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Uruguai – Montevidéu – Comidas

19 fevereiro 2019

A capital uruguaia continua sendo irresistível quando o assunto é comida. Famosa por suas carnes e por seus vinhos da casta tannat, o Uruguai nunca decepciona neste quesito.

É verdade que os preços não estavam assim tão baratos (em novembro de 2018, a cotação era de 8,40 pesos uruguaios por 1 real), mesmo com o incentivo para o pagamento com cartão de crédito internacional, que isenta da cobrança do IVA (Impuesto de Valor Agregado) correspondente a 22%. Esse desconto, que também vale para aluguel de automóvel e para diárias de hotel (neste caso o desconto é de 10%) está previsto para acabar em abril de 2019.

Mesmo assim dá para comer muito bem em Montevidéu com um orçamento apertado, é só pesquisar um pouco.

Seguem abaixo alguns dos restaurantes que frequentamos nessa viagem (a maioria bem próximo ao hotel onde ficamos, o Vivaldi Suites, no bairro de Punta Carretas) e que valeram o investimento.

Logo no primeiro dia, fomos jantar no Terracota (. Com decoração e iluminação intimistas, o forte da casa são os pratos de carne.

Comi uma bondiola de cerdo com legumes salteados que estava uma delícia. Também provamos um vinho mediano, corte de merlot e tannat da vinícola Pisano.

No dia seguinte, durante nosso passeio a pé pelo centro da cidade, fizemos um almoço em duas etapas: na primeira parte visitamos o recém inaugurado – e super recomendado – Mercado Ferrando (Chaná 2120, aberto de segunda a sábado das 8h à 1h da manhã; domingo das 9h às 16h). Comemos empanadas e tomamos um vinho branco da casta Gewürztraminer.

Um pouco mais tarde experimentamos o sanduíche mais famoso do país – o chivito – no Bar Facal (Av. 18 de Julio 1249 das 8h à 1h da manhã; fins de semana fica aberto até às 3h da manhã), um dos mais tradicionais da cidade.

Estes relatos podem ser lidos neste post.

 

Como de costume, os preços dos vinhos nos supermercados estavam bem convidativos e, ao final da tarde, levamos uma garrafa de pinot noir para ser consumida no terraço do hotel, enquanto curtíamos uma piscina.

 

 

 

Para o jantar fomos no simpático restaurante Gennaro (Guipúzcoa 454, de comida italiana.

A decoração é simples, com detalhes em madeira, e o atendimento foi exemplar. Ninguém pediu massa pois queríamos algo que combinasse um pouco mais com os taninos fortes do tannat uruguaio que fizemos questão de pedir sempre que possível.

Minha escolha de prato principal parecia (e era!) a mais apetitosa: cortes tenros de peito de frango com molho de cogumelos e batatas assadas com ervas. O prato tinha realmente um tempero sensacional!

No último dia em Montevidéu visitamos as lindas instalações da vinícola Bouza (Camino de la Redención 7658) e fizemos a melhor refeição da viagem no restaurante do local, degustando alguns dos exemplares de vinhos do cardápio: um varietal (tannat, por supuesto) e um corte de tannat com merlot.

Este relato pode ser lido neste post.

Para o jantar escolhemos o Morelia (Guipúzcoa 447, arecém inaugurada filial de um restaurante que já havia visitado em Buenos Aires (na Calle Baez, em Las Cañitas).

Era apenas o segundo dia de abertura e a casa estava tinindo de nova, com decoração sóbria e cardápio enxuto e interessante.

A escolha da maioria foi um espaguete com camarões que estava muito bom e tinha um preço bem em conta. Pedimos uma garrafa de vinho branco (apenas razoável) para acompanhar.

Esse foi outro local com atendimento acima do esperado.

E você? Tem alguma outra dica gastronômica para compartilhar? Deixe nos comentários, please.

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Uruguai- Montevidéu – visita ao Teatro Solís

13 fevereiro 2019

Um dos passeios mais bacanas para se fazer na capital uruguaia é uma visita guiada ao Teatro Solís, assim chamado em homenagem ao espanhol Juan Díaz de Solís, comandante da primeira expedição marítima europeia a atingir o Rio de la Plata, e que é um dos ícones arquitetônicos não só de Montevidéu, mas de todo o país.

A ideia de um teatro majestoso, com clara inspiração europeia (principalmente italiana) que pudesse servir como um ícone cultural para o país, vinha sendo fomentada desde 1840. A Guerra Civil uruguaia forçou a interrupção da sua construção que utilizava materiais importados como madeira da Sibéria e mármore italiano. Na sua inauguração, em 1856, foi apresentada uma ópera de Verdi.

Apesar de inaugurado, o teatro não estava totalmente pronto: faltavam itens importantes como a extensão do palco, o acabamento do teto e a confecção das cortinas do palco, feitas pelo artista uruguaio Juan Manuel Blanes em 1875. Em 1887, o teatro ganhou sua primeira iluminação elétrica.

Palco de apresentações de artistas famosos como a atriz Sarah Bernhardt e o tenor Enrico Caruso, possui todas as características de um teatro lírico, com orquestra e quatro anéis, e permaneceu por um bom tempo sendo o principal teatro da América do Sul. Seu rival mais próximo é o Teatro Colón em Buenos Aires, que só viria a ser inaugurado em 1908.

Pode-se conhecer sua história e seu interior clássico, inspirado em projetos de teatros italianos, como o Scala de Milão, através de uma visita guiada, que dura aproximadamente uma hora.


INFO – TEATRO SOLÍS

Endereço: Calle Reconquista esquina de Bartolomé Mitre, próximo à entrada da Cuidad Vieja

Horário: Os horários das visitas guiadas são variáveis e podem ser consultados neste site. Normalmente são oferecidos pelo menos 3 horários por dia.

Preço : 90 pesos uruguaios; os ingressos podem ser adquiridos no dia.

São oferecidas visitas também nos seguintes idiomas: português, inglês e francês.


Uruguai – Visita à vinícola Bouza

6 fevereiro 2019

Uma das vinícolas mais conhecidas do país e a apenas 30 km do centro de Montevidéu, a Bodega Bouza é relativamente pequena mas produz vinhos de excelente qualidade.

Há várias maneiras de chegar até a vinícola. O táxi é o meio mais caro mas pode ser considerado no caso de um grupo de 3 ou mais pessoas – calcule gastar em torno de 1.200 pesos uruguaios cada trecho. O Uber em Montevidéu funciona bem e é uma opção interessante, custando menos da metade do preço do táxi.

O problema com esses dois transportes é a espera para o trecho da volta. Para resolver esse problema, a vinícola dispõe de transporte em van custando 400 pesos uruguaios ida e volta, buscando e deixando em seu hotel ou Airbnb. Acho que a relação custo/benefício dessa opção é imbatível.

Na bodega, pode-se optar pela visita guiada (400 pesos uruguaios), visita com degustação de 4 vinhos e petiscos diversos (1.200 pesos) ou a completa experiência Bouza, que inclui um almoço com 6 etapas e harmonização de vinhos.

Preferimos fazer uma reserva para o almoço no restaurante. Desse modo ganhamos a visita guiada e podemos escolher os vinhos a serem degustados durante a refeição.

O transporte passou no nosso hotel pontualmente às 12:15 e em 30 minutos estávamos na sede da Bodega, em uma propriedade charmosa e com linda decoração. Com produção dividida em 3 áreas – duas coladas à sede e a Pan de Azucar no caminho para Punta del Este, é considerada uma vinícola boutique, privilegiando a qualidade em detrimento da quantidade.

As principais uvas tintas são a Tannat, uva emblemática do Uruguai, a Merlot, a Tempranillo e a Pinot Noir. Das brancas, destaca-se a Chardonnay, Riesling e a portuguesa Alvarinho. Toda a colheita das 3 áreas é enviada para a sede onde o vinho é elaborado, mantido em barricas de carvalho e finalmente engarrafado.

O edifício principal é bem charmoso com influências espanholas. O prédio onde são realizadas as degustações tem um adendo interessante: a coleção de automóveis antigos do proprietário.

A visita guiada é bem didática e dura pouco mais de meia hora, a tempo de seguirmos para o restaurante no horário da nossa reserva.

Havia um grupo grande de brasileiros almoçando o que atrasou um pouco a disponibilidade das mesas. O gerente prontamente nos ofereceu um taça de Alvarinho como cortesia, que degustamos ao ar livre enquanto aguardávamos a liberação das mesas.

O serviço no restaurante era excelente com um couvert que tinha pães deliciosos com manteiga, patê de azeitonas e um azeite para acompanhar.

Pedimos um baby beef acompanhado de batatas gratinadas muito saboroso.

De sobremesa fomos de petit gateau de doce de leite com sorvete de banana. Estava muito bom, mas achei que o sorvete poderia ser de outro sabor.

Provamos um Tannat 2016 e um corte de Merlot e Tannat 2016, sendo que o primeiro agradou mais, além de combinar perfeitamente com o prato principal.

Foi uma experiência bastante agradável, principalmente pelo atendimento e qualidade dos vinhos. Se você tiver tempo para visitar apenas uma vinícola, fica aqui a minha sugestão.

Reservas podem (e devem) ser feitas através do site.

Uruguai – Montevidéu

1 fevereiro 2019



Nessa segunda visita à capital uruguaia decidimos ficar hospedados em Punta Carretas, um bairro bem localizado à pouca distância de várias atrações da cidade. O Hotel Vivaldi era um charme, com um rooftop com piscina e vista para a cidade.

Assim que chegamos fomos dar uma volta pela orla do bairro, margeando o Rio da Prata, passando antes pelo lindo parque Juan Zorrilla de San Martin, assim chamado em homenagem a um dos mais importantes poetas uruguaios.

Seguimos pela rambla (calçadão) até o local onde fica o pequeno e bem cuidado Farol de Punta Carretas (também conhecido como Farol de Punta Brava).

O farol foi construído em 1876, tem 21 metros de altura e é um dos melhores locais da cidade para se apreciar o por do sol.

Na manhã seguinte caminhamos do hotel até o Parque Rodó, um dos maiores da cidade, com um lago artificial e um parque de diversões.

O parque recebeu esse nome em homenagem a um escritor uruguaio, inclusive há um monumento dedicado a ele no interior do parque.

Fizemos um desvio no nosso passeio turístico e seguimos pelo Boulevard General Artigas por várias quadras até chegarmos ao Terminal Tres Cruces, pois queríamos garantir nossas passagens de ônibus para Colonia no horário mais conveniente.

A única coisa interessante no meio do caminho foi o Obelisco aos Constituintes de 1830, que fica um pouco antes do terminal rodoviário, no cruzamento do Boulevard com a Avenida 18 de Julio.

Inaugurado em 1938, presta homenagem aos membros da Assembleia Constituinte que sancionou a primeira Constituição do país.

Com 40 metros de altura e feito em granito rosado, possui 3 estátuas em bronze que representam a Lei, a Força e a Liberdade.

Depois de comprar as passagens tomamos a Avenida 18 de Julio na direção do centro da cidade, mas antes fizemos um pequeno desvio para um lanche no recém inaugurado Mercado Ferrando, que fica em uma região chamada Cordón.

Ocupando a área de uma antiga fábrica de móveis o local é a mais nova atração gastronômica da cidade, com várias opções de comidinhas, sorvetes e vinhos, além de mesas comunitárias e lojas de decoração.

Por estar um pouco afastada das atrações da cidade ainda não foi descoberto pelos turistas, mas o desvio vale o esforço: com ambiente despojado e trilha sonora moderninha, é uma ótima pedida para um almoço leve ou um happy hour no fim de tarde.

Comemos umas empanadas deliciosas e saboreamos um belo exemplar de gewürztraminer uruguaio que caiu muito bem nesse dia ensolarado, e que foi comprado na simpática loja de vinhos do local.

Depois do lanche continuamos seguindo na direção do centro e fizemos outra parada, desta vez para experimentar o chivito – sanduíche símbolo do país e que leva filé, ovo, tomate, alface, queijo, presunto e (às vezes) bacon e ainda vem acompanhado de batatas fritas. Uma verdadeira bomba calórica.

Escolhemos o tradicional Bar Facal que fica na Avenida 18 de Julio e tem o atrativo extra de ser palco de dançarinos de tango em sua parte externa.

Como não estava com muita fome, acabei dividindo um sanduíche, que foi degustado com uma taça de clericot, outra especialidade uruguaia que mistura espumante com suco de laranja e frutas diversas.

O menu do local é bastante extenso, com vários tipos de sanduíches e pelo menos 10 tipos de “chivitos” para escolher, com ou sem pão. Fomos no clássico Carlos Gardel para combinar com os dançarinos.

Pela foto dá para ver que o sanduíche é um primo do nosso x-tudo e certamente vale por uma refeição.

Um pouco mais adiante já estávamos na Plaza Independencia, que separa a área central da Cidade Velha.

Ali fica um dos edifícios mais emblemáticos da capital uruguaia: o Palácio Salvo, que até 1935 detinha o posto de edifício mais alto da América do Sul.

Construido em 1922 no estilo neo gótico por um arquiteto italiano (o mesmo responsável pelo Palacio Barolo em Buenos Aires), possui 95 metros de altura e inicialmente seria um hotel. Atualmente é um edifício comercial e residencial.

Pode-se conhecer seu interior através de visitas guiadas que acontecem todos às terças, quintas e sábados das 15 às 18h, de hora em hora. O preço em novembro de 2019 era de 200 pesos uruguaios (cerca de 23 reais pelo câmbio da época).

Outra atração que fica no local é o Teatro Solis, cuja visita será detalhada em outro post.

Atravessamos a Puerta de la Ciudadela, um portal que dá acesso para a Cidade Velha e caminhamos pela Peatonal Sarandí, uma rua de pedestres que, no final de tarde, estava mais cheia de moradores do que de turistas.

Ao lado da Plaza Constitución fica a Catedral Metropolitana de Montevidéu, cuja construção data de 1804 e que foi palco de acontecimentos importantes da história do país como a bênção da primeira bandeira e o juramento da primeira Constituição.

 

Localizado no extremo da Ciudadela, o Mercado del Puerto tem uma vibe bem turística, um contraste gritante com o tranquilo Mercado Ferrando.

Para muitos, esse edifício datado de 1868 é uma das principais razões para visitar Montevidéu e onde se come a melhor carne na cidade.

No final de tarde já não havia muito movimento, mas espere encontrar um ambiente lotado e esfumaçado no horário de almoço.

De lá voltamos de Uber para o hotel a tempo de pegar uma piscina no terraço degustando um tannat nacional.

No dia seguinte tínhamos uma visita agendada na Bodega Bouza (que também será detalhada em outro post específico), mas ainda deu tempo de explorarmos as ramblas.

Começamos pela rambla de Pocitos caminhando até o final, de onde se tem uma linda vista do bairro.

Neste local fica o letreiro da cidade e tivemos que esperar um bom tempo até os turistas brasileiros que chegavam em ônibus, um após o outro, se cansassem de tirar fotos.

Não fosse a cor da água, parece um pouco com a vista da praia de Copacabana, não acham? Dependendo do vento (que naquele dia estava bem forte) a cor da água pode ficar um pouco mais clara.

Existem vários novos empreendimentos imobiliárias naquela área, alguns com design bem moderno.

Seguimos até a próxima praia, a tranquila e deserta enseada de Buceo.

Já era hora de voltar para o hotel para esperar pelo nosso transporte que nos levaria até a Bodega Bouza.

Pelo que vimos, a capital uruguaia continua sendo uma cidade bastante agradável, com uma oferta gastronômica variada (embora um pouco cara) e várias atrações que merecem uma estadia de pelo menos 3 dias inteiros.

Uruguai – Transportes e Hospedagem

25 janeiro 2019

Colonia del Sacramento

ONDE FICAR – MONTEVIDÉU

A região mais interessante para ficar na cidade é a de Punta Carretas e seu bairro vizinho Pocitos. Além de possuir hotéis mais novos e a melhor oferta gastronômica da cidade, esses bairros tem um charmoso calçadão à beira rio, ótimo para passeios de manhã ou no fim da tarde para curtir o por do sol.

Orla de Punta Carretas

Se preferir o Centro, espere encontrar hotéis mais antigos e clássicos, com preços mais baixos.

Desta vez ficamos no simpaticíssimo Hotel Vivaldi em Punta Carretas que tinha uma ótima localização e preço e ainda possuía algumas bicicletas para aluguel. Havia uma boa oferta de restaurantes próximos e várias atrações à pouca distância.

Ah, e um charmoso rooftop com piscina e uma vista linda da cidade!

Rooftop do Hotel Vivaldi

ONDE FICAR – COLONIA DEL SACRAMENTO

Colonia é bem pequena e se você conseguir uma hospedagem com bom preço dentro do centro antigo, estará fazendo um ótimo negócio. Os melhores preços, contudo, ficam fora dessa área. Independente de onde se hospedar, você poderá explorar a cidade a pé e curtir a iluminação noturna.

Alugamos um Airbnb em um edifício bem próximo ao Terminal de ferries. A caminhada até o centro histórico levava menos de 10 minutos.

SAINDO DO AEROPORTO – MONTEVIDÉU

Do Aeroporto de Carrasco até a cidade pode-se ir de táxi. Custa cerca  de 1.300 pesos uruguayos ( preços em novembro de 2018, quando R$1 valia 9 pesos) até Pocitos ou até o Terminal Tres Cruces. Para Punta Carretas espere pagar 1400 pesos. Se o destino foi o Centro, o valor chega a 1.600 pesos.

O valor é calculado assim que você informa o endereço e o pagamento pode ser feito com cartão de crédito (uma dica: não troque dinheiro no Aeroporto, já que a taxa será bastante desfavorável!).

O Uber funciona super bem e com preços custando menos da metade do táxi – pagamos pouco mais de 600 pesos até Punta Carretas. Assim como no Galeão, o ponto de encontro do Uber é no setor de embarque no andar superior.

Existe também a opção de ônibus urbano (custando até 55 pesos) mas só para aqueles mais fortes (e “econômicos”) e que não estejam carregando muita bagagem. A viagem de ônibus leva até o Terminal Tres Cruces e de lá pode-se tomar um táxi ou Uber até seu destino final.

Cassino de Carrasco – Montevidéu

NAS CIDADES

Em Montevidéu pode-se andar de ônibus ou, melhor ainda, de Uber, visto que os preços são bem razoáveis.

Em Punta del Leste o carro é fundamental já que o transporte público é quase inexistente e as principais atrações (Casapueblo, praia de José Ignacio etc) ficam distantes das áreas onde você estará hospedado.

Em Colonia del Sacramento o melhor mesmo é caminhar por suas ruas e o carro só é recomendado se quiser esticar até Carmelo. O aluguel de automóvel pode ser feito na própria rodoviária da cidade, ao lado de onde desembarcam os ferries (pagamos cerca de 42 dólares por uma diária).

O Uber funciona perfeitamente na capital e os preços são compatíveis com os do Rio ou São Paulo. Em Punta o serviço é muito recente por isso não há muitos carros disponíveis e os preços dinâmicos devem prevalecer. Em Colonia e nas outras cidades não existe Uber.

Vinícola Narbona – Carmelo

SAINDO DE MONTEVIDÉU

A rodoviária de Montevidéu se chama Tres Cruces e fica em uma área relativamente central. De lá saem os ônibus para Colonia e Punta, além de outras cidades uruguaias. A viagem até Colonia demora 3 horas. Para Punta o tempo é um pouco menor – pouco mais de duas horas. Pode-se ir direto do aeroporto de Carrasco para Punta de ônibus, evitando assim voltar até o terminal e economizando cerca de meia hora.

Existem várias empresas que fazem esse transporte, sendo a COT uma das melhores, com ônibus e mais modernos e com wi-fi. As saídas são frequentes e a passagem pode ser adquirida pela Internet neste site. Os preços das viagens são tabelados já que são calculados pela quilometragem percorrida.

Importante destacar que a regra do país permite que se viaje em pé nos ônibus, o que costuma acontecer com certa frequência nas rotas mais concorridas. Isso faz com que a viagem seja um pouco mais desconfortável do que se espera, portanto, se quiser garantir um lugar sentado sugiro que compre a passagem antecipadamente.

Portugal – Guimarães

18 janeiro 2019




Um outro passeio recomendável quando estiver no Porto é até a linda cidade de Guimarães. Similarmente ao passeio de Braga (veja este post), a viagem de comboio, que dura em torno de uma hora, é a mais recomendada pelo preço.

Guimarães rivaliza com Braga como a cidade mais importante na região do Minho e é conhecida como o berço da nação portuguesa, com mais de mil anos de idade (quando se chamava Vimaranes, talvez em homenagem a Vímara Peres que aqui estabeleceu o centro de governo do Condado Portucalense).

Acredita-se que D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, tenha nascido na cidade.

Possui várias atrações e seu centro histórico foi considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2011, o que a torna um dos principais centros turísticos do norte do país.

A estação de comboio fica a menos de 1 km do centro histórico em uma bonita caminhada pela Avenida Dom Afonso Henriques, onde se situa o Centro Cultural Vila Flor, um complexo com auditórios e salas de concerto que alçaram a cidade a um patamar invejável na cena cultural do país.

 

Ao final da avenida, damos de cara com uma das mais conhecidas atrações da cidade: a inscrição “Aqui Nasceu Portugal” em um dos trechos da antiga muralha que circundava a cidade.

De fato, aqui foi o palco dos principais acontecimentos que culminariam com a independência e ao nascimento de uma nova Nação.

Ao lado fica o Largo do Toural (foto abaixo) local onde, no século 17,  eram realizadas as feiras de gado e outros produtos alimentícios.

Em frente fica a Basílica de São Pedro do Toural, cuja construção se iniciou modestamente em 1737, mas que foi constantemente aprimorada. É considerada incompleta pelo fato de não ter sido erguida uma segunda torre.

 

Dobrando à esquerda na Rua Dom João I se encontra o prédio da Venerável Ordem Terceira de São Domingos, instituição sem fins lucrativos, cuja capela pode ser vista na foto abaixo à esquerda.

Caminhamos um pouco mais até o Largo dos Laranjais, uma das inúmeras praças pitorescas do centro histórico da cidade.

A ideia era explorar o centro histórico na parte da tarde e continuar a suave subida até o Castelo.

A primeira atração que encontramos no caminho foi o Jardim do Carmo.

Em um dos lados dessa praça fica a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída em 1685 em estilo barroco e com um belíssimo trabalho em azulejos.

Logo acima da praça fica uma das principais atrações da cidade: o Paço dos Duques de Bragança.

A construção do Paço, no século 15, foi por ordem de D. Afonso (filho ilegítimo de D. João I) como presente para sua amante.

O palácio, em estilo francês da Borgonha, permaneceu habitado por todo o século, mas sofreu um declínio motivado por fatores econômicos e políticos até seu abandono no início do século 20.

Após uma reforma finalizada em 1959, atualmente é composto de um museu no primeiro andar, uma ala destinada à Presidência da República no segundo andar e de salas dedicadas a várias iniciativas culturais, no térreo.


Abre todos os dias das 9h30 às 18h15. A entrada custa €5 (grátis durante todas as manhãs de domingo); bilhete conjunto com o Castelo de Guimarães, €6.


Um pouco acima fica a cereja do bolo da visita à cidade: o lindo Castelo de Guimarães.

Sua construção tem início no século 10, por ordem da Condessa de Mumadona, que queria um mosteiro em sua propriedade.

Para defende-lo de ataques constantes de mouros e normandos o lugar se transformou em um castelo, aprimorado no século 12 quando aqui vieram morar o Conde D. Henrique e sua esposa (e onde teria nascido o D. Afonso Henriques), após a formação do Condado Portucalense.

Nessa época foi construida a Torre de Menagem que pode ser vista nas fotos acima.

Palco de algumas batalhas e conflitos, o Castelo passa a sofrer um declínio após suas funções defensivas terem perdido o sentido e somente no século 20, após alcançar a condição de Monumento Nacional, é que novas obras de restauro o trouxeram à condição atual, tendo sido reinaugurado em 1940.

A Torre da Menagem contém uma linda e bem montada exposição contando sobre a construção do Castelo e situando o visitante no contexto histórico da época.

Pode-se caminhar também por seus muros, tendo a vista da cidade como principal atrativo.


Abre todos os dias das 10h às 18h (ultima entrada às17h30). Fecha no Domingo de Páscoa e nos dias  01/05, 25/12 e 31/12. Entrada Normal €2; Bilhete conjunto com Paço dos Duques, €6.


Do lado de fora fica a pequenina Igreja de São Miguel do Castelo construida no século 12 totalmente em pedra e onde acredita-se que tenha sido batizado D. Afonso Henriques, tendo, portanto, uma grande importância histórica para os portugueses.

Iniciamos então nossa descida para então para explorar o maravilhoso centro histórico da cidade.

Sem dúvida, um dos locais mais interessantes do centro histórico é o Largo das Oliveiras, onde podem ser vistas as famosas “casas alpendradas”, datadas do século 17.

Outra construção importante é o edifício onde ficava a antiga Casa da Câmara, apoiado por um corredor de arcadas com elementos góticos que faz a ligação entre o Largo das Oliveiras e a Praça de Santiago.

Por ser bastante turístico, o centro histórico tem inúmeros restaurantes turísticos, com preços um pouco mais salgados. Fizemos uma pausa para o almoço em um restaurante que tinha um menu fixo com preços razoáveis.

Comi um bacalhau ao brás com salada por menos de 10.

Continuando a caminhada, passamos pela Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, uma das mais importantes construções em estilo gótico no norte do país.

Fundada no ano de 950 pela Condessa Mumadona Dias como um mosteiro dedicado à Virgem de Santa Maria e aos Santos Apóstolos, teve seu nome modificado em 1342 por conta do florescimento de uma oliveira em frente à construção. Foi considerado Monumento Nacional em 1910.

O monumento gótico Padrão do Salado, que complementa o conjunto arquitetônico da igreja, é um dos símbolos do Portugal medieval.

No seu interior abriga uma cruz que em um dos lados apresenta a imagem da Virgem Maria e do outro, Jesus Cristo.

 

Continuamos caminhando pela centro histórico e suas ruelas charmosas até chegarmos ao bonito Largo da República do Brasil com um amplo jardim florido que desemboca na Igreja Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos.

Sua construção se iniciou no ano de 1576 mas somente foi completada 200 anos depois no estilo barroco. No início do século 19 foram adicionadas as duas torres que deram à igreja sua forma atual.

 

 

Esse conjunto jardim + igreja é uma das mais bonitas lembranças dessa cidade que tanto me encantou.

Relato compartilhado – Viagem ao Irã da Maria Regina e Edson, parte 4

12 janeiro 2019

E, finalmente, a última parte do relato completíssimo da viagem da Maria Regina e Edson ao Irã em janeiro de 2018. Desta vez eles fazem um apanhado geral da viagem e dão mais dicas preciosas.

Fotos e texto: Maria Regina e Edson


TETOS

Uma dica importante: sempre que você visite algum monumento ou mesquita, olhe para os tetos. Eles são de uma beleza impressionante e não devem ser desprezados.

 

SOBRE O POVO

Confirmamos a unanimidade da opinião nos blogs que lemos antes de viajar sobre a simpatia e hospitalidade do povo iraniano. De cara eles percebem que somos estrangeiros e fazem de tudo para ajudar. Não mais de uma vez pessoas chegaram ao ponto de sair de seus caminhos para nos levar aos destinos que procurávamos quando lhes pedíamos por direções.

Por diversas vezes fomos parados por todos os tipos de pessoas que, não só nos perguntavam de onde éramos, como por muitas vezes pediam para tirar uma foto conosco ou que tirássemos fotos deles para trazermos de lembrança. Nos sentíamos como celebridades.

Poucos falam inglês e conto nos dedos os que realmente tinham fluência. Mas a falta do idioma não os impedia de tentar se comunicar conosco.

SEGURANÇA

Quanto a sentir seguro no Irã, não tenha qualquer preocupação. Os índices de violência urbana são baixíssimos. Não presenciamos nenhum incidente. Caminhávamos por ruas desertas com uma câmera fotográfica pendurada no pescoço e não nos sentimos ameaçados nem uma vez.

Chegamos a trocar 1.000 com um cambista de rua sem qualquer preocupação.

Nem sequer poderia se dizer que a polícia é opressiva e por isso não haveria violência, pois a presença de policiais é normal e pouco ostensiva.

TRÂNSITO

Quanto ao trânsito na cidade de Teerã, e depois constatado nas demais cidades que visitamos, foi a experiência mais aterrorizadora que já tive, pois o tráfego naquele país é absolutamente caótico.

Faixas de rolamento são somente pinturas no asfalto, pois ninguém respeita. Motoristas e principalmente taxistas param onde querem, sem se importar com quem vem atrás ou a quem estão impedindo. Para atravessar uma rua você simplesmente joga o corpo e espera que os carros e as inúmeras motocicletas desviem de você.

Uma dica muito importante: se começar a atravessar a rua, não titubeie, termine em um passo só, pois normalmente os motoristas não vão te atropelar, tanto que não vimos nenhum incidente. Outra maneira de tentar reduzir seu risco é se juntar a outra pessoa ou pessoas para atravessar em bando.

Já previamente advertidos pelos blogs que lemos sobre o selvagem trânsito das cidades iranianas, resolvemos apenas usar transporte público na cidade de Teerã e somente alugar um carro no último dia para dirigirmos ao sul do país.

E dentro de um automóvel a experiência não é menos aterradora, pois os iranianos, tão gentis de modo geral, viram verdadeiras feras, que não dão passagem, te fecham e não sabem o que é seta. O interessante é que ninguém buzina ou briga. Eles simplesmente se entendem desta forma. E meu marido, percebendo isso, tornou-se um motorista iraniano em poucas horas, passando a fazer as mesmas barbaridades que eles, sem se envolver em nenhum incidente durante toda nossa viagem.

COMIDAS

Este tópico foi o único que discordei com a maioria dos blogs que lemos. A culinária iraniana não me impressionou em nada. Para começar não sou vegetariana e a falta da opção de carne de porco e a pouca oferta de carne de boi devido a seu alto preço, restringiu demais as opções.

Como viajamos pelo centro do Irã, não tivemos tampouco a oportunidade de experimentar peixes ou frutos do mar que nos satisfizessem. Ou seja, os pratos principais são ou de frango ou carneiro com muita berinjela, tomate e outros poucos legumes, arroz com açafrão e sementes de romã e queijo de cabra. Há também algumas sopas de aparência e sabor a desejar.

Meu marido se arriscou a comer um prato com carne de camelo e gostou.  Segundo ele, a carne era saborosa, mas os acompanhamentos eram quase sempre os mesmos.

O que nos confortava era tomar todos os dias um copão de suco de laranja misturado com suco de romã. Delicioso.

As pizzas eram bem gostosas, apesar da falta de calabresa, presunto, bacon e pepperoni. Os  hambúrgueres eram bons também e eram enormes. A maioria das vezes os dividia com meu marido.

Não há nenhuma rede de fast food americana devido ao embargo, porém ficamos surpresos de ver que lá há Coca-Cola e Pepsi.

E justamente por não haverem muitas marcas internacionais no Irã, eles diversas vezes usam a criatividade para fazer as logomarcas de seus produtos similares às marcas conhecidas.

Como disse antes, álcool é terminantemente proibido no país. Entretanto, contrariamente ao Qatar, que permite a venda de bebidas alcoólicas em alguns lugares, no Irã há diversas marcas de cerveja sem álcool que, confesso, são muito mais saborosas do que as que são vendidas no Brasil.

Sempre ouvimos falar que o caviar iraniano era o melhor do mundo. Entretanto,  não tivemos acesso a este produto até chegarmos ao aeroporto para regressarmos. Portanto, se quiser comprar um potinho de legítimo caviar de esturjão, deixe para comprar no free shop da área de embarque e não se esqueça de regatear para conseguir um desconto.

TAPETES

Se eu fosse descrever tudo que aprendemos em nossa viagem sobre os tapetes persas, metade deste relato seria sobre eles. Foi nossa única frustração, pois queríamos comprar quase todos.

O país merece o título de fabricante dos tapetes mais lindos do planeta.

Nossos conhecimentos começaram com a visita do ao Museu do Tapete em Teerã. E em cada cidade que visitamos apreendemos um pouco mais. Tem tapete para todos os gostos e bolsos e aprendi que os iranianos valorizam muito alguns designers, em especial. Estes inclusive assinam suas criações, que, para os iranianos, é um detalhe de valorização.


Muito obrigado, Maria Regina e Edson! Adorei os relatos e as impressões do país, sem falar nas dicas preciosas que, com certeza, ajudarão os leitores a planejar uma viagem para lá. Eu mesmo já coloquei o Irã na minha lista.

  • Veja também:

Parte 1 – introdução

Parte 2 – a capital Teerã

Parte 3 – de carro pelo interior do país