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USA 2015 – California – San Francisco, dia 3

28 janeiro 2016

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Neste terceiro ( e último dia) em SF, voltamos a deixar o carro na garagem e fizemos a maioria dos passeios a pé ou utilizando transporte público.

Saímos da região de Telegraph Hill (marcado com a letra A no mapa abaixo) em direção à Chinatown (letra B), parando para um café da manhã no meio do caminho.

Este é o maior bairro chinês fora da Ásia e o mais antigo do gênero nos EUA, que tomou forma quando os primeiros imigrantes chineses aportaram por aqui em 1848.

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Há murais incríveis espalhados pelos quatro cantos do bairro, como os exemplares das fotos acima e abaixo.

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Paramos na bonita Old St. Mary’s Cathedral, uma igreja católica na California Street, cujo interior pode ser visto na foto abaixo.

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O portão de entrada do bairro, que fica na Grant com Bush, fica mais imponente com a iluminação noturna.

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Tomamos um transporte na estação Montgomery do Muni, indo até a esquina da Judah Ave com a 9th Street. De lá seguimos na direção norte por duas quadras até o parque mais bonito desta cidade, na minha opinião: o Golden Gate Park.

DSC04813Infelizmente, por ser uma segunda feira, o Museu De Young estava fechado (abre de terça a domingo das 09h30 às 17h), mas não perdemos o bonde: visitamos o pequeno e charmoso Japanese Tea Gardens.

Para quem não for em uma segunda feira, o De Young tem um terraço gratuito de onde se pode te uma bela vista do parque.

Este é o mais antigo jardim japonês público nos EUA (aberto todos os dias das 9 às 18h – de novembro a fevereiro até as 16h45. Entrada a US$6  e  US$8 para não residentes; gratuito às segundas, quartas e sextas até as 10h).

O jardim é muito agradável e rende ótimas fotos, especialmente nesta época de outono.

DSC04828DSC04824Neste mesmo parque se encontra o California Academy of Sciences, um dos maiores museus de história natural do país, além de um enorme Jardim Botânico.

Mesmo que museus não sejam sua praia, vale a pena explorar o parque, que tem uma área maior do que o Central Park em NY.

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Voltamos para a Market Street e paramos no shopping Westfield, que tem em seu subsolo uma área de comidas sensacional.

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Dividido em saladas e pratos quentes, as opções são bem diversificadas, com comida mexicana, asiática, entre outras.

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Acabei repetindo a refeição – era muita variedade para caber em um prato só!

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Ao final do dia ainda conseguimos andar em um bonde da linha Powell-Mason (passagem a US$ 7, melhor combinar com um passe diário de transporte, que inclui viagens ilimitadas nos bondes).

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Foi a cereja do bolo no nosso passeio nesta cidade cada vez mais cativante.

Continuo achando San Francisco uma das cidades mais amigáveis aos turistas nos EUA. Com transporte público abrangente e bondinhos charmosos, o fato de você prescindir de um carro faz toda a diferença: parece que a cidade fica mais aconchegante e pode-se sentir seus aromas e ter um contato mais de perto com as pessoas. Sem falar que a beleza desta região é absurda e a temperatura não poderia ser mais perfeita em qualquer época do ano!

Se você tiver tempo de visitar apenas uma cidade na California, já sabe qual é a minha sugestão, né?

USA 2015 – California – San Francisco, dias 1 e 2

22 janeiro 2016

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Saímos bem cedo de Napa rumo à cidade mais bonita dos EUA na minha modesta opinião: San Francisco. A cidade é cercada de água por (quase) todos os lados, o que, por si só, já justificaria esta minha escolha.

Nossa chegada atrasou quase uma hora devido a um engarrafamento monstro em pleno sábado. Depois vimos que havia ocorrido uma perseguição policial, daquelas de cinema.

Aqui o grupo se dividiu em três hospedagens distintas por fatores econômicos e logísticos. Havia reservado um quarto no Airbnb na região de Telegraph Hill, bem próximo à Coit Tower, nossa primeira parada turística logo após deixarmos as malas no quarto.

A localização central foi um dos motivos da minha escolha e também porque poderíamos explorar a cidade a pé, sem a obrigação de utilizarmos o carro.


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A linda Coit Tower permite uma vista completa da cidade, mas apesar de bem abrangente, o mirante é apertado e pouco amigável para as fotos e apreciação da vista.

A torre de 64 metros de altura, em formato de uma mangueira de incêndio (embora o projeto original não tivesse essa intenção), foi presente da milionária Lillie Coit à cidade, em homenagem aos bombeiros voluntários, e ficou pronto 4 anos após sua morte, em 1933.

Além da vista, o local possui lindos murais que podem ser apreciados enquanto se espera pelos elevadores. Paga-se US$8 (US$6 para residentes) para subir ao mirante – o local fica aberto todos os dias das 10 às 18h (até às 17h de novembro a abril).

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Descemos as escadarias que levam até a área do Embarcadero e invadimos o Gott’s, uma rede de hamburguerias que estão entre as melhores da cidade.

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Com o diferencial de ter batata doce, abobrinha e batatas fritas (esta última com alho, uma delícia), nem precisava de um hambúrguer matador como o Blue Cheese Burger, com uma porção suculenta de gorgonzola, tomate, alface e molho especial em um pão fofinho. Nham!

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Uma passada por dentro do mercado do Ferry Building era inevitável.

Este mercado é uma perdição para quem gosta de uma experiência gourmet: azeites com várias essências, chocolates diversos, frios e embutidos, são inúmeros os locais para experimentar algo diferente. Como se não bastasse, ainda se pode passar um bom tempo namorando os itens de cozinha na Sur la Table. Programão para o sábado!

Como estávamos próximos do Halloween, a decoração local continha várias espécies de abóboras, como as mostradas abaixo.

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Mais do que qualquer outra cidade americana, SF é um convite para a caminhada ao ar livre e não conheço trecho mais simpático do que pular de pier em pier, passando por noivas e padrinhos até chegar no famoso (e sempre superlotado!) Pier 39, o local mais famoso do Fisherman’s Wharf.

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Ali estavam os leões marinhos lagarteando ao sol, habitantes frequentes desta área…

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…e de onde se podia ter uma visão da ilha de Alcatraz, sede do famoso e agora desativado presídio. Ainda não foi desta vez que fiz este passeio. Se quiserem visitá-la, é deste pier que saem os barcos que fazem a travessia até lá.

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Continuamos caminhando pela orla até chegar à Ghirardelli Square, onde fica a famosa loja de chocolates e guloseimas de mesmo nome, além de uma cafeteria, bem ao lado do Fort Mason’s Park.

Chegamos lá no final de tarde a tempo de tomar um café e recarregar as energias. As opções do cardápio são todas exuberantes, dignas mesmo de uma foto, mas fomos mais discretos e só tomamos um singelo café.

Os chocolates da Ghirardelli são uma delícia, mas já aviso: eles não possuem nenhuma variedade de chocolate branco! Este purismo não me agradou nem um pouco…

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No (ensolarado) dia seguinte resolvemos aumentar o alcance dos passeios e para isto precisamos usar o carro.

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A pedida inicial era visitar a exposição Disney com Dali – Arquitetos da Imaginação, que juntava os dois personagens no Walt Disney Family Museum, que fica no parque Presidio.

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A entrada era um pouco salgada (US$30, ouch!) mas valeu a pena conhecer um pouco da história dos dois, além da interação que só não rendeu mais frutos por diversos problemas.

O acervo do museu, que traça a história do homem e da obra de Walt Disney, é bem legal e altamente recomendável aos aficionados pela arte dos quadrinhos e do cinema.

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Saímos do museu justamente na hora em que os inúmeros food trucks estavam sendo montados e o apelo foi irresistível.

Com a montagem também se via aumentar a frequência de pessoas, principalmente famílias que aproveitavam para brincar com seus filhos e animais de estimação (ou os dois!).

Difícil foi escolher dentre as opções uma que fosse mais apetitosa: acabamos parando em um food truck de comida coreana e pedimos batatas fritas com molho de maionese acompanhadas de espetinhos de frango e carne.

Depois do almoço, seguimos viagem até um dos mais conhecidos cartões postais da cidade.

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Como de praxe, a Golden Gate estava sob a neblina que assola a baía de San Francisco na maior parte do tempo. Não é que ela fica bonita de qualquer jeito?

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Ao atravessarmos a ponte, ela nos concedeu alguns minutos de vista desimpedida, o suficiente para tirarmos ótima fotos. Thanks!

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Paramos no mirante em Hawk Hill, de onde se tem vista completa do símbolo de San Francisco.

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E lá pudemos admirar uma vista desimpedida e sem nuvens desta linda obra da engenharia.

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Continuamos nosso passeio de domingo e pude finalmente conhecer a gracinha que é Sausalito, que, além de tudo, tem uma vista invejável de SF.

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Caminhar pelo calçadão da rua principal no fim de tarde tomando um delicioso sorvete é programa digno de repetição. E quantos minutos se pode ficar admirando a vista abaixo?

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Voltando a SF, passamos pelo Palace of Fine Arts que já foi esmiuçado neste post aqui.

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Terminamos o dia nas Painted Ladies, estes lindos exemplos de arquitetura vitoriana que ficam na Steiner Street,  para admirar mais um por do sol esplendoroso.

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O parque em frente, Alamo Square, estava cheio de turistas e moradores, todos sortudos por poderem apreciar tal espetáculo da natureza.

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O jantar foi em uma pizzaria de bairro, nada de muito emocionante. Dormimos cedo para nos preparar para o último dia de turistada em SF.

USA 2015 – California – Napa Valley

15 janeiro 2016

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Saímos cedo rumo ao norte, tomando a CA-99 N, passando pela cidade de Modesto até chegar a Vallejo (letra I no mapa acima), onde rumamos direto para o hotel.

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O percurso de 230 km foi percorrido em quase 4 cansativas horas, em estradas bastante monótonas, passando por algumas zonas urbanas.

A ideia era aproveitar o início da tarde para visitar uma vinícola em Napa, cidadezinha a poucos quilômetros de Vallejo.

Em meia hora, através da chatíssima CA-29N, cheia de sinais de trânsito, estávamos na charmosa Napa, indo direto para o Centro de Informações.

DSC04619 DSC04589Pegamos indicações sobre o esquema de visitação e recebemos um coupon que dava direito a descontos em algumas vinícolas. Rumamos para a Big Ranch Road, onde fica a vinícola da Familia Andretti,  famosa pelos pilotos de Formula 1 e Formula Indy (quem não se lembra de Mario Andretti?).

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A vinícola é bem charmosa, com uma casa pitoresca e um jardim que possuía exemplares belíssimos de rosas de diversas cores.

DSC04608 DSC04613Passeamos pela área externa, observando as filas de parreiras e os tonéis utilizados para armazenar os vinhos e vez por outra nos deparávamos com mais uma rosa exuberante.DSC04598

DSC04599DSC04612Pensamos em utilizar o coupon que nos deram, mas não achei muita vantagem em fazer a degustação. Preferimos comprar uma garrafa de um Barbera e complementar com alguns frios e pães.

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Preferimos ficar na área externa admirando a paisagem.

DSC04606 DSC04601Além dos vinhos, havia outros quitutes para comprar. Fiquei especialmente fascinado com o molho de cereja e chocolate com sangiovese.

O troço era tão bom que até comprei um vidro, que, infelizmente, acabou retido pela segurança no Aeroporto de San Francisco, quando eu me esqueci e o levei dentro da mochila.

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Voltamos a tempo de dar uma caminhada pela linda cidade, que tem uma vibe completamente distinta de Sonoma, que havia conhecido há três anos (veja este post).

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Igrejinhas simpáticas e casas fotogênicas davam o tom da cidade, o nível de fofura aumentado pelo tom alaranjado do lindo por do sol.

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Somado a isto, o calçadão que margeia o rio Napa é super agradável e a oferta de restaurantes e bares descolados era enorme.

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O tempo estava super agradável e propiciou um passeio sem pressa, admirando o comércio local e o pessoal que já chegava para aproveitar a happy hour e o início do jantar.

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Contou pontos também a extrema simpatia dos habitantes locais que ficaram encantados quando souberam que éramos brasileiros e nos deram várias indicações de restaurantes.

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Acabamos acatando uma das sugestões e levei o grupo a experimentar um pad thai em um pequeno restaurante tailandês.

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Fiquei encantado com Napa e mais uma vez ficou um gostinho de quero mais.

E quem não curte vinho também se diverte por aqui, com possibilidade de fazer caminhadas, jogar golf e até balonismo.

Claro que o ideal seria ficar hospedado na região e usufruir com bastante calma das visitas às vinícolas e da gastronomia local, mas infelizmente o tempo não nos permitiu fazer isso.

Quem sabe da próxima vez?

USA 2015 – California – Yosemite National Park

10 janeiro 2016

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A cidadezinha de Mammoth Lakes, onde passamos a noite após a visita ao Death Valley é uma gracinha: típica cidade alpina, com muitas construções de madeira, não precisou de muito mais para nos deixar encantados.

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IMG_20151021_191340874Chegamos no final da noite e encontramos fechada a recepção do condomínio onde ficaríamos. Felizmente havia um aviso dizendo que a chave estaria em um painel fechado com vidro onde precisaríamos apenas digitar o código de reserva. Tudo muito simples a não ser por um fator: o local para digitar só possuía os números de 0 a 4 e não teríamos como digitar o código.

Tentamos ligar para o telefone do condomínio, mas ninguém atendeu. Resolvemos ir até uma pousada próxima e explicamos o nosso problema para o funcionário que, incrédulo, nos acompanhou até o local para tentar recuperar a chave (que conseguíamos ver através do vidro do painel).

O funcionário, apesar da boa vontade, também não conseguiu desvendar a charada e começou a forçar a abertura do painel. Com o auxílio de um pau de selfie (vejam só) conseguimos recuperar a bendita chave e pudemos finalmente ir para casa.

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Parecia que todo o perrengue foi nossa provação para poder usufruir do conforto da casa, que era maravilhosa, com duas grandes suítes, cozinha americana, aquecimento perfeito (fazia um friozinho gostoso à noite).

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Vejam que vizinhança simpática! E que delícia acordar com temperatura de 2 graus!

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Ainda tomamos um café da manhã, antes de pegar a estrada para cruzar o Yosemite Park, entrando pelo fantástico Tioga Pass (marcado com a letra E no mapa acima).

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A estrada (CA-120) era um deslumbre e, com altitudes que chegavam a 3.000 metros acima do nível do mar, vimos paisagens bem diferentes do que estávamos acostumados até agora, cortesia da pitoresca Sierra Nevada

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…inclusive chegando bem perto da neve…

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…passando pelo Tioga Pass Resort

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…até darmos de cara com esta belezura de lago.

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Esta rota é uma das mais bonitas de Yosemite e fica fechada no inverno, normalmente do fim de novembro até o começo de abril, por conta da neve. É a estrada mais alta de todo o estado da California.

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Pagamos a entrada do Parque (US$30 por carro, independente do número de pessoas, US$25 de novembro a março).

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As principais atrações do Parque se concentram na área chamada Yosemite Valley, em destaque no mapa abaixo.

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Aconselho a passar no ótimo Visitor Center para coletar informações e mapas com as principais trilhas do local.

Há um ônibus gratuito que percorre rotas circulares (veja no mapa acima) que pode auxiliar os mais preguiçosos.

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DSC04549Com quase 4 milhões de visitantes anualmente, se espalhando por 3 condados na parte centro-leste da California, o Yosemite National Park é um  dos mais conhecidos do país e foi o precursor do conceito de parque nacional nos EUA. Seu nome (pronúncia: yo-ZE-mi-ti) significa “assassino” na língua Miwok (o local era anteriormente chamado de Ahwahnee, ou “boca grande”, pelos indígenas locais).

Imponentes montanhas graníticas, cachoeiras e as famosas sequoias gigantes são os seus principais atrativos, além de sua exuberante beleza natural, resultado da ação glacial e geológica, e a variedade da vegetação, função da diferença de altitude (o parque tem um range que vai de 650 até 4000 metros).

O cartão postal do parque é mesmo o El Capitán, a montanha de granito que aparece em quase  todas as fotos do local. Como curiosidade, o nome Zenyatta Mondatta, além de ser o título do terceiro álbum do The Police, também designa uma das rotas para escalada do El Capitán.

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Fizemos uma das trilhas sugeridas pelos guias, com lindas vistas das montanhas, atravessando um riacho e encontrando uma simpática igrejinha.

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Pausa para o almoço: compramos alguns sanduíches no mercado local e sentamos em uma mesa externa na companhia de esquilos e corvos, em completa conjunção com a natureza.

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Ao fim da tarde nos dirigimos para o Glacier Point, que fica em frente ao Yosemite Valley, mas que só é alcançado de automóvel em um percurso de quase 50km por uma estrada sinuosa.

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Chegamos no fim de tarde, a tempo de pegar a luz do sol em condições favoráveis para as fotos.

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Percorremos a pequena trilha até o mirante, de onde se descortina uma vista fantástica de Yosemite Valley, do Half Dome e até de cachoeiras (que infelizmente estavam praticamente secas por falta de chuvas), cerca de 1.000 metros abaixo.

 

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Para quem não conhece, o Half Dome é esta montanha granítica aí debaixo, cujo topo chega a 1.440 metros acima do nível do mar.

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Considerada impossível de ser escalada, a montanha foi finalmente vencida em 1875. Hoje em dia, existe até uma rota (bem íngreme) guiada por cabo e percorrida por cerca de 800 pessoas diariamente.

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Saímos um pouco antes do por do sol pois não queríamos fazer este trajeto sinuoso de noite. Fomos forçados a parar no meio do caminho para tirar fotos deste por do sol incrível que estava se formando.

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Há (poucas) opções de hotéis e pousadas dentro do parque e devem ser reservadas com bastante antecedência. Os valores das diárias tendem a ser bem salgados, mas é o preço a pagar para desfrutar de uma noite neste local fantástico.

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Yosemite vale muito a visita e o desvio, principalmente se você estiver vindo de Las Vegas para San Francisco ou Los Angeles (ou vice-versa). Inclua na sua próxima viagem à Califórnia!

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Seguimos viagem até Mariposa (marcado com a letra G do mapa) para pernoitar. Ao contrário de Mammoth Lakes, esta cidade não tinha charme algum.

Jantamos em uma pizzaria (uma das poucas coisa abertas na cidade após as 21h em um dia de semana) e voltamos para dormir.

USA 2015 – California – Death Valley National Park

4 janeiro 2016

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Nos despedimos de Las Vegas depois do café da manhã e pegamos a estrada rumo ao nosso próximo destino: o Death Valley National Park, o maior parque nacional ao sul do Alaska, e um dos mais visitados dos Estados Unidos, com mais de um milhão de turistas a cada ano.

Pretendíamos fazer o caminho através da US-95N saindo  pelo norte de Las Vegas, mas um erro fez com que o GPS nos direcionasse à NV-160 W, na parte sul da cidade, o que retardou um pouco a viagem já que tivemos que enfrentar uma série de sinais de trânsito.

Este trajeto (de A até C no mapa acima) passou pela cidade de Pahrump (B), que é tão esquisita quanto seu nome faz supor. Mais alguns quilômetros e estávamos entrando no Parque Nacional, já na Califórnia, através da CA-190.

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Tentamos comprar o ingresso em um posto logo na entrada, mas a máquina não estava funcionando, por isso prosseguimos viagem.

A primeira parada foi em Zabriskie Point, um objeto de desejo desde que vi o filme homônimo do Antonioni em priscas eras.

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O local foi formado pelos sedimentos do  lago Furnace Creek, extinto há mais de 5 milhões de anos, e seu nome foi dado em homenagem a Christian Zabriskie, vice presidente da Pacific Coast Borax Company.

Borax, por sua vez, é o outro nome dado ao borato de sódio, um composto com diversos usos na indústria de cosméticos, metalurgia e bioquímica e encontrado em abundância por estas bandas.

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O mirante em Zabriskie fica a uma curta distância do estacionamento e mostra as famosas badlands, o nome geológico para um local onde a erosão pelo vento e água foram constantes.

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É um ótimo ponto para apreciar o por-do-sol, mas infelizmente era quase meio dia quando lá chegamos. Mesmo assim as fotos conseguem dar uma boa ideia do lugar.

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Continuamos a explorar o  Parque Nacional, seguindo a rota traçada no mapa abaixo, buscando a saída pelo oeste, ainda na CA-190.

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O Vale da Morte é conhecido por ser o local mais árido de toda América do Norte, além de ser o mais quente e com a menor elevação (cerca de 80 metros abaixo do nível do mar).

Caminho de passagem de imigrantes à procura de ouro (que inclusive lhe conferiram o nome atual), este local foi habitado por nativos americanos, além de bascos e chineses. Descobertas indicam que os primeiros habitantes datam de cerca de 9000 anos atrás.

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À medida que nos aproximávamos de Furnace Creek, víamos a altitude baixar até atingirmos números negativos. E a paisagem continuava a assombrar…

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A maior elevação do Parque é o Telescope Peak, a quase 3.500 metros, que fica a apenas 25 km do ponto mais baixo, fazendo com que a diferença de altura entre estes dois pontos seja o dobro daquela encontrada no Grand Canyon!

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Existe um  centro de visitantes em Furnace Creek, onde pudemos finalmente pagar pela entrada (US$20 por automóvel, para entradas ilimitadas por 7 dias seguidos).

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DSC04469 DSC04470Além do centro (aberto das 8h às 17h, todos os dias), onde se pode assistir um vídeo de 20 minutos contando a história do parque, há um restaurante, um posto de gasolina (com preços majorados, obviamente) e até um hotel, o Furnace Creek Ranch aí ao lado.

Foi justamente aqui onde registraram a maior temperatura no local no longínquo ano de 1913: absurdos 134°F (traduzindo: cerca de 57°C!!!)

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Seguindo viagem, paramos no Mesquite Flat Sand Dunes, uma formação de dunas com paisagens desoladoras…

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…mas que algumas pessoas acham até romântico!

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A partir daí, continuamos ganhando altitude, mas a paisagem continuava bem árida. Os coiotes não pareciam achar tão ruim…

Aliás, apesar do que se pode supor pelo nome do local, existe uma grande variedade de plantas e animais que tem o Vale da Morte como habitat: ratos, tartarugas, lagartos, 307 espécies de pássaros, além de cactos, flores silvestres e a famosa Joshua Tree.

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Rapidamente chegamos a mais de 1200 metros acima do nível do mar, passando pelo Towne’s Pass e pelo Panamint Valley…

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…até chegar no Father Crowley’s Vista Point, um lindo mirante já na saída oeste do Parque, erguido em homenagem a um padre católico conhecido como “Padre do Deserto” por promover o turismo em regiões áridas como esta. Na foto abaixo à esquerda pode-se ver a placa comemorativa.

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Este ponto é uma parada bastante popular pela facilidade de estacionamento e pela lindíssima vista que se tem do vale formado por lava e cinzas vulcânicas, que fica especialmente dramático no fim de tarde.

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Assim foi nossa despedida do Vale da Morte, continuando na CA-190 e depois trocando pela CA-136…

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… até finalmente tomarmos a US-395 N, subindo até chegarmos a nosso próximo destino: a cidade de Mammoth Lakes, em um percurso de 2h30, não sem antes passar por lindas paisagens, em um completo contraste com a aridez de Death Valley.

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A melhor época para se visitar o Parque é no inverno, por conta de suas temperaturas mais baixas e pouca frequência, especialmente entre o feriado de Thanksgiving e  o Natal. Neste período há uma série de palestras e caminhadas programadas pelos rangers do Centro de Informações em Furnace Creek.

No verão, as temperaturas atingem valores altíssimos, por isso recomenda-se abusar da proteção solar e da hidratação.

Fotograma – Bogotá – passeio à Candelária e ida ao Criterion

23 dezembro 2015

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Fazia um tempo que não caminhava pelas ruelas bem conservadas do centro histórico de Bogotá, no bairro conhecido como Candelária.

Aproveitando uma folga na agenda de trabalho, tomei um Transmilênio, que agora passa pela movimentada Carrera 7, até um ponto próximo à Plaza Bolívar, coração histórico da cidade e local onde os variados estilos arquitetônicos se encontram.

IMG_20151209_164931823 IMG_20151209_165029311Como a imponente Catedral Primada de Colômbia

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e a linda Capilla del Sagrario, logo ao lado;

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…além de outros edifícios governamentais, como o Palacio Liévano (acima), um prédio com arquitetura francesa construído no século XIX e sede da Prefeitura de Bogotá.

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..ou o modernoso Palacio de la Justicia, assim construído depois de ser consumido por um incêndio e um ataque guerrilheiro.

A decoração natalina era simples, mas se casava perfeitamente com a arquitetura local.

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IMG_20151209_165806538_HDR IMG_20151209_165843126Subindo suas ruas estreitas e repletas de casa típicas, um passeio pelo bairro é uma festa para os olhos, ainda mais em um final de tarde ensolarado, coisa rara na cidade normalmente coberta de nuvens.

Andava a esmo, explorando os quarteirões coloniais, a beleza de seus prédios e sobretudo a oferta de restaurantes servindo comidas típicas colombianas, além de outras culinárias latinas.

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Impossível não visitar mais uma vez o sensacional Museo Casa Botero, para mim um dos mais interessantes museus do mundo, contendo as obras deste que é considerado o pintor latino mais importante ainda vivo.

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IMG_20151209_172333434Além das obras, o casarão é bem cuidado e também admirável. Para coroar, não se paga nada para entrar e se você chegar antes das 16h ainda dá para pegar a visita guiada também gratuita (já fiz isso e vale muito a pena!).

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Mais um Transmilênio de volta à região da Zona G e desta vez peguei todo o trânsito do início da noite. Demoramos cerca de uma hora para percorrer uma distância que levaria no máximo 15 minutos sem tráfego.

Só deu tempo de voltar ao hotel para um banho antes de ir até o Criterion, o melhor restaurante da cidade. Instalado em uma casa simples na Calle 69-A, sem muito luxo, no meio de outros menos estrelados, passaria facilmente desapercebido.

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A casa é o xodó dos Hermanos Rausch, uma dupla de nativos (Jorge, chef executivo e Mark, responsável pela pâtisserie) com ascendência polonesa, que possuem outras casas na cidade (uma delas a Bistronomy, ali pertinho, vai ser minha escolha da próxima vez que estiver aqui) e até em Cartagena e Medellín. São figurinhas fáceis na televisão colombiana (um deles participa da versão do Masterchef local), além de terem escrito um sem número de livros de culinária.

A casa pode ser simples, mas o serviço era atenciosíssimo, sem atropelos, Fiquei tentado a pedir o menu degustação de nove pratos, mas decidi por uma singela combinação de entrada, prato principal e sobremesa. Difícil foi escolher dentre as variadas opções.

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Animado com a taça de cava espanhola, os pãezinhos frescos e a manteiga de ervas deliciosa, embarquei em um estupendo Fricasé de Hongos Salvajes acompañado con Velouté de Champiñones y Aceite de Trufa. Sim, isso mesmo, uma coisa de outro mundo e muito bem servido, por sinal.

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Meu prato principal foi um risoto de langostinos com gravlax e dill que combinou perfeitamente com o resto da cava.

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Escolher a sobremesa foi um pouco mais trabalhoso, mas finalmente achei o que parecia ser o carro chefe da casa: Fondant de Chocolate y Queso Azul acompañado de Sorbet de Peras  y Oporto, Crema Inglesa de Vainilla y Salsa de Chocolate, ufa!

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Confesso que a combinação é um pouco estranha, mas estava muito gostoso.

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A conta deu um pouco mais de R$140, já traduzido do equivalente em pesos colombianos. Nada tão exorbitante em se tratando de um restaurante deste calibre.

Pelo foto abaixo, pode-se ver que o Criterion (nome escolhido em homenagem a um teatro londrino) frequenta, desde 2013, a lista dos 50 melhores restaurantes da América Latina, prêmio patrocinado pelo S. Pellegrino e Acqua Panna.

Neste ano de 2015 estava em 18° lugar, sendo o mais bem colocado dentre os exemplares colombianos e o restaurante que mais subiu posições desde o prêmio do ano passado. Achei justo!

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USA 2015 – Las Vegas – passeio na Strip

15 dezembro 2015

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Neste segundo dia em Vegas, decidimos percorrer a Strip de cabo a rabo partindo do nosso hotel, o Stratosphere, logo após o café da manhã (veja nosso trajeto no mapa abaixo).

Nesta ensolarada manhã de meio outono, a temperatura estava em agradáveis 17 graus, perfeito para caminhadas.

No início do trajeto não havia muito a se ver, com alguns terrenos desocupados e lanchonetes gordurosas, mas logo achamos a “The Little Vegas Chapel”, uma dos vários locais onde é possível se casar sem muita burocracia nesta cidade.

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Existem pacotes para todos os gostos, com ou sem o seu próprio clone do Elvis participando da cerimônia e os preços começam em meros US$50, uma pechincha. Pelas fotos dá para perceber que seu casamento vai ser mesmo inesquecível: você vai sempre se lembrar da decoração cafona e todo o resto!

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Até chegarmos na primeira atração, o hotel Encore, tivemos que andar por quase 20 minutos, com parada estratégica na Ross para comprar alguns itens que a maioria não precisava, mas por aquele precinho se tornava quase que obrigatório (e não é que, mesmo com o dólar a R$4 ainda conseguimos achar coisas que valham a pena?).

Acabei ganhando 10% de desconto por conta da Senior Tuesday, ou seja, acharam que eu tinha cara de ter mais de 60 anos, pode?

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O hotel, juntamente com seu irmão siamês Wynn, é um dos primeiros hotéis de luxo na Strip (ou último, dependendo da sua orientação).

Como sempre, não percebemos quando saímos de um e entramos no outro, já que é tudo muito parecido, mas havia um jardim muito bonito e uma área externa com uma queda d’água onde alguns shows são apresentados e podem ser apreciados desde que se consuma ao menos um drink (o preço dos drinks é caro, já vou avisando).

O salão do cassino era classudo, com decoração e iluminação agradáveis, sem o exagero da maioria dos outros locais.

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Destaque também para as luminárias e lustres, ora modernosos, ora clássicos, mas sempre muito bem adaptados à decoração.

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Do lado de fora, mais oportunidades para fotos.

Chegamos na região da High Roller, a maior roda gigante do mundo, que trouxe uma série de lojas e restaurantes a reboque, na bem localizada região entre os hotéis Harrah’s e The Linq, exatamente no meio da muvuca da Strip.

Com 170 metros de altura, 28 cabines com capacidade para 40 pessoas cada uma e levando 30 minutos para dar uma volta completa, a High Roller é mesmo superlativa. Para subir, pague US$27 de dia ( ou US$37 pela noite). Se quiser pode alugar uma cabine para uma festa particular, que tal?

Entramos no Bellagio, um dos hotéis que mais gosto na Strip. Como sempre, a decoração do jardim, com temática de Halloween. estava fantástica, como vocês podem comprovar pelas fotos abaixo.

Vimos o bonito espetáculo das águas dançantes logo no início da noite e rumamos para o Paris logo em frente.

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