Skip to content

Fim de semana – Brasília, sábado

27 maio 2015

IMG_20150411_174405849_HDR

A capital do país foi a escolhida do mês de abril para continuar com a série “Fim de Semana”. Por sua localização central – está a pouco mais de uma hora e meia de voo da maioria das capitais  – Brasília é perfeita para uma escapada depois de uma semana estafante.

IMG_20150410_171821924

Mais uma vez saí direto do trabalho para o Santos Dumont, de onde tomei o simpático avião pintado pel’ Os Gêmeos.

Pouco depois das 19hs já estava no Planalto Central, aguardando o Paulinho que viria de um voo do Galeão. De lá, resolvemos parar no meio do caminho e jantar antes de seguir para o hotel.

Pedimos ao táxi para nos deixar no buchicho da quadra 404 Sul, onde existe uma grande opção de restaurantes. Daí foi só uma questão de escolhermos o que queríamos comer.

A tarefa foi difícil, mas nos encantamos pela atmosfera colorida e festiva do El Paso.

IMG_20150410_213639294

Pedi uma fajita de camarones acompanhado de um pisco sour, que aplacou a saudade da comida mexicana.

IMG_20150410_213856723

O feijão refrito estava um pouco líquido para meu gosto, mas o guacamole e as tortillas passaram no teste.

IMG_20150410_213906481

Depois do jantar, rumamos para o Mercure Brasilia Eixo, que fica no Setor Hoteleiro Norte (SHN). As tarifas de fim de semana nos hotéis da capital são bem atrativas – a do nosso quarto ficou em R$140, com um ótimo café da manhã incluído.

Esta é a melhor região da cidade para hospedagem, já que é bem central e próxima a várias atrações da cidade, eliminando quase por completo a necessidade de usar transporte público.

Da janela do quarto tínhamos a visão do belo estádio Mané Garrincha.

IMG_20150411_082358862

O sábado estava com tempo exuberante e os ciclistas aproveitavam o dia. A cidade é plana e tem um vasto circuito de ciclovias.

IMG_20150411_093918792

Já que estávamos ao lado, aproveitamos para fazer uma visita ao estádio, visitas essas que estão atualmente ocorrendo apenas aos sábados na parte da manhã.

Não é preciso reservar, é só aparecer e esperar completar o grupo – dizem que o número mínimo é de 50 pessoas, mas nosso grupo tinha bem menos. A visita é gratuita.

IMG_20150411_103456813

Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, também conhecido como  Estádio Nacional de BrasíliaArena Mané Garrincha ou simplesmente Mané Garrincha, é o segundo maior estádio de futebol do Brasil, após a reforma visando adequar suas instalações aos requisitos da FIFA para a Copa de 2014.

IMG_20150411_100904653_HDRIMG_20150411_101555638Durando pouco mais de meia hora, a visita é bastante simples e mostra o interior do estádio, incluindo os vestiários. No dia em questão haveria uma festa de formatura da Polícia Militar, por isso o gramado estava coberto por lona.

IMG_20150411_101922242

Decidimos aproveitar o tempo bom e andar na direção da Esplanada dos Ministérios, passando, é claro, pela Rodoviária da cidade.

IMG_20150411_111516983

A primeira obra do Niemeyer que encontramos foi o Museu Nacional Honestino Guimarães.
IMG_20150411_111441416

Parte do Complexo Cultural da República João Herculino, o local é sede de mostras de artistas diversos, além de palestras e mostras de filmes.

IMG_20150411_111823832

A Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, outro ponto símbolo da cidade, presente em praticamente todas as fotos de turistas, foi nossa próxima parada.

IMG_20150411_113937825

O acesso à Catedral é feito por um corredor escuro, projetado pelo Niemeyer com a função de surpreender o visitante com o contraste de luz, assim que ele entra em sua nave.

IMG_20150411_114137588

E que interior!!! Com paredes e piso de mármore de Carrara, impressiona pelas formas geométricas e pela beleza e colorido simples dos vitrais.

IMG_20150411_114316158 IMG_20150411_114414537Possui capacidade para 4000 fiéis, embora pareça bem menos. Uma verdadeira obra de arte!

IMG_20150411_114446523

Decidimos visitar tudo o que era possível no sábado, já que, por conta das manifestações programadas para o domingo, os prédios governamentais estariam todos fechados.

IMG_20150411_120718824

Conhecer o Senado Federal e a Câmara dos Deputados é um programa que todo brasileiro devia fazer.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Palácio consiste em um edifício principal, na horizontal, que serve de plataforma para as cúpulas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.

Atrás do edifício principal e entre as duas cúpulas se encontram duas torres de 28 andares: uma delas pertence à Câmara e a outra ao Senado. (fonte: site do Congresso Nacional)

IMG_20150411_120855657_HDR

 As visitas, gratuitas, podem ser feitas todos os dias sem agendamento, que é somente necessário para grupos acima de 15 pessoas.

IMG_20150411_122128838

Nos dias de semana há um dress code a ser seguido – nada de bermudas, camisas sem manga, minissaias ou chinelos.

No fim de semana não há esta proibição e o público é encaixado na visita seguinte, com distribuição de senhas.

IMG_20150411_122244139

Nos finais de semana e feriados, o acesso dos visitantes é feito pela rampa principal, na entrada do Palácio que fica em frente à Esplanada dos Ministérios. O grupo é recepcionado no Salão Negro.

Em dias úteis, o atendimento é transferido para a Chapelaria (Salão Branco, no subsolo).

IMG_20150411_122353931 IMG_20150411_131222205_HDRDurando cerca de uma hora,  inicialmente visitamos a Câmara dos Deputados, onde se pode sentar em uma das mesas ocupadas por um dos deputados.

 

IMG_20150411_131401371

Impossível não imaginar o local lotado de parlamentares discutindo acaloradamente…

IMG_20150411_131425810

… enquanto apertam um dos botões abaixo, em um gesto que irá certamente mexer com a vida de cada um de nós.

IMG_20150411_131606866

O salão da Câmara é amplo e bem iluminado, de onde se destaca o lindo painel de Di Cavalcanti,  chamado Alegoria de Brasília.

IMG_20150411_132831692

O mobiliário segue a linha clássica e austera. Acho meio cafona…

IMG_20150411_134434363_HDR

Já o Senado Federal tem um tom mais soturno com seu carpete azul marinho, mas a mesma aparência solene.

IMG_20150411_135925360

O Túnel do Tempo, nome que foi inventado pelos funcionários do Senado, e que é um corredor de 100 metros que fica abaixo do Eixo Monumental e liga o edifício principal e Anexo I às novas construções – Anexo II e IIb, abriga a exposição “Senado Brasileiro, do Império à República”.

IMG_20150411_134709349 IMG_20150411_135318230_HDR

Alguns dos salões do local são palco de exposições temporárias, como a galeria de fotos mostrada abaixo.

IMG_20150411_141206294

Foi uma aula de civismo, mas ficou aquele gostinho de poder um dia, quem sabe, assistir a uma sessão do plenário.

IMG_20150411_141408362_HDR

A última parada do dia foi no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores. A visita guiada gratuita acontece em 7 horários durante os dias de semana, de hora em hora, com intervalo para o almoço, começando às 9h com último horário às 17h.

IMG_20150411_150142945

Nos fins de semana, há 2 horários pela manhã (9 e 11h) e três pela tarde (14, 15 e 17h). Podem ser feitas visitas em inglês e também em francês, desde que agendadas previamente através do telefone (61) 2030-8051 ou por meio do endereço visita@itamaraty.gov.br.

Infelizmente, somente no saguão principal e nos jardins externos é permitido tirar fotografias.

IMG_20150411_150622084

No seu interior, ricamente decorado, há obras de artistas como Athos Bulcão e Sérgio Camargo, além de um afresco de Alfredo Volpi.

IMG_20150411_150928866_HDR

O paisagismo, tanto o externo quanto o interno,  é de Burle Marx. Em frente ao Palácio , sobre o espelho d’água se encontra a escultura “Meteoro”, de Bruno Giorgi.

IMG_20150411_153834841_HDR IMG_20150411_153854347_HDRAcabamos ficando sem almoço, já que não existe, nas redondezas, local aberto para sequer um lanche. Tivemos que voltar à região do hotel e comer algo no shopping… Fica a dica, caso você faça esta maratona de visitas nesta área, no fim de semana.

IMG_20150411_154107085

À noite, tivemos nossa oportunidade de revanche do humilde almoço e jantamos no restaurante Limoncello, na quadra 402 Sul, um italiano entre os melhores da cidade.

IMG_20150411_204609150

Pedimos brie com geléia de entrada, para acompanhar o vinho malbec.

IMG_20150411_210600300

De prato principal, um medalhão ao molho de vinho tinto com risoto de parmesão.

IMG_20150411_212353903

De sobremesa, claro, um limoncello de aperitivo, oferta da casa. Serviço perfeito e comida ótima. Os preços assustam um pouco, sendo até maiores do que em restaurantes similares no Rio.

IMG_20150411_220112627

E assim terminou o dia…

Fim de semana – Salvador, domingo

20 maio 2015

IMG_20150329_161748

No domingo, o programa foi um pouco mais leve: depois do café aproveitamos o sol para um mergulho na piscina do hotel, na cobertura.

IMG_20150329_125039105

Saímos por volta do meio dia, seguindo direto para a região da Barra, que recentemente ganhou um trecho de rua para os pedestres, em frente ao Farol.

 IMG_20150329_125319679 IMG_20150329_125958604_HDR
Que aliás, foi o primeiro local visitado, juntamente com o Museu Náutico que fica em seu interior.

Ao lado do Farol inventaram de colocar uma roda gigante, a “Salvador Eye“, modesta que só. Pense em um complemento menos adequado para a paisagem!

IMG_20150329_151412943

O Forte de Santo Antônio da Barra é a mais antiga construção militar do Brasil, antes mesmo da própria cidade de Salvador!

O Farol, instalado no forte em 1698, é o mais antigo das Américas e até 1937, quando finalmente foi eletrificado, era alimentado por óleo de baleia.

IMG_20150329_130532327 IMG_20150329_130905113

Contendo um grande acervo de objetos relacionados à navegação, miniaturas de embarcações e uma exposição mostrando os aspectos antropológicos, históricos e geográficos da Baia de Todos os Santos, o Museu destaca a importância da cidade como primeira capital do país.

IMG_20150329_131034066 IMG_20150329_131043354_HDRInfelizmente não conseguimos subir até o Farol pois os marinheiros haviam saído para o almoço. Fica a dica para visitar o local depois das 13h.

IMG_20150329_131406867

Percorremos a orla até a praia do Forte da Barra, com águas límpidas e lotada em sua pequena faixa de areia.

IMG_20150329_132320824_HDR

Fomos almoçar no Pereira, um restaurante super simpático, com atendimento nota 10, de frente para a praia.

IMG_20150329_133033759

IMG_20150329_133045583_HDR IMG_20150329_145139526_HDRComi uns dados de frango empanado com purê de batata doce e presunto cru – uma refeição leve para enfrentar o calor de meio de tarde.

IMG_20150329_140011747

Tomamos, então,  um táxi para o Solar do Unhão, um antigo engenho na beira da Baia de Todos os Santos, que abriga o Museu de Arte Moderna.

O MAM-BA, banhado pela Baia de Todos os Santos,  foi idealizado pela arquiteta Lina Bo Bardi como um dos grandes espaços para a arte na Bahia.

IMG_20150329_154702916 IMG_20150329_155140788Além de uma pequena igreja (para não perder o hábito), também há um Parque das Esculturas, uma galeria ao ar livre, (Sala Rubem Valentim, dedicada às obras do artista baiano), o Cinema do MAM, utilizado para a realização de palestras, workshops  e uma das praias mais bonitas da cidade, infelizmente com acesso restrito.

IMG_20150329_155158057_HDR IMG_20150329_164938737_HDRPierre Verger era o tema da exposição em cartaz na ocasião, separada geograficamente e com várias fotos de suas viagens ao redor do mundo (Polinésia, África, Peru e Brasil). Além da bela exposição, o casarão é muito bonito, com uma escada de madeira maciça que chama a atenção de todos.

IMG_20150329_170646231

Com cerca de 270 obras registradas pelo artista em diversas partes do mundo, As Aventuras de Pierre Verger é uma das mais completas exposições já feitas sobre o artista francês, reconhecido como um dos maiores nomes da história da fotografia, que escolheu residir na Bahia a partir de 1946.

IMG_20150329_172841967_HDR IMG_20150329_172901669

IMG_20150329_173641851_HDR

Aos sábados, no fim de tarde rola uma sessão de jazz bastante concorrida, na área externa.

Logo chegou o por-do-sol e mais uma vez fomos brindados com um espetáculo imperdível do astro rei, se pondo atrás da Ilha de Itaparica.

IMG_20150329_173814067

Continuando na área, andamos até a Marina de Salvador, na Avenida do Contorno, um dos locais mais charmosos da cidade. Com algumas lojas e vários restaurantes, em uma parte chamada Marina Gourmet, é ideal para um passeio no final de tarde/começo da noite.

Esperamos o grupo de amigas chegar e os restaurantes abrirem (somente às 19h) e invadimos o Soho, um japonês estilizado com uma deliciosa varanda sobre a Baia.

 IMG_20150329_191759503IMG_20150329_200212027

Fizemos nosso brinde com caipirinhas super caprichadas, pedindo alguns petiscos de acompanhamento como os da foto abaixo, com camarão empanado e salmão por cima. E ainda dava para escutar perfeitamente trechos do show que estava acontecendo naquela hora na Praça Castro Alves em comemoração aos 466 anos de Salvador.

Para a sobremesa, uma especialidade criada na Bahia: a torta búlgara. Não me pergunte a razão do nome, mas é um bolo de chocolate bem escuro e que não leva farinha de trigo. Fica bem concentrado, razão pela qual normalmente se adiciona creme de leite e umas fatias de morango para cortar o doce. Muito boa!

IMG_20150329_205907686

E assim terminou nossa aventura em Salvador, em um fim de semana alto astral, ao lado de companhias pra lá de agradáveis, um sol de rachar e deliciosas experiências gastronômicas. Grazie mille Adri Lima & Caetano, Meilin, Marisa e ao companheiro de viagens Paulinho.

Pode repetir?

Fim de semana – Salvador, sábado

16 maio 2015

IMG_20150328_134932986

A bola da vez no projeto Fim de Semana foi a capital baiana.

Morei em Salvador em 1984 por um ano e, como estava fazendo um curso de formação, quase não tive tempo para fazer turistagens, além de ir à praia. Resultado: não consegui curtir a cidade como ela merecia.

Voltei várias vezes depois, sempre em períodos curtos, mas só agora pude fazer um roteiro que englobasse as principais atrações para um passeio de fim de semana. Liguei para o Paulinho e em poucos minutos decidimos que o último fim de semana de março seria a melhor época para ir.

IMG_20150328_173811055_HDRMais uma vez comprei as passagens aproveitando uma promoção de fim de semana da Gol – o trecho de volta, na segunda de manhã, saiu pela bagatela de R$ 79 reais com taxas.

Na hospedagem cometi um erro: decidi ficar em um hotel executivo na Tancredo Neves, polo financeiro da cidade, por ser mais próximo ao aeroporto do que o Rio Vermelho ou Barra, já que sairíamos cedo na segunda feira. Acabamos gastando muito com os deslocamentos de táxi, que em Salvador, podem fazer toda a diferença.

Para começar, na maioria das vezes você vai andar na bandeira dois, que aqui custam exorbitantes 40% acima da bandeira 1. Tendo o Aeroporto como destino inicial ou final, se houver mais de 3 pessoas e aos sábados, a partir das 14h, tudo parece ser motivo para a cobrança da famigerada bandeira 2.

Aparentemente outro hábito baiano caiu por terra: o de cobrar extra para ligar o ar condicionado. Por este motivo, muita gente prefere alugar um carro para o fim de semana – só para sair e voltar ao Aeroporto um táxi te cobraria no mínimo R$ 150 reais.

IMG_20150327_202435676

Na sexta feira, depois de deixarmos a mala no hotel fomos até a região de Rio Vermelho, jantar com amigas no restaurante Casa de Teresa.

IMG_20150327_214553042IMG_20150327_202654061

IMG_20150327_214405698

A comida de lá é deliciosa e, apesar de não ser estritamente baiana, não resistimos à carne de sol com farofa, arroz e feijão verde. Delícia!

IMG_20150327_224325152_HDR

O local também possui uma lojinha de produtos típicos, boa opção para comprar aquelas lembrancinhas habituais.

IMG_20150327_224554649 IMG_20150327_224719781

IMG_20150328_101723159

Sábado, uma maratona nos esperava: depois do café, a primeira parada foi na Casa de Jorge Amado, recentemente aberta ao público, novamente no Rio Vermelho. A casa foi reformada na década de 70 e serviu de moradia para o casal até o fim dos dias.

Começamos pelo jardim, grande, bem cuidado e com alguns dos exemplares de sapos, tão queridos dos habitantes da casa.

IMG_20150328_102009526_HDRIMG_20150328_102417164_HDR

IMG_20150328_102923976_HDR

Fizemos um passeio guiado com a simpática Aline que nos mostrou toda a beleza dos jardins e dos muitos aposentos.

IMG_20150328_103030040IMG_20150328_110239830

IMG_20150328_104908898 IMG_20150328_110058003Particularmente interessante é a coleção de  bonecos feitos pela Zélia, nos quais estão retratados todos os membros do clã Amado – filhos, netos e bisnetos, cada geração com sua cor.

IMG_20150328_110506247

Em outros aposentos pode-se assistir a diversos artistas recitando passagens de livros de Jorge Amado, além de poder aprender receitas de quitutes baianos em um vídeo. Muito interessante também são as inúmeras cartas trocadas com várias personalidades nacionais e estrangeiras.

As visitas ocorrem apenas de sexta a domingo, das 10h às 17h. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

IMG_20150328_111207670 IMG_20150328_112223905Atenção: não confundir a Casa do Rio Vermelho com a Fundação Casa de Jorge Amado, que fica no Pelourinho.

IMG_20150328_115341863

De lá, seguimos até o Dique do Tororó , único manancial natural da cidade e que possui oito esculturas de orixás flutuando no seu espelho d’água: Oxum, Ogum, Oxóssi, Xangô, Oxalá, Iemanjá, Nanã e Iansã.

IMG_20150328_115458002_HDR

IMG_20150328_122726744Passando pelo novíssimo e belo estádio da Fonte Nova, subimos uma escadaria à esquerda até chegarmos na Cidade Alta, mais especificamente na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco.

As ordens terceiras eram confrarias católicas de homens brancos leigos. Seus integrantes não possuíam papel específico na hierarquia católica, mas tinham grande prestígio e importância na construção de templos e nos eventos religiosos ou sociais, em geral.

Esta Igreja foi construída no início do século 18 e sua fachada foi esculpida em pedra arenito, sendo a única do tipo no Brasil. Esta fachada, de estilo estilo churrigueresco – barroco mexicano –  esteve coberta por argamassa e somente no século 20 foi redescoberta, por conta de serviços na rede elétrica.

IMG_20150328_123136989

O templo abriga preciosas obras de arte sacra, tendo o seu interior sido reconstruido várias vezes, porém preservando o lindo conjunto de azulejos portugueses que retratam a Lisboa antes do terremoto de 1755.

IMG_20150328_123316936

Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1938, foi também indicada como uma das sete maravilhas do Brasil e fica ao lado de outro importante exemplar do barroco brasileiro da mesma época: o conjunto da Igreja e Convento de São Francisco.

IMG_20150328_124039140_HDRIMG_20150328_125344767

 

 

 

 

 

 

 

 

IMG_20150328_131500381

Ricamente decorado no interior, tem o seu teto, paredes e colunas salpicados de entalhes e figuras de pássaros e anjos, além de serem revestidos de ouro. Foi igualmente tombada pelo IPHAN.

Dizem que uma tonelada de ouro foi utilizada na decoração. Realmente impressionante!

Pena que o interior é um pouco escuro, dificultando boas fotos com o celular.

IMG_20150328_125525858 IMG_20150328_130553819

Continuamos explorando a região do Pelourinho, seguindo o som dos tambores até desembocar na praça principal, local das fotos mais conhecidas de Salvador e onde parte da turma do Olodum dava um show particular para alegria dos turistas presentes.

IMG_20150328_135458312

Não havia alternativa: era curtir o som, admirando a belíssima e colorida arquitetura contrastando com o céu azulzinho.

 IMG_20150328_131521955IMG_20150328_131957860_HDR

IMG_20150328_150051832

Caminhar dali até o Elevador Lacerda foi fácil. Apesar de ter morado em Salvador esta foi apenas a segunda vez que visitei este que é um dos principais pontos turísticos da cidade, pela linda vista que oferece da Baia de Todos os Santos.

O Elevador Lacerda (entrada a 15 centavos) foi o primeiro elevador urbano do mundo, inaugurado em 1873  ligando a Praça Cairu, na Cidade Baixa, e a Praça Thomé de Souza, na Cidade Alta

IMG_20150328_151653794_HDR

IMG_20150328_151711730_HDRIMG_20150328_153207308

 

 

 

 

 

 

 

 

Nossa próxima parada foi na  Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, que é uma das mais antigas da  Arquidiocese de Salvador, tendo sido construída em 1623. Sua atual construção  foi toda feita em pedra-sabão trazida diretamente de Portugal.

O primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa ordenou a construção da Igreja, que foi elevada a condição de basílica pelo Papa Pio XII em 1946.

IMG_20150328_153153341 IMG_20150328_152415706 Visitamos o Mercado Modelo, mas sinceramente, não vi muito motivos para voltar lá não. Típico mercado com vários artigos e lembrancinhas, mas com preços caros, direcionados aos turistas dos cruzeiros marítimos que aqui aportam.

IMG_20150328_161522468

Tomamos uma táxi até a cereja do bolo: a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, onde são distribui das as famosas fitinhas e o local mais venerado pela população, católica ou não, de Salvador.

Localizado na península de Itapagipe, chama a atenção por ser uma igreja simples. Conta a história que as imagens do Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia vieram de Portugal para a Bahia em 1745, trazidas por um capitão português de nome Theodozio Rodrigues de Faria que sobreviveu a uma forte tempestade e trouxe uma  réplica da representação do santo existente em Setúbal em agradecimento a seu santo de devoção.

As imagens ficaram temporariamente na Igreja da Penha até o término da construção da Igreja do Senhor do Bonfim em 1754.

IMG_20150328_161650840

De acordo com a Wikipédia, ” a lavagem da igreja teve início em 1773, quando os integrantes da “irmandade dos devotos leigos” obrigaram os escravos a lavarem a igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim, no segundo domingo de janeiro, depois do Dia de Reis. Com o tempo, adeptos do candomblé passaram a identificar o Senhor do Bonfim com Oxalá. A Arquidiocese de Salvador, então, proibiu a lavagem na parte interna do templo e transferiu o ritual para as escadarias e o adro. Durante a tradicional lavagem as portas da igreja permanecem fechadas durante a lavagem — as baianas despejam água nos degraus e no adro, ao som de toques e cânticos africanos.”

IMG_20150328_162010667 IMG_20150328_165012017_HDR

 

 

 

 

 

 

 

 

Como já estava próximo do por-do-sol, acabamos desistindo de dar um pulo na Sorveteria da Ribeira (um outro local imperdível), já que ficava na direção oposta à da Ponta do Humaitá, onde queríamos ver o por-do-sol.

Não sem antes passar pelo Forte de Monte Serrat ou São Felipe, construção datada do século XVI, considerada uma das mais bonitas construções militares do estado.

IMG_20150328_165254302_HDR IMG_20150328_165345086_HDR

Possui um belo farol para orientação náutica, inaugurado em 1935, além de ser um dos locais com uma das melhores panoramas da cidade, abrangendo também a visão da Ilha de Itaparica.

IMG_20150328_165852455

No final do século  XVI foram construidos a Igreja e o Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Serrat, mas o pessoal vem mesmo para admirar o belo por-do-sol…

IMG_20150328_170821790_HDR

…que é mesmo lindo de se ver!

IMG_20150328_173352994_HDR

Depois de tanto passeio, uma folga para o jantar, que foi no restaurante La Pasta Gialla,  na Pituba. Lá provamos um delicioso papardelle com iscas de filé mignon e molho de queijo emmenthal.

IMG_20150328_212133031

E uma indescritível mousse de chocolate ao aroma de whisky com crocante de avelãs e calda de doce de leite.

IMG_20150328_215556508

E por hoje foi só…aguardem o relato do domingo, que foi igualmente prazeroso.

Fim de semana – Belo Horizonte, domingo

12 maio 2015

IMG_20150208_103420340

O que fazer em BH em um domingo chuvoso? Se você quiser uma opção para o seu café da manhã, a Casa Bonomi, na Avenida Afonso Pena com a Rua Santa Rita Durão é uma excelente pedida.

  IMG_20150208_103325933

A casa em si é um charme só, fica em um rua agradável e relativamente silenciosa. A decoração puxa um pouco para o floral e as estantes de guloseimas fazem do local uma atração à parte. Impossível passar por lá sem comprar uma delas.

IMG_20150208_103147880_HDR IMG_20150208_103255345

 

IMG_20150208_103352322

Conselho de amigo: no domingo chegue cedo, pois o lugar lota! Tanto que não conseguimos lugar – chegamos após as 10h – e tivemos que mudar os planos e ir para o Centro Cultural Banco do Brasil na Praça da Liberdade. Nesta altura do campeonato a chuva caía forte…

IMG_20150208_104830241 IMG_20150208_105131323

Comemos um pão de queijo delicioso com manteiga na lanchonete e aproveitamos para admirar um pouco o pátio interno, protegido da chuva que caía lá fora.

IMG_20150208_105759708_HDR

IMG_20150208_112324702_HDR IMG_20150208_112458790

Claro que demos uma olhadinha nas exposições em cartaz, apesar de nenhuma ser assim tão interessante. O lindo prédio acabou mesmo sendo o prato principal.
IMG_20150208_114035872

Ainda no entorno da praça fica o Circuito Praça da Liberdade, que foi implantado por meio da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a iniciativa privada, para oferecer à população espaços de conhecimento, arte e cultura.

Dentre os museus há o das Minas e do Metal, o Memorial Minas Gerais Vale, além do Espaço do Conhecimento da UFMG.

IMG_20150208_114410725_HDR IMG_20150208_114447777_HDR

IMG_20150208_114610922_HDRIMG_20150208_114958485_HDR

IMG_20150208_114909121_HDR IMG_20150208_114738078_HDR
Caía um verdadeiro toró quando chegamos à feirinha da Afonso Pena – tanto que tivemos que comprar uma capa de chuva.

Desse jeito, as fotos ficaram a desejar e não deu para curtir a feira como ela merece. Garanto que, com tempo bom, é um programão para o domingo: artesanato, brinquedos, roupas e comidas são vendidos em inúmeras barracas.

Depois de um almoço rápido no shopping Patio Savassi fomos até o ponto final do ônibus do Aeroporto para nossa “viagem” até Confins.

IMG_20150208_115107311_HDR IMG_20150208_120314277

 

Uma pena que o domingo tenha sido chuvoso e atrapalhado um pouco os passeios pela cidade, mas com certeza, há muito o que fazer (por exemplo, visitar o interessante Mercado Municipal). Fica para a próxima vez!

 

Fim de semana – Belo Horizonte, sábado – ida ao Inhotim

8 maio 2015

DSC03367

Continuando com a série “Fim de Semana”, a escolhida da vez foi Belo Horizonte : uma cidade que visitei bastante na minha infância, quando costumava passar as férias na casa da minha irmã. Sempre acompanhado de boas lembranças, era meu modelo de “cidade grande”.

Desta vez chamei um amigo para me acompanhar no fim de semana. Não foi difícil convencê-lo, bastou apenas a menção ao nome Inhotim!

IMG_20150208_144036544_HDR

Sair do Rio foi simples: um táxi até o Santos Dumont na sexta à noite foi rápido e barato. Chegar a BH, contudo, requer um pouco mais de tempo. Confins está entre os aeroportos do país mais distantes da área central de cidade. Um táxi aqui custaria pelo menos R$100.

Felizmente existe a solução do ônibus do Conexão Aeroporto, que custa R$23,70 (ou R$10,70 em sua versão convencional) e, em cerca de 50 minutos ou mais, dependendo do tráfego, nos deixa no centro da cidade, mais especificamente na Rua Álvares Cabral.

Estávamos bem próximos do nosso hotel: consegui uma promoção no Ibis Afonso Pena por apenas R$69 a diária.

Depois de tanta viagem, rumamos famintos para o restaurante Ah Bon, em Lourdes.

IMG_20150206_220520048

A proposta do restaurante é ser uma opção em gastronomia, capitaneada por uma doceria aclamada pela crítica e público. Não há dúvidas de que o objetivo tenha sido alcançado. Vejam a delicadeza dos doces abaixo!

IMG_20150206_221621201_HDR

E os macarons, então…

IMG_20150206_221752598_HDR

Arrisquei uma massa que estava simplesmente sensacional: um rigatoni ao molho de linguiça de javali e mussarela de búfala gratinado.

IMG_20150206_222754582_HDR

Não poderia deixar de provar uma de suas sobremesas (afinal, foi esta uma das razões para ter escolhido este restaurante): um leve e envolvente tartelete de chocolate branco caramelizado.

IMG_20150206_225517039_HDR

Na manhã seguinte, rumamos para a rodoviária onde retiramos os bilhetes da Saritur já comprados anteriormente pela Internet neste endereço.

IMG_20150207_074613686

IMG_20150207_080837998_HDR Embarcamos no ônibus ao lado para uma viagem de quase duas horas, percorrendo pouco mais de 60 km.

A velocidade é reduzida pois passamos por áreas urbanas, dentro da cidade de Brumadinho, com vários quebra-molas para aumentar ainda mais a duração do trajeto.

Chegamos a Inhotim um pouco antes das 10h e ainda chuviscava um pouco.

Fomos andando até a entrada do local, onde, mais uma vez, trocamos o voucher da entrada comprada antecipadamente neste endereço.

Esta estratégia é boa para evitar as filas que, dizem, são grandes. Hoje, por conta do tempo ruim, não fez muita diferença, não.

IMG_20150207_095016612_HDR

O Inhotim começou sua abertura ao público em 2006, embora no ano anterior já houvesse visitação de estudantes das escolas locais e de grupos específicos.

 MAPA_VISITANTE_INHOTIM

IMG_20150207_122341697_HDR

O nome Inhotim se originou do antigo administrador da fazenda onde o museu atualmente se situa:  um inglês chamado Timothy, ou, em bom mineirês, Nhô Tim!

DSC03349

A ideia deste espaço, dedicado à arte contemporânea, nasceu da vontade do empresário Bernardo Paz, que foi casado com a artista carioca Adriana Varejão, cujas obras adornam uma das galerias mais impactantes e visitadas do local.

Ao entrar, tomando-se a direita, uma da primeiras obras que se destaca é a chamada Magic Squares, do Helio Oiticica.

 

DSC03352

Parte da série “Penetráveis”, o artista teve a intenção de harmonizar formas quadradas com a natureza, permitindo que se navegasse por dentro da obra.

DSC03355

DSC03360

Esta obra abaixo, da japonesa Yayoi Kusama, chama-se O Jardim de Narciso e é formada de 500 esferas de aço inoxidável, nas quais se pode ver o próprio reflexo.

DSC03357

Estas três esculturas, sem título, de Edgard de Souza são feitas em bronze. Achei uma das mais interessantes do acervo.

DSC03369

DSC03370

DSC03371

A galeria da Adriana Varejão (cujo reflexo é visto na foto abaixo, à esquerda) é uma das poucas onde a fotografia é proibida. Lá dentro, algumas obras da artista tem dimensão gigantesca, como a dos azulejos, que formam um lindo painel em uma grande sala.

Já a obra à direita mostra a Rodoviária de Brumadinho, obra do americano John Ahearn e do portorriquenho Rigoberto Torres, que traçam um perfil da pequena cidade através das pessoas que passam pela rodoviária, seus costumes e sua cultura.

DSC03387 DSC03382Também dos mesmos artistas, a obra abaixo se chama Abre a Porta, mostrando uma procissão religiosa, que acontece anualmente junto à igreja situada em Inhotim, e composta por integrantes dos grupos locais de Congada e Moçambique.

DSC03383

Hoje, além do acervo abrangente com obras de artistas nacionais e estrangeiros, o local também recebeu o título de Jardim Botânico pela sua coleção de exemplares, algumas importadas da Ásia.

IMG_20150207_122318454IMG_20150207_164537369

DSC03421 DSC03427

 

DSC03435
DSC03373

True Rouge é o nome da Galeria que se vê abaixo e também da obra do pernambucano Tunga feita de redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro e bolas de cristal.

DSC03408

Abaixo vemos, à esquerda, a obra Beam drop Inhotim, do Chris Burden, resultado do lançamento de vigas sobre uma poça de cimento.

À direita, uma das duas piscinas do local (esta com água à temperatura ambiente e em formato de uma agenda telefônica, obra do argentino Jorge Macchi).

DSC03437 DSC03436Bancos feitos de troncos de árvore estão espalhados pelo local, integrando-se de tal maneira à paisagem que mal se nota sua presença.

DSC03418

Abaixo uma das obras mais fotografadas do Inhotim: Troca Troca, do fluminense Jarbas Lopes mostra 3 fuscas com as latarias trocadas, um lindo contraste com o verde das árvores. Eles passeiam pelo parque, por isso não estranhe se, quando você os vir, eles estiverem em uma posição diferente.

DSC03425

A Galeria Cosmococa é, sem dúvida, uma das mais interessantes do local.

Obra do Hélio Oiticica, com colaboração do cineasta Neville d”Almeida, a galeria apresenta “instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais”. Salas com redes para uso (e descanso) dos visitantes, outra com futons super confortáveis e trilha sonora setentista…

DSC03426

…incluindo aí uma piscina com água gelada – a idéia é sentir o efeito da temperatura da água no corpo após sair da piscina. Choque também é arte! E no calor de fevereiro, até que não seria má ideia.

Não se preocupe – toalhas são oferecidas aos que se aventurarem. Não se esqueça, contudo, de incluir uma peça de banho na sua mochila – apesar da nostalgia da época hippie, banhos de pelados não são permitidos!

DSC03428

A Marilá Dardot, mineira apresenta sua obra chamada A Origem da Obra de Arte, um conjunto de 150 vasos de cerâmica em forma de letras. Impossível resistir à tentação de fazer uma foto com seu nome, por mais clichê que isto seja.

DSC03438

DSC03420DSC03402 Viewing Machine é o nome da peça do dinamarquês Olafur Eliasson, que se baseia no princípio do caleidoscópio.

DSC03445

Uma das obras mais emocionantes foi a da artista canadense Janet Cardiff (onde fotos também não são permitidas – surrupiei a foto abaixo do site do Inhotim), chamada Forty Part Motet,  que apresenta um conjunto de 40 caixas de som dispostas em torno da sala e de onde se ouve  o coro da catedral britânica de Salisbury interpretando ‘Spem in Alium‘, peça polifônica medieval de Thomas Tallis. Realmente imperdível e tocante ao extremo!

E os habitantes mais charmosos do local marcam sua presença com elegância.DSC03365 DSC03364

Resumindo, foi uma visita absurdamente prazerosa, além de ser uma ótima oportunidade para um exercício físico, já que se anda bastante pela imensa área do parque. Para aqueles com dificuldade de locomoção, ou mesmo preguiça, há a opção de comprar um ticket que dá direito ao transporte em pequenos carrinhos motorizados, tipo o que se vê nos campos de golfe.

Infelizmente, um dia só não é suficiente para conhecer tudo e as fotos acima mostram apenas parte do gigantesco acervo local. Claro que isto pode ser um boa desculpa para várias outras visitas, o que não deixa de ser um prospecto interessante. Eu voltarei, com certeza!

À noite fomos ao Café com Letras, um misto de livraria e bar na Savassi, com mesinhas encaixadas entre as estantes de livros, dando ao ambiente um ar bem informal.

IMG_20150207_222801002

A entrada de bruschettas com cogumelos e parmesão estava campeã!

   IMG_20150207_234611094

Comemos outros petiscos e até sobremesa, todos bem decentes. O local também é conhecido por ter uma boa carta de cervejas artesanais.

No fim do dia bateu um cansaço….compreensível!

Buenos Aires – Ida a um restaurante “puertas cerradas”

30 abril 2015
Site do Paladar

Site do Paladar

Em agosto do ano passado, durante uma viagem à capital argentina, resolvi testar uma experiência gastronômica que floresceu na cidade há um certo tempo: o que os portenhos chamam de restaurante puertas cerradas, ou a portas fechadas.

A proposta é oferecer a poucos clientes (normalmente entre 10 e 30) um menu de vários passos, que muda constantemente e normalmente vem chancelado por um chef renomado. Os endereços são mantidos à sete chaves até que a reserva (obrigatória na maioria dos casos) seja confirmada. Na maioria das vezes, as casas ficam em bairros fora do circuito turístico, como Chacarita, Barrio Norte ou Almagro.

Depois de muito pesquisar, resolvi reservar uma mesa no Paladar, que funciona em um sobrado em uma tranquila rua do bairro de Villa Crespo e tem influência judaica em sua culinária.

O menu de 5 passos, no fim de semana de agosto em que fomos, está descrito abaixo:

Hacé tu reserva.

Comandado por Ivana Pinar (sommelier) e Pablo Abramovsky (chef), o restaurante abriu suas portas (paradoxal, não?) em setembro de 2013. O plano inicial era apenas ministrar aulas de culinária, que terminavam em saborosos jantares. Tamanho foi o sucesso que o casal decidiu investir em um projeto maior, a partir de março de 2014.

Site do Paladar

Site do Paladar

A residência é sobriamente decorada e o atendimento é personalizado: o chef vem à mesa explicar os detalhes de cada um dos pratos.

IMG_20140823_211603140IMG_20140823_211803122Começando os trabalhos, tivemos, pãezinhos e torradas forrando o estômago até a chegada do amuse bouche: o Knish, um bolinho de batata com ricota e kummel (em português é conhecido como alcarávia!), bem saboroso.

Um aperitivo de espumante com pêssego acompanhou a entrada.

IMG_20140823_212006585

IMG_20140823_213155371Uma das particularidades do restaurante é que o convênio estabelecido com algumas bodegas para a maridaje de vinhos – naquele mês de agosto, os exemplares vinham da Bodega del Fin del Mundo, como o ótimo Pinot Noir mostrado acima.

A entrada foi uma ótima sopa fria de beterraba com mascarpone e almôndegas de salmão, ponto alto do jantar.

IMG_20140823_213515773

O prato principal era um pastrón defumado com batatas roesti, pepinos acridoces, crumble de centeio e cenoura ao tomilho e um toque de mostarda. O nome é pomposo, mas o resultado final deixou a desejar pois a carne estava um pouco dura.

IMG_20140823_221105011

Antes da sobremesa, um pequena e refrescante prova de sorvete de chá negro, lavanda, lichia e hibiscus. Voilá: o paladar estava pronto para o próximo prato…

IMG_20140823_223236437

…que eram rolinhos crocantes de banana, chocolate e pão de mel, uma delícia. Pena que a foto não fez jus ao prato.

IMG_20140823_231105431

O preço, com maridaje de vinhos, foi de 350 pesos (250 pesos sem vinho), que saiu por aproximadamente RS$80 ao câmbio blue da época. Uma pechincha.

Vale verificar o preço atual no site do restaurante.

Foi uma experiência gratificante, embora o prato principal estivesse abaixo da média. Fiquei com vontade de visitar outros exemplares da capital portenha. Na próxima vez, quem sabe?

Sudeste Asiático 2014 – Tailândia – Bangkok dia 21

9 abril 2015

DSC03328

Continuando com os passeios nesta linda cidade, neste último dia da viagem escolhemos finalmente visitar a Casa do Jim Thompson, na região de Siam Square.

Deixamos a mala na recepção do hotel e saímos de táxi até lá.

DSC03226

A casa pertenceu a Jim Thompson, um empreendedor americano que ficou famoso por ser o mestre no comércio de seda para o mercado ocidental.

DSC03233

Esta casa foi construida com sobras de materiais presentes em casas tailandesas tradicionais, em um desenho arquitetônico brilhante. vários objetos pessoais dele estão expostos nos vários cômodos.

Jim Thompson desapareceu misteriosamente na selva malaia em 1967, em circunstâncias ainda não explicadas.

DSC03250 DSC03236Existe uma ótima visita guiada, já inclusa no preço do ingresso, de 100 baht (cerca de US$ 4, na época).

DSC03242

DSC03243DSC03247

Visitas podem ser feitas todos os dias, das 9h às 17h. Há um simpático restaurante servindo refeições leves, mas não tivemos tempo de experimentar.

DSC03246

Andamos um pouco pela região e visitamos o Bangkok Art and Culture Center, uma espécie de Guggenheim tailandês. Não havia muita coisa para se ver, portanto seguimos em frente.

DSC03258

 

DSC03254 DSC03251

Aproveitamos para fazer uma boquinha no mesmo local do dia anterior, no Siam Paragon: a salada fez tanto sucesso que repetimos a dose!

DSC03259DSC03268Depois do almoço, tomamos o Sky Train até a estação de  e de lá um barco pelo Chao Praya, apreciando a paisagem vespertina e os templos na beira do rio.

DSC03264

Acabamos descendo no Wat Pho para uma visita rápida.

Este templo (nome verdadeiro:  Wat Phra Chetuphon Vimolmangklararm Rajwaramahaviharn) é um dos meus preferidos em Bangkok: cheio de cantos e ângulos pitorescos e também local de uma das melhores massagens.
DSC03306 DSC03302

Fica ao lado do Grande Palácio, outra atração imperdível da cidade, em uma área de 80 mil metros quadrados.

Em seu pavilhão externo, há cerca de 400 imagens de Buda, como as da foto abaixo à esquerda.

DSC03296 DSC03295

 

 

DSC03293

O seu Buda deitado é um dos maiores do mundo e com certeza, a principal razão para a quantidade enorme de visitantes. Com 15 metros de altura e 43 de comprimento, folheado a ouro e com seus pés cravado de madrepérolas, é mesmo uma belezura!

DSC03283 DSC03282

DSC03279

Além da beleza do templo e de seu Buda deitado, muitos turistas vem aqui atrás das famosas massagens, parte do Centro para Ensino e Preservação da Medicina Tailandesa, com sede em Wat Pho.

As massagens são bem concorridas, esperamos por quase meia hora. Recomendo a “foot massage”, minha preferida. Os preços também são um tiquinho superiores a outros locais ( 420 baht por uma hora e 280 baht por meia hora), mas vale a pena!

DSC03324 DSC03329 Tivemos tempo de pegar o por do sol dentro do templo, o que rendeu fotos fantásticas.

E estas foram as últimas imagens que tivemos de Bangkok antes de voltarmos ao hotel, pegarmos a mala e o táxi para Suvarnabhumi.

Mais uma vez a cidade continua a me encantar de uma maneira incrível, me fazendo sonhar com uma volta em breve.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 80 outros seguidores