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Fim de semana – Curitiba, domingo

17 agosto 2015

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O domingo foi mais curto e por isso levantamos cedo para o café da manhã para iniciar logo os passeios.

O plano hoje era complementar o percurso de ontem, quando tivemos que dar prioridade aos pontos mais distantes do trajeto do ônibus de turismo.

Fomos de ônibus biarticulado até as proximidades do Museu Oscar Niemeyer, popularmente conhecido como Museu do Olho – fizemos uma baldeação grátis no centro da cidade, mas a viagem total deu menos que meia hora. E custou bem menos hoje, já que aos domingos a passagem cai para módicos R$1,50!

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O Museu dispensa palavras, com seu design arrojado, destacando-se no meio de uma área residencial. Inaugurado em 2002, com projeto de Oscar Niemeyer, recebe mais de 300 mil visitantes todo ano.

O prédio principal tem 3 andares: no térreo se encontra a bilheteria – a entrada é gratuita no primeiro domingo do mês, justamente no dia em que visitamos. Nos outros dias (terça a domingo) se paga R$9.

As principais salas de exposição ficam no primeiro andar. Em uma das salas estavam 48 obras, parte do acervo particular de vários acusados da Operação Lava-Jato, com exemplares de Di Cavalcanti, Vik Muniz e Iberê Camargo, entre outros.

Outra exposição em cartaz mostrava as principais obras do cubano Wifredo Lam.

IMG_20150705_112044535 IMG_20150705_111848373Além das salas o museu dispõe de um auditório, e um ambiente para realização de eventos externos para 500 pessoas, uma loja com produtos personalizados com o logo do Museu e o MON Café, um ambiente aconchegante para um lanche rápido.

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No subsolo pudemos apreciar outras exposições, sendo que a mais interessante era uma série de gravuras do Museu de Arte Fuji de Tóquio.

IMG_20150705_110444644 IMG_20150705_112544802Neste nível também fica o Pátio das Esculturas, que abriga a exposição permanente de algumas obras pertencentes ao acervo, além do Espaço Niemeyer, com exposição permanente de projetos, fotos e maquetes de obras do arquiteto.

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Com ligação interna ao prédio principal através de um túnel, o prédio do Olho tem 30 metros de altura e é composto por quatro pavimentos com espaços ainda não ocupados com exposições e o miniauditório.

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O Museu do Olho fica bem próximo ao Bosque João Paulo II, sede do Memorial da Imigração Polonesa.

IMG_20150705_115802405 IMG_20150705_120313369_HDRPossui um conjunto de 7 casas construídas em madeira típica e uma estátua celebrando a visita do Papa João Paulo II à Curitiba em 1980.

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O local é palco de diversas festas da colônia polonesa, como a que estava acontecendo naquele domingo, que comemorava os 25 anos da visita do Papa.

IMG_20150705_120439406_HDR IMG_20150705_120457027Havia muitos doces e comidas típicas, mas chegamos literalmente no fim da festa.

O local também possui uma área de mata nativa, com muitas espécies de árvores, como araucárias, pitangueiras, carvalhos e cerejeiras, entre outros.

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IMG_20150705_130600256_HDR De lá tomamos um biarticulado que nos deixou na praça Santos Andrade. Lá, encontramos mais uma feira dominical, esta bem mais modesta. Vimos o Teatro Guaíra e atravessamos a praça até ao edifício da Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostrado na foto abaixo.

Seguimos caminhando pelo calçadão da rua XV de Novembro, que atualmente não apresenta muitos atrativos, principalmente em um domingo. Terminamos o passeio na Praça Osório.

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Voltamos para o hotel, pegamos as mochilas e resolvemos fazer uma boquinha em um restaurante japonês próximo ao hotel. De lá tomamos um ônibus até o shopping Estação de onde sai o executivo até o Aeroporto (tarifa de R$ 13 por pessoa), o melhor custo beneficio para se ir até lá.

Nosso voo saiu no final da tarde, mas acho que conseguimos ter uma boa ideia da cidade. Um passeio que não fizemos, mas que merece ser feito com tempo é a viagem de trem pela serra, parando em Morretes para explorar a cidadezinha e experimentar o famoso “barreado”.

Fica para a próxima!

Fim de semana – Curitiba, sábado

12 agosto 2015

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Visitar Curitiba no inverno é garantia de poder aproveitar o tempo frio da cidade. Uma das capitais mais simpáticas e organizadas do país, foi a escolhida para esta etapa do projeto Fim de Semana. Desta vez minha filha me acompanhou – escolhi a primeira semana de julho devido às férias da faculdade.

Mais uma vez ficamos em um hotel da rede Accor – o Mercure Sete de Setembro, no agradável bairro do Batel.

Na chegada ao Aeroporto, que fica localizado em São José dos Pinhais, o turista é obrigado a tomar um táxi local. Por este motivo, é cobrada a bandeira 3 (!) o que faz qualquer corrida ao centro de Curitiba passar dos 70 reais (a nossa até o Batel deu 76 reais).

Existem alternativas de transporte público – o ônibus executivo te deixa no centro, próximo a vários hotéis por apenas R$13 e, se você não for muito exigente, existe um ônibus biarticulado que custa R$3,30. Mesmo se considerarmos que poderá ser necessário completar o percurso até o hotel de táxi, a economia pode ser brutal.

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Deixamos as mochilas no hotel e partimos para o jantar – escolhi um restaurante do qual havia ouvido falar bem: o Spaghetto, na Visconde do Rio Branco, no centro da cidade.

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O restaurante não tem luxo, mas possui um cardápio super extenso com várias opções de massas, nas quais se pode adicionar um dos inúmeros molhos.

Comemos um delicioso rosellini recheado de queijo e presunto com molho quatro queijos.

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Para a sobremesa, um delicioso strogonoff de nozes que trouxe à memória o similar igualmente saboroso do restaurante Da Silva, no Rio de Janeiro.

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No dia seguinte, após o café, caminhamos no começo da manhã pela Praça do Japão, oásis de tranquilidade no bairro já suficientemente tranquilo do Batel.

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A simpática praça tinha cerejeiras em florescer e uma construção típica japonesa que serve como pequeno museu e loja de souvenirs.

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Ao lado da praça ficava um ponto de ônibus biarticulado, um projeto do Jaime Lerner que fez sucesso primeiramente em Curitiba e depois foi exportado para outras cidades e até para o exterior – o seu irmão mais conhecido é o Transmilenio de Bogotá.

IMG_20150704_094639258 IMG_20150704_095240853Resumindo, o sistema de transporte é bastante simples: paga-se R$ 3,30 pela passagem (em algumas linhas é necessário ter um cartão de transporte que só os locais possuem) e aguarda-se o embarque, que é feito com segurança e sem demoras.

Os ônibus trafegam por vias expressas, sem engarrafamentos. Pode-se fazer baldeação em qualquer hub sem necessidade de pagar outra passagem (desde que você permaneça dentro da estação, claro).

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E foi isso que fizemos: descemos na parada do Shopping Estação/ Museu Ferroviário e trocamos para um biarticulado que nos deixaria no Jardim Botânico, nossa primeira visita do dia.

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Esta era uma atração que ainda não conhecia na cidade e fiquei bem impressionado.

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O Jardim Botânico de Curitiba (nome completo: Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter)  foi inaugurado em 1991 em uma área de 178 mil metros quadrados.

IMG_20150704_104126919 IMG_20150704_104304881_HDRInspirado em um palácio de cristal de Londres, sua estufa com estrutura metálica e 3 abóbadas virou uma das maiores atrações da cidade.

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O jardim em frente tem clara inspiração francesa, com desenhos geométricos, fontes e estátuas, formando um belíssimo panorama.

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Assim como na Praça do Japão, aqui também conseguimos ver algumas cerejeiras em plena floração.

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De lá, resolvemos tomar o ônibus de turismo, uma das melhores formas de visitar os pontos turísticos da cidade.

Existem alguns inconvenientes, claro. O primeiro é que ele só permite descer em cinco atrações, contando com aquela na qual você iniciou o passeio. Deste jeito, fica um pouco difícil escolher entre as 24 (veja mapa abaixo).

Minha sugestão: escolha as que ficam mais afastadas do centro da cidade (e que também ficam mais distantes entre si) e conheça as outras em um passeio a pé.

Do Jardim Botânico (parada 6), descemos no Bosque Alemão (parada 14), não sem antes passar pelo Memorial Árabe, que fica no Passeio Público (parada 10).

IMG_20150704_112731613_HDR IMG_20150704_114753272_HDRO Bosque Alemão é um pequeno parque encravado no  meio de um bairro residencial. Na sua parte superior tem uma lanchonete simples e um mirante de onde se tem uma bela vista da cidade.

 

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Descendo pelas escadas de madeira começa o bosque propriamente dito, com o curto e pitoresco Caminho de João e Maria, um dos contos mais famosos dos Irmãos Grimm.

IMG_20150704_115330371IMG_20150704_120711839_HDRAtravés de um caminho de paralelepípedos no meio da floresta, vários cartazes contam a história de Hansel e Gretel (nomes dos personagens em alemão), com direito a  réplica da casa da bruxa, até o final feliz.

Ao sair do bosque passamos por um lindo portal (foto abaixo), onde fica a parada do ônibus de turismo para embarque.

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A próxima parada (número 17 no mapa) acabou não sendo muito produtiva: a Ópera de Arame tem o seu charme, mas não pudemos visitar a Pedreira Paulo Leminski que continua fechada.

Aproveitamos o intervalo de 30 minutos entre os ônibus (que não parece ser seguido à risca, oscilando bastante) para comer um salgadinho e tomar um chocolate quente.

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Na parada 20 fica o bonito Memorial da Imigração Ucraniana, dentro do Parque Tingui, mais um dos muitos parques interessantes da cidade.

Logo depois do portal se encontra a linda capela, que é uma réplica da Igreja Ucraniana de São Miguel, que fica no interior do estado.

À esquerda dela, uma pequena loja de lembrancinhas e produtos artesanais, com atendimento familiar, onde pude iniciar um papo agradável sobre a história e cultura ucranianas.

IMG_20150704_134708093_HDRIMG_20150704_135036659_HDREstava fascinado com os doces típicos, e fui forçado a experimentar um deles: o delicioso Medelnek abaixo, um pão de mel com passas, doce de leite  e um ganache por cima. Fan-tás-ti-co!

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O Memorial foi inaugurado em 1995, ano em que a imigração ucraniana no Paraná completou 100 anos. Inicialmente oito famílias se assentaram perto de Ponta Grossa e posteriormente migraram para os arredores de Curitiba, indo até o município de Marechal Mallet (onde fica a igreja original mencionada acima), totalizando cerca de 45 mil imigrantes até 1914.

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No interior da capela, que aqui não possui nenhum serviço religioso, podemos ver uma história resumida do povo ucraniano, além de uma coleção de  pessankas (ovos pintados a mão), ícones e bordados.

IMG_20150704_141743205_HDR IMG_20150704_141903908Tornou-se um dos meus locais preferidos na cidade e que visito sempre que possível.

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IMG_20150704_151442588_HDRA quarta e penúltima parada foi no bairro distante de Santa Felicidade, reduto da colônia italiana e sede do famosíssimo restaurante Madalosso, inaugurado em 1970 e que mais parece um centro de convenções: com 5 salões e capacidade para 5000 pessoas, foi considerado o maior restaurante das Américas em 1995 pelo Guinness Book.

Mais acanhado é o Velho Madalosso, que fica logo em frente e onde tudo começou em 1963.

Estávamos com pouca fome por isso nem cogitamos entrar no restaurante para provar o seu elogiado rodízio de massas. Ao invés disto fomos na simpática Confeitaria PaniCiello, onde comemos um sanduíche acompanhado de chocolate quente.

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Passamos pelo Parque Birigui, sem parar, e rumamos para o setor histórico da cidade, nossa quinta e última parada (número 25 no mapa).

 

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IMG_20150704_164247723Vimos o Relógio das Flores (foto acima), o badalado bar Schwarzwald, mais conhecido como Bar do Alemão, a simpática Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito (nas fotos ao lado e abaixo).

Esta Igreja, uma construção de 1946 em estilo barroco, ainda possui alguns azulejos presentes na igreja original, de 1737.

Nesta área também acontece a famosa Feira de Arte e Artesanato do Largo da Ordem, todos os domingos, além de conter outros patrimônios históricos da cidade, como a Casa Romário Martins, a Casa Vermelha e o Museu de Arte Sacra.

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IMG_20150704_164702930 IMG_20150704_165240315Vários murais podem ser vistos nesta parte da cidade, um ótimo local para um passeio.

Para o jantar, resolvemos experimentar um fondue de queijo no restaurante Chateau de Gazon, também no Batel.

O fondue estava gostoso, mas achei o preço um pouco caro (R$120), além de termos que enfrentar uma fila de quase uma hora para entrar, já que não havíamos feito reserva.

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E assim terminou nosso dia após intensa turistagem.

Russia – St. Petersburg – Chegada

7 agosto 2015

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Dia de acordar cedo, tomar um banho, coletar nosso café da manhã para viagem gentilmente oferecido pelo hotel (um sanduíche e um suco) e andar até a estação central, antes do nascer do sol.

DSC03688DSC03691Saímos de Helsinki no trem das 06:12. Há 4 horários diários em cada direção e o trem é, sem dúvida, a maneira mais rápida de se fazer o trajeto entre estas duas cidades.

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O trem é bem moderno e confortável, com 7 vagões incluindo um vagão-restaurante. Com capacidade para 337 passageiros (sendo 48 na primeira classe, que ainda oferece jornais e lanches quentes), tem equipe de bordo fluente em russo e finlandês, além do inglês, claro.

As poltronas são reclináveis, com apoio para as pernas, luz individuais, cabideiro e um indispensável soquete para carregar celulares ou laptops.

DSC03697IMG_20150419_053108438_HDRDesde que se faça a reserva com alguma antecedência, a passagem é bem acessível e custa menos de 30 euros na segunda classe (60 euros na primeira classe).

Você pode comprar passagens on-line entre a Finlândia e a Rússia neste endereço.

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O trem faz paradas em 3 cidades na Finlândia antes de cruzar a fronteira.

A imigração foi feita de forma bastante tranquila: ainda em solo finlandês, oficiais olharam nossos passaporte; depois de estarmos em território russo, foi a vez dos oficiais daquele país carimbarem nossos documentos.

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A primeira cidade russa que vimos foi a simpática Vyborg (foto abaixo).

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A cidade fica logo após a fronteira e mudou de lado várias vezes, sendo a última em 1944 quando a Rússia a tomou do país vizinho.

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A viagem é bem rápida – em pouco mais de três horas e meia já estávamos na famosa Estação Finlândia (ou Finlyandskiy vokzal) ponto de chegada em St. Petersburg.

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Fomos trocar dinheiro na estação e conseguimos uma taxa bastante aceitável, visto que este parecia ser o único lugar para se conseguir rublos nas imediações.

Quando saímos, todos os táxis que havíamos visto e que estavam à espera dos passageiros haviam sumido. Ficamos esperando uns 15 minutos, mas nenhum táxi passava.

Decidimos ir até a frente da estação e vimos um taxista parado no estacionamento que nos cobrou 400 rublos para o trajeto até o hotel – aparentemente eles ficam parados esperando os clientes e não o contrário, como na maioria dos países.

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Reservamos um Novotel, pois os hotéis próximos à Nevsky Prospekt, principal avenida da cidade e onde queríamos ficar, pareciam antigos.

DSC03710DSC03707Seguindo o padrão conhecido da linha Accor, o Novotel St. Petersburg Center ficava em uma ruela, bem próximo ao burburinho da Nevsky, mas suficientemente tranquilo e silencioso. Tinha ótimo café da manhã e quartos pequenos, mas aconchegantes.
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Passeamos um pouco pela Nevsky, mas logo voltamos ao hotel pois tínhamos uma apresentação de ópera no fim da tarde no lindo Teatro Mariinsky 2.

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O Teatro Mariinsky original (este verde da foto abaixo) foi inaugurado em 1860 para abrigar espetáculos de ópera e balé e foi palco de estreias de obras de Tchaikovsky, Mussorgsky e Rimsky-Korsakov.

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O seu irmão mais novo, o Mariinsky 2, foi inaugurado em maio de 2013 – moderno, mas planejado com a concepção clássica da sala de concerto, tem acústica impecável, além de estar tinindo de novo. Virou o xodó dos habitantes locais.

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Com quase 80 mil metros quadrados e com capacidade para 2.000 pessoas, é uma das maiores salas de concerto do mundo.

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Nossos ingressos eram para a igualmente famosa ópera Turandot, de Puccini, que foi magistralmente interpretada. Ainda bem que conhecia um pouco da história, pois as legendas foram em russo.

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Abaixo se vê o elenco, fantástico! Como esperado, a ária “Nessum Dorma” foi o ponto alto do espetáculo.

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Ao sairmos, nos deparamos com uma inesperada nevasca. Achar um táxi era tarefa ingrata e os motoristas aproveitavam para cobrar preços majorados. Dos 1000 rublos iniciais pedidos, conseguimos achar um que nos levasse de volta ao hotel por 600 rublos – mesmo assim cerca de 50% mais caro do que pagamos na vinda. Pelo jeito o  taxímetro é pouco utilizado por aqui.

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E a aventura russa estava apenas começando…ainda tinha muito mais!

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Finlândia – Helsinki – passeios

2 agosto 2015

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Chegamos a Helsinki pontualmente as 23;40 e a esta hora o procedimento de imigração foi bem rápido. Na saída, logo avistamos o ônibus da Finnair, a melhor opção para ir até o centro da cidade (o ponto final é na pequena estação ferroviária) ao preço de 6,30 euros, uma verdadeira pechincha escandinava. Da estação até nosso hotel, o Scandik Simonketta foram apenas 200 metros de caminhada.

No dia seguinte acordamos para um lauto café da manhã onde só não experimentamos a variedade de peixes marinados que eles tanto adoram.

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Como a cidade é bastante compacta, decidimos explorá-la da melhor maneira: caminhando.

Fomos até a famosa igreja esculpida na rocha, a Temppeliaukio Kirkko, uma igreja luterana que começou a ser construida antes da Segunda Guerra, sendo a construção interrompida então.

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A luz natural ilumina o interior através de 180 vidros localizados entre a cúpula e a parede. A igreja é muitas vezes utilizada para concertos, devido à sua excelente acústica.

Continuamos andando na direção norte até o Parque Sibelius, que homenageia o compositor finlandês de mesmo nome e que possui um monumento, também em sua homenagem, criado por um artista patrício em 1967.

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Composto de uma série de 600 tubos de aço soldados em forma de onda e pesando 24 toneladas, tem o propósito de capturar a essência da música do compositor. Dizem que dá para ouvir sons quando o vento está soprando, mas não pudemos atestar a veracidade do fato, já que não estava ventando àquela hora.

Uma versão menor desta obra, do mesmo artista, se encontra na sede da ONU em Nova York.

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O dia estava nublado, mas a temperatura variava entre agradáveis 6° e 8°C, bem apropriada para caminhadas.

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Voltamos para o centro caminhando na direção da região portuária…

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…onde entramos em um mercado que abriga diversos quiosques de comida, principalmente frutos do mar.

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…mas também possuem várias bancas de verduras…

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…e doces fantásticos.

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O local seria um ótimo para um almoço rápido, mas estava repleto de famílias que faziam suas boquinhas no fim da manhã de sábado.

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Acabamos comendo um singelo cachorro quente, com salsicha alemã (claro) em uma das barraquinhas do lado de fora do mercado.

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Depois do lanchinho continuamos andando pelo local, olhando as diversas barraquinhas com artesanato e outros itens – até encontramos um vendedor finlandês que havia morado no interior de São Paulo por mais de 30 anos e falava um português quase perfeito!

Mais à frente acabamos avistando a Igreja Ortodoxa Oriental, dedicada à Assunção da Virgem Maria.

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Projetada por um arquiteto russo, foi construida depois de sua morte em 1862, sendo um dos principais marcos da influência russa sobre a Finlândia.

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Construída sobre uma encosta na ilha de Katajanokka, tem uma linda vista da cidade e é a maior Igreja Ortodoxa da Europa Ocidental, recebendo quase meio milhão de visitantes por ano.

Há vários exemplares de ícones em seu belíssimo interior, mas o principal, retratando São Nicolau foi roubado em plena luz do dia, em 2007. Também foi erguida uma placa comemorativa em homenagem ao Czar Alexandre II, que era o governante do Grão Ducado da Finlândia na época da construção da igreja.

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Depois caminhamos até a Catedral Luterana onde estava acontecendo um casamento.

Localizada no centro da cidade, foi construída entre 1830 e 1852 como tributo ao Czar Nicolau I da Russia, Grão Duque da Finlândia.
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Também era conhecida como a Igreja de São Nicolau até a independência do país em 1917.

A catedral, em estilo neoclássico, possui a forma de uma cruz grega, com a parte central em formato quadrado e todos os braços de mesmo tamanho, apontados nas direções cardeais. Em cada uma de suas fachadas há um frontão e várias colunas.

DSC03630DSC03636Além disso, destaca-se seu domo, circundado por quatro outros domos menores.

 

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Voltamos para a região central, passando pelo Monumento dos Três Ferreiros, uma escultura do finlandês Felix Nylund, erguida em 1932 e um dos pontos de encontro mais famosos da cidade.

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Passamos pela pequena e charmosa estação central de trens…

 

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…e seguimos pelo Parque Hagalund à beira do lago Toolon.

Ali próximo fica uma série de arrojadas e modernas construções, como o Museu Kiasma (foto abaixo), dedicado à arte contemporânea.

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Preferimos entrar no Helsinki Music Centre, um complexo de salas de concerto à beira do lago que abriga a Sibelius Academy, além de duas orquestras sinfônicas.

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Sua sala de concertos principal comporta 1700 pessoas. Além desta, há cinco salas menores que podem abrigar até 400 ouvintes e que são usadas regularmente para ensaios ou concertos dados pelos estudantes da Sibelius Academy.

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O seu interior é amplo e cheio de obras de arte modernas, com uma cafeteria espaçosa que serve pequenos lanches e doces.

DSC03657 DSC03659Aproveitamos para fazer uma boquinha. Não consegui resistir a um pedaço de uma torta black velvet, fantástica!

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Continuamos passeando pelo Töölönlahti Bay, que é o principal parque do centro da cidade.

DSC03665 DSC03670Fizemos o circuito completo, passando por detrás da estação de trens e voltando para o Music Centre.

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É uma área bastante tranquila da cidade e imagino que fique repleta de visitantes com um pouco menos de frio e um pouco mais de sol. Neste sábado, especificamente, não estava muito cheia.

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Na praça Mannerheim, ao lado do Museu Kiasma, destaca-se a estátua da Carl Gustaf Emil Mannerheim, líder militar e sexto Presidente da Finlândia, votado em uma pesquisa recente como o finlandês mais importante de todos os tempos.

DSC03673 DSC03676Última atração a ser visitada, a Kamppi Chapel ou Capela do Silencio é uma das construções mais interessantes da cidade.

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É uma pequena igreja luterana situada ao lado do nosso hotel, na Praça Narinkka. Foi construída por 3 arquitetos finlandeses e ganhou o Prêmio Internacional de Arquitetura em 2010.

O interessante é que o local foi pensado para ser um oásis de tranquilidade no meio de uma das praças mais movimentadas da cidade, cheia de skatistas e artistas de rua. Não há serviços regulares na Capela.

DSC03691Ao sair para o jantar passamos mais uma vez pela Estação Central, que fica ainda mais bonita à noite, especialmente a Torre do Relógio.

Para quem não sabe, esta estação de trem foi eleita uma das mais bonitas do mundo pela BBC em 2013!

Logo em frente fica o Museu Ateneum, que tem a maior coleção de arte clássica da Finlândia, mas que infelizmente não deu tempo de visitar desta vez.

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No jantar escolhemos uma refeição no Vapiano, rede de restaurantes alemã que cumpre muito bem a função de oferecer massas frescas com molhos e ingredientes um pouco mais sofisticados e com preços bem convidativos.

Acompanhado de uma taça de merlot, este meu spaghetti com presunto de parma, rúcula e creme branco estava perfeito!

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A capital da Finlândia é uma cidade com gente simpática, mas com atrativos que não justificam permanecer por mais de dois dias. Apesar de ter adotado o Euro, os preços são bastante altos se compararmos com o resto da Europa (uma corrida de táxi aqui é 3 vezes mais cara do que na Estônia, por exemplo).

 

Países Bálticos – 2015

28 julho 2015

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No feriadão de abril de 2015 (21, terça e 23, quinta) aproveitei alguns dias de férias vencidas e emendei em uma viagem que estava planejando há tempos: dar um pulo na Rússia, Estônia, Letônia e Lituânia. Devido ao tempo exíguo, só consegui visitar os dois primeiros países, com Helsinki como ponto de partida.

Depois de ver uma oferta de passagens da Iberia, chamei 2 amigos para me acompanhar. Consegui voos até Helsinki com uma troca de avião em Heathrow, todos pela British Airways, uma das minhas companhias aéreas favoritas e que fazia tempo não viajava.

O voo até Londres foi tranquilo, apesar da qualidade dos serviços da British Airways ter despencado. E, para culminar, os comissários de bordo não falavam uma palavra em português!!!

Como ainda tínhamos 5 horas até o próximo voo, resolvemos experimentar o lounge do Terminal 3, que é muito bom.

Só pela oportunidade de tomar um banho revigorante já valeram os US$ 27 de entrada (oferta do Mastercard). Pós-banho, ainda tínhamos algumas comidinhas à disposição (saladas diversas, queijos e um brownie especialmente delicioso), além de salas de leitura, computadores e até um cinema.

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Usando Helsinki como um pit stop, ficamos apenas um dia na capital finlandesa, deixando a maior parte do tempo para desbravar São Petersburgo (4 dias) e depois conhecer a charmosa e pequena Tallinn (2 dias) na Estônia, voltando de lá para Helsinki, de onde sairia nosso voo ao Brasil.

No cômputo final, fiquei bastante surpreso com São Petersburgo e gostaria de ter ficado ao menos um dia a mais, mas no geral, o tempo alocado às outras cidades foi adequado.

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E, tirando a parte finlandesa, a viagem ficou bem em conta, já que os preços de hospedagem e comidas na Rússia e Estônia estavam bem acessíveis.

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Ficaram faltando conhecer Moscou e os outros países bálticos, o que poderá ser feito em uma próxima viagem conjugando estes dois países com a Polônia.

Por enquanto, fiquem com os relatos destes 10 dias intensos.

 

Buenos Aires – ida ao La Mar, do Gastón Acurio

23 julho 2015

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No último feriado do Dia do Trabalho estive em Buenos Aires e aproveitei para bater ponto no novo restaurante do Gastón Acurio, do sempre bom Astrid&Gastón.

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O La Mar Cebicheria, inaugurado no começo de 2015, está instalado em uma bela casa no bairro de Palermo Hollywood, na Calle Arévalo esquina com Nicaragua.

A área externa parece bastante convidativa, mas o frio estava um pouco demais para o começo da  noite.

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Como todas as outras casas da dupla, o que chama a atenção logo de início é a decoração de extremo bom gosto: aqui sobressaem-se os tons de azul nas cadeiras e o preto e branco nas paredes.

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IMG_20150501_203640336 IMG_20150501_203659207 Chegamos em três pessoas sem reserva em uma sexta feira, pecado mortal em BsAs. Como ainda era relativamente cedo (pouco depois das 20h), conseguimos lugares na simpática barra.

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IMG_20150501_204902559 Da barra pudemos admirar o trabalho do barman, o que nos inspirou a começar logo com um pisco sour, supimpa!

Outro destaque da grife Gastón é o atendimento primoroso. O daqui era feito por jovens universitários com muita simpatia e eficiência.

Nossa garçonete era colombiana e estudava medicina em BsAs. Adorava o Brasil e já havia vindo ao Rio, o que rendeu ótimos papos.

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Seguiu-se um trio de ceviches, especialidade da casa e sempre uma ótima pedida. Da esquerda para a direita na foto acima, provamos o nikkei, com salmão e suco de tamarindo, o misto, com lula e camarões ao leche de tigre y rocoto e o clássico.

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Como prato principal, escolhi uma chaufa aeropuerto, um prato de arroz com uma tortilla de angostinos e molho nikkei – um absurdo de gostoso e suficiente para duas pessoas!

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Outro prato pedido foi o tallarines saltados a la criolla, com frutos do mar e frito no wok. Estava muito saboroso, segundo relatos!

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Completou o trio um aromático lomo saltado, foto abaixo. Como provei um pouco, posso garantir que estava igualmente gostoso!

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Não sei como, mas ainda tivemos espaço para pedir a sobremesa: o indefectível suspiro limeño para dividir por 3. Estava tão gostoso que foi difícil resistir aos pedidos insistentes para que viesse mais um!

IMG_20150501_220255200 Pedimos a conta com dor no coração, pois a experiência tinha sido fantástica.

E, quer saber, se considerarmos os preços com a cotação do dólar blue, fica muito mais em conta do que um jantar equivalente em um restaurante peruano no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

La Mar Cebicheria

Endereço : Arévalo 2024, Palermo Hollywood.

Abre de terça a domingo, no almoço (12h30 a 16h) e jantar (a partir das 20h), menos no domingo, quando só abre no almoço, das 12 às 17h30.

Reserve, por favor!

Fim de semana – Manaus, domingo

19 julho 2015

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Domingo era o dia de fazermos o passeio chamado de safári amazônico. Este tipo de tour é oferecido por várias agências, podendo, inclusive, ser contratado na hora no porto de Manaus.

A economia, neste caso, tem que ser repensada, tanto em termos de segurança quanto no número de turistas em cada barco – uma das atrações, a interação com os botos cor de rosa, fica muito prejudicada se o grupo for composto por mais de 10 pessoas.

Escolhemos a Amazon Eco Adventures, uma das poucas a possuir lancha própria, com capacidade para no máximo 10 pessoas. O preço gira em torno de US$100, incluindo o traslado de/para o seu hotel. Outras agências cobram preços similares.

A saída foi de um pequeno porto próximo à linda e imponente Ponte do Rio Negro, vista na foto que abre o post. Nosso guia e comandante era um local que falava um inglês perfeito. No grupo constava, além de uma niteroiense, um casal inglês e outro americano – 7 pessoas no total.

Nossa lancha era bastante rápida e confortável, com estoque de água e guaraná para refrescar.

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Após uma pequena parada para abastecimento de combustível em um dos inúmeros postos flutuantes, seguimos para o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

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Este encontro é especial pois as águas dos dois rios possuem características bem distintas, o que faz com que não se misturem.

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O Negro, como o nome já diz, possui águas escuras, com baixo PH e temperatura por volta dos 30 graus. Já o Solimões tem água cor de café com leite, PH perto do normal e temperatura de 25 graus.

Pudemos dar um mergulho para comprovarmos a diferença de temperatura das águas e é realmente impressionante. Mais uma das vantagens de estar em uma lancha pequena…

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Seguimos para visitar a comunidade ribeirinha de Catalão e suas casas flutuantes. Os troncos de árvore que permitem a flutuação das casas chegam a ser vendidos por R$ 5mil cada um.

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A próxima parada foi em uma criação de pirarucus, o maior peixe amazônico.

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Quem quisesse poderia tentar pescar um deles, mas era uma tarefa quase impossível, considerando o  tamanho do peixe (chegam a pesar 180 kg).

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IMG_20150524_125710332Rumamos para o Lago Janauari, local onde florescem as vitórias-regias, que estavam raras por conta da cheia do rio.

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Com cerca de 9 mil hectares de matas, várzeas e igapós, a área foi transformada um Parque Ecológico.

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Paramos em uma pequena casa para um contato um pouco mais próximo com alguns animais da região: o bicho preguiça, um filhote de jacaré e uma jibóia de uns 3 metros.

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Já estava na hora do almoço, em um restaurante flutuante, já incluído no preço do passeio. O menu era simples mas farto, com várias saladas, peixes e frango.

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De sobremesa, dispensei as frutas preferindo interagir com os simpáticos macacos que adoram os turistas e a comida que eles trazem.

IMG_20150524_134347250_HDR IMG_20150524_140011929Entramos pelos igapós para vermos a vegetação e os impressionantes troncos de algumas árvores.

 

A navegação até o local da interação com os botos cor de rosa foi longa e deu até para tirar um cochilo. Esta deveria ser a última parada nossa, mas fomos forçados a mudar de planos devido à aproximação da chuva.

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A interação é feita por grupos – antes de entrarmos, vimos como é confusa a visita quando há barcos maiores.

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Os botos são fascinantes – atraídos pela comida dada pelo cuidador, ficam na superfície tempo suficiente para admirarmos e até tocarmos. Uma experiência inesquecível!

E chegamos à última atração do dia: uma visita a uma tribo indígena, com direito a apreciarmos algumas danças e rituais.

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A comunidade parece pequena – vimos pouco mais de 30 habitantes – e às vezes parecia que estávamos dentro de um cenário de filme.

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Claro que a tribo recebe parte do dinheiro pago pelos turistas como forma de ajudar nas despesas, mas isso não impediu que a experiência fosse válida.

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Ao final, fomos convidados a participar ativamente de uma dança com os habitantes locais.

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Claro que apenas um fim de semana é pouco para apreciar com calma as diversas opções de turismo da região – um outro passeio interessante pode ser feito até a cidade de Presidente Figueiredo, distante cerca de 100km de Manaus e famosa por suas cachoeiras. Ou mesmo fazer uma imersão mais roots em algum hotel de selva. Os cruzeiros do Iberostar também podem ser um ótima opção para quem quiser se aprofundar neste cenário.

De qualquer maneira, a visita a Manaus nunca passará em branco e as experiências vividas aqui serão lembradas por muito tempo. Assim como a capital Brasília, que deve ser visitada para um conhecimento de como nosso país funciona, a região amazônica é um patrimônio nacional, com cenários fascinantes e merece uma estadia mais longa.

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