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África do Sul – Cidade do Cabo, parte 3

1 setembro 2014

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Neste dia, com a previsão do tempo indicando chuva, tomamos a linha vermelha passando pela bela Heerengracht e pela estátua de Bartolomeu Dias (foto acima), o primeiro europeu a atravessar o Cabo da Boa Esperança, em 1488.

Esta rua tem jardins bem cuidados e um chafariz bem bonito em uma de suas extremidades.

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Descemos no Centro de Informações Turísticas, onde iniciamos um pequeno tour: fomos a Catedral de St. George, onde o bispo Desmond Tutu batia ponto, e que ficou conhecida por ser um ponto de resistência contra o apartheid.

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A Catedral, também conhecida como Catedral do Povo, é a mais antiga do país e a sede da Igreja Anglicana em Cape Town.

Seu interior é simples sem muitos ornamentos, mas com bonitos vitrais.

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Ao  lado da Catedral fica o Slave Lodge (foto abaixo), em um dos mais antigos edifícios da cidade. Este museu conta  estória da escravidão e busca criar uma consciência sobre os direitos humanos.

Na frente do prédio fica uma estátua de Jan Smuts, um dos sul africanos mais célebres, tendo sido Primeiro Ministro em duas ocasiões, além de escritor, advogado e militar.

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Um pouco mais à frente, na entrada do Company’s Garden fica o edifício do Parlamento.

Cape Town é a capital legislativa do país (as outras duas capitais são Bloemfontein, onde fica o Judiciário e Pretoria, sede do Poder Executivo).

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O Company’s Gardens é o pulmão da cidade, foi criado pelos primeiros colonizadores holandeses e tem entrada grátis.

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Possui alguns esquilos, importados dos Estados Unidos por Cecil Rhodes, colonizador e homem de negócios britânico que possui uma estátua em sua homenagem dentro do parque.

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Outros exemplares animais habitam o parque, que também tem a pereira mais antiga do país (plantada provavelmente em 1652), um jardim japonês, um lago com peixes e um aviário. Um passeio bem tranquilo para se fazer.

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O Memorial Delville Wood, retratado abaixo, foi esculpido por Alfred Turner. As duas figuras masculinas simbolizam Castor e Pollux e representam as duas etnias do país (britânicos e afrikaans).

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Voltamos ao Centro de Informações Turísticas e tomamos um hop-on-hop-off da linha azul passando por uma região bem bonita da cidade até chegarmos ao jardim botânico Kirstenbosch. Como estava chovendo, decidimos não enfrentar programas ao ar livre. Tínhamos planos de retornar a este lugar quando fizéssemos o passeio ao Cabo.

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Seguimos viagem então, desta feita seguindo pelo vale de Constantia, com suas lindas residências e jardins, local de residência dos que querem uma vida bem tranquila.

Trocamos de ônibus para visitar a mais antiga vinícola do pais: a Groot Constantia.

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O local é muito bonito, com construções de características holandesas como a da foto abaixo.

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Fundada em 1865 pelo comandante Simon van der Stel, da Companhia Holandesa, a vinícola tem seu nome em homenagem à sua filha. Outra hipótese conta que o nome vem de um dos navios que se encontravam ancorados em Cape Town naquela época. Escolha a que você achar mais interessante!

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Pode-se fazer um wine tasting de 5 vinhos por 40 rands ou um cellar tour por 50 rands (em torno de 10 reais pelo câmbio da época). Uma pechincha!

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Como já havíamos reservado uma mesa para o almoço e continuava chovendo, seguimos direto para o restaurante Jonkerhuis.

Pedimos um spaghetti carbonara no ponto e dividimos uma garrafa do Constantia Red, uma mistura de cabernet sauvignon, cabernet franc, shiraz e merlot, muito redondo.

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Pena que o mesmo não se pode dizer do malva pudding local que veio um pouco queimado.

A conta veio sem sustos, mesmo considerando que tomamos vinho.

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Andamos um pouco pela propriedade, mas a chuva realmente impedia qualquer tentativa de passeio.

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Voltamos então para a parada do ônibus azul e seguimos viagem…

No caminho de volta, passamos pela Imizamo Yethu Township, onde se poderia ter uma ideia do artesanato feito pelos locais, mas não havia tempo hábil para tomar outro ônibus e voltar a Cape Town depois da visita.

Seguimos pela costa, ainda com um pouco de chuva, passando por Hout Bay…

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…e outra vez Camps Bay, desta vez com outro panorama, mais sombrio.

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Descemos no V&A sem chuva e aproveitamos para fazer o passeio de barco que está incluído no pacote de 2 dias do ônibus hop-on-hop-off.

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Posso contar? O passeio é perfeitamente dispensável, ainda mais se  considerarmos que ele só pode ser feito até as 17h, o que vai tirar tempo precioso de outras atrações dos 2 circuitos. Só faça se você já tiver ticado todos os outros pontos da sua lista.

Não acabou ainda, vem mais relatos por aí!

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 2

25 agosto 2014

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Os famosos ônibus hop-on, hop-off tem excelente custo benefício aqui em Cape Town: por 2 dias seguidos paga-se 270 rands o equivalente a 55 reais, podendo-se usar as duas rotas (vermelha e azul) e ainda fazer um passeio de barco pela área da marina.

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A linha vermelha tem 21 paradas ao longo do trajeto e passa por vários pontos de interesse do compacto centro da cidade além de levar o turista até o bondinho da Table Mountain e passar pelas praias de Camps Bay, Clifton e Sea Point. Os ônibus saem a cada 20 minutos, ao lado do Aquário Two Oceans no V&A Waterfront.

Table Mountain ao fundo

Table Mountain ao fundo

Já a linha azul tem trajeto mais extenso, mas igualmente interessante. Passa pelo centro da cidade , mas faz um desvio para o leste, pegando uma linda estrada que nos leva até Kirstenbosch, um dos jardins botânicos mais bonitos do mundo. Mais à frente, faz um pit stop para troca de ônibus indo até a vinícola de Groot Constantia, a mais antiga do país. Dá para fazer um cellar tour além de uma degustação, ou simplesmente aproveitar a parada e almoçar no Jonkerhuis, um dos restaurantes locais.

Kirstenbosch

Kirstenbosch

Seguindo, há uma parada em Imizamo Yethu, uma township que oferece uma oportunidade de conhecer os produtos dos artesãos locais. Mais adiante, também podemos conhecer Hout Bay, de onde se pode tomar um barco e visitar uma ilha com uma colônia de leões marinhos. A parte final do trajeto é coincidente com a linha vermelha, passando pelas praias do lado oeste. A linha azul tem ônibus saindo a cada 35 minutos durante a semana, 25 minutos nos fins de semana.

Hout Bay

Hout Bay

Neste dia tomamos a linha vermelha e fomos direto até a Table Mountain aproveitando que o tempo estava bom e sem nuvens lá em cima, raridade por aqui. Direto é um modo de dizer, pois levamos quase uma hora para chegar até lá!

O ticket para subir custa 210 rands, ida e volta, e o bondinho tem piso giratório para permitir visão completa para todo mundo. Subimos até os 1000 metros em menos de dois minutos e fiquei surpreso pelo fato de lá em cima a exploração turística ser bem menor do que em outras atrações: há apenas uma pequena loja de souvenirs, um restaurante e só.

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Há vários percursos planos alcançando diferentes partes da montanha, de onde se podem vislumbrar distintos cantos da cidade.

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Logo ao chegar fomos recepcionados por um par de dassies, um roedorzinho simpático e inofensivo. Vimos também uma profusão de brasileiros.

Dassies

Dassies

A Table Mountain foi recentemente escolhida como uma das Sete Maravilhas da Natureza, juntamente com as Cataratas de Iguaçu, a Floresta Amazônica, a Ilha de Jeju, na Coreia, o rio subterrâneo nas Filipinas, o Parque Nacional de Komodo, na Indonésia e Ha Long Bay, no Vietnã.

Vista de Cape Town

Vista de Cape Town

Depois de muito caminhar para as fotos de diferentes ângulos, descemos para pegar o ônibus e seguir viagem. O caminho descendente até Camps Bay é alucinante, passando por varias mansões e gramados, edifícios que descem até a areia da praia em baías quase privativas.

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Descemos no calçadão de Camps Bay.

Pausa para falar que a costa atlântica em Cape Town tem mar normalmente muito bravio e água incrivelmente fria, principalmente quando o vento sudoeste sopra forte e traz as gélidas águas antárticas. Nesta época, a temperatura do mar pode chegar a 13 graus!

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Lá há uma barreira de proteção com pedras e um extenso gramado entre o mar e o asfalto, local perfeito para piqueniques familiares e cachorros correndo desenfreados, além dos usuais praticantes de jogging e ciclismo.

Aproveitamos para almoçar uma massa com uma taça de vinho branco em um dos restaurantes à beira mar, observando a paisagem.

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Saindo de Camps Bay , não se esqueça ficar na parte de trás do ônibus para poder ter este panorama da foto abaixo, um dos mais espetaculares da cidade!

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A próxima praia é a exclusiva Clifton Beach, onde os edifícios são literalmente pé-na-areia, sendo os mais valorizados da cidade.

Notem que a garagem fica no terraço dos edifícios, no nível da estrada.

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Finalmente chegamos a Sea Point, um bairro mais “normal” e com um calçadão extenso, mas pouco aproveitável, pois as ondas se quebram bem perto da murada na maior parte do tempo.

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Fizemos uma pequena parada para fotografar o lindo farol Green Point, que data de 1824.

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  Depois passamos pelo belo estádio de futebol, palco de 8 jogos na Copa do Mundo de 2010, incluindo a semi-final e sempre com os 62.000 lugares tomados.

Ficava bem perto do nosso hotel, mas não tivemos tempo de fazer uma visita!

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Fim do passeio por hoje, descemos no Aquário e fomos comer no V&A Waterfront.

Amanhã tem mais…

África do Sul – Cidade do Cabo – ida ao restaurante Test Kitchen

22 agosto 2014

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Reservamos, logo na primeira noite em Cape Town, uma mesa no badalado Test Kitchen, restaurante do chef britânico Luke Dale-Roberts que vem arrebanhando elogios desde sua abertura em 2010.

Saímos o hotel e descemos para tomar um táxi. Fiz sinal para o primeiro que passou e anunciamos nosso destino. O motorista seguiu pela avenida, mas , em um certo ponto fez uma curva para a direita que não estava na rota que havia visto anteriormente pelo Google. Começou a bater um receio de que algo errado estava acontecendo. Felizmente o motorista não sabia onde ficava o endereço e parou ao lado de colegas taxistas que logo explicaram onde ficava o local.

Voltando à rota correta, começamos a percorrer uma rua bastante escura que eu sabia ser a correta, mas que instalou outra vez o alarme vermelho que durou alguns minutos até chegarmos a nosso destino.

A área de Woodstock, onde fica o Test Kitchen, parece um pouco com a zona portuária do Rio de Janeiro, com galpões abandonados e iluminação precária. Havia sido importante distrito comercial, mas caiu em desgraça nos anos 90 até que, em 2003, houve um projeto para a revitalização do local, apoiada pelo prefeito da cidade.

Aos poucos, atraídos pelos galpões amplos e com aluguéis baratos, começaram a surgir alguns cafés e restaurantes. O Old Biscuit Mill, antiga fábrica de biscoitos onde fica o Test Kitchen se tornou um ponto de referência local.

Escolhemos o Menu Discovery do jantar, que apresenta 5 pratos (na verdade 8, contando com o amuse bouche, um sorbet de limão e um prato de chocolatinhos e petit fours) com harmonização de vinhos por 880 rands (equivalente a R$ 180 no câmbio da época), valor que considero mais que justo se compararmos com os custos de um jantar equivalente no Rio ou SP.

Couvert - Pães da casa

Couvert – Pães da casa

 

Amuse bouche

Amuse bouche

 

Primeiro prato

Primeiro prato

Primeiro prato: Pickled Fish – ceviche, lightly curried dressing, bbq carrots, ras el hanout honeycomb

Vinho: SILVERTHORN, THE GREEN MAN 2011

Segundo prato

Segundo prato

Segundo prato: Foie gras – poached quince, braaied meringue and pistachio

Vinho: JORDAN MELLIFERA 2012

Terceiro prato

Terceiro prato

Terceiro prato: Pork Belly, parsley pressed apples, wild rosemary infused honey, blue cheese cream, crackling

Vinho: PAUL CLUVER CLOSE ENCOUNTER RIESLING 2012

Sorbet de limão

Sorbet de limão

 

Quarto prato

Quarto prato

Quarto prato: Pan seared lamb loin, slow roasted lamb shanks, lamb sweetbreads, BBQ brocolli purée, courgette and caper emulsion, lamb jus

Vinho: RAINBOWS END MERLOT 2012

 

Sobremesa

Sobremesa

Sobremesa: Assiette of chocolate, grilled white chocolate and cinnamon sponge, caramelia cremeux, guanja parfait

Vinho:  PAUL CLUVER RIESLING NLH 2012

 

Cortesia da casa - docinhos

Cortesia da casa – petit fours

 

Os menus variam de acordo com a imaginação do chef. Se preferir, eles também abrem para almoço.

Maiores detalhes podem ser vistos no site do restaurante.

Uma experiência altamente recomendável!

 

África do Sul – Cidade do Cabo, parte 1

18 agosto 2014

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Depois de nos fartarmos com a variedade de vinhos das Cape Vineyards, era hora de conhecer a cidade indiscutivelmente mais bonita do país.

O trajeto de Stellenbosch a Cape Town dura um pouco menos que uma hora e passa por algumas pequenas townships (como são conhecidas as favelas por aqui). Contratamos o mesmo transfer que havia nos levado a Franschhoek, que nos cobrou 300 rands (cerca de 65 reais pelo câmbio da época). Justo!

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A entrada de Cape Town propriamente dita é linda: depois de algumas curvas, temos a visão do centro compacto e arrumadinho da cidade e do backdrop das montanhas imprensando-a contra o mar. Em muitos aspectos lembra inegavelmente o Rio de Janeiro.

Ficamos em uma pousada transadinha chamada Cape Diem Lodge, situada em uma rua super tranquila de Green Point, um bairro colado ao Waterfront Victoria & Albert.

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Com apenas 5 quartos e uma piscina charmosa (que, infelizmente, não pudemos usufruir por conta do tempo frio), ela foi escolhida justamente pela sua localização central.

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E a primeira providencia depois de nos instalarmos foi ir justamente ao Victoria and Albert Waterfront. Diferentemente do que se pensa, este pedaço da cidade, fruto de um grande aterro, homenageia a rainha e seu filho Alfred (ao invés do marido Albert).

O local é um dos playgrounds dos Capetonians, tendo até uma roda gigante e grupos de música étnica tocando ao ar livre. É a atração turística que recebe mais visitantes em todo o país!

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A Torre do Relógio (Clock Tower – abaixo à esquerda) é um dos pontos mais conhecidos do local, com sua arquitetura gótica-vitoriana.

A mega loja African Trading Port (abaixo à direita) tem 3 andares de objetos artesanais e móveis com inspiração africanas – se não couber na sua mala, não se preocupe: eles enviam para qualquer parte do mundo.

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Não deixe de ver as estátuas de 4 sul africanos que tiveram grande papel na história do país, inclusive detentores de prêmios Nobel: da esquerda para a direita, Albert Luthuli, Desmond Tutu, Frederik de Klerk and Nelson Mandela.

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A foto abaixo estaria bem mais bonita se a Table Mountain não estivesse coberta pelas nuvens, aqui chamadas carinhosamente de Table Cloth!

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A área tem também os imóveis mais valorizados da cidade: um dos edifícios abaixo tem Madonna como proprietária de um apartamento! Pelo menos foi o que o guia nos contou…

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Há também um grande shopping center, com inúmeros restaurantes e lojas de grife. Uma das que nos chamou a atenção foi esta simpática e alternativa brasserie que vende pequenas guloseimas como pães e geleias, além de servir lanches e saladas  light, exatamente o que queríamos comer.

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Voltamos ao hotel, pois hoje tínhamos reservado uma mesa no Test Kitchen, um dos restaurantes mais badalados da cidade (conto esta experiência em outro post).

Vem muito mais por aí!

África do Sul – Stellenbosch, dia 2

5 agosto 2014

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Já em Stellenbosch, depois de um descanso merecido após o passeio a Franschhoek, fomos testar mais uma das certeiras indicações da nossa pousada: o restaurante The Big Easy, na Dorp Street.

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Este restaurante é de propriedade do Ernie Els, um famoso jogador de golfe sul africano que resolveu apostar na enogastronomia e que tem até uma vinícola nas imediações da cidade.

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E parece que ele está apostando direitinho: o restaurante fica em uma casa ampla e super bem decorada, com detalhes em vermelho, separada em ambientes aconchegantes, semelhante ao que é feito aqui na América nos restaurantes do Astrid y Gastón.

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O serviço é atencioso, o cardápio enxuto e os preços continuam bem abaixo dos nossos. A carta de vinhos é extensa, contendo exemplares de várias vinícolas locais: para não correr o risco de errar na escolha, ficamos com um Pinotage reserva da Beyerskloof que casou bem com o delicioso filé com fritas e salada.

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De sobremesa pedimos um trio de chocolate e a esta hora (21h) já estávamos entre os últimos clientes. Voltamos andando pelas ruas desertas da cidade satisfeitos com a comilança. A noite aqui termina bem cedo…

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Voltando aos passeios pelas vinícolas, ao invés de ficar zanzando por várias (há o equivalente ao Wine Tram de Franschhoek, que aqui se chama Vine Hopper) preferimos trocar a quantidade pela qualidade no nosso último dia em Stellenbosch.

Escolhi duas tops locais que ficavam bem próximas e contratamos um transfer para nos deixar lá pela módica quantia de 180 rands ida e volta (equivalente a 40 reais).

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Paramos primeiro na Tokara, no lado esquerdo da estrada que leva a Franschhoek. Esta vinícola tem vários vinhos premiados e oferece uma degustação de 6 exemplares, além de prova dos 5 tipos de azeite de oliva, tudo totalmente grátis!

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A cereja do bolo ainda estava por vir. Andamos da Tokara, atravessando a rodovia, até a nossa próxima parada: a Delaire Graff, uma das mais renomadas da região.

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Se a Tokara teve os melhores vinhos, a Delaire Graff ganha disparado no quesito luxo: situada bem em frente à Simonsberg, uma montanha apaixonante, possui esculturas e obras de arte criando um ambiente sofisticado e clean, cujo ápice é mesmo a vista do restaurante. Fiquei magnetizado pelo local.

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A comida é correta sem ser inesquecível, um pouco mais cara do que o usual, mas ainda assim custaria pelo menos o dobro comer em um restaurante deste quilate no Brasil.

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O cardápio é enxutíssimo como a maioria dos restaurantes de vinícolas, apresentando cinco variedades de entrada, prato principais e sobremesa. Pedimos um fish and chips apenas correto.

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De sobremesa, arriscamos mais uma das loucuras de chocolate

 

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… e simplesmente nos permitimos ficar admirando mais uma vez esta beleza de cenário!

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O passeio até as Winelands é realmente um dos pontos altos de qualquer roteiro e deve ser incluída em sua visita quando for à África do Sul: paisagens deslumbrantes, cidadezinhas super charmosas, preços pra lá de camaradas, enfim, tudo conspira para que você fique com vontade de voltar mais e mais vezes.

Não resista!

África do Sul – Franschhoek

31 julho 2014

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A adorável Franschhoek (cantinho francês em afrikaans) fica a pouco mais de 40 km de Stellenbosch, em uma estrada bem sinalizada e pitoresca. Chegamos em pleno domingo, dia das mães, já sabendo que o fluxo de famílias de visitantes seria intenso.

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Se você não tiver alugado um carro, suas opções serão contratar um tour incluindo o transporte ou apenas o transfer ate lá. Optamos por este último para ter um pouco mais de liberdade.

Pagamos 390 rands pelo trecho (com uma empresa recomendada pela própria pousada) que demora uns 40 minutos para ir de uma cidade a outra.

Há inúmeras opções de visitas às vinícolas. Optamos por fazer o percurso no Wine Tram, em um percurso misto com trem e carro, que cumpre 2 trajetos (azul e vermelho) por 6 vinícolas cada, dando um panorama do que a cidade tem a oferecer (veja o mapa abaixo). Custa 170 rands e inclui algumas degustações e outros descontos para quem adquirir vinhos.

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Escolhemos a rota azul e fomos direto para a segunda vinícola, Holden Manz, já que a primeira não abria aos domingos. Situada aos pés da montanha, produz o padrão local de merlot, shiraz e cabernet, sem muito brilho nas suas criações.

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Já o local era muito bonito, com um amplo restaurante. Pudemos degustar os vinhos tendo uma linda vista das montanhas ao redor, com um sol que deixava a temperatura em agradáveis 20 graus.

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As parreiras estavam pouco carregadas, devido à época do ano.

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Nesta vinícola a degustação era gratuita. Assim como a paisagem…

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Veja abaixo nosso meio de transporte entre vinícolas!

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A segunda parada foi na Dieu Donné, desta feita no alto da montanha, onde pudemos degustar 6 vinhos também medianos, com destaque para o shiraz, um pouco mais redondo do que os outros. Nesta vinícola a degustação também era gratuita.

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Mais uma vez fomos brindados com um panorama deslumbrante, com uma ampla vista da cidade abaixo e das montanhas que a circunda.

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Tentamos um lugar no restaurante, mas estava lotado. Nem mesmo uma tábua de queijos pudemos provar: havia esgotado devido à grande procura.

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A próxima parada ficava a poucos metros: a Chamonix, que cobrava 30 rands (módicos 6 reais, no câmbio da época) pela prova de 6 vinhos. Como estávamos com fome, decidimos aproveitar e comer por aqui mesmo, mas estava um pouco difícil por ser um domingo especial – dia das mães!

De tanto insistirmos, acabaram achando dois lugares no restaurante Racine para o almoço.

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Pedimos uma salada caesar com camarões e bacon...

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…complementada com uma tábua de frios deliciosa que trazia a especialidade sul africana: biltong. Pagamos 200 rands no total e saímos bastante satisfeitos e um pouco mais trôpegos.

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Voltando para a cidade, era hora da troca de veículos: agora iríamos de trem visitar as duas últimas vinícolas do programa.

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Como não tínhamos muito mais tempo, escolhemos ficar na Grand Provence, uma linda propriedade com um restaurante famoso e com um jardim de esculturas muito bonito.

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Tentamos combinar uma sobremesa com um late harvest, mas a cozinha do restaurante já havia fechado e o late harvest só era vendido se fosse a garrafa inteira. Melhor continuar tirando fotos do lindo lugar.

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A área de degustação era bem charmosa.

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O restaurante parecia ser bastante classudo, com decoração clássica. Pena que não pudemos provar da comida.

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Ainda tivemos tempo de olhar um pouco o comércio antes das portas fecharem pontualmente as 17hs, mesmo horário que havíamos marcado com o motorista para voltar a Stellenbosch.

Em suma, Franschhoek é uma cidadezinha adorável e merece uma estada um pouco maior para degustar com calma tudo o que ela tem para oferecer. E por ser tão compacta, algumas das vinícolas podem ser visitadas a pé, agradando em cheio aqueles que não querem depender de transporte para provar as delícias desta região.

África do Sul – Stellenbosch, dia 1

25 julho 2014

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Chegamos a Cape Town em um voo direto de Dubai, mas nosso transfer contratado com o hotel em Stellenbosch não estava nos esperando. Sem dificuldade, arrumamos um táxi que nos levou até lá pelo mesmo preço que havia combinado (350 rands, cerca de 75 reais).

A viagem de pouco mais de 40 km durou quase uma hora devido aos vários sinais de trânsito e logo se viam os primeiros sinais de que estávamos entrando em uma região vinícola. Pouco depois, tínhamos a primeira visão da charmosa Stellenbosch.

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A cidade é pequena e encantadora, com construções coloniais e rodeada de montanhas, que propiciam um clima perfeito para vinicultura. Junto com Franschhoek e Paarl, forma o que é chamado de Cape Winelands, região vinícola mais importante do país.

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Nesta época do ano Stellenbosch também é muito, muito colorida!

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Nossa pousada – Middedorp Manor –  ficava em uma rua tranquila e bem arborizada.

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A residência de 2 andares tem mais de 200 anos, cinco quartos bem espaçosos e muito bem decorados e é cool até a medula, toda em branco e com mimos típicos de cidade pequena, como uma biblioteca, uma sala de estar com direito a degustar de cálices de sherry, um café da manhã compacto, mas de excelente qualidade…

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…uma piscina gelada que deve ser ótima para os dias de verão…

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…e até a companhia simpática de Misha, o gato de estimação local.

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Deixamos as malas no quarto e iniciamos a caminhada pela cidade. A cidade é a segunda mais antiga da África do Sul, fundada em 1679 por Simon van der Stel (Stellenbosch significa o Bosque de Stel).

Abaixo se pode ver a “praça principal” da cidade (chamada Braak), na verdade um grande descampado.

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Em frente à praça fica o Museu de Stellenbosch e o Kruithuis (Arsenal), construido em 1777 e o único monumento na cidade com o símbolo da Companhia Holandesa das Índias Orientais: VGOC (Vereenighde Geoctroijeerde Oostindische Compagnie), fundada em 1602 com o propósito de explorar as rotas comercias de especiarias.

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Como estávamos morrendo de fome, havíamos pedido sugestões a Moyo, o atendente da pousada, que nos indicou o Wijnhuis, na Church Street, um restaurante que poderia passar despercebido, mas que se revelou um grande achado.

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Pedimos uma saborosa massa com frango, abobrinha, cogumelos e pine nuts, acompanhada de uma taça de um bom Pinotage local.

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De sobremesa, era imperativo experimentar o tão falado malva pudding, meio pudim, meio bolo, molhadinho e feito com brandy, acompanhado de uma bola de sorvete de creme – uma coisa de outro mundo! Veja na foto ao lado se estou mentindo…

A sobremesa foi degustada com um cálice de Amarula!

Para o jantar quase ficamos a ver navios, pois demoramos muito para escolher um local e a maioria dos restaurantes aqui fecha às 22h durante a semana. Fica a dica para os desavisados!

Acabamos entrando no Basic Bistro, que é bem basic mesmo, mas gostosinho e honesto: comi espetinhos de lulas com salada de rúcula e uma taça de viognier. Uma refeição light no estômago e na barriga!

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Na manhã seguinte começaríamos a descobrir o que esta região tinha a oferecer…

 

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