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Londres – Roteiros a pé

15 janeiro 2018

Londres, juntamente com Buenos Aires, é uma das cidade que mais visitei até hoje. Plana e cheia de atrações, é um convite para caminhadas ao ar livre que podem tomar o dia inteiro e englobar inúmeras atividades, sejam elas culturais, consumistas, gastronômicas ou mesmo a simples apreciação da linda paisagem urbana desta metrópole europeia.

Com isso em mente, elaborei uma série de roteiros enxutos dividido por áreas e que podem ser seguidos até pelos mais sedentários. No caminho vocês encontrarão museus (quase sempre gratuitos, uma das vantagens londrinas), mercados de bairro, lojas de departamento, parques e o que mais você encontrar pelo caminho – e, com certeza haverá um cantinho inexplorado que você irá descobrir nesta cidade fantástica. (Sendo assim, volte aqui depois para contar para a gente, tá?).

Os roteiros começam e terminam sempre em uma estação de metrô para melhor localização e podem utilizar outra(s) das inúmeras alternativas de transporte da cidade. Como as atrações ficam dentro das zonas 1 e 2, tudo o que você precisa é de um bilhete que te permita transitar por estas duas zonas centrais da cidade. Mais informações sobre o transporte em Londres pode ser visto neste post.

Os roteiros tentam englobar as atrações mais conhecidas e, conforme dito acima, podem tomar o dia inteiro, mas obviamente a velocidade será ditada por você, a depender do tempo que você tem e das suas prioridades turísticas em Londres.

Espero que ajude na sua visita!

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Islândia 2017 – Reykjavík

27 dezembro 2017

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A capital da Islândia continua sendo uma cidade pequena, com cerca de 120.000 habitantes, mas sua região metropolitana de mais 200.000 pessoas concentra quase dois terços da população do país. Esta introdução foi só para você sentir a importância desta que é a capital mais setentrional de um país.

Já havia explorado algumas de suas atrações na minha visita anterior, mas resolvi dedicar os dois dias finais de nossa viagem para conhecer novos locais e repetir velhos favoritos.

Na minha primeira visita à capital um dos seus principais centros de arte ainda não havia sido inaugurado: o Harpa.

Com vistas incríveis do mar e das montanhas ao longe, foi aberto no dia 4 de maio de 2011 e já atraiu mais de 4 milhões de visitantes que frequentam suas salas de concerto ou centros de convenções dentre os mais modernos da Europa setentrional, tendo recebidos vários prêmios de revistas de música e de arquitetura.

 

Vários estilos musicais já se apresentaram aqui, desde concertos de música clássica, passando pelo  jazz e até festivais de rock como o Iceland Airwaves. Aqui é a sede da Orquestra Sinfônica da Islândia que apresentam disputados concertos todos os anos.

Construção ousada com maciça utilização de vidro que refletem a água em volta do edifício, internamente este efeito é maximizado e nota-se o esplêndido aproveitamento da luz natural.

Com dois restaurantes, loja de souvenir com itens mais sofisticados, livros e CDs, dá para passar um bom tempo explorando o local. Visitas guiadas pagas são oferecidas todos os dias em 3 horários, exceto do meio de julho a fim de agosto quando passam a ser dadas de hora em hora – 8 por dia. Custam 1.500 ISK.

O Harpa fica aberto todos os dias das 8 às 24h.

Nesta mesma área do porto ficam outras atrações como o badalado Saga Museu, que conta a história dos conquistadores nórdicos e a mais estranha delas: Þúfa, uma instalação de Ólöf Nordal que pode ser vista na foto abaixo à esquerda.

Traduzida por “monte”, a obra tem 8 metros de altura cujo topo pode ser acessado através de um caminho em espiral. Lá em cima há uma cabana cujo propósito é ser um local para secar peixes(!). Dizem que a vista do topo compensa o mau cheiro, mas não quis comprovar.

Talvez a mais icônica das atrações da cidade, a escultura batizada de Viajante Solar (“Sun Voyager”), que muitos erroneamente confundem com o esqueleto de um barco viking, foi a ganhadora de um concurso para celebrar os 200 anos de fundação da capital.

O artista local Jón Gunnar Árnason apresentou este protótipo de um barco homenageando o sol feito em aço, com 17 metros de comprimento e quase 3 toneladas, projeto que veio a ele através de um sonho. Infelizmente ele não sobreviveu para ver sua escultura ser instalada em 1990 em Sæbraut, bem próximo do Harpa, em frente para a baía de Faxaflói.

Fizemos um desvio para a direita entrando na Tryggvagata  para experimentar o melhor cachorro quente da cidade no Bæjarins Beztu Pylsur (tradução: “melhor cachorro quente da cidade”).

Funcionando desde 1937 todos os dias das 10h à 1h da manhã (sábados até às 04h30), este pequeno trailer já teve Bill Clinton e James Hetfield (vocalista do Metallica) entre seus clientes mais famosos.

O segredo: pão macio, salsicha saborosa, molhos diversos (incluindo remolaði, que parece uma maionese mais condimentada) e a deliciosa cebola crocante, além do preço inacreditavelmente barato para a Islândia (algo em torno dos 500 ISK). Precisa dizer mais?

Seguimos pela Laekargata até chegar ao local abaixo, onde funciona o escritório do Primeiro Ministro do país. Originalmente uma prisão entre 1765 e 1770, hoje aqui são realizadas as reuniões do gabinete desde 1973.

As estátuas na frente da casa são de autoria do escultor islandês Einar Jónsson e mostram o primeiro ministro Hannes Hafstein, o primeiro a ocupar tal cargo no país.

 

Outro prédio importante na capital é o da Prefeitura, na beira do lago Tjornin.

Aberto em 1992 em um projeto que apresenta uma belíssima combinação da arquitetura moderna com o entorno do lago,  aqui ficam o escritório do prefeito e um centro de informações turísticas, mas a grande maioria dos turistas vem aqui para visitar o imenso mapa em 3D da Islândia.

Este mapa é fascinante e para nós serviu como um flash back pelos lugares que havíamos visitado recentemente.

A Prefeitura fica aberta de segunda à sexta das 8 às 16h45 e a entrada é gratuita.

 

Espalhadas pela cidade estão vários exemplares de esculturas modernas como as mostradas abaixo.

 

Outro exemplo de arte moderna, os grafittis também se fazem presentes nas paredes dos edifícios, dando um colorido a mais.

Percorremos a Laugavegur, a principal artéria de comércio da cidade, com lojas variadas, das mais sofisticadas à onipresente loja de souvenires, alguns restaurantes e cafés.

Encontramos um bistrô francês (Le Bistro) nesta rua que possuía um menu fantástico no almoço com direito a bebida a um preço bem camarada para os padrões islandeses: 3000 ISK.

Em outra ocasião, de carro, subimos até Öskjulíð onde fica o Perlan, prédio que abriga uma exposição aberta no começo de 2017 – Maravilhas da Islândia, com uma caverna artificial feita de gelo. Planos para o futuro incluem a abertura de nova exposição sobre a a terra e o oceano, além de um Museu da Aurora Boreal e um Planetário.

Por enquanto ficamos satisfeitos com a bela vista (gratuita) que se tem do quinto andar do prédio.

Do lado de fora ficam algumas estátuas interessantes.

Também visitamos a Nauthólsvík Geothermal Beach, uma praia de águas aquecidas que fica lotada no verão (de 14/5 a 16/8 o acesso à praia é gratuito).

A água aquecida é bombeada para uma pequena área delimitada por rochas e onde se encontram piscinas próprias para as crianças. A temperatura chega a incríveis 19° C, o que para eles é agradável o suficiente.

Fora deste período é cobrada uma taxa única de 6.000 ISK para o acesso – por isso quando fomos não havia quase ninguém. O local tem vestiários, chuveiros e saunas.

Uma das construções mais visitadas na capital e que pode ser vista de vários pontos da cidade é a Hallgrímskirkja (ou Igreja de Hallgrímur), obra do arquiteto islandês Guðjón Samúelsson completada em 1986, depois de quarenta anos de construção.

Seu desenho lembra as colunas de basalto encontradas nas praias próximas à Vik. Seu interior é simples e elegante, com destaque para o fabuloso órgão de tubos de 15 m de altura e 25 toneladas, instalado em 1992.

Defronte à igreja fica uma bela estátua de Leifur Eiríksson, o primeiro europeu a chegar à América, no ano 1.000.

A estátua foi desenhada por Alexander Calder e presenteada pelos EUA por conta dos mil anos de comemoração do estabelecimento do Parlamento Islandês em 1930.

Também visitamos outra igreja, a Hateigskirkja (foto acima à direita), que fica um pouco mais afastada do centro da cidade e possui duas torres altas com formato inusitado. Infelizmente estava fechada e não pudemos visitar seu interior.

Nos dois dias em que ficamos na cidade não deixamos de aproveitar um dos passatempos favorito dos locais: as piscinas públicas (existem 7 delas só em Reykjavik). Uma delas, a Vesturbæjarlaug ficava a menos de 200 metros do nosso apartamento.

Recheada de piscinas aquecidas a 35° C , jacuzzis ainda mais quentes, sauna seca e a vapor, é o paraíso na Islândia e o local perfeito para ver aquele por do sol às 21h sob uma temperatura de 11 ° C.

Aberto todos os dias, das 6h30 às 22h (abre a partir das 9h nos fins de semana), a entrada custa módicos 950 ISK. O endereço é Hofsvallagötu 107.

Reykjavik continua me encantando, seja pela sua bela localização geográfica, seja pelos atrativos a cada dia mais numerosos. É uma cidade verdadeiramente “incrível”!

Se eu fosse você eu prestaria mais atenção aos encantos da capital e permaneceria alguns dias aqui para ter uma ideia da vibe local.

Islândia de carro – dia 6, de Höfn a Reykjavík

15 dezembro 2017

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Hoje seria o dia em que iríamos percorrer a maior distância nesta viagem pelo país, com diversas paradas pelo caminho. Para complicar um pouco, a previsão era de chuva a maior parte do dia, por isso não perdemos tempo explorando a pequena cidade de Höfn, onde pernoitamos. Não acho que perdemos muita coisa…

Saímos com uma chuva fina, seguindo pela inseparável Rota 1 por 80 km até a atração mais esperada (por mim, pelo menos) nesta viagem: a fantástica Jökulsárlón.

Esta incrível lagoa é formada pela água do degelo da segunda maior geleira da Europa, a Vatnajökull, que ocupa mais de 8% da área do país. Grandes icebergs desprendidos da geleira flutuam pela área da lagoa, gerando uma paisagem fantástica.

Este fenômeno de diminuição da geleira (e consequentemente aumento da área da lagoa) tende a aumentar com o passar dos anos por conta do aquecimento global, fazendo com que a paisagem mude sempre e tornando cada visita única.

Os icebergs continuam seu passeio através da lagoa em direção ao mar ao qual ela está conectada e pode-se ver alguns deles flutuando em uma praia de areia negra (vulcânica).

Felizmente a chuva havia dado lugar a um sol esplendoroso, quase por um milagre. Não dá para reclamar da sorte, pois pegar este lugar com nuvens baixas e chuvas não teria o mesmo impacto.

Algumas focas frequentam o lugar e podem ser vistas sobre os icebergs ou nadando em suas águas gélidas.

Uma das formas de explorar o lugar e chegar mais perto dos icebergs é através de um passeio de barco durante o verão. Pode-se escolher um barco maior ou um bote inflável que consegue uma aproximação maior, mas comporta menos gente e por isso lota facilmente, sendo necessário reserva antecipada.

Durante o inverno a pedida são as caminhadas na geleira e em uma caverna de gelo. Também é um ótimo lugar para apreciar a Aurora Boreal – imagine as luzes coloridas sobre a lagoa e os blocos de gelo! Deve ser uma experiência inesquecível.

    

Voltamos à Rota 1 ao mesmo tempo em que a chuva dava sinais de que iria voltar em breve. Percorremos 56 km até a entrada do parque Skaftafell, hoje parte do Parque Nacional Vatnajökull, com várias trilhas capazes de manter o visitante aventureiro por mais de um dia.

Uma destas trilhas leva a Svartifoss, tida por muitos como a mais diferente e interessante das cachoeiras do país. Infelizmente a chuva havia chegado e ninguém no carro se animou para enfrentar um passeio a céu aberto (ou fechado, melhor dizendo!) de quase 2 km e em subida.

Veja abaixo o que nós perdemos…

svartifoss

fotographee.com

Continuamos então pela Rota 1 por mais 77 km passando pela enorme geleira de Vatnajökull

…e até contemplando um arco íris sensacional.

Nossa próxima atração – Fjaðrárgljúfur – tem um passado turístico bem recente e nunca foi muito popular com os islandeses. Para chegar até lá, tomamos a Rota 206, à direita da Rota 1, por 3 km até o estacionamento.

Um cânion belíssimo formado pelo rio Fjaðrá, com 100 metros de altura e quase 2 km de extensão, é um local perfeito para um passeio e pode ser apreciado tanto na parte de cima, como fizemos, ou pela beira do rio.

Acredita-se que o cânion foi formado há cerca de 9.000 anos no final da Idade do Gelo. Suas paredes são constituidas de palagonita, que é um mineral formado pela alteração de material vulcânico pela ação de águas subterrâneas.

O rio possui pouca profundidade, o que dá um aspecto ainda mais bonito ao lugar. Pode-se caminhar por suas margens e chegar até a parte final do cânion, mais fechado e mais dramático.

Sem dúvida, um dos locais mais bonitos por que passamos em nossa jornada pelo país.

Ainda na Rota 1 pudemos ver um raro exemplar da vida animal da Islândia tranquilamente passeando pelo campo.

A pequena e pitoresca vila de Vík nos esperava 66 km adiante e nos recepcionou com uma chuva fina que impedia a plena visibilidade. Esta região é a mais úmida do país (chove aqui 3 vezes mais do que na capital!), portanto não estranhe se no seu período de visita também estiver chovendo.

A praia de Vík, formada de pedaços de lava escura de tamanhos diversos, já foi considerada uma das mais bonitas do planeta e ainda possui uma população considerável de diferentes aves, incluindo o famoso papagaio do mar.

As estruturas de basalto de 66 metros saindo do mar que se vê na foto acima são conhecidas como Reynisdrangar. Claro que o folclore islandês tem uma explicação para elas: são dois trolls que ficaram “petrificados” quando o sol se levantou.

A próxima parada era em Dyrhólaey, 14 Km à frente, pelas Rotas 1 e 218.

Um penhasco de 120 metros de altura, seu nome foi dado pelo arco que foi erodido pelo mar. Dyrhólaey significa literalmente “buraco da porta”. A vista do alto é majestosa, com o mar revolto abaixo e a enorme extensão de praia de lava escura.

Com a maré alta e a chuva fina que caía, dá para ver a fenda na foto abaixo, ao fundo. Com o mar calmo pode-se passar por debaixo da rocha e dizem até que um maluco fez isso com uma pequena aeronave!

Com o tempo mais amigável daria para caminhar pela praia e admirar as formações basálticas hexagonais resultantes da lava resfriada. Veja neste post o relato da minha visita anterior.

Mais adiante – cerca de 22 km – ficava Sólheimasandur, mais uma praia de lava escura que ficou famosa por ser palco dos destroços de um avião americano que aqui pousou em 1973 devido a uma pane e acabou ficando por ali mesmo.

O local é a meca dos fotógrafos e turistas, que caminham pela “areia” por mais de 4 km desde a Rota 1 até chegar ao local. Com chuva, não nos pareceu animador, mas fica abaixo a foto para vocês terem uma ideia do que irão encontrar com tempo bom.

Ainda faltavam duas cachoeiras imponentes para completar o nosso roteiro do dia: a primeira, a majestosa Skogáfoss, bem ao lado da Rota 1, cerca de 11 km depois.

 

 

 

Essa belezura de 60 metros de altura é linda de doer e pode ser apreciada no nível do rio ou do topo, acessível através de uma trilha bem sinalizada, que continua pelo rio acima onde se encontram outras quedas d’água.

skogafoss

E, por último, dirigimos por mais 29 km na Rota 1 e 249 até chegar a Seljalandsfoss, mais uma cachoeira de cair o queixo.

seljalandfoss

Neste ponto do rio Seljalandsá a água cai por 60 metros em um fluxo menor do que em Skogafoss, mas não menos bonito. Este rio tem sua nascente na geleira Eyjafjallajökull, onde fica o vulcão de mesmo nome cuja erupção causou transtornos na Europa em 2010.

Aqui se pode caminhar por trás da queda d’água para ter um ângulo privilegiado, com cuidado pois o piso é escorregadio. Quase certo de que você ficará encharcado.

Na verdade as duas cachoeiras, que fazem parte do Golden Circle, um circuito turístico que ainda inclui Geysir, Þingvellir e Gullfoss, são extremamente pitorescas e não saberia dizer qual das duas é a mais impactante.

A partir daí ainda sobravam  121 km até que chegássemos finalmente à capital Reykjavík, o que só conseguimos depois das 21h.

E assim terminou nossa volta pelo país em 6 dias. Nos próximos 2 dias tivemos tempo de conhecer mais um pouco a pequena e atraente capital do país. A seguir virão os relatos destes dias.


RESUMO DO DIA 6

Distância percorrida:  468 km

Atrações visitadas: sete – Jökulsárlón, Skatfafell, Fjaðrárgljúfur, Vík, Dyrhólaey, Skogáfoss e Seljalandsfoss


Islândia de carro – dia 5, de Seyðisfjörður a Höfn

8 dezembro 2017

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Acordamos cedo e fomos dar uma volta pela cidade após o café da manhã, aproveitando o lindo dia de sol que fazia.

Seyðisfjörður é uma linda cidade situada em um fiorde igualmente bonito e acessível pela estonteante Rota 93, que serpenteia  por 27 km, subindo por 600 metros e atravessando a montanha Fjarðarheiði até chegar à cidade.

Outra maneira de chegar até aqui é pelo ferry Norrona da Smyril Lines, que aporta uma vez por semana vindo direto da Dinamarca, em uma viagem que dura quase 2 dias. Há outra opção saindo também daquele país e que combina uma parada de 3 dias nas Ilhas Faroe seguindo depois para a Islândia. Deve ser uma linda viagem.

Mais informações neste site.

Repleta de casinhas coloridas do século 19 importadas da Noruega, a cidade não poderia ser mais charmosa.

Sua linda igreja em tons de azul é palco para shows de jazz e de música clássica durante o verão, quando a cidade recebe visitantes de toda parte.

Fundada em 1848 como um posto pesqueiro, teve seu auge através do comércio de arenque, um dos peixes abundantes em seu longo e profundo fiorde, o que permite uma vantagem em relação às outras cidades costeiras.

É considerada uma das cidades mais agradáveis do país para morar, apesar do relativo isolamento durante o inverno, quando a Rota 93 pode ficar bloqueada.

Atualmente possui apenas 700 sortudos habitantes, que podem usufruir de escolas, parques infantis e hospital, além de uma piscina pública.

Nossa hospedagem foi nesta simpática e ampla casa mostrada abaixo, com todas as comodidades modernas.

Além de ampla, a casa tinha uma decoração bastante funcional e de bom gosto. Foi o melhor lugar em que ficamos no país, sem dúvida.

Voltando pela mesma pitoresca Rota 93 pudemos admirar à luz do dia uma das atrações que ficam ao lado da cidade: a cachoeira Gufufoss.

O rio Fjardara, que fica acima da cidade, dá origem à várias quedas d’água, sendo esta a mais famosa e visível da estrada, saindo de Seyðisfjörður. A água cai com relativa potência nas rochas abaixo, levantando uma cortina de vapor, a tradução exata do nome da cachoeira.

Mais uma vez, após rodar 27 km, escolhemos Egilsstaðir para abastecer antes de seguirmos viagem. Aliás, nunca é demais lembrar do conselho número 1 quando estiver dirigindo pela Islândia: abasteça sempre que puder!

Nesta parte do país, a Rota 1 possui um trecho não asfaltado, acreditem. Como queríamos explorar os fiordes do leste, acabamos tomando a rota 92 saindo de Egilsstaðir, que chegava mais rápido ao nosso destino e ainda era asfaltada.

road iceland

O tempo não ajudou muito, com muitas nuvens pelo caminho mas, pelo menos não choveu. Mesmo nublado, as paisagens vistas da estrada eram de tirar o fôlego.

A primeira cidade que paramos, após 50 km em estradas sinuosas, é a impronunciável Fáskrúðsfjörður. Antigamente havia aqui um hospital (hoje transformado em hotel) que atendia pescadores franceses e esta influência perdura até hoje nas placas e no museu da cidade.

Com menos de 600 habitantes e em um dia nublado, não havia ninguém nas ruas, o que dava a aparência de uma cidade fantasma.

Continuamos na linda Rota 96, serpenteando por entre as montanhas que abundam nesta parte do país e que foram esculpidas na era glacial por geleiras gigantescas. Repleta de fiordes, nem sempre habitados, a região possui várias vilas cuja principal atividade econômica é a pesca – algumas são locais quase perfeitos para a observação da aurora boreal.

Este dia posso afirmar que a paisagem das estradas foi mais incrivelmente fotogênica do que os destinos em si e foram vários os pontos panorâmicos, como este abaixo.

A minúscula Stöðvarfjörður fica 28 km adiante e tem uma atração bastante visitada se considerarmos o isolamento da cidade: a coleção de rochas da Petra, uma casa com um jardim bem cuidado e rochas coletadas pela proprietária. Fica aberto apenas no verão, das 9 às 18h.

petra

icelandictimes.com

Continuamos neste rota panorâmica até chegar a Breiðdalsvík, 18 km depois. Ali paramos para um lanche – o indefectível (e delicioso) cachorro quente.

Esta parte do país tem um dos climas mais ensolarados e uma abundante população de pássaros, especialmente os puffins (também conhecido como “papagaio do mar“) ave que é um dos símbolos da Islândia e que habitam a ilha de Papey, acessível através de uma viagem de ferry de 40 minutos, a partir da cidade de Djúpivogur.

Infelizmente não conseguimos ver nenhum exemplar, já que havia passado o período de observação deles, que vai até meados de agosto.

A partir daí retomamos a Rota 1, que continua serpenteando pelos fiordes por mais 165 km até a cidade de Höfn, que seria o local do nosso pernoite.


RESUMO DO DIA 5

Distância percorrida:   285 km

Atrações visitadas: quatro –  Seyðisfjörður, Gufufoss, Fáskrúðsfjörður, Fiordes do leste


E a saga continua…

Islândia de carro – dia 4, de Akureyri a Seyðisfjörður

4 dezembro 2017

godafoss

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Depois do café e da arrumação de malas fomos visitar o Jardim Botânico de Akureyri antes de pegar a estrada mais uma vez.

Criado em 1957 (o parque foi aberto em 1912) , este lugar é especial pois prova que diversos tipos de plantas podem florescer a menos de 50 km do Círculo Polar Ártico, o que pode ser explicado pelo clima relativamente ameno de Akureyri.

Atualmente estão aqui mais de 7.000 espécies, tanto das zonas árticas como de regiões de montanha e de clima temperado.

Aberto apenas no verão, de 01 de junho a 30 de setembro, das 8 às 22h (das 9 às 22 nos fins de semana),  tem entrada gratuita e é um excelente local para um passeio tranquilo.

botanical garden akureyri

Seguimos pela Rota 1 no mesmo caminho que tínhamos feito no dia anterior por 52 km até encontrarmos nossa primeira parada neste dia de muitas paradas, a poucos metros da estrada.

A cachoeira Goðafoss é apenas uma das muitas atrações do Diamond Circle (assim chamado em contraponto ao Golden Circle, mais ao sul, e visitado por nós no primeiro dia – veja aqui).  Este circuito de aproximadamente 260 km merece o “apelido” já que contem algumas das paisagens mais deslumbrantes deste país.

No dia anterior havíamos visitado duas delas: o majestoso Ásbyrgi e a pequena cidade de Húsavik. Algumas outras vocês poderão ver neste post.

Em um país cheio de crendices, seria natural que esta linda cachoeira também tivesse a sua história: segundo ela, no ano 1.000, quando o Cristianismo foi adotado como religião oficial do país, um sacerdote de nome Þorgeir resolveu lançar suas estátuas de deuses pagãos justamente aqui.

E assim a cachoeira ganhou este nome: Goðafoss, que significa “cachoeira dos deuses”. Não dá para discordar, não é mesmo?

As águas do rio Skjálfanda caem de uma altura de 12 metros diretamente nas rochas basálticas, testemunhas do passado (e presente) vulcânico da região.

Certamente uma das mais belas cachoeiras do país.

Depois do deslumbramento, voltamos para o carro e continuamos na Rota 1 por 53 km, passando pelo Myvatn (literalmente, “lago dos mosquitos“) e tomando à direita na Rota 860, logo depois de passarmos pela vila de Reykjahlíð.

myvatn

Este lago, criado por uma erupção vulcânica ocorrida há 2.300 anos, possui uma grande variedade de pássaros aquáticos, além de trutas e salmões presentes no rio Laxá, que deságua ali.

Nossa próxima atração era a caverna Grjótagjá, um lugar conhecido apenas pelos habitantes locais antes de ser alçada à fama aparecendo no quinto episódio da terceira temporada de Game of Thrones – foi nesta caverna que o Jon Snow conheceu a Ygritte.

A caverna já foi um local de banhos antes da atividade geológica da região ter ocasionado o crescente aumento de temperatura da água tornando impossível aproveitar o local. A temperatura vem diminuindo gradativamente desde 1984 mas, com cerca de 45 graus, ainda é um pouco quente para uma imersão segura em suas águas.

As próximas atrações ficavam nas imediações: para chegar a Dimmu Borgir, percorremos apenas 6 km pelas rotas 860 e 848.

Além de servir de inspiração para uma banda norueguesa de black metal, o local possui formações geológicas impressionantes, resultado do fluxo de lava sobre um lago que existia ali.

Com o resfriamento da lava, criaram-se inúmeras fumarolas que esculpiram pilares e cavernas. A água escorreu na direção do lago Myvatn, deixando o local da forma como vemos hoje.

O único outro local com estrutura geológica semelhante está submerso na costa do México.

O resultado é um conjunto de rochas com aparência extra terrestre e um tanto quanto sombria, fazendo justiça a seu nome (Dimmu Borgir em islandês significa “cidades sombrias”), mas com um apelo turístico enorme.

Há inúmeras trilhas dentro do parque, durando de 10 minutos (“Little Circle“) até uma hora (“Church Circle“), todas fáceis sobre um terreno pouco acidentado. Pode-se conseguir um mapa no Centro de Informações.

Não fizemos as mais longas por absoluta falta de tempo, mas deu para ter uma boa ideia do local e de sua beleza estranha.

E, como não podia deixar de ser, este local também é cercado de histórias folclóricas: acredita-se ser aqui a casa de uma troll com tendências assassinas chamada Grýla, cujos filhos são os Yule Lads, 13 pestinhas cujas características (um deles rouba skyr, outro adora bater portas e por aí vai) são parte das histórias natalinas islandesas.

Nos treze dias que antecedem o Natal cada um visita a residência da criança e deixa um presente ou batatas podres, a depender do comportamento dela durante o ano.

E dentro do parque há uma caverna onde supostamente eles “moram” durante o inverno e que pode ser visitada. Pena que eu não sabia desta informação antes da visita 😦

A foto abaixo mostra o Hverfjall, uma cratera de um vulcão extinto que pode ser “escalado” através de dois íngremes caminhos até o seu topo, a 200 metros de altura. O caminho é longo e a subida demandaria mais tempo do que tínhamos, por isso passamos.

E chegou a hora do recreio: voltando 10km pela rota 848 paramos no Myvatn Nature Baths, o concorrente menos conhecido da famosa Blue Lagoon.

Com estrutura menor, mas semelhante ao seu irmão do sul, e metade de frequentadores, foi uma ótima alternativa de descanso.

Com 3,5 milhões de litros de água a uma temperatura variando entre 36 e 40° C, a piscina é uma obra de engenharia, assim como a Blue Lagoon. Seu fundo contem areia e cascalho e não é preciso adicionar cloro devido às características químicas da água, repleta de minerais e com PH alcalino.

Não dá para evitar, contudo, o cheiro de enxofre presente em vários locais do país e aqui um tantinho mais forte. Cuidado, portanto, com joias de prata.
Ah, você também poderá relaxar nas saunas, se quiser.

Aberto todos os dias de 9h à meia noite (15 de maio a 30 de setembro) e das 12 às 22h (resto do ano), tem preços diferenciados indo de 3.800 a 4700 ISK (mais caro no verão).

Apenas 4km adiante pela Rota 1 e estávamos em outro local inesquecível: a área geotérmica de Namafjall, visível desde a estrada.

Impossível não ter a sensação de estranhamento neste local repleto de fumarolas, fontes de água quente e piscinas de lama fervente.

Devido à presença de vários minerais, a terra aqui tem coloração variando entre o laranja, amarelo e branco e a paisagem parece marciana, já que este mesmos minerais tornam o solo ácido, impedindo a proliferação de qualquer espécie vegetal.

Deve-se tomar cuidado para andar dentro dos caminhos delimitados por cordas para não correr o risco de queimaduras e também para preservar o local. O cheirinho de enxofre também irá te acompanhar durante a visita, portanto esteja preparado.

Um dos itens mais interessantes do local é essa “chaminé” mostrada abaixo, que constantemente expele um vapor carregado de enxofre 24 horas por dia. Observe as diferentes cores das rochas no topo.

O passeio pela área demora menos de meia hora, mas você pode também subir um pouco para ter uma visão mais ampla do local. Sensacional!

A última atração do dia ficava a 45 km pelas Rotas 1 e 862: a imponente cachoeira Dettifoss.

Paramos no estacionamento oeste e percorremos um caminho bem sinalizado de cerca de 3 km até o mirante. Há a opção de tomar a Rota 864, que segue à direita do Rio Jökulsá e termina no estacionamento leste, mas isto implicaria percorrer 38km a mais de estrada de cascalho (ida e volta).

A Rota 862 está asfaltada até a cachoeira, mas não a parte entre Ásbyrgi e Dettifoss, por isso escolhemos alcançar a cachoeira deste modo.

Vale lembrar que ambas as rotas fecham durante o inverno.

Chamada por alguns de “A fera“, em contraste com Goðafoss (“A Bela”), tem o maior volume de água dentre as cachoeiras da Europa, 45 metros de altura e 100 metros de altura, e impressiona com seus 500 m³/s de vazão, cujo spray d’água pode ser visto à distância.

Pena que a água não tenha a coloração verde das suas concorrentes, o que lhe daria um charme especial. Mesmo assim ficou famosa por aparecer na cena inicial do filme Prometheus. Lembram?

Ainda tínhamos 189 km para percorrer até nosso local de pernoite, Seyðisfjörður, retornando pela Rota 862 e tomando a Rota 1 novamente.

Antes de chegar ao nosso destino paramos em Egilsstaðir, a maior cidade da região, com 2.300 habitantes, que possui até um aeroporto. Aproveitamos para fazer compras no supermercado e abastecer o carro antes de pegar a linda rota 94 que serpenteia as montanhas que cercam os fiordes até iniciarmos a descida para o nosso destino final do dia.

Não conseguimos fotos da estrada pois o tempo estava ruim e pegamos um pouco de neblina, mas segue uma foto que busquei na Internet para vocês terem uma ideia da belezura desta rota.


RESUMO DO DIA 4

Distância percorrida:  359 km

Atrações visitadas: oito – Akureyri, Goðafoss, Myvatn, Grjótagjá, Dimmu Borgir, Myvatn Nature Baths, Namafjall e Dettifoss


E a saga continua…

Islândia de carro – dia 3, ida a Ásbyrgi

28 novembro 2017

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Nosso porto seguro por 2 dias foi a simpática residência acima, com 3 quartos, 2 salas, cozinha equipada e varanda com churrasqueira, localizada em um bairro residencial de Akureyri.

Neste primeiro dia na cidade, saímos após o café da manhã na direção de Ásbyrgi.

Tomamos a Rota 1 contornando o fiorde e encaramos um tempo feio e com neblina no início da viagem.

Depois entramos na Rota 85, indo até a cidade de Húsavik, percorrendo 94 km no total. Conhecida como a capital nacional da observação de baleias, a cidade de menos de 3.000 habitantes tem um museu dedicado a estes mamíferos (Húsavik Whale Museum).

Também possui um pequeno museu de história natural contendo um urso polar empalhado além do Exploration Museum, que homenageia os astronautas da Apollo que aqui treinaram na década de 60.

A sua igrejinha, como não podia deixar de ser, é bastante colorida e considerada uma das mais bonitas do país, com seus 26 metros de altura.

Construída em 1907 com madeira importada da Noruega, tem formato de cruz e fica aberta na maior parte dos dias, durante a temporada de verão, com entrada gratuita.

A cidade tem um festival chamado Candy Days, no último fim de semana de julho, quando fica decorada nas cores rosa, laranja e verde. A população chega a dobrar neste evento que tem muita música, exibições de arte, paradas e até um torneio de golfe.

Não muito distante da cidade fica este ponto panorâmico abaixo, com uma vista fantástica da costa.

Faltavam ainda 64 km pela Rota 85 para que pudéssemos chegar em Ásbyrgi.

Esta atração também pode ser acessada pelo sul, após a cachoeira Dettifóss, usando a Rota 864 por 40 km e quase uma hora, mas por motivos logísticos e pela quantidade de paradas no dia seguinte, preferimos visitá-la diretamente a partir de Akureyri.

Uma das formações geológicas mais impressionantes do país, Ásbyrgi fica na parte norte do Parque Nacional de Vatnajökull e é parte de um cânion que teve origem há milhares de anos atrás, resultado de erupções e enchentes que deram ao local o formato de uma ferradura com 3,5 km de extensão por 1 km de largura, ladeada por penhascos com 100 metros de altura.

Este formato alimenta a crença de que o local foi na verdade criado pela pisada de Sleipnir, um cavalo de oito patas pertencente ao deus da mitologia nórdica Óðinn. 

Paramos no Centro de Visitantes (Gljúfrastofa) para ter uma ideia da região e depois entramos em uma estradinha por 5 minutos até o estacionamento de onde saem as principais trilhas.

 

O local é também um paraíso para caminhadas, que podem ir desde circuitos rápidos de 30 minutos até caminhadas mais desafiadoras de 7 horas, levando até o topo do penhasco.

Fizemos a trilha básica (Skógarstígur trail) de 3,6 km bem plana e passando por um trecho de floresta que nos leva até o lindo lago chamado Botnstjörn.

Com águas límpidas e ladeado por uma vegetação rala, o lago é também habitat de alguns pássaros que podem ser vistos no verão.

Nesta trilha pudemos encontrar alguns cogumelos gigantescos, como o mostrado abaixo.

O Centro de Visitantes tem uma excelente apresentação sobre as atrações do Parque Nacional com ênfase na geologia e natureza e fica aberto todos os dias das 10 às 16 h em maio e setembro; no auge do verão (meados de junho a meados de agosto) abre às 9h e fecha às 21h.

Voltamos pela mesmas rotas até Akureyri e tivemos tempo para explorar um pouco a cidade, que apresenta trolls como decoração nas suas ruas centrais, que mostram um comércio variado (e caro!), com algumas lojas de souvenires.

Com menos de 20 mil habitantes, é a cidade mais populosa do país fora da área metropolitana da capita Reykjavik e foi base das forças aliadas na Segunda Guerra.

Seu clima é relativamente moderado para uma cidade que está a apenas 100 km do Círculo Polar Ártico  e seu porto está livre do congelamento no inverno o que contribuiu para o desenvolvimento econômico da cidade.

A construção mais conhecida da cidade é mesmo a Akureirarkirkja, ou simplesmente a Igreja de Akureyri, completada em 1940.

Situada bem no centro da cidade, possui vitrais que pertenceram à Catedral de Coventry, na Inglaterra, que foi bombardeada durante a Segunda Guerra.

 

 

 

Do alto da escadaria que dá acesso à igreja tem-se uma visão majestosa da cidade e do fiorde que a cerca.

akureyri

Os preços nos restaurantes aqui eram bem salgados, portanto continuamos com nossa política de abastecer de comida no supermercado.


RESUMO DO DIA 3

Distância percorrida:  312 km

Atrações visitadas: duas – Ásbyrgi, Húsavik


E a saga continua…

Islândia de carro – dia 2, de Hvammstangi a Akureyri

22 novembro 2017

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Amanhecemos na pequena Hvammstangi, onde vivem quase 600 pessoas. A cidade é importante polo pesqueiro e possui a maior fábrica têxtil do país.

Na parte turística, abriga o Icelandic Seal Center, com todas as informações sobre os tipos de focas que habitam o país. Também daqui saem barcos que, durante a temporada, fazem o passeio de observação de focas pelo fiorde.

Depois de passear pela cidade, partimos antes do meio dia com um sol esplendoroso pela Rota 1. Nossa próxima parada, a 21 km e bem ao lado da estrada, não estava prevista, mas foi muito bem-vinda: Kolugljúfur.

A garganta do Rio Víðidalsá tem cerca de 1 km de largura e uma cachoeira, a Kolufóss, com 25 metros de queda d’água.

Este rio tem águas transparentes (e frias) e é rico em salmão.

Este é mais um lugar islandês cheio de lendas: acredita-se que aqui viveu a gigante Kola, que adorava pescar salmões no rio.

Seguindo adiante, o caminho mais curto para chegarmos a Akureyri era direto pela Rota 1, mas depois de 47 km, fizemos um pequeno desvio altamente recomendável em Blönduós, tomando as Rotas 74 e 744 e depois as Rotas 75 e 76 até chegar na cidadezinha de Hófsós, 83 km mais adiante, passando por paisagens incríveis.

Atravessamos por este túnel na Rota 76 que nos descortinou vistas maravilhosas no nosso caminho  até a cidade de Hófsós.

Como esta aí embaixo…

Hofsós foi um posto de comércio importante nos séculos 17 e 18,  mas, apesar de sua localização privilegiada, na parte oeste da península Troll, de alguma maneira parou no tempo, depois que as atividades comerciais foram deslocadas para sua quase vizinha Sauðárkrókur, mais ao sul.

Como todas as pequenas vilas do interior do país, possui uma igrejinha simpática, colorida e com vista para o mar.

Seu principal trunfo, no entanto, é a piscina pública, considerada a que tem a mais bela vista no país. Impossível não concordar.

archdaily.com

Obra do mesmo arquiteto da famosa Blue Lagoon, ela te dá a impressão de estar nadando junto ao mar azul. Complemente com o céu e as montanhas e forma-se um incrível panorama com diferentes tons desta cor.

A cereja do bolo ficava a 60 km na mesma Rota 76: a pitoresca e isolada cidadezinha de Siglufjörður.

Situada em um fiorde estreito e circundado por montanhas, a primeira estrada a chegar aqui foi aberta em 1940, mas o acesso ficou bem mais fácil quando o túnel que a conecta com a cidadezinha de Ólafsfjörður foi aberto no ano de 2010.

A cidade se desenvolveu graças à sua estratégica posição, ficando próxima a locais excelentes para a pesca.

Ultimamente tem recebido investimentos maciços para se tornar um polo turístico, com novos hotéis, restaurantes, campos de golfe e estrutura para o esqui sendo construídos. Aqui também foi gravada a maioria das cenas da série Trapped (um thriller islandês que fez muito sucesso e que pode ser encontrado no Netflix), apesar da ação ocorrer na linda Seyðisfjörður, que também visitamos.

As casas coloridas tem sido renovadas por seus moradores para aumentar ainda mais o apelo turístico.

Ainda se encontram vestígios dos armazéns que serviam de estoque para a produção pesqueira do lugar.

Sem dúvida, uma cidadezinha adorável e um dos pontos altos da nossa viagem.

Continuamos pela Rota 76 por 17 km atravessando o túnel até Ólafsfjörður mencionado anteriormente e que corta as montanhas abaixo.

Seguimos por mais 60 km pela Rota 82 e passamos por alguns lindos fiordes …

…até chegarmos em nosso destino final: a “capital do norte” Akureyri, onde ainda deu tempo de nos abastecermos no supermercado local, já que ficaríamos dois dias nesta cidade.


RESUMO DO DIA 2

Distância percorrida: 288 km

Atrações visitadas: quatro – Hvammstangi, Kolugljúfur, Hófsós, Siglufjörður


E a saga continua…