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Escapada de Barcelona – Montserrat

14 abril 2018

Uma das escapadas mais interessantes que podem ser feitas a partir de Barcelona é a visita à Montserrat, um mosteiro beneditino situado em uma montanha a 720 metros de altitude.

Diz a lenda que uma imagem da Virgem foi achada em uma gruta no século 9, o que foi o suficiente para transformar esse lugar em um local de peregrinação. Além do mosteiro e da gruta em si, há algumas pequenas igrejas e capelas.

A imagem da Nossa Senhora de Montserrate foi feita em madeira, que escureceu com o tempo. Por essa razão, a imagem é também conhecida como La Moreneta.

Nem só de religião vive o lugar, sendo também muito procurado por turistas em geral por sua localização privilegiada e o fácil acesso desde Barcelona, ficando a apenas 50km desta.

Os amantes de atividades ao ar livre encontram aqui várias opções desde a exploração de grutas e cavernas (“espeluncologia”) até caminhadas por trilhas e principalmente o montanhismo, com inúmeras rotas de escalada.

A basílica é o prédio principal,  construído no século 12 e reformulado em 1844 após ter sido destruído pelos franceses. Há várias missas durante o dia e às 13h pode-se assistir a uma apresentação de um coral.

Pode-se visitar também o Museu de Montserrat, que possui pinturas e esculturas de artistas espanhóis, a maioria  com motivos religiosos.

Ou simplesmente passear ao ar livre, apreciando a arquitetura e as esculturas que podem ser encontradas por ali.

Os jardins que circundam os prédios estão sempre muito bem cuidados e floridos…

…mas o que impressiona mesmo é a vista deslumbrante que se tem, com vários mirantes em locais diferentes, como se fossem realmente necessários para nos convencer que estamos em um local mágico.

Um dos destaques locais é a feira de produtores regionais que contém várias delícias como torrones, queijos e doces com preços bem razoáveis – esses pães com frutos secos da foto abaixo estavam uma delícia!


COMO CHEGAR


O melhor transporte até Montserrat é o trem, saindo da estação Plaza Espanya, facilmente acessível pelo metrô da cidade.

Lá você irá tomar o trem Regional 5 (R5) e a primeira decisão será como subir até o mosteiro: de teleférico ou tomando um outro trem.

Se você não quiser se preocupar com esses detalhes, compre na própria estação (ou online neste site) o ToT Montserrat, que significa “Toda Montserrat” em catalão.

Como o nome diz, esse ticket dá direito a uma viagem ida e volta de Barcelona, além do acesso ao mosteiro na modalidade que você preferir (teleférico ou trem), entrada grátis no Museu e um almoço no restaurante em sistema buffet.

  • Caso você opte pelo teleférico, tome o R5 na direção de Manresa e salte na estação Aeri de Montserrat de onde você será levada em um bondinho até o mosteiro. Se sua preferência for o trenzinho, sua parada será a próxima – Monistrol de Montserrat.

Depois de visitar o complexo religioso, você ainda pode tomar dois funiculares (Sant Joan e Santa Cova) e continuar subindo até o topo da montanha (esses são pagos por fora, mas estão incluídos no ToT Montserrat).

  • Há outras opções de bilhetes mais baratos que levam a Montserrat: o Trans Montserrat inclui o bilhete de metrô, o trem e a opção de teleférico ou trem até o topo, o uso dos dois funiculares e a entrada para a exposição interativa. Veja o preço e adquira seu bilhete nesse site.

  • Outra opção pode ser o ticket Montserrat Express, que pode ser comprado nesse site e inclui a viagem de trem e a subida também em trem, além de um box com um audio guia contando a história do lugar, vouchers com descontos e biscoitos feitos no local.

Montserrat também pode ser visitada através de uma excursão e várias agências em Barcelona podem oferecer esse passeio.


INFO


  • Horário:

Basílica: das 7h30 às 20h

Visita à imagem da Virgem: das 8h às 10h30 e das 12h às 18h15 (no verão até às 20h).

Museu : das 10 às 17h45 (fins de semana até às 18h45) – entrada a 7

Exibição interativa: das 9h às 18h45 (fins de semana até às 20h)

Restaurante : das 12h45 às 16h


E você, já conhece essa atração? Tem alguma dica?

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Fim de semana – Pirenópolis – Domingo

2 abril 2018


O domingo amanheceu com poucas nuvens, de acordo com a previsão do tempo, mas a chuva também daria as caras hoje, portanto saímos logo depois do café.

Desta vez seguimos para explorar as atrações do lado leste da cidade. Escolhemos a Cachoeira do Abade, tida como uma das melhores de Piri.

Como de costume, o asfalto acabou bem antes de chegarmos ao destino final. Desta vez a estrada, além de ruim, tinha um aclive, o que demandava um pouco de cuidado.

No meio do caminho paramos no Mirante do Ventilador, localizado a 1000 metros de latitude, segundo a placa indicativa. De lá tem-se uma visão completa da cidade de Pirenópolis ao fundo.

Foram cerca de 1okm de estrada de terra até chegarmos à sede da propriedade onde ficava a cachoeira.

A infra estrutura do local é muito boa, com restaurante, banheiros limpos e, como não podia deixar de ser, uma área com redes para o descanso após o banho de cachoeira.

A entrada custa R$30 (ou R$60 se incluir o almoço). Como não ficamos para o almoço, não podemos comentar sobre a comida, mas espere encontrar quase todas as delícias goianas.

Esta atração possui duas trilhas: uma mais curtinha, que dá acesso imediato à cachoeira principal passando por um mirante, e outra mais completa com mais quatro cachoeiras de brinde e a possibilidade de cruzar uma ponte suspensa.

A entrada custa R$30 independente da trilha que você escolha fazer.

Infelizmente no dia em que fomos a trilha mais longa (Trilha do Vale) estava fechada para reforma e melhor condicionamento do pavimento, por isso só tivemos a opção “preguiçosa” da Trilha do Abade. Fazer o q?

Ao menos pudemos dar uma parada em um mirante no meio do caminho.

O caminho era todo pavimentado, sendo bastante seguro e recomendado para o público em geral.

Paramos em uma pequena queda antes da atração principal, mas não achamos muito convidativa.

Enfim chegamos à famosa cachoeira, com um salto de 22 metros e uma pequena área com pedras se assemelhando a uma praia.

O local estava relativamente cheio, mas a água era mais fria do que a da Cachoeira do Rosário e o sol estava meio tímido. Acabei não entrando…

Na volta, passamos pela ponte suspensa que estava fechada por conta da reforma do caminho.

Similar ao sábado, o tempo dava sinais de mudança, por isso seguimos de volta à cidade. Mais uma vez a chuva caiu impiedosa quando já estávamos no asfalto e não tivemos outra opção senão voltar ao hotel e fecharmos a conta para esperar a chuva passar.

Fizemos bem: logo depois de colocarmos as malas no carro o céu já estava mais amistoso. Seguimos então para a cidade para mais um passeio.

Passamos (mas não entramos) pelo Museu das Cavalhadas, que fica numa singela casa na Rua Direita. A entrada custava R$2 e o museu fica aberto todos os dias das 9 às 17h.

Decidimos então almoçar e eu queria um local onde pudesse experimentar o pequi, uma fruta que é dos ingredientes mais usados na culinária local.

Achamos o restaurante Tempero do Rosário, ao lado da Igreja Matriz, que nos dava exatamente o que queríamos: um local de comida caseira, barata e com preço fixo (R$24, incluindo sobremesas, uma pechincha). Se eu não gostasse do tal pequi (e ouvi inúmeros depoimentos de pessoas que não apreciam essa fruta), era só escolher outra coisa e ser feliz.

Não foi necessário: o arroz com pequi do restaurante era bem apetitoso, assim como o resto do buffet. Tinha até um feijão tropeiro para completar o prato!

Depois do lauto almoço, só mesmo uma caminhada para fazer a digestão. Subimos a Rua do Bonfim até chegarmos na igreja de mesmo nome, em frente a uma pequena praça.

Construída em 1754, quando uma comitiva de 264 escravos trouxe a imagem do Nosso Senhor Jesus do Bonfim desde Salvador, a igreja foi feita em taipa e tem arquitetura típica das construções coloniais portuguesas.

Seu altar mor é muito bonito, com destaque para a imagem do Nosso Senhor do Bonfim em madeira e para as pinturas no teto.

Aberta todos os dias das 12 às 18h, cobra entrada de R$2.

Logo ao lado da igreja, achamos um ótimo local para um almoço leve ou um lanche e que é a antítese da muvuca da Rua do Lazer: o Divino Lounge Café.

Com menu de saladas, sanduíches e bebidas a preços camaradas, o local tem trilha sonora moderna e pouco invasiva, além de contar  com um ambiente tranquilo e descolado, principalmente em sua área externa.

Aproveitamos os últimos momentos na cidade tomando um smoothie de frutas vermelhas. Estava excelente!

Uma pena não termos conhecido este local anteriormente.

Voltamos pela Rua Aurora, outra rua bastante simpática ladeada por casarões antigos e com algumas pousadas e restaurantes mais atraentes.

Fiquei especialmente curioso para experimentar o café da manhã do Pé di Café.





Voltamos para Brasília pela GO-225 até Corumbá, onde fomos agraciados com a belíssima vista dos Saltos de Corumbá, que fica a poucos metros da estrada.

 

Depois tomamos a BR-414 até Cocalzinho e a BR-070 até o aeroporto de Brasília. Apesar de grande parte do trecho ser em pista de mão dupla, o tráfego não é intenso e a condição das estradas é boa.

Como não há pedágio no trajeto e essa rota é cerca de 20km mais curta, achamos que essa é uma boa alternativa ao percurso de ida, ainda mais com o bônus de poder ver os Saltos de Corumbá!

Pirenópolis se revelou um ótimo programa de fim de semana. Claro que um dia a mais na cidade seria ótimo para explorar outras cachoeiras, mas para quem só quer escapar da cidade grande ficou na medida certa!

E você, já conhece Piri? Tem alguma dica de lá? Compartilha com a gente, vai?

Fim de semana – Pirenópolis – Sábado

27 março 2018



Pirenópolis (ou Piri, como é mais conhecida) é uma cidadezinha goiana, verdadeiro quintal dos brasilienses em busca de um pouco de paz e contato com a natureza, ficando apenas a cerca de 15okm da capital do país e a 120km de Goiânia.

Justamente por isso, também é acessível a quem mora em outras capitais para um fim de semana diferente. Com a posição central de nossa capital e a oferta de voos para lá, não é nada impossível sair um pouco mais cedo do trabalho na sexta feira e ainda aproveitar o jantar em Piri!

Do aeroporto de Brasília é fundamental alugar um carro. Pode-se chegar a Piri de ônibus também, mas isso envolve um táxi até a rodoviária e depois mais 3 horas de viagem.

De carro, a viagem é feita em pouco menos de 2 horas, com dois caminhos a escolher. Na ida fomos pela BR-060 na direção de Goiânia, estrada em pista dupla (e com pedágio de R$4,90) até Abadiania e depois pegando a GO-338 com pista simples mas quase nenhum tráfego. Levamos pouco mais de duas horas pois paramos em um posto em Abadiania para comer umas pamonhas.

Nossa pousada (Gold) ficava um pouco afastada da cidade, próximo ao aeroporto local, e era muito bem equipada, com quarto amplo, ar condicionado congelante, piscina aquecida e sauna e um bom café da manhã. Os preços aumentam no fim de semana, obviamente, mas ainda dentro do razoável. Se você puder vir em um dia da semana pode encontrar pechinchas.

Por falar em época para visitar Piri, chegamos no final do período chuvoso que vai ate o mês de abril. Você irá encontrar as cachoeiras em sua potência máxima, mas pode ter que conviver com pequenas tempestades tropicais, como as que vimos aqui no sábado e domingo. No período da seca, que vai até novembro, pode haver noites frias e pouca água em algumas cachoeiras.

Se eu pudesse escolher um mês seria maio!

Depois de um gostoso mergulho na piscina aquecida, saímos para jantar na cidade. A parada óbvia é na Rua do Rosário (a famosa Rua do Lazer), um pequeno trecho com vários restaurantes colados uns nos outros, além de poucas lojas de lembrancinhas.

O local tem mesas do lado de fora, que parecem ser as preferidas do público que já começava a chegar em grupos.

Escolhemos um dos restaurantes que oferecia uma comida típica e sentamos em uma das poucas mesas externas vagas.

Pedimos um empadão goiano de entrada, para dividir. Confesso que a impressão que a foto dá não corresponde ao gosto: a massa é agradável e estava bem feita, mas o recheio de frango e batata era sem graça. Não foi aprovado!

Para o prato principal, outra especialidade goiana: a panelinha. A nossa pedida vinha com lombinho, linguiça, carne seca, bacon  e costelinha, além de cobertura de queijo. Estava gostosa mas, mesmo dividindo por quatro pessoas, sobrou quase a metade!



Depois do café da manhã, no dia seguinte, fomos explorar as cachoeiras que ficam a oeste da cidade, mais perto de onde estávamos. Dirigimos pela estrada por cerca de 10km quando o asfalto terminou abruptamente e passamos a sofrer um pouco com os solavancos no caminho ascendente.

Havíamos ouvido falar bem da Cachoeira do Rosário, que ficava cerca de 9km além do fim do asfalto, mas existem algumas mais próximas. A maioria das cachoeiras da cidade ficam em propriedades particulares e cobram ingresso que variam de R$20 a R$45.

A estrutura na Rosário é muito boa, com redário e a possibilidade de almoço regional, além da visita (a mais cara da cidade – R$ 45) da cachoeira principal e dos poços adjacentes.

O caminho até a cachoeira é bem sinalizado e pavimentado com pedras, até chegarmos à primeira queda, com um poço de 3 metros e água bem refrescante e que estava quase deserta.

Depois seguimos até a atração principal, descendo cerca de 140 degraus na trilha com cuidado especial para evitar escorregões. O corrimão adaptado cumpriu bem sua função e ajudou na descida.

Fomos brindados com a visão de uma linda queda de 42 metros, uma das maiores da cidade, com um ótimo  local para banhos, com fundo de pedra e areia e uma deliciosa ducha embaixo da queda.

Caminhamos por trás da queda d’água onde existe uma gruta com uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.

A atração principal, contudo, era irresistível e aproveitamos muito de suas águas na temperatura certa para refrescar o calor do dia (dizem que as cachoeiras do oeste tem águas menos frias do que suas primas do leste).

Voltamos para a sede do local e nossa intenção era visitar a Cachoeira do Dragão que ficava 5km além, mas resolvemos voltar para a cidade, pois parecia que o o tempo iria virar e enfrentar a estrada depois da chuva não parecia um programa muito agradável.

Dito e feito: foi só chegarmos novamente no asfalto para cair uma tromba d’água daquelas. Aliás, esqueci de mencionar uma dica importante: se for alugar um carro, dê preferência para um modelo alto por conta das estradas ruins.



Que tal conjugar essa visita com um pulinho na Chapada dos Veadeiros?



No caminho vimos uma placa que anunciava o restaurante Venda do Bento que nos havia sido recomendado no dia anterior.

 

O restaurante ficava em uma casa ampla de fazenda e possuía um pequeno museu com objetos típicos da cultura local, com destaque para vários elementos das Cavalhadas.

Esta festa, introduzida na cidade em 1826 pelos jesuítas, é bastante popular e atrai muitos turistas vindos de todas as partes do país. Durante três dias, 24 cavaleiros divididos em dois times se apresentam, com músicas e danças folclóricas, além de coreografias equestres e muita comida típica, claro.

(Para quem estiver interessado, em 2018 a festa será entre 19 e 23 de maio. Já aviso de antemão que a cidade fica super lotada!!!)

O restaurante é bem amplo, com mesas na varanda…

… e no salão interno. Preferimos este último por conta da chuva que caía.

O atendimento é bom e a indefectível música ao vivo se fazia presente, mas o que mais me chamou a atenção foram os preços inflacionados do cardápio, superando em muito os valores encontrados em bons restaurantes do Rio e São Paulo: os pratos, normalmente para duas pessoas saem por, no mínimo, 140 reais (preços de março de 2018). Isso sem falar no couvert artístico… Ah, e não aceitam cartão de crédito!

Dividimos uma gostosa costelinha com arroz, couve frita e tutu mineiro. Acabei compensando nas sobremesas caseiras e no queijo da roça, acompanhamento perfeito para o excesso de açúcar.

Mais uma informação: o restaurante só abre nos fins de semana e feriados.

Após a chuva e o almoço já eram quase 4 da tarde e decidimos seguir para a cidade e fazer um pouco de turismo. Paramos na linda Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, a mais tradicional do estado de Goiás e construída em 1728.

Seu interior é feito de taipa de pilão, adobe, alvenaria de pedra e madeira. Seu altar mor foi transplantado da outra igreja de Nossa Senhora do Rosário que era frequentada pelos negros e que havia ruído.

Restaurada em 1999, três anos depois sofreu um incêndio que consumiu boa parte do teto e do seu interior, sendo necessário novo esforço para reerguer esse monumento tão importante para a cidade e declarado Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1941.

É cobrada entrada de R$2 a título de manutenção e tem-se acesso a seu interior, além de posters contando sua história e vários objetos do acervo da igreja. A Igreja fica aberta à visitação todos os dias (menos terças e quartas) das 7 às 17h.

Passeamos um pouco mais pela cidade, agora com a visão da Rua do Lazer de dia (fica bem menos muvucada do que à noite).

Aproveitamos o Dia de São Patrício para pesquisar bares que vendessem cervejas artesanais, o que não foi difícil.

Achamos um bem simpático que ficava em uma galeria da rua principal e onde metade da turma experimentou um chopp verde. Eu preferi ficar tirando fotos do jardim.

Voltamos para o hotel para mais uma sessão de piscina aquecida e retornamos para o jantar na Rua do Lazer.

Desta vez  estávamos pensando em experimentar a comida do Maiale, um restaurante italiano com boas críticas e um dos poucos que não possuem mesas ao ar livre. O local estava lotado, com uma fila de espera razoável, mas o que nos incomodou mesmo foi a música ao vivo em volume acima do recomendado, inviabilizando qualquer tipo de conversa, e o valor de R$20 do couvert artístico.

Não havia muitas opções sem barulho, por isso escolhemos um árabe meia boca que tinha preços até razoáveis, porém com vinhos ruins e espumante nacional a R$150 a garrafa! Pena!

Voltamos para o hotel, direto para a cama, em preparação para nosso último dia na cidade.

UK 2017 – Passeio a Bath e Stonehenge

15 março 2018



Dentre os passeios mais populares a serem feitos partindo de Londres está a dobradinha Bath e Stonehenge. Apesar de ser possível fazer as duas atrações com transporte público, fica um pouco puxado, além de mais caro, acomodá-las em um mesmo dia, portanto recomendo mesmo que se contrate uma excursão.

Há inúmeras agencias fazendo este percurso com uma ou outra modificação (Stonehenge no por do sol, Bath com entrada incluída no Roman Baths etc).

Escolhemos a Golden Tours que nos cobrou honestas £60, com direito à entrada em Stonehenge (mas não nos Roman Baths),  um lunch pack e um walking tour gratuitos em Bath.

Nosso confortável ônibus saiu do Golden Tours Visitor Centre, bem próximo  à Victoria Coach Station.

Seguimos pela rodovia M1 e chegamos à linda cidade de Bath após pouco mais de 2 horas e cerca de 150km. Tivemos 4 horas na cidade para explorá-la do jeito que quiséssemos.

Bath é também chamada de Bath Spa, por conta dos banhos termais construídos pelos romanos quando de sua fundação no século 1. Fica no condado de Somerset, sudeste da Inglaterra, à beira do Rio Avon. É uma cidade linda, com várias atrações e locais históricos e que se tornou Patrimônio Natural da Humanidade em 1987.

Um deles é a Abadia de Bath (nome completo: Abbey Church of Saint Peter and Saint Paul), igreja anglicana fundada no século 7 e reconstruida nos séculos 12 e 16, tendo seu último trabalho de restauração sido feito em 1860.

Em formato de cruz e com capacidade para 1.200 fiéis, a igreja também é usada para palestras e concertos, sendo um dos mais espetaculares exemplos da arquitetura gótica na Inglaterra, recebendo inúmeros visitantes ao longo do ano.

A cidade ganhou fama no século 17 por conta das propriedades aparentemente curativas de suas águas, o que contribuiu para o aumento de sua população.

Abaixo vemos a entrada dos famosos Banhos Romanos (Roman Baths), Como tínhamos pouco tempo na cidade resolvemos continuar nossa exploração a pé.

Fomos na direção do Parade Gardens, o parque mais central da cidade, à beira do Avon e que, estranhamente, cobra ingresso para os que não residem em Bath. O parque também recebe concertos, jardins floridos e atividades para as crianças no verão, ficando aberto de abril a final de setembro.

Ao lado fica a linda Pulteney Bridge, desenhada pelo arquiteto Robert Adam em 1770 e baseada em um projeto original, mas não usado, para a Ponte do Rialto em Veneza.

Assim como a famosa Ponte Vecchio, em Florença, é uma das poucas pontes remanescentes na Europa que tem dupla função: para travessia e como galeria de compras.

Fizemos uma caminhada agradável pela beira do rio Avon, tendo oportunidade de admirar esta bela cidade de outros ângulos.

Passeamos um pouco pela área comercial da cidade até chegar ao Royal Crescent, uma das construções mais impressionantes da cidade.

Erguido entre 1767 e 1774, na verdade a única construção, em formato de meia lua, foi a fachada do que parecem ser 30 casas distintas.

Os proprietários compraram uma parte da fachada, mas usaram seus próprios arquitetos para a construção de suas casas, o que explica a mistura de estilos quando se vê a parte de trás, um imenso contraste entre a perfeita simetria de sua parte frontal.

lastampa.it

Em frente fica o lindo e amplo Royal Victoria Park, inaugurado pela própria Rainha em 1830, quando a mesma tinha apenas 11 anos, e sendo o primeiro parque na Inglaterra a possuir seu nome.

Com cerca de 230.000 metros quadrados, possui um campo de golfe, além de um jardim botânico e é perfeito para um piquenique. No verão, por conter diversão para a família inteira, é um dos locais preferidos da cidade para um passeio de fim de semana.

Para quem puder ficar mais um pouco, há vários museus na cidade, como o Museu de Arquitetura (Museum of Bath Architecture), o Victoria Art Gallery, o Museu de Arte Leste Asiática (Museum of East Asian Art), além do Herschel Museum of Astronomy.

Ou seja, há programa para o dia inteiro!



Voltamos para o nosso ônibus às 14h para seguir viagem até Stonehenge, cerca de 58 km a sudeste de Bath.

Há um centro de visitantes onde podemos ter uma introdução multimídia sobre o local.

Essas ruínas conhecidas mundialmente são um mistério para estudiosos até hoje. O início de sua construção se deu há mais de 5 mil anos, com a vala que circunda o monumento!

Do centro de visitantes, um  microônibus nos leva gratuitamente até o monumento em si.

Para que servia Stonehenge? Existem várias alternativas aceitáveis, indo desde um local para estudos de astronomia até um grande centro religioso do povo druida. Como sua construção demorou quase dois mil anos, pode ser que tenha havido mudança de planos no meio do caminho e que as duas hipóteses tenham ocorrido.

Em algum período o monumento serviu como cemitério, já que foram achadas 56 covas contendo corpos. Outra teoria diz que o local servia de pouso para discos voadores.

Outro aspecto intrigante é como esses homens neolíticos transportaram os grandes blocos de pedra até lá – alguns deles, com até 4 toneladas, podem ter vindo do País de Gales, a cerca de 250 km!

Infelizmente não há registros escritos sobre Stonehenge, o que dificulta a compreensão do que se passou no local.

Para maiores informações sobre Stonehenge, visite o site oficial.

Voltamos direto para Londres, onde chegamos pouco depois das 19h. O passeio foi um espetáculo, mesmo com o tempo ruim que pegamos.

Recomendado!!

São Paulo – Bike Tour – roteiro Vila Madalena

9 março 2018

 



No último mês de fevereiro, aproveitei um fim de semana em São Paulo para experimentar mais um roteiro do Bike Tour, desta vez pelo bairro boêmio de Vila Madalena.

Nosso ponto de partida foi na Portobello Shop, na Avenida Pedroso de Morais e saímos pontualmente ao meio dia, torcendo para que a chuva não viesse (e não veio!).

Diferentemente dos outros passeios, neste aqui utilizamos uma bicicleta elétrica por conta das inúmeras ladeiras do bairro. A bicicleta é muito fácil de usar mesmo para quem nunca andou antes.

Como era o domingo logo após o Carnaval, pegamos o bairro meio vazio e com ruas fechadas, em preparativos para os últimos blocos, mas o percurso passa por algumas ruas movimentadas, como a própria Pedroso de Morais.

Nossa primeira parada foi na praça Senador Lineu Prestes, onde nos foi explicada a origem do nome do bairro. Consta que esse nome foi dado por um português que era dono das terras por ali e que tinha três filhas: Ida, Beatriz e Madalena, sendo que somente esse último nome vingou.

Esse bairro, um dos mais conhecidos da cidade, sempre foi local de moradia de estudantes desde os anos 70, por conta da proximidade de duas importantes instituições de ensino paulistas: a PUC e a USP.

Subimos a Rua Aspicuelta, a principal artéria do bairro e salpicada de bares tradicionais da boemia paulista como o Quitandinha mostrado abaixo.

Foram os estudantes que deram os nomes peculiares das ruas locais, como Harmonia, Purpurina e Girassol.

Um pouco mais à frente fica o conhecido Beco do Batman, local onde a população de turistas é sempre grande.

Conhecido por possuir um grafite do super herói, hoje possui vários exemplos de arte urbana em sua extensão e em suas ruelas transversais, com artistas importantes querendo deixar sua marca por lá – inclusive há um painel do Kobra na esquina da Cardeal Arcoverde com a Henrique Schaumman.

Uma visita ao beco nunca será a mesma da anterior, já que os grafites mudam constantemente.

Passamos na Galeria Choque Cultural, fundada em 2004 para ser um centro de artistas jovens e outros já consagrados na arte urbana e linguagem contemporânea. Infelizmente a mesma estava fechada, talvez por conta do Carnaval.

A foto acima mostra o Armazém da Cidade, mais um projeto do Catraca Livre (do jornalista Gilberto Dimenstein) no bairro. Este local é uma ótima opção de passeio nos fins de semana, com eventos gastronômicos, feira de artesanatos e shows de música que podem ser apreciados em uma cadeira de praia oferecida ao público.

Logo ao lado (veja a foto à esquerda) fica a Escadaria do Patápio, que foi revitalizada em 2015 e ganhou um revestimento de azulejos brancos.

Nossa última parada foi no lindo prédio do Instituto Tomie Othake, projeto de seu filho arquiteto Ruy inaugurado em 2001 e que atualmente é um dos centros culturais mais bacanas da cidade com exposições importantes de arte contemporânea, além de cursos diversos.

 

O prédio em si já é uma obra de arte, mas o centro cultural não fica atrás.

Possui salas dedicadas à vida e obra de Tomie Othake, uma artista japonesa naturalizada brasileira que se fixou em São Paulo e faleceu em 2015.

Também há no local um restaurante de chef renomado e uma livraria.

Ao fim do passeio ainda ganhamos um voucher que dá direito a um lanche na famosa Lanchonete da Cidade, que fica em frente ao Instituto.

Mais uma vez, o passeio foi aprovado com louvor, sendo uma boa oportunidade para conhecer uma área famosa da cidade ao mesmo tempo em que se desfruta de uma agradável pedalada ao ar livre.

Aliás, você já viu nosso relato do passeio no Centro Antigo de São Paulo?

Clique aqui então para ir ao post, que tem mais informações para o seu passeio.

São Paulo – Bike Tour – roteiro Centro Antigo

3 março 2018



Um dos passeios mais legais disponíveis na maior metrópole do país, o Bike Tour é uma ótima iniciativa que já está sendo implantada em outras cidades: um percurso de bicicleta acompanhado de um guia por algumas das principais atrações de São Paulo, com roteiros diferentes sendo oferecidos nos finais de semana em vários horários.

Resolvi  experimentar um dos roteiros em novembro de 2017. Escolhi o passeio pelo centro antigo de São Paulo, que saía do Ibis Budget, na Avenida São João, pontualmente às 10h30.

As bicicletas são novas e confortáveis, com cesto frontal. Veste-se um colete e um capacete e ainda ganhamos um copo de água.

 

O percurso é bem sinalizado e conta com a colaboração dos voluntários que controlam o trânsito de bicicletas pelas ciclovias da cidade, o que transmite segurança para o grupo, que é formado de no máximo 10 ciclistas.

À frente do grupo vai o guia e, em sua bike, uma caixa de som que irá transmitir as informações de cada atração turística. Normalmente esse guia é um voluntário em formação na área de turismo.

Contornamos a Praça da República e cruzamos o Viaduto do Chá até chegarmos na nossa primeira parada, no Largo de São Francisco, onde pudemos ver três das várias atrações do percurso.

A primeira foi a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, a mais antiga e uma das mais importantes do país, cuja fundação se deu logo após a Independência.

Além de sua Biblioteca – a primeira pública do Brasil – é famosa por ter formado vários personagens marcantes da história do país, incluindo alguns Presidentes como Campos Salles, Jânio Quadros e Michel Temer.

 

Literalmente ao lado ficam duas das mais antigas igrejas da cidade e que juntamente com o prédio da Faculdade de Direito formam um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos de São Paulo.

O Convento de São Francisco  e a Igreja  de São Francisco das Chagas datam do século 18, sendo ambas pertencentes à ordem franciscana.

De lá fizemos uma parada mais extensa em frente à Catedral Metropolitana de São Paulo ou simplesmente a Catedral da Sé.

Relativamente nova, sua construção, em estilo neogótico, teve início em 1913, mas só ficou pronta cerca de 40 anos depois, a tempo da comemoração dos 400 anos da cidade em 1954.

 

A Catedral fica em frente à praça de mesmo nome situada no coração da cidade e foi alvo de uma restauração geral no início do século 21.

Possui 111 metros de comprimento, 46 metros de largura e 92 metros de altura, sendo o quarto maior templo neogótico do mundo.

Na cripta da Catedral, onde pode ser feita uma visita guiada ficam os restos mortais dos jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta.

No meio da praça fica outra atração: o Marco Zero da cidade.

Representando o centro geográfico da cidade, é um prisma hexagonal revestido de mármore, de onde todas as distâncias são referenciadas, inclusive na numeração das casas em ruas – quanto mais próximo do marco zero, menos será a numeração do prédio.

Inaugurado em setembro de 1934, possui seis lados, cada um indicando uma direção e uma ilustração caracterizando o estado (ou cidade) que pode ser alcançada naquela direção.

Assim, temos um navio representado a cidade de Santos (a sudeste), uma araucária para o Paraná (sul), o Pão de Açúcar e uma bananeira para o Rio de Janeiro (nordeste), equipamento de mineração para Minas Gerais (norte), a bateia usada no garimpo representando Goiás (noroeste) e a roupa usada pelos bandeirantes para o Mato Grosso (sudoeste).

Seguimos pedalando até o Solar da Marquesa de Santos, mostrado na foto abaixo e que também é sede do Museu da Cidade de São Paulo.

Datada da segunda metade do século 18, foi adquirido para servir de moradia à Domitila de Castro Canto e Melo, nome verdadeiro da famosa Marquesa.

O prédio teve várias outras funções até ser desapropriado pela Prefeitura e tombado como monumento histórico do Estado.

Ali próximo fica o Pateo do Colégio, local da primeira construção estabelecida pelos jesuítas para a catequização dos indígenas.

Pertencente à Companhia de Jesus, o prédio abriga o Museu Anchieta, um auditório, uma biblioteca, a galeria Tenerife, a Igreja Beato José de Anchieta (onde fica o fêmur do famoso jesuíta) e uma praça interna com um simpático café.

Passamos pelo Largo de São Bento onde fica o Mosteiro de mesmo nome (foto acima à direita), além de um colégio e de uma faculdade. Construído no início do século passado, vivem no mosteiro cerca de 45 monges. Seu interior é belíssimo, mas desta vez não houve tempo para visitas.

Continuamos explorando o centro antigo, passando por edifícios ícones da cidade como o mal-assombrado Martinelli (foto à esquerda) e o Matarazzo, atual prédio da Prefeitura desde 2004, recém reformado e com um jardim suspenso em sua cobertura, podendo ser visitado gratuitamente através de um tour guiado.

Do alto do Viaduto do Chá tem-se uma vista do vale do Anhangabaú, local de manifestações políticas e shows populares.

Verdadeiro centro nevrálgico da cidade, é um entroncamento importante de vias, além de possuir um terminal de ônibus.

Do outro lado do viaduto, na praça Ramos de Azevedo, fica o Teatro Municipal de São Paulo, inaugurado em 1911 e cuja arquitetura foi inspirada no Opera de Paris.

A Semana de Arte Moderna, um dos mais importantes acontecimentos artísticos do século passado ocorridos no Brasil, teve sua sede neste teatro.

De lá voltamos ao nosso ponto de partida com direito a trilha sonora escolhida por um dos participantes (eu!).

Foram cerca de 1h 15 minutos de muita informação em um passeio agradável, seguro e quase gratuito – eles pedem a contribuição de 2 quilos de alimentos não perecíveis, que serão doados a instituições de caridade.

Enfim, um projeto muito bacana!

Maiores informações no site da bike tour.

Londres a pé – Roteiro 7: passeio por Greenwich

24 fevereiro 2018




Início: Estação DLR Bank (acessível pelo metrô Bank na Circle Line – amarela e District Line – verde) – trem direto até a estação DLR Greenwich;

             Estação DLR Tower Gateway (acessível pelo metrô Bank na Circle Line – amarela e District Line – verde) – troca na estação de DLR Poplar para ir até DLR Greenwich.

Final: Estação DLR Royal Victoria;

Metrô North Greenwich (Jubilee Line – cinza)



A região de Greenwich (pronuncia-se “grén-itch”) é uma das mais agradáveis da cidade e sempre que posso faço um passeio por lá. Apesar de parecer bem longe da muvuca londrina (o que não deixa de ser verdade), ainda fica dentro da Zona 2 do transporte da cidade!

Existem várias formas de se chegar até lá:

1) Pode-se tomar um barco da MBNA Thames Clippers (veja detalhes aqui);

2) Ir de trem até a estação Greenwich;

3) Tomar um ônibus (linha 188 de Russell Square,  199 de Canada Water e  129 de North Greenwich);

4) Ou mesmo de metrô (a linha Jubilee vai até a estação North Greenwich, de lá tome o ônibus 129 mencionado acima).

5) Meu meio de transporte preferido é mesmo o DLR, ou Docklands Light Railway para os mais íntimos – veja o mapa das rotas acima.

Acessível desde várias estações de metrô (as mais usadas são Bank e Tower Hill) ele não possui motorista e passa pela área residencial e de escritórios mais moderna de Londres: Canary Wharf.

Nossa estação final será Greenwich, após atravessar o túnel sob o rio Tâmisa. Caminhe na direção do parque de Greenwich.

Mais um dos oito parques reais da cidade, sem duvida é o que apresenta a melhor vista de Londres, e absolutamente gratuita.

Concorda?


INFO – GREENWICH PARK

Horário: Todos os dias, das 6h às 18h.

Preço: gratuito

Site: http://www.royalparks.org.uk/parks/greenwich-park


O parque é bem agradável, principalmente com tempo bom, mas com certeza essa não é a principal atração de Greenwich: a cereja do bolo aqui é o observatório de mesmo nome, sede do meridiano zero, que divide o globo terrestre em leste e oeste.

O Royal Observatory teve função primordial na história da astronomia e ficou definido em convenção estabelecer aqui o meridiano de onde todos os fusos horários terrestres seriam referenciados.

Criado pelo Rei Charles II em 1675, atualmente funciona como um museu com vários objetos e até alguns quadros mostrando fatos importantes da astronomia. Ao lado do museu fica o único planetário da cidade.

Grande parte dos visitantes, contudo, só querem mesmo tirar aquela foto padrão com um pé em cada um dos hemisférios terrestres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


INFO – ROYAL OBSERVATORY

Horário: Todos os dias, das 10h às 17h (última entrada às 16h30). Fechado de 24 a 26/12.

Preço: £9 online (£10 na hora). Há um passe Day Explorer que permite visitar todas as atrações por £15.65 online (ou £20 no local)

Site: www.rmg.co.uk/royal-observatory


Na foto abaixo, em primeiro plano no lindo panorama da cidade fica mais um dos incríveis museus de Greenwich: o Museu Marítimo Nacional (National Maritime Museum).

Um dos mais importantes museus marítimos do mundo, é mais um dos que não cobram um centavo para ver o seu acervo (impossível não adorar Londres por conta disso, não é mesmo?).

Criado em 1807 como uma escola de navegação, só foi aberto ao público como museu em 1937.

Possui várias salas de exibição sendo a mais famosa a Voyagers, que conta a história das navegações inglesas, país que sempre foi uma grande potência neste quesito.


INFO – NATIONAL MARITIME MUSEUM

Horário: Todos os dias, das 10h às 17h (última entrada às 16h30). Fechado de 24 a 26/12.

Preço: Gratuito. Exposições especiais cobram ingresso à parte.

Site: http://www.rmg.co.uk/national-maritime-museum


Completando a trinca de atrações em Greenwich, o veleiro Cutty Sark também tem um apelo enorme e vale a sua visita.

visitgreenwich.org.uk

Um dos últimos veleiros a serem construídos para o comércio do chá, em 1869, o barco foi desviado para o comércio de lã com a Austrália logo depois, vendido para uma companhia portuguesa (quando passou a se chamar “Ferreira”) até docar permanentemente em Greenwich  em 1954.

visitgreenwich.org.uk

O veleiro é um dos três únicos remanescentes do século 19 que foram construídos com madeira e aço – existe um na cidade de Adelaide, na Austrália e um esqueleto semi naufragado em uma praia perto de Punta Arenas, Chile.

Há também a possibilidade de tomar o chá da tarde dentro do veleiro. Que tal?


INFO – CUTTY SARK

Horário: Todos os dias, das 10h às 17h (última entrada às 16h15). Fechado de 24 a 26/12.

Preço: £12.15 online (£13.50 no local). Há um passe Day Explorer que permite visitar todas as atrações por £15.65 online (ou £20 no local)

Site: http://www.rmg.co.uk/cutty-sark


Depois do passeio, que tal atravessar o Greenwich Foot Tunnel?  Isso mesmo, você pode atravessar 370 metros sob o Tâmisa e voltar para a margem norte do rio.

tripsavvy.com

Esse passeio é gratuito e a entrada fica bem próxima ao Cutty Sark, no prédio mostrado na foto ao lado.

Chegando na outra margem, é só embarcar em um DLR na estação de Island Gardens e continuar a viagem até a estação DLR de Royal Victoria para fazer o passeio descrito abaixo.

Caso você seja claustrofóbico e não queira fazer a travessia, tome um ônibus 129 até a Emirates Air Line, para experimentar um passeio de 1 km em um cable car  que cruza o rio Tâmisa a 90 metros de altura.

Proporcionando uma vista privilegiada dos arranha céus de Canary Wharf, do Parque Olímpico e da Barreira do Tâmisa, pode-se fazer o percurso simples ou ida e volta.

Caso opte pelo ticket simples é só tomar o DLR na estação Royal Victoria. Você estará na Zona 3 de transporte e terá que pagar um pequeno suplemento.

visitlondon.com

Se você estiver escolhido atravessar o Greenwich Foot Tunnel, seguirá depois para a estação DLR Royal Victoria e de lá poderá tomar o cable car atravessando o Tâmisa. Para voltar ao hotel, tome o metrô (Jubilee Line – cinza) na estação North Greenwich.


INFO – EMIRATES AIR LINE

Horário: Segunda à quinta das 7h às 21h (até 23 h, de abril a setembro); sextas, das 7h às 23h; sábados das 8h às 23h ; domingos das 9h às 21h (até 23h, de abril a setembro)

Preço: £4.50  (£3.50 com o Oyster Card)

Site: http://www.emiratesairline.co.uk/tickets-information


E então, gostou do seu passeio na simpática Greenwich?