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Nova Zelândia – Queenstown – ida a Glenorchy

20 julho 2017

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Depois que você se cansar da beleza estonteante da linda Queenstown, chegará a hora de explorar os arredores. Vou descrever alguns passeios que você pode fazer, preferencialmente se estiver com um carro alugado.

A primeira dica é pegar a estrada que leva até a pequena vila de Glenorchy (menos de 400 habitantes), que fica na ponta do lago Wakatipu. A viagem em si já é deslumbrante, mas em Glenorchy há algumas atrações para quem tiver tempo.

Distante cerca de 46 km do centro de Queenstown (feitos em pouco menos de uma hora, contando com as paradas para as fotos), a estrada acompanha o lago na sua margem direita, possibilitando inúmeras possibilidades de fotos panorâmicas, com alguns mirantes pelo caminho.

Apesar de pequena, a cidade é bem famosa e foi utilizada pelo diretor Peter Jackson para as filmagens do primeiro filme da trilogia do Senhor  dos Anéis. Também foi cenário de filmes da série das Crônicas de Nárnia e de X-Men Origens.

Além disto, várias das trilhas mais conhecidas da ilha sul, como a famosa Routebourn Track,  tem passagem pela vila.

Na primeira vez que visitei o país fui até Glenorchy, pois daqui saíam os tours de jet boat através do Dart River, um passeio inesquecível e altamente recomendável, feito com a Wilderness Jet e que até hoje é oferecido regularmente.

Para quem preferir também se pode fazer canoagem, mountain biking, cavalgadas, esqui e snowboarding (no inverno) e, para os mais corajosos, salto de paraquedas.

Preferimos apenas curtir o lugar, aproveitando o lindo dia. Seguimos então na direção do lago onde se encontra um pequeno píer. O local é lindo, como se pode ver nas fotos, e a temperatura estava bem agradável, um convite perfeito à contemplação da natureza exuberante.

Depois do passeio, paramos no Foxy’s Café, que fica no Glenorchy Lodge, onde degustamos um delicioso sanduíche de presunto e ovo frito na ciabatta acompanhado de salada.

Voltamos a Queenstown no final da tarde em mais uma linda viagem de carro e ainda tivemos a oportunidade de parar mais uma  vez e apreciar esta beleza abaixo.

Em resumo, este é um lindo passeio que pode ser feito preferencialmente à tarde para aproveitar a paisagem sob luz favorável.

Para quem não está de carro, a Pure Glenorchy tem um passeio levando às principais locações da trilogia do Senhor dos Anéis. Mais informações neste site.

Nova Zelândia – Queenstown

15 julho 2017

Nossa primeira parada na Nova Zelândia foi na mágica Queenstown, uma cidadezinha que foi “feita para agradar a uma rainha”, como seu nome atesta. Um dos locais turísticos mais visitados do país, a cidade de pouco mais de 15 mil habitantes parece ter sido talhada a mão.

Sua localização não poderia ser mais perfeita: em frente ao lago Wakatipu e cercada de montanhas que chegam a 2.000 metros de altitude, não à toa serviu de cenário para alguns filmes, sendo o mais famoso “O Senhor dos Anéis”. Se ainda levarmos em conta que é a meca dos esportes radicais e possui algumas estações de esqui a menos de 50 km de distância, dá para entender o fascínio que a cidade atrai.

Seu aeroporto é tão pequeno quanto bonito e fica a menos de 10 km do centro. A vista aérea na chegada à cidade já é um acontecimento por si só, como podem atestar as fotos abaixo.

Várias opções de transfer podem ser utilizadas até o seu destino final.

Uma delas é utilizar o transporte público: a passagem one way até o centro da cidade custa 12 NZD nos ônibus da Connectabus que passam a cada 15 minutos.

Como alternativa, pode-se comprar um passe de 7 dias que serve para o transporte de/para o Aeroporto, além de algumas outras rotas interessantes como Arrowtown (mas não inclui a viagem até Wanaka), por 47 NZD.

Com diversas alternativas de passeios para todos os gostos, alugar um carro não é má ideia, mas tenha em mente que devolver o automóvel em uma cidade diferente pode acarretar em uma taxa bem salgada. Optamos por retirar e devolver o carro no aeroporto de Queenstown.

Alugamos o carro com a Hertz, uma SUV de 5 lugares por aproximadamente 500 NZD o período de 5 dias. Não foi especialmente barato, mas foi uma mão na roda, apesar da direção ser na mão inglesa.

Como sugestão, considere alugar o carro pela Jucy, uma empresa que é bastante forte também no ramo de passeios e tem até alguns hostels espalhados pelo país. Seus carros tem diárias com valores bem menores do que a concorrência. Veja neste site.

Por conta de uma legislação nova, a carteira de motorista deverá ser a internacional  ou então somos obrigados a pagar  uma taxa de 69 NZD para que ela seja traduzida para o inglês.

As opções de hotéis são poucas e caras, portanto nossa melhor alternativa foi alugar uma casa pelo Airbnb. Claro que fiz questão de uma vista para o lago, o que não foi difícil de conseguir. Olhem a nossa vista da sala!

E mesma vista ao amanhecer, com frio de 2 graus e neve recente nos picos…

A cidade é pequena e o transporte público não é muito bom, portanto a dica é se hospedar não muito longe do centrinho, que concentra a maioria das lojas e restaurantes da cidade. Deste modo pode-se fazer quase tudo a pé.

Em relação à quantidade de dias, tudo vai depender do seu apetite para os passeios, que vão desde um singelo cruzeiro pelo lago até várias opções de bungee jumping e skydiving. Independente disto, reserve no mínimo 4 dias inteiros para poder ter uma boa ideia do lugar e de seus arredores.

Escolha as atividades que te interessam e planeje cuidadosamente, sempre levando em conta as condições de tempo.

A primeira dica é entrar no site do Bookme para verificar as opções de tours e restaurantes. Este site mostra várias ofertas de passeios turísticos na Nova Zelândia e Austrália e tem algumas pechinchas inacreditáveis.

Os passeios aqui em Queenstown são um pouco caros, mas qualquer passeio vale a pena pelo panorama absurdamente belo, portanto você estará economizando bastante.

Nós aproveitamos uma promoção para fazer um passeio de  45 minutos de jetboat pelos rios Shotover e Kawarau  com a Thunder Jet.

O passeio foi bom, mas estava um frio de rachar (não se preocupe que eles dão um macacão impermeável, mas leve sua própria luva, você vai precisar!) e, apesar dos loops de 360 graus feitos à exaustão pelo nosso piloto, os trechos percorridos destes rios não são os mais estreitos, ou seja, são menos emocionantes.

Um dos pontos altos da sua visita a Queenstown será a subida até o Bob’s Peak. A subida pode ser feita através de uma trilha com dificuldade média e levando cerca de uma hora.

Para quem não tem tempo/disposição pode tomar a Skyine Gondola que cobra 35 NZD pelo trajeto (ida e volta) que te leva a 450 metros acima da cidade.

Procure combinar a subida com alguma outra atração para uma economia maior. Pode ser um almoço ou jantar ou mesmo uma ou mais descidas de luge, um pequeno veículo que se assemelha ao nosso carrinho de rolimã, fácil de dirigir e que proporciona minutos de diversão por suas 2 pistas (veja as opções de pacotes neste site).

kiaoranz.weebly.com

Fiz isto da primeira vez que estive na cidade, mas agora subimos após as 17h pois queríamos aproveitar o por do sol. Infelizmente neste horário não havia mais tempo para as descidas de luge.

Chegamos lá em cima no fim do por do sol, com uma vista sensacional da cadeia de montanhas e do lago, fazendo jus ao nome da cidade.

Outro passeio interessante é pelo Queenstown Gardens, um lindo jardim botânico criado em 1867 e que possui diversas espécies de árvores.

Estrategicamente localizado em uma península, fica colado ao compacto centro da cidade, se tornando no local preferido para um passeio tranquilo tanto pelos habitantes quanto pelos turistas.

Possui espécies de plantas nativas (das quais se destaca o abeto de Douglas, parente do  nosso pinheiro) e outras exóticas. Há também um clube de tênis e de boliche, além de locais para skate e patinação.

Se quiser apenas contemplar o lindo panorama de um de seus bancos à beira do lago Wakatipu, não há lugar melhor para isso.

Aliás, a margem do lago é mesmo o local mais frequentado na cidade, não sem motivos. Até os noivos escolhem este local para a sessão de fotos!

No quesito comida, a cidade não oferece nada memorável, exceção feita ao  FergBurger, uma verdadeira instituição da cidade e reconhecida internacionalmente como um dos melhores hambúrgueres do mundo.

 

Confesso que não acho esta afirmação um exagero: a carne é bastante suculenta, o molho é incrível e o pão bem macio.

Mesmo o mais básico sanduíche é enorme e o preço compensa muito (um simples hamburger custa 11 NZD). Só comendo para crer.

O endereço é 42 Shotover Street e fica aberto das 8h30 até às 5 da manhã!

Outro lugar que eu recomendo para o almoço é o tailandês Tham Nak Thai.

O restaurante possui um menu combinado no almoço com bebida e três rolinhos primavera deliciosos de entrada, além do prato principal.

Escolhi um saboroso pad thai de camarão. A conta total saiu por menos de 20 NZD, uma pechincha para a cidade.

O restaurante fica na 7 Beach Street e abre para almoço das 11 às 15h. O jantar é servido das 17h às 21h30m.

(É isso mesmo, tanto aqui quanto na Austrália, o jantar começa ainda de tarde e a maioria dos restaurantes fecha mais cedo do que gostaríamos. Vá se acostumando e ajuste logo seu fuso para não ficar com fome!)

Para uma pizza no jantar, uma boa pedida é o Winnie’s Gourmet Pizza, que fica em 9, The Mall, também no centro da cidade.

O restaurante é um ícone local, com música alta de boa qualidade e se transformando em uma boate no fim da noite. Tem um simpático sofá à beira da lareira para quem quiser se esquentar nas noites geladas e uma mesa de sinuca.

Não ficamos para testar a balada, mas as pizzas estavam bem gostosas, com destaque para a Luigis Italian, com bacon, pepperoni, cebolas e cogumelos. Há opções vegetarianas também.

As pizzas grandes giram em torno de 36 NZD e dão para 3 pessoas com pouca fome.

 

Essas foram algumas dicas para você aproveitar melhor a cidade. Nos posts seguintes virão novas sugestões de passeios nos arredores para complementar sua visita à Queenstown e fazer de sua estada uma experiência memorável.

 

 

 

Qual é a sua Nova Zelândia?

8 julho 2017

A Nova Zelândia é um país fascinante. Até aí nenhuma novidade, não é mesmo?

Com 2 ilhas principais (a do Norte e a do Sul, separadas pelo Estreito de Cook, assim chamado em homenagem ao britânico James Cook, responsável pelo mapeamento de toda a costa do país) é também conhecido como Aotearoa, que em linguagem maori significa ” A terra da longa nuvem branca”.

É um dos países com maior diversidade de paisagens naturais no mundo: geleiras, praias, montanhas, geisers, fiordes, rios cristalinos, chuva, neve, sol, você tem a impressão de que não falta ver nada.

 

E como fazer para montar um roteiro que te agrade com tantas opções?

Calma!

A primeira ação é dividir o seu problema em partes e é justamente isto que vou fazer, esperando te ajudar a escolher quais cidades visitar.


TRANSPORTE


A primeira escolha recai sobre que transporte utilizar nos seus deslocamentos. Vejamos:

  1. Avião – o mais rápido (e mais caro) meio de transporte, mas não necessariamente o melhor; algumas atrações do país, como o Milford Sound, não são acessíveis de avião, a não ser que você resolva pagar um voo caro de Queenstown até lá. Use avião para se locomover entre as “grandes” cidades – Auckland, Wellington, Christchurch e Queenstown. Além da Air New Zealand, também há voos pela Jet Star com preços bastante similares, mas vale pesquisar nas duas. E não seja atraído pela primeira tarifa que você vir: muito provavelmente o preço vai aumentar assim que você incluir bagagem e escolher o assento. As companhias aéreas neozelandesas só permitem uma bagagem de mão de até 7 quilos. Visite o site da Air New Zealand e da Jet Star.
  2. Trem – os passeios de trem pela Nova Zelândia são muito pitorescos, sem dúvida uma atração à parte mas, tirando o trajeto de Auckland a Wellington, não servem para se ir de um destino a outro. Considere também o preço e o tempo do passeio. Uma das rotas mais recomendadas é o entre Christchurch e Weymouth na costa oeste da Ilha Sul. Veja as opções e preços de viagens neste site.
  3. Ônibus – o preferido dos mochileiros, este meio de transporte com certeza vai te economizar alguns dólares neozelandeses (algumas passagens podem ser encontradas por até um mísero dólar, se comprado com antecedência na Intercity), mas só deve ser usado se você dispuser de bastante tempo, já que a velocidade média fica na casa dos 60km/h, além de possuir várias paradas. Há também vários tipos de passes, por região. Além da Intercity acima, a Naked Bus tem preços competitivos.
  4.  Carro  – se quiser maior liberdade, esta pode ser uma boa alternativa, mas considere o preço total, incluindo o custo extra se tiver que devolver o carro em outra cidade (às vezes é bem alto!). Lembre-se que na NZ se dirige na mão esquerda, como os ingleses, que não há acostamento nas principais rodovias e que, em alguns trechos, principalmente no oeste da Ilha Sul, você pode ficar dezenas de quilômetros sem ver um posto de gasolina. A locadora mais barata, sem dúvida, é a pouco conhecida Jucy, com preços imbatíveis. Tenho o relato de um amigo que alugou carro com eles e ficou bem satisfeito.
  5. Barco – o principal trajeto de barco é a travessia do estreito de Cook, entre Wellington (Ilha Norte) e Picton (Ilha Sul). Os confortáveis ferries fazem este percurso em horas e também podem carregar automóveis. Vejam as opções de preços e horários das várias empresas aqui.

Depois de definir o transporte, vamos tentar ver qual seria a sua “praia”:


PRAIAS


Sim, aqui também tem praias. Lindas, por sinal. A principal área fica ao norte de Auckland, na Ilha Norte, em uma região chamada Bay of Islands. Uma das mais badaladas é Paihia, onde se pode fazer um passeio náutico até um local chamado “Hole in the Rock”.

nztravelorganiser.com

A oeste de Auckland fica a selvagem e bela Karekare Beach, que serviu de cenário para as filmagens de “O Piano”.


VINHOS


Um dos países mais respeitados na produção de vinhos, possui uma gama variada de castas, sendo as mais importantes a sauvignon blanc, chardonnay e riesling (brancos), e pinot noir (tinto).

As principais regiões se encontram nos arredores de Wellington, no sul da Ilha Norte (Martinborough e ), e no centro-nordeste (região de Hawkes Bay, perto de Napier) embora existam alguns vinhedos nas imediações de Auckland (principalmente na ilha de Waiheke)

Na Ilha Sul, o grosso da produção fica no norte com a região de Nelson e Marlborough concentrando os vinhos mais premiados do país, embora se encontre algumas vinícolas em Wanaka.


ESPORTES RADICAIS


Gosta? Veio ao lugar certo, então.

A Nova Zelândia é pioneira neste quesito, tendo sido a primeira a comercializar o bungee jumping e inventar outras esquisitices como o zorbing e o fly-by-wire, sendo que este último não está mais disponível e foi fechado por requerer uma manutenção muito cara.

Além dos esportes radicais como skydiving ou jet boating, também há os tradicionais stand up paddle (praticado nos lagos e nas praias), mountain biking ou mesmo as inofensivas trilhas, que são super seguras. Ah, e para culminar, com exceção da tuatara, não existem répteis na Nova Zelândia – não é o máximo?

As duas cidades preferidas para os esportes radicais são Queenstown, na Ilha Sul e Rotorua, na Ilha Norte.


BELEZAS NATURAIS


Mais uma vez, se você gosta de natureza, aqui é o paraíso: desde as cavernas de glowworms (uma espécie de lagarta que brilha no escuro no teto das cavernas) em Waitomo (Ilha Norte) ao espetacular Milford Sound (na Ilha Sul), um fiorde esculpido pelas geleiras milhares de anos atrás, a beleza das paisagens neozelandesas vai te deixar de queixo caído.


ROTEIROS SUGERIDOS


Para facilitar a sua escolha eis aqui alguns roteiros sugeridos dependendo do número de dias que você ficar no país.

5 dias

  • Não há dúvidas: embarque direto para Queenstown e explore as redondezas, deixando um dia de tempo bom para ir até Milford Sound.

10 dias

  • Proponho quatro dias em Queenstown e o resto na Ilha norte entre Auckland e Rotorua
  • Outra opção seria ficar apenas na Ilha Sul, começando por Christchurch, indo de trem até Weymouth, descendo até as geleiras (Franz Josef ou Fox) e terminando em Queenstown.

15 dias

  • Com este tempo já dá para fazer uma divisão entre as duas ilhas: considere o roteiro de 10 dias pela Ilha Sul e acrescente 5 dias na Ilha Norte privilegiando Rotorua e ficando um os dois dias em Auckland.

20 dias ou mais

  • Este seria o tempo ideal para conhecer as principais atrações do país: eu começaria em Queenstown e subiria em direção às geleiras e depois ficaria um tempo na região de Nelson. Tomaria o ferry para dois dias em Wellington explorando as vinícolas e o Museu Te Papa, um dos melhores museus que já visitei. Pararia em Rotorua, onde iria a Hobbiton e Waitomo Caves e, se der tempo, iria até Paihia, ao norte de Auckland checar suas praias.

Alguma dúvida? Estou à disposição na caixa de comentários.

E acompanhe meus posts da viagem à Nova Zelândia e Austrália que logo logo vão estar no ar.

Roma 2017 – Coliseu, Foro Romano e Palatino

4 julho 2017

O Coliseo di Roma é uma das atrações superlativas da cidade e merece uma visita mais detalhada, feita de modo mais contemplativo, especialmente porque ao adquirir o ingresso (válido por dois dias) para esta atração você também tem acesso ao Foro Romano e ao Monte Palatino. Reserve pelo menos um dia para uma visita completa!

Falaremos sobre estas duas atrações mais tarde.

Aqui abaixo, você tem um mapa da região para poder se localizar melhor.

benevale.com


COLISEO


A construção do Coliseu foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano de 72 D.C. e terminou oito anos depois, já sob o mandato de Tito, que decretou 100 dias de jogos brutais como comemoração (o que custou a vida de centenas de gladiadores!).

Aqui ocorriam embates (com entrada franca!) entre gladiadores ou entre estes e alguns animais selvagens (principalmente leões) que faziam a alegria dos espectadores, cujo número podia alcançar 50 mil em sua lotação máxima.

No ano de 404 o Imperador Flávio Honório proibiu esta carnificina e o estádio passou a ter outros usos, servindo até de fortaleza para o clã dos Frangipane no século 11!

Algumas curiosidades e fatos:

1. Com 188 metros de comprimento, 156 metros de largura e 57 metros de altura, na época de sua inauguração era o maior anfiteatro da cidade. Apesar disto, seu nome não foi dado em homenagem ao seu tamanho, mas sim pelo fato do Colosso di Nerone (estátua gigante do imperador romano Nero) se encontrar logo ali ao lado.

2. Na Sexta Feira Santa o Papa normalmente conduz a Via Sacra no Coliseu.

3. A construção possui 80 arcos o que permitia aos espectadores uma entrada rápida no estádio. Vários estilos de coluna foram usados na sua construção: as dóricas ficavam no térreo, as jônicas no primeiro andar e as coríntias no segundo.

4. O seu interior é dividido em 3 áreas principais: a arena, a cavea e o pódio.

A arena tinha um piso de madeira coberto de areia, que permitia que o sangue dos combatentes não escorresse e eles não escorregassem (o show não pode parar!).

Nas batalhas os animais ficavam no hypogeum, abaixo do piso da arena e eram suspensos por cerca de 80 elevadores puxados por guinchos.

A cavea era o local onde o público se sentava e também era dividido em diferentes áreas, sendo as mais próximas da arena reservadas para magistrados e oficiais mais graduados. A plebe rude, obviamente, ficava na parte superior. E, por último, as mulheres ocupavam os piores lugares do local.

O pódio, como o nome diz, era uma área plana em frente às cadeiras, com visão privilegiada dos combates, reservado para o público mais seleto: senadores e imperadores.

O nível superior e o hypogeum só são abertos para visitas guiadas que devem ser agendadas previamente e custam 9 adicionais.

 

Com a queda do Império Romano, no século 5, o local foi abandonado e várias de suas placas de mármore foram surrupiadas dali para adornar outros palácios da cidade, como o Palazzo Barberini e até a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Logo ao lado, o Arco de Constantino é o mais moderno arco do triunfo de Roma, erguido no ano de 315 D.C. para celebrar a vitória deste imperador na Batalha da Ponte Mílvia.

Com 21 metros de altura por 25 metros de largura, é um dos monumentos mais fotografados da cidade, por sua localização estratégica.

A visita ao Coliseu pode durar uma hora ou o dia inteiro, tudo depende do seu grau de interesse na história do lugar.

E não se esqueça que você terá, inteiramente grátis, a possibilidade de visitar estas duas outras atrações abaixo, que ficam coladinhas ao Coliseu. Se estiver muito cansado(a) pode deixar para o dia seguinte: o ingresso é válido por dois dias!


FORO ROMANO


O Foro Romano é uma praça retangular ao lado do Coliseu, onde se encontram várias ruínas das construções mais importantes de Roma.

Centro nevrálgico da cidade, era aqui que aconteciam os discursos, julgamentos criminais, o núcleo do comércio e até as marchas triunfais que seguiam a Via Sacra – principal artéria do lugar, que começa no Monte Capitolino, passa por alguns dos mais famosos templos locais e acaba no Coliseu.

Apesar de haver algumas placas em frente a cada uma das ruínas, a quantidade de informação é insuficiente para se ter uma ideia do que foi o lugar. Por isso uma pesquisa anterior à visita vai ajudar muito!

Se você utilizar a entrada mais próxima ao Coliseu, um dos primeiros monumentos que você vai ver é o Templo de Vênus e Roma, que foi um dos maiores da cidade. Ele teve sua construção iniciada pelo imperador Adriano no ano de 121 D.C., porém só foi terminado vinte anos depois durante o governo de Antonino Pio.

Foi erguido sobre a antiga casa do imperador Nero e é composto de duas partes: uma dedicada à deusa do Amor (Vênus) e outra à deusa da cidade.

Depois de quase 30 anos em trabalho de restauração intenso, foi aberto para visitas em seu interior a partir de 2010.

Logo ao lado, a Igreja de Santa Francesca Romana foi construída no século 9 e é uma das poucas igrejas românicas da cidade. Aqui está sepultado o Papa Gregório XI.

Abaixo podemos ver o Arco de Septimius Severus construído no ano de 203 D.C. em homenagem à vitória do Imperador e seus 2 filhos (Caracalla e Geta) sobre os Partos. Após a morte do pai, os dois foram alçados a imperadores. Em 212, Caracalla assassinou Geta e removeu do arco todas as citações ao irmão morto.

Do Templo de Castor e Póllux sobraram apenas 3 colunas de 12 metros cada, carinhosamente chamadas de “Três Irmãs”, construídas durante o reinado de Tiberius para substituir a original de 484 A.C. que foi erguida para comemorar a vitória sobre os tarquínios (últimos reis etruscos de Roma). Esta vitória foi creditada, reza a lenda, à valiosa ajuda de Castor e Póllux, dois irmãos gêmeos da mitologia grega e romana.

Construído no ano de 141 D.C. em honra à sua esposa Faustina, o  Templo de Antoninus Pius  foi transformado no século 12 na  igreja de San Lorenzo in Miranda, o que durou apenas 3 séculos. Seis colunas frontais e algumas laterais sobreviveram ao tempo, como se pode observar nas fotos acima à direita e abaixo.

O lindo Templo de Saturno foi o primeiro erguido no Forum Romano, no ano de 497 A.C. e logo se tornou um dos mais importantes da época, em homenagem a um dos deuses supremos dos romanos. Destruído pelo fogo inúmeras vezes e sempre reconstruído, o Tesouro do Estado era guardado aqui e também era aqui onde as famosas celebrações da Saturnalia começavam.

Abaixo podemos ver a Basílica de Maxêncio e Constantino, cuja construção começou no século 4, na época do Imperador Maxêncio e terminou durante o período de  Constantino, que derrotou o seu antecessor justamente na batalha da Ponte Mílvia em 312 D.C. que originou a construção do Arco de Constantino mencionado acima.

Segundo a definição da wikipedia, basílicas “…eram espaços de reunião destinados a assembleias cívicas, funcionando muitas vezes como tribunais ou espaços comerciais (lota/leilões), tornando-se um edifício central e indispensável em qualquer cidade importante“.

Pelas fotos acima de seus imensos arcos dá para se ter ideia da dimensão desta construção que era a maior do Foro Romano.

Um dos mais bem conservados monumentos do Foro Romano é o Arco de Tito, erguido no ano de 81 D.C. na época de Domiciano, para comemorar a vitória romana na Judéia (atual Palestina), comandada pelo imperador Tito, anos antes.

Um curiosidade é que até a criação do estado de Israel, em 1948, os judeus não costumavam passar por baixo deste arco.

Esta construção circular em primeiro plano na foto abaixo é o Templo de Rômulo, um dos mais bem conservados do local, com uma linda porta de bronze original da época. Foi dedicado a Valério Rômulo, filho do imperador Maxêncio. Atrás do templo fica a igreja de São Cosme e Damião.

Estes são alguns destaques do conjunto arquitetônico do Foro Romano e pode-se perder um bom tempo aqui pois há muita coisa para se ver.

E como se não bastasse ainda tem o…


PALATINO


O Monte Palatino, uma das sete colinas e local da primeira fundação de Roma, tem 70 metros de altura e duas construções em suas encostas: de um lado o Foro Romano e de outro o Circus Maximus.

De lá também podemos observar a cidade em alguns de seus mirantes.

O Circus Maximus era originalmente um hipódromo fundado no século 6 A.C. que mais tarde acabou se convertendo em local de jogos pelos gregos até ser finalmente expandido por Júlio César no ano de 50 A.C. Com 600 metros de comprimento, o estádio comportava cerca de 25 mil espectadores que podiam acompanhar as corridas de carruagens até a metade do século 6 D.C.

Hoje em dia nada mais resta do esplendor do estádio, apenas um grande campo gramado que eventualmente é utilizado para concertos e shows.

sightsofrome.blogspot.com

Dois obeliscos egípcios que aqui ficavam foram removidos: um se encontra na Piazza dei Popolo e o outro (o maior obelisco egípcio do mundo) na igreja de San Giovanni in Laterano.

Ainda no Monte Palatino ficava o Domus Augustus, local que serviu de residência do imperador  e que só foi descoberto através de escavações na década de 60. Tem aspecto modesto comparado com outras construções do local, mas em linha com a política de retorno ao tradicional que prevaleceu naquela época.

Ali também ficava o Palácio de Domitiano, uma grande construção dividida em 3 partes: a Domus Flavia (a parte pública, cujas ruínas podem ser vistas na foto acima à direita), a Domus Augustana (a parte privada) e o jardim (ou stadium).

As pinturas em seu interior sofreram com a ação do tempo e foram objeto de projetos de restauração para que, a partir de 2008, as visitas fossem permitidas.

O stadium tem 160 metros de comprimento, insuficiente para abrigar carruagens e foi o último a ser construído em 92 D.C. Era na verdade um grande jardim com inúmeras esculturas, que hoje adornam o Museu do Palatino.

O Museu Palatino tem como objetivo preservar a rica história desta parte de Roma, com vários objetos extraídos do entorno do monte Palatino.

Alguns destes objetos são apenas cópias, mas servem para nos dar uma noção de como era o local no passado.

Dentre eles, muitas são esculturas, algumas memoráveis como a Hera Borghese (Hera foi a deusa grega da mulher e do casamento) que pode ser vista abaixo à direita. Reparem nos detalhes de sua vestimenta.


INFO

Ingressos: € 12 (válidos por dias dias e inclui visitas ao Forum Romano e ao Palatino)
Os ingressos podem ser comprados na própria bilheteria ou online neste site com uma pequena taxa de conveniência adicional.

Os ingressos podem ser comprados nas seguintes bilheterias:  Via di San Gregorio (no Palatino) no Largo Romolo e Remo  (Roman Forum) ou na Via Sacra (perto do Arco di Tito). Se você possuir o Roma Pass, pode ir direto para a fila de entrada.

Horário: Abre todos os dias com exceção de 01/01 e 25/12. O horário de abertura é 8h30, mas o fechamento ocorre uma hora antes do por do sol, o que depende da época do ano:

16h30 – de 2/jan a 15/fev
17h – de 16/fev a 15/mar
17h30 – de 16/mar ao último sábado de março
19h15 – do último domingo de março a 31/ago
19h – de 01 a 30/set
18h30  – de 01/out ao último sábado de outubro
16h30 – do último domingo de outubro a 31/dez

Exceções: Sexta feira Santa fecha às 14h e dia 2 de junho abre às 13h30.

Dica extra: se você não quiser comprar o ingresso online e estiver com medo das filas, há uma maneira de evitá-las. É só comprar em outra bilheteria que não seja a do Coliseu e iniciar sua visita no Palatino ou Foro Romano que são menos congestionados. Desta forma, quando for a sua vez de visitar o Coliseu, você vai poder burlar as filas gigantescas que são a norma na alta temporada.


Roma 2017 – Gelaterias

22 junho 2017

almaregelato.com

A Itália é mundialmente famosa pela gastronomia e, no quesito sobremesa, nada se destaca mais do que o gelato, uma das tentações calóricas italianas.

E aqui vamos começar explicando a diferença entre sorvete, sorbet e gelato, para entender bem do que estamos falando.

O sorvete (também conhecido como sorvete de massa) é feito de uma mistura de água, leite, açúcar e o sabor específico (além de aromatizantes, estabilizantes e outros “antes”).

Normalmente é congelado a baixíssimas temperaturas para melhor conservação e por isso, tem maior concentração de água, perdendo um pouco no quesito cremosidade.

O gelato é feito diariamente com ingredientes frescos para consumo imediato, não precisando de temperaturas tão baixas e, deste modo, mantendo a necessária cremosidade.

livestrongcdn.com

O sorbet é feito normalmente com frutas e por isso não leva leite em sua composição. Por esta razão é um pouco menos calórico do que as opções anteriores.

foodmagazine.com.br

Ainda existe o semifreddo que tem uma textura firme mas é bastante cremoso, tendo o sorvete e chantilly como ingredientes principais.

taste.com.au

Ir à Itália e não experimentar o gelato é algo quase impossível de acontecer. Vou descrever abaixo três experiências que tive com esta delícia italiana.

Uma das gelaterias mais elogiadas de Roma, a Gelateria del Teatro (Via del Coronari 65-66, aberta das 10h30 à meia noite) não me impressionou.

Aberta desde 2006, em uma pequena loja aos pés de uma escadaria do século 13 que levava a um teatro antigo, adotou esse nome por conveniência logística.

Além dos gelati, também vende chocolates e até salgadinhos. Seu gelato tem boa cremosidade e açúcar na medida certa, mas o sabor não é tão marcante.

foodmetender.com

Na viagem à Itália de 2016, experimentei em Milão o gelato da GROM, uma grande rede que tem inúmeras lojas espalhadas pelo país e até no estrangeiro (Nova York, Paris e até Jakarta). Em 2015, a marca foi adquirida pela gigante Unilever.

Seu principal diferencial é utilizar ingredientes frescos e orgânicos colhidos em uma fazenda própria, sem colorantes, aromatizantes, emulsionantes ou conservantes.

Além do maravilhoso gelato (o crema di Grom é especialmente saboroso), tem sorbets, granites (um parente siciliano semi congelado do sorbet) e ghioccioli (nosso picolé), mas não cheguei a provar nenhum deles.

Com 11 lojas em Roma, inclusive duas na estação Termini, você não vai ter desculpa para não experimentar.

A foto ao lado é da filial próxima à Piazza Navona (Via Agonale 3, aberta todos os dias das 11 a meia noite, sábados até 1h).

Na minha modesta opinião, um dos melhores gelati em Roma fica  nas proximidades da frenética Fontana di Trevi: situada em uma pequena loja em uma ruela tranquila, il Gelato di San Crispino (Via della Panetteria, 42, aberta todos os dias, das 11 às 0h30, até 01h30 sextas e sábados) é um assombro.

Com ingredientes importados (mel da Sardenha, armagnac francês, rum da Martinica, whisky escocês, dentre outros) e sabores inovadores como suspiro, gengibre e canela, figo e nozes, tem cremosidade e temperatura perfeitas, realçando os sabores.

O gelato de canela é especialmente inesquecível, seguido de perto pelo de zabaione.

Com mais três filiais em Roma, inclusive uma no Aeroporto Fiumicino, a que fica próxima à Fontana é a mais prática e fica aberta todos os dias.

E você, qual a sua gelateria preferida na Itália? Deixe sua sugestão nos comentários, plís?

Roma 2017 – Mercato Centrale e Eataly

18 junho 2017

Comer bem em Roma é quase uma obrigação pela quantidade de bons restaurantes existentes na cidade. A região de Monti, colado à estação central Termini é um reduto de boas escolhas como o simpático La Vaca M’briaca (Via Urbana, 29), com ótimos pratos de massa por menos de 10.

Como sugestão um delicioso rigatoni a la gricia (com guanciale, pecorino e pimenta).

Voltando ao assunto principal do post, deixo aqui duas ótimas sugestões para um passeio gastronômicos que podem (e devem) se tornar uma oportunidade para experimentar os deliciosos petiscos italianos além das incríveis sobremesas e gelato.

A primeira foi recém inaugurada ao lado da estação de trens Termini, o que proporcionou um necessário e aguardado upgrade na frequência daquela área: o Mercato Centrale Roma aberto em 2016 onde antes funcionava uma loja de pianos.

Repetindo o bem sucedido projeto do Mercado Central de Firenze (e aproveitando a arquitetura dos anos 30 da estação), aqui foram utilizados como chamariz alguns renomados chefs e suas especialidades como as  pizzas do Gabriele Bonci  e os trapizzini (triângulos de pizza branca com diversos recheios, um dos principais petiscos romanos) do Stefano Callegari.

São inúmeras as opções de comidas, em um espaço de quase 2 mil metros quadrados!

Preferi experimentar um dos arancini (bolinho de arroz frito e recheado) – escolhi um de queijo e presunto. Esta iguaria, que tem o formato da nossa coxinha, é originário da Sicília, mas os romanos tem o suppli, que é bastante parecido.

Logo ao lado pode-se escolher uma taça do seu vinho italiano favorito com preços a partir de 5 (provei um nero d’avola delicioso). Só não faça como uma turista espanhola que cismou de pedir um vinho de seu país em plena Itália!

Continuei minha degustação, agora com um prato de batatas coradas com alcachofras (outra paixão romana) regado com bastante azeite.

As sobremesas são maravilhosas, como você pode ver abaixo. Minha sugestão é que você deixe espaço para degustar pelo menos uma destas maravilhas.


INFO – MERCATO CENTRALE

Endereço: Via Giolitti, 36
Horário: Aberto das 7 à meia noite


A segunda opção é a maior loja da Eataly no mundo e fica junto à estação Ostiense, em outra área degradada da cidade.

O local, um terminal construído especialmente para a Copa do Mundo de 1990, estava praticamente abandonado e era frequentemente alvo de invasões de sem-tetos, até que em 2012 foi feita uma grande reforma o que, juntamente com a construção da futurista Ponte Ostiense, serviu para alavancar o renascimento do bairro.

Com 4 andares e 16 mil metros quadrados, o local é pura diversão, sendo perfeito para uma visita matutina para aproveitar o horário de almoço. Chega-se até lá de trem ou metrô (estação Pirâmide da linha B – azul) e depois uma caminhada de 7 minutos em um caminho subterrâneo longo, mas muito bem sinalizado.

Com 18 diferentes restaurantes, indo da massa aos frutos do mar, passando pela onipresente pizza e pelas carnes, o local atende a todos os gostos, apesar de não serem exatamente baratos (como aliás, também não são os produtos e utensílios de cozinha).

Resolvemos experimentar o nada italiano hamburger local, que foi aprovado e degustado com uma aranciata.

Gostoso mesmo é percorrer todos os andares através de suas escadas rolantes verificando (e às vezes até provando) os produtos e as variadas ofertas de utensílios para cozinha, além dos vinhos e chocolates (artesanais e industriais).

Por ali também podemos beber cervejas artesanais, apreciar um espresso, testemunhar a produção de queijos e até reservar um pacote turístico!

Existe uma outra filial da Eataly na Piazza della Republica, bem próximo à Termini, mas é bem menor, portanto não confunda.


INFO – EATALY OSTIENSE

Endereço: Piazzale XII Ottobre, 1492 – Ostiense

Horário : todos os dias da semana, das 10h até meia-noite.


 

Roma 2017 – Circuito alternativo

6 junho 2017

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Saindo um pouco da rota mais conhecida das atrações romanas, ainda sobra muita coisa interessante nesta cidade incrível. Neste post vou tentar enumerar passeios por áreas normalmente mais tranquilas, mas cheias de história, como tudo em Roma.

O principal desvio da rota clássica mostrada no post anterior se dá no monumento a Vittorio Emmanuele, de onde foi tirada a foto acima. Ali, deve-se caminhar na direção do Capitolino, uma das famosas sete colinas de Roma.

A primeira atração você vai encontrar logo ao lado: subindo vários degraus fica a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, uma das igrejas mais conhecidas da cidade, que fica quase ofuscada pelo monumento do Vittorio.

Ela foi construida no século 6 sobre uma antiga igreja bizantina e é uma das mais queridas dos romanos. Seu interior contém uma figura de madeira do Menino Jesus com poderes de ressuscitar os mortos. Assim se acredita…


INFO

Horário: Visitas das 9 às 18h30 (de outubro a abril, de 9h30 às 17h30)

Preço: Entrada gratuita


Logo a frente ficam os famosos Museus Capitolinos, divididos em 3 prédios (Palazzo dei Conservatori à direita, Palazzo Nuovo ao centro e Palazzo Senatorio à esquerda).

Possuem um acervo riquíssimo de arte, com destaque para as pinturas no Palazzo dei Conservatori e as esculturas no Palazzo Nuovo.


INFO

Horário: De terça a domingo, das 9:30 às 18:30 horas.

Preço: 14


Do outro lado da rua você vai se deparar com o Teatro di Marcello, um dos mais luxuosos da cidade, cuja construção se iniciou com o imperador Júlio César e foi concluído no período de Augusto (o nome foi dado em homenagem ao seu sobrinho), no ano de 13 D.C.

Com arquitetura muito parecida com a do Coliseu, embora em menor escala, o Teatro tinha capacidade para 15 mil pessoas e só pode ser visitado em sua parte externa.


INFO

Horário: fica em uma área aberta e pode ser visitado a qualquer horário

Preço: Grátis


Mais adiante você provavelmente vai notar um aglomerado de pessoas logo em frente à direita: ali, no pórtico da Igreja de Santa Maria in Cosmodin fica a Bocca de la Verità, uma escultura em mármore de uma face humana.

A crença é de que a imagem teria a propriedade de “morder” a mão de uma pessoa que estivesse mentindo. Este fator é o que leva centenas de turistas a ficar na fila para a foto característica.

 

Esta escultura,  muito provavelmente pertencia a uma fonte e está neste local desde o século 17. Aproveite para visitar também o belo interior da Igreja.


INFO

Horário: De terça a domingo, das 9h30 às 17h.

Preço: Grátis


Depois desta visita, atravesse o Rio Tibre pela Ponte Palatino e chegará ao charmoso bairro de Trastevere (“depois do Tibre“, em italiano), uma das áreas mais gostosas da cidade.

Caminhando um pouco, a primeira parada pode ser na bela Igreja de Santa Cecília in Trastevere, construída pelo Papa Urbano I onde ficava a residência da referida Cecília, uma mártir italiana do século 3, cujo corpo foi encontrado quase intacto em 1599.

É uma das igrejas mais antigas da cidade e apenas uma das muitas dedicadas à esta santa.


INFO

Horário: diariamente de 9h30 às 12h30 e de 16h às 18h30

Preço: Grátis


Na piazza de mesmo nome se encontra a Igreja de Santa Maria in Trastevere, construída no século 4 com incríveis mosaicos do artista Pietro Cavallini do final do século 13.

O seu interior merece uma visita mais demorada: suas 21 colunas de mármore foram retiradas de outros monumentos romanos (dizem que vieram das Termas de Caracalla), seu teto em madeira feito pelo artista Domenichino em 1617 é assombroso…

…e os mosaicos em seu interior, principalmente no altar, são belíssimos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


INFO

Horário: diariamente de 7h30 às 13h e de 16h às 19h

Preço: Grátis


Depois desta visita talvez seja um bom momento para uma pausa para o almoço (ou o lanche da tarde, se for o caso).

Nesta área há inúmeros restaurantes e cafés para agradar diversos bolsos e paladares. Nós paramos para almoço no Tonnarello, na Via della Paglia onde degustamos uma deliciosa pizza quatro queijos com um excelente atendimento e preços honestíssimos. Super recomendo!

Seguindo pela Via della Scala (que mais à frente vira Via della Lungara) dois lugares bem interessantes: à esquerda o Palazzo Corsini alla Lungara e, em frente, a Villa Farnesina.

Os horários da Villa Farnesina são um pouco limitados (o local fica aberto de segunda a sábado, das 9 às 14h), portanto se programe para visitá-la primeiro. Como chegamos depois deste horário, só pudemos conhecer o Palazzo Corsini, que já foi a residência da Rainha Cristina da Suécia.

Hoje abriga a Galleria Corsini que possui um rico acervo de arte italiana com obras de Caravaggio e Fra Angelico, além de peças de artistas estrangeiros como Rubens e Van Dyck.

Lembre-se de visitar também o Palazzo. Sua arquitetura pode ser melhor apreciada do bonito jardim.


INFO – PALAZZO + GALLERIA CORSINI

Horário: De terça a domingo, das 8h30 às 19h.

Preço: 10


Se você quiser continuar andando pela margem do Tibre, pode chegar ao Vaticano em poucos minutos.

Outra sugestão fora do “circuitão” é tomar o metrô e descer na estação Pirâmide (linha B do metrô).

A área em torno desta estação esconde pelo menos dois locais inusitados:

O primeiro é a Pirâmide de Céstio, que foi construída no ano 12 A.C. a mando deste político abastado, em estilo egípcio como uma tumba onde seu corpo foi mantido. Esta é a única das quatro pirâmides construídas na cidade que se manteve intacta.

Foi reaberta ao público em 2016, após sofrer com a poluição (fica em um entroncamento de tráfego bastante intenso) que escureceu sua parede feita com mármore de Carrara.

A limpeza foi paga por um magnata japonês que investiu lá cerca de 2 milhões de euros.


INFO

Horário: Visitas guiadas, apenas nos fins de semana às 11h.

Preço: No primeiro fim de semana do mês é gratuito. Nos outros fins de semana custa 5,50.


A segunda atração é o “Cemitério Protestante” também conhecido como “Cimitero acattolico” (Cemitério Não-Católico) ou “Cimitero degli Inglesi” (Cemitério dos Ingleses)

Mantido por embaixadas de 15 países, ali estão enterrados importantes personagens, como os poetas John Keats (falecido de tuberculose em Roma, aos 25 anos)…

… e Percy Shelley (que se afogou na Riviera Italiana em 1822 por não saber nadar), cuja lápide pode ser vista na foto abaixo à esquerda.

Construído pelo Papa Clemente XI  no século 18, o cemitério recebeu o título de monumento nacional no fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918.

 

 

Inicialmente possuía apenas covas e os enterros tinham que acontecer à noite para evitar protestos dos católicos. Hoje é um local bem tranquilo, arborizado e até cult, por conta dos seus “habitantes” mais famosos, além de possui belíssimas lápides, verdadeiras obras de arte.


INFO

Horário: Todos os dias, de 9h às 17h (no domingo até às 13h).

Preço: Grátis.


Estes passeios podem ser feitos em um dia ou mais a depender do seu interesse por cada um deles e o tempo gasto nos deslocamentos.

Bom passeio!