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Japão 2016 – Miyajima e o Castelo de Himeji

24 maio 2016

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A ida a Hiroshima serviu também para conhecermos um local mágico: a ilha de Miyajima (nome oficial: Itsukushima), famosa pelo seu Tori construido sobre a água, uma das imagens mais associadas ao país do sol nascente.

Chegar lá é bem simples e gratuito para quem possui o JR Pass. Da estação central de Hiroshima, tome um trem da linha JR Sanyo  até a estação de Miyajimaguchi, em uma viagem que não deve durar mais do que 25 minutos.

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De lá, uma pequena caminhada te deixa no porto, de onde saem os ferries até a ilha.

Há duas companhias que fazem este trajeto de 10 minutos (Matsudai e JR), mas obviamente o JR Pass só é válido nesta última.

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Também pode-se chegar diretamente na ilha partindo do pier no Parque da Paz em 55 minutos. Esta comodidade tem seu preço: a passagem ida e volta custa 3.600¥.

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Chegamos à ilha relativamente cedo antes de grande parte dos turistas e o caminho até o templo xintoísta de Itsukushima foi percorrido em 10 agradáveis minutos.

Vale lembrar que os templos xintoístas normalmente tem o tori como símbolo, enquanto nos budistas é mais comum encontrarmos… estátuas de Buda.

O templo (assim como o seu tori) foi construído sobre a água – a foto abaixo mostra o panorama da maré baixa, logo de manhã…

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…e depois de 3 horas, com a maré cheia, a paisagem se transforma:

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Vale a pena consultar a tábua de marés para poder programar como será sua visita.

O templo possui várias edificações, todas conectadas por passarelas de madeira e o conjunto todo fica mais impressionante ainda na maré alta.

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Com mais de 1400 anos de idade, é um Patrimônio Cultural da Humanidade, um justo título dado pela UNESCO em 1996.

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Os corredores são repletos de lanternas como a mostrada na foto abaixo, feitas de bronze e datando do começo do século passado. Foram inspiradas nas originais de 1366, que eram de ferro fundido e que hoje se encontram em exposição na Sala dos Tesouros.

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Na foto abaixo vemos o Haiden (oratório), um dos edifícios mais importantes deste complexo que data do ano de 811.

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DSC05625Algumas curiosidades sobre o Tori:

Altura: 16.6 metros

Peso:  60 Toneladas

C0mprimento do telhado: 24.2 metros

Material: os pilares são feitos com árvores de cânfora, com cerca de 600 anos de idade, protegidas contra o apodrecimento e de insetos.

Ano de construção : 1875, sendo o oitavo Tori desde a inauguração do templo

Existe uma iluminação especial noturna para o templo, por isso recomenda-se passar uma noite em um dos ryokans e aproveitar para apreciar esta belezura (de longe, já que as visitas ao templo não são permitidas depois do por do sol) em seu esplendor.

Nos templo xintoístas também pode-se retirar a sorte (omikuji), com a doação de 100¥, dentro de umas gavetinhas, de acordo com o sorteio de uma vareta com um número correspondente à gaveta.

Pelo que Bia pôde depreender da mensagem abaixo, meu destino será meio borocoxô, sem maiores emoções. Já em casa, após uma pesquisa, pude ver que retirei um suekichi (末吉), confirmando que o meu destino é mesmo incerto.😦

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Devemos deixar o papel amarrado em uma das hastes do local depois de “ler” o que o destino nos reservou…

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INFO:   ITSUKUSHIMA SHRINE

Horário: todos os dias, das 6h30 até o por do sol.

Preço normal: 300¥;

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Na saída se encontra outro templo, o Daigan-ji, cujo fundador é desconhecido, mas acredita-se que sua reconstrução tenha se dado no início do Século XIII.

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Voltando ao pier, passamos por uma  pagoda de cinco andares (Goju-no-to) que foi originalmente construida em 1407 e dedicada ao Buda da medicina. Seu estilo arquitetônico mistura o tradicional japonês com pitadas de influência chinesa.

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 Projetada para resistir a tufões e terremotos, tem 28 metros de altura.

Ainda deu tempo para comer um dos quitutes locais em uma das barraquinhas: um delicioso bolinho frito cuja textura parece um pouco com o de uma almôndega, porém com recheios diversos.

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O de polvo com cebolinha estava uma delícia e serviu para amenizar um pouco a fome depois de tanto caminhar.

Infelizmente não guardei o nome em japonês – alguém pode me ajudar?

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Voltamos então para Hiroshima e o plano era tomar um shinkansen e visitar o Castelo de Himeji. Na verdade, esta visita faz mais sentido a partir de Osaka ou Kyoto, que ficam mais próximos, mas a viagem em um trem-bala é tão confortável que mesmo de Hiroshima vale a pena.

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Infelizmente entramos em um shinkansen parador (isto acontece, fique atento!) e a viagem entre as duas cidades, que deveria demorar um pouco mais de uma hora, acabou levando mais de 2 horas sem que pudéssemos fazer algo (não adiantava parar em alguma estação intermediária e esperar um trem mais veloz, pois chegaríamos a Himeji ainda mais tarde).

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Este atraso fez com que desembarcássemos em Himeji após o fechamento das visitas ao Castelo (no inverno fecham às 17h, mas as entradas só são vendidas até as 16h) e só pudemos admirar esta beleza do lado de fora.

Para chegar até lá desde a estação de trem é bem fácil: tome a larga avenida Otemae-dori e o castelo estará ao final dela, após cerca de um quilômetro de caminhada.

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O castelo de Himeji também é um Patrimônio da Humanidade da Unesco e sempre foi considerado um dos mais belos e imponentes do país.

Sua última renovação é bem recente, ocorrida em 2015, mas curiosamente, o castelo, diferentemente de outros no Japão, nunca foi destruído, seja por fogo, terremoto ou mesmo a Guerra!

As primeiras construções se iniciaram no século XV e, posteriormente foram incorporadas várias extensões até chegar ao seu tamanho atual, no ano de 1609.

Se eu tivesse tido a oportunidade de visitá-lo, poderia ter caminhado por alguns de seus 83 edifícios ligados por portões e caminhos sinuosos.

Mesmo assim, a visita externa valeu a pena, pois o Castelo é mesmo de uma beleza ímpar, principalmente no fim de tarde ensolarada de inverno.

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Dependendo da época da sua visita, talvez seja interessante a compra antecipada do ingresso para evitar as filas e até a super lotação, já que este é o castelo mais visitado do Japão.

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INFO:   HIMEJI CASTLE

Horário: todos os dias, das 9h às 17 (de abril a agosto, até as 18h); entrada até uma hora antes do fechamento. Fechado nos dias 29 e 30 de dezembro.

Preço normal: 1000¥;

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Voltamos a Hiroshima após um pequeno jantar e tivemos que esperar quase meia hora por um trem que não fizesse tantas paradas. Acabamos chegando no nosso destino depois das 21h.

Japão 2016 – Hiroshima

9 maio 2016

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Hiroshima foi uma das surpresas agradáveis desta viagem ao Japão: moderna, agradável e plana, a cidade é mesmo um convite às caminhadas por suas ruas.

A apenas uma hora e meia de Osaka em um trem bala, é uma base conveniente para explorar com um pouco mais de calma o sul da ilha de Honshu ou até se aventurar mais ao sul, cruzando até a ilha de Kyushu.

DSC05609Para quem tem o JR Pass, um atrativo a mais é poder utilizar gratuitamente o ônibus hop-on-hop-off da cidade (aqui ele tem o simpático  nome de “Meipurupu”, a forma japonesa de dizer Maple Loop, sendo o maple um dos símbolos da cidade) que passa pelos principais pontos turísticos e é uma ótima introdução à geografia local. Veja as opções de rota neste site.

Existe uma outra opção de passeio em um ônibus double decker com o andar superior aberto, mas é bem mais caro e não vi muita vantagem, não.

Cortada pelo Rio Ota, que divide a cidade em várias “ilhas”, foram criados passeios arborizados acompanhando a margem do rio, criando várias oportunidades de apreciar as belezas desta cidade de um ângulo privilegiado.

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Claro que a cidade também carrega uma aura sombria em função dos acontecimentos ocorridos na Segunda Guerra, mas acho que os habitantes conseguiram superar este trauma na medida do possível.

Tomamos o shinkansen desde Shin-Osaka e cerca de uma hora e meia depois estávamos na estação central de Hiroshima. Nosso hotel (New Hiroden, recomendado!) era bem próximo dali, portanto fomos andando até lá. Infelizmente não conseguimos subir até o quarto, já que o check in era apenas a partir das 15hs, ou seja, ainda teríamos que esperar cerca de duas horas.

Resolvemos deixar as malas e começar a bater perna pela cidade. Tomamos o Meipurupu na estação de trem e descemos na segunda parada para tentar achar algum local para o almoço. Para evitar andar muito até encontrar algo de seu agrado na rua, minha dica é subir ao último andar de qualquer loja de departamentos (isto vale para todo o Japão), onde haverá sempre várias opções de restaurantes.

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Fizemos uma refeição completa, com direito a tempura e soba e continuamos nosso passeio, voltando à parada do ônibus.

Esperamos por cerca de 7 minutos e nossa intenção era descer na próxima parada (estávamos em Kamiya-cho, parada 5, e iríamos até o Atomic Bomb Dome, parada 6), mas nem precisávamos esperar pelo ônibus, já que andamos apenas alguns metros e já estávamos lá. Se eu tivesse olhado no mapa…

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O Atomic Bomb Dome, também conhecido como Memorial da Paz de Hiroshima, é um lugar impressionante: uma das poucas construções a ter permanecido quase intacta após o bombardeio, é uma lembrança incômoda do acontecimento.

Neste edifício funcionava o Centro de Promoção da Indústria local e agora ele é um dos Patrimônios da Humanidade da UNESCO.

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Este é apenas uma das muitas lembranças dos horrores da guerra, neste local que é conhecido como Parque Memorial da Paz. Há um monumento às crianças (embaixo à esquerda) e um cenotáfio pelas vítimas do bombardeio (à direita).

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Principal edifício do parque, o Museu Memorial da Paz merece uma visita, mesmo despertando  sentimentos negativos.

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DSC05598O museu possui dois prédios, foi fundado em 1955 e recebe anualmente mais de um milhão de visitantes, principalmente excursões escolares.

A parte leste do museu estava em obras, mas não se nota muito, já que os objetos relacionados à história da cidade estão dispostos de maneira bem didática.

Os acontecimentos daquele nefasto 6 de agosto de 1945 tem destaque e apresentam em detalhes o sofrimento da população ao longo do dia e posteriormente à queda da bomba atômica, chamada de Little Boy (Fat Man foi o apelido dado àquela que caiu sobre Nagasaki).

Lançada do avião Enola Gay (assim chamado em homenagem à mãe do piloto americano) na manhã daquela segunda feira, explodiu quando atingiu 600 metros de altitude, matando instantaneamente cerca de 70 mil pessoas e quase o dobro disto durante o dia. O número total de mortos passou dos 200 mil, muitos pelos efeitos da radiação remanescente.

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A cidade foi escolhida por ter sido uma importante base militar. Kyoto também havia sido considerada, mas acabou descartada devido ao grande valor cultural que possuía.

O mapa abaixo mostra o tamanho do horror: na área em vermelho os prédios foram todos queimados e destruídos.

Além da destruição física, também é mostrado o sofrimento daqueles que sobreviveram. Não é preciso entrar em detalhes para se ter uma ideia do que eles passaram.

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Sim, é sofrido, eu disse, mas fica a mensagem final de esperança com uma serie de iniciativas para tentar evitar a repetição da história.

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INFO:   MUSEU DA PAZ

Horário:   Todos os dias de 8h30 às 18h (até 19h em agosto, até 17h de dezembro a fevereiro); fechado de 29/12 a 02/01

Preço : 200¥

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Saindo do museu ainda ficamos um tempo passeando pelo parque apreciando sua beleza.

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Ao final da tarde voltamos para o hotel para finalmente fazer o check in. Tomamos outra vez o Meipurupu e completamos o reconhecimento da cidade – minha impressão sobre Hiroshima ficou ainda mais positiva!

Japão 2016 – Kyoto, dia 2

4 maio 2016

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No segundo dia de Kyoto, resolvemos passear por Arashiyama, um lindo e calmo distrito na parte oeste da cidade. Para chegar lá, pode-se tomar o ônibus, mas a melhor opção é mesmo o trem que sai da estação central de Kyoto – linha JR Sagano (incluída no JR Pass) até a estação de Saga-Arashiyama.

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Uma de suas principais atrações é o bosque de bambus, que rende cliques incríveis como a foto inicial deste post. O passeio por lá é uma delícia, especialmente em um dia ensolarado de inverno.

DSC05450 DSC05453Existem alguns templos nas imediações e até um cemitério, mas o melhor mesmo é curtir o panorama.

Se o tempo estiver menos frio, uma ótima opção para explorar o local seria alugar uma bicicleta, próximo à estação de trem.

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O distrito tem seu ápice de visitantes durante o começo de abril na época do hanami,  em meados de novembro, quando as cores de outono estão em seu apogeu, e principalmente em dezembro quando há a festa de Hanatoro, com lanternas nas ruas e iluminação especial no bosque de bambus.

Se você não estiver lá em algum destes meses não tem erro: este é um passeio recomendado em qualquer  época do ano.
DSC05464 DSC05463Simplesmente se deixe levar pelo fluxo de pessoas e curta a tranquilidade do local.

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Dentre os templos mais importantes do distrito está o Tenryuji (foto acima), um dos muitos locais reconhecidos pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Fundado em 1339, possui um bonito conjunto de jardins.

A ponte Togetsukuyo é um marco local e foi reconstruida recentemente em 1930. Durante os meses mais quentes pode-se alugar um barco para um passeio pelo rio.

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Percorremos as ruas do bairro até que a fome bateu. Comemos em um restaurante na rua principal e ainda passeamos um pouco antes de seguir até nosso próximo destino.

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Depois do almoço visitamos um dos templos mais bonitos que já havia visto: o Kinkaku-ji, ou o Templo Dourado.

Para chegar até lá, voltamos de trem até a estação central de Kyoto e lá compramos o passe de um dia de ônibus. Tomamos o número 101 e, em cerca de 25 minutos estávamos no nosso destino.

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O templo  tem dois de seus 3 andares inteiramente revestidos de folhas de ouro e impressiona, especialmente no sol da tarde.

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Além da beleza do templo, a sua localização à beira de um pequeno lago e as árvores que o circundam tornam tudo mais fotogênico.

Cada um de seus andares possui um estilo arquitetônico distinto, o que evidencia a opulência da cidade naquele período. O primeiro andar, feito de madeira e paredes brancas, segue o estilo Shinden, famoso durante o período Heian. O segundo andar é construído no estilo Bukke, normalmente usado nas casas dos samurais. O último andar, no estilo dos pavilhões chineses, é folheado a ouro inclusive em seu interior.

Infelizmente as visitas ao interior do templo não são permitidas.

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O templo foi destruído inúmeras vezes por incêndios, sendo o mais recente em 1955 quando um monge fanático resolveu atear fogo no prédio.

Este templo também uma clara inspiração  para a construção do quase homônimo Ginkaku-ji, o templo prateado que visitamos no primeiro dia.

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Descobri depois que existe uma réplica deste templo aqui perto em Itapecerica da Serra, no estado de São Paulo. Alguém já visitou?

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INFO:   KINKAKU-JI

Horário: Todos os dias, das 9 às 17h;

Preço : 400¥

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Ao final da tarde rumamos para Gion, o mais famoso bairro de Kyoto, conhecido por abrigar um número razoável de geishas, escondidas em suas pequenas residências.

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Aqui também ficam as mais exclusivas casas de chá (ochaya) e restaurantes refinados, onde você pode ser servido por uma geiko (como os locais chamam as gueixas) ou maiko (aprendizes de gueixa).Se você estiver di$posto pode ser uma experiência memorável.

DSC05493 DSC05500Quando passamos por uma de suas ruelas vimos uma pequena multidão à espreita com câmeras e celulares a postos e, pelo carro com motorista parado na porta da residência, imaginamos que alguma coisa estava acontecendo.

Não demorou muito para percebermos que estavam aguardando uma geisha, que entrou apressadamente no carro, disparando uma sequência de cliques e flashes. Infelizmente eu não estava tão preparado assim e só tenho a foto acima à esquerda como souvenir.

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Ali próximo, do outro lado do Rio Kamo, fica a principal área de compras da cidade, com lojas de grife misturadas com o comércio nas galerias de ruas históricas como a Teramachi Street, criando um contraste bem interessante.

DSC05513 DSC05517Viemos até aqui para visitar o famoso Nishiki Market, mas o comércio já estava quase todo fechado quando chegamos, por volta das 18 horas, portanto a dica é chegar um pouco mais cedo e provar dos quitutes locais.

Ao final do dia, a impressão que tive foi de que há muito para se visitar na cidade e vale a pena passar pelo menos 3 dias inteiros para percorrer outros templos, visitar alguns museus e até a Torre de Kyoto. Ficará para a próxima.

Japão 2016 – Kyoto, dia 1

29 abril 2016

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Kyoto foi a capital do país por mais de 1000 anos (precisamente entre os anos de 794 e 1868) e sempre teve papel importante na história japonesa. Justamente por este papel a cidade foi poupada de ser bombardeada pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Não seria exagero dizer que a quantidade de templos aqui pode ser comparada ao número de igrejas em Salvador, Bahia. Fui obrigado a separar os mais interessantes para visitar neste primeiro dia na cidade e acabei escolhendo três deles.

Para cobrir a distância entre eles, compramos, na própria estação de Kyoto,  um passe de um dia que dá direito ao transporte nos ônibus municipais por 1.000¥.

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O primeiro era o que eu mais tinha curiosidade: o templo Fushimi Inari. Conhecido por seu caminho com milhares de portões (literalmente Senbon Torii ) no meio da vegetação rumo ao topo da colina, a 233 metros de altura, é um dos mais fotogênicos do país.

O acesso até lá pode ser feito através da linha JR Nara (incluso no passe JR) parando na estação Inari, a segunda parada após a estação de Kyoto. Chegando lá é só seguir a multidão e você logo estará diante do tori principal, na entrada do templo.

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Após o portão principal fica o Honden, a mais importante construção do templo, além de outros prédios menores. Além dos turistas, muita gente visitava o templo simplesmente para rezar.

DSC05186DSC05197Várias pessoas deixavam seus desejos escritos nestas pequenas tabuletas de madeira que podem ser adquiridas no próprio local e que ficam postadas em um mural.

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O caminho através dos toris é impressionante, especialmente se estiver um dia ensolarado, e é um dos principais atrativos para os turistas e fiéis, que o percorrem em 2 a 3 horas até o topo.

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Os toris são doações de indivíduos ou de empresas (o deus xintoísta Inari, a quem o templo é dedicado, é conhecido como o patrono dos negócios) o que confere um enorme prestígio para quem tem seu nome marcado em suas laterais. Dependendo do tamanho, o valor da colaboração pode chegar a um milhão de yens!

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DSC05201 DSC05202Para uma experiência agradável, não é preciso subir até o topo. Mais ou menos na metade do caminho chega-se à Yotsutsuji, uma parada de onde já se tem uma bela vista da cidade. Dizem que a quantidade de toris fica mais escassa a partir daí. Saiba que o fôlego também…

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Existem várias estátuas de raposas (kitsune, em japonês) espalhadas pelo templo. Este animais são considerados os “mensageiros do Inari” e admirados por sua inteligência.

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INFO:   FUSHIMI INARI

Horário: Todos os dias

Preço : Gratuito

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DSC05224DSC05225Saindo do templo, fomos atraídos pelo cheiro de comida e esbarramos com uma barraquinha de takoyaki, o bolinho de polvo que comemos em Osaka.

Preferimos experimentar o dango, um espetinho que parece queijo de coalho mas é bem macio e doce e feito com farinha de arroz.

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Voltando de trem até a estação, aproveitamos para almoçar e paramos em um restaurante onde havia um menu de almoço com okonomiyaki como opção. O meu veio Kyoto-style, com maionese e teriyaki e estava supimpa!

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Nham!

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Bia comeu um yakisoba de carne que também estava bem bom.

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Depois do almoço compramos o passe de ônibus e tomamos o de número 100, que sai bem em frente à moderna estação de trens de Kyoto, para irmos até o Ginkaku-ji.

DSC05236 DSC05238Traduzido como o Pavilhão de Prata e também chamado de Salão de Kannon, por conter uma estátua dedicada a esta deusa do Budismo. Infelizmente o interior do Pavilhão não é aberto à visitação pública.

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Contrário a seu nome, o pavilhão não é coberto de prata e possui essa denominação apenas para oferecer um contraste ao Pavilhão de Ouro, também em Kyoto. Outros acreditam que o reflexo da lua em seu telhado confere ao templo uma aura prateada. Você decide!

Na verdade nem achei o templo essa maravilha toda, mas o cenário composto é sensacional, principalmente pelo lindo jardim de areia logo em frente ao pavilhão principal, meticulosamente cuidado, como é típico dos japoneses.

DSC05244DSC05246Passear pelo local é bem agradável, já que o caminho é bem sinalizado e relativamente curto, oferecendo vários ângulos do Pavilhão e das outras construções, além de permitir  contemplar os jardins, com seus pequenos lagos e pontes. A palavra de ordem aqui é tranquilidade.

Assim como outros templos japoneses, o Ginkaku-ji também sofreu com incêndios e terremotos, sendo que o Pavilhão principal foi uma das duas construções que sobreviveram às intempéries. Uma série de projetos de restauração, a última em 2010, ajudaram a preservar ainda mais todo o conjunto arquitetônico.

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INFO:   GINKAKU-JI

Horário: Todos os dias, das 8h30 às 17h; das 9h às 16h30 de dezembro a fevereiro.

Preço : 500¥

Acesso: ônibus 5, 17 ou 100

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A visita a Ginkaku-ji pode ser perfeitamente conjugada com o passeio pelo Caminho do Filósofo, um agradável percurso de 2 km seguindo um pequeno canal onde há várias cerejeiras – durante o hanami, em abril, este é um dos principais pontos de observação da floração em Kyoto.

DSC05253 DSC05254Durante o inverno é apenas um passeio tranquilo, onde se podem ver algumas lojinhas e pequenos cafés. Ao final do passeio fica o templo de Nanzen-ji, o que pode render um ótimo programa triplo.

Preferimos tomar um ônibus e pegar o final da tarde no templo de Kiyomizudera (cuja foto abre o post). Seu nome significa “Templo da Água Pura” e foi fundado no ano de 780 no local onde fica a cachoeira Otoma.

DSC05250 DSC05258Para chegar até lá,  tivemos que percorrer um caminho ascendente no charmoso distrito de Higashiyama, com um grande comércio de lembrancinhas e comidas típicas.

 

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Sua localização, nas encostas de uma colina, permite uma visão ampla da cidade, principalmente no final da tarde. Infelizmente, alguns pavilhões estão fechados para renovação, o que prejudica um pouco a visita e diminui o impacto de sua beleza.

O Pavilhão Principal possui uma varanda em madeira que foi construida sem uso de pregos. De lá se tem uma das melhores vistas de Kyoto.

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Esse é um dos locais mais visitados e populares da cidade e muitos o consideram o mais bonito de todos os templos. Há controvérsias!

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Aos pés do Pavilhão Principal fica a cachoeira, de onde os visitantes podem beber de sua água pura de 3 diferentes fontes, dependendo da graça que se quer alcançar (longevidade, sucesso na carreira ou no amor). Não tente beber de todas as fontes – isto é considerado ganância!

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DSC05263 DSC05275Dentre as construções destaca-se uma linda pagoda de 3 andares, mais bonita ainda iluminada pela lua.

Vale lembrar que o templo possui iluminação especial em meados de março e novembro, portanto pode ser uma ótima época para sua visita.

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INFO:   KIYOMIZUDERA

Horário: Todos os dias, das 6 às 18h;

Preço : 400¥

Acesso: ônibus 100 ou 206. Desça na parada Kiyomizu-michi e suba até o templo em uma caminhada de 10 minutos.

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E assim terminou o primeiro dia em Kyoto, mas ainda havia muito mais a ser visitado…

Buenos Aires 2016 – Passeios

25 abril 2016

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Quem acompanha o blog sabe que eu adoro dar uma escapulida a Buenos Aires pelo menos uma vez por ano, nem que seja para escapar do outono quente da Cidade Maravilhosa. O fato é que me sinto muito bem na capital argentina: gosto da comida, dos vinhos, das opções culturais e até do povo argentino! Um fim de semana por lá e já me sinto revigorado.

Desta vez fiquei um pouco mais: 3 dias completos, que permitiu até uma ida a Colonia del Sacramento, passeio já relatado no post anterior.

Confesso: essa foi a primeira vez na cidade em que achei as coisas caras. Um pouco pela desvalorização da nossa moeda, um outro tanto pela inflação argentina e pelo fim do câmbio paralelo, aqui chamado de blue, que fazia nossa moeda valer um pouco mais.

A troca de reais (ou dólares, se preferir) por pesos pode ser feita nos moldes antigos: ao sair da área de embarque em Ezeiza, dobre à direita e entre no Banco  de la Nación Argentina. O câmbio oficial para reais encontra-se a 3,60 pesos/real (cotação de 7 de abril de 2016).

O fato é que aquele táxi que sempre pareceu baratinho, hoje já tem a bandeirada inicial em mais de 20 pesos. O Taxi Ezeiza tem tarifa fixa até o Centro/Recoleta/Palermo por 530 pesos (quase 150 reais!). A volta também é tabelada a 430 pesos.

Bebidas e sobremesas sempre foram um pouco acima da média na Argentina e Uruguai. Portanto, espere pagar cerca de 40 pesos em águas e refrigerantes na maioria dos restaurantes. Sobremesas saem por volta dos 100 pesos.

Melhor apostar em um vinho nacional: além dos preços serem bem mais convidativos, você dificilmente irá se arrepender da escolha, qualquer que seja ela. Para facilitar um pouco mais, selecione um Malbec e a vitória estará garantida.

Na volta de Colonia, fizemos um passeio pelo Centro, percorrendo a Calle Florida e chegando até a Avenida de Mayo, para ver o Cabildo, a Casa Rosada e a bela Catedral Metropolitana.

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IMG_20160408_183323221_HDR IMG_20160408_183439093_HDR Para o jantar escolhemos um restaurante que ficava bem próximo do apartamento que alugamos em Palermo Hollywood: o Toulouse Resto&Atelier, na Calle Bonpland que, como o próprio nome já diz, é um misto de restaurante e galeria de arte moderna.

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Ótima escolha: além da comida estar deliciosa, o local é muito aconchegante, com um excelente e discreto serviço. A trilha sonora é composta de suave música francesa.

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Todos pedimos o mesmo prato, uma Espiral de lomo y panceta ahumada, con volcán de papas, queso fontina y vegetales grillados que estava fantástico.

Não menos fantástico do que a sobremesa: um alfajor de dulce de leche con chocolate blanco y almendras con salsa de chocolate.

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

Foto by Paulinho

No outro dia apesar do tempo nublado, fomos passear pelos Bosques de Palermo. Passamos pelo Planetário, que estava em obras e por isso apresentava apenas algumas opções de programas infantis.

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Tentamos ir ao Rosedal, que até estava bem florido, mas a chuva do dia anterior impediu que ele abrisse por razões de segurança, já que parte do caminho é de terra.

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Os Bosques de Palermo são o Aterro do Flamengo portenho: casais fazendo jogging, pais de família com suas crianças alimentando os gansos, esportistas em suas bicicletas, vê-se de tudo nos fins de semana.

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O Rosedal mesmo só conseguimos ver de longe…

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Fomos então para a Recoleta, almoçar no Sanjuanino. As empanadas continuam famosas e os preços nem estavam tão caros assim (cada uma saía a 22 pesos). As minhas favoritas são de Roquefort e a Caprese, com queijo e tomate.

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Depois do almoço, fomos caminhar por entre as inúmeras barraquinhas da feira do fim de semana. Logo ao lado fica a pequena Iglesia Nuestra Señora Del Pilar, cuja construção data de 1732.

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Entramos também no Cemitério da Recoleta, para mim um museu a céu aberto, mas para alguns um programa mórbido.

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Terminamos o dia assistindo o espetáculo do Fuerza Bruta no Centro cultural Recoleta que recomendo com empenho. São pouco mais de 60 minutos de puro encantamento, com esquetes interativos, muita acrobacia e um show de plástica, iluminação e trilha sonora. Vale super a pena!!!

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No último dia, começamos os passeios por Puerto Madero que estava praticamente deserto na manhã nublada do domingo.

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Atravessamos a Ponte de la Mujer e continuamos caminhando pela outra margem, passando por estátuas com personagens de desenhos animados argentinos e murais modernosos.

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Terminamos em frente ao monumento a Juan Manuel Fangio, piloto argentino 5 vezes campeão de Formula 1. Sua estátua fica no cruzamento das Calles Aimé Painé e Azucena Villaflor, em frente à sede da Mercedes Benz.

 

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Seguimos então para a região de San Telmo, percorrendo a famosa feira que tem seu ápice nos domingos. Hoje, talvez por conta do tempo, estava perfeitamente transitável, perfeito para apreciar os produtos com calma e tranquilidade. Seus personagens principais, artistas e músicos vestidos a caráter, também batiam ponto.

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Continuamos pela Calle Defensa até o Parque Lezama, que possui uma estátua de Pedro de Mendoza, no lugar onde supostamente nasceu a cidade de Buenos Aires.

Ali na Avenida Brasil fica a  linda Igreja Ortodoxa Russa da Santíssima Trindade, que não é muito conhecida por ficar fora do circuito turístico daqueles que vem até San Telmo. Infelizmente estava fechada à visitação.

O Parque também é sede do Museu Histórico Nacional, aberto de quarta a domingo e com entrada a 20 pesos.

Também tem sua própria feira, que se confunde com a feira de San Telmo nos fins de semana.

Voltamos a Palermo para o almoço, onde provamos de entrada uma deliciosa provoleta (uma grande e grossa fatia de provolone assada com diversos ingredientes – no nosso caso, pimentões, bacon e um ovo frito).

O espaguete carbonara que pedi como prato principal não estava muito boa, por isso nem vou me atrever a indicar o restaurante.

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E assim terminou mais uma deliciosa temporada na capital argentina que, apesar de um pouco cara, continua sendo um ótimo programa para uma escapulida.

Uruguai – Ida a Colonia del Sacramento

20 abril 2016

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Colonia del Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai e foi fundada em 1680 por tropas portuguesas lideradas por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, que tinha ordens de fincar a bandeira portuguesa na região do Rio da Prata.

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Pela sua localização estratégica, na confluência dos Rios Uruguay e Paraná, foi alvo de disputa ferrenha entre os dois países da península ibérica, tendo passado para o lado espanhol em 1777 através do Tratado de San Ildefonso (que também devolveu à Portugal a Ilha de Santa Catarina). Isto até 1817, quando os portugueses a anexaram ao império brasileiro, o que durou apenas até 1828, com a independência do Uruguai.

Por sua proximidade com Buenos Aires (cerca de 50 km), a cidade é um ótimo passeio de um dia, ensejando um mergulho mais profundo na história do nosso continente ou simplesmente um passeio agradável pelo seu compacto centro histórico na beira do Rio da Prata.

De Montevidéu são apenas 177 km, que podem ser percorridos em 2h30 de carro ou pouco mais de 3 horas em ônibus, partindo do Terminal de Tres Cruces, na capital uruguaia.

A melhor forma de chegar até lá a partir de Buenos Aires (onde estávamos) é tomando um dos inúmeros ferries que fazem a travessia todos os dias. Existem 3 companhias que fazem este trajeto (Buquebus, Seacat e Colonia Express), com preços e horários distintos.

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Escolhemos a primeira delas e aqui vai a primeira dica, a mais preciosa a meu ver: compre seu ticket através do site uruguaio da Buquebus. A mesma passagem, na mesma embarcação, dia e horário saem por quase a metade do preço do que aquela comprada pelo site argentino.

A viagem no buque rápido dura pouco mais de uma hora (o Buquebus possui um ferry lento que cumpre o trajeto em 3 horas, mas garanto que não vale a pena a economia). Todos os ferries também transportam automóveis.

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Recomenda-se chegar com uma hora de antecedência para efetuar os trâmites de imigração, que são feitos na mesma cabine (há um oficial argentino e outro uruguaio trabalhando em conjunto).

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Essa aí embaixo é a vista de Buenos Aires na saída do Terminal da Buquebus, que fica no início de Puerto Madero, de onde também saem os barcos da Seacat.

Se a escolhida for o barco da Colonia Express, o ponto de saída em Buenos Aires é no final de Puerto Madero, portanto atenção para não se confundir.

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O ferry não é muito luxuoso, mas dá para o gasto. Se puder, leve um lanche e água pois os preços durante a travessia são salgados (água e refrigerantes a R$10, quiche a R$25). Detalhe negativo: o barco não possui wi-fi!😦

O terminal de Colonia está tinindo de novo e fica a apenas 6 quarteirões do centro histórico. Ali mesmo pode-se adquirir um passe (75 pesos uruguaios, cotação de 7,50 pesos por real em 08/04/2016) que dá direito a visitar quaisquer dos 6 museus da cidade. Vale a pena se você tiver tempo.

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Para aqueles que quiserem, há carrinhos de golf, de quatro lugares para aluguel, mas saem mais caro (diária a US$50) do que os carros comuns (diária a US$35).

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As ruas em Colonia são amplas e bem arborizadas e a calmaria reina, principalmente em dias de semana (fomos em uma sexta feira), o que permite um passeio bem tranquilo.

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Logo na entrada do centro histórico vemos uma das relíquias portuguesas: a Basílica do Santíssimo Sacramento, ao lado da Plaza de Armas (hoje chamada de Plaza Manuel Lobo).

IMG_20160408_110242285_HDR IMG_20160408_110330411 A igreja é tão simples quanto bela e compõe um quadro interessante juntamente com as ruínas do que se imagina ser a casa de um governante na época da ocupação portuguesa e que por isso foi denominada Casa del Gobernador. Esta casa, a mais luxuosa de Colonia na época, foi destruída posteriormente pelos espanhóis.

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Também do lado ficam alguns cafés e restaurantes que tentam fisgar o cliente com itens curiosos.

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O farol de Colonia, com 26 metros de altura, foi construído em 1857 sobre as ruínas do antigo convento San Francisco Xavier, um dos mais antigos da cidade. Pode-se subir até o topo de onde se tem uma bela visão do Rio da Prata por XX pesos uruguaios.

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Outro local interessante é o Puerto de Yates, de onde, dizem, pode-se presenciar o mais belo por-do-sol da cidade. Infelizmente não ficamos até tarde, mas as nuvens não pareciam favorecer muito o espetáculo naquele dia.

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A Puerta de la Ciudadela era o principal acesso à cidade durante a ocupação portuguesa. Naquela época não haviam os dois fiéis guardiões que encontramos por lá. Pena que estavam dormindo e nem viram a gente passar.

Entrando pela Puerta, a primeira coisa que se vê à esquerda é o Bastión de San Miguel, parte do sistema de defesa da cidade. Alguns canhões da época ainda se encontram no local.

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Uma das ruelas mais charmosas da Cuidad Vieja é a Calle de Los Suspiros, uma das mais antigas da cidade e totalmente fechada ao trânsito.

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Contrastando a arquiteturas espanhola e portuguesa em lados opostos da rua, ainda possui o charme de ter sua pavimentação original preservada, além de uma charmosa galeria de arte com um pequeno e agradável jardim ao fundo.

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Existem algumas lendas sobre o nome da ruela: uma é a de que por ali passavam os condenados a morte, que davam o seu último suspiro antes da execução; a mais difundida, contudo, é a de que nesta rua ficavam as casas de prostituição, e daí vem os suspiros dados pelos rapazes às “meninas”. Escolha a que parecer mais atraente.

Na hora do almoço começou a chover e por isso acabamos almoçando no restaurante Casa Grande, um destaque na Plaza Mayor com suas mesas externas. Eu pedi um prato de milanesa de frango com batatas fritas.

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Já os meninos pediram um chivito – filé com queijo presunto e ovo frito (o nosso conhecido filé a cavalo), acompanhado de fritas, salada e arroz. Estava tudo apenas razoável.

Outra dica (essa vale até 21 de abril de 2017) é que os pagamentos com cartões de crédito em restaurantes e hotéis no Uruguai recebem um desconto do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) da ordem de 18%. Com este abatimento, os preços de comida em Colônia até que ficam razoáveis.

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Voltamos pela Avenida General Flores observando o charme das lojinhas e das ruas arborizadas.

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Voltamos no ferry das 16hs e em uma hora estávamos de volta a Buenos Aires.

Este é um passeio que recomendo fazer, seja desde Buenos Aires ou Montevidéu, desde que haja tempo suficiente. Vai ser um contraponto interessante ao agito das duas capitais.

Na minha opinião, pode ser interessante voltar no ferry noturno para ver o por-do-sol e os monumentos iluminados à noite.

Japão 2016 – Nara

16 abril 2016

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Nara foi a primeira capital permanente do Japão, no ano de 710, mas permaneceu assim por apenas 74 anos, quando foi substituída por Nagaoka devido à crescente influência dos mosteiros budistas nos assuntos governamentais.

A cidade fica bem próxima de Kyoto e de Osaka, podendo facilmente ser visitada em um dia, saindo de qualquer uma delas.

Nós saímos de Osaka em um trem normal até Tennoji e lá trocamos pelo JR Yamatoji Line até Nara, em um percurso que durou pouco menos que uma hora.

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Chegando na estação, é fácil se locomover a pé pela cidade, já que a maioria das atrações ficam próximas uma das outras e seguindo a mesma direção: é só tomar a Sanjo Dori, conforme pode ser visto no mapa abaixo:

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A primeira atração vai aparecer depois de uns 700 metros de caminhada, onde várias lojinhas poderão te chamar a atenção, mas não vão se comparar à beleza do templo Kofuku.

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Kofuku-ji era o templo da família mais poderosa da cidade e foi construido na mesma época que ela se tornou capital. No seu auge, chegou a ter mais de 150 edificações – agora restam alguns poucos, sendo que a pagoda de 5 andares é , sem dúvida, um dos mais bonitos.

DSC05527 DSC05530Esta pagoda é a segunda mais alta do país, com 50 metros, perdendo apenas para uma que existe em Kyoto.

O acesso ao templo é gratuito e em seus jardins a gente já toma contato com os habitantes mais famosos de Nara: os veados, que passeiam livremente por entre os turistas e são considerados mensageiros divinos de acordo com o Xintoísmo.

Infelizmente eles são mal cuidados, com um aspecto sujo, além de serem um pouco bruscos quando o assunto é comida, o que pode afugentar algumas pessoas. No próprio parque são vendidos pacotes de biscoitos especiais (shika senbei) por 150¥  caso você queira alimentá-los.

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O National Treasure Museum, recentemente renovado e contendo uma boa amostra da arte budista e o Eastern Golden Hall são atrações pagas dentro da área do templo. Infelizmente não deu tempo de visitá-las.

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INFO:   KOFUKU-JI

Horário: Todos os dias, das 9 às17h;

Preço : 300¥ (Eastern Golden Hall), 600¥  (National Treasure Museum), 800¥ (ambos).

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Experimentamos o delicioso Yatsuhasi, um dos doces típicos da região de Kyoto, uma espécie de massa gelatinosa recheada de geléia de morango, creme ou chocolate, todas com um pouco de chantilly, e depois fomos até a principal atração do dia: o templo Tōdai (Tōdai-ji).

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Um dos sete monumentos considerados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, o templo possui a maior construção em madeira do mundo: o seu edifício principal chamado Daibutsuden, assim chamado porque contém uma das maiores estátuas em bronze do Buda conhecido como Daibatsu, com 15 metros de altura, realmente impressionante.

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Atualmente o Daibutsuden tem apenas 2/3 da altura original, em uma restauração que data de 1709. O templo também possuía duas pagodas de mais de cem metros de altura mas, infelizmente, foram destruídas em um terremoto.

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Neste mesmo edifício fica um pilar no qual há uma passagem estreita em sua base, com a mesma largura das narinas do Buda. Diz a lenda que aquele que conseguir atravessar esta passagem terá uma vida iluminada (a próxima, não esta).

Se eu disser que eu nem tentei, vocês acreditam?

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Pindola (ou Binzuru, no Japão), é um dos quatro Arhats (pessoas que atingiram o nirvana, segundo a crença budista) que solicitaram permissão ao próprio Buda para espalhar o Dharma (as leis budistas). Há uma estátua em madeira de um Binzuru com roupas vermelhas na parte externa do templo. Diz-se que deve-se tocar a estátua no local correspondente à parte do seu corpo que estiver “doente” para obter a cura.

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INFO:   TODAI-JI

Horário:       Aberto todos os dias

8:00 a 16:30 (Novembro a Fevereiro)

8:00 a 17:00 (Março)

7:30 a 17:30 (Abril a Setembro)

7:30 a 17:00 (Outubro)

Preço :   500¥

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A cidade possui ainda vários outros templos e um grande museu de arte budista, mas achamos que seria um pouco de overdose religiosa e voltamos para Osaka no fim da tarde.

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