O Descobrimento da América

Relatos de viagens pelo nosso continente

Dia 16 – Cartagena de Indias 6 Março 2007

Arquivado em: Colombia — jbneto @ 12:40 pm

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Acordei um pouco tarde e fui fazer o último passeio da viagem, ao Castillo de San Felipe (já vi este nome antes). Antes tomei um delicioso café da manhã, com sanduíche de queijo e presunto no pão árabe e suco de amora.

O Castillo teve sua construção iniciada em 1659, mas só foi finalizada 150 anos depois. Tem uma visão completa da cidade, com destaque para os prédios de Boca Grande, a parte “Cancún” da cidade. Possui também um complexo sistema de túneis, dos quais só explorei alguns poucos, devido ao calor sufocante.

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Voltei ao hotel, peguei um táxi para o Aeroporto e uma hora depois ( e apenas um suco oferecido – Viva a nossa GOL!) chegávamos a uma nublada Bogotá, onde faziam agradáveis 15 graus.

Descemos no aeroporto de Puente Aéreo e tive que tomar o ônibus interno até o El Dorado, que continuava uma bagunça. Sorte que o vôo da Varig não estava cheio e o check in correu razoavelmente rápido, dando tempo de comprar meio quilo de café colombiano antes de embarcar.

Trilha sonora : “Adiós” – Gustavo Cerati.   Pois é, acabou. O que fazer? Aguardem novos capítulos em 2008 (México?). 

 

Dia 15 – Cartagena de Indias 5 Março 2007

Arquivado em: Colombia — jbneto @ 8:05 pm

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Um dia molhado… Saí do hotel sem o café da manhã e ainda fui na loja da Avianca comprar meu caríssimo bilhete para Bogotá. Parto amanhã às 14h55.

Andei então até o Muelle de los Pegasos para a partida do barco até as Islas del Rosario. A responsável pelo pequeno grupo queria propor ir direto a Playa Blanca, sem passar pelas Ilhas, já que o aquário estaria fechado hoje. Imediatamente utilizei uma argumentação sólida e consegui, após alguns minutos, com que tal idéia fosse sepultada.

Partimos com algum atraso para o arquipélago. A viagem foi cheia de solavancos, afinal estávamos em mar aberto. Uma hora depois avistávamos algumas ilhotas e o que impressionava eram os matizes de verde e azul das águas, resultado de várias espécies de corais que circundam o arquipélago e que o alavancaram à condição de Parque Nacional.

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A maioria das pessoas preferiu ficar na pequena praia na Isla de Media Naranja, mas o snorkel pareceu mais atraente. Vimos peixes e corais de várias cores e espécies, num passeio muito bonito que durou cerca de uma hora. Pegamos o resto do grupo e nos dirigimos para Playa Blanca, que fica na Isla de Barú, a maior ilha próximo a Cartagena.

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A praia é linda, com alguns coqueiros, areia branca, águas quentes num tom de verde. O passeio incluía almoço, mas preferi ficar na praia e aproveitar a água deliciosa.

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Voltamos pouco depois das 14hs, já que, pelo tamanho do barco, era mais seguro nos adiantarmos, pois o vento estava forte. E a viagem de volta foi pesada, com direito a vários solavancos por minuto. Felizmente não durou muito, pois estávamos relativamente perto de Cartagena, mas levei muita água salgada no corpo.

Depois da chegada, fui direto ao Hotel para um merecido banho e parti para um passeio pela Zona Norte da cidade velha, fazendo o circuito das  muralhas, observando o pôr do sol e tirando algumas fotos.

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Fui jantar no estiloso Cafe de San Pedro, em frente à Igreja de mesmo nome. O local possui tres ambientes : o restaurante principal, um bar e um anexo de comidas japonesas. O curioso é que o local empresta xales para as mulheres que estiverem sentindo frio!

Comi o melhor pad-thai já visto, apimentado na medida certa e com camarões crocantes, uma delícia. Para coroar a última ceia, fui degustar a sobremesa no Crepe&Waffles, e escolhi um ótimo crepe de chocolate branco com morangos e creme chantilly.

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Trilha sonora : “A perderse” – Lucybell. A mais pura verdade. Sempre que vc se perder na cidade velha de Cartagena, aparecerá um lugar iluminado, um canto ainda não explorado.

 

Dia 14 – Cartagena de Indias 4 Março 2007

Arquivado em: Colombia — jbneto @ 10:59 am

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Acordei cedo e fui passear na Avenida Beira Mar até o Monumento à Balboa, aproveitando para tirar as últimas fotos da cidade. Tomei um café light, com iogurte natural e frutas e depois subi para fazer a mala.

O balanço do Panamá poderia ter sido mais positivo, se eu tivesse escolhido ir ao arquipélago de San Blas ou mesmo Bocas del Toro, mas fica para uma próxima vez.

Tomei um táxi até Tocumen – primeira tentativa: US$ 20, segunda tentativa: US$ 10 – e cheguei 3 horas antes do vôo, o que permitiu que eu fizesse o check in em 2 minutos e ainda tivesse tempo de pesquisar os preços de câmeras digitais, antes de optar por uma Olympus 7,1 Mp com cartão de 1Gb por US$ 265.

O vôo foi bastante rápido, pouco mais de 45 minutos, o que faz com que seja um dos trechos aéreos  mais caros atualmente : US$ 510 ida e volta!!! Vi os preços das passagens para Bogotá e tanto Avianca quanto Aerorepública apresentavam o mesmo exorbitante preço de US$ 180 pelo trecho.

Tomei um táxi até El Centro, e descobri que o Hotel que havia escolhido não existe mais. Felizmente havia dezenas de outros nas cercanias, embora todos fossem ruins. Considerando que as principais atrações da cidade estão em El Centro, dentro das muralhas, acabei escolhendo o Las Vegas, o menos pior, com um quarto com banheiro e ar condicionado por US$20.

Saí pelas ruas de El Centro sem direção, pois o mapa que possuía  não mostrava os nomes das ruas. Depois descobri que cada TRECHO de rua tem um nome diferente, o que dificulta um pouco. Por sorte, há vários pontos de interesse para orientação.

O primeiro deles foi a Plaza Bolivar, com sua imponente Catedral. Depois passei pela Igreja de San Pedro Claver, Plaza de la Aduana e, mais ao norte, Plaza de los Coches, onde fica a estátua em homenagem a Pedro de Heredia e a Puerta del Reloj, a saída de Las Murallas para o Muelle de los Pegasos. Aproveitei para ver os passeios para Islas del Rosario que existem em duas versões : em barcos maiores (e mais lentos) e em pequenas lanchas.

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Voltei para El Centro e desta vez andei até a Iglesia de Santo Domingo, a igreja mais antiga da cidade, especialmente bonita com a iluminação noturna e a presença de uma escultura de Botero logo em frente. Há também vários restaurantes ao ar livre e comi  uma pizza hawaiana observando o movimento dos inúmeros turistas que lotavam o local, ajudado pelo fato da cidade estar sediando o Festival Internacional de Cinema.

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Tomei um sorvete de sobremesa, andando outra vez até a Plaza Bolivar, onde um conjunto folclórico se apresentava. A cidade antiga fica muito bonita à noite e a presença dos turistas e do policiamento faz com que seja completamente distinta da Ciudad Vieja de Panama City. Além disto, vi muitos restaurantes interessantes – devo visitar um deles amanhã.

 

Dia 13 – Ciudad de Panamá 4 Março 2007

Arquivado em: Panamá — jbneto @ 10:59 am

O despertador tocou cedo, me levantei rápido e desci para comer ahn,…panquecas! Peguei um táxi e fui até a Via Amador, de onde saem os barcos até a Isla Taboga. Infelizmente cheguei um pouco tarde e perdi o primeiro barco que saiu às 8h. Como faltavam ainda 2h30 para o próximo, resolvi andar um pouco pela Via até que vi o famoso ônibus da Coop Saca e resolvi embarcar e descer em Mi Pueblitos.

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Como o nome diz, é um local que contêm réplicas em tamanho natural de casas de diversos locais do Panamá : Bocas del Toro, Península Darién e Arquipélago de San Blás, entre outros. Nada muito excitante, mas serviu para passar o tempo.

Outro táxi de volta à Via e tomei o barco das 10h30 para Isla Taboga. A travessia foi tranquila e durou uma hora. A ilha é pequena, tem 5 km2 e apenas uma rua. Possui a segunda igreja mais velha do continente americano e duas praias agradáveis. Passeei um pouco pela vila antes de ir à praia.

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As duas praias ficam dos dois lados do que antes foi o Hotel Taboga, em frente à uma ilhota chamada El Morro. Quando a maré está alta, as praias se juntam e separam as duas ilhas. Escolhi ficar no lado que tinha umas pequenas ondas, com águas quase mornas. O tempo ficou nublado e com muito vento, e a maré começava a encher, o que me forçou a ir para o outro lado, que era como uma piscina e à primeira vista parecia menos interessante.

Quando o sol voltou, percebi que a água era transparente e gelada, mas na medida certa para conter o calor abrasador. Fiquei uns 15 minutos boiando no Pacífico antes de sair para pegar a lancha de volta.

A volta pareceu mais longa, até porque o barco balançava muito e o vento continuava forte. Chegamos às 4 h em Panamá e aproveitei para passear um pouco pela Via Amador, que é o playground dos panamenhos, uma avenida que une 4 ilhotas, construida com material retirado da dragagem do Canal. O lugar possui pista para corrida e bicicletas e alguns shopping centers com vários restaurantes temáticos. Resolvi optar pelo bom e conhecido italiano para o almoço e degustei um ótimo spaghetti carbonara al dente, tomando um sorvete de cookies and cream de sobremesa. O fim do dia estava  lindo e andei mais um pouco até tomar o ônibus para o Centro da cidade e um táxi para o Hotel.

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Estava com um pouco de dor de cabeça, consequência do sol e do balanço do barco e preferi ficar no Hotel e dormir cedo.

Trilha sonora : “Love songs for patriots – American Music Club” – Este CD é de 2004, mas só agora escutei com atenção. Mark Eitzel conseguiu outra vez e, depois de 10 anos afastados,  reuniu o grupo para esta obra-prima. “Patriot’s heart” é sensacional.

 

Dia 12 – Ciudad de Panamá 2 Março 2007

Arquivado em: Panamá — jbneto @ 10:50 pm

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Acordei um pouco tarde, por isso tive que abortar a idéia de ir à Isla Taboga hoje. Desci para comer umas panquecas com maple e saí na direção da Av. Balboa (ou Av 6 sur, ou Beira Mar para simplificar).Antes que eu pudesse tirar uma foto do Monumento a Balboa, o ônibus para Panamá Viejo chegou. Como hoje estava menos quente e o ônibus não estava cheio, foi perfeitamente suportável a viagem de 15 minutos.

Panamá Viejo é o local onde foi primeiramente construída a cidade em 1530, uma das primeiras cidades fundadas no novo continente após o descobrimento. Ocorre que ela era bastante vulnerável a ataques de piratas e em um destes a cidade foi arrasada e reconstruída mais para oeste, aonde se encontra até hoje. Nas ruínas podemos ver a quantidade de monumentos religiosos (a Catedral do local possui sua torre ainda ereta).

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Voltei de ônibus, desta vez com ar condicionado, e desci próximo da praça 5 de Mayo, andando o pavoroso trecho de pedestres da Av. Central na direção de Casco Viejo. Acabei indo mais para oeste do que deveria e fui advertido por um rapaz de que não deveria estar andando por aqueles lados. Muito gentilmente, me mostrou a direção correta e algumas quadras depois estava no meio de Casco Viejo, a parte antiga da cidade, que, muitos dizem, se assemelha àquela de Havana.

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Existem várias construções históricas, grande parte de igrejas, ao lado de prédios governamentais, restaurantes alternativos, a Embaixada da França e inúmeros edifícios habitados pela população menos abastada. Maior constraste impossível. É uma parte interessante da cidade, mas não se pode dizer que alguém se sinta seguro andando por aquelas ruas.

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Ainda visitei o modestíssimo Museu da História da Cidade, o que foi feito em poucos minutos. Tomei um milk shake e um táxi (não necessariamente nesta ordem) e fui para a eclusa de Miraflores. O taxista, simpático e conversador, me cobrou US$4,5. Chegando lá, optei pelo pacote completo de US8, que incluía a exibição e um video introdutório sobre a construção do Canal.

Sem dúvida é uma obra magnífica da engenharia. Foi necessária a construção de um lago artificial (Lago Gatún), para servir de armazenador e distribuidor das águas utilizadas nas diversas eclusas. O video é interessante e mostra os planos de ampliação do canal com a construção de mais 2 eclusas, com reaproveitamento da água e possibilidade de aceitar navios maiores.

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A exibição é bem completa, mostrando os primeiros passos para a construção até a importância do Canal para o povo do Panamá – lembrando que só ao final de 1999 o país retomou o controle sobre o Canal. Para se ter uma idéia, a taxa média paga pelos navios é de US$ 50,000.

Na parte da tarde é feito o transporte das embarcações na direçao Atlântico – Pacífico e pude ver duas operações nas eclusas, sendo que uma era de um navio de cruzeiro chamado Arcadia.

Decidi almoçar no restaurante do lugar, que possuía uma visão privilegiada dos navios. Escolhi um delicioso ceviche de camarão thai de entrada e um frango com queijo e presunto de prato principal. Com sobremesa, a conta saiu por menos de 20 dólares.

Tomei um táxi de volta ao Hotel e tive que pechinchar para nao ser explorado – paguei US$5.

Ainda dei umas voltas por El Cangrejo e vi alguns bons restaurantes, mas como estava sem fome após o almoço pantagruélico, decidi deixar para amanhã.

Trilha sonora : “La camisa negra” – Juanes. De todas as músicas ouvidas nos coletivos panamenhos, me chamou a atenção esta versão para a música de Juanes, que, por acaso, é colombiano. Tudo a ver.

 

Dia 11 – Ciudad de Panamá 1 Março 2007

Arquivado em: Panamá — jbneto @ 8:25 pm

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Acordei às 4h, tomei um banho e fui deixado no Aeroporto em 5 minutos (O transporte estava incluído na diária). Fiz meu check-in rapidamente e depois tivemos que esperar quase uma hora até que a sala de embarque abrisse! Isto não seria problema, não fosse o fato de que o Aeroporto de Guate está em obras e não havia absolutamente nada na área onde estávamos.

Tivemos que tirar até os sapatos para passar pela vistoria de bagagem e aguardamos na sala 2, que tinha forte cheiro de verniz. O vôo saiu no horário e ainda fez uma escala em Manágua antes de descer em Panama City.

A previsão do tempo para a cidade era de máxima de 36 graus, o que devia ser verdade. Arrumei um táxi colectivo, nada mais que uma van, que cobrou US$ 11 por pessoa (éramos 3). A moeda aqui se chama Balboa, mas também é conhecida como dólar americano.

Desci no Hotel Centroamericano, onde já havia reservado uma habitación single com baño, TV cable e aire acondicionado por US$ 22. Cochilei um pouco, tomei mais um banho para refrescar e saí para passear.

Saquei alguns dólares do caixa automático e segui em direção ao centro. À medida que me aproximava da Plaza Cinco de Mayo. mais feia ficava a cidade, horrível mesmo. Ainda percorri algumas quadras do calçadão da Avenida Central, mas achei melhor sair de lá. Tentei tomar um táxi, mas todos estavam cheios – depois vim a saber que eles fazem lotação. O único que encontrei vazio queria me cobrar US$ 10 para me levar até o shopping da Isla Flamenco – dispensei na hora.

Fui até o Terminal onde partiam os ônibus para lá e descobri que só havia UM ônibus que fazia o percurso e teríamos que esperar uma hora até que o mesmo voltasse. Decidi trocar de shopping e fui até o Albrook, tomando um ônibus normal até lá.

O shopping não tinha nada de mais e os preços das câmeras estavam caros, por isso decidi abortar a idéia de comprar uma. Já que a opção de ir até a Zona Franca de Colón, uma cidade barra pesada na costa do Atlântico, estava descartada, vejo no Free Shop quando fôr para a Colômbia.

Comi um sanduíche de peito de peru do Subway, pelo menos uma opção mais saudável ao onipresente McDonalds. Andei um pouco mais pelo shopping e depois tomei um táxi até o hotel, pagando US$ 1,50.

Vi um pouco de TV para saber das notícias e depois saí para comer algo, mas não encontrei nada próximo, por isso tive que me contentar com um arroz frito com frango do restaurante do Hotel, que estava aceitável.

 

Dia 10 – Ciudad de Guatemala 1 Março 2007

Arquivado em: Guatemala — jbneto @ 8:04 pm

Hoje o dia não prometia muito, Guatemala City não estava nos meus planos de viagem, mas o vôo para o Panamá às 6h da manhã forçou minha ida para lá. Para diminuir o desconforto, optei por ficar em um hotel próximo ao Aeroporto, que fica em uma das zonas mais seguras de Guate.

Tomei um shuttle de Pana, depois de saborear um delicioso café da manhã americano e tivemos que seguir até Antigua e esperar outra van que ia para Guate. Com isso, só cheguei ao Hotel Los Volcanes ( o mesmo nome do Hotel que fiquei em Pana, mas a coincidência para por aí) às 2 da tarde.

Deixei a mala e fui de ônibus até o Museu de Antropologia, quer dizer, TENTEI ir de ônibus, mas concluí que seria mais cômodo e rápido andar até lá, já que havia uma parada a cada 30 metros e subiam 15 pessoas de cada vez. Andei por uns 15 minutos até chegar ao Museu, que fica num grande parque juntamente com o Museo de Arte, o Museo de los Niños e o Zôo.

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O Museo Nacional de Arqueología y Etnología mostra a trajetória da civilização maia desde os primórdios até o período pós clássico. O povo maia possuía grande habilidade para tecer, além de terem desenvolvido um calendário muito preciso e uma escrita complexa. Viveram em uma grande área que engloba toda a Guatemala, o sul do México e a parte norte de Honduras.

A divisão cronológica do Museu facilita a compreensão do desenvolvimento deste povo, cujo apogeu se deu entre os anos de 600 e 900 D.C.  e mostra peças de cerâmica, várias stelae e outros artefatos.

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Caminhei na direção da Zona 10, a parte mais nobre da cidade e às vezes tive a impressão de estar em outra cidade. É primordialmente uma zona residencial bastante arrumada e sede de várias Embaixadas. Infelizmente não achei nenhum restaurante em suas ruas, tendo que me contentar com um combo do Burger King para o jantar.

Voltei de táxi até o Hotel (mais barganha) e dormi cedo.

 

Dia 9 – Panajachel 27 Fevereiro 2007

Arquivado em: Guatemala — jbneto @ 11:56 pm

O plano hoje era fazer um tour pelas vilas ao redor do Lago Atitlán. Acordei um pouco tarde e nem deu tempo de tomar o café da manhã antes de embarcar – só consegui beber um suco de pêssego.

O barco saiu pontualmente às 8h30 e levou uma hora e meia até chegar a San Pedro la Laguna, a primeira parada. A vila é bastante pacata e possui várias igrejas, inclusive uma desproporcional Igreja Batista. Juntei-me a uma argentina e um italiano e percorremos as ruelas do lugar, sem falar sobre futebol em nenhum momento, vejam só!

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Próxima parada foi em Santiago de Atitlán, uma hora de barco lento desde San Pedro. Esta vila é bem maior e tem até uma Plaza Central e engarrafamento de tuk-tuks. Esta vila é famosa pelo culto ao Deus Maximón, adorado pelos maias. Fica no extremo oposto de Panajachel. Comi um brownie delicioso com macadamias e comprei alguns souvenirs.

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Saimos às 13hs em direção a San Antonio Palopó, a última parada. Esta vila fica próxima a Panajachel e é bem compacta, possuindo ruelas bem íngremes. Aqui o assédio dos vendedores foi incessante, mulheres e crianças pedindo qualquer coisa. Uma das vendedoras conversava até em italiano! Felizmente foi onde ficamos menos tempo, saindo meia hora depois de volta a Pana.

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Chegamos em Pana exaustos das andanças e dos percursos, que pareciam intermináveis, com a (pouca) velocidade do barco. Saí para comprar um ímã de geladeira, que aqui parece ser mais difícil de achar do que ouro em pó. O exercício da barganha aqui parece ser condição “sine qua non” para que a venda se efetue, e os precos chegam a cair pela metade. Depois das compras ainda deu tempo de ver o belíssimo por do sol na beira do lago.

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Voltei ao Hotel e saí para o jantar. Decidi dar uma segunda chance para Las Chinitas, já que não aguentava mais comida mexicana. Pedi um macarrão birmanês com frango, muito gostoso e depois fui até El Horno, repetir a fantástica torta de cenoura.

Amanha vou para Guate, último dia no país.

Trilha sonora : “At my most beautiful” – R.E.M. Esta música tocou em San Pedro la Laguna enquanto estávamos aguardando para embarcar. Coincidentemente minha filha costumava cantá-la quando tinha 4 anos. “I found a way to make you smile”. Indeed.

 

Dia 8 – Panajachel 26 Fevereiro 2007

Arquivado em: Guatemala — jbneto @ 10:26 pm

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Acordei cedo mais uma vez e peguei o shuttle até Panajachel, à beira do Lago Atitlán. O trajeto deveria ser feito em 2 horas, mas devido a obras na rodovia, gastamos meia hora a mais. Especialmente bonita é a parte final, desde Sololá, quando descemos mais de 500 metros em direção ao Lago.

A cidadezinha de Pana foi invadida pelos hippies nos anos 70 e posteriormente pelos esotéricos, mas durante os conflitos da década de 70 todos fugiram. Recentemente houve um retorno dos turistas permanentes e há um quê de alternativo no ar. De resto é uma cidade guatemalteca como qualquer outra.

Quando chegamos à beira do lago compreendemos o porquê de tantos visitantes fixarem residência aqui. A paisagem é belíssima, um lago de águas esverdeadas, circundado por vulcões e com inúmeras vilas em suas margens. Aproveitei para tomar o café da manhã em um restaurante  – tortillas de queijo e suco de laranja – com vista privilegiada para o lago.

Andei pela cidade, que possui inúmeras tendas com artesanatos vendidos pela população maia que vem das vilas próximas. Coloquei roupa para lavar e mais tarde fui até o restaurante Las Chinitas comer um nasi goreng de camarão, apenas razoável.

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Tentei ver precos de excursões até Quetzaltenango (conhecida por Xela, a segunda cidade mais populosa da Guatemala), mas eram muito caras e, pensando bem, não há tantos atrativos assim por lá(um dos mais interessantes era uma versao piorada da cascata quente da Finca Paraíso). Além do mais, com as obras da rodovia, o trajeto de 3 horas poderia chegar a 4, ou seja, 8 horas ida e volta. Passo.

Pensei em tomar banho de lago, mas o vento mudou repentinamente e as águas ficaram um pouco turvas, por isso não me arrisquei. Voltei para o hotel para um banho e saí para comer uma pizza hawaiana. Amanhã devo fazer o passeio por 3 vilas em torno do Lago, que dura cerca de 7 horas.

Trilha sonora : “Our velocity” – Maximo Park . Nao me canso de ouvir esta música, uma das melhores deste grupo inglês. Sao 3 minutos sem pausa para respirar.

 

Dia 7 – Río Dulce 26 Fevereiro 2007

Arquivado em: Guatemala — jbneto @ 10:09 pm

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Tive que acordar cedo e tomei o café rapidamente – experimentei, mas não gostei, do café da manha chapin (como os guatemaltecas calorosamente se chamam), com ovos mexidos, feijão, queijo e tortillas.

Fui até a parada do transporte até a Finca Paraíso e tudo o que encontrei foi uma caminhonete, ou seja, tive que ir sentado na parte de trás juntamente com 13 outras pessoas – foi um pouco desconfortável… E o pior era que o trajeto até a finca não era totalmente asfaltado. No caminho fomos parados por 2 homens que queriam saber se alguém tinha uma machete para matar uma cobra que languidamente subia uma árvore próxima. Inexplicavelmente ninguém tinha uma (mas todos, absolutamente todos, possuíam um celular).

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150 solavancos depois cheguei ao meu destino e fui recompensado pelo meu sofrimento, pois o lugar é fantástico. Imagine uma piscina natural de águas frias e transparentes. Adicione uma cachoeira de água QUENTE e o resultado é este :

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Era um lugar que não dava vontade de sair, mas infelizmente tinha que tomar o ônibus para Guate, ou seja, só deu para aproveitar o local por parcas 2 horas. A volta foi numa caminhonete um pouco maior e que tinha a vantagem de se poder ir em pé, o que, se elimina o desconforto dos solavancos, permite que AINDA MAIS pessoas viajem, aumentando o calor humano.

Ainda deu tempo de tomar um banho, almoçar rapidamente, tomar um sundae delicioso e embarcar no ônibus, que era beeeem menos luxuoso do que pensava. O trajeto foi direto, mas o ar condicionado estava um pouco cansado.

Até que as 5 horas passaram rápido e logo chegamos em Guate, uma cidade bem feia. Tomei um táxi e peguei meu primeiro chicken bus (lembra daqueles ônibus escolares amarelos americanos? Pois é, quando eles ficam velhos são trasladados até a Guatemala), se bem que depois das caminhonetes, aquilo era transporte de luxo.

Não canso de me admirar da aritmética peculiar dos guatemaltecas : aonde só cabem DUAS nádegas eles conseguem encaixar TRES por cada banco, ou seja, o corredor SOME!!! Isso pode ser uma lição de democracia, já que permite que a maior parte do povo possa usufruir do transporte.

20 cumbias praticamente idênticas depois chegávamos a Antigua, que estava superlotada devido ao início das procissões que vai culminar com as da Semana Santa. Nunca vi a cidade tão cheia, mas me esquivei da multidão e fui assistir ao Oscar.