em frente ficava uma filial da Côte Brasserie, uma rede bacaninha que já foi aprovada por mim na última vez que estive aqui.

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Animados? É só tomar a linha Northern do metrô (a preta) na direção norte e descer na estação de Camden Town. De Hammersmith, onde estávamos, e também da região de Paddington, há ônibus direto até lá.

Outro lugar ótimo para observar pessoas é Covent Garden (estação de mesmo nome na Central Line). Sempre há algum artista de rua tentando chamar a atenção e há vários bons restaurantes nas imediações, inclusive uma filial do Jamie’s Italian (franquia mais em conta do Jamie Oliver), na Upper St Martin’s Lane).

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E antes que vocês perguntem, a foto que abre o post e esta aqui embaixo é da Cool Britannia de Piccadilly, ótima lojinha para comprar aquela lembrancinha típica que te pediram (o carro não está a venda!).

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Londres com adolescentes – Passeio a Greenwich

12 abril 2014

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Um dos passeios mais legais de se fazer em Londres é dar um pulo a Greenwich. Pode-se chegar lá de várias maneiras, mas sempre tento ir com o Docklands Light Railway, ou DLR para os íntimos, um trem sem condutor que conecta o centro financeiro à outra margem do Tâmisa, passando por Canary Wharf com seus arranha-céus comerciais.

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Esta área – Canary Wharf -  foi escolhida para desafogar a City londrina, o principal centro financeiro da cidade. Tem seu ícone no edifício One Canada Square, até 1991 o mais alto da Europa.

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O DLR é um dos meios de transporte incluídos no Travelcard e, por incrível que pareça, Greenwich fica na zona 2, cabendo direitinho no seu orçamento!

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Desça na estação Cutty Sark do DLR e caminhe pelo parque em uma subida leve até o Observatório Astronômico. Com uma entrada de 7 pounds se tem acesso a um pequeno museu contando a história das descobertas astronômicas que levaram o lugar a ser considerado a origem da contagem das longitudes ou o meridiano central.

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Claro que grande parte dos visitantes está se lixando para isso e pagou apenas para poder tirar as fotos com um pé no oriente e outro no ocidente no Meridian Courtyard – tinha uma família de brasileiros que entrou na fila várias vezes até conseguir todas as combinações de fotos possíveis!

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O ingresso dá direito também a visitar a Flamsteed House, desenhada pelo famoso arquiteto britânico Christopher Wren, que possui várias salas temáticas, dedicadas à relação do tempo com a sociedade e com a descoberta da medição da longitude, em uma competição que já foi tema de um livro chamado justamente Longitude, do Dava Sobel.

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Aproveite, na descida, para complementar a visita com um pulinho no lindo National Maritime Museum (este prédio em primeiro plano abaixo, que tem entrada gratuita), com vários relatos de conquistas deste país que se orgulha de seu passado naval.

Ou, se quiser e tiver tempo, uma visita ao Cutty Sark, um veleiro britânico usado para o comércio de chá no século XIX. A entrada para conhecer o veleiro pode ser adquirida com desconto, juntamente com o ticket do Observatório.

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O melhor mesmo é apreciar esta linda vista da cidade, com destaque para os prédios de Canary Wharf. Ou mesmo passear um pouco pelo extenso gramado, local de diversão de famílias inteiras em um dia tão agradável!

DSC00328 Normalmente volto de ônibus  até o outro lado do Tâmisa, um caminho demorado, mas diferente. Você também pode voltar de barco até um dos piers da cidade (veja este post).

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É um excelente programa para se fazer em um fim de semana de sol!

Londres com adolescentes – Cruzeiro no Tâmisa

31 março 2014

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Apesar de já ter ido varias vezes a Londres, nunca havia feito um passeio pelo Tâmisa. Até porque o acho feio, entulhado de embarcações, sem aquele aspecto clean do Sena, só para citar um exemplo. Desta vez, com acompanhantes, poderia ser um programa que todo o grupo curtiria.

Existem várias companhias que fazem passeios pelo rio. Escolhi a City Cruises por ter lido boas avaliações sobre ela e também pelo fato de que estavam com ofertas para o mês de fevereiro. Coincidentemente havia um Afternoon Tea Cruise com 30% de desconto, justamente na sexta feira que estaríamos por lá – quer programa mais britânico do que um chá da tarde?

O passeio, a 15 pounds por cabeça, já com desconto saía do pier da Torre de Londres, um dos pontos de embarque deste tipo de passeio (há também saídas do pier de Westminster, da London Eye e até de Greenwich!).

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Como chegamos um pouco antes do horário de embarque, pudemos dar uma volta pela Torre de Londres e admirar a Tower Bridge à distância.

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Também dava para ver o recém inaugurado The Shard (foto abaixo), o edifício mais alto da Europa, com 85 andares e formato que dá a impressão de que ainda não foi terminado.

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Embaixo mais um detalhe da Torre de Londres.

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Pontualmente às 15h15 começou o embarque no nosso barco e também a chuva fina e insistente que nos acompanhou por todo o trajeto.

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Da Torre, ele segue o rio contra a corrente, para o oeste, passando pelo HMS Belfast, pelo The Shard, London Eye, Houses of Parliament e o Big Ben até quase chegar na Battersea Power Station, aquele fábrica abandonada que ficou famosa por aparecer na capa de Animals do Pink Floyd, lembram?

Infelizmente não pudemos desfrutar muito da vista por causa da chuva e tivemos que nos concentrar mesmo no chá que era servido sem parar.

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O chá era um verdadeiro banquete com sanduíches frios, scones absurdos de bons, com geléia e creme

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… e uma bandeja só de docinhos variados, incluindo deliciosos macarons.

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Olha os scones aí…

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Resumindo, achei que pode ser, sim, uma boa opção de passeio, principalmente se considerarmos o custo/beneficio de um chá mais que completo. Se estiver sol, melhor ainda!

A turma adorou!

Londres com adolescentes – Introdução

27 março 2014

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Mais um Carnaval, e com ele a enorme vontade de fugir do agito carioca. Consegui convencer minha filha a viajarmos para a Europa a fim de termos um pouco de paz e curtir o clima agradável, aproveitando que este ano a folia caía no fim do inverno europeu.

Tinha milhas na Iberia e consegui, com bastante antecedência, é claro, emitir passagens para Madri por 45.000 milhas ida e volta cada um. Ainda sobraram milhas suficientes para esticarmos até Londres, já que o plano inicial era que ela conhecesse meus locais favoritos na cidade que mais gosto no mundo.

No final o grupo acabou inchando com a inclusão de duas irmãs, todas interessadas também em conhecer a velha Albion.

Já que estávamos em 4, achei melhor alugar um apartamento pela Airbnb e achei esta preciosidade novinha, aconchegante e charmosa em Hammersmith, na parte sudoeste da cidade, pertinho da estação de metrô do mesmo nome.

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Era a conta certa para 4 pessoas, com um quarto cheio de armários, um sofá cama confortável na sala e um banheiro que fazia a ducha se estender por mais tempo que o necessário…

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Para sair de Heathrow contratamos um transfer no Great Britain Cars que nos cobrou £40  e funcionou direitinho – como iríamos ficar em Hammersmith, razoavelmente perto do Aeroporto, nem pensamos na possibilidade de usar metrô ou trem.

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Resolvemos ficar 6 dias na cidade para dar tempo de passear sem muita pressa. O tempo não estava lá essas coisas, com alguns períodos de chuva que conseguiram tirar um pouco o brilho dos passeios.

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Acredito que conseguimos, na medida do possível, cumprir o planejado, com exceção do passeio a Windsor e Bath que foi limado pelo mau tempo.

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Curtimos uma ida até Greenwich, feiras de rua, compras em Oxford Street, comidas em pubs, passeio pelo Tâmisa, idas a museus e muitas, muitas viagens nos double deckers locais.

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Ao final, a cidade conseguiu um honroso terceiro lugar no ranking de Bia, atrás apenas da inalcançável Tokyo e de Paris. Well done, London!

Os posts explicadinhos estão vindo logo em seguida, tá?

Buenos Aires – Um fim de semana em Palermo, parte 2

24 março 2014

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Consegui finalmente comprar meu ingresso para o espetáculo do Fuerza Bruta por módicos 150 pesos (13 dólares pelo cambio blue).

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Não sem antes passar pela sorveteria Cadore (Corrientes, 1690), uma das mais antigas da cidade. Pedi os manjados doce de leite e chocolate branco, mas o que mais me encantou foi o de crema chai, com gengibre e canela. Aprovadíssimo!

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O grupo argentino, que começou em 2005, ganhou as manchetes de jornal após fazer um baita sucesso na sua terra natal, o que os levou várias partes do mundo incluindo Nova York, onde fazem temporada desde 2007 (com a diferença de que lá o ingresso custa US$99!!!).

Aqui em BsAs, a casa deles fica no Centro Cultural Recoleta em um enorme galpão, onde o público assiste de pé ao espetáculo enxuto de pouco mais de uma hora. A palavra aqui é a interatividade, com a platéia se deslocando pelo local à medida que vários cenários são movimentados por todos os lados: uma verdadeira “experiência 360 graus”, como eles mesmos se autodenominam.

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O novo espetáculo, que os americanos ainda não viram, se chama Wayra e começa com os integrantes tocando um mantra percursivo de invocação aos deuses (ou o que quer que Wayra signifique!).

Ao fim da música, somos brindados com a primeira noção do quão interativo é o show. Muita chuva, vento e papel picado colocam toda a platéia no mesmo nível: molhada!

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Um dos esquetes mais interessantes faz descer uma piscina transparente gigantesca do teto, onde 4 moças fazem um balé aquático que fica ainda mais bonito como s efeitos de iluminação. Chega um momento em que a piscina desce até meio metro de sua cabeça e você pode tocar o fundo dela.

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Um dos pontos altos do show é a sua trilha sonora: agitada, com um quê de industrial e techno, é parte fundamental e indissolúvel do espetáculo. Tanto que ao final tudo vira uma grande festa com os performers dançando no meio do público. Genial!

Você pode ter uma amostra da música e saber mais sobre o espetáculo visitando o site do grupo.

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O jantar teve que ser em um restaurante ao lado do hotel, já que não havia lugar em nenhum dos restaurantes que me agradavam. O bairro todo estava entupido de gente!! Acabei não fazendo reserva pois estava esperando uma resposta de um restaurante que acabou não confirmando.

Me contentei em comer umas quesadillas de pollo com guacamole e uma taça de vinho tinto.

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Fui às forras na sobremesa, chutando o balde na Persicco da esquina – un cucurucho de doce de leite com brownie e crema mascarpone. Hummmm…

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No dia seguinte fui de metrô até a Nove de Julio, pois estava curioso para ver as mudanças por lá: agora as pistas centrais estão ocupadas pelo que eles chamam de Metrobus, um corredor de ônibus que deve ter diminuído bastante os trajetos.

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Aproveitando o dia lindo, algumas fotos do Teatro Colón, que estava com uma fila grande para o espetáculo matutino.

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Voltando a Palermo, uma volta pela Plaza Italia…

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… com direito a uma esticada no Jardín Botanico (entrada gratuita) e suas providenciais sombras.

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IMG_20140316_104046809Pude ver uma procissão de ciclistas pela Avenida Santa Fé. Parece que andar de bicicleta está em alta aqui na Argentina também.

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Voltei ao hotel, fiz a mochila e comi mais uma salada antes de zarpar para o Aeroparque para retornar para casa.

Um fim de semana sensacional! Só lamentei não ter tido tempo para visitar mais uma vez o Museo Xul Solar (Laprida, 1214), que infelizmente não abre aos domingos. Fica para a próxima!

Buenos Aires – Um fim de semana em Palermo, parte 1

22 março 2014

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Não resisto a Buenos Aires, confesso. A capital porteña sempre me atraiu, e quando ouço falar de promoção de passagens aéreas com milhas, a primeira coisa que penso é em uma viagem até lá.

E foi o que aconteceu no início deste ano, quando a Gol resolveu oferecer passagens a BsAs por 8.000 milhas ida e volta, para voar até 30 de abril. Como já tinha outros planos para as férias, o jeito foi me contentar apenas com um fim de semana. Foi difícil achar as datas onde haveria disponibilidade de assentos, mas acabei conseguindo.

IMG_20140319_144732Nós, cariocas, ainda temos a vantagem de poder sair do Santos Dumont, um aeroporto bem central, e descer no Aeroparque, igualmente rápido para chegar ao seu hotel. O voo tem escala em Guarulhos, claro, mas é uma delícia poder sair do trabalho e chegar em 10 minutos ao aeroporto. O mesmo raciocínio vale para a chegada…

Que, aliás, foi com chuva… Pesquisei o preço da corrida até Palermo Soho em um remis e queriam me cobrar 115 pesos (um valor até razoável, comparado com o Brasil). Teimoso, fui para a fila do táxi e me surpreendi quando cheguei ao destino final e paguei apenas 45 pesos!!!

Desta vez resolvi explorar um pouco mais de Palermo: escolhi um hotel bem avaliado no Booking (Didi Soho), na Honduras, a 2 quadras da Plaza Serrano, centro nevrálgico do bairro.

Chegando no quarto, vejo uma cama de solteiro e uma porta que parecia de um armário. Na verdade, este “armário” abria para uma super cama de casal.

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Considerando o tamanho do quarto e a localização do hotel, além do preço camarada (US$ 55 a diária) estava tudo muito bem. Mas os elogios param por aí : o quarto tem decoração espartana e nem oferece café da manhã, embora não seja um problema arrumar uma opção charmosa nas redondezas.

A chuva que caiu poucos minutos antes de chegarmos parece que afugentou o pessoal, pois foi bem fácil arrumar um lugar para jantar: o Meridiano 58 (Borges, esquina com El Salvador) estava ali, a duas quadras do hotel.

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O lugar é super aconchegante, com decoração clean e vários sofás para uso dos comensais.

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Pães e pastas de entrada acompanhados de uma taça de vinho branco (mais barato do que água!!!) e para culminar um raviolone de brie com molho cremoso de alho poró, castanhas, chips de parma e parmesão, que estava alucinante!

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Custei um pouco a dormir pois o hotel fica vizinho a um local com música ambiente e demorei a me acostumar com os sons graves…

No dia seguinte fui à busca de um café da manhã e encontrei o Bonafide quase ao lado do hotel, mas minha escolha não foi das melhores: a tostada de queijo e presunto não estava boa e o suco de laranja apenas razoável.

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Esta abaixo é a entrada do hotel, bem fácil de passar batido, não é?

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Comecei minha caminhada pelo bairro que, àquela hora (quase 10 da manhã), parecia deserto. Não adianta: as coisas em Palermo Soho só esquentam mesmo à tarde, com várias lojas abrindo apenas a partir do meio dia no sábado.

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Fui caminhando pela Borges até a Santa Fé, saindo em frente ao Jardin Botánico. Dobrei na Scalabrini Ortiz até chegar na Cerviño, onde me recomendaram a troca de dólares em uma lojinha genérica ao lado do Freddo, bem na esquina das duas ruas.

Encontrei o câmbio do dólar a 10,60 pesos, mais ou menos o que havia visto na Internet no dia anterior (os valores para o real estavam bem menos atraentes: 3,50 pesos). A troca foi simples e rápida, e sem a necessidade de despencar até a Florida atrás dos arbolitos.

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Continuei passeando pela Avenida Las Heras até a Recoleta, dobrando justamente onde fica o shopping abaixo, recém reinaugurado.

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Passei pelo Cemitério da Recoleta e resolvi entrar e tirar algumas fotos. A entrada é gratuita e o passeio vale a pena, um verdadeiro museu a céu aberto.

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Claro que a maioria vai mesmo para ver o túmulo de Evita, que fica bem escondidinho, numa ruela lateral. Não espere encontrar nada majestoso, ele é até meio chinfrim.

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Continuando o passeio, logo ao lado fica a Parroquia del Pilar, datando de 1829 e construída onde antes ficava o Convento dos Recoletos.

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Queria comprar ingressos para o show do Fuerza Bruta, mas a bilheteria do Centro Cultural Recoleta ainda não estava aberta. Aproveitei para tirar algumas fotos do local.

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Se continuasse por lá, talvez tivesse parado no Pani, uma cafeteria bem simpática, no térreo do Recoleta Mall. Fica a dica!

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Ao invés disso, tomei um táxi indo até Villa Crespo e seus outlets. Estive aqui pela última vez há cerca de 6 anos e deu para notar a maior quantidade de lojas e de turistas nesta parte da cidade. Estava lotado de brasileiros!

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Praticamente todas as marcas conhecidas tem uma loja aqui, tanto as nacionais como as gigantes esportivas.

Preço bom mesmo é difícil de encontrar – há a velha tática de aumentar os preços e dar o desconto em cima do preço superfaturado, o que acaba ficando quase a mesma coisa que comprar nas lojas de shopping (como estive no Recoleta Mall antes, pude verificar que é exatamente isso que fazem com os sapatos da Timberland).

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De lá até o hotel foi só seguir pela Gurruchaga por 8 quadras e aí não resisti a comprar uns sabonetes no Hermanos Sabater (Gurruchaga, 1877), cada um mais fragrante do que o outro.

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Deixei as compras no quarto do hotel e sái para almoçar. Logo na esquina encontrei uma filial do Le Pain Quotidien, rede de comidas orgânicas que possui várias lojas na Europa (e uma representante em São Paulo) e que iria experimentar pela primeira vez, depois de muitas recomendações.

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O local é mesmo bacana: pé direito alto, muita madeira de demolição e espelhos para ampliar o ambiente. O cardápio consta de sanduíches e saladas, tudo bem leve como manda o figurino.

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Escolhi uma salada de camarões com abacate e manga, palmito assado, tomate cereja e folhas verdes. Adicione una copa de torrontés, os deliciosos pães da casa e foi o almoço perfeito!

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E lá ainda tem vários produtos para venda, com destaque para os pães orgânicos, além de pastas e geléias diversas.

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Já estava na hora de voltar a Recoleta para comprar o ingresso, mas vou deixar para contar isso no próximo post!

México – DF – Teotihuacán e Basílica de Guadalupe

12 março 2014

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Teotihuacán (“lugar onde foram criados os deuses”) é um complexo arqueológico contendo uma  das mais maiores e melhor planificadas cidades da época pré-Colombiana, distando cerca de 48km da Cidade do México. É simplesmente o sítio arqueológico mais visitado do país.

Pode ser alcançada de transporte público, utilizando-se metrô até a estação e depois ônibus. Preferimos contratar um tour de micro-ônibus por pesos mexicanos que incluía uma parada também no Santuario de Nuestra Señora de Guadalupe, santa padroeira do México e local de peregrinação de milhares de católicos fervorosos. Valeu a pena gastar mais alguns pesos.

Antes de seguirmos ao destino final, fizemos uma breve parada em Tlateloco, uma cidade azteca que abrigou o povo de mesmo nome. Cercados pela tropa de Hernan Cortés, houve brava resistência por parte dos seus habitantes, diferentemente de outros povoados. Infelizmente não foram suficientemente capazes para evitar a derrota e, em 1521, cerca de 40.000 tlatelocos foram mortos pelos espanhóis.

Este local foi também palco, quatro séculos depois, de outro episódio sangrento: em 1968, dez dias depois da abertura das Olimpíadas, aconteceu aqui o Massacre de Tlateloco, quando 300 estudantes foram mortos pela polícia e exército mexicanos.

Pena que o tempo não foi suficiente para entrarmos no local, mas, por ser facilmente alcançado de metrô (desça na estação de mesmo nome, na linha 3), merece uma visita mais demorada se houver tempo.

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Tivemos mais uma parada para conhecermos o agave azul, uma planta típica parecida com um cacto, de onde é feito a bebida mais famosa do país: a tequila. Desta planta também se produz o mescal, menos destilado do que sua irmã.

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Claro que não poderia deixar de faltar o insistente empurrãozinho para a compra de artefatos folclóricos típicos. É uma das desvantagens de estar em uma excursão.

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Finalmente chegamos a Teotihuacán, pouco antes das 10h.

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Esta construção remonta à época antes de Cristo, sendo que no seu ápice (por volta do Século V A.C.) tinha aproximadamente 125.000 habitantes, fazendo dela uma das maiores cidades do mundo.

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Sua utilização era basicamente residencial e cerimonial e foi, sem dúvida, inspiração para construção das cidades dos povos mesoamericanos posteriores, incluindo os aztecas e maias.

Nem é preciso dizer que o local foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1987.

A principal artéria do local foi denominada Avenida dos Mortos, começando na Pirâmide da Lua, com cerca de 4 km de extensão (foto ao lado).

Existem também alguns murais que foram excepcionalmente preservados, como o mostrado abaixo.

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A Piramide do Sol, com 65 metros de altura,  é a maior das construções de Teotihuacán e do México, sendo superada apenas pela de Cholula. Está orientada de tal modo que, durante o solstício de verão, o sol se põe exatamente em sua direção. Como ainda iríamos passar pela Pirâmide da Lua, preferi guardar minhas forças para apenas uma subida, afinal estávamos a mais de 2200 metros de altitude.

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A Pirâmide da Lua é um pouco menor, com 45 metros, porém o topo das duas pirâmides coincidem, já que esta foi construída em terreno mais alto. O acesso só é permitido até o primeiro estágio por questões de segurança e conservação, mas dali se tem a melhor vista de todo o complexo arqueológico. Não perca!

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Em frente à Pirâmide da Lua fica o Altar Central, onde eram realizados os sacrifícios…

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… e a Cruz Teotihuacana, vista de cima.

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Ficamos cerca de 3 horas no complexo e depois partimos de volta a D.F. parando no Santuário de Guadalupe, no qual se encontram as duas basílicas dedicadas à santa padroeira do México.

A primeira, retratada abaixo, foi erguida no Século XVI e sofreu o mesmo processo de afundamento de outros edifícios em D.F., devido ao fato de que todos foram construídos sobre terreno argiloso.

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Por este motivo, em 1974 foi erguida a nova Basílica, resultado do projeto arquitetônico do mexicano Pedro Ramiréz Vasquéz. Bem maior do que sua irmã, pode abrigar até 40.000 pessoas. O complexo todo é o segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas para o Vaticano, por supuesto!

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A foto à esquerda mostra a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. À direita, uma estátua homenageando o Papa João Paulo II, por ocasião de sua visita ao México.

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A Basílica Antiga começou a ser construída em 1531 pouco depois do índio Juan Diego haver visto uma aparição da Virgem Maria, que solicitou que fosse construído, naquele lugar, um templo em sua homenagem.

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Possui um interior bem mais interessante do que as peças modernosas de sua irmã mais nova.

O ônibus nos levou de volta ao hotel por volta das 15h. Pagamos o equivalente a pouco menos de 70 reais pelo passeio o que acabou sendo nossa única opção de visitar estas atrações de uma só vez sem perder tempo com baldeações de transportes públicos.

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