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UAE – Dubai, transporte e shoppings

27 outubro 2014

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Dubai oferece vários tipos de transporte, incluindo o simpático barco (abras) que faz o trajeto entre Bur Dubai e Deira (saiba mais neste post).

O metrô cobre boa parte da cidade, chegando até ao Aeroporto. Moderno, confortável e com ar condicionado gelado, consegue atingir praticamente todas as áreas de interesse para o turista, sendo a melhor forma de locomoção em Dubai.

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Possui 2 linhas: a verde e a vermelha, esta última a mais extensa, com cerca de 30 km de extensão e 30 estações. A passagem depende do número de estações percorridas, começando por 2 AED. Preferimos comprar o passe diário por 14 AED que evita ter que ficar sempre fazendo contas.

Para isso, primeiro é necessário comprar um cartão Nol por 2 AED, que pode ser carregado com um ticket individual ou com o passe diário.

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Uma das grandes vantagens do metrô é que você pode ir desde o Aeroporto até o seu hotel, caso ele fique próximo a uma estação.

O metrô funciona todos os dias de 6h até as 23h, exceto às sextas, onde só começa a operar a partir das 14h (aliás praticamente toda a cidade fecha nas manhãs de sexta-feira) indo até a meia noite.

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Com o cartão você também tem acesso aos ônibus da cidade. Não se preocupe: aqui até as paradas de ônibus tem ar condicionado!

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Táxis não são muito caros e podem ser usados para os deslocamentos entre pontos mais específicos (por exemplo, como fizemos para ir ao Madinat Jumeirah) ou quando se tem pressa.

Também são uma boa opção para o deslocamento até Abu Dhabi, especialmente se estiver em grupo.

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Em relação às compras, os shoppings são verdadeiros mundos gelados, verdadeiros oásis no deserto.

O Mall of the Emirates, fundado em 2005 é um dos maiores com filiais das principais lojas internacionais (são 560 delas)  além de vários restaurantes, 14 cinemas, um supermercado Carrefour e um teatro/centro de artes com capacidade para 500 pessoas (DUCTAC).

O shopping é mais conhecido por possuir uma pista de esqui (Ski Dubai), com preços exorbitantes e que devem saciar a fome por um pouquinho de neve.

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Além de ski, pode-se praticar snowboard e ter aulas com instrutores, ou, se preferir, tomar um chocolate quente na cafeteria local.

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Dubai Mall, por sua vez, é simplesmente o maior shopping center do mundo, ostentando cerca de 1200 lojas.

Inaugurado no final de 2008, possui um aquário (Dubai Aquarium), uma pista de patinação no gelo (Dubai Ice Rink) e um  parque temático (SEGA Republic) em seu interior, o que ajuda a atrair mais visitantes.

Segundo consta, em 2012 o shopping atraiu cerca de 65 milhões de pessoas, sendo uma dos locais mais visitados do mundo, superando outros como a cidade de Nova Iorque e Los Angeles.

E com uma filial da Fauchon Café, dá até para fingir que estamos em Paris!

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UAE – Dubai, praias e compras na Dubai Marina

23 outubro 2014

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Hoje o passeio nos levou até a Dubai Marina, uma área construída sobre o deserto com a maior marina artificial do mundo. Para chegar lá, basta tomar o metrô até a estação de mesmo nome, na linha vermelha. Da estação, caminhe em direção à praia e você logo estará no The Walk, nome pomposo para o calçadão local, com várias lojas e restaurantes e um desfile interminável de carrões luxuosos.

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Esta área está em constante crescimento, com diversos prédios residenciais em construção, atraindo a camada mais abastada da cidade (o preço do metro quadrado aqui é um dos maiores de Dubai). O Dubai Tram, que será inaugurado dentro em breve facilitará ainda mais o deslocamento dos moradores e turistas.

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Antes de chegar à praia propriamente dita, há uma área de lazer, com passarelas de madeira e, pasmem, vestiários impecáveis e gratuitos, com chuveiro, separados por sexo. Primeiro mundo mesmo!

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A praia é bonita e a cor do mar surpreende aqueles que pensavam que só o Caribe possuía esta coloração de verde. Infelizmente a água (morninha, diga-se de passagem) estava infestada de águas-vivas, o que tirou um pouco o ímpeto de tomar um banho, apesar do calor escaldante. Ficamos só observando mesmo…

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À tarde fomos até o Madinat Jumeirah, um complexo com 3 hotéis de luxo e um souk fake de mesmo nome, mas que continha um item precioso: ar condicionado!

Para chegar, basta tomar o metrô até a estação de Dubai Mall e tomar um táxi até lá – não deve dar mais de 12 AED.

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IMG_20140509_070927249 IMG_20140509_071018944Aproveitamos para almoçar uma pasta carbonara no Dome, antes de percorrer as lojas locais.

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Os preços não estavam muito convidativos (talvez pelo acréscimo devido ao ar condicionado?) por isso resolvemos passear um pouco do lado de fora, apesar do calor.

O souk possui alguns canais (artificiais, claro!) e várias gôndolas circulando por ali. Garanto, contudo, que a semelhança com Veneza para por aí!

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A vista do Burj al Arab era convidativa mas, a menos que você seja hóspede ou tenha reserva em um dos seus restaurantes, a visita é proibida!

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Em relação ao hotel, há uma história interessante que me foi contada por um local.

O Burj Al Arab, cujo design imita uma vela náutica de um dhow, foi concebido por um arquiteto britânico, que teria incluído um restaurante (Al Muntaha) em um dos andares superiores, apoiado em um cantilever que se estende e por 27 metros para cada lado do eixo principal do edifício.

Ocorre que, se olharmos o hotel de dentro d’água (e só dentro d’água se tem este ângulo) veremos que, justamente este adendo faz com o que a fachada se assemelhe a uma cruz católica, algo que deve ter desagradado ao povo árabe.

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Já que a visita é proibida tive que tirar uma foto de uma maquete vendida no free shop. Coincidência ou proposital, a semelhança é verídica, não acham?

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UAE – Dubai, passeio no deserto

20 outubro 2014

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Um dos passeios mais populares em Dubai é o que eles chamam de “safári no deserto”. Não chega a ser um safári propriamente dito, mas pode ser um programa divertido se você não tiver muitas expectativas!

A primeira escolha a ser feita é a agência de turismo que irá escolher: existem diferenças entre elas, sim! O transporte pode ser mais confortável, a comida com mais qualidade e os extras podem estar incluídos. Veja bem o que você considera fundamental e descarte os supérfluos!

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Nós escolhemos uma opção mediana, conseguida através do hotel: por 220 AED fizemos o passeio em um carro razoavelmente confortável (foto acima), com ar condicionado, que nos apanhou (um pouco atrasado) no hotel.

Além disto, estavam incluídos um passeio pelas dunas do deserto (com “emoção”, mas muito menos perigoso do que os kamikazes dos buggies de Natal, por exemplo), trajes típicos para fotos, tatuagem de henna, passeio de camelo, jantar típico (meia boca) e um show com apresentações de danças diversas.

As fotos com o falcão abaixo eram pagas à parte!

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Saímos por volta das 16h e fizemos uma breve parada em uma loja no meio da rodovia para quem quisesse comprar mantimentos ou roupas típicas.

Logo em seguida, a caravana de vans da operadora se reunia na borda do deserto. Aguardamos a chegada de todas e partimos em comboio pelas dunas ondulantes em uma jornada um pouco desconfortável – quem é mais propenso a enjoos deve se precaver!

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Depois de fazermos uma parada em um ponto panorâmico, seguimos todos para o nosso “acampamento” onde ficaríamos a maior parte do tempo.

Tivemos sorte de sermos um dos primeiros a chegar e pudemos fazer nosso passeio de camelo antes da turba. Vou dizer: foi uma experiência meio dolorida. A descida, enquanto segurávamos na alça de ferro da sela, é a pior parte, sem dúvida.

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Experimentamos a roupa típica e tiramos algumas fotos, mas recusamos a tatuagem de henna.

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A esta altura já estavam sendo servidos os petiscos árabes de entrada: escolhi algo que parecia um vegetal à milanesa e uns bolinhos de falafel.

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O jantar começou pouco depois do por-do-sol: carnes diversas, saladas, arroz, nada que chamasse muito a atenção. As sobremesas eram igualmente pouco inspiradas: frutas e um creme de baunilha sem graça. Bebidas não alcoólicas podiam ser degustadas livremente, sem limites.

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Logo após começaram os espetáculos de dança: um rapaz que vestia uma espécie de roupa típica com leds, que favoreciam os rodopios, fez duas apresentações.

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A moça, por sua vez, fez vários números da dança do ventre, mas em termos de efeitos visuais, a performance do rapaz foi bem superior.

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Saímos em caravana novamente, em direção a Dubai, onde chegamos 45 minutos depois. Felizmente desta vez fomos os primeiros a serem deixados.

Resumindo, é um passeio agradável e curioso e que vale a pena ser feito. Se você for chato com a comida, sugiro pagar um pouco mais caro e ter um upgrade – em alguns pacotes, até a bebida alcoólica está incluída.

UAE – Dubai, visita ao Dubai Museum e Deira

16 outubro 2014

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Hoje resolvemos dar uma volta pela parte antiga da cidade. Pegamos o metrô e descemos na estação  Al-Fahidi, na linha verde, com uma troca em Bur Juman, para visitarmos o Dubai Museum, o principal museu da cidade.

O museu fica no forte Al-Fahidi, a mais antiga construção da cidade, datada de 1787. O forte é bonito por si só, com formato retangular e torres ocupando 3 cantos. Junto a uma das torres, um dhow (espécie de barco, foto abaixo) fica em exposição.

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A visita ao Museu, que fica aberto todos os dias das 8:30AM às 7:30PM, com exceção da sexta, quando abre às 2PM, custa apenas  3 AED.

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A residência abaixo é conhecida como Arish e é totalmente feita de folhas de palmeira. Uma de suas características mais interessantes é o túnel de vento, uma espécie de precursor do ar-condicionado.

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No pátio interno encontramos também alguns barcos menores e, em uma das salas, uma coleção de armas antigas de vários períodos da história da cidade.

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O museu, inaugurado em 1971, mostra o dia-a-dia dos habitantes da cidade desde a sua fundação, através de vários dioramas, assim como artefatos de outros países que faziam comércio com Dubai naquela época. Tudo isso, claro, antes da descoberta do petróleo, que modificou completamente a economia local.

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O trajeto é bem didático e cronológico. O ponto alto, ao final, é uma apresentação em vídeo dos projetos vindouros para a cidade, visando principalmente atrair mais visitantes.

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Dubai começou sua vida ao redor do Dubai Creek, um pedaço de água que divide os bairros de Bur Dubai e Deira.

Ali, na margem esquerda do riacho, acamparam os primeiros membros da tribo Bani Yas. O riacho sempre foi importante na história da cidade, sendo por muito tempo seu único porto.

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Pode-se fazer um passeio em uma lancha pelo riacho ou mesmo um jantar a luz de velas em um barco luxuoso, mas o grande barato (em todos os sentidos, já que a passagem custa apenas 1 AED, paga diretamente ao condutor) é mesmo usar o meio de transporte local: o abras.

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O Abras é uma espécie de barco, pouco maior que uma canoa (foto abaixo) que cruza o riacho em intervalos regulares levando a população (e alguns turistas) de uma margem a outra em estações definidas, conforme mostra o mapa acima.

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É uma viagem curta (dura menos que 5 minutos), mas altamente panorâmica!

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A idéia era percorrer alguns dos mercados locais em Deira. O primeiro que encontramos foi o Mercado de Especiarias, um tímido arremedo do seu equivalente de Istambul. Passamos rápido!

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Por sorte os mercados eram todos cobertos, o que amenizava um pouco o calor sufocante.
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Logo adiante, o Mercado de Ouro é interessante, com mais de 300 lojas vendendo  peças de ouro, além de prata e até diamantes, com preços normalmente exorbitantes. Vale a pena olhar e barganhar, se quiser levar algo!

Algumas peças são verdadeiras roupas – nem imagino quanto custam os objetos abaixo! A garantia de qualidade é dada pela fiscalização constante das autoridades locais.

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Nesta altura do campeonato, já perto das 14h, o calor beirava o insuportável e não nos restou outra alternativa senão nos refugiarmos no delicioso ar condicionado do metrô, de volta para o hotel.

UAE – Dubai, visita ao Burj Khalifa

6 outubro 2014

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Se você acompanhou o post anterior, estávamos em Abu Dhabi e voltamos de táxi para Dubai, já que tínhamos compromisso com hora marcada: a visita ao Burj Khalifa, o maior arranha-céu do mundo (por enquanto) e com vários outros superlativos: mais alta estrutura (superando a CN Tower, em Toronto), torre de observação mais alta, elevador com maior distância percorrida no mundo e por aí vai…

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Para esta visita, sugiro realizar a reserva pela Internet, o que pode ser feito com pelo menos um mês de antecedência. Escolha o horário – das 8h30 à meia-noite – que melhor se encaixar no seu passeio, sabendo que próximo ao pôr-do-sol é o horário preferido dos visitantes e o primeiro que se esgota.

O valor do ingresso para adultos é de AED 125 (ou R$ 85, no câmbio da época). A novidade é que agora o horário entre 15h e 19h tem ingressos mais caros, a  AED 150!

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O edifício abriga, entre outros o prestigiado Hotel Armani, apartamentos residenciais, escritórios e restaurantes. Sua construção foi iniciada em 2004 e concluída 6 anos depois.

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Leve em conta a estação do ano para poder calcular quando o sol se põe. Lembre-se também que o horário escolhido é apenas para a subida ao observatório; você pode ficar o tempo que quiser lá em cima.

Isto posto, apesar de todo o arrojo arquitetônico, a visita foi meia boca: apesar do dia quente, ao final da tarde uma névoa encobria o sol e a vista lá de cima ficou um pouco prejudicada. Acho que, mesmo com céu claro, o que deve ser difícil por aqui por conta das constantes tempestades de areia, não há muito além de arranha céus para admirar.

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DSC01279 DSC01280Para compensar,  o espetáculo das águas da Dubai Fountain, realizado todas as noites ao lado do Dubai Mall, a cada meia hora após o pôr-do-sol, é sensacional!

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Concebido pela mesma empresa americana responsável pelo show no Bellagio em Las Vegas, consegue ser ainda mais impactante do que seu irmão do deserto americano, com jatos d’água que conseguem atingir impressionantes 150 metros de altura, tudo isso ao som de world music. Imperdível!

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E o melhor, o espetáculo é gratuito. Ótima pedida para complementar sua visita ao Burj Khalifa.

UAE – Chegada a Dubai e ida a Abu Dhabi

23 setembro 2014
Abu Dhabi

Abu Dhabi

Os EAU (ou , em inglês, UAE – United Arab Emirates) é um país formado por 7 emirados, cada um detendo sua autonomia, a saber: Abu Dhabi (o maior de todos, com uma área equivalente a quase 87% do país, e contendo também a capital), Dubai (a maior cidade, com pouco mais de 2 milhões de habitantes), Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah. Ocupa uma faixa de 650 km da costa do Golfo Pérsico e tem o petróleo como sua principal fonte de renda.

Mapa dos UAE

Mapa dos UAE

A primeira impressão que se tem ao chegar ao aeroporto de Dubai é de encanto: moderno, funcional e amplo, a passagem pela Imigração demorou exatos e incríveis 7 minutos. O visto já havia sido tirado através do site da Emirates (paguei US$ 69 para um período de 96 horas de estadia nos Emirados) e, no comecinho da manhã, quase não havia gente na fila. Mesmo assim, foi um tempo recorde!

Em poucos minutos estávamos no táxi que rumou em direção ao nosso hotel na Sheikh Zayed Road e pela primeira vez pudemos ter a dimensão concreta daquilo que vimos pelo alto, ainda no avião: Dubai impressiona com seus arranha-céus, suas largas avenidas, a limpeza e principalmente, pelo calor intenso já no começo de manhã!

Skyline de Dubai

Skyline de Dubai visto do hotel

Somando tudo, fizemos o percurso entre o desembarque e a porta de nosso hotel em menos de meia hora, mas vimos que este tempo curto só foi possível porque chegamos ao país antes das 6h da manhã, com trânsito tranquilo.

Deixamos nossas malas no Sheraton e, depois de um banho reanimador no moderno vestiário da sala de ginástica do 43º. andar, zarpamos para Abu Dhabi, onde iríamos nos encontrar com a querida Mari Campos, que, coincidentemente, estava de passagem rumo à Oceania.

O hotel é muito bom, dentro do padrão Sheraton, e tem como principal atrativo a linda vista da avenida, do terraço no 44º. andar, onde ficam a piscina e o bar.

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Aqui, como em outros lugares do mundo, o negócio é pechinchar e foi o que fizemos para conseguir um táxi até lá. Dos 300 AED, conseguimos baixar para 220 AED, ou o equivalente a R$ 150 no câmbio da época).

Os 170km que separam as duas cidades são percorridos em um retão asfaltado, com um trânsito bastante intenso e paisagens sem muito interesse, basicamente um deserto pontilhado aqui e ali com algumas construções esparsas. No ritmo de crescimento da cidades por aqui, prevejo que em alguns anos esta área esteja toda ocupada.

Aproveitamos para cochilar um pouco, reflexo da noite mal dormida no avião.

Rodovia para Abu Dhabi

Rodovia para Abu Dhabi

O táxi nos deixou no hotel onde ele estava hospedada e nossa primeira parada foi no Starbucks para um pequeno café da manhã – suco e croissant.

De lá, rumamos para a Mesquita Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan, um dos principais pontos turísticos de Abu Dhabi.

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A mesquita, inaugurada em 2007 após mais de 10 anos de construção, é uma das maiores do mundo, comportando cerca de 40 mil fiéis. Sheikh Zayed Bin Sultan Al Nahyan, que foi presidente dos UAE e cujo corpo se encontra no local, imaginou uma Mesquita com dimensões gigantescas para servir como prova, ao mesmo tempo, da tradição e da modernidade do país.

Há um dress code severo a ser seguido (veja foto ao lado), principalmente pelas mulheres, que devem cobrir a cabeça com um lenço e evitar usar roupas curtas e/ou muito decotadas. Caso você venha despreparada, não se preocupe: há o empréstimo de abayas (roupa típica árabe para mulheres) no local.

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A entrada é gratuita, assim como as visitas guiadas de 45 minutos que acontecem em inglês e árabe. Com exceção das sextas, quando a visitação se dá apenas a partir das 17h, nos outros dias o horário de visitas é das 9h até às 22h (com as visitas guiadas acontecendo às 10h, 11h e 17h – aos sábados há horários adicionais às 14h e 19h).

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Minha visita foi feita de dia e o calor já estava beirando o insuportável. Acredito que a visita no final da tarde teria sido mais proveitosa, sendo um pouco menos escaldante e mais propício para tirar belas fotos e para admirar a iluminação noturna.

O carpete no salão principal de orações é considerado o maior do mundo, com 5600 metros quadrados, e levou 2 anos para ser concluído utilizando-se cerca de 1300 artesãos iranianos, com lã vinda do Irã e da Nova Zelândia.

Os candelabros são outro ponto notável dentro do salão principal: contendo milhões de cristais Swarovski, impressionam pela magnitude (um deles é o segundo maior dentro de uma mesquita, com 10 metros de diâmetro e 15m de altura!), embora sejam de gosto duvidoso.

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Digna de nota também é a iluminação noturna da Mesquita: elaborada de forma a refletir as fases da lua, foi criada pelos arquitetos Speirs & Major.

As 96 colunas no salão principal são feitas de mármore e madrepérola. As quase 1000 colunas no exterior também são adornadas com pedras preciosas e folheadas a ouro.

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O relógio abaixo, um dos nove existentes na Mesquita, foi feito em mármore e peças em ouro, e apresenta os horários sagrados para a reza dos muçulmanos (“Salat“), meticulosamente programado para adaptar o horário de cada reza conforme a época do ano em que se está:

1ª Oração: Fajr – Oração da Alvorada

2ª Oração: Dhuhr – Oração de Meio Dia

3ª Oração: Asr – Oração da Tarde

4ª Oração: Maghrib – Oração do Crepúsculo

5ª Oração: Isha – Oração do Início da Noite

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Finalizada a visita, entramos em outro táxi que nos levou até a Heritage Village, uma tentativa mal sucedida de representar uma vila árabe de antigamente, mas não vimos muito o que fazer por lá não – e, a esta hora o calor não permitia muitos deslocamentos ao ar livre.

Tiramos algumas fotos da bela vista da cidade, do outro lado da baía e entramos em um restaurante com ar condicionado potente para beber…água!

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Ainda tentamos ver o que tinha de tão especial a Corniche (calçadão) da cidade, mas achamos que passear sob o sol escaldante do início da tarde, sem proteção nem sombra era um pouco demais.

Voltamos para o hotel, fizemos uma boquinha e tomamos um táxi para Dubai, já que tínhamos compromisso com hora marcada: a visita ao Burj Khalifa.

África do Sul – Passeio ao Cabo da Boa Esperança e Kirstenbosch

14 setembro 2014

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Finalmente chegou o dia do passeio mais esperado da viagem: a ida ao Cabo da Boa Esperança. Claro que foi fundamental uma olhadinha na previsão do tempo para que fosse escolhido o dia mais adequado.

Este passeio é oferecido pela maioria das agências de turismo da cidade, com algumas variantes: há opções mais ecológicas, com trechos sendo feitos de bicicleta (veja neste site todas as opções) e outros que incluem o jardim botânico Kirstenbosch,  além de Boulder’s Beach, a praia dos pinguins.

Escolhemos esta última, já que nossa primeira tentativa de visitar Kirstenbosch havia sido infrutífera por causa da chuva. Pagamos 810 zar na African Eagle e ficamos muito satisfeitos: fizemos o passeio em uma van com ar condicionado e com wi-fi na maior parte do percurso!

O dia começou cedo, com a van passando no nosso hotel pouco depois das 8h. Fizemos mais uma parada em Green Point para buscar o último passageiro e continuamos na direção sul. Pelas fotos já dá para perceber que o dia ia ser esplendoroso!

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Fizemos a primeira parada no pier de Hout Bay, onde se aglomeram alguns leões marinhos e de onde se pode fazer um passeio de barco até uma ilha onde eles são os habitantes principais.

Este passeio, que custa apenas 50 ZAR (cerca de 10 reais, no câmbio vigente na época),  normalmente não está incluído no valor total do tour. Não achei que valesse a pena, já que havia uma quantidade razoável de espécimes ali mesmo no pier.

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O local possui uma marina, um mercado de peixes onde se pode comer a melhor lagosta da cidade (dizem!) e um mercado de artesanato, vendendo as mesmas bugigangas que se encontra em qualquer outro lugar, com preços um pouco diferentes, a depender do seu poder de barganha.

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Começamos a subir a Chapman’s Peak Drive, uma das mais belas estradas litorâneas do mundo, descortinando lindas paisagens a cada curva. Paramos em um ponto panorâmico para tomar algumas fotos.

Vista de Hout Bay

Vista de Hout Bay

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Esta estrada liga Hout Bay a Noordhoek, um trecho de 9 kms e 114 curvas! Uma belezura que é muito utilizada para comerciais de televisão, além de servir de playground para ciclistas, fotógrafos e corredores.

Do outro lado da estrada encontramos a praia de Noordhoek, selvagem e deserta.

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Pouco depois chegávamos na Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, parte do Parque Nacional da Table Mountain.

Este Cabo, descoberto pelo navegador português Bartolomeu Dias, recebeu inicialmente o nome de Cabo das Tormentas, em função de suas águas bravias. O navegador, efusivo pelo fato de haver descoberto o caminho para as Índias passando por ali, pensou melhor e rebatizou-o de Cabo da Boa Esperança. Puro marketing!

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A reserva possui algumas espécies de pássaros, zebras, babuínos e avestruzes, estes últimos mais comuns de serem vistos se alimentando da vegetação local, totalmente integrados à turistada.

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Já os babuínos são frequentes na área de visitantes, sempre próximo ao restaurante e à lanchonete, aguardando para roubar o lanche dos turistas incautos. Existem avisos informando sobre o perigo que eles representam e em nenhuma hipótese deve-se alimentar estes animais.

Por falar em comida, os ônibus de turismo costumam chegar aqui na hora do almoço e, se você não tiver trazido um lanchinho com você, há um restaurante com vista (Two Oceans Restaurant, aconselhável fazer reserva) e  uma lanchonete com itens básicos como sanduíches ou pizzas.

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A placa mostrando a localização geográfica do ponto mais a sudoeste do continente africano é disputada por todos os turistas. Impossível tirar uma foto sem a poluição dos visitantes.

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Vale lembrar que, diferentemente do que se pensa, o Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais meridional da África, muito menos o local onde os Oceanos Atlântico e Índico se encontram. Este privilégio vai para o Cabo Agulhas, cerca de 200km a leste de Cape Town.

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Ao lado se pode ver o antigo farol que costumava guiar as embarcações. Como fica a 238 m acima do nível do mar, era frequentemente engolido pela névoa constante e não conseguia cumprir seu papel a contento. O atual farol, a apenas 87 m acima do nível do mar, fica a cerca de 1km do antigo.

Para chegar até o farol antigo, pode-se subir por uma trilha relativamente fácil e rápida. Ou, se preferir, tomar o funicular Flying Dutchman, que sai ao lado do restaurante e que te leva ao topo em menos de 5 minutos pela módica quantia de 50 Zar, ida e volta (não incluso no valor do tour). Seja qual for a sua escolha, não perca a chance de subir até lá.

A vista lá de cima é magnífica, completa mesmo. Observando o Cape Point e o mar bravio, com vento intenso, dá para imaginar como ocorreram os inúmeros naufrágios nesta costa.

Explicando: o que eles chamam de Cape Point é a pontinha sul da península do Cabo (veja na foto abaixo).  Pode-se fazer uma trilha até lá, com duração de 2 horas ida e volta, mas já aviso que o vento é mesmo muito forte!

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DSC01668 DSC01661Lindas praias desertas são também um dos atrativos do local, embora a temperatura da água seja sempre um fator desanimador.

Enfim, um local absolutamente hipnótico! Por onde se olha há sempre uma linda paisagem pronta para ser enquadrada. Um passeio delicioso…mas ainda tem mais!

 Nossa próxima parada foi na praia de Boulder’s, próximo a Simon’s Town, para ver os pinguins africanos. Dizem que a população deles chega a 3000 exemplares, mas não conseguimos ver esta exuberância toda não. Esta colônia foi criada em 1983 e é uma das poucas do continente africano.

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O local é muito bem conservado, com passarelas de madeira suspensas impedindo o contato direto com os animais e indo até a beira da praia onde pudemos ver alguns deles se banhando.

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A entrada custa 45 Zar e também não estava incluída no valor do tour.

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Abaixo, uma das praias próximas, onde ficou estacionada a van e onde, como esperado, havia um pequeno mercado de artesanato.

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Continuando a viagem rumo norte, passamos por esta bela vista da praia de Muizenberg.

Pode-se chegar até Simon’s Town de trem desde a estação central de Cape Town pagando apenas 30 Zar ida e volta. Em Muizenberg, um circuito a pé engloba algumas mansões e chalés de arquiteturas diversas, lembrança da rica história deste subúrbio praiano. Infelizmente, vai ter que ficar para a próxima visita à Cape Town!

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Ao final da tarde chegamos a Kirstenbosch. Ao lado de uma montanha, é o primeiro jardim botânico do mundo inteiramente dedicado ao estudo e cultivo da flora nativa de um país.

Fundado em 1913, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 2004 e possui mais de 7.000 espécies, todas autóctonas.

 

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O Jardim inclui uma estufa contendo plantas de diferentes regiões do país, incluindo alguns espécies de fynbos (afrikaans para “fine bush“); na parte externa, a ênfase muda para as plantas nativas da região do Cabo, como a espetacular coleção de proteas.

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Existe uma série de trilhas dentro do jardim, sendo que uma delas, a Skeleton Gorge, é uma das mais utilizadas para atingir o topo da Table Mountain.

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Sir Cecil John Rhodes, empresário e colonizador inglês, adquiriu em 1895 alguns terrenos situados na costa leste da Table Mountain, para preservá-los do desenvolvimento urbano. Depois de sua morte, em 1902, essas terras foram tomadas pela coroa e foi necessário que o botânico inglês Henry Welch Pearson, convencesse as autoridades da necessidade de estudar e preservar a flora dessa área e estabelecer um jardim botânico dedicado ao estudo das espécies nativas.

DSC01707DSC01700Dentro do  Jardim há também uma biblioteca, um centro de pesquisa, um centro de educação e a sede central do Instituto Nacional Sul-Africano da Biodiversidade.

 

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Em uma parte do jardim há uma exposição bem interessante com diversas esculturas de artistas do Zimbabwe.

DSC01718 DSC01719Aberto todos os dias até o por-do-sol, a entrada para adultos custa 50 Zar, desta vez incluída no valor do tour.

É um ótimo local para se fazer um piquenique e para levar a família inteira, sendo bastante popular entre moradores e turistas. Durante os meses de verão acontecem alguns espetáculos musicais aos domingos, como concertos ao ar livre e shows de artistas sul africanos e internacionais.

O dia foi muitíssimo bem aproveitado, ajudado pelo sol que brilhou em todos os momentos e pela qualidade e variedade de locais visitados. Vale cada centavo gasto deve ser obrigatoriamente incluído em seu roteiro por Cape Town. Programe, se puder, para que as condições climáticas sejam as mais favoráveis e aproveite cada minuto!

Este post finaliza o relato do percurso sul-africano, em uma das viagens mais gostosas que fiz nos últimos tempos. Encontrei na África do Sul um país vibrante, caloroso, com um povo receptivo e clima agradável neste outono de 2015. Como se não bastassem as características anteriores, a diversidade dos passeios (teve cidade grande, vinícolas, safaris, praias) e a qualidade dos vinhos, somados aos preços incrivelmente baratos de tudo (transporte, alimentação, passeios) me deu a certeza de que voltarei muito em breve a este pedacinho iluminado do mundo. Apaixonante!

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