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Fim de semana – Cataratas do Iguaçu – lado argentino (domingo)

20 julho 2016

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O domingo foi todo dedicado ao lado argentino, que havia visitado em 2010 pela primeira vez e gostado muito.

Saímos do hotel depois do café da manhã e resolvemos nos dirigir até a margem do rio, de onde saem os passeios de barco do Crucero Iguazu, em um catamarã com capacidade para 300 pessoas e shows ao vivo. Não fizemos este tour desta vez, pois não haveria tempo.

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Passeamos pela praça onde existe uma placa erguida em homenagem à fundação da cidade, ocorrida em 1902.

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No ponto abaixo podemos ver o local onde os três países se encontram, o Hito de las Tres Fronteras. A foto abaixo foi tirada na Argentina, o Brasil está à direita e o Paraguai à frente.

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Existe um outro Marco no lado brasileiro, na outra margem do rio.

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Seguimos então para o Parque Nacional del Iguazu para iniciar os trabalhos do domingo.

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O esquema aqui é um pouco diferente do lado brazuca: o carro fica no estacionamento, um pouco mais modesto, de ripio. A entrada custa 250 pesos para brasileiros (200 pesos para argentinos, e 330 pesos para as outras nacionalidades). O estacionamento sai por 90 pesos.

Lembrando que o câmbio na época (junho 2016) estava a 4 pesos o real.

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O transporte utilizado aqui é um trem com capacidade para cerca de 200 pessoas, saindo a cada 20/30 minutos da estação terminal até a parada Cataratas, em um passeio tranquilo que dura menos de 10 minutos.

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De lá todos tem que descer e trocar de trem se quiserem continuar até a parada final na Garganta do Diabo, que é a minha recomendação.

Lembro que em 2013, diferentemente de hoje, o trem seguia até o ponto final do trajeto, ou seja, parece que a logística muda com a direção do vento.
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Percorre-se então um caminho de pouco mais de um quilômetro,  com emoção e o barulho das quedas d’água em volumes crescentes…

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… até que nos deparamos com a visão abaixo…
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…e depois, com a vista desimpedida do mirante principal, tem-se, na minha opinião, o panorama mais majestoso de todo o parque, seja do lado argentino ou brasileiro.

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Até este trio de ursinhos veio de longe para apreciar este espetáculo da natureza. Ficaram mudos com tanta beleza…

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Impossível resistir à tentação de ficar vários minutos apreciando a massa de água caindo de todos os ângulos possíveis.

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Do lado argentino também há um passeio náutico, muito apropriadamente conhecido como Aventura Nautica.

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Desta vez eu não fiz este passeio, mas em 2012 lá estava eu testando a aventura radical.

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…que chega bem próximo às cachoeiras te deixando ensopado. Não recomendado em dias frios, claro!

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Quem puder fazer este passeio, garanto que é emocionante!

Além deste também há o Paseo Ecológico, com botes que circundam as ilhas neste trecho do rio, com ênfase na fauna e flora locais e o Gran Aventura que reúne as duas opções.

Vantagem extra: os preços aqui vem sendo sistematicamente mais baratos do que os seus similares no lado brasileiro.

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Voltando no trem até a estação Cataratas, compramos umas empanadas para o almoço rápido. A oferta de comida nesta parada é um pouco menos abrangente do que no lado brasileiro, embora haja um restaurante grande chamado La Selva próximo à estação central oferecendo a famosa parrilla argentina.

Neste ponto existem dois percursos longos a serem explorados : o Paseo Superior e o Paseo Inferior.

Este percursos tomam um certo tempo e merecem ser feitos com calma – o tempo estimado de visita para cada um deles é de duas horas, portanto,  para dar tempo de fazer os dois percursos e ainda visitar a Garganta do Diabo, minha recomendação é chegar o mais cedo possível no parque.

Começamos pelo Paseo Superior que tem  cerca de 2km de passarelas interligando algumas cachoeiras que só conseguimos ver do lado argentino.

Como é um circuito plano, sem muitos degraus, é recomendado também para as pessoas com dificuldade de locomoção.

Neste percurso vemos a parte superior das cataratas em sucessão: os saltos Dos Hermanas, Chico, Ramiréz, Bossetti, Adan y Eva e finalmente o Mbiguá (este das fotos abaixo, clicado com um arco-íris).

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Como vocês podem ver, após a neblina do sábado, o domingo estava esplendoroso!

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O percurso termina em um mirante no Salto San Martín, um dos mais caudalosos do lado argentino, e de onde se tem uma bela vista do lado brasileiro.

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Já eram quase 4 da tarde e ainda iríamos começar a fazer o circuito inferior. Este trajeto também tem cerca de 2 km de passarelas, só que uma quantidade muito maior de escadas, fazendo com que fique muito mais demorado.

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Como o nome diz, nesta parte do parque podemos acessar a parte inferior dos saltos para uma visão mais próxima das quedas d’água.

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Principal mirante deste trecho, a passarela que leva até os pés do Salto Bossetti é a primeira e mais impactante parada do Paseo Inferior !

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Logo adiante se encontra o local de onde se pode atravessar de bote até a Isla San Martin – atualmente a travessia está proibida.

Neste circuito vemos alguns saltos secundários, mais escondidos e impossíveis de serem vistos do lado brasileiro, mas nem por isto menos bonitos.

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Não deu tempo para seguir até o outro mirante de onde se tem uma visão do cânion do Iguaçu, com a Garganta do Diabo ao fundo, pois já estava próximo ao horário de fechamento do parque: a entrada nestes circuitos só é permitida até às 17 horas e o último trem de volta para a estação inicial parte às 18h.

Importante destacar que, se não houver tempo de explorar todo o lado argentino em um dia, o ingresso para o segundo dia sai pela metade do preço.

Acabamos o dia jantando no Il Fratello, um italiano despretensioso que fica na Calle Gustavo Eppens. Com mais um malbec degustado, foi o fechamento perfeito desta viagem com amigos queridos.

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E assim cobrimos em dois dias os dois lados desta maravilha da natureza. Para quem me pergunta, digo sem titubear: acho o lado argentino bem  mais interessante em termos de alternativas e liberdade em fazer os seus próprios passeios, preços em geral, a quantidade absurda de cachoeiras e pontos panorâmicos para fotos.

Alguém discorda?

Fim de semana – Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro (sábado)

15 julho 2016

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Estive em Foz do Iguaçu pela última vez em 2010 e lembro de ter ficado em um hotel no centro da cidade, em uma região não muito agradável e longe de opções de restaurantes. Prometi a mim mesmo que na próxima vez seria diferente.

Desta vez fui com um grupo de amigos que toparam ficar hospedados em Puerto Iguazu para, entre outras coisas, explorar um pouco mais as delícias enogastronômicas dos nossos hermanos.

Escolhemos o grandão e bem localizado (em frente à rodoviária) Hotel Saint George, que tinha diárias a preços razoáveis – um quarto triplo saiu por menos de R$300 com café da manhã.

Aliás, o hotel possuía um excelente câmbio para reais a 4,40 pesos argentinos. Pena que só serviu para pagar a hospedagem, ou seja, não dá para obter pesos por esta cotação.

Chegamos no início da noite e como havíamos alugado um carro, nossas amigas foram nos buscar no aeroporto de Foz. Isto evitou que pagássemos R$130 pelo táxi até Puerto Iguazu.

Deixamos as malas no hotel e seguimos direto para o Aqua, um restaurante com ótimas indicações e que ficava quase em frente, mas achei apenas mediano para falar a verdade.

O prato que eu pedi, um talharim com camarões e abobrinha, tinha um molho bem temperado e estava gostoso, mas sem muito brilho.

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A minha sobremesa, um mousse de chocolate branco com calda de frutas vermelhas foi decepcionante, sem gosto mesmo.

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Saíram-se melhor as panquecas de doce de leite, bem saborosas, e o trio de chocolates que meus amigos pediram. Sorte deles!

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O restaurante é bastante simples na decoração e o atendimento é correto. Com uma garrafa de Malbec nacional, a conta saiu em 400 pesos por cabeça (R$100 pelo câmbio feito antes de passar pela fronteira, onde se compra a “carta verde”, um seguro obrigatório para carros alugados transitarem no Mercosul).

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No dia seguinte, fomos explorar o lado brasileiro das Cataratas, com o tempo um pouco nublado e úmido. O estacionamento fica logo na entrada do parque.

 

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Pegamos um mapa do Parque para nos localizarmos.

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De lá seguimos até a bilheteria local onde também pode-se pagar pelo estacionamento, que custa R$21.

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O ingresso para brasileiros custa R$34 (R$46 para quem é do Mercosul e R$57 para os demais visitantes e já inclui o transporte em ônibus double decker pelo parque. O trajeto não é particularmente pitoresco, mas todos preferem ficar na parte de cima – neste dia o vento cortante estava quase insuportável.

Aconselho a levar uma capa de chuva descartável (ou comprar no local por R$15). Não diga que não avisei!

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O trajeto possui 5 paradas, dependendo do programa contratado: na primeira fica a Administração do local, seguida da parada da Trilha do Poço Preto, que deve ser comprada em conjunto com a entrada do parque.

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A próxima parada contempla aqueles que irão fazer o Macuco Safari um passeio náutico pago à parte e com preços inflacionados (custava R$200!).

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A quarta parada é onde a grande maioria das pessoas desce: a Trilha das Cataratas, única do local que pode ser feita sem guia.

O início da trilha já apresenta um dos cartões postais do lugar: o Hotel das Cataratas, único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, com diárias que incluem a possibilidade de apreciar as cataratas antes do horário de abertura do parque.

Com piscinas e a vista privilegiada, sua estadia será inesquecível (e sua conta bancária alguns milhares de reais mais pobre).

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Também somos apresentados aos habitantes mais famosos do parque nacional: os inconvenientes e sempre famintos quatis.

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Pudemos ver também a primeira gralha picaça, um dos tipos de pássaros mais comuns por aqui.

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Mas a visão que nos tira o fôlego é mesmo a primeira vez que avistamos as Cataratas em toda a sua plenitude.

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A trilha na verdade, é um caminho de 1,2km todo pavimentado, com alguns degraus e que pode ser percorrido na velocidade da sua vontade de tirar fotos nos vários pontos pitorescos e mirantes.

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E são muitos os pontos, acredite!

 

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Ao final do caminho há uma passarela que leva até a Garganta do Diabo (foto abaixo) onde certamente você ficará encharcado! Neste momento lembre-se do conselho que dei sobre a capa de chuva descartável.

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Mesmo com o tempo nublado e algo chuvoso, a vista é espetacular, não acha?

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Depois de se esbaldar com a visão e de esperar alguns minutos até o grupo de turistas sair da frente para aquela foto perfeita, suba até o mirante, de onde você terá uma visão ainda mais perfeita das Cataratas.

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A vazão de água é impressionante. E olhe que não estávamos na época de chuvas, quando as cataratas ficam ainda mais caudalosas.

Pelo fato de não haver chovido muito, as águas tinham um leve tom esverdeado.

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Almoçamos no restaurante do parque chamado Porto Canoas que fica na última parada do ônibus, onde também se encontra uma lanchonete e uma loja de souvenirs.

O almoço era no estilo buffet, com diversas saladas, frutas, carnes e até feijoada. A qualidade era boa, justificando o preço um pouco salgado (RS$55).

Recomenda-se comer do lado de dentro do restaurante, por mais atraente que seja a vista do lado de fora. Vimos um rapaz perder o seu hambúrguer para um atrevido quati.

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De noite continuamos explorando as vantagens de Puerto Iguazu – compramos vinhos a preços excelentes (achei algumas boas ofertas de brancos no supermercado). Também visitamos uma casa de vinhos muito boa chamada Caminos Wine Boutique, na Hipolito Yrigoyen.

Pena que só a descobrimos depois que eu já havia comprado 4 garrafas no supermercado!

No jantar fomos a uma trattoria italiana bem simpática chamada La Toscana, que ficava no final da rua do nosso hotel (Avenida Córdoba). Só que esquecemos de fazer reserva e deveríamos esperar quase uma hora por uma mesa, mas fomos salvos por um cancelamento de um grupo que aparentemente estava ganhando muita grana no cassino da cidade. Sorte nossa!

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O restaurante é ótimo e o atendimento muito bom.

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Ganhamos umas mini bruschettas de entrada e eu pedi o spaghetti carbonara da casa. A receita estava perfeita.

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Bebemos mais um exemplar do malbec argentino, mas nada de sobremesas desta vez.

Voltamos para o hotel para nos prepararmos para a programação do dia seguinte.

Japão 2016 – Curiosidades

10 julho 2016

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Uma viagem ao Japão é um teste para os sentidos: o olfato, audição e, principalmente, a visão são continuamente desafiados.

A moda nas ruas é um destaque, onde quer que se olhe, especialmente se você estiver na área mais descolada da cidade: Harajuku.

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Outra coisa digna de nota são os locais designados para fumantes nas ruas: são dispostos cercadinhos de vidro com jardins para a população fumar sem incomodar os pedestres. Muito civilizado, embora ainda se permita o fumo em alguns restaurantes, o que é o fim da picada, concorda? Vai entender…

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Em relação ao consumo dos japoneses, me chamou a atenção a grande quantidade de celulares flip vendidos no comércio. Aparentemente a população mais idosa prefere este tipo de celular devido à sua facilidade de manuseio. Não deixa de ser esquisito!

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No assunto “carros”, outro choque cultural. A maioria dos modelos aqui segue o estilo “geladeira com rodas”, com ângulos retos e feios de dar dó.

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Claro que há os modelos esportivos e os de luxo, mas o que mais se vê nas ruas japonesas são estes modelos nacionais quadradões.

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Por falar em rua, vejam o modo de transporte que esta senhorita utilizou para levar as crianças para um passeio. Não dá para dizer que o japonês é um povo sem imaginação!

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Já falei em outro post sobre a febre de inauguração de cafés onde se pode interagir com animais, lembra? Normalmente estamos falando de gatos e até coelhos, animais de estimação que na maioria das vezes não são permitidos em apartamentos residenciais.

Pois saiba que existem outros animais com os quais os japoneses acham interessante ter uma interação: nesta esquina em Miyajima, encontramos essa garota fazendo propaganda de um café que tinha…corujas!!!
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No Japão, como na maioria dos países civilizados, a etiqueta ao andar em uma escada rolante deve ser respeitada. Quem quiser ficar parado deve fazê-lo na parte esquerda da escada, para permitir que os apressadinhos subam pela direita.

Isso vale para quase todas as cidades japonesas, menos Osaka, como mostra a foto abaixo, que insiste em fazer ao contrário.

As razões para isso ainda não foram descobertas (fala-se em modelo britânico x modelo americano), mas parece que Osaka quer mesmo é ser diferente da capital (vide a briga Rio x São Paulo). Até aqui?

flickr.com

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No setor de culinária japonesa, também há inúmeras comidas curiosas e diferentes. Você pode ver o meu relato neste post.

E você? Viu alguma coisa interessante na sua viagem ao Japão que queira dividir conosco?

Deixe nos comentários, please!

Japão 2016 – Tóquio, dia 3 e ida a Narita

6 julho 2016

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Como disse anteriormente, revisitamos alguns lugares que gostamos na cidade. Um destes lugares foi a torre da Prefeitura de Tóquio que fica em Shinjuku e oferece a subida gratuita a qualquer um de seus dois mirantes.

Da primeira vez fomos no período da noite e agora quisemos checar a vista diurna, bem diferente. Dá pra ver a enormidade do Shinjuku Gyoen, o jardim imperial que é o pulmão do bairro e que infelizmente não deu tempo de visitar desta vez.

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O prédio tem duas torres e enquanto se observa a imensidão da cidade dá para checar uma interessante feira de produtos de todas as regiões do país que fica no local – o foco são nas comidas regionais , mas existem outros itens interessantes.

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Pena que o dia estava nublado e não deu para ver o Monte Fuji, mas foi um passeio agradável e altamente recomendável para um primeiro panorama da cidade visto de cima.DSC06121

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INFO:   TOKYO METROPOLITAN GOVERNMENT BUILDING

Horário: Observatório Norte, das 9:30 às 23:00; Observatório Sul : das 9:30 às 17:30 (ou 23:00, quando o observatório Norte está fechado).

Fecha: Observatório Norte: Segunda e quarta segunda-feira do mês (no dia seguinte se for feriado nacional)

Observatório Sul : Primeira e terceira terça-feira do mês (no dia seguinte se for feriado nacional)

Ambos fecham entre 19 de dezembro e 3 de janeiro

Preço : Grátis

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Bia procurou explorar todas as possibilidades de visitar as diversas lojas de produtos ligados a animes na cidade. Além de irmos duas vezes a Akihabara, desta vez fomos até o bairro  de Nakano.

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Chega-se até lá direto de Shinjuku tomando a Chuo Line Rapid Service até a estação de Nakano (5 minutos, 160 ¥).

A Nakano Broadway é um shopping famoso por suas lojas que vendem de tudo relacionado a animes e mangás, um verdadeiro paraíso otaku.

São quatro andares repletos de lojas e um suprimento aparentemente infinito de revistas, bonecos, video games, CDs e mercadorias relacionadas a grupos idol.

Para não dizer que eles são radicais, no andar inferior há um mercado onde se pode comprar frutas e legumes, além de peixes e carnes diversas.

Passeamos também por Ginza, um dos locais com comércio mais sofisticado da cidade e visitamos a sede da Itoya, uma papelaria que deixa qualquer aficionado de queixo caído com a qualidade e diversidade dos produtos oferecidos.

E não conseguimos evitar repetir a ida a Harajuku, mais uma vez tendo um contato próximo com a esquisita moda japonesa em Takeshita Dori.

Passamos por Shibuya, claro, e não dá para não notar a estátua de Hachiko, sempre rodeada de turistas em uma das saídas da estação.

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Quando chegou a hora de ir embora, a dúvida era qual transporte utilizar para pegar nosso voo em Narita.

Desta vez não havia mais a oferta combinada do N’ex (Narita Express) com o passe da Yamanote Line que compramos da primeira vez, portanto resolvi pesquisar para saber qual era a opção mais em conta, já que o táxi (cerca de 20,000 ¥) estava fora de questão.

Acabei decidindo tomar o ônibus do The Access Narita, que cobra 1000¥ pela passagem, uma pechincha comparada com os 3020¥ cobrados pelo N’ex.

O ônibus sai da estação Tokyo, saída sul Yaesu, na plataforma 7, a cada 10-15 minutos e a viagem até Narita leva por volta de 1h15min.

O ônibus é confortável, com lugar para as malas e banheiro a bordo. Vale a pena se você não estiver com muita mala. Veja os horários e locais de embarque aqui.

Outra opção seria o Tokyo Shuttle Bus, com preços similares. Veja as informações aqui.

Se você fizer questão de usar o trem, pode ver as diversas opções aqui.

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Terminou assim mais uma viagem a este país, desta vez com um mergulho mais profundo na cultura japonesa, conhecendo desde cidades grandes até pequenas vilas do interior, além da fascinante Kyoto.

Senti que curti mais a viagem desta segunda vez no Japão, talvez devido ao roteiro diversificado, mas também por já estar um pouco acostumado com a vibe do país.

Pena que não conseguimos ir até Sapporo ver o festival de gelo. Fica para a próxima!

Japão 2016 – Tóquio, dia 2

1 julho 2016

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No outro dia fomos visitar um dos mais interessantes museus da cidade: o Edo-Tokyo Museum, que conta a historia desta metrópole desde o tempo em que se chamava Edo.

O museu é muito bem dividido e didático até a medula, facilitando o entendimento das transformações passadas por esta cidade até os dias atuais. Com a vantagem de possuir informações em inglês, algo que não é muito comum por aqui.

Para chegar até lá tome um trem da linha Chuo/Sobu a partir de Akihabara (Yamanote Line), na direção leste (140¥ ).

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O início da exposição permanente mostra uma réplica fiel da ponte Nihonbashi, criada pelo shogun Tokugawa no início do século 17, estabelecendo deste modo seu shogunato em Edo, que havia sido criada em 1457, quando o Castelo de Edo (hoje local do Palácio Imperial) foi construido.

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Durante o período Edo vivia-se em casas comunitárias onde cada família ajudava a outra e pode-se ter uma ideia de sua rotina através da exposição de tecidos e artefatos usados naquele tempo.

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Durante este período, a produção de livros e outras publicações foi bastante intensa e este aspecto da distribuição das informações é mostrado em detalhes.

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Com o crescente comércio, a cidade começou a atrair cada vez mais imigrantes e este período de prosperidade fomentou o desenvolvimento da arte, na forma de pinturas e caligrafia, mas também do teatro Kabuki, uma forma tradicional de entretenimento que perdura até hoje.

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O colapso do shogunato em 1868 e o início da era Meiji levam à formação da Tóquio que conhecemos hoje como capital do país.

Este período foi marcado pela abertura do país ao comércio exterior e às culturas ocidentais, embora se preservassem os rígidos princípios arraigados na psique japonesa, principalmente na educação.

Com o desenvolvimento industrial veio a prosperidade, aliada a problemas como as precárias condições dos trabalhadores. Nada disto deteve o constante crescimento do país e sua capital se beneficiou de um grande movimento cultural, com a introdução de novas formas de entretenimento como os cinemas, que teve seu centro no bairro de Asakusa.

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Esta torre na foto à direita acima foi o primeiro arranha-céu construído em formato ocidental, chamado Ryōunkaku e que ficava em Asakusa em 1890. Infelizmente ele foi destruído pelo grande terremoto de 1923.

Também são mostrados os estragos provocados pela Segunda Guerra Mundial onde bombardeios constantes fizeram mais de 100 mil mortos em apenas um dia, em março de 1945.

O mapa abaixo mostra as opções de linhas de metrô na cidade em 1965…

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… e 50 anos depois chegamos a esse emaranhado que é o sistema de metrô atual, alcançando todos os 23 distritos que hoje formam a Grande Tóquio!

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Enfim, posso dizer que este foi um dos mais interessantes museus que já visitei e recomendo fortemente a todos que se interessem em saber a história e as transformações passadas por esta imensa cidade.

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INFO:   EDO-TOKYO MUSEUM

Horário: Todos os dias, das 9:30 às 17:30; (sábado até 19:30); fecha às segundas.

Preço : 600¥

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Na parte da tarde, fomos ao segundo local preferido de Bia (depois de Akihabara, óbvio): a ilha artificial de Odaiba, a definição perfeita de um passeio dominical da família japonesa.

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Já havíamos visitado o local na primeira vez, mas confesso que também acho um passeio por esta ilha artificial um baita programa ao ar livre, especialmente em um dia ensolarado como aquele domingo.

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Paramos no DiverCity Shopping (uma brincadeira de duplo sentido com DaibaCity), aquele mesmo que tem um enorme Gundam  na frente, além de lojas e cafés devotados a  esse anime. Comemos os guiozas fritos que continuam gostosos e voltamos para explorar a área externa.

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Não tínhamos nenhum plano em mente, já que a tentativa de visitar o museu marítimo Fune-no-Kagakukan (o nome de museu mais engraçado que já ouvi) não deu certo, pois estava em obras.

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As opções de lazer são inúmeras, com roda gigante e um shopping totalmente dedicado à diversão chamado Leisureland. Há um showroom da Toyota, onde você pode fazer test drive nos últimos lançamentos de automóveis. Ou seja, tem diversão para todas as idades.

Um dos edifícios mais conhecidos do local é o da Fuji TV, mostrado na foto abaixo.

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Como nada é perfeito, há também uma réplica kitsch da Estátua da Liberdade, não me pergunte o motivo.

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Gostoso mesmo é observar a Rainbow Bridge ao entardecer e a visão dos arranha-céus da cidade.DSC06097

Olha que lindeza!

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Para chegar a Odaiba, utilizamos dois tipos de transporte. Na ida, usamos a JR Yamanote Line até a estação de Osaki. De lá tomamos o metrô da Rinkai Line até a estação Tokyo Teleport (10 minutos, 330¥).

Na volta, andamos no Yurikamome, um trem elevado sem motorista, até a estação de Shimbashi (380¥), conectando com a Yamanote.

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Fizemos backtracking até termos certeza de que poderíamos sentar nos primeiros assentos para ter uma visão desimpedida do trajeto. É um passeio muito bonito, sobretudo quando nos aproximamos da Rainbow Bridge com sua iluminação noturna.

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Também pode-se ir de barco desde o pier de Hinode, com saídas a cada hora e preços em torno de 480¥, ou mesmo a pé, atravessando a Rainbow Bridge, em um passeio que pode levar 30 minutos ou mais, dependendo de quantas fotos você irá tirar da lindas vistas da baía de Tóquio.

Japão 2016 – Tóquio, dia 1

26 junho 2016

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Nossa base em Tóquio foi em um apartamento bem pequeno e bem localizado em Gotanda, na parte sul da cidade e próximo à estação de mesmo nome na JR Yamanote line, alugado por 8 dias pelo Airbnb.

Desta vez, devido às escapadas a outras cidades, tivemos apenas poucos dias para curtir Tóquio. Acabamos explorando alguns lugares da capital japonesa que ainda não conhecíamos e revisitamos outros preferidos.

Em relação ao transporte, no primeiro dia compramos um passe diário válido para a Yamanote Line por 720¥, mas na maioria das vezes preferíamos comprar bilhetes avulsos (cada trecho saía entre 160 e 220¥) e às vezes tínhamos que utilizar outra linha de metrô diferente.

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Começamos o dia indo até o jardim Kyu-Furukawa, que fica próximo à estação Komagome da JR Yamanote Line.

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O parque é muito bonito, obra do paisagista japonês Ogawa Jihei e tem construções com estilo inglês inconfundível. Foi aberto ao público em 1956. Inclusive a mansão principal construida com tijolos aparentes (hoje o Otani Museu de Arte) foi usada em Umineko no Naku Koro ni, um famoso anime de terror.

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Na frente da mansão há um jardim inglês com mais de 90 variedades de rosas. Pena que não pudemos admirar o jardim em seu esplendor durante o inverno.

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Depois da Segunda Guerra, a mansão foi também utilizada como a sede da Embaixada Britânica.

Além dos jardins bem cuidados, há lagos no formato do símbolo japonês para coração e os usuais arranjos com pedras.

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INFO:   KYU-FURUKAWA GARDENS

Horário: Todos os dias, das 9 às 17h; (fechado de 29/12 a 01/01)

Preço : 150¥

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Resolvemos então explorar o bairro de Yanaka, descendo três paradas depois, no sentido horário da Yamanote Line, na estação de Nippori.

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O coração do pequeno e tranquilo bairro é Yanaka Ginza, a rua onde se concentra o comércio local. Não espere grandes lojas ou mesmo marcas famosas, a vibe aqui é bem diferente.

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Similar ao comércio de uma cidade pequena,  nem parece que estamos no meio de uma metrópole com mais de 20 milhões de habitantes. Lojinhas de roupas, de artesanato e de tecido se juntam aos açougues, minimercados e armazéns.

Os preços são bem em conta, principalmente a oferta de street food, mas o gostoso mesmo é passear por suas ruas sem sofrer com a superlotação e poder degustar o clima desta cidade com mais calma. Revigorante!

Habitantes de Tóquio chamam isso de um jeito shitamachi (baixa renda) de ser, em oposição ao yamanote style (classe média alta). Essa distinção, arraigada no imaginário japonês, carrega consigo a histórica diferença de classes no país.

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Andamos também pelo parque Ueno, aproveitando o lindo dia de sol.

Este parque fazia parte de um templo chamado Kaneiji, um dos maiores da cidade no reinado Tokugawa e que acabou destruído nas batalhas que culminaram com o início do período Meiji.

O parque é um dos locais favoritos para a observação dos sakuras, ou a floração das cerejeiras.

Normalmente presentes no início da primavera, desta vez pudemos apreciar um pouco deste espetáculo ainda no mês de fevereiro, provavelmente devido às temperaturas estarem um pouco acima do normal para esta época.

 

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Aberto ao público em 1873, foi um dos primeiros parques japoneses a apresentar um estilo ocidental e hoje abriga um conjunto impressionante de museus, incluindo o maior e mais antigo museu da cidade: o Museu Nacional de Tóquio (foto abaixo).

Espalhado por vários prédios, o museu guarda milhares de importantes objetos ligados à cultura do país.

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Além deste museu também se encontram aqui o Tokyo Metropolitan Art Museum, o National Science Museum e o National Museum of Western Art.

O zoológico de Ueno também é uma atração bem conhecida da cidade, mas estava fechado quando visitamos.

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Alguns templos também chamam o parque Ueno de casa, como o Toshogu.

Construído em 1616, é um dos muitos dedicados a Tokugawa no país e fazia parte do templo Kaneiji.

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Pagodas e outras construções de cunho religioso são frequentes em Ueno, assim como os artistas que se apresentam por alguns trocados, como o criativo trio abaixo, que tocava versões de músicas conhecidas utilizando instrumentos feitos de bambu.

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INFO:   UENO PARK

Horário: Todos os dias; museus e o zoológico normalmente fecham às segundas.

Entrada gratuita

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Saindo do parque, fizemos uma pequena parada para o almoço e seguimos depois para Ameya Yokocho, ou Ameyoko.

Uma tradicional rua de comércio entre as estações de Ueno e de Okachimachi, seu nome significa “ruela dos doces”, fazendo menção à sua primeira encarnação. Ou também estar relacionado ao fato de que produtos americanos eram vendidos aqui logo após a Segunda Guerra Mundial, daí o AME em seu nome.

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Produtos como roupas e cosméticos, passando por comidas diversas, podem ser facilmente encontrados por aqui.

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Na verdade Ameyoko foi apenas uma passagem para chegarmos até o templo Kandamyojin, dedicado a três divindades. Este templo xintoísta que fica no bairro de Kanda, longe dos pontos turisticos, foi usado no anime Love Live! e, claro, Bia fez questão de conhecê-lo ao vivo e a cores.

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Como inúmeros outros templos, este aqui foi reconstruído muitas vezes devido a terremotos e incêndios. Aqui também se realiza um dos três festivais mais importantes do país: o Kanda Festival, realizado no mês de maio nos anos ímpares.

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INFO:   KANDA MYOJIN

Horário: Todos os dias, o templo não fecha.

Entrada Gratuita

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De Kanda fomos andando até Akihabara, o bairro vizinho e um dos locais preferidos de Bia. Entramos em várias lojas de animes e figures até que felizmente (ufa!) bateu a fome e saímos para comer.

Como estávamos com o passe, fugimos para Shibuya (um dos meus locais favoritos em Tóquio) para comer sushi no nosso restaurante predileto.

Japão 2016 – Comida

21 junho 2016

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Uma das coisas mais interessantes no Japão é a variedade culinária oferecida em restaurantes e seções de comidas das inúmeras lojas de departamento.

Confesso que sou um pouco chato em relação a experimentar coisas muito ousadas: por exemplo, acho que jamais colocaria um escorpião frito na boca. Também não gosto de coisas ensopadas, o que já eliminaria alguns pratos da culinária japonesa.

Felizmente, mesmo com minhas limitações de gosto, ainda há muito para provar no Japão.

Para começar, o país é excelente naquilo que os franceses se julgam os melhores do mundo: a panificação. Mesmo os lugares mais insuspeitos apresentam uma variedade enorme de pãezinhos, brioches, croissants e até o delicioso kouign amman, a delícia bretã (foto abaixo) que abusa da manteiga e açúcar e que é simplesmente fantástica.

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A seção de comidas das lojas de departamento são uma festa para os olhos. Encontra-se desde tonkatsu de porco, passando por sets de sushis e sashimis

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…até mini tempuras de camarão e legumes, que dão água na boca.

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O uramaki abaixo parece o nosso california, mas duvido que os japoneses coloquem manga em sua comida.

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E os doces? Decorados com o capricho característico dos japoneses, são uma pintura, com cores diversas e quase sempre com uma fruta para coroar a guloseima.

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Esses aí embaixo até parecem os nossos deliciosos brigadeiros, não é? Na verdade são especialidades feitas com doce de batata doce.

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Sempre leves e com pouco açúcar, estes doces são também o paraíso daqueles que não abrem mão do sabor do açúcar mas tem medo de engordar.

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Estas tortas são feitas de chá verde, um dos ingredientes mais usados em doces e sorvetes no país.

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Por falar em doce, o McDonald’s local inventou uma moda (na verdade foi copiado de uma loja que já havia lançado a novidade anteriormente) que está dando o que falar: batatas fritas com chocolate.

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Compra-se a batata frita normal e ganha-se um sachê que, quando rompido, espalha um molho de chocolate ao leite e branco sobre elas. Confesso que, apesar de gostar imensamente das duas coisas separadas, o conjunto deixou a desejar.

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IMG_20160120_101224122Nosso voo da Japan Air Lines (JAL) também nos brindou com uma refeição tipicamente japonesa, com um noodle delicioso que veio até com o molho apropriado!

Aliás, a oferta de comida neste voo me surpreendeu pela variedade e qualidade, com saladas diferentes, salmão cru e frutas diversas, além de variedades de chás, incluindo o chá verde, como não podia deixar de ser.

Pelo menos a oferta de vinhos não incluía nenhum exemplar japonês – ficamos mesmo com os bons chilenos! O meu sauvignon blanc estava na temperatura correta e casou bem com as ofertas de comida.

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Onipresente nas ruas, a máquina de bebidas (jidouhanbaki) é um dos ícones japoneses, vendendo desde água, passando por refrigerantes, mates, chás, sucos e outras misturas mais inusitadas.

A minha preferida foi Calpis, uma das bebidas mais consumidas no Japão e que nada mais é do que uma mistura de água, leite e lactobacilos. Uma delícia, em nada parecido com o que sua pronúncia em inglês faz soar:-)

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E o que dizer do okonomiyaki? Uma das minhas comidas japonesas preferidas, foi criada em Osaka e ficou famosa na região de Hiroshima. No país, cada canto possui uma receita diferente.

Esse aí da foto abaixo, ao lado de um delicioso yakisoba, foi degustado em Kyoto.

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Segundo o wikipedia, Okonomi significa “o que você quer” ou “do seu desejo,” e yaki significa “grelhado” ou “frito”  sendo assim, o nome desse prato quer dizer “cozinhar aquilo que você gosta, da maneira que você deseja”.

Na receita entram farinha e ovos, além de caldo de vegetais, repolho finamente picado e normalmente um tipo de carne, havendo também a opção vegetariana. Como cobertura, coloca-se maionese e o nori (um molho de algas).

Os restaurantes que servem esta iguaria fazem o preparo em uma chapa quente na própria mesa do cliente.

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Não deixamos de visitar nosso restaurante oriental favorito: o Din Tai Fung, que felizmente possui algumas filiais em Osaka.

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Comemos os favoritos xiao long bao de camarão e  carne de porco. Estes dumplings possuem um caldo dentro e devem ser comidos de uma vez só. Sugere-se antes perfurar o dumpling com o hashi para evitar se queimar.

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Também comemos uns dumplings de camarão e carne de porco, estes sem o caldinho e, portanto, mais seguros para comer.

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Completamos com um arroz com porco e camarões que estava sensacional.

O Din Tai Fung é sempre uma pedida certeira!

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Uma da melhores maneiras de provar vários pratos ao mesmo tempo, em uma espécie de “tapas” japonesas, é pedir um bentô. Neste aí embaixo tinha tempuras, missô, arroz e o soba frio que é uma delícia.

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As comidas de rua normalmente são seguras e dá vontade de experimentar (quase) tudo. Este bolinho alongado, cujo nome não consigo me lembrar, fez sucesso em nosso passeio por Miyajima, especialmente o de polvo.

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Duas delícias que são vendidas nas ruas e que podem ser consumidas sem medo são os taiyaki (foto da esquerda), bolinhos doces em formato de peixe de recheios diversos, entre os quais feijão azuki e os takoyakis, uns bolinhos salgados feitos com pedaços de polvo (foto da direita).

Apesar dos nomes parecidos, os sabores não poderiam ser mais diferentes, portanto não confunda.

DSC05320 DSC05402Grandes redes de lojas de conveniência como a 7-Eleven, a Lawson e Family Mart, vendem pães salgados e doces a preços bem acessíveis, itens perfeitos para o café da manhã do dia seguinte. Cada dia provávamos um tipo diferente.

Estes quitutes na foto abaixo a gente comprou em uma confeitaria na estação central de trens de Hiroshima.

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Revisitamos o restaurante chinês de Shinjuku, mas achei que estava um pouco menos apetitoso do que da primeira vez. Em relação aos preços, contudo, eles continuam imbatíveis.

Aliás, contrário à crença, pode-se comer bem e barato no Japão. As refeições nestes locais que mencionei ficam em torno de 1000¥ por pessoa. E no país a cultura da gorjeta não é aplicada, chega a ser deselegante incluir 10%.

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Se você não gosta de comida japonesa, ou quer variar de sabor,  muito provavelmente vai encontrar algumas delícias italianas pela frente. Os japoneses parecem ter uma predileção especial pelo espaguete carbonara, encontrado na maioria dos restaurantes e uma pedida certa para contrabalançar o exotismo dos pratos nacionais.

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Outras iguarias italianas incluem o gostoso Doria (na verdade uma adaptação japonesa), que nada mais é do que um gratinado de carne (ou camarão) com legumes sobre uma camada de arroz.

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Nosso restaurante preferido (fomos 3 vezes)  em Tóquio e em toda a viagem foi o Genki Sushi em uma ruela em Shibuya.

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O conceito de esteira não é nenhuma novidade, mas aqui ele é executado à maestria; Senta-se de frente para uma pequena tela de LCD e de lá faz-se o pedido – no máximo 3 por vez. Em poucos minutos seu pedido para em frente a seu assento.

E tudo o que você precisa já está na mesa: gengibre, guardanapos, palitos, água quente, molho shoyu.

Como se não bastasse, a qualidade é muito boa e os preços são inacreditavelmente baratos independente do país. Eu e Bia normalmente pedíamos 5 pratinhos cada um. Cada prato vem com 2 ou 3 – às vezes até 6 – e saíamos de lá plenamente satisfeitos.

A conta? Não dava mais do que 800¥ por cabeça (ou 25 reais, pela conversão da época).

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Meus preferidos eram o trio de tempura de camarão e o de camarão com maionese (esses aí embaixo), fantásticos!

Se eu pudesse indicar apenas um restaurante no Japão seria este, sem dúvida!

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Deixei o melhor para o final: você não pode sair do país sem experimentar as variedades dos chocolates Kit Kat.

Vejam alguns dos sabores que você só encontra por aqui:

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Passas ao rum

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Batata doce

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Cheesecake de morango

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Chá preto

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Cookies and cream

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Uma coisa é certa: sua experiência gastronômica tem tudo para ser um componente muito impactante na sua viagem ao Japão.

E, procurando bem, dá para fazer ótimas refeições a preços bem camaradas!

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