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Londres com adolescentes – Transporte

23 abril 2014

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Em termos de transportes, Londres é dividida em zonas concêntricas, conforme mostra o mapa acima.

Mas calma, não é preciso decorar o mapa: para efeitos práticos, a maioria das atrações e lugares que você vai visitar se restringe às zonas 1 e 2.

Para economizar em passagens na sua estadia em Londres, o melhor a fazer é comprar algum tipo de passe que dê direito a utilizar os diferentes meios de transporte que a cidade oferece: os Travelcards.

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Estes passes te dão direito a viagens ilimitadas dentro das zonas e do período escolhidos, nos seguintes meios de transporte: metrô, ônibus, Overground, DLR, trens e trams (na parte sul da cidade), além de descontos nos transportes pelo Tâmisa e na Emirates Air Line.

Eles são oferecidos por dia (incluindo ou não o horário de pico, que aqui é definido como sendo até 9h30 da manhã nos dias de semana), semana, mês ou ano. A maioria dos viajantes não vai necessitar mais do que uma semana, portanto vamos nos concentrar nestes períodos.

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A regrinha básica é: vai ficar mais de 4 dias na cidade? Melhor comprar o passe semanal. Menos que isso, vale a pena comprar passes diários.

Como exemplo, para as zonas 1 e 2, o preço de um Travelcard diário é £8,90 (offpeak, fora do horário de pico). Para uma semana o preço sobe para £31,40.

Apenas os Travelcard de um dia são ainda emitidos em papel. Para períodos maiores a única opção é incluir o passe em seu Oyster Card.

Pausa para explicar o que é um Oyster Card: é um cartão magnético de transporte, como existe em muitas outras cidades do mundo. Quando se passa o Oyster no leitor, ele deduz automaticamente o preço da tarifa do meio de transporte. Com o Oyster, paga-se bem menos pela passagem do que se fôssemos comprar o ticket avulso.

São várias alternativas de desconto em uma série de transportes diferentes. Para maiores informações, sugiro uma boa lida neste site, que também possui todos os mapas do completo sistema de transportes da cidade.

Londres tem tram, sabia?

Londres tem tram, você sabia?

Para ter um Oyster Card é só ir a uma estação de metrô mais próxima (ou mesmo nos Aeroportos) e desembolsar £5, que são devolvidas ao final de sua utilização, pagos em cash na devolução que pode ser feita nos mesmos locais.

A não ser que você queira guardar o cartão de recordação ou mesmo esperar para usar na próxima vez que estiver em Londres, já que sua validade não expira.

Pronto, o item transporte já está resumido. Mais alguma pergunta?

Rio – Ida ao Restaurante Dona Irene em Teresópolis

19 abril 2014

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Um dos restaurantes mais interessantes do Rio não fica exatamente no Rio e talvez por isso não seja assim tão conhecido dos turistas, permanecendo um segredo bem guardado dos que aqui moram.

Pois agora vou tentar convencê-los a desviar um pouquinho das belezas naturais da cidade maravilhosa e subir a serra até Teresópolis para curtir temperaturas mais amenas e a deliciosa culinária russa no restaurante Dona Irene.

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Criado por dois imigrantes siberianos na década de 60, o local agora é tocado por dois brasileiros (Isbelo e Emilia), antigos sócios que mantém a mesma atmosfera e a culinária que aprenderam com o “Seu” Miguel e “Dona” Irene, como ficaram conhecidos os russos.

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Em uma casa grande, mas com decoração simples, as mesas são espalhadas pelas salas, sendo que as maiores ficam nos antigos quartos, fazendo com que cada grupo tenha sua privacidade.

Além disso, há, no andar de cima, ambientes maiores que podem ser reservados para festas e comemorações. Algumas vezes por mês o restaurante é palco de apresentações de música clássica ou jazz.

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Venha preparado para um banquete e para passar pelo menos 3 horas experimentando de tudo. Se vier em grupo, tanto melhor: você vai poder beliscar do(s) prato(s) dos outros.

Tudo começa com a vodka Nazdarovia feita no local, seguindo a fórmula original do Miguel, que passou os ensinamentos para a dona Emília. Ótima pedida para abrir o apetite e se preparar para o que vem a seguir.

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As entradas, ou zakuskis, enchem a mesa por completo (éramos 8 pessoas): variadas pastas, beterraba e repolho acridoces (não deixe de provar!), torrada com blinis, salmão defumado, ovos cozidos recheados, pepinos, patês e pãezinhos fazem você pensar que há mais do que o suficiente, mas a estória está apenas começando…

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No passo seguinte fomos brindados com um pelmeni. Este prato, uma espécie de capeletti recheado de carne,  não é normalmente servido, foi uma cortesia do Isbelo a pedido nosso.

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Pausa para a borscht, sopa de beterraba com temperos e um toque de creme de leite fresco e que aquece bem o estômago para a etapa seguinte.

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Na etapa 4 chega a vez das entradas quentes: bolinhos de carne super leves, asinhas de frango, berinjela gratinada ao molho de tomate e abobrinhas gratinadas ao molho branco.

Uma festa!

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Quando você está quase pedindo arrego, vem o prato principal, que deve ser previamente escolhido no momento da reserva.

Como estávamos em um grupo grande, pedimos quase todos os pratos do menu e assim cada um pode provar um pouco de cada. Acompanhe só:

Esse aí embaixo é o podjarka: escalopinhos de filé e frango, champignons, batatas noisette e molho de ervas, flambado ao final. Sem palavras!

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O pouco que eu provei do Caquille, suflê de peixe com camarões, champignons, temperos russos e molho branco estava delicioso.

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O que falar do Varenike? Estes pastéis recheados de batata com molho branco são acompanhados de escalopes de filé com cebolas empanadas. Perfeito!

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Sem falar no pojarski (não confundir com o primeiro prato acima): carne de frango moída e moldada como uma almôndega, recheada de queijo gorgonzola e coberta de croutons dourados, com batatas fritas. O sabor do queijo estava um pouco forte, mas para quem gosta é uma boa pedida.

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Por último o beef strogonoff, receita original russa que não leva molho de tomate. Pode parecer estranho ou trivial à primeira vista, mas é sensacional!

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Fiquei apaixonado pelas batatinhas fritas, deliciosamente crocantes.

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Chega então a hora mais difícil: escolher a sobremesa!

Sempre que vou (essa já é a segunda vez!) fico olhando o cardápio e devorando com os olhos a charlotte russa, as tortas e o supremo de nozes, mas o pavê de pitanga sempre se destaca e fica difícil resistir a ele.

Vejam se não tenho razão?

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Esta torta 3 chocolates parecia (e era) deliciosa!

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O preço de R$120 é fixo por pessoa e inclui todos os pratos acima, além da sobremesa. Importante destacar que a casa não aceita cartões de crédito.

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Mais detalhes, inclusive sobre as reservas e como chegar podem ser obtidas no site do restaurante.

Boa viagem e bom apetite!

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Olha só como o grupo saiu satisfeito!

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Londres com adolescentes – Compras

16 abril 2014

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Londres sempre foi bem servida no quesito compras, desde as lojas com produtos típicos britânicos, abundantes nas imediações de Piccadilly, até roupas caras de grife, em lojas de Regent Street ou mesmo Knightsbridge. Mas o centro nervoso de compras na cidade continua sendo Oxford Street, cada vez mais globalizada e um tantinho mais brega.

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Lá também encontramos as onipresentes lojas de souvenirs no meio da Zara, Topshop e Body Shop. Temos também a descolada Muji e a baratinha Uniqlo, duas japonesas que estão conquistando o mercado mundial.

Várias lojas de departamento têm sua sede nesta rua como a John Lewis e a BHS, mas a principal atração é mesmo a gigante Selfridge’s, recentemente escolhida pela Time Out como a melhor loja londrina, 10 posições à frente da maior e mais conhecida Harrod’s.

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E põe gigante nisso: com 6 andares, tem seções  de várias outras lojas, inclusive da Muji. Sua oferta de sapatos também é imensa e bastante elogiada, sem falar no food court.

Mesmo que você não compre nada, vale uma passadinha no sexto andar para um almoço étnico, com opções árabes, japonesas, italianas (pizzas), americanas (burgers e hot dogs) e indianas.

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 A seção de vinhos tem exemplares bem interessantes, de todos os continentes. Os preços de alguns chilenos estava bem razoável…

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Outra loja bastante concorrida é a Primark, logo no começo da rua, pro lado de Marble Arch. Aqui o que manda são os preços fantásticos para todo e qualquer item de vestuário made in China, além de roupa de cama, mesa e banho. Até minha filha, que não é muito consumista, se rendeu aos encantos dos precinhos camaradas das roupas.

Pena que o declínio da venda de CDs tenha tirado muito do charme de passear por suas calçadas, Diferentemente de 20 anos atrás, quando havia a Virgin Megastore e várias filiais da HMV, hoje só encontramos a original desta última, assim mesmo dividindo espaço com blu-rays, livros e fones de ouvido.

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Nas pesquisas que Bia fez antes da viagem, uma passagem pelo Trocadero, perto de Piccadilly era obrigatória: afinal, lá havia uma lojinha dedicada a apetrechos japoneses chamada TokyoToys – eu achei meio fraquinha, mas ela adorou!

Já a Forbidden World, na Shaftesbury Avenue, era uma big loja de quadrinhos e animes, com várias opções de jogos de tabuleiro e camisetas de séries americanas. Muito mais interessante…

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Para opções um pouco mais alternativas, nada como uma passada em Camdem Town, ainda a minha preferida entre as feiras de rua de Londres.

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Sábado e domingo são os melhores dias para se andar por lá, se bem que “andar” é um pouco força de expressão: fica tão lotado que você mal consegue se locomover. O people watching, no entanto, é maravilhoso!

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E a moda continua sendo bastante alternativa, apesar de alguns itens beirarem o mau gosto…

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De lá partem passeios pelos canais, indo até Little Venice ou até o Zoológico, em Regent Park. Já fiz este passeio em outra ocasião e recomendo se o tempo estiver bom. Maiores informações você encontra aqui.

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No quesito compras tem opções para todos os gostos: roupas extravagantes, camisetas com dizeres engraçadinhos (“Rage Against the Washing Machine” era um deles), objetos de decoração, livros usados, LPs de todas as categorias de música…

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…e comida…muita comida! Separada por países, vejam só!

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Hummmm, churrasco brasileiro? Sei não!

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Provamos alguns quitutes do sudeste asiático, já que era impossível resistir aos aromas locais.

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Aproveitamos para almoçar pelas redondezas – vá até a rua Parkway e escolha alguma das várias opções.

Ficamos em um chinês genérico que tinha uns dim sum deliciosos por precinhos bem camaradas. Quase em frente ficava uma filial da Côte Brasserie, uma rede bacaninha que já foi aprovada por mim na última vez que estive aqui.

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Animados? É só tomar a linha Northern do metrô (a preta) na direção norte e descer na estação de Camden Town. De Hammersmith, onde estávamos, e também da região de Paddington, há ônibus direto até lá.

Outro lugar ótimo para observar pessoas é Covent Garden (estação de mesmo nome na Central Line). Sempre há algum artista de rua tentando chamar a atenção e há vários bons restaurantes nas imediações, inclusive uma filial do Jamie’s Italian (franquia mais em conta do Jamie Oliver), na Upper St Martin’s Lane).

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E antes que vocês perguntem, a foto que abre o post e esta aqui embaixo é da Cool Britannia de Piccadilly, ótima lojinha para comprar aquela lembrancinha típica que te pediram (o carro não está a venda!).

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Londres com adolescentes – Passeio a Greenwich

12 abril 2014

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Um dos passeios mais legais de se fazer em Londres é dar um pulo a Greenwich. Pode-se chegar lá de várias maneiras, mas sempre tento ir com o Docklands Light Railway, ou DLR para os íntimos, um trem sem condutor que conecta o centro financeiro à outra margem do Tâmisa, passando por Canary Wharf com seus arranha-céus comerciais.

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Esta área – Canary Wharf -  foi escolhida para desafogar a City londrina, o principal centro financeiro da cidade. Tem seu ícone no edifício One Canada Square, até 1991 o mais alto da Europa.

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O DLR é um dos meios de transporte incluídos no Travelcard e, por incrível que pareça, Greenwich fica na zona 2, cabendo direitinho no seu orçamento!

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Desça na estação Cutty Sark do DLR e caminhe pelo parque em uma subida leve até o Observatório Astronômico. Com uma entrada de 7 pounds se tem acesso a um pequeno museu contando a história das descobertas astronômicas que levaram o lugar a ser considerado a origem da contagem das longitudes ou o meridiano central.

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Claro que grande parte dos visitantes está se lixando para isso e pagou apenas para poder tirar as fotos com um pé no oriente e outro no ocidente no Meridian Courtyard – tinha uma família de brasileiros que entrou na fila várias vezes até conseguir todas as combinações de fotos possíveis!

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O ingresso dá direito também a visitar a Flamsteed House, desenhada pelo famoso arquiteto britânico Christopher Wren, que possui várias salas temáticas, dedicadas à relação do tempo com a sociedade e com a descoberta da medição da longitude, em uma competição que já foi tema de um livro chamado justamente Longitude, do Dava Sobel.

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Aproveite, na descida, para complementar a visita com um pulinho no lindo National Maritime Museum (este prédio em primeiro plano abaixo, que tem entrada gratuita), com vários relatos de conquistas deste país que se orgulha de seu passado naval.

Ou, se quiser e tiver tempo, uma visita ao Cutty Sark, um veleiro britânico usado para o comércio de chá no século XIX. A entrada para conhecer o veleiro pode ser adquirida com desconto, juntamente com o ticket do Observatório.

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O melhor mesmo é apreciar esta linda vista da cidade, com destaque para os prédios de Canary Wharf. Ou mesmo passear um pouco pelo extenso gramado, local de diversão de famílias inteiras em um dia tão agradável!

DSC00328 Normalmente volto de ônibus  até o outro lado do Tâmisa, um caminho demorado, mas diferente. Você também pode voltar de barco até um dos piers da cidade (veja este post).

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É um excelente programa para se fazer em um fim de semana de sol!

Londres com adolescentes – Cruzeiro no Tâmisa

31 março 2014

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Apesar de já ter ido varias vezes a Londres, nunca havia feito um passeio pelo Tâmisa. Até porque o acho feio, entulhado de embarcações, sem aquele aspecto clean do Sena, só para citar um exemplo. Desta vez, com acompanhantes, poderia ser um programa que todo o grupo curtiria.

Existem várias companhias que fazem passeios pelo rio. Escolhi a City Cruises por ter lido boas avaliações sobre ela e também pelo fato de que estavam com ofertas para o mês de fevereiro. Coincidentemente havia um Afternoon Tea Cruise com 30% de desconto, justamente na sexta feira que estaríamos por lá – quer programa mais britânico do que um chá da tarde?

O passeio, a 15 pounds por cabeça, já com desconto saía do pier da Torre de Londres, um dos pontos de embarque deste tipo de passeio (há também saídas do pier de Westminster, da London Eye e até de Greenwich!).

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Como chegamos um pouco antes do horário de embarque, pudemos dar uma volta pela Torre de Londres e admirar a Tower Bridge à distância.

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Também dava para ver o recém inaugurado The Shard (foto abaixo), o edifício mais alto da Europa, com 85 andares e formato que dá a impressão de que ainda não foi terminado.

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Embaixo mais um detalhe da Torre de Londres.

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Pontualmente às 15h15 começou o embarque no nosso barco e também a chuva fina e insistente que nos acompanhou por todo o trajeto.

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Da Torre, ele segue o rio contra a corrente, para o oeste, passando pelo HMS Belfast, pelo The Shard, London Eye, Houses of Parliament e o Big Ben até quase chegar na Battersea Power Station, aquele fábrica abandonada que ficou famosa por aparecer na capa de Animals do Pink Floyd, lembram?

Infelizmente não pudemos desfrutar muito da vista por causa da chuva e tivemos que nos concentrar mesmo no chá que era servido sem parar.

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O chá era um verdadeiro banquete com sanduíches frios, scones absurdos de bons, com geléia e creme

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… e uma bandeja só de docinhos variados, incluindo deliciosos macarons.

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Olha os scones aí…

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Resumindo, achei que pode ser, sim, uma boa opção de passeio, principalmente se considerarmos o custo/beneficio de um chá mais que completo. Se estiver sol, melhor ainda!

A turma adorou!

Londres com adolescentes – Introdução

27 março 2014

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Mais um Carnaval, e com ele a enorme vontade de fugir do agito carioca. Consegui convencer minha filha a viajarmos para a Europa a fim de termos um pouco de paz e curtir o clima agradável, aproveitando que este ano a folia caía no fim do inverno europeu.

Tinha milhas na Iberia e consegui, com bastante antecedência, é claro, emitir passagens para Madri por 45.000 milhas ida e volta cada um. Ainda sobraram milhas suficientes para esticarmos até Londres, já que o plano inicial era que ela conhecesse meus locais favoritos na cidade que mais gosto no mundo.

No final o grupo acabou inchando com a inclusão de duas irmãs, todas interessadas também em conhecer a velha Albion.

Já que estávamos em 4, achei melhor alugar um apartamento pela Airbnb e achei esta preciosidade novinha, aconchegante e charmosa em Hammersmith, na parte sudoeste da cidade, pertinho da estação de metrô do mesmo nome.

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Era a conta certa para 4 pessoas, com um quarto cheio de armários, um sofá cama confortável na sala e um banheiro que fazia a ducha se estender por mais tempo que o necessário…

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Para sair de Heathrow contratamos um transfer no Great Britain Cars que nos cobrou £40  e funcionou direitinho – como iríamos ficar em Hammersmith, razoavelmente perto do Aeroporto, nem pensamos na possibilidade de usar metrô ou trem.

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Resolvemos ficar 6 dias na cidade para dar tempo de passear sem muita pressa. O tempo não estava lá essas coisas, com alguns períodos de chuva que conseguiram tirar um pouco o brilho dos passeios.

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Acredito que conseguimos, na medida do possível, cumprir o planejado, com exceção do passeio a Windsor e Bath que foi limado pelo mau tempo.

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Curtimos uma ida até Greenwich, feiras de rua, compras em Oxford Street, comidas em pubs, passeio pelo Tâmisa, idas a museus e muitas, muitas viagens nos double deckers locais.

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Ao final, a cidade conseguiu um honroso terceiro lugar no ranking de Bia, atrás apenas da inalcançável Tokyo e de Paris. Well done, London!

Os posts explicadinhos estão vindo logo em seguida, tá?

Buenos Aires – Um fim de semana em Palermo, parte 2

24 março 2014

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Consegui finalmente comprar meu ingresso para o espetáculo do Fuerza Bruta por módicos 150 pesos (13 dólares pelo cambio blue).

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Não sem antes passar pela sorveteria Cadore (Corrientes, 1690), uma das mais antigas da cidade. Pedi os manjados doce de leite e chocolate branco, mas o que mais me encantou foi o de crema chai, com gengibre e canela. Aprovadíssimo!

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O grupo argentino, que começou em 2005, ganhou as manchetes de jornal após fazer um baita sucesso na sua terra natal, o que os levou várias partes do mundo incluindo Nova York, onde fazem temporada desde 2007 (com a diferença de que lá o ingresso custa US$99!!!).

Aqui em BsAs, a casa deles fica no Centro Cultural Recoleta em um enorme galpão, onde o público assiste de pé ao espetáculo enxuto de pouco mais de uma hora. A palavra aqui é a interatividade, com a platéia se deslocando pelo local à medida que vários cenários são movimentados por todos os lados: uma verdadeira “experiência 360 graus”, como eles mesmos se autodenominam.

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O novo espetáculo, que os americanos ainda não viram, se chama Wayra e começa com os integrantes tocando um mantra percursivo de invocação aos deuses (ou o que quer que Wayra signifique!).

Ao fim da música, somos brindados com a primeira noção do quão interativo é o show. Muita chuva, vento e papel picado colocam toda a platéia no mesmo nível: molhada!

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Um dos esquetes mais interessantes faz descer uma piscina transparente gigantesca do teto, onde 4 moças fazem um balé aquático que fica ainda mais bonito como s efeitos de iluminação. Chega um momento em que a piscina desce até meio metro de sua cabeça e você pode tocar o fundo dela.

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Um dos pontos altos do show é a sua trilha sonora: agitada, com um quê de industrial e techno, é parte fundamental e indissolúvel do espetáculo. Tanto que ao final tudo vira uma grande festa com os performers dançando no meio do público. Genial!

Você pode ter uma amostra da música e saber mais sobre o espetáculo visitando o site do grupo.

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O jantar teve que ser em um restaurante ao lado do hotel, já que não havia lugar em nenhum dos restaurantes que me agradavam. O bairro todo estava entupido de gente!! Acabei não fazendo reserva pois estava esperando uma resposta de um restaurante que acabou não confirmando.

Me contentei em comer umas quesadillas de pollo com guacamole e uma taça de vinho tinto.

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Fui às forras na sobremesa, chutando o balde na Persicco da esquina – un cucurucho de doce de leite com brownie e crema mascarpone. Hummmm…

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No dia seguinte fui de metrô até a Nove de Julio, pois estava curioso para ver as mudanças por lá: agora as pistas centrais estão ocupadas pelo que eles chamam de Metrobus, um corredor de ônibus que deve ter diminuído bastante os trajetos.

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Aproveitando o dia lindo, algumas fotos do Teatro Colón, que estava com uma fila grande para o espetáculo matutino.

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Voltando a Palermo, uma volta pela Plaza Italia…

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… com direito a uma esticada no Jardín Botanico (entrada gratuita) e suas providenciais sombras.

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IMG_20140316_104046809Pude ver uma procissão de ciclistas pela Avenida Santa Fé. Parece que andar de bicicleta está em alta aqui na Argentina também.

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Voltei ao hotel, fiz a mochila e comi mais uma salada antes de zarpar para o Aeroparque para retornar para casa.

Um fim de semana sensacional! Só lamentei não ter tido tempo para visitar mais uma vez o Museo Xul Solar (Laprida, 1214), que infelizmente não abre aos domingos. Fica para a próxima!

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