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Paris – visita ao Palácio de Versalhes

22 setembro 2016

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Parecia incrível, mas depois de várias visitas à capital francesa, ainda não havia posto os pés em Versailles! Aproveitei um passeio rápido a trabalho e cumpri meu objetivo, embora com um atraso considerável. Antes tarde do que nunca!

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Principal residência dos reis franceses  (de Luis XIV a Luis XVI, quando a família Real foi obrigada a voltar a Paris por ocasião da Revolução Francesa) o Palácio de Versailles sempre foi o padrão de residência real, copiado por vários outros monarcas por toda a Europa.

Está na lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO há mais de 30 anos.

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COMO IR?

Fica no subúrbio de mesmo nome, acessível desde Paris por uma série de meios de transporte, sendo o mais prático o RER linha C, cujo mapa pode ser visto abaixo, descendo na última parada Versailles Château/Rive Gauche. Cuide para descer na estação correta, pois há 3 estações com o nome de Versailles.

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Esta linha pode ser acessada de qualquer estação de metrô da cidade (algumas coincidentes com a estação do RER) e pode-se comprar o bilhete até o destino final (recomendado!). A passagem custa ‎€ 7.10 no máximo.

Se você quiser vir direto do Aeroporto Charles de Gaulle, é só tomar um RER B na direção Massy Palaiseau até a estação de Saint Michel / Notre Dame e trocar para o RER C, descendo na mesma estação final. Esta passagem deve custar em torno de €12.

QUANTO CUSTA A ENTRADA?

O preço do Passaporte Versailles, atualizado em setembro de 2016, custa 18.

Este valor inclui acesso ao interior do Palácio principal, além de poder visitar o Petit e o Grand Trianon, os Domínios de Maria Antonieta e, de abril a outubro, apreciar um concerto de música clássica nos Jardins às terças e fins de semana – nesse caso a entrada passa para  ‎€25).

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Também está incluído o empréstimo de um audioguia, em 11 línguas. Fique sabendo que o português é o de Portugal e o sotaque é bem forte.

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Como vocês devem ter percebido, é programa para o dia inteiro. Para evitar as filas imensas que se formam na maior parte do ano, chegue bem cedo.

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TEM DESCONTO?

Tem sim: para menores de 18 anos, residentes na União Européia com menos de 26 anos, alunos e professores franceses, pessoas com deficiência e seu acompanhante e franceses desempregados a menos de 6 meses.

A entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês, entre novembro e março.

Também não se paga nada se você tiver o Paris Museum Pass (veja o que mais está incluído neste passe e se vale a pena para o seu caso neste link). Tem a grande vantagem de poder “furar” a fila nestas atrações, o que pode te economizar um bom tempo.

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QUAL A SEQUENCIA DA VISITA?

O panfleto sugere que, em dias de muita procura (como nos fins de semana ou feriados), seja visitado o Palácio principal logo de início (antes das 10h), deixando os outros palácios e jardins para a parte da tarde. Isto para evitar a horda de turistas que começa a se tornar insuportável no meio da manhã.

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A sugestão foi muito bem-vinda e aprovada, portanto sugiro que vocês façam o mesmo.

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O PALÁCIO

A Corte de Versailles era o centro do poder francês no fim do século 17, quando Luis XIV se mudou de Paris e permaneceu assim até 1789 quando, por causa da Revolução Francesa, todos foram obrigados a voltar para a capital francesa.

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Durante este tempo, os três reis franceses se empenharam em melhorar cada vez mais o Palácio de Versailles, que simboliza, antes de tudo, o sistema monárquico presente naquela época.

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dsc01777Ponto alto da visita aos Grand Apartments do Rei e Rainha, 0 Salão dos Espelhos (Galerie des Glaces) foi palco de inúmeras festividades durante o Ancien Régime e sua construção se iniciou em 1678.

Nenhuma foto fará jus ao encanto e beleza deste salão deslumbrante, mas segue uma retirada do site só para vocês terem uma ideia.

Depois de perder seu título de sede do poder francês, o chateau adquiriu o papel de sediar o Museu da História da França, no Século 19, com a adição frequente de várias obras e coleções de objetos que varrem todo este período até o início do Século 20.

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O famoso Tratado de Versailles, que estabeleceu o fim da Primeira Guerra Mundial, foi assinado em 1919 pelas potências europeias nas dependências do palácio, mais especificamente no Salão dos Espelhos.

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OS JARDINS

Não menos impressionante, os Jardins do Château foram meticulosamente projetados pelo paisagista André Le Nôtre em 1661.

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O conjunto final, com a adição de fontes, estátuas e a construção do Orangerie e do Canal, levou 40 anos para ficar pronto: toneladas de terras foram retiradas, árvores foram trazidas de todos os cantos do país e centenas de trabalhadores se uniram nesta empreitada.

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O destaque do  jardim é, sem dúvida, a belíssima Fonte de Apolo, com uma grande escultura em bronze, obra do escultor francês Jean Baptiste Tuby.

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O resultado final não poderia ser mais belo e harmonioso, o que se pode ver nas fotos seguintes, resultado também do ótimo trabalho de conservação, principalmente após os estragos causados pela enchente de dezembro de 1999.

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Em um dia de outono como este, a afluência de turistas e parisienses é enorme e a maioria prefere apreciar a paisagem simplesmente deitada no gramado.

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As atividades são inúmeras, desde andar de bicicleta pelos jardins…

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…alugar um barco…

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… ficar lagarteando no gramado, namorando…

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… ou descansando com a família.

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GRAND TRIANON

O Grand Trianon foi construído a mando (e com ideias) de Luis XIV em 1687, por um arquiteto de nome Mansart. Uma construção de um único andar, feito de mármore rosa e com jardins exuberantes, é sinônimo de graça e luxo.

Este palácio veio a substituir o “Trianon de Porcelana”, feito com azulejos franceses que rapidamente se deterioraram, de tal modo que o Rei ordenou sua demolição.

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Para compensar a inspiração italiana na arquitetura do palácio, os jardins tem nítida influência francesa, criando o perfeito e colorido complemento.

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O próprio Luis XIV ocupou o Grand Trianon, além de outros membros da família. Na verdade, sua intenção ao construir o palácio era poder se encontrar secretamente com sua amante Madame de Montespan.

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Napoleão Bonaparte ficou hospedado aqui em algumas ocasiões.

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Em 1963, o então presidente Charles de Gaulle mandou restaurar o palácio para servir de residência oficial dos presidentes franceses, o que persistiu até pouco tempo atrás.

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A Rainha Elizabeth e vários chefes de Estado também já foram hóspedes Grand Trianon, que hoje é utilizado para acomodar importantes políticos estrangeiros.

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PETIT TRIANON

Este palácio, em estilo neoclássico, foi construído no reinado de Luis XV em 1763, também com o motivo nada nobre de se encontrar com sua amante Madame de Pompadour, que, infelizmente, morreu sem ter visto a obra completa.

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Posteriormente foi doado a Marie-Antoinette por seu amado Luis XVI.

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Ela gostava principalmente da atmosfera rural, em contraponto à pompa de Versailles e foi responsável por sua decoração, fazendo questão de impor seu gosto pessoal às tradições vigentes na época.

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Maria Antonieta era tão fascinada por este lugar que mandou seu arquiteto favorito Richard Mique construir um local (Hameau de la Reine) com jardins, residências simples em estilo normando, onde alguns serviçais moravam, e até uma pequena fazenda onde eram produzidos o leite e ovos consumidos pela rainha.

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Uma das atrações do Petit Trianon é seu Jardim Inglês, também mandado construir por Maria Antonieta.

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E sua construção de maior destaque é, sem dúvida, o Templo do Amor, um gazebo em estilo neoclássico que podia ser visto dos aposentos da rainha.

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É uma construção belíssima, realçada pela sua estátua central do Cupido totalmente em mármore.

O Pavilhão Francês, mostrado abaixo, tem este nome porque fica no meio do jardim francês, assim denominado para se diferenciar dos outros jardins, com inspiração nos exemplares ingleses. Era aqui que Luis XV se dirigia para relaxar ou ouvir música após a visita aos jardins.

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Como curiosidade, a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, foi construída e doada pelo Governo Francês baseado no projeto do Petit Trianon.

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A simetria das árvores nos jardins é algo impressionante, fazendo com que as diversas alamedas sejam verdadeiras obras de arte.

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ONDE COMER?

Há um restaurante e uma lanchonete na área do Palácio, mas preferi comer próximo aos Jardins, onde há duas opções de restaurantes: um mais sofisticado, La Petite Venise e outro mais despojado, La Flotille.

Escolhi este último e pude degustar um levíssimo espaguete ao molho de tomates frescos acompanhado de uma taça de vinho rosé nacional, bien sûr.

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Achei que combinou muito bem com a ocasião.

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HORÁRIO

Palácio: Todos os dias (menos segundas) das 9h às 18h30, última entrada às 18h. Na baixa temporada (novembro a março) das 9h às 17h30, última entrada às 17h. Fecha dia 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

Parque e Jardins: Todos os dias das 8h às 20h30 (até 18h na baixa temporada).

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Para aproveitar melhor o passeio, chegue bem cedo. O acesso ao Palácio abre às 9h, mas o  parque e os Jardins podem ser visitados a partir das 8h.

Orlando 2016 – Parques Universal

15 setembro 2016

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Sempre achei os parques da Universal (composto pelo próprio Universal Studios mais o Islands of Adventure) a melhor diversão que se pode ter em Orlando.

Em outra ocasião já fiz dois post sobre a experiência de visitá-los: veja o relato da Universal aqui e o do Islands of Adventure (IoA, daqui pra frente) aqui.

Desta vez vou me ater àquelas atrações que não foram visitadas por mim, além de destacar algumas outras que considero valer a pena.

Sempre começo pela área da Marvel no IoA – o simulador do Homem Aranha continua sendo uma atração que vale a pena enfrentar a fila.

Além do mais, é uma diversão passear pelas ruas e dar de cara com os super heróis e super vilões fazendo a alegria das crianças e marmanjos.

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img_20160511_161717444Outro brinquedo que eu faço questão de visitar é a montanha russa Rip, Ride’n’ Rockit, aquela em que você pode ouvir a sua própria trilha sonora enquanto percorre os loops e curvas. Minha única ressalva é que já passou da hora das músicas serem atualizadas, não? Não dá para continuar ouvindo Pump up the Volume em pleno século 21…

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Outro exemplar de montanha russa, desta vez no escuro, a Revenge of the Mummy é bem legalzinha e aproveitamos que a fila estava um pouco menor para visitá-la.

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Meu objetivo principal era conhecer a nova atração do Wizarding World of Harry Potter, a Diagon Alley, que foi inaugurada no Universal Studios em 2014.

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Esta nova área complementa a vila de Hogsmeade (que fica no IoA) e possui muitas das lojas presentes nos livros, como a Ollivanders ou a famosa Borgin and Burkes na Knockturn Alley.

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Preste atenção a este dragão ameaçador no topo de uma das lojas. De vez em quando ele cospe fogo, para alegria e espanto de todos.

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Aqui também encontramos o Banco Gringotts, onde fica o novo simulador chamado Harry Potter and the Escape from Gringotts.

O banco tem uma cenografia fantástica com muito mármore e luminárias imponentes no lobby, o que ameniza um pouco a espera na fila deste que é um dos brinquedos mais concorridos do parque.

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Não é para menos: na mesma vibe do Harry Potter and the Forbidden Journey que fica no IoA, este simulador 3D nos leva a uma viagem com os três amigos (Harry, Hermione e Ron) através dos subterrâneos do banco em uma luta contra Voldemort e sua trupe para um retorno tranquilo até Diagon Alley.

Outra atração imperdível para fãs e iniciados é o trem Hogwarts Express, que conecta os dois parques em uma viagem de 10 minutos. Esta atração só pode ser aproveitada por aqueles que possuírem um ingresso park-to-park, que permite que se visite os dois parques no mesmo dia (ou para aqueles que, como eu, tem um passe que inclui os dois parques).

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A viagem pode começar na famosa plataforma 9 3/4 da estação de King’s Cross, cuja réplica fica no Universal Studios.

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De lá você é conduzido para sua cabine de 6 lugares, em uma viagem de aproximadamente 10 minutos, onde se pode ver, projetado nas janelas, um vídeo bem realista com cenas urbanas de Londres, seguido de paisagens do interior britânico até a chegada na vila de Hogsmeade, revivendo os momentos que antecederam a chegada dos três amigos à escola de Bruxos de Hogwarts.

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Esta viagem pode também ser feita no sentido oposto, saindo de Hogsmeade, no IoA, de volta a Londres.

Neste sentido, o vídeo mostra a volta dos amigos após o término do ano escolar em Hogwarts.

Nos dois casos,  vemos vários personagens importantes da história de Harry Potter.

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Outras atrações incluem o famoso ônibus de três andares. O cuidado com a cenografia é impressionante!

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Nosso almoço foi no Leaky Cauldron, na Diagon Alley, onde pudemos experimentar as “delícias” da culinária britânica como Fish’n’Chips, Bangers and Mash e Toad in the Hole, que foi a minha escolha.

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Este prato traz salsichas empanadas com molho gravy, acompanhado de ervilhas e legumes cozidos.

Estava saboroso e foi uma ótima alternativa ao junk food americano.

Vale lembrar que o Leaky Cauldron não vende refrigerantes, porém pode-se experimentar a enjoativa Butterbeer. Sugiro dividir com alguém, você não vai aguentar um copo inteiro.

Se você busca algo para se refrescar do calor, não perca o Dudley Do-Right’s Ripsaw Falls (IoA), garantia de uma aventura molhada, com uma descida final realmente emocionante.

 

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Essa aqui…

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No final, todos encharcados, mas felizes.

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Outra opção menos úmida é o Jurassic Park (IoA), retratado abaixo, que fiz questão de reprisar.

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Um dos shows apresentados no IoA é o Poseidon’s Fury, neste ambiente aí embaixo, mas achei bem fraquinho.

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Com muita pirotecnia, sons, “defeitos” especiais de maremoto e explosões e um protagonista metido a engraçadinho, é um tédio só.

Acho que nem as crianças irão gostar. Passe!

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Já o desfile de carros alegóricos pode agradar aos baixinhos ou aqueles que adoram os Minions (quase todo mundo, né?) ou o Bob Esponja.

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Uma atração que superou minha expectativa foi o show de efeitos especiais Horror Make-up, na Universal Studios, que mostra alguns truques de maquiagem usados nos filmes de terror.

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Compacto e bem didático, é muito bem conduzido por uma comediante acima da média (esta de jaleco branco na foto abaixo). Com piadas bem colocadas, foi o ponto alto do show.

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Minha opinião continua a mesma: continuo achando a dupla de parques da Universal um dos investimentos com retorno mais garantido de diversão em Orlando.

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UNIVERSAL STUDIOS e UNIVERSAL ISLANDS OF ADVENTURE

Endereço: 6000 Universal Boulevard  – Orlando, FL 32819

Horário de abertura: veja neste link

Preço: US$ 155 – um dia (Park-to-Park, com direito a embarcar no Hogwarts Express), ou US$ 105 (um só parque). Existem várias opções de passes combinando os dois parques ou outros da família Seaworld. Quanto mais dias escolher, mais barato fica por dia.

Estacionamento: US$ 20 (carros e motos), serve para ambos os parques.

Tem fura fila? Tem. Aqui se chama Universal Express e custa a partir de US$55 (IoA), US$75 (Universal), ou US$85 (Park-to-Park). Pessoalmente, acho beeeem caro!

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Orlando 2016 – SeaWorld

5 setembro 2016

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Depois de várias idas a Orlando, esta foi minha primeira vez no Sea World. Este parque nunca esteve entre minhas prioridades, talvez por não apreciar muito o show de animais que, queira ou não, é o carro chefe do pedaço.

Nem vou entrar no mérito dos maus tratos aos animais, o que por si só já seria razão suficiente para não ter vontade de visitá-lo: simplesmente não vejo muita graça em focas e orcas fazendo truques para impressionar uma plateia.

Como este parque estava incluído no passe e havia outras atrações interessantes, incluindo duas montanhas russas, resolvi colocá-lo na nossa programação.

Situado na parte sul da International Drive, bem próximo do Aquatica, pode ser acessado pelo I-Ride Trolley, descendo na parada 28 de ambas as linhas (verde e vermelha).

lockers para aluguel (o normal sai a US$10, o grande a US$13). Vale lembrar que, nas montanhas russas não há locais para deixar sua mochila enquanto você está se divertindo, portanto terá que alugar um locker que fica próximo e que cobra US$1 (mais US$2 por hora adicional). Esta proibição só vimos aqui no Sea World.

O parque é bem grande mas, se você (como nós) não fizer questão de assistir aos shows, pode muito bem cobrir tudo em uma visita só, desde que ela não seja na alta temporada ou em dia de muita fila, claro!

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Vou começar descrevendo logo a atração mais interessante do parque, na minha opinião nada imparcial: a montanha russa Manta.

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Imitando o voo de uma arraia, este brinquedo te coloca na posição horizontal, de barriga para baixo, provocando uma sensação bastante fiel e proporcionando uma descida diferente de todas as outras montanhas russas que fui.

Sensacional!

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A segunda montanha russa se chama Kraken e é inspirada em um monstro aquático da mitologia nórdica. É do tipo “floorless”, ou seja, seus pés ficam suspensos no ar, apesar dos trilhos ficarem abaixo do carrinho.

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Com uma queda inicial de 44 metros, alguns loops e descidas subterrâneas, é garantia de diversão certa!

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A mais nova atração do Seaworld, que foi inaugurada após minha visita, é a Mako, que garante ser a montanha russa mais longa, alta e rápida de Orlando.

Alguém já foi? Descreva sua experiência nos comentários, please?

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A Journey to Atlantis é uma atração que quase todo parque tem e que deve fazer muito sucesso porque é realmente um alívio para o calor sufocante da Flórida.

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Através de um barco de 4 lugares percorremos um desfile de construções e personagens relacionados à história da Atlântida…

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…mero pretexto para a queda final onde a maioria dos passageiros sai ensopado.

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Claro que a ênfase do parque é mesmo no reino animal: vários exemplares tem seus viveiros espalhados pela área e, não fossem os outros brinquedos, tem-se a impressão de estar em um grande zoológico bem cuidado.

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O chato neste parque é que várias atrações são pagas à parte, como por exemplo a área dos golfinhos.

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São necessários US$15 extras para uma interação de 3 minutos ou US$45 para uma experiência mais completa, com palestras sobre como se comunicar com os animais além e uma aula prática.

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Próximo às montanhas russas fica a auto proclamada “atração mais fria de Orlando”: Antarctica – Empire of the penguins.

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Esta atração é dividida em duas partes: na primeira entra-se em um simulador que nos leva a acompanhar as aventuras de um pinguim chamado Puck em sua luta pela sobrevivência no continente gelado, com direito a todos os clichês e excesso de fofura possíveis.

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Posteriormente somos convidados a entrar na “parte fria”: um local mantido a zero grau onde encontramos uma colônia de pinguins de diferentes espécies.

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Estão lá exemplares da espécie King (o maior deles, o “pinguim imperador”), Adelie (0 menorzinho deles), Gentoo e Rockhopper, sendo este último mais conhecido como o pinguim do filme Madagascar.

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Não sei vocês, mas eu adoro pinguins e poderia ficar um bom tempo admirando o jeito de andar deles e sua interação com o grupo. Fascinante!

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Se você quiser uma experiência mais “aconchegante” com os pinguins, onde se pode inclusive tocá-los, vai ter que desembolsar US$59 por um programa de 45 minutos.

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No lado leste do parque ficam mais duas atrações com temas animais, sendo a mais interessante a Wild Arctic.

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Este local busca reproduzir um acampamento de pesquisadores naquele continente, com toda sorte de objetos e instrumentos científicos…

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…além de mostrar a vida caseira dos cientistas, com relação ao armazenamento dos alimentos e outros itens necessários à sobrevivência do grupo.

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A maior atração, no entanto, são mesmo os diversos viveiros onde se encontram os animais característicos daquela região, como as simpáticas belugas.

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…ou  as pesadonas morsas.

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Já a Shark Encounter, como o nome diz, mostra alguns exemplares de tubarões em aquários junto com outras espécies de peixes.

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Tá disposto a pagar US$15? Se a resposta for positiva, você ganha o direito de interagir com os animais.

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Além de tubarões, outras espécies de peixes convivem com eles, o que pode ser visto em um túnel envidraçado.

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O local também possui um aquário com diferente espécies de arraias, desde as mais comuns…

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… até as lindas arraias negras!

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Do lado de fora você também pode encontrar mais alguns animais passeando pela área. Dê preferência a eles na hora de atravessar a rua🙂

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Há também o Turtle Trek, onde podemos apreciar tartarugas…

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… e o Manatee Rehabilitation Area, com alguns exemplares do simpático peixe-boi.

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Na área aberta também encontramos alguns animais, como esta garça…

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…e alguns preguiçosos leões marinhos.

Caso vc queira uma interação com eles, prepare-se para gastar US$39 adicionais. Em uma hora se aprende tudo sobre estes animais e no final pode-se até alimentá-los.

Você está fazendo as contas de quantos dólares extras vai precisar?

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Se não quiser gastar toda esta grana, uma opção pode ser a Behind the Scenes Tour, onde durante 75 minutos você pode aprender como as tartarugas e manatees são cuidados, além de poder tocar um tubarão e interagir com pinguins. Preços começam em US$29.

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Para quem se interessar, há quatro shows atualmente em cartaz: o One Ocean (com orcas, algumas da família Shamu original), Clyde&Seamore’s sea lion High (onde os atores principais são os leões marinhos), Blue Horizons (um show de acrobatas e golfinhos) e Pets Ahoy (com diversos animais de estimação, de cachorros até porcos).

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Os shows estão incluídos no ingresso, mas se você quiser reservar assentos vai ter que pagar alguns dólares extra.

Uma opção que pode ser interessante é o Expedition Seaworld – a guided tour. Neste pacote, que começa em US$79, você tem direito ao assento preferencial em 3 shows, pode alimentar os leões marinhos e arraias, ganha o Quick Queue, que garante acesso mais rápido aos brinquedos mais concorridos, como as montanhas russas e, para coroar, leva um All Day Dining Deal, que garante comida suficiente para você sair saciado do parque ao final do dia.

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No centro do parque está uma atração perfeita para aquele momento de descanso (preferencialmente depois do almoço), quando o que você quer é apenas um lugar onde possa sentar e apreciar o movimento.

Para isso inventaram a Sky Tower, onde se senta em um sofá circular, disposto em um compartimento giratório que chega a 120 metros de altura e de onde se observa toda a extensão do parque.

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Em relação à comida, aqui você encontrará todas as guloseimas calóricas dos outros parques. Eu recomendaria o Lakeside Panini Bistro, com alguns tipos de sanduíches menos gordurosos.

Achei que o parque pode ser perfeitamente apreciado mesmo se não quisermos ver os shows com os animais. Além das montanhas russas, há atrações suficientes para se manter ocupado pelo dia inteiro.

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No dia que fomos estava tendo um fim de semana dedicado aos latinos, com comidas típicas e atrações musicais com shows nos estádios. Naquele sábado a dupla de reggaeton portorriquenha Wisin &Yandel era a atração principal e o parque parecia estar mais cheio do que o habitual. Felizmente a maioria dos presentes estava mais interessada no show do que nas outras atrações, o que permitiu que não enfrentássemos filas tão grandes.

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SEAWORLD

Endereço: 7007 Sea World Drive – Orlando, FL 32821

Telefone: 1-888-800-5447

Horário de abertura: veja neste link

Ingressos: US$ 75, válido para uma entrada; US$ 10 adicionais para uma segunda visita em 7 dias; vale a pena incluir este parque em um passe com mais algum outro da família Seaworld.

Estacionamento: US$18 (carros e motos); grátis, se comprar o passe com 3 parques.

Quick Queue: por US$19 você tem direito a furar a fila em brinquedos mais concorridos. US$15 se você só quiser usar na Mako.

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Orlando 2016 – Wet ‘n’ Wild

28 agosto 2016

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Visitamos o Wet’n’Wild em uma sexta feira ensolarada e já vou começar com um spoiler: fiquei decepcionado com o parque. Mesmo estando certo que será demolido no fim deste ano e que restam poucas semanas de visitação, não vou deixar de relatar minha experiência.

Para começar, o parque é bem antigo (está em atividade desde 1977) e parece que não se modernizou com o tempo.

A localização, na parte norte da International Drive (para ser mais exato fica na parada 5 de ambas as linhas, verde e vermelha,  do I-Ride Trolley) é bem central e favorece visitas sem automóvel. Para quem quiser, existe um estacionamento que custa a bagatela de US$15 por dia para carros e motos.

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Após a entrada, o esquema segue um pouco diferente do concorrente Aquatica: ao invés de um código de acesso, aqui você ganha uma pulseira que vai te acompanhar por todo o dia. Ao se aproximar do locker com esta pulseira, a porta é imediatamente aberta.

Os preços do locker aqui são um pouco mais caros: para um de tamanho médio, pagamos US$12.

O naipe de atrações aqui é um pouco similar a outros parques aquáticos, mas achei  os brinquedos aqui um pouco mal cuidados, o que acendeu a luz amarela no quesito segurança.

Além disto algumas atrações estavam fechadas, como o esqui aquático, justamente uma das poucas coisas o que o diferencia(va) de outros parques.

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A piscina com ondas (foto do início do post) é chamada de Surf Lagoon e é bem parecida com a maioria das piscinas em outros parques. Aqui não tem uma área com areia, o que dificulta a sensação de estar em uma praia.

A área para crianças, chamada Blastaway Beach, me pareceu segura, embora estivesse vazia perto do meio dia. Vi menos guarda-vidas aqui do que no outro parque.

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O brinquedo abaixo, The Blast, usa uma boia de 2 lugares em uma descida por um tubo fechado, terminando em uma queda abrupta. Bem divertido!

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Um dos meus brinquedos favoritos em parques aquáticos são aqueles em que deslizamos de frente com o uso de tapetes. Aqui encontramos dois brinquedos deste tipo.

O primeiro se chama Mach 5 e possui três tipos de quedas distintas.

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A segunda atração se chama Aqua Drag Racer e possui 4 tipos de escorregas (todos fechados) no qual se utiliza um tapete, similar ao encontrado no Aquatica. A diferença aqui é que são apenas 4 pistas ao invés de 8, o que enseja filas maiores.

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As duas atrações abaixo (The Flyer e The Surge) usam boias de 4 lugares para descidas cheia de curvas e quedas, sendo ideal para famílias ou grupo de amigos.

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O Disco H2O é um escorrega com boias no qual se percorre um caminho fechado iluminado por luzes coloridas, dando a impressão de que você está dentro de uma discoteca (com trilha sonora da década de 70, claro!).

Antes da queda final você fica girando alguns segundos em uma espécie de redemoinho ainda mais lisérgico.

Uma experiência (quase) alucinógena, mas inofensiva e um pouco kitsch.

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O Brain Wash abaixo é da categoria de brinquedo que menos gosto em um parque aquático: um escorrega com boia no qual você desemboca em um local normalmente fechado.

A partir daí você faz um movimento pendular por alguns segundos até a queda final.

Não foi dos meus preferidos.

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O rio com correnteza, aqui chamado de Lazy River, é bem mirradinho, mas continua sendo uma grande pedida para quando você quer apenas um bom descanso.

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O Storm foi o brinquedo que eu menos gostei em toda a viagem.

Trata-se de um escorrega simples, sem boia, no qual se chega a uma área de turbulência em espiral onde se fica alguns segundos rodando até que você é despejado junto com uma boa quantidade de água em uma piscina bem funda.

A sensação não é muito interessante, posso garantir.IMG_20160513_143639016

Não fui no Der Stuka, um escorrega simples com uma queda quase vertical de 18 metros. Parece emocionante, mas não gosto da sensação de descolar do escorrega.

Ao final da queda, a tendência é que sua roupa de banho fique completamente deslocada, por isso cuidado com o que você estará vestindo.

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Não conseguimos entrar no Black Hole por excesso de peso – só aceitam duplas e o total de peso não pode ultrapassar 400 libras (ou 181 kgs). Achei um absurdo (tanto o nosso peso quanto as regras).:mrgreen:

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O veredito final? Como disse no início do post, estava esperando mais deste parque, achei as atrações um pouco datadas e sem imaginação.

O Wet’n’Wild vai fechar suas portas definitivamente no dia 31 de dezembro de 2016, dando lugar ao Volcano Bay, da família Universal, que deve estrear em julho de 2017. Teremos um parque aquático novinho, com a perspectiva de novas experiências. Se você puder esperar até lá, acho que vai encontrar um parque bem mais amigável.

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WET’N’WILD

Endereço: 6200 International Drive – Orlando, FL 32819

Telefone: (800) 992-WILD ou (407) 351-1800

Horário de abertura: veja neste link

Ingressos: US$ 58 (US$ 53 para crianças de 3 a 9 anos); US$ 48, promoção, válido por 14 dias; vale a pena incluir este parque em um passe com mais algum outro da família Seaworld.

Estacionamento: US$15 (carros e motos)

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Orlando 2016 – ida a Winter Park

15 agosto 2016

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Meu conselho para quem vem curtir os parques de diversão em Orlando é sempre intercalar dias de parque com um dia de “recreio”, onde se possa fazer algo diferente como explorar os outlets e suas ofertas por exemplo, passatempo favorito de 10 entre 10 brasileiros na Flórida.

Normalmente coloco um dia destes a cada 3 de parques – ótima estratégia para oxigenar o cérebro de tanto sobe e desce de escadas e, principalmente, das filas intermináveis. Mesmo que não se compre nada, é sempre um passeio diferente.

Deste vez não queria nem saber de fazer compras: tentava frear o impulso consumista frente à grande desvalorização do nosso real neste início de 2016 e também queria fazer alguma coisa um pouco mais relaxante.

Sempre tive vontade de visitar a cidadezinha de Winter Park, situada ao norte de Orlando, um oásis em meio ao artificialismo presente nas atrações da Disney e Universal. Como não alugaríamos carro desta vez, achei que meus planos teriam que ser novamente adiados.

Qual não foi minha surpresa quando, pesquisando uns dias antes de embarcar para a viagem, descobri que poderia sim, visitar a cidade utilizando um transporte público novinho em folha. Para coroar esta minha descoberta, vi que a passagem até lá, utilizando um ônibus e depois o lindo, eficiente e silencioso SunRail, custava apenas US$2! Inacreditável, não?

Pois bem, vou ensinar a receita: se você estiver na parte sul da International Drive, como estávamos, é só tomar o ônibus linha 111 na direção do Aeroporto e descer na parada de Sand Lake Road, ponto inicial do SunRail.

Não se esqueça de pedir um transfer ao motorista do õnibus no momento do embarque. Na chegada à estação é necessário trocar o transfer por uma passagem nas máquinas automáticas (vide foto abaixo).

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Se você estiver na parte norte da International Drive poderá tomar o ônibus 42 indo até a mesma parada. Não se preocupe: normalmente existe uma sincronia entre a chegada de ônibus à estação e a saída dos trens.

Veja os horários do ônibus 111 aqui. E da linha 42 aqui. Os horários do Sunrail podem ser checados aqui.

Detalhe importante: este esquema só funciona nos dias de semana, pois os trens não funcionam no sábado e domingo!

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Depois de 30 minutos de viagem, o ônibus te deixa literalmente na plataforma de embarque do trem, a tempo de trocar seu transfer.

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Daí é só embarcar no trem e curtir sua viagem tranquila até o local, em aproximadamente 20 minutos. Sem estresse! O trem tem poltronas novas e confortáveis e até wi-fi gratuito!!

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Desembarcamos na estação Winter Park que fica na praça principal da cidade, o Central Park, uma gracinha!

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E a cidadezinha é puro charme: criada para ser o refúgio dos milionários do norte dos EUA durante o inverno rigoroso naquela parte do país, tem cerca de 30 mil habitantes e é cercada de mansões à beira dos 6 lagos, ruas com calçamento de paralelepípedos, lojas bem transadas, praças floridas e restaurantes com menus bem diversos dos hambúrgueres e junk food onipresentes nos parques de Orlando.

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Além de um número razoável de museus como o Charles Hosmer Morse Museum da foto abaixo, que apresenta as obras do americano Louis Tiffany, tais como peças de joalheria, luminárias e vitrais (aberto das 09 às 16h30 de terça a domingo – neste dia abre às 13h; entrada  a US$6).

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Andando por suas ruas também se vê vários exemplares da arquitetura colonial tipicamente americana.

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Seguimos até o pier de onde saem os Scenic Boat Tours, no final do East Morse Boulevard, e compramos um ingresso para este passeio pelos lagos locais – o ticket custou US$14. Os barcos saem das 10 às 16 horas todos os dias, nas horas cheias.

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O percurso é feito em um barco pequeno com capacidade para 18 pessoas e cobre três dos principais lagos da região: o Osceola, Maitland e Virginia.

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A travessia entre os lagos é feita através de canais estreitos que foram criados para o transporte de madeira entre eles. Nestes canais passa-se bem próximo das casas e podemos ver a quantidade de barcos estacionados nas garagens…

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…além de ter uma visão mais íntima dos jardins bem cuidados.

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São muitas as mansões, todas valendo alguns milhões de dólares. Atores, jogadores de basquete, milionários anônimos, todos querem um pedaço deste oásis tranquilo.

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Não é para menos, o local é a definição perfeita de tranquilidade.

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O passeio dura aproximadamente uma hora. O guia bastante eficiente intercalava as piadas de sempre com informações relevantes.

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Voltamos ao pequeno pier de onde saímos e continuamos nosso passeio a pé.

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O grande barato da cidade é mesmo flanar por suas ruas floridas absorvendo o astral dos restaurantes e lojas.

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Almoçamos em um simpático restaurante italiano na South Park Avenue, chamado Pannullo’s. Escolhemos o buffet de saladas, com ingredientes frescos e maravilhosos cogumelos Paris.

Uma dica bem interessante é conhecer a exclusivíssima Rollins College, uma das mais caras do país, custando cerca de US$60.000 ao ano por aluno, incluindo acomodação e comida.

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O campus é lindo, com igreja e até um museu: o Cornell Fine Arts Museum, que tem entrada gratuita.

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O prédio em si é bem bonito e fica aberto de terça a sexta das 10 às 16h – sábados e domingos abre das 12 às 17h.

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O museu tem um acervo grande, com objetos antigos e contemporâneos.

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Dentre as pinturas, estão exemplares abrangendo desde o século 14 até o 20…

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…incluindo uma do nosso famoso Vik Muniz.

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Em fevereiro a cidade recebe o renomado Festival de Bach, com grandes obras deste e de outros compositores sendo tocadas por conjuntos de câmara, orquestras e corais locais e internacionais.

Passamos também pela Hannibal Square, outro polo de lojas bonitas e restaurantes. A Shady Park, logo ao lado, estava tranquila e vimos várias crianças aproveitando para se refrescarem no chafariz.

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Há um mural feito de ladrilhos bem interessante nesta praça.

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Antes de ir embora visitamos o Winter Park Historical Museum onde estava sendo inaugurada uma exposição sobre a rotina da cidade durante a Segunda Guerra Mundial…

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…com direito a baile com banda de música e comidas diversas (só para os convidados, claro!).

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Passeio altamente recomendável, por vários motivos já detalhados acima. Uma injeção de tranquilidade e beleza no meio da artificialidade dos parques de Orlando.

Orlando 2016 – ida a Busch Gardens

9 agosto 2016

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Para mim, que adoro os brinquedos radicais, o melhor parque de Orlando não fica em Orlando e sim na cidade de Tampa: o Busch Gardens!

Com foco nas montanhas russas – o parque possui 5 de todas as cores e tamanhos – a ida até lá vale cada um dos 160 minutos (ida e volta) passados na estrada.

Tampa fica a 130 km da área da International Drive e nosso passe de parques incluía o transporte gratuito até Busch Gardens. Este percurso, feito em ônibus com ar condicionado, é também oferecido a US$10 para quem não tem a gratuidade.

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Em uma hora e meia, em uma viagem tranquila pela auto estrada I-4, chegávamos ao parque. Se você quiser estar lá no horário de abertura (normalmente por volta das 10h) este ônibus não é para você, já que ele chega pouco depois das 11h. A melhor opção seria mesmo usar um carro alugado.

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O parque nasceu como um chamariz para os produtos da cervejaria Anheuser-Busch, uma das maiores dos EUA, além de possuir uma coleção de cavalos da raça Clydesdale. Aos poucos foram se incorporando brinquedos, criando de fato um parque de diversões para toda a família. Foi criada então a Busch Enterntainment Corp., que atualmente se chama Seaworld Parks and Entertainment.

A filial de Tampa (existe outro parque em Williamsburg, na Virginia e projetos de inaugurar um em Dubai) abriu em 1959 com uma temática africana.

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Esta temática está presente até hoje, seja nos nomes das atrações, seja pela quantidade de animais criados em uma grande área, que pode ser explorada em um safári pago à parte.

Como disse, a ênfase nos animais é outra vertente do local e isto está presente por onde se olhe por aqui. Nos desenhos cuidadosamente feitos nos arbustos…

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Ou mesmo nas diversas áreas alocadas para eles, como por exemplo a vivenda dos lindos tigres brancos…

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… do solitário e tristonho orangotango, dos desengonçados pinguins...

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…ou dos elefantes.

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Para mim, o principal atrativo estava mesmo nas montanhas russas e foi para lá que fomos assim que entramos.

Das atuais 5, apenas uma era remanescente da minha visita anterior (no longínquo ano de 1995!): a Kumba (foto ao lado).

Ela parecia altamente radical no século passado, mas agora, perto das outras, não mete muito medo. A sua queda inicial tem quase 45 metros, mas todo o resto do percurso me pareceu brusco demais.

A primeira que visitamos (e que repetimos mais duas vezes) foi a que mais gostei: a Sheikra.

Com sua queda inicial a quase 90 graus, é de arrepiar, principalmente se você estiver sentado na primeira fila. Neste brinquedo a fila da frente possui 8 lugares, o que aumenta sua chance de ficar pouco tempo na fila dos fanáticos pela primeira fila.

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A foto abaixo mostra o local onde que o carrinho atinge uma piscina em alta velocidade – para aqueles pedestres que querem se refrescar do calor basta ficar parado na área à direita (o que muitos estavam fazendo).

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A minha segunda favorita foi a Cheetah Hunt, a maior montanha russa do parque no quesito extensão.

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Com cerca de 1,3km de trilhos, possui três aceleradores que garantem uma emoção extra pela surpresa, além de loops e twists bem projetados, garantindo uma descida confortável e rápida.

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A mais radical de todas, no entanto, é a Montu, uma montanha russa invertida (aquela em que o trilho está sobre sua cabeça e os pés ficam soltos) com nada menos que 7 inversões, além de ter sido a primeira no mundo a utilizar um Immelmann Loop, quando além do loop há também um giro no eixo longitudinal do carro.

Acho que é muita inversão para pouca montanha russa – fica parecendo aquela pizza com excesso de toppings.

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Com certeza a pior montanha russa foi a Scorpion. Apesar de seu loop radical, a maioria do trajeto não causa tanto impacto (a não ser em seu pescoço!).

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O almoço foi no Dragon Fire Grill, um restaurante bem espaçoso com ofertas de culinárias diversas como a tailandesa, mexicana, americana e italiana.

Escolhemos a opção menos gordurosa dos diversos cardápios: uma salada com alface, cogumelos, tomate, ovos cozidos e bacon, além de uma porção de macarroni and cheese.

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Além das montanhas russas, há dois brinquedos aquáticos nos quais você pode sair ensopado (o que pode ser uma boa estratégia para driblar o calor).

O primeiro é um passeio bem tranquilo em um bote para dois, onde você, se tiver cuidado, só deve se molhar na queda final.

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O outro é o clássico passeio por um rio caudaloso nas boias de 12 lugares, como esta na foto abaixo.

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Neste brinquedo não existe nenhuma possibilidade de você não sair encharcado. Para garantir isso, existem alguns pontos em que pode-se colocar uma moeda e mirar jatos de água na direção das boias que passam.

O parque tem uma quantidade garantida de sádicos que irão fazer exatamente isso, não se preocupe!

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Quando estiver cansado, a melhor opção é tomar o Serengeti Railway, um trenzinho que percorre toda a extensão do parque em cerca de 40 minutos, com paradas em mais duas estações pelo caminho.

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Não deixe de provar o “sorvete de astronauta”, formado por pequenas esferas congeladas. Este aí debaixo tem o sabor de tutti frutti.

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A foto abaixo mostra parte da nova montanha russa do lugar, a Cobra’s Curse, que estava prestes a ser inaugurada. Apresentando um elevador (na parte esquerda da foto) que já deixa o carrinho na boca da primeira queda, ela também possui a particularidade de mudar de direção no meio dos mais de 3 minutos de queda – na segunda parte você simplesmente fica de costas!!!

Já vi que vou ter que voltar!

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Ao final ainda deu tempo de visitar a área dos pássaros, com direito a foto com um dos espécimes…

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… e também nos despedirmos dos cangurus no final da tarde.

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Vários motivos acima já foram suficientes para eu declarar minha admiração a este parque, né? Acho que, mesmo que você não seja muito fã de montanhas-russas, ainda assim há outros atrativos que podem te cativar por aqui. E com a possibilidade do transporte gratuito (ou a US$10, se você não tiver o passe de parques que te dá direito à gratuidade), não há mesmo desculpas para não dar um pulo até lá.

Escolhemos um dia de semana para a visita e foi tudo muito tranquilo, não tivemos problema algum com filas. Inclusive pudemos esperar um pouco mais para ir sempre nas primeiras fileiras dos carrinhos, o que aumenta a emoção e o conforto das descidas.

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BUSCH GARDENS

Endereço: 10165 N McKinley Dr – Tampa, FL 33612

Telefone: 1-888-800-5447

Horário de abertura: veja neste link

Preço: US$ 79. É mais vantajoso quando combinado com algum outro parque da família Seaworld.

Tem fura fila? Tem. Aqui se chama Quick Queue e custa a partir de US$21, ou US$41 (ilimitado).

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Orlando 2016 – Aquatica

5 agosto 2016

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O Aquatica é um parque aquático da família Seaworld e fica na parte sul da International Drive, bem próximo ao próprio Sea World.

Para quem vai utilizar o IRideTrolley, o ônibus que circula pela área da International Drive, este parque fica na Parada 26 da linha verde.

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O parque tem uma temática australiana, que se pode notar nos nomes das atrações e também no sotaque exagerado que ecoa pelos alto-falantes.

Importante saber: o ingresso não dá direito ao aluguel de um locker, item quase obrigatório quando se vai a parques aquáticos.

Para um locker médio, como o da foto, paga-se US$10 e tem espaço suficiente para guardar apetrechos diversos de duas pessoas.

Uma das vantagens deste sistema aqui (diferentemente do Wet’n’Wild, por exemplo) é que não se utiliza chaves e sim um código que é digitado, similares aos cofres nos quartos de hotel.

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Dentre as atrações mais disputadas está o Dolphin Plunge – um escorrega em que se desce em um tubo fechado, sem uso de bóias, passando por esta piscina na foto abaixo.

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A proposta é até interessante, porém a realidade é outra: com a quantidade de água, sua visão fica bem prejudicada e não se consegue nem ter noção de que ali existem espécimes de golfinhos Commersons, normalmente presentes na costa sul do Atlântico e do Índico.

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Este brinquedo abaixo possui duas quedas distintas em que se utiliza uma boia grande com capacidade para até 4 pessoas: uma delas apresenta uma série de descidas (Hooroo Run), em um percurso aberto como em um tobogã. Preferi a outra versão (Walhalla Wave), com curvas e dentro de túneis, que deságua neste ponto à esquerda da foto abaixo.

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A área infantil, chamada de Walkabout Waters, era bem aparelhada e com guarda-vidas em número suficiente para garantir a segurança.

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Meu brinquedo preferido foi o Taumata Racer por duas singelas razões: com 8 raias, a fila anda bem mais rápido e a descida com o tapete era sempre emocionante!

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Acabei repetindo 4 vezes a descida!

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O parque possui duas piscinas com ondas em um local bem organizado, com uma área repleta de espreguiçadeiras, piso de areia…

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… e sombrinhas para aplacar o sol escaldante.

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Na primeira visita, apenas a primeira (Big Surf Shores) estava aberta.

A Castaway Cove, a segunda delas, abre apenas em alguns dias específicos e não conseguimos ver as ondas.

No dia do repeteco, quando as duas estavam funcionando, vimos que não era nada assim tão radical.

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Estas duas atrações abaixo também utilizam boias.

A primeira delas, a Omaka Rocka, possui duas variações de quedas, a maior parte dela em um percurso fechado.

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Já a Whanau Way abaixo apresenta quatro tipos de escorregas, todos no escuro, com pequenas variações entre eles. Experimentamos todas as quatro sem que pudéssemos eleger uma favorita.

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A atração mais radical daqui se chama Ihu’s Breakaway Falls e apresenta quatro possibilidades de quedas – em 3 delas você fica em um piso que se abre repentinamente em uma queda quase vertical.

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Não é assim tão radical, embora o suspense antes da abertura seja realmente matador. Lembre-se de proteger o nariz para que não entre água!

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Tem também o Tassie Twister, um tipo de brinquedo que não é dos meus preferidos e consiste em uma queda utilizando boia com dois lugares no qual se chega em uma área onde se movimenta em espiral até a queda final, vertical.

Depois de tanto subir escadas e descer em escorregas, a melhor opção é mesmo descansar um pouco em uma boia, num trajeto preguiçoso do rio com corredeiras.

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Aqui pode-se escolher entre duas áreas: uma em que se utiliza boias…

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…e outra em que se cobre o percurso andando, chamado Roa’s Rapids.

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Ambos interessantes, mas com a boia é sempre mais relaxante, né?

Em termos de segurança, há um bom número de coletes salva-vidas espalhados pela área (que devem ser usados por todos com menos de 1,22m).

Quanto à comida, o cartaz diz que é proibido trazer de fora, mas não tivemos problemas em passar com batata fritas e chocolates. Claro que não se deve exagerar no tamanho dos pacotes, né?

IMG_20160509_114111375 IMG_20160509_143945493 Ofertas de bebidas e sorvetes abundam dentro do parque, sendo que as maquininhas abaixo eram as mais interessantes, apresentando as mais inusitadas variações de Fanta, um verdadeiro paraíso para quem gosta.

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Não experimentamos a comida local (há um restaurante chamado Banana Beach e uma lanchonete com o nome de Mango Market) mas não nos pareceu ser muito diferente do que é oferecido em outras atrações, com a trivial junk food. Melhor fazer um lanche leve, até porque você vai passar por vários escorregas com curvas e quedas acentuadas, e deixar para compensar no jantar.

Há também um sistema de pulseira magnética que pode ser associada a um cartão de crédito para facilitar o consumo dentro do parque.

Resumindo, é um parque que entrega tudo o que propõe: compacto, com boa diversidade de atrações e bem organizado, minha única reclamação vem do piso que fica bem quente durante o dia, o que prejudica quem não usa (ou não quer usar, no meu caso) sandálias nos deslocamentos entre as atrações.

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AQUATICA

Endereço: 5800 Water Play Way – Orlando, FL 32821

Telefone: 888-800-5447

Horário de abertura: veja neste link

Ingressos: US$ 58 (US$ 53 para crianças de 3 a 9 anos); vale a pena incluir este parque em um passe com mais algum outro da família Seaworld.

Estacionamento: US$14, online,  US$15 no local (carros e motos)

Lockers: pequeno US$10, grande US$15

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