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Japão 2016 – Kyoto, dia 1

29 abril 2016

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Kyoto foi a capital do país por mais de 1000 anos (precisamente entre os anos de 794 e 1868) e sempre teve papel importante na história japonesa. Justamente por este papel a cidade foi poupada de ser bombardeada pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Não seria exagero dizer que a quantidade de templos aqui pode ser comparada ao número de igrejas em Salvador, Bahia. Fui obrigado a separar os mais interessantes para visitar neste primeiro dia na cidade e acabei escolhendo três deles.

Para cobrir a distância entre eles, compramos, na própria estação de Kyoto,  um passe de um dia que dá direito ao transporte nos ônibus municipais por 1.000¥.

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O primeiro era o que eu mais tinha curiosidade: o templo Fushimi Inari. Conhecido por seu caminho com milhares de portões (literalmente Senbon Torii ) no meio da vegetação rumo ao topo da colina, a 233 metros de altura, é um dos mais fotogênicos do país.

O acesso até lá pode ser feito através da linha JR Nara (incluso no passe JR) parando na estação Inari, a segunda parada após a estação de Kyoto. Chegando lá é só seguir a multidão e você logo estará diante do tori principal, na entrada do templo.

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Após o portão principal fica o Honden, a mais importante construção do templo, além de outros prédios menores. Além dos turistas, muita gente visitava o templo simplesmente para rezar.

DSC05186DSC05197Várias pessoas deixavam seus desejos escritos nestas pequenas tabuletas de madeira que podem ser adquiridas no próprio local e que ficam postadas em um mural.

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O caminho através dos toris é impressionante, especialmente se estiver um dia ensolarado, e é um dos principais atrativos para os turistas e fiéis, que o percorrem em 2 a 3 horas até o topo.

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Os toris são doações de indivíduos ou de empresas (o deus xintoísta Inari, a quem o templo é dedicado, é conhecido como o patrono dos negócios) o que confere um enorme prestígio para quem tem seu nome marcado em suas laterais. Dependendo do tamanho, o valor da colaboração pode chegar a um milhão de yens!

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DSC05201 DSC05202Para uma experiência agradável, não é preciso subir até o topo. Mais ou menos na metade do caminho chega-se à Yotsutsuji, uma parada de onde já se tem uma bela vista da cidade. Dizem que a quantidade de toris fica mais escassa a partir daí. Saiba que o fôlego também…

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Existem várias estátuas de raposas (kitsune, em japonês) espalhadas pelo templo. Este animais são considerados os “mensageiros do Inari” e admirados por sua inteligência.

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INFO:   FUSHIMI INARI

Horário: Todos os dias

Preço : Gratuito

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DSC05224DSC05225Saindo do templo, fomos atraídos pelo cheiro de comida e esbarramos com uma barraquinha de takoyaki, o bolinho de polvo que comemos em Osaka.

Preferimos experimentar o dango, um espetinho que parece queijo de coalho mas é bem macio e doce e feito com farinha de arroz.

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Voltando de trem até a estação, aproveitamos para almoçar e paramos em um restaurante onde havia um menu de almoço com okonomiyaki como opção. O meu veio Kyoto-style, com maionese e teriyaki e estava supimpa!

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Nham!

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Bia comeu um yakisoba de carne que também estava bem bom.

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Depois do almoço compramos o passe de ônibus e tomamos o de número 100, que sai bem em frente à moderna estação de trens de Kyoto, para irmos até o Ginkaku-ji.

DSC05236 DSC05238Traduzido como o Pavilhão de Prata e também chamado de Salão de Kannon, por conter uma estátua dedicada a esta deusa do Budismo. Infelizmente o interior do Pavilhão não é aberto à visitação pública.

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Contrário a seu nome, o pavilhão não é coberto de prata e possui essa denominação apenas para oferecer um contraste ao Pavilhão de Ouro, também em Kyoto. Outros acreditam que o reflexo da lua em seu telhado confere ao templo uma aura prateada. Você decide!

Na verdade nem achei o templo essa maravilha toda, mas o cenário composto é sensacional, principalmente pelo lindo jardim de areia logo em frente ao pavilhão principal, meticulosamente cuidado, como é típico dos japoneses.

DSC05244DSC05246Passear pelo local é bem agradável, já que o caminho é bem sinalizado e relativamente curto, oferecendo vários ângulos do Pavilhão e das outras construções, além de permitir  contemplar os jardins, com seus pequenos lagos e pontes. A palavra de ordem aqui é tranquilidade.

Assim como outros templos japoneses, o Ginkaku-ji também sofreu com incêndios e terremotos, sendo que o Pavilhão principal foi uma das duas construções que sobreviveram às intempéries. Uma série de projetos de restauração, a última em 2010, ajudaram a preservar ainda mais todo o conjunto arquitetônico.

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INFO:   GINKAKU-JI

Horário: Todos os dias, das 8h30 às 17h; das 9h às 16h30 de dezembro a fevereiro.

Preço : 500¥

Acesso: ônibus 5, 17 ou 100

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A visita a Ginkaku-ji pode ser perfeitamente conjugada com o passeio pelo Caminho do Filósofo, um agradável percurso de 2 km seguindo um pequeno canal onde há várias cerejeiras – durante o hanami, em abril, este é um dos principais pontos de observação da floração em Kyoto.

DSC05253 DSC05254Durante o inverno é apenas um passeio tranquilo, onde se podem ver algumas lojinhas e pequenos cafés. Ao final do passeio fica o templo de Nanzen-ji, o que pode render um ótimo programa triplo.

Preferimos tomar um ônibus e pegar o final da tarde no templo de Kiyomizudera (cuja foto abre o post). Seu nome significa “Templo da Água Pura” e foi fundado no ano de 780 no local onde fica a cachoeira Otoma.

DSC05250 DSC05258Para chegar até lá,  tivemos que percorrer um caminho ascendente no charmoso distrito de Higashiyama, com um grande comércio de lembrancinhas e comidas típicas.

 

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Sua localização, nas encostas de uma colina, permite uma visão ampla da cidade, principalmente no final da tarde. Infelizmente, alguns pavilhões estão fechados para renovação, o que prejudica um pouco a visita e diminui o impacto de sua beleza.

O Pavilhão Principal possui uma varanda em madeira que foi construida sem uso de pregos. De lá se tem uma das melhores vistas de Kyoto.

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Esse é um dos locais mais visitados e populares da cidade e muitos o consideram o mais bonito de todos os templos. Há controvérsias!

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Aos pés do Pavilhão Principal fica a cachoeira, de onde os visitantes podem beber de sua água pura de 3 diferentes fontes, dependendo da graça que se quer alcançar (longevidade, sucesso na carreira ou no amor). Não tente beber de todas as fontes – isto é considerado ganância!

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DSC05263 DSC05275Dentre as construções destaca-se uma linda pagoda de 3 andares, mais bonita ainda iluminada pela lua.

Vale lembrar que o templo possui iluminação especial em meados de março e novembro, portanto pode ser uma ótima época para sua visita.

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INFO:   KIYOMIZUDERA

Horário: Todos os dias, das 6 às 18h;

Preço : 400¥

Acesso: ônibus 100 ou 206. Desça na parada Kiyomizu-michi e suba até o templo em uma caminhada de 10 minutos.

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E assim terminou o primeiro dia em Kyoto, mas ainda havia muito mais a ser visitado…

Buenos Aires 2016 – Passeios

25 abril 2016

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Quem acompanha o blog sabe que eu adoro dar uma escapulida a Buenos Aires pelo menos uma vez por ano, nem que seja para escapar do outono quente da Cidade Maravilhosa. O fato é que me sinto muito bem na capital argentina: gosto da comida, dos vinhos, das opções culturais e até do povo argentino! Um fim de semana por lá e já me sinto revigorado.

Desta vez fiquei um pouco mais: 3 dias completos, que permitiu até uma ida a Colonia del Sacramento, passeio já relatado no post anterior.

Confesso: essa foi a primeira vez na cidade em que achei as coisas caras. Um pouco pela desvalorização da nossa moeda, um outro tanto pela inflação argentina e pelo fim do câmbio paralelo, aqui chamado de blue, que fazia nossa moeda valer um pouco mais.

A troca de reais (ou dólares, se preferir) por pesos pode ser feita nos moldes antigos: ao sair da área de embarque em Ezeiza, dobre à direita e entre no Banco  de la Nación Argentina. O câmbio oficial para reais encontra-se a 3,60 pesos/real (cotação de 7 de abril de 2016).

O fato é que aquele táxi que sempre pareceu baratinho, hoje já tem a bandeirada inicial em mais de 20 pesos. O Taxi Ezeiza tem tarifa fixa até o Centro/Recoleta/Palermo por 530 pesos (quase 150 reais!). A volta também é tabelada a 430 pesos.

Bebidas e sobremesas sempre foram um pouco acima da média na Argentina e Uruguai. Portanto, espere pagar cerca de 40 pesos em águas e refrigerantes na maioria dos restaurantes. Sobremesas saem por volta dos 100 pesos.

Melhor apostar em um vinho nacional: além dos preços serem bem mais convidativos, você dificilmente irá se arrepender da escolha, qualquer que seja ela. Para facilitar um pouco mais, selecione um Malbec e a vitória estará garantida.

Na volta de Colonia, fizemos um passeio pelo Centro, percorrendo a Calle Florida e chegando até a Avenida de Mayo, para ver o Cabildo, a Casa Rosada e a bela Catedral Metropolitana.

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IMG_20160408_183323221_HDR IMG_20160408_183439093_HDR Para o jantar escolhemos um restaurante que ficava bem próximo do apartamento que alugamos em Palermo Hollywood: o Toulouse Resto&Atelier, na Calle Bonpland que, como o próprio nome já diz, é um misto de restaurante e galeria de arte moderna.

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Ótima escolha: além da comida estar deliciosa, o local é muito aconchegante, com um excelente e discreto serviço. A trilha sonora é composta de suave música francesa.

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Todos pedimos o mesmo prato, uma Espiral de lomo y panceta ahumada, con volcán de papas, queso fontina y vegetales grillados que estava fantástico.

Não menos fantástico do que a sobremesa: um alfajor de dulce de leche con chocolate blanco y almendras con salsa de chocolate.

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

No outro dia apesar do tempo nublado, fomos passear pelos Bosques de Palermo. Passamos pelo Planetário, que estava em obras e por isso apresentava apenas algumas opções de programas infantis.

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Tentamos ir ao Rosedal, que até estava bem florido, mas a chuva do dia anterior impediu que ele abrisse por razões de segurança, já que parte do caminho é de terra.

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Os Bosques de Palermo são o Aterro do Flamengo portenho: casais fazendo jogging, pais de família com suas crianças alimentando os gansos, esportistas em suas bicicletas, vê-se de tudo nos fins de semana.

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O Rosedal mesmo só conseguimos ver de longe…

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Fomos então para a Recoleta, almoçar no Sanjuanino. As empanadas continuam famosas e os preços nem estavam tão caros assim (cada uma saía a 22 pesos). As minhas favoritas são de Roquefort e a Caprese, com queijo e tomate.

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Depois do almoço, fomos caminhar por entre as inúmeras barraquinhas da feira do fim de semana. Logo ao lado fica a pequena Iglesia Nuestra Señora Del Pilar, cuja construção data de 1732.

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Entramos também no Cemitério da Recoleta, para mim um museu a céu aberto, mas para alguns um programa mórbido.

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Terminamos o dia assistindo o espetáculo do Fuerza Bruta no Centro cultural Recoleta que recomendo com empenho. São pouco mais de 60 minutos de puro encantamento, com esquetes interativos, muita acrobacia e um show de plástica, iluminação e trilha sonora. Vale super a pena!!!

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No último dia, começamos os passeios por Puerto Madero que estava praticamente deserto na manhã nublada do domingo.

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Atravessamos a Ponte de la Mujer e continuamos caminhando pela outra margem, passando por estátuas com personagens de desenhos animados argentinos e murais modernosos.

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Terminamos em frente ao monumento a Juan Manuel Fangio, piloto argentino 5 vezes campeão de Formula 1. Sua estátua fica no cruzamento das Calles Aimé Painé e Azucena Villaflor, em frente à sede da Mercedes Benz.

 

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Seguimos então para a região de San Telmo, percorrendo a famosa feira que tem seu ápice nos domingos. Hoje, talvez por conta do tempo, estava perfeitamente transitável, perfeito para apreciar os produtos com calma e tranquilidade. Seus personagens principais, artistas e músicos vestidos a caráter, também batiam ponto.

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Continuamos pela Calle Defensa até o Parque Lezama, que possui uma estátua de Pedro de Mendoza, no lugar onde supostamente nasceu a cidade de Buenos Aires.

Ali na Avenida Brasil fica a  linda Igreja Ortodoxa Russa da Santíssima Trindade, que não é muito conhecida por ficar fora do circuito turístico daqueles que vem até San Telmo. Infelizmente estava fechada à visitação.

O Parque também é sede do Museu Histórico Nacional, aberto de quarta a domingo e com entrada a 20 pesos.

Também tem sua própria feira, que se confunde com a feira de San Telmo nos fins de semana.

Voltamos a Palermo para o almoço, onde provamos de entrada uma deliciosa provoleta (uma grande e grossa fatia de provolone assada com diversos ingredientes – no nosso caso, pimentões, bacon e um ovo frito).

O espaguete carbonara que pedi como prato principal não estava muito boa, por isso nem vou me atrever a indicar o restaurante.

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E assim terminou mais uma deliciosa temporada na capital argentina que, apesar de um pouco cara, continua sendo um ótimo programa para uma escapulida.

Uruguai – Ida a Colonia del Sacramento

20 abril 2016

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Colonia del Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai e foi fundada em 1680 por tropas portuguesas lideradas por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, que tinha ordens de fincar a bandeira portuguesa na região do Rio da Prata.

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Pela sua localização estratégica, na confluência dos Rios Uruguay e Paraná, foi alvo de disputa ferrenha entre os dois países da península ibérica, tendo passado para o lado espanhol em 1777 através do Tratado de San Ildefonso (que também devolveu à Portugal a Ilha de Santa Catarina). Isto até 1817, quando os portugueses a anexaram ao império brasileiro, o que durou apenas até 1828, com a independência do Uruguai.

Por sua proximidade com Buenos Aires (cerca de 50 km), a cidade é um ótimo passeio de um dia, ensejando um mergulho mais profundo na história do nosso continente ou simplesmente um passeio agradável pelo seu compacto centro histórico na beira do Rio da Prata.

De Montevidéu são apenas 177 km, que podem ser percorridos em 2h30 de carro ou pouco mais de 3 horas em ônibus, partindo do Terminal de Tres Cruces, na capital uruguaia.

A melhor forma de chegar até lá a partir de Buenos Aires (onde estávamos) é tomando um dos inúmeros ferries que fazem a travessia todos os dias. Existem 3 companhias que fazem este trajeto (Buquebus, Seacat e Colonia Express), com preços e horários distintos.

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Escolhemos a primeira delas e aqui vai a primeira dica, a mais preciosa a meu ver: compre seu ticket através do site uruguaio da Buquebus. A mesma passagem, na mesma embarcação, dia e horário saem por quase a metade do preço do que aquela comprada pelo site argentino.

A viagem no buque rápido dura pouco mais de uma hora (o Buquebus possui um ferry lento que cumpre o trajeto em 3 horas, mas garanto que não vale a pena a economia). Todos os ferries também transportam automóveis.

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Recomenda-se chegar com uma hora de antecedência para efetuar os trâmites de imigração, que são feitos na mesma cabine (há um oficial argentino e outro uruguaio trabalhando em conjunto).

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Essa aí embaixo é a vista de Buenos Aires na saída do Terminal da Buquebus, que fica no início de Puerto Madero, de onde também saem os barcos da Seacat.

Se a escolhida for o barco da Colonia Express, o ponto de saída em Buenos Aires é no final de Puerto Madero, portanto atenção para não se confundir.

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O ferry não é muito luxuoso, mas dá para o gasto. Se puder, leve um lanche e água pois os preços durante a travessia são salgados (água e refrigerantes a R$10, quiche a R$25). Detalhe negativo: o barco não possui wi-fi!😦

O terminal de Colonia está tinindo de novo e fica a apenas 6 quarteirões do centro histórico. Ali mesmo pode-se adquirir um passe (75 pesos uruguaios, cotação de 7,50 pesos por real em 08/04/2016) que dá direito a visitar quaisquer dos 6 museus da cidade. Vale a pena se você tiver tempo.

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Para aqueles que quiserem, há carrinhos de golf, de quatro lugares para aluguel, mas saem mais caro (diária a US$50) do que os carros comuns (diária a US$35).

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As ruas em Colonia são amplas e bem arborizadas e a calmaria reina, principalmente em dias de semana (fomos em uma sexta feira), o que permite um passeio bem tranquilo.

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Logo na entrada do centro histórico vemos uma das relíquias portuguesas: a Basílica do Santíssimo Sacramento, ao lado da Plaza de Armas (hoje chamada de Plaza Manuel Lobo).

IMG_20160408_110242285_HDR IMG_20160408_110330411 A igreja é tão simples quanto bela e compõe um quadro interessante juntamente com as ruínas do que se imagina ser a casa de um governante na época da ocupação portuguesa e que por isso foi denominada Casa del Gobernador. Esta casa, a mais luxuosa de Colonia na época, foi destruída posteriormente pelos espanhóis.

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Também do lado ficam alguns cafés e restaurantes que tentam fisgar o cliente com itens curiosos.

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O farol de Colonia, com 26 metros de altura, foi construído em 1857 sobre as ruínas do antigo convento San Francisco Xavier, um dos mais antigos da cidade. Pode-se subir até o topo de onde se tem uma bela visão do Rio da Prata por XX pesos uruguaios.

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Outro local interessante é o Puerto de Yates, de onde, dizem, pode-se presenciar o mais belo por-do-sol da cidade. Infelizmente não ficamos até tarde, mas as nuvens não pareciam favorecer muito o espetáculo naquele dia.

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A Puerta de la Ciudadela era o principal acesso à cidade durante a ocupação portuguesa. Naquela época não haviam os dois fiéis guardiões que encontramos por lá. Pena que estavam dormindo e nem viram a gente passar.

Entrando pela Puerta, a primeira coisa que se vê à esquerda é o Bastión de San Miguel, parte do sistema de defesa da cidade. Alguns canhões da época ainda se encontram no local.

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Uma das ruelas mais charmosas da Cuidad Vieja é a Calle de Los Suspiros, uma das mais antigas da cidade e totalmente fechada ao trânsito.

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Contrastando a arquiteturas espanhola e portuguesa em lados opostos da rua, ainda possui o charme de ter sua pavimentação original preservada, além de uma charmosa galeria de arte com um pequeno e agradável jardim ao fundo.

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Existem algumas lendas sobre o nome da ruela: uma é a de que por ali passavam os condenados a morte, que davam o seu último suspiro antes da execução; a mais difundida, contudo, é a de que nesta rua ficavam as casas de prostituição, e daí vem os suspiros dados pelos rapazes às “meninas”. Escolha a que parecer mais atraente.

Na hora do almoço começou a chover e por isso acabamos almoçando no restaurante Casa Grande, um destaque na Plaza Mayor com suas mesas externas. Eu pedi um prato de milanesa de frango com batatas fritas.

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Já os meninos pediram um chivito – filé com queijo presunto e ovo frito (o nosso conhecido filé a cavalo), acompanhado de fritas, salada e arroz. Estava tudo apenas razoável.

Outra dica (essa vale até 21 de abril de 2017) é que os pagamentos com cartões de crédito em restaurantes e hotéis no Uruguai recebem um desconto do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) da ordem de 18%. Com este abatimento, os preços de comida em Colônia até que ficam razoáveis.

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Voltamos pela Avenida General Flores observando o charme das lojinhas e das ruas arborizadas.

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Voltamos no ferry das 16hs e em uma hora estávamos de volta a Buenos Aires.

Este é um passeio que recomendo fazer, seja desde Buenos Aires ou Montevidéu, desde que haja tempo suficiente. Vai ser um contraponto interessante ao agito das duas capitais.

Na minha opinião, pode ser interessante voltar no ferry noturno para ver o por-do-sol e os monumentos iluminados à noite.

Japão 2016 – Nara

16 abril 2016

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Nara foi a primeira capital permanente do Japão, no ano de 710, mas permaneceu assim por apenas 74 anos, quando foi substituída por Nagaoka devido à crescente influência dos mosteiros budistas nos assuntos governamentais.

A cidade fica bem próxima de Kyoto e de Osaka, podendo facilmente ser visitada em um dia, saindo de qualquer uma delas.

Nós saímos de Osaka em um trem normal até Tennoji e lá trocamos pelo JR Yamatoji Line até Nara, em um percurso que durou pouco menos que uma hora.

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Chegando na estação, é fácil se locomover a pé pela cidade, já que a maioria das atrações ficam próximas uma das outras e seguindo a mesma direção: é só tomar a Sanjo Dori, conforme pode ser visto no mapa abaixo:

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A primeira atração vai aparecer depois de uns 700 metros de caminhada, onde várias lojinhas poderão te chamar a atenção, mas não vão se comparar à beleza do templo Kofuku.

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Kofuku-ji era o templo da família mais poderosa da cidade e foi construido na mesma época que ela se tornou capital. No seu auge, chegou a ter mais de 150 edificações – agora restam alguns poucos, sendo que a pagoda de 5 andares é , sem dúvida, um dos mais bonitos.

DSC05527 DSC05530Esta pagoda é a segunda mais alta do país, com 50 metros, perdendo apenas para uma que existe em Kyoto.

O acesso ao templo é gratuito e em seus jardins a gente já toma contato com os habitantes mais famosos de Nara: os veados, que passeiam livremente por entre os turistas e são considerados mensageiros divinos de acordo com o Xintoísmo.

Infelizmente eles são mal cuidados, com um aspecto sujo, além de serem um pouco bruscos quando o assunto é comida, o que pode afugentar algumas pessoas. No próprio parque são vendidos pacotes de biscoitos especiais (shika senbei) por 150¥  caso você queira alimentá-los.

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O National Treasure Museum, recentemente renovado e contendo uma boa amostra da arte budista e o Eastern Golden Hall são atrações pagas dentro da área do templo. Infelizmente não deu tempo de visitá-las.

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INFO:   KOFUKU-JI

Horário: Todos os dias, das 9 às17h;

Preço : 300¥ (Eastern Golden Hall), 600¥  (National Treasure Museum), 800¥ (ambos).

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Experimentamos o delicioso Yatsuhasi, um dos doces típicos da região de Kyoto, uma espécie de massa gelatinosa recheada de geléia de morango, creme ou chocolate, todas com um pouco de chantilly, e depois fomos até a principal atração do dia: o templo Tōdai (Tōdai-ji).

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Um dos sete monumentos considerados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o templo possui a maior construção em madeira do mundo: o seu edifício principal chamado Daibutsuden, assim chamado porque contém uma das maiores estátuas em bronze do Buda conhecido como Daibatsu, com 15 metros de altura, realmente impressionante.

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Atualmente o Daibutsuden tem apenas 2/3 da altura original, em uma restauração que data de 1709. O templo também possuía duas pagodas de mais de cem metros de altura mas, infelizmente, foram destruídas em um terremoto.

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Neste mesmo edifício fica um pilar no qual há uma passagem estreita em sua base, com a mesma largura das narinas do Buda. Diz a lenda que aquele que conseguir atravessar esta passagem terá uma vida iluminada (a próxima, não esta).

Se eu disser que eu nem tentei, vocês acreditam?

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Pindola (ou Binzuru, no Japão), é um dos quatro Arhats (pessoas que atingiram o nirvana, segundo a crença budista) que solicitaram permissão ao próprio Buda para espalhar o Dharma (as leis budistas). Há uma estátua em madeira de um Binzuru com roupas vermelhas na parte externa do templo. Diz-se que deve-se tocar a estátua no local correspondente à parte do seu corpo que estiver “doente” para obter a cura.

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INFO:   TODAI-JI

Horário:       Aberto todos os dias

8:00 a 16:30 (Novembro a Fevereiro)

8:00 a 17:00 (Março)

7:30 a 17:30 (Abril a Setembro)

7:30 a 17:00 (Outubro)

Preço :   500¥

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A cidade possui ainda vários outros templos e um grande museu de arte budista, mas achamos que seria um pouco de overdose religiosa e voltamos para Osaka no fim da tarde.

Japão 2016 – Osaka, dia 2

10 abril 2016

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O segundo dia começou com mais um passeio aquático, deste vez no Osaka Suijyo Bus, em um percurso que começa e termina no Osaka Castle Pier, logo ao lado do Castelo e próximo da estação de metrô Osaka Business Center, que foi o local onde descemos.

Também conhecido como Aqualiner, o percurso total tem duração de uma hora, mas ele acaba passando pelos mesmo lugares até voltar ao pier (A), por isso decidimos pular o passeio completo e fazer apenas o trecho até Yodoyabashi (C), primeira parada do barco.

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Vale lembrar que este passeio está incluído no Osaka Pass mas é gratuito apenas no período de dezembro a fevereiro. Nos outros meses há um desconto sobre o preço cheio de 1700¥ para o percurso completo.

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INFO:  OSAKA SUIJYO BUS

Horário: os barcos saem todos os dias a partir das 10h, de hora em hora, até às 16h.

Preço normal: 1700¥; durante a temporada do sakura, o preço sobe para 2000¥.

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O passeio pelo rio é bem agradável, especialmente com tempo bom, e 20 minutos depois estávamos descendo em Yodoyabashi, de onde tomamos o metrô até Osakako.

 

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Esta parte de Osaka, próximo ao porto, é cheia de shoppings e atrações familiares, como o Aquário e a Tempozan Ferris Wheel. Esta última, uma roda gigante com 113 metros, era mais um dos itens que constavam da nossa wish list do passe (veja a lista completa aqui).

E não nos decepcionamos.

DSC05406DSC05393Esperamos um  pouco mais (cerca de 20 minutos) porque queríamos experimentar uma das poucas cabines com fundo de vidro transparente, mas confesso que não fez muita diferença, não. As cabines normais tinham pouquíssima fila.

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A vista lá de cima é linda, mas as fotos ficam prejudicadas por conta do reflexo do vidro. Pode-se ver perfeitamente como a cidade é espalhada e quase se junta com a cidade de Kobe, logo ao lado.

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INFO:   TEMPOZAN FERRIS WHEEL

Horário: todos os dias das 10h às 22h.

Preço normal: 800¥;

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Ficamos cerca de 10 minutos para dar uma volta completa na roda gigante e entramos no shopping para fazer uma boquinha na praça de alimentação, que estava superlotada de famílias e crianças.

Bia aproveitou para provar mais um dos quitutes esquisitos do país. Desta vez foi o taiyaki, um doce feito com massa de waffle em formato de peixe e com recheios diversos: ela escolheu justo o de feijão azuki, talvez para não ter que dividir com o pai.

Neste mesmo shopping tivemos o primeiro contato com a Seria (a loja japonesa de “tudo por US$1” – aqui 100¥) que tem muitos produtos interessantes e com qualidade e diversidade bem superiores a que estamos acostumados. Compramos alguns itens básicos como canetas, chaveiros e até uma linda marmita japonesa.

Além da Seria, existe a Daiso, que tem uma filial bem grande em Takeshita Dori, Tóquio. Não entramos nesta última, portanto não posso confirmar a qualidade dos produtos de lá.

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Voltamos até o metrô, desta vez parando na estação de Higobashi (linha Yotsubashi), onde andamos até o Osaka Science Museum, um prédio moderno de 4 andares que fica na ilha de Nakanoshima.

A visita ao museu seria bem mais interessante se ele possuísse informações em outra língua que não  o japonês. Ficar sem entender as explicações para os experimentos não teve graça nenhuma. Não recomendado!

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INFO:     OSAKA SCIENCE MUSEUM

Horário: De terça a domingo, das 9h30 às 17h.

Preço normal: 400¥.

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Mais uma viagem de metrô até Umeda e de lá para apreciar o por do sol no topo do prédio mais bonito da cidade: o Umeda Sky Building, este aí do lado.

O prédio consta de 2 torres com 173 metros de altura, com um observatório no 39° andar. Sobe-se de elevador até o 35° andar e de lá toma-se uma escada rolante até o topo.

O final do entardecer é o horário mais concorrido, mas mesmo assim não é nada que se compare à multidão que se aglomera para subir nos arranha-céus de Nova York.

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A vista do observatório é a melhor que se pode conseguir da cidade, principalmente do terraço ao ar livre. Mais bonita ainda no final de tarde lindo com um por do sol maravilhoso.

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Vejam que belezura de panorama!

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INFO:     UMEDA SKY BUILDING FLOATING GARDEN OBSERVATORY

Horário: Todos os dias, das 10h às 22h30.

Preço normal: 800¥.

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Esta seria a última atração do nosso passe, que foi muito bem aproveitado, sem pressa e com uma economia de pelo menos 2000¥, já que, além das entradas gratuitas nas atrações ainda pudemos usufruir do transporte em  metrôs e trens durante os dois dias.

 

Japão 2016 – Osaka, dia 1

5 abril 2016

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Saímos direto do Aeroporto pelo Narita Express até Shinagawa, onde pegamos o shinkansen que iria até a estação de Shin-Osaka (“shin” significa “novo” em japonês), ou seja, ela foi construída posteriormente à estação de Osaka (que fica no centro da cidade) para abrigar os trens rápidos.

Como iria fazer os deslocamentos utilizando os trens-bala, nada mais prático do que ficar hospedado nas proximidades da estação de Shin Osaka.

Entrei no Airbnb procurando um apartamento e fiquei surpreso com a quantidade de ofertas, o que não aconteceu em 2013, quando havia pouquíssimas opções de aluguel.

Felizmente encontrei um apartamento pequeno e aconchegante a poucos passos da estação e bem servido de comércio. Minúsculo como a maioria no Japão, mas super funcional e com um preço ótimo (cerca de R$300).

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Nem chegamos a conhecer a proprietária: todas as instruções de como entrar no apartamento vieram por email, assim como os códigos da portaria e da caixa de correspondências. Prático e sem contato pessoal, como os japoneses adoram!

Ah, e tivemos a cortesia de um wi-fi portátil completamente grátis! O aparelho é do tamanho de um celular e bem leve. Pode-se levar no bolso ou na mochila e garante acesso wi-fi em qualquer lugar. Sua bateria durava pouco mais de 10 horas sendo suficiente para nossos passeios. Sensacional!

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DSC05328Tendo Osaka como base, escolhemos passar 2 dias explorando a cidade (outros dois dias foram gastos visitando Kyoto e um dia para conhecermos Nara).

A primeira providência foi adquirir o altamente recomendável Osaka Amazing Pass de 2 dias: pela módica quantia de 3.000¥ (na época, 1.000¥ valiam cerca de R$30) tínhamos transporte gratuito pela cidade (incluindo metrô e ônibus), além de entrada gratuita em várias atrações da cidade, descontos em lojas e restaurantes. Veja a lista completa aqui.

Seguimos de trem até a estação de Osaka (4 minutos) utilizando o JR Pass e lá compramos o Osaka Amazing Pass no Visitor’s Center da estação.

Tomamos o metrô em Higashi Umeda (uma boa andada subterrânea desde Umeda) até a estação Temmabashi (linha Tanimachi), onde andamos até o Osaka Castle.

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Sua construção foi iniciada em 1583 e ao final se tornou o maior castelo do país naquela época, símbolo de um unificado Japão , como o todo-poderoso Toyotomi Hideyoshi gostaria.

No entanto, ele morreu sem conhecer sua obra magna e as tropas inimigas acabaram destruindo o Castelo, que só foi reconstruido em 1620 pelo Tokugawa Hidetada. Como desgraça pouca é bobagem, em 1655 ele foi atingido por um raio e consumido pelo incêndio.

Sua forma atual data da década de 1930 e, apesar de ter passado intacto pelos bombardeios da Segunda Guerra, foi recentemente renovado em 1997.

Começamos a visita pela parte mais alta: o elevador nos leva até o mirante de onde se tem uma bela vista da cidade e do parque.

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Além do mirante há um pequeno museu contando a história do Castelo e a biografia do Toyotomi Hideyoshi, com várias cenas de batalhas e conquistas.

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No Castelo também se pode alugar roupas da época para fotos, por módicos 300¥.

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INFO:   OSAKA CASTLE MUSEUM

Horário: todos os dias das 9h às 17h.

Preço normal: 600¥;

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Depois de sairmos, demos uma volta no parque em frente e resolvemos experimentar uma porção do delicioso takoyaki, um bolinho frito com pedaços de polvo, coberto de teriyaki e maionese, feito na hora.

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A segunda parada foi logo em frente ao Castelo, no Museu de História de Osaka, inaugurado em 2001 e também gratuito com o passe. O lindo prédio (foto abaixo) reservou os últimos andares para apresentar a evolução da cidade, desde os tempos do Naniwa Palace até a formação do conglomerado que é a região metropolitana de Osaka.

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Tudo isso com muitas maquetes e objetos das épocas retratadas, em um trabalho de reconstituição primoroso.

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O percurso é bastante didático e agradável de se fazer, durando aproximadamente uma hora. Com explicações também em inglês, é uma visita que recomendo sem medo.

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INFO:   OSAKA MUSEUM OF HISTORY

Horário: de quarta à segunda, das 9h30 às 17h. Fecha às terças.

Preço normal: 600¥;

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Andamos até a estação de metrô Tanimachi 4-chome indo até Hommachi, quatro estações à oeste na linha verde escura (Chuo line) e trocando pela linha Midosuji até Shinsaibashi.

Como era aniversário da Bia, tivemos uma programação especial. A ideia inicial era irmos à Universal Studios local, onde haveria apresentações gravadas de algumas bandas que ela gosta. Ocorre que as filas para esta atração estavam imensas, com espera de mais de 2 horas para entrar. Considerando que teríamos que esperar ao ar livre na temperatura próxima de zero grau não nos pareceu muito interessante e tivemos que recorrer ao plano B: um Neko Café.

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Explicando: aqui no Japão não são permitidos animais de estimação dentro dos apartamentos, o que levou ao aparecimento de um novo filão de entretenimento: os cafés com animais.

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Em um salão de pouco mais de 25 metros quadrados você pode passar uma hora com os bichinhos, acariciando-os, tirando fotos e, de quebra, pode escolher uma bebida para se distrair enquanto socializa com os animais.

Este tipo de estabelecimento é bastante comum no Japão, principalmente com gatos (neko em japonês), mas também com coelhos e até corujas(!). O Neko no Jikan foi o primeiro do seu tipo no país, aberto desde 2004.

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Escolhemos um local em uma ruela de Osaka, que só conseguimos achar graças ao Google Maps, tiramos nossos sapatos e adentramos o local. Uma música suave estava tocando e o silêncio de vozes imperava. Lá dentro, cerca de 15 gatos de raças diferentes estavam em distintos níveis de preguiça: uns dormiam, outros passeavam lentamente, todos levemente indiferentes à presença dos turistas e moradores, como é típico dos felinos.

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Claro que Bia achou aquilo o máximo, mas confesso que fiquei um pouco entediado com a falta de interação homem-animal (acho que preferiria acariciar as corujas, mas a escolha foi dela).

Pedi uma bebida deliciosa que levava suco de blueberry com leite e frutas e continuei admirando a elegância e o porte dos felinos, até que nosso tempo terminasse.

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INFO:   NEKO NO JIKAN

Horário: Segunda, das 11 às 19h; terça a sábado, das 11 às 21h; domingos das 10 às 19h.

Preço normal: 1000¥; 1250¥ com direito a bebida; 1500¥ com bebida e um pedaça de bolo;

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Continuamos explorando esta área, que é conhecida como Amerikamura (Ame-mura para os íntimos) e contém vários estabelecimentos com comércio voltado para a pequena população de expatriados. Na verdade, o bairro é mais frequentado por japoneses e é conhecido por ser uma espécie de “Harajuku de Osaka”, onde se pode notar as manifestações mais “intensas” da moda e cultura locais.

Seguimos na direção sul até alcançar Dotonbori.

DSC05355 DSC05360Nesta área, cortada pelo Rio Tonbori e conhecida como Namba, fica o coração do agito de Osaka, um local com inúmeras lojas, restaurantes e bares e muita agitação no belo calçadão fluvial, inclusive com direito a um show particular de boy bands desconhecidas.

Aqui fica o famoso letreiro de neon do Glico (uma marca de doce muito famosa no país com sede em Osaka), assim como o pier de onde saem os cruzeiros de 20 minutos pelo rio, outra atração incluída no Osaka Pass.

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Este passeio é curto, mas divertido, percorrendo os principais pontos de interesse à beira do rio. Tem saídas a cada meia hora, mas, mesmo no inverno é bastante procurado, por isso recomendo fazer reserva antes no próprio local.

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INFO:   TONBORI RIVER CRUISE

Horário: Segunda à sexta das 13 às 21h. Fim de semana e feriados, das 11 às 21h; saídas a cada meia hora.

Preço normal: 900¥.

Metrô:  Namba

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Foi o que fizemos: enquanto esperávamos nosso horário, jantamos por lá mesmo.

Depois do jantar, voltamos de metrô para casa, exaustos.

Japão 2016 – Roteiro da viagem e o Japan Rail Pass

1 abril 2016

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Na primeira visita ao Japão, passamos 8 dias em Tóquio, com uma pequena incursão até o Monte Fuji.

Desta vez pudemos fazer um roteiro mais diversificado: a escolha de três cidades-sede foi acertada, minimizando o “faz-e-desfaz” de malas e os deslocamentos com o shinkansen eram sempre bem tranquilos.

No mapa abaixo são mostradas as cidades-base (os “círculos”, representando Osaka, Hiroshima e Tóquio) e os passeios feitos a partir de cada uma delas (as “estrelas”).

 

PASSE DE TREM

Compramos um Japan Rail Pass (JR Pass) de 14 dias, que dava direito a, entre outras coisas:

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1) Viagens de trem ilimitadas por 14 dias seguidos (o passe é válido desde o dia de ativação até o final do 14° dia), inclusive na maioria dos famosos trens-bala (shinkansen) – com exceção dos Nozomi e Mizuho – e no Narita Express, que faz a ligação entre o Aeroporto de Narita e algumas estações em Tóquio.

2) Ônibus Hop on/Hop off em Hiroshima.

3) Acesso à linha circular JR Yamanote em Tóquio, a mais conveniente para os passeios turísticos pela cidade.

4) Ferry até a ilha de Miyajima, perto de Hiroshima.

O passe deve ser comprado antes de sua viagem (não é vendido no Japão) e pode ser adquirido através de uma agencia de viagens credenciada (veja a lista aqui), a maioria delas em São Paulo. Há opções de 7, 14 e 21 dias corridos. Comprei o meu através da Century e recebi o voucher dois dias úteis depois no meu endereço.

De posse do voucher, o passe tem que ser trocado no Japão, inclusive no próprio Aeroporto (veja aqui a localização dos JR East Travel Service Centers em Narita e outros locais).

Neste momento você deve definir se já quer ativar o passe na mesma hora ou programar para que ele seja válido a partir de uma data futura, dentro de 30 dias.

Nossos passes foram imediatamente ativados, já que iríamos usar o Narita Express (N’Ex) até Shinagawa para tomarmos o trem para Osaka. Para isso, fizemos a reserva nestes dois trens (mas apenas no Narita Express ela é obrigatória), sem custo adicional.

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Explicando: as reservas dos trens no Japão são recomendadas, mas não obrigatórias (a não ser no caso do N’Ex acima). Elas são gratuitas com o JR Pass e apenas garantem que você irá sentado. A maioria dos shinkansen possuem vagões inteiros com assentos não reservados, o que significa que, mesmo sem reserva, você dificilmente viajará em pé, principalmente em épocas fora de períodos festivos, como foi o nosso caso. Claro que, se você puder fazer a reserva, garantirá um assento.

Abaixo você vê o interior de um vagão de um shinkansen. Notem a disposição das poltronas em cada fileira (3 e 2 assentos).

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O passe nos custou a bagatela de US$ 390 cada (este preço é variável, de acordo com a cotação do yen – veja com a agencia de viagens credenciada para a venda do passe) e você deverá verificar se vale a pena a compra baseado nos deslocamentos que você irá fazer dentro do país durante o tempo de duração do passe. Eu diria que a principal vantagem do passe é não se preocupar em comprar cada trecho toda vez que for viajar.

COMO PESQUISAR OS TRECHOS DE TREM

Um programa indispensável para quem pretende andar de trem no Japão é o Hyperdia, que pode ser baixado gratuitamente para IOS – a versão é gratuita por um mês, por isso só baixe quando estiver bem próximo da sua viagem ao Japão. Ele também pode ser acessado através do site.

Infelizmente ainda não existe atualmente uma versão gratuita para Android.

Abaixo segue a tela que você verá ao acessar o site. Informe a estação de partida e destino (as primeiras letras abrirão algumas opções no menu drop-down), o dia e o horário aproximado da partida (ou da chegada).

No exemplo abaixo, fiz uma pesquisa sobre os trens entre Shinagawa (em Tóquio) e Osaka a partir das 7:49 PM e selecionei a opção “Search”.

Hyperdia

Cuidado na hora de colocar o nome da cidade. Por exemplo, seja bem específico em relação à estação de Tóquio – se vc colocar simplesmente “Tokyo“, estará se referindo à Tokyo Station, que é apenas uma das inúmeras estações de trem na cidade. Se quiser ir a Fukuoka, saiba que não há uma estação de trem com este nome e terá que escolher Hakata (ao lado da cidade).

Você verá que inicialmente os resultados serão muito abrangentes, incluindo avião e percursos a pé.

Se você estiver utilizando um JR Pass, role a página até o final e desmarque as opções “Airplane”, “Airplane Shuttle Bus”, “Nozomi/Mizuho/Hayabusa (SHINKANSEN)”, além de “Private Railway”. Deste modo você eliminará as opções que não são válidas com o JR Pass.

Hyperdia 2

Feito isso, selecione a opção “Search” outra vez e voilá: todas as informações referente aos trens estarão presentes, desde os horários e duração da viagem, passando pelas plataformas de embarque e conexões, além do preço e tipo do trem. Perfeito!

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Este programa também é bastante útil para pesquisar os percursos de trem/metrô em Tóquio. Pelo mapa abaixo dá para ver que o metrô de Tóquio possui diversas linhas.

mappery.com

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Até aí nada de mais, se não fosse por um pequeno probleminha: cada linha pertence a uma companhia distinta e fazer baldeações entre elas encarecem muito a sua viagem.

Pelo Hyperdia você terá uma noção do custo de cada opção além do tempo necessário para chegar ao seu destino. Uma verdadeira mão na roda!!!

VALE LEMBRAR!!!

Não se preocupe em ficar perdido nas estações de trem: apesar da quantidade grande de informações, há sempre a versão em inglês, tanto escrita quanto falada.

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Uma observação importante, tanto nos trens quanto no metrô: falar no celular é proibido ou visto com maus olhos. O silêncio impera nos vagões e devo confessar que é uma delícia!

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Vale alertar para o fato de que alguns passeios que fizemos não são totalmente cobertos pelo JR Pass, como as viagens a Shirokawa-go e o passeio até Kinugawa Onsen para visitar o Tobu World Square, requerendo suplementos em ônibus (primeiro caso) ou trens de outras companhias (segundo caso).

Ficou alguma dúvida? Caixa de comentários, please!

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