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Europa 2016 – Itália – Milão, parte 2

27 fevereiro 2017

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No dia seguinte começamos nosso passeio indo até a região do Parque Sempione.

Desta vez compramos o biglietto de 24 ore por €4,50, que dá direito ao transporte em metrô, ônibus e trams pelo dia inteiro.

Descemos na estação de Lanza (linha verde) e percorremos a Via Pontaccio até chegarmos na Pinacoteca di Brera, que fica no Palácio Histórico de Brera, que foi construido pelos jesuítas em 1764 e em cujo complexo se encontram a Academia de Belas Artes, a Biblioteca Braidense e o Jardim Botânico.

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dsc06819Também é a sede do Observatório astronômico di Brera, que foi nossa primeira parada. Aqui se encontram diversos instrumentos utilizados na observação e análises de corpos celestes.

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Foi aqui que, em 1877, o cientista italiano Giovanni Schiaparelli descobriu os canais de Marte .

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Infelizmente, desde 1920 a seção de observação propriamente dita foi trasladada para a cidade de Merate.

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O Jardim Botânico, ao lado do Observatório, contem algumas espécies e mudas de diversas partes do mundo, mas não tem aquela exuberância esperada, só valendo mesmo como um passeio ao ar livre, antes de irmos para nosso destino principal.

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Situado no primeiro andar do Palácio di Brera, a Pinacoteca abriga uma das mais importantes coleções de arte da Itália e, diferente de outros museus, seu acervo não foi construído com coleções privadas, mas sim do Governo.

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Idealizada pela imperatriz Maria Teresa da Áustria, aberta ao público em 1809 e transformada em museu graças a Napoleão Bonaparte, tem em seu acervo importantes artistas italianos como Rafaello, Tintoretto e Bellini.

Dentre as obras mais importantes está a  Cena in Emmaus, do artista local Caravaggio (procure pelo seu nome verdadeiro: Michelangelo Merisi), datada de 1605.

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Um dos quadros que mais me impressionou foi L’ Adorazione dei Magi , pintado pelo italiano Lorenzo Costa em 1499.

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A Pinacoteca fica aberta todos os dias das 8:30 às 19:15 (quintas até as 22:15).

Ingresso a €10 (às quintas, a partir das 18:00 o ingresso custa €2; na terceira quinta do mês paga-se €3 com direito a um concerto de jovens músicos; no primeiro domingo de cada mês o acesso é gratuito).


Resolvemos almoçar pelo simpático bairro de Brera, outrora reduto de artistas e prostitutas. Comemos um hambúrguer em um dos restaurantes que encontramos pelo caminho.

Depois do almoço seguimos a pé até o Castelo Sforzesco. Construído como um forte no início do século 14, foi destruído por diversas vezes até a sua forma final, capitaneada pelo então Duque de Milão, Francesco Sforza, no século 15.

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Em uma de suas últimas reformas, em 1905 foi inaugurada a Torre do Filarete (que pode ser vista na foto abaixo), em homenagem ao Rei Umberto I da Itália.

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Hoje em dia o Castelo abriga várias galerias de arte e museus diversos como a Pinacoteca del Castelo Sforzesco, o Museu de Instrumentos Musicais, o Museu Egípcio e o Museu de Rondanini Pietà, este último abriga a última escultura feita (e inacabada) por Michelangelo.

A escultura, chamada de Pietà Rondanini, foi trabalhada por Michelangelo nos seus últimos anos de vida, e retoma o tema da Virgem Maria diante da morte de Jesus Cristo.

Infelizmente este foi o único museu que tivemos tempo de visitar e continuamos a explorar o local, que costuma ser palco de eventos importantes como a Semana de Moda de Milão.

Logo estávamos no Parco del Sempione, que foi criado no começo do século passado, fazendo um belo complemento ao Castelo, além de possuir em sua área um Aquário, um estádio de esportes e o Arco de Napoleão.

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Também chamado de Arco della Pace, foi recentemente renovado. Feito de mármore e com carruagens em seu topo, o monumento celebra as vitórias de Napoleão Bonaparte.

Claro que não se compara ao seu irmão parisiense, mas faz um belo conjunto com o Castelo e os jardins.

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dsc06834 Tomamos um bonde próximo ao Arco e descemos nas proximidades da Piazza del Duomo.

Depois de tanto caminhar nada melhor que um gelato italiano. Um dos melhores exemplares da cidade fica ali nas imediações e tem o nome singelo de GROM. Não poderia ser mais recomendado!

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Seguimos então para finalmente visitar o interior do Duomo, entrando na fila que normalmente é bem grande. Há diversos tipos de combo, incluindo visitas à área arqueológica e ao topo da Catedral, mas preferimos comprar o ticket que dava direito apenas ao interior (custa €2 ).dsc06851dsc06840

Seu interior é belíssimo (mesmo só possuindo a fraca iluminação externa que é filtrada por seus belos vitrais), rivalizando com o seu exterior formado por placas de mármore branco e rosa vindos da cidade de Candoglia, à beira do Lago Maggiore.

Contendo centenas de estátuas góticas e pilares enormes, é uma festa para os olhos e pode-se ficar vários minutos admirando os detalhes arquitetônicos. Seu altar também é de uma beleza impressionante!

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O Duomo pode ser visitado todos os dias das 8 às 19h (a área arqueológica e o terrazze abrem às 9h).

Lembrando que as vendas terminas uma hora antes do horário de fechamento.

Vejam todas as possibilidades de visitas neste link.

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Não podíamos sair da cidade sem experimentar a famosa happy hour milanesa.

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A história é a seguinte: pelo preço de um drink, refrigerante, cerveja ou uma taça de vinho (com preços variando entre €8 e €10) leva-se inteiramente grátis várias idas ao buffet de pratos (quente e frios).

A região mais indicada para um passeio noturno é Navigli, que fica ao sul da cidade, nos arredores da estação de metrô Porta Gênova (linha verde).

O cardápio (e a qualidade dos petiscos) varia de bar para bar e vale a pena dar uma olhada antes de decidir onde fincar âncora. O nosso escolhido tinha preços e comidas honestas, mas sem muito brilho, queijos diversos, frios, muitas saladas, pães e alguns pratos quentes.

Pedi uma taça de um Pinot Grigio (€9) e ficamos petiscando e observando o movimento daquela noite agradável. Belo programa!

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Em resumo, como havia falado, nossa estada em Milão foi plenamente satisfatória, com o equilíbrio perfeito de opções culturais e gastronômicas, afinal de contas estamos na Itália. Precisa mais?

Não deixe que te convençam a descartar a cidade do seu plano e dedique ao menos dois dias inteiros para sua visita.

Europa 2016 – Itália – Milão, parte 1

19 fevereiro 2017

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Quando contei para amigos que tinha a intenção de ficar dois dias inteiros em Milão, todos tentaram me demover da ideia: “a cidade não tem muito para fazer”,  “bastam 3 horas para se visitar as principais atrações”, estas eram as principais críticas.

Depois de passar vários dias alternando entre cidades pequenas da Alemanha e Suíça, eu precisava do agito de Milão, urbano que sou, como quem precisa de ar para respirar. Mesmo com toda a corrente contrária, mantive os planos e não me arrependi nem um pouco.

Claro que, comparado ao que Roma, Veneza e Florença tem a oferecer, Milão perde de goleada, mas não vi nenhum motivo para tamanho desprezo pela cidade, nem mesmo presenciei alguma animosidade local contra os turistas (“estes italianos do norte tem o nariz empinado!”, diziam alguns). Curtimos nossos dois dias, comemos bem e barato, fizemos uma programação cultural tranquila e abrangente, enfim, nos divertimos muito.

Nossa saída de Como em trem estava prevista para a estação San Giovanni, mas como estávamos bem próximos à estação Como-Borghi, preferimos tomar um trem local, um pouco mais vagaroso, que nos deixou na estação Milano Centrale, com uma troca de trens em Milano Cadorna – no total a viagem demorou pouco mais de uma hora.

Nosso apartamento estava situado a duas quadras da estação, na Via Ponte Seveso, em um edifício bem antigo e com elevador apertado, que mal cabia nossas malas. O apartamento, ao contrário, tinha mobiliário novo e era bem aconchegante.

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Nossa primeira providência foi arrumar um lugar para almoçar, o que conseguimos fazendo uma rápida pesquisa na Internet. Havia um restaurante fora do circuito turístico, frequentado basicamente por italianos e que tinha uma comida bastante honesta e a preços nunca vistos até aquele momento – massas por 6 euros!!!

Depois do almoço tomamos o metrô até a estação Duomo pela linha amarela (M3), saindo em frente à praça.

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No final da tarde, não poderíamos ter sido agraciados com visão mais bonita da linda Catedral e da elegante Galleria Vittorio Emmanuelle, um par perfeito e seguramente os maiores ícones de cidade.

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A Galleria foi criada em meados do século 19 por Giuseppe Mengoni para unir as duas praças: Piazza del Duomo e a Piazza della Scala. Foi um dos primeiros shoppings construídos no mundo e seu nome homenageia aquele que foi o primeiro Rei da Itália.

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Dentro se encontram várias lojas sofisticadas e alguns dos restaurantes mais antigos da cidade, mas a maior parte do público quer mesmo é admirar esta belezura com teto de vidro e arcos de ferro fundido. Havia um Mc Donald’s dentro da Galeria (o Horror! o Horror!) mas sua licença não foi renovada pela prefeitura e uma loja da Prada foi aberta em seu lugar.

O centro da galeria, em formato octogonal tem quatro brasões na cúpula, representando as três capitais do Reino da Itália (Turim, Florença e Roma), além da própria Milão.

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Il Duomo di Milano, como é conhecida a Catedral da cidade, é a maior igreja da Itália (A Basílica de São Pedro fica no Vaticano, lembra?) e a quinta maior do mundo. Sua construção levou 6 séculos e utilizou dezenas de arquitetos e engenheiros, só terminando quando Napoleão, prestes a se tornar Rei da Itália, ordenou em 1805 que sua fachada fosse concluída, o que só ocorreu sete anos depois, a tempo dele ser coroado Rei.

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Com 45 metros de altura e em estilo gótico, a Catedral é mesmo impressionante, dominando o panorama da praça. Seu interior e os terraços podem ser visitados, mas decidimos deixar a visita para o próximo dia, com mais calma.

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Nesta praça ficam dois museus interessantes, mas que não houve tempo para visitar: o Museo del Novecento, que fica no Palazzo dell’ Arengario (foto abaixo à esquerda), tem ênfase na arte do século 20, abrangendo desde Picasso e Klee até artistas italianos modernos como Lucio Fontana. Abre todos os dias das 9:30 às 19:30; quintas e sábados fica até às 22:30 e na segunda abre a partir das 14:30. Entrada a €10.

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Logo ao lado fica o Palazzo Reale (foto acima à direita), por muito tempo sede do governo e que agora se transformou em um importante centro cultural – durante a nossa visita, a mostra em cartaz era sobre Rubens e o nascimento do barroco e atualmente está havendo uma exposição com obras do Keith Haring.

Os horários de abertura são idênticos ao do Museo del Novecento. A entrada é um pouco mais cara: €14.

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Atravessamos a Galeria mais uma vez até chegar na Piazza della Scala, que possui uma estátua em homenagem a Leonardo da Vinci, obra do escultor Pietro Magni erguida em 1872.

Em frente à praça fica o teatro de mesmo nome (foto acima), que foi construído em 1776 a mando da Imperatriz Maria Theresa da Áustria, para substituir o antigo Teatro Ducal que havia sido destruído por um incêndio. O local escolhido para o novo teatro ficava onde antes havia a igreja de Santa Maria alla Scala, por este motivo o nome foi mantido.

Verificamos que naquele dia haveria um espetáculo de balé (“Giselle”) e decidimos comprar entradas para o mesmo dia. Teríamos a oportunidade de assistir a um espetáculo no famoso teatro por menos de €10. Era uma oferta irrecusável!

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Por dentro o teatro revela toda a  sua pompa, com assentos de veludo vinho e lustres imponentes, revelando em seu interior a beleza que não se nota tão facilmente na parte externa – confesso que quando vi a fachada do teatro fiquei um pouco decepcionado com sua aparente “simplicidade” arquitetônica.

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O espetáculo foi bonito e relativamente curto, o que permitiu que a gente pudesse jantar logo em seguida.

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Escolhemos um restaurante nas imediações e mais uma vez escolhi um prato de massa – pappardelle a carbonara.

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Voltamos de metrô para o apartamento, descendo outra vez na estação Sondrio, na linha amarela, que ficava mais próxima de onde estávamos.

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E assim terminou nosso primeiro dia em Milão.

Europa 2016 – Suíça – Lugano

12 fevereiro 2017

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A cerca de 40km de Como, onde fizemos base, Lugano é a personificação da mistura da “alegria-de-viver” dos italianos com a “ordem-e-progresso” suíços, criando uma cidade encantadora e que merece uma atenção especial se você passar por esta região.

Maior cidade do cantão de Ticino, onde ficam os quase 10% dos suíços que falam italiano, a cidade fica à beira do lago de mesmo nome, o que lhe confere um ar ainda mais bonito, especialmente com as montanhas ao fundo. É também a maior cidade fora da Itália com população que fala majoritariamente italiano – na sua região metropolitana estão 145.000 habitantes.

Escolhi esta cidade para devolvermos o carro que alugamos, já que pela Hertz não haveria cobrança de adicional por devolução em outro local, desde que fosse no mesmo país. Como esta região é uma das minhas preferidas na Suíça, foi a desculpa perfeita para voltar a Lugano depois de quase 20 anos!

Saímos cedo de Como e enfrentamos um pequeno engarrafamento até atravessar a fronteira. Fizemos a última recarga de combustível bem próximo da cidade (a gasolina é um pouco mais cara aqui do que na Itália). Deixamos o carro na Hertz ao lado da estação ferroviária (Bahnhof) e em menos de 5 minutos (juro!) estávamos livres para iniciar a exploração da cidade.

A Bahnhof fica na parte alta da cidade e os pontos de interesse ficam nas proximidades do lago. As duas partes da cidade são ligadas por um funicular, mas preferimos descer a pé mesmo.

O centro histórico é bem compacto e fácil de se locomover. Um dos pontos mais conhecidos é a Piazza della Riforma, onde fica o edifício da Prefeitura e local de festivais, cinema ao ar livre e até feiras livre (às terças e sextas).

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Passamos pelo Cassino, de onde se pode ter uma bela vista do lago, mas não conseguimos entrar. Seguimos então na direção do parque da cidade, passando por esta bela escultura abaixo, chamada Eros Vendado, do artista polonês Igor Mitoraj, inaugurada em 1999.

Aparentemente a mesma escultura pode ser encontrada em outras cidades do mundo como Cracóvia, Roma e Vancouver.

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Construída em 1602 em estilo barroco, no local onde havia outra igreja consagrada a San Biagio, vemos abaixo à esquerda, a Chiesa di San Rocco.

Vale lembrar que 68% da população da cidade é católica.

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Chegamos então ao Parco Civico Villa Ciani, um dos locais mais agradáveis de Lugano, em uma localização perfeita. Seus jardins são meticulosamente arranjados para serem os mais coloridos possíveis e sua decoração muda a cada ano!

Dividido em duas áreas distintas: a primeira próxima ao Museu de Belas Artes, com jardins de inspiração inglesa e italiana; a outra parte, mais afastada e depois de um riacho, tem um aspecto mais natural e contem espécies de vegetação nativas, além de um playground infantil.

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O Museu de Belas Artes Villa Ciani é um dos dois museus do parque (o outro sendo o Museu Cantonal de História Natural) com obras de alguns impressionistas e de vários artistas da região, abrangendo outros períodos.

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O  portão acima traduz a era de ouro da aristocracia, quando o parque era propriedade privada da família Ciani, obviamente.

Da beira do lago se tem uma linda visão de parte da cidade.

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O passeio junto ao lago é bem agradável de se percorrer. Durante os fins de semana no verão, o tráfego é fechado para que possam ocorrer concertos e outros eventos. A ideia futura é barrar os carros nesta área, o que a tornaria ainda mais atraente.

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Passamos por esta simpática praça abaixo, que se chama Piazza Alessandro Manzoni.

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Decidimos fazer um passeio pelo lago, aproveitando que a previsão de chuva fina parecia se concretizar. Tomamos o barco que sai do cais na beira do lago, um pouco adiante da praça acima.

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O passeio básico, de uma hora de duração (custando 26,40 CHF) fazia a volta pelo lago, nos levando até Gandria, uma pequena vila de pescadores que fica aos pés do Monte Brè, um dos mais conhecidos da região.

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A vila é charmosinha, com ruelas íngremes e restaurantes românticos debruçados sobre a água, onde algumas pessoas desceram.

Por conta da chuva fina, decidimos continuar até o fim do loop. Daqui, pode-se retornar a Lugano também de ônibus.

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Antes de chegar a Gandria, passamos por uma cidadezinha chamada Campione d’Italia (literalmente “amostra da Itália”), pertencente à província de Como e um enclave italiano no meio da Suíça, separada do resto da Itália pelas montanhas que a circundam – é necessário uma volta de 14km até chegar na cidade italiana mais próxima!

A cidade desfruta de particularidades interessantes: as placas dos carros, o sistema telefônico e de saúde e até a moeda são suíços, mas a polícia é italiana.

A principal atração da cidade é o Casino di Campione, esta construção esquisita e de péssimo gosto, mostrado na foto abaixo. Na cidade, as leis que regem o jogo são menos rigorosas do que na Itália ou na Suíça, além de não haver a aplicação do imposto VAT.

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Na volta do passeio marítimo, continuamos seguindo pela orla até chegar à Chiesa Santa Maria degli Angioli, essa mostrada na foto abaixo.

Não se deixe enganar pelo aspecto humilde de sua fachada, construída em 1499: o principal tesouro fica mesmo do lado de dentro.

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Um lindo afresco chamado “Paixão e Crucificação de Cristo” vem a ser um dos mais importantes não só da Renascença mas também do país.

Obra do artista milanês Bernardino Luini, considerado por muitos o “Rafael do Norte“, desde 1529 adorna uma parede que separa a nave do altar e, como o nome diz, retrata as fases da Paixão de Cristo, tendo a Crucificação como tema central e o uso frequente de simbolismos – note, ao pé da cruz, o crânio, o fêmur de Adão e sua costela, de onde Eva teria sido criada.

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É uma obra fascinante, daquelas em que os olhos às vezes buscam os inúmeros detalhes, e depois apenas contemplam o afresco como um todo.

Ficamos tão magnetizados pela obra que até deixamos seu belo altar injustamente em segundo plano.
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Decorando a parede esquerda da nave, outras três pinturas, do mesmo artista, compõem a versão dele para a Última Ceia.dsc06707

Por todos estes motivos, considero que a visita a esta Igreja foi o ponto alto do dia.

Como a chuva insistia em cair, procuramos abrigo na próxima atração: o Centro Cultural LAC – Lugano Arte e Cultura, que ficava alguns metros adiante.

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Este espaço é dedicado às artes plásticas, música e performances e abriga o MASI – Museo d’Arte della Svizzera Italiana, dedicado às obras contemporâneas de diversos artistas da região.

Além do museu (que juntou peças de outros dois museus – o da “Cidade de Lugano” e do “Cantão de Ticino”) há um auditório com capacidade de 1.000 pessoas servindo para concertos, shows e peças de teatro. Em suma, é mesmo o centro cultural da região.

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Situado na beira do lago, onde ficava o Palace Hotel, seu projeto arquitetônico foi escolhido em 2001 dentre 130 concorrentes – o vencedor foi o local Ivano Gianola, que já demonstrava uma preocupação de adequar seus projetos às requisições ambientais.

Finalmente em 2010 foi iniciada a construção deste belíssimo espaço e o material escavado foi jogado diretamente no lago, onde plantas aquáticas floresceram, criando um ambiente propício para a proliferação da vida marinha.

Enfim, foi um ótimo lugar para se abrigar da chuvinha e revelou-se também perfeito para fotos, especialmente ao final da tarde.

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Continuamos nossa caminhada pelo centro da cidade seguindo a Via Nassa, agora em busca de um local para jantar. Acabamos escolhendo um restaurante italiano com preços razoáveis para a cidade – comi uma pizza que custava o dobro do que se estivesse em Como!

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Depois do jantar seguimos então para a estação ferroviária de onde partiria o nosso trem de volta à Como.

Esta visita, embora tenha sido de apenas um dia, mostrou uma faceta da cidade que não havia experimentado há 20 anos. Pude percorrer suas ruas com calma e aproveitar toda a tranquilidade e beleza de sua localização. Lugano é imperdível!

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Europa 2016- Itália – Como

7 fevereiro 2017

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Depois do passeio a Bellagio, pudemos nos concentrar em desbravar a pé a parte histórica – bastante compacta, por sinal –  de Como.dsc06643

Nosso apartamento alugado no Airbnb ficava fora do centro, mas com apenas 5 minutos de caminhada pela Via Milano já estávamos na Porta Torre, uma fortaleza de 40 metros (foto ao lado), construída com fins defensivos em 1192, na parte sul do centro histórico.

Através de suas ruelas e driblando a chuva fina conseguimos chegar até a principal atração de Como, sua belíssima Catedral, cuja construção começou em 1396 e perdurou por quase quatro séculos até que, finalmente, sua cúpula ficou pronta em 1740.

 

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Com seu estilo indefinido, misturando gótico, rococó e outros estilos, função da demora na sua construção, é um ícone que representa a posição de destaque que a cidade possuía, sendo uma importante ligação entra a Itália e os países vizinhos ao norte.

Apesar da mistura, os diversos arquitetos conseguiram uma harmonia impressionante. Em seu interior se encontram algumas estátuas, além dos sarcófagos de dois bispos.

A Catedral é também é conhecida como a Cattedrale di Santa Maria Assunta ou o  Duomo di Como.

Aberta nos dias de semana das 10h30 às 17h, nos fins de semana apenas das 13h às 16h30, tem entrada gratuita.

Continuando a caminhada pelo centro e passando pela parte de trás da Catedral, chegamos até o Teatro Sociale.

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O Teatro Sociale uma obra do arquiteto italiano Giuseppe Cusi, foi construído no antigo local onde ficavam as ruínas da Torre Rotonda do castelo medieval. Este teatro chegou a se transformar em um cinema por um período na década de 1930, mas ao final da Segunda Guerra, se tornou a alternativa do Teatro Scala de Milão quando este ficou avariado.

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Passamos pela bela Chiesa di San Giacomo, uma das mais antigas da cidade, construída no século 10.

Sua fachada de cor ocre é obra do arquiteto italiano Giovanni Antonio Piotti.

Em 1578, parte da igreja foi demolida, devido à maior influência da Catedral e nos séculos seguintes passou por algumas reformas até a década de 1970, quando a seu estilo renascentista foi restaurado.

Por fim chegamos à beira do lago, passando pela Piazza Cavour (foto abaixo) e saindo em frente ao Giardino dei Tempio Voltiano.

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Este jardim à beira do lago é uma ótima opção para um  passeio de fim de tarde – nesta época suas árvores coloridas denunciavam a estação do ano.

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Dos jardins pode-se ver ao fundo a Villa Olmo toda iluminada, uma da mais luxuosas mansões à beira do lago, construída no século 18. O complexo, com vários edifícios, hoje funciona como um centro de exposições, além de possuir cassinos, um hostel e até quadras de tênis.

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Ao fundo se vê parte de Brunate, uma comuna vizinha, com suas casas ocupando boa parte do morro. A cidadezinha é conhecida por abrigar um funicular de onde se pode ter uma vista panorâmica do lago e suas cidades, mas como o tempo estava feio, decidimos não subir.

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Funcionando todos os dias de 6h às 22h30 e até às 24h nos fins de semana, com saídas a cada meia hora, a viagem no funicular dura 7 minutos até o topo. Custo? 3€ ou 5,50€ ida e volta.

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Voltando ao parque, uma de suas atrações é o Templo de Volta (Tempio Voltiano), um museu dedicado a um dos cientistas italianos mais famosos, Alessandro Volta, inventor da pilha elétrica que nasceu aqui em 1745.

O edifício, em estilo neoclássico, foi erguido em 1927 para coincidir com o aniversário de 100 anos do cientista, mas só foi inaugurado no ano seguinte. Possui uma coleção de instrumentos científicos usados por Volta, além de alguns objetos de uso pessoal, incluindo os diversos prêmios recebidos por ele.

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Também em homenagem ao famoso cientista local, foi erguido em 2013 um monumento chamado “The Life Electric” ao final do pier. Obra do arquiteto Daniel Libeskind, tem quase 17 metros de altura e foi inspirado na tensão que ocorre entre dois polos de uma pilha elétrica.

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Voltamos ao centro histórico e desta vez passamos em frente à Basílica de San Fidele, uma das mais antigas da cidade, construída provavelmente em 1120 e modificada várias vezes com o passar dos tempos, especialmente a fachada e a torre do sino.

Logo ao lado, vimos um simpático mercado de rua e seguimos de volta (sem trocadilho!) para o apartamento.

Fomos jantar em uma pizzaria chamada Napole è, na Via Luigi Dottesio. Pela módica quantia de 8€ pude degustar uma deliciosa pizza à moda de Nápoli, com bordas aeradas e o verdadeiro tomate marzano, perfeito para degustar com um belo azeite de oliva. Escolhi a cobertura de prosciutto e carcioffi, sensacional!

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Esta pizza já valeu a pena ter vindo a Como, mas a cidade tem muito mais do que a gastronomia e vale a pena passar alguns dias pela região. Se o tempo for curto, faça um bate-e-volta de Milão para mudar um pouco de ares. Você não vai se arrepender!

Europa 2016 – Itália – Bellagio

31 janeiro 2017

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Antes mesmo de conhecer a cidade de Como, pegamos a estrada (pitoresca e muito estreita) na direção de Bellagio, 32km adiante.

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Uma típica cidade italiana na beira de um lago, Bellagio tem uma posição estratégica como se pode ver no mapa acima, cercada pelo lago em quase todas as direções.

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O hotel de mesmo nome em Las Vegas, famoso pelo espetáculo de dança das águas, tem sua arquitetura inspirada nesta cidade italiana, por onde já passaram vários artistas, esportistas e políticos famosos, retratados na maioria dos estabelecimentos comerciais locais. Bellagio é considerada a “pérola do lago”.

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A parte antiga da cidade, chamada Il Borgo, fica sobre um monte, onde não há acesso aos carros. Melhor para os turistas…

Deixamos o carro estacionado na parte inferior da cidade, próximo ao Lido di Bellaggio e procuramos nos abrigar da chuva fina que caía.

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Passamos por um jardim que leva ao ponto de chegada dos ferries que cruzam o lago, de onde se tem a primeira linda vista da cidade em frente.

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Há um ferry que sai de Como e para em outras cidadezinhas antes de chegar a Bellagio. Veja as opções de passeios aqui.

Se o tempo estiver bom, pode ser interessante um passe de dia inteiro.

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Subimos então as escadarias que dão acesso à parte alta. Antes de chegarmos no topo, para escapar da chuva, decidimos almoçar em um restaurante no meio da escadaria.

Comi um spaghetti carbonara delicioso, como deve ser. O preço não chegou aos 10 euros, bem razoável.

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Ao final da escadaria estávamos em frente à Basílica de San Giacomo (foto abaixo à direita), uma igreja construída no século 11 e reformada seis séculos mais tarde.

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Vários pontos panorâmicos se encontram em Il Borgo, além de lojas de souvenires diversas. Sem falar nas gelaterias – tivemos que parar em uma delas para a sobremesa obrigatória!

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A cidade foi mesmo feita para caminhadas despretensiosas, com suas ruelas quase vazias por conta do tempo, e que nos presenteia a cada esquina com um panorama diferente. Uma delícia!

dsc06634 dsc06637Seguimos de carro de volta a Como pela mesma estradinha serpenteante, não sem antes parar em mais um mirador para a última foto da cidade.
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Visitando esta parte da Itália, não deixe de passar por esta cidade. Mesmo sem carro, existe transporte público de Como até lá,

 Se você dispuser de mais tempo, pense em pernoitar por aqui.

Europa 2016 – Suíça – St. Moritz e viagem até Como

26 janeiro 2017

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Saímos de Davos logo depois do café da manhã na direção de St. Moritz. A estrada não era propriamente panorâmica, mas encontramos alguns locais para boas fotos.

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Cerca de 72 km depois estávamos em St. Moritz. A primeira impressão é de que havíamos retornado a Davos, pois as duas são um pouco parecidas, com construções nos morros e um lago no meio da cidade.

Considerada a estação de esqui mais cara do mundo, a cidade fica a 1.800 metros de altitude e vem recebendo esportistas de inverno desde o século 19. Também é a estação mais alta a estar conectada por trem na Suíça.

Duas das principais viagens panorâmicas ferroviárias passam pela cidadeo trem Glacier Express parte de lá e chega nas proximidades de Zermatt. Já o Bernina Express passa pela cidade e segue na direção da Itália. Ambas as viagens são deslumbrantes, mas ainda não foi desta vez que pude fazer quaisquer dos dois percursos.

Com população estimada em 5.600 habitantes, tem uma média de 300 dias de sol por ano, o que garante atividades esportivas tanto no inverno quanto no verão. Aqui também se nota uma razoável população de portugueses, perfazendo quase 10% do total de habitantes.

 

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Neste dia agradável e um pouco nublado de outubro, a cidade estava razoavelmente vazia.

Depois de estacionar o carro, começamos fazendo o mesmo programa do dia anterior – um passeio pela beira do lago St. Moritz.

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Além da paisagem havia outras coisas interessantes, como esta escultura de um “Cavalo de Tróia” abaixo, feito por um artista local, com 14 metros de altura e pesando 5 toneladas. Esta obra foi construída em homenagem à Corrida de Cavalos noturna (Night Turf) que ocorre em fevereiro, no lago congelado.

Há uma escadinha que dá acesso ao o interior (onde cabem 10 pessoas e pode ser reservado para eventos – custa o equivalente a R$4.000 por um período de 3 horas com direito a fondue!), mas havia um grupo pequeno de adolescentes fazendo bagunça lá dentro e decidimos não provocar um conflito de gerações.

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Além do equino, outro destaque era a Igreja Católica St. Karl construída em 1880, com sua torre imponente, e onde são celebradas missas em italiano aos domingos.

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Estávamos com fome e pesquisamos alguns dos restaurantes que estavam abertos para não termos sustos quando a conta viesse. Um deles – o Steffani – pareceu bem razoável.

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Comemos uma porção generosa de spaghetti a bolonhesa, que estava bem gostoso. Pagamos pouco menos de 20 CHF pelo prato. Para os padrões suíços estava uma pechincha.

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Depois do almoço continuamos de carro nossa exploração da cidade e subimos uma das ruas para ter uma visão panorâmica da cidade e do lago. Paramos o carro assim que achamos um local adequado para as fotos.

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Acabamos encontrando a Chesa Futura (‘Casa do Futuro‘ em romanche, uma das quatro línguas oficiais da Suíça), uma construção do renomado arquiteto inglês Norman Foster, que misturou computação gráfica com técnicas e materiais tradicionais como a madeira para construir este edifício de 3 andares que, além de tudo, tem uma linda vista. Dizem que a técnica irá permitir que o edifício fique 100 anos sem precisar de manutenção.

 

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Continuamos na estrada na direção sul e o tempo  ficou mais nublado. Ainda tínhamos 145km pela frente até chegarmos ao nosso destino final: a cidade de Como, já na Itália.

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A descida foi feita bem devagar por conta das inúmeras curvas, pelo tráfego e pela chuva fina que caía. Independente destes fatores, deu para notar a beleza da paisagem, ainda mais com as cores de outono realçadas.

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Quando as curvas terminaram, estávamos próximos da fronteira italiana. Logo percebemos quando entramos no país pela diferença na sinalização rodoviária e pelo modo de condução um pouco mais arrojado dos italianos.

A estrada seguiu então margeando o lindo lago de Como, passando por vários túneis até chegarmos a Lecco, quando viramos à esquerda para tomar o caminho até Como, onde chegamos no final da tarde.

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Fomos direto para o apartamento que alugamos no AirBnb.

 

 

Europa 2016 – Suíça – Davos

21 janeiro 2017

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Chegamos a Davos no fim da tarde, com temperatura beirando os 10 graus. Esta cidade sempre me atraiu, talvez por ser aqui o local da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, que reúne os principais líderes mundiais e cuja sede fica no hotel mostrado na foto abaixo. Ver aquela cidade nevada rodeada por montanhas tinha um apelo irresistível!

De quebra, ainda fica próxima a outro ícone do charme e sofisticação suíços: St. Moritz. Era mesmo uma dupla imbatível para um pouso tranquilo de dois dias nesta época do ano.

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Para coroar nosso planejamento, consegui tarifas excelentes no Hotel Cresta Sun em Davos, que possuía um mini spa em suas instalações e ainda tinha café da manhã E jantar incluídos, além do estacionamento gratuito. Tudo isso com preço de Ibis de Zurique!!! Não dava para não aproveitar.

O hotel é pequeno e charmoso e se havia alguma dúvida em relação às instalações e/ou qualidade da comida, essa se dissipou poucos minutos depois de chegarmos. Veja a piscina aquecida que tínhamos à nossa inteira disposição!

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…ou o delicioso e aconchegante restaurante, onde fomos servidos por uma simpática portuguesa chamada Maria do Céu, que trouxe quase toda a família para trabalhar neste paraíso suíço.

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O jantar tinha entrada (que poderia ser trocada por um suco), prato principal e sobremesa (que poderia ser substituída por um prato de queijos).

Neste dia, o prato principal foi um delicioso filé ao molho bernaise, acompanhado de arroz com tomates e de vagens com bacon.

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Para sobremesa, uma estonteante cassata mezzaluna, com frutas, chantilly e calda de frutas vermelhas.

Foi uma refeição acima do que estávamos esperando, cuja qualidade também se repetiu no café da manhã e no jantar do dia seguinte. Não poderia recomendar este hotel com mais entusiasmo!

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Ainda demos uma volta na cidade deserta às 21h, para sentir o frescor da temperatura quase beirando zero grau, mas logo voltamos para o hotel, pois não havia ninguém nas ruas.

No dia seguinte perguntamos a Maria onde poderíamos ver neve e ela nos indicou um passeio até Dürrboden, onde haveria grande chance de atingirmos nosso objetivo.

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Pegamos o carro e seguimos por uma estrada bem estreita, com espaço para apenas um carro por vez. Felizmente não havia muito tráfego e pudemos seguir sem muita interrupção.

O trajeto passa por vales com linda vegetação de outono e montanhas nevadas, ou seja, a típica paisagem suíça. Veja a foto do início do post para ter uma ideia do que estou falando.

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Continuamos subindo até a altitude de 2.000 metros e passamos pelo ponto mostrado na foto abaixo, onde havia um singelo banquinho com uma espetacular vista do vale.

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Chegamos ao que parecia ser o final da estrada sem encontrar neve, apenas alguns riachos congelados – apesar disto foi um trajeto bem interessante.

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Decidimos dar meia volta e passear pela cidade. Um dos melhores lugares para isso é o Lago Davos (Davosersee, em alemão) onde se pode fazer uma volta completa pelos seus quase 5km em pouco mais de uma hora.

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O passeio é feito em um misto de trilha e caminho cimentado, passando por florestas e sempre com a vista do lago e das montanhas que circundam a cidade.

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dsc06605Durante o verão este lago é um dos locais preferidos dos habitantes para se divertir e praticar esportes como vela, vôlei ou até mesmo se refrescar em suas águas ou andar de pedalinho. Na meia estação a quantidade de pessoas não era muito grande.

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Outra vantagem que se tem estando em Davos é o Davos Klosters Visitor Card que te dá direito a ir de trem até Klosters, cidadezinha que fica a cerca de 40 km mais abaixo.

Além do transporte de trem e independente da época do ano, você ainda tem gratuidade e descontos em uma série de atividades. Veja a lista completa aqui.

Detalhe: este passe é gratuito se você estiver hospedado em um hotel – peça o seu quando fizer o check in.

Tomamos o trem na estação de Davos Platz

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…para uma viagem de 25 minutos por lindas paisagens…

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…até chegarmos em Klosters Platz.

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Klosters estava quase deserta no final da tarde e só deu tempo de passear no entorno da estação ferroviária, pois ficamos com receio de perdermos o trem de volta.

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Pareceu ser uma cidadezinha agradável, com comércio razoável e alguns hotéis. Não podia faltar a vista eterna para as montanhas. Cenário perfeito!

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dsc06601Voltamos pouco antes das 17h e ainda deu tempo de aproveitarmos a piscina e sauna do hotel antes do lauto jantar.

Desta vez tivemos carne de porco acompanhada de fettucini e brócolis ao alho como prato principal.

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De sobremesa, um cheesecake com calda de frutas vermelhas e chantilly. Delicioso!

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Davos é uma cidade encantadora mesmo não tendo visitado no auge do inverno, quando deve ser ainda mais espetacular toda tingida de branco. Nossa experiência na cidade não poderia ter sido melhor, com a escolha perfeita do hotel, a possibilidade de relaxar no spa, o carinho e a atenção da querida Maria do Céu, estava tudo perfeito!

E as paisagens…

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Preciso dizer mais nada, né?