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Portugal – Lisboa – Ida a Cascais

22 junho 2019

Um dos mais lindos passeios que se pode fazer estando em Lisboa é dar um pulo na cidadezinha litorânea de Cascais.

Distante apenas 40 km da capital portuguesa, Cascais pode ser facilmente acessada de trem, partindo da estação de Cais do Sodré, com partidas a cada 20 minutos e duração da viagem em cerca de 40 minutos. A viagem ida e volta custa €4,50 euros (€3,80 euros na modalidade zapping).

Aproveite para sentar no lado esquerdo do trem e curtir a linda paisagem do trajeto que acompanha a costa.

Chegando na cidade considere alugar bicicletas para explorar o local. Existem opções na própria estação a 5 euros por 2 horas ou €10 o dia inteiro. Há também um serviço de aluguel de bicicletas da cidade, semelhante aos utilizados nas capitais brasileiras, onde o aluguel sai a preços bem camaradas. Aqui deve-se baixar o programa e depois desbloquear uma das bicicletas que se encontram espalhadas em 8 pontos da cidade.

Minha ideia inicial de alugar uma bicicleta foi por agua abaixo devido ao vento forte que fazia naquele dia, por isso decidi andar a pé pela cidade.

A primeira parada foi na praia da Conceição, logo ao lado da estação.

Depois fomos na direção da cidade, margeando o litoral até chegar na Praia. Ali fica a estátua de Dom Pedro e o Museu XXX

Seguindo pelo calçadão, chegamos à cidadela de Cascais, circundada por um muro e onde ficam instaladas algumas obras de arte.

Seguimos até o parque XXX muito bem cuidado com lago artificial, amplo gramado, algumas estátuas e muitos animais principalmente galinhas e pavões.

Continuando pela Avenida, passamos pelo Museu de histórias

Um quilômetro mais à frente, chega-se na Boca do Inferno, um costão com falésias ótimo para fotos principalmente quando o mar está revolto.

Voltamos pela orla que tem uma ciclovia perfeita, sem buracos e logo chegamos ao Farol de Santa Marta. Este farol foi inaugurado em 1868 para sinalizar a entrada do Rio Tejo até o porto de Lisboa, mas também servia como indicador da localização do porto de Cascais.

Ele teve sua altura aumentada em 8 metros para a modernização de sua função em 1936, quando também ganhou seus azulejos azuis e brancos. O Museu do Farol foi inaugurado em 2017 quando as funções do farol foram automatizadas.

Achei a cidade encantadora e o passeio perfeito para uma escapada do alvoroço de Lisboa. Passamos 4 agradáveis horas na cidade mas, dependendo do seu ritmo, a visita a Cascais pode durar o dia inteiro, aproveitando para explorar sua cena gastronômica baseada em frutos do mar.

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Portugal – ida a Sintra

19 junho 2019

França – 10 lugares para visitar em Toulouse

12 junho 2019


Quarta maior cidade francesa em população, Toulouse fica no sudoeste do país e possui atrações suficientes para te manter ocupado por pelo menos dois dias.

Abaixo vou listar as 10 que considero as mais interessantes, de norte para o sul, para facilitar os deslocamentos entre eles.


1- Basílica de Saint Sernin

Igreja dedicada ao santo protetor da cidade (São Saturnino), fica localizada onde se encontram os restos mortais do santo (que também foi o primeiro bispo de Toulouse) e onde havia uma pequena igreja datada do século 4.

A Basílica atual foi construída no final século 11 no formato de um crucifixo e até hoje é um dos maiores exemplares da arquitetura romanesca no mundo, tendo sido agraciada com o titulo de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1998.

A igreja é importante parada para os peregrinos que percorrem o Caminho de São Tiago.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


2- Igreja Notre Dame de Taur

Outra igreja associada com o patrono da cidade, acredita-se que fica no local exato onde São Saturnino foi largado moribundo após ser arrastado por um touro pelas ruas da cidade.

Sua construção se deu entre os séculos 14 e 16 e em 1783 ganhou uma estátua da Virgem Maria que ficava em outro local, daí seu nome atual (Notre Dame).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


3- Capitólio

Uma das atrações que mais gostei na cidade, o Capitole é o centro da administração municipal e também tem ligação com o patrono da cidade, pois acredita-se que aqui começou o martírio de São Saturnino.

Sua construção foi iniciada no fim do século 12 em função do aumento da importância da cidade na região e seu nome tem óbvia referência não só ao monumento romano, mas também aos capitouls, governantes regionais que ordenaram a construção do edifício.

A linda fachada de tijolos rosas data de 1750, com suas oito colunas representando os oito capitouls.

A praça em frente ao edifício foi remodelada em 1995, sendo então aberta para pedestres. O local é ocupado por barraquinhas vendendo produtos alimentícios e artesanato.

Atrás do edifício fica o lindo Jardim do Capitólio.

Mais impressionante é a Salle des Illustres, que contém uma coleção de obras do século 19, todas recriando episódios históricos ou personagens relacionados com a cidade, que merecem uma visita mais detalhada.

Atualmente, além da Prefeitura o edifício neoclássico abriga um teatro onde se apresentam a Companhia de Ópera e a Orquestra Nacional do Capitólio.


Fica aberto de segunda à sexta das 8h30 às 19h. Domingos das 10h às 19h. Entrada gratuita.


4 -Convento dos Jacobinos

Erguido em 1230 como uma resposta dos católicos (liderados pelo futuro Saint Dominic) ao crescente poder dos cátaros na região, o Convento começou como uma pequena igreja, sendo expandido até adquirir a presente forma, abrigando a Ordem dos Dominicanos até a sua dissolução, por ocasião da Revolução Francesa.

Curiosidade: o nome Jacobinos se deriva da localização do primeiro convento da ordem dominicana em Paris (na Rue Saint Jacques, ou Jacobus, em latim).

Em seu interior se encontram os restos mortais de São Tomás de Aquino, famoso membro da ordem, que foi canonizado em 1323, trasladados para cá da Igreja de Saint Sernin, após a grande restauração que o convento sofreu no século passado.

O claustro, construído em 1310, é especialmente bonito e possui um lindo jardim simbolizando o Éden.


Abre de terça a domingo das 10 às 18h. Entrada gratuita. Visitas ao claustro e capela de St. Antonin custam 5 (4 de outubro a maio). Visitas guiadas em inglês, francês e espanhol saem a 3


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5- Basílica Notre Dame de Daurade

Uma das igrejas mais antigas da cidade, está situada ao longo do cais de Garonne, onde ficava o porto de Toulouse. Foi provavelmente construída no local onde havia um templo dedicado à deusa Apolo.

Recebeu esse nome pelo fato de possuir mosaicos dourados no século 6.

É famosa por possuir um altar de adoração à Virgem Negra (Black Madonna), atualmente apenas uma réplica do original que foi roubado no século 15.

Infelizmente a igreja estava em reparos quando estive por lá, por isso o acesso ao interior estava fechado, mas sua imponente fachada já vale a visita.


 

 

 

 

 

 

6- Fondation Bemberg

Um dos principais museus da cidade, a Fundação Bemberg fica no famoso Hôtel d’Assézat e congrega as obras do colecionador argentino Georges Bemberg.

O primeiro andar apresenta móveis e objetos da época. Com exemplares indo da Renascença até o início do século 20, os principais artistas de sua época estão representados no segundo andar.

Temos obras de Cranach, Ticiano, Fantin-Latour, além de 35 pinturas pós impressionistas de Bonnard.


Fica aberto de terça a domingo, das 10h à 12h30 e de 13h30 à 18h (às quintas até 20h30). Ingresso a 10 €.


7- Ponte Neuf

Obra de um comitê de maçons e carpinteiros, sua construção se iniciou em 1544 mas só foi finalizada em 1632 e inaugurada em 1659. É um dos principais cartões postais da cidade.

Tem 220 metros de comprimento e sete arcos, mas ela não é totalmente simétrica – o terceiro arco é maior do que os outros. As aberturas entre os arcos foram feitas para representar a face de um leão.


8- Igreja Notre Dame de la Dalbade

A igreja atual substituiu a antiga, datada do século 6 e que foi destruída por um incêndio em 1442. Sua construção terminou em 1480 e seu exterior foi pintado em calcário, daí seu nome ( “alba” significa branca).

Destaque para seu lindo tímpano feito em cerâmica em 1878 pelo artista francês Gaston Virebont baseado em uma pintura de Fra Angelico.


9- Os jardins

Não podia mesmo deixar os jardins de fora, né? A boa noticia é que os mais bonitos ficam lado a lado, começando pelo pequeno e aconchegante Jardin Royal, que foi o primeiro jardim público da cidade, fundado em 1754 e fruto de um plano de urbanização que ficou a cargo do paisagista francês Louis de Mondran.

Foi transformado em “jardim inglês” em 1870, com algumas estátuas em seu perímetro, de onde se destaca uma em homenagem ao compositor Déodat de Séverac.

Separado do Jardin Royal por apenas uma passarela, o Jardin Grand Rond também faz parte do grande plano de urbanização de Louis de Mondran.

Possui uma forma oval com 6 aléias que se originam de uma praça central com um chafariz. Segundo consta, é o local com o maior número de flores da cidade.

Logo abaixo fica o Jardin des Plantes, que contém o primeiro jardim botânico da cidade, com mais de 1.000 espécies diferentes,  além do Museu de História Natural. Assim como os outros, possui algumas estátuas em seu interior.


10- Cite de L’espace

Deixei este por último porque este “parque de diversões espaciais” merece um post só dele – e também merece um dia inteiro para a visita, portanto coloque ao menos dois dias inteiros para visitar Toulouse !

Fim de semana – Rosário – domingo

5 junho 2019


No segundo dia, rume para a Plaza 25 de Mayo, núcleo do assentamento original da cidade. Apesar de pequena, possui um lindo monumento em seu centro: a Columna a la Libertad.

Esculpida em mármore de Carrara, foi erguida em 1883 com uma estátua em homenagem à liberdade em seu topo, rodeada pelas figuras dos heróis nacionais (San Martín, Belgrano, Moreno e Rivadavia) em sua base.

Em frente à praça ficam duas construções importantes: a Catedral Basílica de Nuestra Señora del Rosário e o Palacio de los Leones, sede da prefeitura local.

O Palacio de los Leones foi inaugurado em 1896 em estilo renascentista italiano. Sua cor atual em terracota data de 2006, com os dois leões na entrada do prédio, pintados em branco.

 

Derivada da primeira igreja construída no local, em 1731, tornou-se Catedral em 1934 e, 32 anos depois, recebeu a denominação de Basílica.

Com um altar feito em mármore originário da Itália, seu interior é famoso por abrigar em seu subsolo a imagem da Virgen del Rosario, trazida diretamente de Cádiz, na Espanha em 1773.

 

 

Entre as duas construções se encontra a Pasaje Juramento que foi aberto para acesso direto ao Monumento Nacional a la Bandera.

O Monumento (e todo seu entorno) teve sua construção iniciada no fim do século 19, mas só tomou forma final em 1997, quando a passagem foi construída, assim como foram recuperadas várias esculturas em mármore de Carrara da artista argentina Lola Mora, que faziam parte do projeto original mas se encontravam espalhadas pelo país.

Desenhado para se assemelhar a um navio, a torre central se destaca da paisagem, conforme pode ser visto na figura abaixo.

À sua frente fica a “proa” do navio, liderada por uma estátua representando a pátria embandeirada com duas outras correspondendo aos deuses das águas (Oceano Atlântico e o Rio Paraná).

Pode-se subir até o mirador para uma vista da cidade e do rio. A subida  (por elevador – ueba!) pode ser feita às segundas, de 14 às 18h30 e de terça a domingo das 9 às 17h30. Custo – 20 pesos (maio 2019).

Há também visitas guiadas sobre o monumento de quarta a sexta às 11h30; sábados às 10h e domingos às 11h.

 

Caminhe um pouco pela Córdoba, uma das duas ruas de pedestres no centro da cidade, dobrando à direita exatamente na outra (San Martin) para checar a belezura do Hotel Savoy, que fica na esquina desta rua com a San Lorenzo.

Datando de 1910, o edifício foi completamente restaurado e hoje é um dos mais luxuosos hotéis da cidade.

Volte outra vez em direção ao rio para encontrar uma série de armazéns que fazem parte da diversão rosarina nos fins de semana.

A exemplo do que ocorreu na área portuária do Rio de Janeiro, aqui também se aproveitaram dos antigos armazéns para estimular novas formas de atrair o turista.

Com mercados de artesanato, espaços infantis, um teatro e até um interessantíssimo centro de “troca” de serviços para auxiliar a população carente da cidade, o objetivo foi alcançado: a quantidade de pessoas circulando por ali no fim de tarde daquele domingo era grande.

E os rosarinos sabem mesmo aproveitar o fim de semana até às últimas horas na beira do rio, muitos admirando a vista enquanto bebiam seus “matecitos”.

Para quem gosta, também há a possibilidade de fazer um passeio de barco pelo rio Paraná, passando pela linda ponte que liga Rosário à cidade de Vitória, já na província de Entre Rios. Ou mesmo fazer uma visita guiada ao Teatro Círculo (aos sábados).

Enfim, o passeio dá para encaixar perfeitamente em um fim de semana e serve para conhecer um pouco mais do interior deste país fascinante que é a Argentina.

Fim de semana – Rosário – sábado

31 maio 2019


Ligada por voos diretos de 3 horas da GOL desde o Rio de Janeiro (todos os dias menos terças e quintas) e de Recife (todos os sábados pela Azul), Rosário pode ser uma boa opção para um fim de semana diferente. Dá para conhecer tranquilamente as principais atrações da cidade em dois dias.

(A única desvantagem deste voo é seu horário: chega em Rosário às 2h30 da manhã e sai para o Rio às 3h15).

Terceira maior cidade argentina, com cerca de 1,2 milhão de habitantes, Rosário foi fundada em meados do século 18, com os assentamentos no cruzamento da Estrada Real entre Buenos Aires e a cidade de Córdoba.

Seu porto é um dos principais do país, movimentando principalmente produtos agrícolas, além de madeira, carne e lã.

No primeiro dia (se vier no voo noturno do Rio) você provavelmente acordará um pouco mais tarde, portanto vou sugerir um programa mais leve.

Comece pelo Parque Independencia, o mais antigo (foi inaugurado em 1902) e o maior da cidade.

Situado na confluência de duas das principais vias rosarinas, o elegante Boulevard Oroño, com casas e construções do início do século 19 e a Avenida Pellegrini, com seus restaurantes e bares, o parque foi criado pelo mesmo paisagista que desenhou os Bosques de Palermo (Carlos Thays), em Buenos Aires.

Boulevard Oroño

Assim como seu irmão porteño, ele possui um rosedal, que estava bem florido…

…além de um lago artificial (com pedalinhos e uma fonte de águas dançantes) e uma estátua do General Belgrano em uma rotatória.

Outros destaques incluem um jardim francês, inaugurado em 1942…

… e o calendário de flores, trocado todos os dias (desde 1946!) pelos cuidadores dos jardins para mostrar a data atual.

Ao lado do parque fica o Museu Municipal de Belas Artes Juan B. Castagnino, inaugurado em 1937 e um dos mais importantes da cidade com cerca de 3000 obras de artistas argentinos e europeus, espalhadas por suas 35 salas.

O Museu fica aberto de terça a domingo de 13 às 19h com entrada gratuita.

Também aqui fica o estádio Coloso del Parque do Newell’s Old Boys, um dos times de futebol mais populares da cidade e de onde saiu Lionel Messi.

Depois da caminhada no parque, siga na direção norte pelo elegante Boulevard Oroño e aprecie suas construções do século passado.

Uma pausa para descanso pode ser feita na Heladeria Gianduia (na esquina com a Calle Salta) que possui um dos melhores sorvetes da cidade.

Prove o cheesecake com frutos rojos ou o doce de leite suizo, com pedaços de chocolate branco. Ambos são fenomenais!

Continuando a caminhada em direção ao rio, você verá à sua esquerda um conjunto de silos coloridos sede do MACRO (Museo de Arte Contemporánea de Rosario).

Inaugurado em 2004 com aproveitamento dos silos abandonados da área norte do porto, tem entrada gratuita e oito andares de salas com exposições e instalações de arte moderna.

Mesmo que você não aprecie este tipo de arte, vale a visita pela vista do rio e de suas ilhas.

Continue andando pela costanera apreciando o quintal dos rosarinos, o local onde todos se reúnem aos fins de semana com sol ou chuva.

Um ótimo lugar para apreciar a paisagem do rio é Flora, um restaurante com trilha sonora moderninha e várias mesas ao ar livre. Com carta de vinhos e drinks razoáveis, oferece petiscos variados e pratos diversos, perfeito para um almoço tardio.

Pedimos uma tábua de queijos e outra de frios e ficamos lagarteando ao sol bebendo um refrescante exemplar de torrontés.

Continuamos seguindo pela margem do rio até o Monumento a la Bandera para ver a sua iluminação noturna.

Deixe para visitar essa parte da cidade com mais calma durante o segundo dia para poder apreciar devidamente à luz do dia.

Fim de semana – Aracaju – o que fazer em Piranhas

25 maio 2019



Já fez o passeio ao Canion do Xingó? Então, se você optou por pernoitar em Piranhas, é hora de aproveitar o que a cidade tem a oferecer.

Com cerca de 30.000 habitantes, é uma das mais emblemáticas localidades do sertão nordestino tendo sido visitada por D. Pedro II em 1859 e tendo sido palco de disputas relacionadas ao cangaço, movimento rebelde que eclodiu em meados do século passado e que teve em Lampião seu maior ícone.

Sua morte ocorreu em 1938 nas imediações da cidade, em uma região que pode ser visitada em um passeio que recria os últimos passos desse importante cangaceiro e seu bando.

Desde 2003 ostenta o título de Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN.

No centro histórico ficam a maioria das pousadas e hotéis mais simples. Ficamos em um hotel novinho, na parte “nova” da cidade, distante cerca de 4 km do centro.

Comece seu passeio pelo centro histórico, admirando as casinhas coloridas mantidas com pintura impecável pela Prefeitura.

Aliás, o prédio da Prefeitura da cidade também é destaque com sua pintura em tons de azul.

Também aqui nasceu Altemar Dutra, o famoso cantor, que até possui uma estátua em sua homenagem à beira do rio, como pode ser vista na foto abaixo à direita.

Possuindo dois mirantes com vistas deslumbrantes do rio, não faltarão oportunidades para belas paisagens. A foto acima à esquerda mostra uma pirâmide de 8 metros que fica em um deles.

 

O Mirante Secular (foto acima) é o mais acessível deles, podendo ser alcançado após subir seus 387 degraus ou então, de maneira bem mais confortável, de carro.

O local já serviu de orientação para os barcos cruzando o Rio São Francisco e a vista do rio e da cidade é deslumbrante.

O outro mirante pode ser visto do outro lado: é o Mirante da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim (foto ao lado), com apenas 250 degraus, mas não menos cansativo por conta dos degraus irregulares.

Se for encarar esta aventura, faça pela manhã bem cedo ou no final da tarde para evitar o calor intenso. Preferi ficar com a vista do outro mirante.

O Museu do Sertão fica na antiga estação ferroviária da cidade e possui um acervo pequeno mas importante, guardando peças e vestuário dos cangaceiros e sendo a principal referência para entender melhor a história da época através de murais e cordéis que traçam a trajetória de Lampião e seu grupo.

O Museu, inaugurado em 1982 e reaberto ao público em 2008 após reformas, fica aberto de terça à sábado das 9 às 16h30, fechando uma hora mais cedo aos domingos.

O ingresso custa R$3.

 

Em frente ao museu fica a Torre do Relógio, inaugurada em 1879 com 15 metros de altura e destaque na paisagem da cidade.

Dentro da torre fica um café acessível por uma escada em caracol e que abre a partir das 16h, dizem. No sábado em que estivemos por lá, ele permaneceu fechado.

Do outro lado da rua fica o Centro de Artesanato da cidade, ótimo local para levar aquela lembrancinha.

O Velho Chico também presenteou a cidade com várias prainhas bem delimitadas para banho, com água por vezes cristalinas.

As praias são diversão garantida para as famílias locais, principalmente nos fins de semana.

Espere ouvir uma trilha sonora ruidosa, vinda dos bares que abastecem os frequentadores.

Vale lembrar que esta região foi palco do acontecimento trágico que culminou com a morte de um ator global, portanto todo cuidado deve ser tomado com as correntezas do rio.

Se você puder escolher um dia da semana para pernoitar na cidade, o sábado é o dia mais recomendado.

Neste dia, a partir das 20h, há um belo espetáculo de música e danças regionais na praça principal que também é o centro gastronômico da cidade, onde se podem saborear comidas típicas, além da culinária japonesa e pizzas.

Uma das melhores opções é a Cachaçaria e Restaurante Altemar Dutra, dominando a praça com cardápio variado atendendo a gostos diversos, com pizzas, massas, comida regional e até sushi. A comida é honesta e os preços são razoáveis.

Dica: chegue cedo, a partir das 19h para garantir seu lugar.


OUTROS PASSEIOS


***O passeio Rota do Cangaço é um dos mais procurados para quem se dispõe a pernoitar na cidade. Os barcos saem do porto de Piranhas, no centro histórico, levando cerca de 45 minutos até chegar no Restaurante Angicos, local com infraestrutura e que pode ser utilizado para o almoço na volta do  passeio.

Ali começa o passeio a pé: a história do bando de Lampião é contada por guias caracterizados, que conduz o grupo por uma trilha até a Grota de Angicos.

A trilha tem cerca de 1.5km e intensidade média. Melhor ir de sapato fechado e levar água! No final da trilha, encontramos o local da emboscada onde o grupo de Lampião foi surpreendido e morto pelos volantes da polícia.

***Outra opção é uma ida à Hidrelétrica do Xingó, com uma visita guiada de 40 minutos conhecendo as turbinas e a estrutura da usina.

Normalmente estes passeios são oferecidos pelos hotéis e pousadas, que possuem convênios com as agências de turismo.

Fim de semana – Aracaju – ida ao Cânion de Xingó

11 maio 2019


COMO CHEGAR


A maioria dos turistas que visitam o Cânion do Xingó (também conhecido como Cânion de São Francisco) chegam até lá através de uma cansativa excursão saindo de Aracaju (ou, ainda mais extenuante, de Maceió). Os 280 km que separam a capital sergipana da maior atração do interior do estado são percorridos em 3h30, no mínimo.

Por essa razão, se você dispuser de tempo, sugiro que fique ao menos uma noite na região. Caso contrário, sua melhor opção será um tour guiado saindo dessas duas capitais nordestinas, mas prepare-se para um dia longo e cansativo.

Se você decidir pelo pernoite, pode chegar de ônibus, saindo da rodoviária de Aracaju. A empresa Rota tem 3 saídas diárias e a viagem até Canindé de São Francisco – SE dura 4 horas. Veja os horários e compre a passagem através desse site.

Não há ônibus direto de Maceió para Piranhas -AL.

A melhor alternativa, sem sombra de dúvida, é mesmo alugar um carro, pois irá facilitar e muito seus deslocamentos por lá e evitar gastos com táxi, a única outra forma de chegar até a origem dos passeios.


ONDE FICAR


Não aconselho ficar em Canindé do São Francisco – SE : a cidade é muito pequena e sem atrativos.

A maior e mais preparada cidade para receber o turista é Piranhas, que fica na margem esquerda do São Francisco, já no estado de Alagoas, e tem atrações suficientes para manter o turista ocupado por dois dias, no mínimo.

A parte antiga da cidade é separada por uma estrada de 4 km da “nova” Piranhas, com construções mais recentes. Por ali ficam várias pousadas mais simples e mais baratas.

Preferimos ficar na parte nova, no recém inaugurado Hotel Dunen, que se espalha por dois edifícios, um em frente do outro, na mesma rua. O hotel é novíssimo, tem decoração inspirada no folclore do sertão nordestino e diárias um pouco inflacionadas (R$240 por um quarto duplo).

Mais detalhes sobre a cidade no próximo post.


PASSEIO AO CÂNION


O principal passeio na região é para a área do Cânion de Xingó, que tem 60 km de extensão e profundidade chegando a 190 metros. Ele surgiu devido ao represamento do rio por conta da construção da usina hidrelétrica de Xingó, na divisa entre os estados de Sergipe e Alagoas, sendo o 5° maior cânion navegável do mundo.

Existem duas empresas que fazem esse passeio, mas o preço é tabelado em R$110 (preços de abril de 2019), por isso nem adianta pechinchar. A mais famosa delas sai do restaurante Karrancas, na margem oposta em Canindé do São Francisco-SE. Um táxi de Piranhas até lá vai cobrar cerca de R$80 ida e volta.

Fizemos o trajeto de carro em 25 minutos, parando para algumas fotos da hidrelétrica de Xingó.

Os catamarãs são grandes, levando no máximo 250 pessoas por vez, com até 4 saídas diárias na alta temporada e nos fins de semana (9h, 10h30, 11h30 e 14h).

A outra opção tem saída da praia da Dulce, na cidade de Olho D’água do Casado-AL. O táxi até lá costuma ser um pouco mais caro.

Se vocês estiverem em grupo, a melhor pedida é contratar uma lancha particular. Cabendo até 8 pessoas, só tem vantagens: você fica o dia inteiro com o piloto, pode fazer seu próprio roteiro, incluindo locais onde o catamarã não consegue alcançar, é permitido levar sua bebida e comida e sai bem mais barato do que o passeio turístico – nos ofereceram a lancha por R$450 mas não havia mais ninguém para dividirmos.

Tivemos que nos contentar com a multidão e a trilha sonora característica. O percurso dura uma hora de navegação, uma hora nas áreas demarcadas para o banho e mais uma hora de volta, ou seja, são duas horas de vibe musical cangaceira.

No começo o rio se apresenta largo, mas logo as formações rochosas começam a aparecer – entre elas o Morro dos Macacos e a Pedra do Japonês –  e logo adiante a principal atração: o Paraíso do Talhado, onde o rio fica mais estreito a onde se encontram as grutas mais profundas. Para a alegria de todos, o catamarã para um pouco mais adiante para o banho.

Há algumas áreas delimitadas para banho que ficam exclusivas para cada catamarã mas, felizmente, nem todo mundo decide pular na água apesar de haver “macarrão” em profusão para boiar com tranquilidade. Também há uma área separada com profundidade de 1m para as crianças.

Achei que a parada para banho poderia ser um pouco mais demorada para que se possa aproveitar todas as opções existentes como o stand up paddle (R$10 por 10 minutos)…

e o passeio à Gruta do Talhado (feito em um barco menor e pago à parte – R$10), que foi o ponto alto do passeio e é imperdível.

Conselho: aproveite o banho primeiro e depois faça esse passeio – a maioria das pessoas faz o contrário.

O restaurante Karrancas funciona no esquema de preço único (R$40) sem incluir a bebida e pode ser uma opção para depois do passeio, o que grande parte dos turistas acaba escolhendo.

Sabendo disto, resolvemos não enfrentar as filas e decidimos almoçar em outro lugar não sem antes parar para apreciar as praias demarcadas do “Velho Chico”.

O tempo virou completamente no fim de tarde, mas deu tempo de chegarmos no hotel antes da chuva.


OUTROS PASSEIOS


Pode-se fazer também a Trilha de Angicos, que reconstitui os últimos passos de Lampião antes de sua morte em uma emboscada. O percurso inicial é feito em barco, saindo do pier em Piranhas e parando em um restaurante (Angicos ou Ecoparque, dependendo do dia), onde ficam os guias para as trilhas.

A trilha até a Gruta de Angicos (opcional e paga à parte – RS$10) dura aproximadamente 1h e 30min. Apesar de ser leve e plana, é feita todo o tempo sob sol escaldante por entre a vegetação de caatinga. Use roupas leves, leve repelente e protetor solar, um calçado confortável e prepare-se para o calor. Na volta poderá almoçar ou relaxar na praia local.

Esse passeio dura cerca de 5 horas e custa entre R$80 e R$100.

Também há a opção de visita à Hidrelétrica de Xingó, em uma visita guiada de 40 minutos.

Todos esses passeios podem ser agendados nas pousadas ou hotéis.