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Europa 2016 – Constança e Liechtenstein

12 janeiro 2017

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Pegamos a estrada logo depois do café rumo à Suíça, não sem antes fazer um pit-stop em duas cidades encantadoras.

A primeira ficava bem próximo à Radolfzell, cerca de 20 km. Konstanz, banhada pelo lago do mesmo nome (em alemão, o lago é conhecido como Bodensee) é uma cidade bastante agradável, com uma população universitária considerável.

Deixamos o carro em um estacionamento público e seguimos caminhando pelo centro histórico e suas ruas de pedestres, até chegar à área do porto e do Stadtgarten, um lindo jardim à beira do lago.

Uma das atrações do local é a escultura conhecida como Imperia, mostrada ao lado.

Erguida em 1993 por Peter Lenk como uma homenagem ao Conselho de Constança (ocorrido aqui, entre 1414 e 1418), foi alvo de duras críticas e quase retirada do local.

Mostra uma mulher em roupas provocativas (seria uma prostituta?) segurando um Papa (Martin V) e um Imperador (Sigismund), ambos sem roupas e reconhecidos apenas por seus símbolos de poder (a coroa e a mitra).

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Voltamos para a cidade antiga apreciando os graffiti  e ainda deu tempo de fazermos um lanche antes de pegarmos a estrada para nosso próximo destino.

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Seguimos na direção sul, acompanhando a margem do lago. Mais adiante tivemos a companhia do Rio Reno à nossa direita por quase todo o caminho até atravessarmos esta ponte abaixo e entrarmos em Liechtenstein.

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Um minúsculo principado de 160 km2 (é o sexto menor país do mundo), com uma população de 34 mil habitantes, Liechtenstein tem toda aquela aura de país de contos de fada. A língua falada é o alemão (embora com aquele sotaque esquisito da Suíça, país que fica logo ao lado) e tanto euros quanto francos suíços são aceitos no país.

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Sua capital Vaduz tem algumas poucas ruas e suas principais atrações podem ser percorridas em um par de horas. O país é um centro empresarial e de finanças bastante desenvolvido.

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Deixamos o carro em um dos muitos estacionamentos da cidade e só depois de pagar por um período é que fui notar, lendo as letras pequenas, que aos fins de semana o estacionamento é gratuito!

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Começamos nosso passeio em frente ao  Parlamento. Ao lado do parlamento vemos a estátua do compositor clássico Josef Gabriel von Rheinberger, que, aos 7 anos já tocava órgão na igreja local.

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dsc06518Existem alguns museus na cidade, sendo um deles o modernoso Kunstmuseum Liechtenstein, com obras de pintores modernos e contemporâneos. Infelizmente não entramos, mas se você tiver mais tempo, vale a visita.

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Quase vizinho à praça fica o Liechtenstein Center, escritório de turismo  do país, onde você poderá obter o carimbo em seu passaporte – custa 3 euros! Aproveite para se abastecer de mapas, dicas turísticas e ímãs de geladeira – os outros souvenirs são um pouco caro.

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Há também o Liechtenstein National Museum, bem próximo ao escritório de turismo, com peças que contam a história da família real e do país em si.

Sem dúvida, a principal atração do país, visível em qualquer parte da capital é o Castelo de Vaduz.

Pegamos as instruções de acesso no escritório de turismo e seguimos até lá por uma estrada sinuosa. A impressão que temos é que se pode ver o país inteiro lá de cima.

Estava um dia lindo, ensolarado e com nuvens que pareciam pedaços de algodão, dando um contorno todo especial à fotos.

 

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Infelizmente o Castelo, cuja construção se iniciou no século 12, é fechado à visitação por ser a residência oficial do Príncipe, mas você não deve deixar de visitar o lugar, que é lindíssimo.

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O nome do país se deriva da família Liechtenstein que possuía um Castelo na Áustria.

Um membro da família – Ralf I – se tornou príncipe pelo Imperador Romano, na época da Casa dos Habsburgos. Deste modo, pode comprar algumas terras em aliança com os políticos da época. Estas terras foram unificadas e alçadas ao status de Principado.

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Existem trilhas arborizadas no entorno do Castelo, onde se pode fazer um passeio tranquilo ouvindo os sinos das vaquinhas e sempre com a silhueta do castelo te acompanhando.

Continuamos pela estrada e resolvemos fazer uma visita a outra cidadezinha do país. Escolhemos a lindinha e minúscula Triesenberg, que fica acima da vila de Triesen, sendo um local muito procurado pelos praticantes de esportes de inverno – o país tem montanhas que chegam a quase 2600 metros de altura!

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A cidadezinha de pouco mais de 2.000 habitantes é uma gracinha e fica a apenas 10 km de Vaduz. No final da tarde não havia muito o que fazer a não ser apreciar a vista lá de cima.

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Abaixo podemos ver a Igreja de São José, uma das construções mais bonitas do local.

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E assim terminou nossa passagem por Liechtenstein. Seguimos rumo ao sul, entrando novamente na Suíça na direção de nossa próxima parada: Davos.

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Aos que puderem fazer este pequeno desvio, acho uma excelente ideia visitar este minúsculo país, nem que seja de passagem – não há muitos hotéis nas cidades e os poucos que tem são caros.

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Foi minha segunda ida a Liechtenstein e desta vez pude conhecer um pouco mais de suas atrações e ficar apaixonado por suas paisagens.

Europa 2016 – Lago Constança

30 dezembro 2016

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Neste dia fomos de Estrasburgo à pequena cidade de Radolfzell, na Alemanha, passando pelo belo Castelo de Haut-Königsburg através da rota mostrada acima. No total percorremos cerca de 240 km.

Radolfzell fica à beira do Lago Constança, o maior da Alemanha e decidimos montar base por lá apenas para poder explorar melhor as cidades ao redor. Contou pontos também o fato de que achamos nesta cidade um apartamento bem simpático no Airbnb.

No primeiro dia só deu tempo de fazer um passeio até a beira do lago, mas estava anoitecendo e não pudemos ver muita coisa.

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No dia seguinte fomos de carro até Meersburg, uma cidadezinha encantadora que fica a 40 km de Radolfzell,  circundando a parte norte do lago.

Deixamos o carro no estacionamento e iniciamos nosso passeio a pé pela cidade medieval, que é dividida entre a cidade baixa e alta – entre elas, na encosta do morro, um vinhedo que produz alguns dos vinhos rosé (Weissherbst) mais conhecidos da Alemanha.

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Inicialmente fomos até o pier onde se encontra o monumento ao lado, chamado de Coluna Mágica, contendo a representação dos principais personagens históricos da cidade.

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Meersburg também tem um serviço de ferry que faz a rota até Constança, do outro lado do lago, um dos poucos serviços que estão disponíveis o ano inteiro.

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Conectando as duas partes do centro histórico, cujas ruas são exclusivas para pedestres, estão duas escadarias e uma rua íngreme chamada Steigstrasse.

Na parte baixa encontramos um dos portões medievais que guardavam a entrada da cidade. Inúmeras lojas de souvenirs e alguns restaurantes se espalham pela área.

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Ali também fica um calçadão na beira do lago que proporciona uma bela caminhada – infelizmente o tempo não contribuiu, pois caía uma chuva fina.

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A arquitetura barroca é o principal destaque da cidade, graças ao famoso arquiteto Balthasar Neumann. Dentre as construções, temos o Castelo Antigo (conhecido como Alte Burg ou Burg Meersburg), datado do século 7, sendo o mais antigo castelo habitado no país.

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Decidimos visitar este castelo pois nos pareceu mais pitoresco.

Pode-se visitar 35 de seus aposentos, incluindo aí a cozinha, a sala de armas e a sala de torturas, a maioria com apetrechos e mobiliário do século 12, época em que grande parte do que hoje se vê foi construída. O resto do castelo é habitado pelos seus proprietários.

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O Castelo fica aberto o ano todo das 09:00 às 18:30 (de novembro a fevereiro, das 10:00 às 18:00). A entrada custa 9,50€, mas só nos cobraram 5€ que foram abatidos da nossa refeição no restaurante do local.

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Ao lado fica o Castelo Novo (Neues Schloss Meersburg), este construido no século 18, tendo sido por alguns anos residência do Bispo de Constança (que queria algo mais moderno) e atualmente um museu de artes decorativas e de história natural.

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Na parte traseira do edifício fica um lindo jardim de onde se tem uma bela vista da cidade baixa e do lago Constança.

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Ainda tivemos tempo para dar uma passada em em Friedrichshafen, cerca de 18km após Meersburg, para ver o fim de tarde.

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Percorremos um passeio junto ao lago onde pudemos ver o outono em suas formas mais coloridas.

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Voltamos depois direto para casa e comemos um delicioso ravioli ao molho funghi comprado no supermercado, assim como diversos tipos de chocolates Lindt que estavam em liquidação.

Difícil morar na Alemanha e manter a forma!

 

 

Europa 2016 – Alsácia – Castelo de Haut-Königsburg

18 dezembro 2016

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Hoje foi dia de nos despedirmos de Strasbourg, com certeza uma das mais simpáticas cidades francesas, e rumar para nosso próximo destino: Radolfzell, uma pequena cidade na beira do lago Constança, na Alemanha.

Antes disto programamos um desvio para conhecer o Castelo de Haut-Königsburg, um dos monumentos mais visitados do país, que fica próximo à cidade de Sélestat, a 62 Km de Strasbourg em uma viagem tranquila de pouco menos de uma hora.

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O trecho final é especialmente bonito com a estrada serpenteando entre a floresta até atingirmos os 700 metros de altura, de onde se tem uma vista incrível de parte da Alsácia e das montanhas de Vosges.

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A construção do castelo data de 1147, sendo constantemente e lentamente ampliado com vistas a torná-lo uma fortaleza. No século 15, contudo, caiu em mãos suecas na Guerra dos 30 anos (que durou exatamente 30 anos!), sendo finalmente destruído por um incêndio em 1633 e abandonado por quase dois séculos.

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Depois de ser declarado um monumento histórico em 1865, suas ruínas foram compradas pela cidade de Sélestat, que fez planos sua restauração que nunca foram levados a cabo.

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Com a incorporação da Alsácia à Alemanha em 1871, o castelo foi oferecido ao Rei Guilherme II em 1899 que imediatamente iniciou o projeto de restauração com a contratação de um arquiteto alemão chamado Bodo Ebhardt, que fez um belo trabalho em 8 anos.

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Depois da Primeira Guerra, o castelo volta para a propriedade da França que dá a ele o status de Palácio Nacional. Finalmente, em 2007, passa para o controle do Departamento do Baixo-Reno francês (“Bas-Rhin”), que também promove uma grande restauração.

Felizmente esta restauração preservou o aspecto medieval do Castelo, mantendo-se algumas peças em seu esplendor, com destaque para os fogões de aquecimento em ferro fundido, como o que se pode ver na foto ao lado.

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Do alto do Castelo tem-se uma linda vista da planície abaixo.

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Sua sala de armas também é um destaque da visita, com armaduras, espadas e até bestas.

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Almoçamos na Taverne du Haut-Koenigsbourg, um local bem simpático com uma pequena biblioteca e que serve pratos simples com preços honestos.

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Não é a toa que este castelo é um dos mais visitados na França e meu conselho é que você o inclua em seu roteiro pela Alsácia.

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INFO

Castelo de Haut-Königsburg 

Endereço: 67600 Orschwiller, Alsace, France
Aberto todos os dias (exceto 01/jan, 01/mai e 25/dec)
Horário :Abr, Mai e Set – das 9:15 às 17:15
Jun a Ago – 9:00 às 18:00
Mar e Out – 9:30 às 17:00
Nov a Fev – 9:30 às 12:00 e 13:00 às 16:30
Entrada:   9€; grátis no primeiro domingo do mês (de Nov a Mar) e no terceiro fim de semana de Setembro.
Como chegar: Carro – seguir pela rodovia A35, saída 17 via Kintzheim ou 18 via Saint-Hippolyte.
Transporte público – trem até a cidade de Sélestat. De lá um ônibus segue de hora em hora até o Castelo, com algumas  paradas (centro de Kintzheim, Cigoland, Monkey Mountain e o Eagle Park), chegando no destino final em 30 minutos. Veja aqui o calendário que mostra os dias em que há o transporte. O custo é de 2,50€, sendo que o preço para entrada no Castelo passa para 7€ se for apresentado o ticket do ônibus.

Europa 2016 – Alsácia – Estrasburgo, dia 2

14 dezembro 2016

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No segundo dia, depois do café do manhã regado a diferentes queijos franceses, tomamos o tram na direção do bairro de Robertsau, descendo próximo aos edifícios do Parlamento Europeu e do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Desta vez pudemos admirá-los por mais tempo, andando por um caminho arborizado com vista total do complexo arquitetônico.

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Logo ao lado fica o Parc de L’Orangerie, o maior e mais antigo parque da cidade e o preferido dos moradores e turistas. Destaque para o Pavilhão da Josephine, construído em homenagem à esposa de Napoleão, consumido pelo fogo em 1968, mas reconstruído logo depois.

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O parque teve sua área duplicada em 1895, por ocasião da Exposição da Indústria em Estrasburgo, com a construção de lagos, pontes e do lindo “Templo do Amor” mostrado nas fotos abaixo:

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O Zoológico da cidade também fica neste parque, assim como uma quadra de boliche. É um lugar bastante agradável para um passeio. A entrada é gratuita.

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Voltamos caminhando até o ponto do tram e embarcamos na direção do centro da cidade.

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Decidimos parar na Place de la Republique.

No coração do chamado “German Quarter“, este local, também conhecido como Neustadt (“Nova Cidade“), teve seu desenvolvimento fomentado pelos alemães, que queriam tornar Estrasburgo a capital do reino da Alsace-Lorraine.

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Foram criadas avenidas largas e prédios administrativos e culturais imponentes como o Palácio do Reno, a Biblioteca da Universidade e o Teatro Nacional, dentre outros.

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No centro da praça fica um memorial da guerra: uma estátua de uma mulher com seus dois filhos, um que morreu pela França e outro pela Alemanha.

Tomamos outro “tram” e descemos perto das Pontes Couverts para um passeio pelos locais que não havíamos visitado no dia anterior.

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Passamos pelo Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Strasbourg – MAMCS inaugurado em 1998, mas decidimos não visitar por questões de tempo.

O museu tem ênfase na arte européia moderna com quadros de Braque, Picasso e Kandinsky, além de artistas mais contemporâneos.

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A fome estava apertando, por isso fomos em um restaurante próximo chamado Marco Polo, com mesas do lado de fora, junto ao rio.

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Foi uma ótima oportunidade para finalmente experimentarmos a tarte flambee (ou Flammkuchen, em alemão) uma especialidade alsaciana que muitos confundem com uma pizza, mas que tem uma massa bem mais leve e leva creme azedo ao invés de molho de tomate.

Comemos a tarte flambée forestière avec champignons frais sur planche, que levava cebola, cogumelos e presunto. Estava uma delícia e custou menos de 10.

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Para auxiliar a digestão, continuamos andando na direção da Catedral.

O tempo estava um pouco nublado, mas hoje era o último dia que teríamos para apreciar a vista da cidade do alto.

Como falado anteriormente, a entrada na Catedral é gratuita, mas para subir os 332 degraus até o topo, em uma escada em espiral, é necessário pagar 5€.

Faça tudo muito devagar para evitar o cansaço (e a vertigem que pode acometer uns e outros) e certamente valerá a pena o dinheiro investido: a cidade é linda vista de cima e, em dias claros, pode-se ver as montanhas de Vosges e até a Floresta Negra, na Alemanha!

E também é uma ótima oportunidade para apreciar os detalhes da arquitetura desta magnífica Catedral.

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E assim terminou nossa visita a Estrasburgo.

Confesso que a cidade superou as expectativas: a simpatia do povo, as alternativas de diversão e cultura, o lindo centro histórico e até a diversidade de estilos arquitetônicos, conjugados com um transporte farto, barato e abrangente, tudo isto somado faz desta cidade uma das mais interessantes da Europa.

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Fiquei absolutamente encantado!

Europa 2016 – Alsácia – Estrasburgo, dia 1

10 dezembro 2016

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Fundada no ano 12 A.C. a cidade de Estrasburgo viveu uma história de troca de lados entre franceses e alemães, em razão de sua invejável posição geográfica, no coração da Europa e à beira do Rio Reno. Anexada à França em 1681, foi palco de várias reformas desenhadas por Luis XIV até ser anexada ao Império Alemão depois da Guerra Franco-Prussiana em 1871.

Os alemães continuaram a rechear a cidade de monumentos e edifícios de modo a torná-la um exemplo de cidade digna do poderoso império.

Depois da Primeira Guerra Mundial, Estrasburgo volta ao domínio francês, sendo tomada pelos alemães durante a Segunda Guerra. Finalmente os franceses tomaram posse da cidade depois de 1945, mas Estrasburgo fica bem na fronteira entre os dois países e logo do outro lado do Reno fica a cidade de Kehl.

E é justamente esta dualidade que compõe o charme da cidade: é uma delícia ouvir o alemão e o francês indiscriminadamente. A arquitetura transita entre o enxaimel dos edifícios do centro histórico, o gótico de sua belíssima catedral e o modernismo do prédio do Parlamento Europeu, que tem sede aqui justamente pelo fato da cidade ter pertencido a duas nações simbolizando assim a união dos povos europeus.

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Além disto, a cidade é bem agitada, tendo uma população bastante jovem devido a várias universidades terem seus campus aqui.

A cidade é compacta e possui um transporte público invejável, com várias linhas de tram e ônibus levando a todas as partes. Além disto pudemos aproveitar o passe de 24h de transporte ilimitado para 3 pessoas (coisa que nunca havia visto até então) e que custava a bagatela de 6,80 euros. Nunca andamos tanto de tram – todos silenciosos e limpos!

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Alugamos um apartamento no AirBnb super bem localizado e equipado, próximo a vários restaurantes e supermercados, em uma rua tranquila e silenciosa, bem próximo à Universitè de Strasbourg. Melhor ainda: conseguimos estacionamento gratuito na frente do edifício!

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O centro histórico foi nossa primeira visita, a poucas paradas de casa, seguindo de bonde pelo Boulevard de la Victoire. Descemos na Pont d’Auvergne que fica em frente à Igreja de Saint Paul, um belo exemplo de arquitetura gótica, construída em 1897 e cuja última reforma data de 2011.

Exploramos um pouco as ruelas ainda vazias do meio da manhã antes de decidir fazer um tour pelo Rio Ill como uma introdução às atrações da cidade.

O tour pode ser comprado no centro histórico, próximo à Catedral, na loja do Batorama, e sai do pier próximo ao Palais Rohan.

Atualmente há dois tipos de passeio: o que dura 45 minutos e circunda o centro histórico (‎9,5‎€) e aquele que leva uma hora e 15 minutos e custa 12,5 ‎€, este último muito mais frequente e que acabou sendo o escolhido por nós.

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Esta versão mais longa passa pela Grand Ile, mostrando o bairro chamado La Petite France (assim denominado porque no século 16 havia aqui um hospital que acolhia os acometidos pela sífilis, também chamada de “doença francesa”).

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Neste ponto passamos por uma das duas eclusas, que rebaixaram nosso barco em cerca de 2 metros para que pudéssemos prosseguir viagem pelos canais do Rio Ill.

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Chegamos bem próximos às Ponts Couverts (Pontes Cobertas), uma estrutura criada para a defesa, composta de quatro torres e três pontes, que deixaram de ser cobertas no século 18!

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Logo depois nos deparamos com a Barragem Vauban, mais uma construção defensiva do século 17 e que nunca teve a função de eclusa como o nome pode supor.

Hoje em dia é um ótimo local para apreciar a cidade do alto, pois pode-se percorrer gratuitamente toda a sua extensão no terraço, com lindas vistas para as Ponts Couverts, Petite France e a Catedral ao fundo (como na foto que abre o post).

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Finalmente chegando à parte moderna da cidade onde ficam os prédios do Parlamento Europeu e do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

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A Catedral da cidade funciona como um ímã: impossível não desviar os olhos desta construção imponente em estilo gótico, cuja construção demorou quase três séculos (de 1176 a 1439) e que foi o edifício mais alto do mundo por 227 anos (entre 1647 e 1874), sendo até hoje a sexta igreja mais alta do planeta.

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Possui a particularidade de ter uma única torre com 142 metros de altura.

Infelizmente fica difícil tirar uma foto completa desta belíssima construção devido à proximidade com os outros prédios.

O interior da catedral é tão belo quanto seu exterior, com destaque para seus vitrais e as estátuas que adornam 0s pilares internos.

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dsc06341A visita à Cathédrale Notre Dame de Strasbourg é gratuita e pode ser feita de 7h às 11:30h e de 12:30 às 17:15 h (ou 19:15h entre Abril e Setembro),  todos os dias, exceto nos momentos de celebração.

Entre 11:30h e 12:30h só é permitida a entrada (custa 2) para a visita ao relógio astronômico.

Na verdade a visita ao relógio (que foi construído no século 16, com a última renovação no século 19) pode ser feita a qualquer hora, porém para ver o desfile dos bonecos representando os 12 apóstolos, deve-se aguardar na fila até a abertura das portas pouco antes do meio dia.

O espetáculo começa pontualmente às 12:30h.

 

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Finalizamos o dia na Place Kleber, a maior praça do centro histórico da cidade, assim chamada em homenagem a um arquiteto famoso, que está imortalizado com uma estátua juntamente com seus restos mortais. Nesta praça ficam os mercados de Natal (Marché de Noël) tão famosos na Europa.

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Começo da noite, voltamos para o apartamento, mas antes demos uma passada no supermercado para comprarmos mantimentos para o jantar e café da manhã.

É sempre uma experiência traumática ir ao supermercado na Europa: a variedade e qualidade enorme dos produtos e os preços absurdamente baratos se comparados com os nossos dá vontade de chorar.

Aproveitamos a oportunidade, enchemos o carrinho com pães, queijos, sobremesa, macarrão e molhos e seguimos felizes para preparam uma massa ao pesto para ser degustada com um bom vinho da Alsácia.

Europa 2016 – Alsácia – Kientzheim e Riquewihr

28 novembro 2016

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Nosso primeiro trajeto de carro começou em Zurich, onde havíamos chegado no dia anterior. Vale destacar aqui a rapidez de todo o processo de aluguel de carro. Havíamos reservado o carro antecipadamente e com um bom desconto através do site da Hertz.

Neste dia andamos até a loja, que era bem próximo ao nosso hotel e, em menos de 10 minutos já estávamos dentro do carro com todas as instruções e verificações necessárias, sem que a vendedora nos tentasse empurrar um sem número de seguros extra, como ocorre normalmente nos EUA.

Voltamos ao hotel para pegar as malas e zarpamos utilizando o GPS do celular que funcionou perfeitamente em toda a viagem. O destino final era Estrasburgo, mas claro que iríamos aproveitar para fazer algumas paradas em cidadezinhas estratégicas na Alsácia, como mostra o mapa abaixo.

 

A primeira delas era Kientzheim, uma cidadezinha normal, escolhida como pit-stop apenas por ser ali a sede do Domaine Paul Blanck, um dos melhores produtores de vinhos da região.

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O Domaine possui alguns vinhedos bem colado à cidade, que é minúscula. Apesar de contíguos, os vinhedos tem terroirs distintos, tendo-se várias opções de Riesling e Pinot Gris, as duas uvas mais plantadas na Alsácia, famosa por seus ótimos vinhos brancos.

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Cidade pequena mas com aquele charme alsaciano que cativa: arquitetura alemã, flores nas janelas e ruas e um clima absurdamente tranquilo, reforçado pelo fato de termos chegado perto das 13h, horário do almoço. Não sei se aqui também se respeita o período da siesta, mas parecia uma cidade fantasma.

Por esta razão não conseguimos ir direto à loja do Domaine, pois estava fechada.

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Nossa opção foi percorrer literalmente toda a cidade e parar para um almoço leve no restaurante da Hotellerie Schwendi, escolha quase que obrigatória, já que era um dos poucos lugares abertos naquela segunda feira.

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Provei um quiche de cebola com salada verde que foi o suficiente para aplacar a fome e permitir que pudéssemos finalmente degustar os vinhos de Paul Blanck.

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Experimentei 6 exemplares de brancos, sendo 3 de cada variedade (Riesling e Pinot Gris) e com preços crescentes. Vale notar que mesmo os vinhos mais básicos tem uma qualidade diferenciada, assim como se percebe claramente a sutileza de cada um dos vinhedos.

Ao final, comprei um Riesling (do vinhedo Furstentum) e um Pinot Gris (do vinhedo Patergarten) por 30 euros, vinhos que aqui me custariam pelo menos R$500.

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A próxima parada foi na cidade de Riquewihr que é considerada uma das mais bonitas da Alsácia. Neste ponto começou a garoar, mas isto não impediu que a cidade estivesse cheia de visitantes, formando uma pequena multidão na simpática ruela principal da cidade velha.

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Seu centro antigo é bastante compacto e pode ser percorrido sem pressa em 15 minutos. Repleto de lojinhas convidativas com ótimas opções de souvenirs e várias alternativas gastronômicas como sorvetes, chocolates, pães e bolos típicos, tem atração para pelo menos uma hora de caminhada.

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Isto se você não prestar atenção nas casinhas coloridas com sua linda arquitetura que, mesmo na chuva, conseguem se destacar na paisagem.

Comemos wurst , um tipo local de macaron feito com coco e comprei um pão que leva passas e açúcar mascavo na receita, para ser degustado no nosso café da manhã.

Se Riquewihr é mesmo a mais bonita cidadezinha da Alsácia não dá para afirmar, mas que tem um charme especial, isto é indiscutível.

Ou talvez a Alsácia inteira seja tão deslumbrante que a gente não perceba!

Será?

 

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Europa 2016 – Suíça – Zurique

23 novembro 2016

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Zurique é a maior cidade da Suíça, mas mesmo assim pode ser considerada pequena em comparação com outras cidades européias, tendo menos de 500 mil habitantes, o que a deixa deliciosamente compacta.

Mesmo não sendo uma das mais bonitas do país, tem lá seu charme, sendo cortada pelo Rio Limmat, com suas águas verde esmeralda e com o lago Zurich a seus pés, além de parques, museus e a típica e eficiente organização suíça. Claro que há um preço a pagar por tudo isso – em média o custo de vida do turista aqui (falo de alimentação, transporte e hospedagem) é o dobro dos países vizinhos.

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Chegamos ao belo e organizado aeroporto da cidade e a primeira providência foi comprar um passe diário de transporte que cobria as zonas 110 e 121 por CHF 13,20 (equivalente a R$40, cotação de out/16). Deste modo poderíamos sair do aeroporto de trem até a estação Central (Hauptbahnhof) e de lá tomar o bonde 4 até o Ibis Zurich West.

O passe pode ser adquirido nas máquinas da SBB (companhia de trens suíços) no Aeroporto ou na Hauptbahnhof ou mesmo no SBB Travel Centre do Aeroporto.

Escolhi este hotel por duas razões: o preço estava bem razoável (para a Suíça) e a localização favorecia os deslocamentos, além de ficar bem próximo à loja da Hertz onde pegaríamos o carro no dia seguinte. Contou pontos também o fato de que os quartos do Ibis seguem o mesmo padrão no mundo inteiro.

O bairro de Escher Wyss, onde fica o hotel, era uma antiga área de fábricas que foi revitalizada e agora é um dos preferidos dos hipsters suíços, principalmente no Viadukt, um mercado com bares e lanchonetes que fica literalmente embaixo de um viaduto.

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Depois de deixar as malas (e como tínhamos o passe) voltamos até a região da Hauptbahnhof iniciar a caminhada turística. Andamos até a margem do Limmat e percorremos algumas ruelas até chegar na St. Peterskirche, a mais antiga igreja da cidade (foto abaixo à esquerda).

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Construída onde havia um templo dedicado a Júpiter, possui o maior relógio de toda a Europa, com quase 9 metros de diâmetro.

Subimos também até o parque Lindenhof de onde se tem uma linda vista da cidade e do Rio Limmat.

De lá se tem uma ótima visão da Grossmunster (na foto à direita), uma das mais importantes igrejas protestantes da cidade, fundada por ninguém menos que Carlos Magno (segundo dizem).

O tempo estava gradualmente melhorando e a névoa da manhã deu lugar a um belo dia de sol. Aproveitamos para fazer um passeio até Rigiblick, um dos montes que circundam a cidade. Este passeio está totalmente coberto pelo nosso passe de transporte.

Para chegar até lá, tome o bonde n°9 na região de Bellevue, próxima ao lago.

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O passe também dava direito ao acesso gratuito ao funicular, que ascende cerca de 100 metros até a estação de Rigiblick onde se encontram algumas casas (o panorama da sala deve ser incrível!) e várias trilhas e caminhos arborizados.

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É um lindo passeio, especialmente com tempo aberto e havia algumas famílias aproveitando o domingo de sol.

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Este funicular começou a operar no início do século 20 e sofreu duas reformas, nas décadas de 50 e 70, quando sua extensão foi acrescida de 80 metros de trilhos.

A subida dura menos de 5 minutos e é bastante tranquila.

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Voltamos no mesmo bonde n°9 até o Opernhaus Zurich, que fica ao lago do lago, em uma praça repleta de visitantes e turistas.

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Também incluídos no passe diário estão os barcos que fazem o transporte no Rio Limmat e no Lago Zurich, que servem perfeitamente como um passeio turístico, mostrando facetas da cidade por outros ângulos.

Os trechos fluviais só estão disponíveis de abril a outubro. Neste período, o ponto inicial fica ao lado do Museu Nacional Suíço (Schweizerisches Nationalmuseum) perto da Hauptbahnhof.

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Durante o inverno, os barcos fazem apenas o trecho lacustre.

Os barcos são bem confortáveis e a viagem é tranquila, sem balanços. Como é um passeio bem agradável, é bastante procurado por moradores e turistas, por isso tente pegar o barco no ponto inicial que, na época do inverno muda para a Bürkliplatz.

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Tomamos o barco nesta estação e fomos até o Zurichhorn, um dos mais belos e populares parques da cidade. Preste atenção nos horários dos barcos (tem um cartaz em cada estação) para não ficar sem transporte!

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O parque tem esculturas, piscina pública (aberta apenas no verão, claro!), um jardim chinês (na foto acima e que, infelizmente, estava fechado) e muita área verde para suportar a quantidade de visitantes. Atrações não faltam!

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Uma das mais famosas esculturas é Heureka de Jean Tinguely (foto abaixo à esquerda), um pintor e escultor suíço, mais conhecido por suas obras de metamecânica (esculturas que se utilizam de movimentos, também chamado de “arte cinética”).

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Esta escultura é “ligada” a cada hora, mas apenas nos meses de verão – infelizmente este show havia encerrado justamente no dia anterior à nossa visita.

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Naquele dia específico (e também duas semanas depois quando voltamos à Zurich) o dia estava fantástico e proporcionou várias fotos do lindo por-do-sol.

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Para o jantar, percorremos a Niederdorfstrasse, paralela à margem esquerda do Rio Limmat, tentando achar algo que não fosse tão extorsivo.

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Esta região tem uma variedade bem grande de lojas, bares e restaurantes, incluindo o famoso Cabaret Voltaire, berço do dadaísmo.

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Acabamos parando na simpática Spaghetti Factory, que tinha pratos de massa por meros 18 CHF (lembrando que o franco suíço tinha quase a mesma cotação do dólar em outubro de 2016).

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O meu prato era o Spaghetti Vermont, com bacon, cogumelos e ervas. Estava sensacional!

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Também paramos na Confeitaria Sprüngli, uma das mais famosas da cidade e parceira da Lindt na produção dos doces mais gostosos do país. Infelizmente os preços estavam proibitivos para os bolsos tupiniquins.

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Apesar de não ser a cidade mais bonita da Suíça (na minha humilde opinião, esta honra vai para a capital Berna), Zurich ainda tem muito a oferecer ao turista, embora com preços um pouco inflacionados, como todo o país.

Se você tiver tempo e pretender visitar muitos museus, vale a pena investir alguns francos na ZurichCard, que incluem alguns dos melhores museus da cidade além do transporte (trem, bonde, ônibus, barco e alguns cable cars). Veja os preços e as condições aqui.