Skip to content

Amsterdam 2017 – Passeios

18 setembro 2017


*******************************************************************************************

Depois da simpática Rotterdam, nos dirigimos de trem a Amsterdam para uma visita rápida de apenas dois dias.

As duas cidades são ligadas por vários trens diários e a duração da viagem fica entre 40 minutos a 1h15, dependendo do tipo de trem. O custo da passagem é de 15, mais o suplemento de 2,40 para a opção mais rápida, utilizando os trens Intercity.

Devo admitir que Amsterdam nunca foi das minhas cidades preferidas e já fui muito criticado por isso. Confesso que desta vez, com o lindo tempo que pegamos, acabei gostando um tiquinho mais dela.

Ficamos hospedados no Ibis Styles em Stadhouderskade e gostamos bastante da localização (veja no mapa acima), apesar do quarto minúsculo.

Amsterdam é uma cidade compacta e ótima para caminhar, por isso nem nos preocupamos em utilizar o transporte público. Para quem precisar, contudo, saiba que uma passagem válida por uma hora no tram, ônibus ou metrô custa 2,90, com passes de um a sete dias variando entre 7,50 e 34.

No primeiro dia fizemos um percurso em que procurei visitar alguns lugares que ainda não conhecia. Como era uma segunda-feira, “Dia Internacional dos Museus Fechados”, não tivemos esta opção cultural.

Saindo do hotel, caminhamos pela Utrechterstraat até chegar na Rembrandtplein, nossa primeira parada.

A praça, que homenageia um dos mais famosos pintores holandeses com uma estátua em sua parte central, também é um dos locais mais conhecidos da cidade, com uma variedade de restaurantes e cafés, além da sede do Booking.com.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais adiante, na Reguliersbreestraat, fica o  famoso cine-teatro Pathé Tuschinski com sua arquitetura meio art nouveau, meio art déco.

Com uma decoração rebuscada em seu interior (para combinar com a parte de fora, claro!) é utilizado para premieres de filmes, principalmente os holandeses.

Além da sala de cinema, possui três auditórios, tendo sido renovado em 2002, mantendo-se fiel ao seu estilo original de 1921.

Seguimos na direção de Nieuwmarkt, atendendo a um pedido da filha, para explorar uma loja de objetos diversos ligados à cultura japonesa (animes, bonecos etc) que ficava naquela área.

Antes topamos com o restaurante In de Waag, que mais parece um castelo.

 

 

 

Depois da imersão na cultura japonesa colocamos os pés na realidade holandesa, admirando a bela (e difícil de enquadrar em uma foto) de Oude Kerk (ou a “Igreja Antiga”).

Sendo ao mesmo tempo a igreja e a construção mais antiga da cidade, datando do ano de 1213, quando ainda era de madeira, serviu ao catolicismo até a reforma protestante em 1578. Até hoje segue sendo uma igreja calvinista.

Sua localização é no mínimo curiosa: fica bem ao lado do famoso “Red Light District“, lugar que atrai turistas que querem conferir a exposição de “damas” em trajes minúsculos. Achei o contraste bastante instigante…

Estávamos perto da linda e movimentada estação central de trens (Centraal Station) e, como o tempo estava abrindo aos poucos, achei que um passeio de barco pelos canais poderia cair bem.

Há várias opções de passeios pelos canais, cada um com seu roteiro distinto e até um onde panquecas são oferecidas no sistema all-you-can-eat (a pegadinha é que esse passeio não passa pelos canais e sim pelo rio e custa um tiquinho mais).

Escolhemos a Canal Boat Tours Amsterdam Cruise que cobra 16 por um passeio de uma hora (os preços e a duração são mais ou menos padrão).

Os barcos saem em frente à estação central, embora haja pontos de embarque em outros locais da cidade.

Nosso passeio se iniciou pela parte de trás da estação, onde pudemos ver um navio de cruzeiro com suas cabines envidraçadas. Pelo formato, deve fazer rotas pelo Reno.

Vimos de longe o lindo EYE Filmmuseum com sua arquitetura futurista e que funciona tanto como museu mas também com exibição de filmes das 10 às 22h.

Naquela área também se encontra um restaurante chinês flutuante chamado Sea Palace, em destaque na foto abaixo, com 650 lugares e, desde 1984, o primeiro restaurante deste tipo na Europa.

 

O passeio pelos canais é uma forma bem interessante de apreciar a geografia da cidade e poder ver suas atrações de outro ângulo, mas sempre fico com a impressão de que, se não fossem as igrejas e um ou outro edifício um pouco mais diferente, todos os canais são muito parecidos.

Na foto ao lado estamos percorrendo o Prinsengracht prestes a passar pela imponente Westerkerk que fica ao lado de uma das atrações mais visitadas da cidade: a casa de Anne Frank (aberto todos os dias das 9 às 22hs – até às 19h de novembro a março; entrada a 9 ).

Este bairro de Jordaan é uma das áreas mais gostosas de Amsterdam e, ao final do passeio marítimo, voltamos a pé para explorar melhor suas ruelas.

 

 

Nesta parte do dia o sol estava esplendoroso e fez a diferença na atmosfera local, com casais e famílias aproveitando para um almoço ao ar livre em um de seus inúmeros restaurantes e cafés.

A foto abaixo mostra um dos canais mais simpáticos da cidade: o Eglantiersgracht.

Resolvemos fazer uma boquinha e escolhemos um restaurante espanhol para um lanche leve. Comi um delicioso sanduíche de brie com mel e nozes no  pão integral.

Continuando o passeio, rumamos na direção leste atingindo as “9 ruazinhas” (tradução livre para De 9 Straatjes, no original holandês), um quadrilátero onde se encontram várias lojas de grife e que vale pela vibe e a linda decoração das ruelas.

Atravessamos o Singel até achar esta entradinha escondida na praça Spui, mostrada na foto abaixo à esquerda: o portal leva a Begijnhof.

Local onde nos idos do século 12 viviam as “beguinas” (mulheres que viviam afastadas da sociedade e focadas em fazer o bem), parece um oásis no meio da cidade.

Além das 47 casas, ainda hoje habitadas, há uma igreja (Engelse Kerk) datada do século 15 e que também passou de católica a protestante, durante a Reforma.

A visita é gratuita e o local fica aberto das 9 às 17h.

No dia seguinte, terça-feira, tínhamos pouco tempo, já que nosso voo saía no começo da noite, portanto escolhemos um museu para compensar o dia anterior. Como Bia ainda é fã de museus interativos, rumamos para o NEMO Science Museum.

Para chegar até lá, tomamos um tram até a Centraal Station e depois caminhamos na direção leste (veja a localização no mapa no início do post).

Como outros museus de ciências, o NEMO é dividido em áreas de conhecimento: há seções dedicadas à energia, ao universo, às máquinas em geral e ao cérebro, entre outros assuntos. Também há laboratórios para uma experiência mais interativa.

Ao final, pode-se apreciar a linda vista do terraço, onde também fica o café do museu e outras atividades para as crianças.

O NEMO fica aberto de terça a domingo, das 10 às 17h30 (abre às segundas de abril a agosto) e o ingresso custa 16,50€.

Depois da visita ao museu ainda passeamos um pouco pela cidade apreciando suas construções.

Pudemos até ver a filmagem de uma cena de época (foto abaixo). Infelizmente não soubemos o nome do filme ou da série.

Foi uma visita curta, mas prazerosa. Desta vez não pudemos apreciar muito o que a cidade tem de melhor: sua oferta de museus.

Gostaria de ter visitado a filial do Museu Hermitage e voltar ao Rijksmuseum, mas vai ter que ficar para uma próxima vez.

Anúncios

Rotterdam 2017 – Passeios

28 agosto 2017

Rotterdam é uma das cidades mais importantes da Holanda e possui um dos mais movimentados portos da Europa.

É compacta e prática e a maioria de suas atrações está concentrada no seu pequeno centro.

Ali, passeando entre ruas de pedestres com comércio diversificado, pode-se  facilmente chegar a uma das maiores obras de engenharia da cidade: o seu lindo e enorme Markthal, uma mistura de centro gastronômico, mercado e prédio de apartamentos recém inaugurado em 2015.

Seus 228 apartamentos tem seus cômodos voltados para a parte externa para aproveitar a luz do sol, ficando a parte interna reservada para as cozinhas e área de armazenamento.

Com mais de 100 quiosques de comidas, restaurantes e até um supermercado é, sem dúvida, o lugar mais simpático da cidade e ótima opção para um almoço ou lanche da tarde.

Não resisti à tentação dos queijos holandeses e comprei quase um quilo do delicioso queijo de cabra deles.


INFO – MARKTHAL

Endereço: Dominee Jan Scharpstraat 298, 3011 GZ Rotterdam

Horário: Aberto das 10h às 20h todos os dias (domingos e feriados, das 12h às 18h)

Entrada grátis


 

Logo ao lado, uma das construções mais curiosas da cidade: as Casas Cubo.

Obras do arquiteto Piet Blom, as casas tem rotação de 45 graus em seu eixo e juntas ficaram organizadas para representar as árvores de uma floresta.

Tem uma disposição de cômodos bem aproveitada, embora seja um pouco claustrofóbico.


INFO – Kubuswoningen

Endereço:

Horário: diariamente das 11h às 17h

Ingresso: 2,50


O almoço tardio acabou sendo neste restaurante japonês da foto abaixo, onde provamos um dos mais gostosos rodízios, com camarões em profusão e comida deliciosa, além do preço super camarada. Se você aprecia comida japonesa, fica aqui minha indicação.

Continuamos passeando pelo centro da cidade, com suas ruas de pedestres, tentando escapar da chuva intermitente.

Uma das cidades que mais sofreram com os bombardeios nazistas, Rotterdam teve grande parte de sua área destruída nos ataques de 1940.

O resultado é que boa parte de seus edifícios foi reconstruído e a cidade ganhou um aspecto moderno e vibrante com designs ousados e inovativos.

Claro que não deixamos passar a oportunidade de provar uma das delícias gastronômicas do país: o stroopwafel, que aqui foi servido morno, com sua usual calda de caramelo recheando dois finos biscoitos.

Custa 2 e pode ser encontrado nas melhores barraquinhas da cidade.

No dia seguinte, com o tempo um pouco mais favorável, passeamos a pé atravessando a  Erasmusbrug, mais um dos destaques arquitetônicos da cidade.

skyscrapercity.com

Abaixo você pode ver a torre de comunicação Euromast, com 186 metros de altura e um dos pontos mais visitados da cidade graças à vista em 360 graus que se tem.

Fomos ao Museum Boijmans Van Beuningen, localizado no Museum Park, que tem esse nome por abrigar também o Museu de História Natural  e o  Kunsthal.

O foco deste lindo museu, aberto em 1849 para abrigar as obras pertencentes à coleção de Frans Jacob Otto Boijmans e de Daniël George van Beuningen,  é na arte holandesa, mas a coleção de outros artistas também é fantástica, abrangendo obras de várias épocas desde o período medieval até às contemporâneas.

Dentre os principais pintores presentes na mostra permanente estão Hieronymus Bosch, Rembrandt, Monet, Kandinsky, Magritte, Dalí, Munch e até Yayoi Kusama.


INFO – MUSEUM BOIJMANS VAN BEUNINGEN

Endereço: Museumpark 18, 3015 CX Rotterdam

Horário: Aberto de terça a domingo das 11h às 17h.

Ingresso: 15€


Pena que o tempo virou no meio do dia e impediu que a gente fizesse um passeio de barco pelo Rio Rotte. O passeio dura 1h15 e custa 13,50€ com apenas quatro saídas diárias durante o inverno (de novembro a início de março) e percorre o porto com uma visão privilegiada do skyline da cidade e das docas.

Veja mais informações no site oficial.

Passamos pouco mais de um dia na cidade, mas foi suficiente para ficar surpreso com sua arquitetura e com as atrações presentes.

Da próxima vez irei aproveitar sua localização e dar um pulo em Den Haag (Haia) e visitar os moinhos em Kinderdijk.

Nova Zelândia – Ida a Hobbiton

20 agosto 2017

Hobbiton é uma das mais recentes atrações da Nova Zelândia, inaugurada em 2002 no local que serviu para as filmagens da trilogia do “Hobbit” dirigido pelo cineasta neozelandês Peter Jackson.

Aqui ficava o “Condado” (“The Shire“), que era a residência destes simpáticos seres criados pelo J.R.R. Tolkien e foi o único set das filmagens que permaneceu intacto.

O local onde está instalado (uma fazenda de propriedade da família Alexander) fica a 10 km à sudoeste da cidade de Matamata, a meio caminho entre Auckland e Rotorua na ilha Norte e foi escolhida a dedo pelo próprio cineasta quando sobrevoava de helicóptero algumas áreas candidatas no interior do país.

A única forma de visitar o local é através de um tour guiado, já incluso no preço, que dura aproximadamente duas horas.

Existem pacotes saindo de Auckland ou Rotorua ou, se você estiver de carro, pode dirigir até lá.

O ponto de encontro é em um local chamado The Shire’s Rest.

 

O Shire’s Rest possui uma lojinha com souvenirs caros e essenciais e um restaurante (aberto de 8h30 às 16h30) com opções de café da manhã, sanduíches, saladas e toda sorte de fast food. Preços das comidas estão na média.

As casinhas (são 44 no total) são realmente encantadoras e as pausas para as fotos são bem cronometradas enquanto a guia nos fornece todas as informações e curiosidades sobre as filmagens. Infelizmente não é permitido entrar em nenhuma das casas até porque não há nada lá dentro – as filmagens internas foram feitas em Wellington.

O carvalho mostrado na foto abaixo, que fica exatamente sobre a casa do Bilbo Baggins (“Bilbo Bolseiro“, em português) foi recriado com folhas artificiais, sendo ali o único elemento “natural” criado pelo homem.

O exército neozelandês foi o responsável pela construção da estrada de 1,5 km que leva o Shire até a rodovia mais próxima, onde se encontra o Shire’s Rest.

O legal da visita é que você não precisa ser um aficionado pelos filmes para se sentir imerso em um mundo de seres extraordinários, pois o cenário é bastante real e te faz sentir no meio de uma filmagem.

O tour termina no Green Dragon Inn, o pub preferido dos habitantes do Shire, inaugurado em 2012.

Ali pudemos escolher uma das bebidas oferecidas gratuitamente: uma cidra de maçã e uma cerveja de gengibre (ginger beer, que é uma bebida sem álcool muito consumida nesta parte do mundo).

Escolhi a primeira, justamente porque já havia experimentado a segunda em Glenorchy. Tenho que confessar que não gostei muito da cidra!

Além das bebidas, há uma pequena seleção de tortas salgadas, sanduíche e doces a preços razoáveis.

Aqui você vai encontrar também outros itens relacionados à franquia dos filmes para venda e poder relaxar um pouco admirando a paisagem antes de embarcar de volta para o Shire’s Rest.

Conclusão: é uma visita muito interessante e que deve ser reservada com antecedência, principalmente durante a alta temporada.

 


INFO – HOBBITON

Endereço: The Shire’s Rest, 501 Buckland Rd, Hinuera, Matamata

Horários: Os tours guiados saem a cada meia hora, das 8h30 às 15:30; de setembro a abril até as 16h30; entre final de dezembro a final de fevereiro, até 17h30.

Preço: 79 NZD; mesmo preço se sair da cidade de Matamata (The Matamata i-SITE, 45 Broadway, das 9h30 às 14:45); 114 NZD saindo de Rotorua (The Hobbiton™ Movie Set Store, 1235 Fenton St, às 8h, 8h20, 13h e 13h20) ;

Reservas com antecedência são recomendáveis.

Mais informações no site oficial


Nova Zelândia – Rotorua

14 agosto 2017

Rotorua é uma das cidades mais visitadas na Ilha Norte. Em parte por conta da sua tradição maori e também por sua intensa atividade vulcânica, o que deixa a cidade com um leve cheiro de “ovo podre” pela concentração de enxofre na atmosfera, fazendo com que ela fosse carinhosamente apelidada de Rotten (“podre”) Rua.

Na verdade o nome da cidade significa dois (“rua“) lagos (“Roto“).

Com uma população de pouco mais de 50 mil habitantes, cerca de um terço é composta de maoris, que tem aqui sua cultura mais preservada.

O edifício mais conhecido (e bonito) da cidade é o Museu de Rotorua que fica no igualmente lindo Government Gardens, um parque público construído pelo Governo para ser uma atração turística. Este local é de grande importância para os maoris, sendo palco de diversas batalhas. Grande parte do terreno foi doado à coroa britânica em 1800.

O Museu infelizmente está fechado (situação em maio de 2017) devido aos danos causados pelo terremoto que atingiu o país em 2016 e continua aguardando uma análise mais criteriosa dos peritos para decidir o que fazer.

Além do museu, há uma antiga casa de banhos (Blue Baths) com piscina, uma quadra de boliche e outra de croquet. O famoso Polynesian Spa também fica ali, com suas diversas piscinas e tratamentos com as águas sulfurosas que abundam na região.

Aliás, qualquer que seja sua escolha de hospedagem (ficamos no Ambassador Thermal Hotel, bem próximo à parada de ônibus que vem de Auckland) certamente haverá um espaço para relaxamento com águas termais. Aproveite!

 

Durante o mês de maio, quando fomos, a cidade fica praticamente deserta durante a semana parando por completo a partir das 21hs, portanto programe seus passeios para retornar a tempo de jantar  cedo.

E o melhor local para suas refeições com certeza vai ser a Eat Street, uma quadra da rua Tutanekai , entre a Whakaue e Pukaki Street bem próxima ao lago.  A quadra possui teto retrátil e chão aquecido (!), possibilitando uma experiência gastronômica  para qualquer tempo. Há várias opções de restaurantes e até uma sorveteria.

Esta atividade vulcânica da cidade deu origem a algumas das principais atrações locais, como o parque Wai-o-tapu, que fica a 25 km ao sul, na estrada para Taupo. Como o transporte público é muito ruim, sua melhor pedida é entrar em uma excursão.

Como queríamos conjugar uma ida a Hobbiton (que será destrinchada no post a seguir) conseguimos um combo com a ida a Wai-o-Tapu de manhã e a Hobbiton na parte da tarde. Ficou tudo por 180 NZD, incluindo o ingresso para as duas atrações, um preço que eu considero bem razoável.

Fechamos o pacote com a Peterpans Adventure Travel (esquina da Fenton e Hinemoa Street).

Wai-o-tapu Thermal Wonderland é um parque com inúmeras “piscinas” coloridas por diversos elementos químicos presentes em suas águas. Uma das mais impressionantes é a chamada mud pool, com coloração cinza. Sua administração é feita por uma firma de maoris que adquiriu os direitos da propriedade em 2012.

A experiência da visita se inicia com uma ida ao gêiser Lady Knox, um dos mais ativos do parque e que foi descoberto acidentalmente quando prisioneiros que trabalhavam naquela região estavam lavando roupa e perceberam que acontecia uma erupção quando a água com sabão entrava por sua abertura.

Hoje, através de uma indução com surfactante, o gêiser jorra todos os dias às 10:15 da manhã com jatos chegando a 20 metros de altura, em um espetáculo que dura cerca de 3 minutos, o suficiente para a horda de turistas se esbaldar em fotos e selfies.

Depois somos conduzidos até a entrada propriamente dita do parque e iniciamos a visita que pode ser feita seguindo três circuitos distintos e complementares.

Estes  percursos podem ser feitos sem pressa em duas horas, que era exatamente o tempo que tínhamos antes do almoço.

O circuito 1 é o mais longo em extensão apesar de ser o mais plano e, sem dúvida o mais interessante. Na metade do caminho vemos a mais bonita das piscinas, a chamada Champagne Pool com seus tons alaranjados e verdes.

Os tons coloridos são resultado da interação dos vários minerais (ouro, prata, mercúrio, enxofre e tálio, dentre outros) com a água, que chega a impressionantes 230 graus centígrados a 62 metros de profundidade (na superfície são meros 74 graus!).

Além desta, podemos ver inúmeras outras formações impressionantes, resultado de erupções hidrotermais ocorridas há cerca de 700 anos.


INFO WAI-O-TAPU

Horário: Diariamente das 8h30 às 17h (última entrada às 15h45)

Ingresso: 32,50 NZD


 

O último local visitado foi Te Whakarewarewatanga O Te Ope Taua A Wahiao (mais conhecido por sua abreviação Te Whaka, lembrando que o “wh” tem som de “f” em maori), outra área geotermal, essa mais próxima da cidade, acessível através de uma caminhada de meia hora pela  Fenton Street na direção sul ou com o ônibus da linha 11 (passagem a 2,70 NZD).

Primeiramente ocupado pelos maoris em 1325, ficou conhecido como um local impenetrável e jamais perdido em batalhas, servindo como moradia por conta da atividade geotermal que permitia cozinhar e fornecia aquecimento.

Vejam um exemplo de um forno natural na foto abaixo.

No final do século passado, o local foi dividido em dois: o Te Whakarewarewa Thermal Village (que ficou com um terço de seu tamanho original) e Te Puia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro ficou com a maioria das construções e uma vila Maori, mas sua principal atração, o geiser Pohutu, cuja erupção se dá a cada 60 minutos, acabou ficando na área de Te Puia, embora se possa ver à distância de Te Whaka.

Quando se trata da atividade geotermal, não há dúvidas que Wai-o-Tapu é bem superior e mais dramático. O grande chamativo de Te Whaka (e Te Puia também) é a cultura maori, principalmente pelo show que acontece duas vezes por dia, onde temos uma ideia das canções e danças maoris, incluindo a Haka.


INFO – TE WHAKAREWAREWA THERMAL VILLAGE

Horário: Diariamente das 8h30 às 17h

Ingresso: 40 NZD (incluindo o tour guiado e o show) a 70 NZD (com uma refeição maori – o hangi)


Rotorua também tem seu lado radical, com opções incluindo o tandem skydiving. Foi aqui que fiz o meu salto no longínquo ano de 2000, uma experiência inesquecível.

A exemplo de Queenstown, no Rotorua Skyline se toma um teleférico para ter vistas da cidade. Aqui, porém, o cenário não é tão dramático nem tão alto como lá. Você continua podendo experimentar o luge, e isso eu recomendo.

Como você pode ver, há muita coisa a ser vista na cidade a depender dos seus gostos. Sugiro que você passe ao menos dois dias completos por aqui para ter uma boa ideia da região. E, claro, não se esqueça de visitar Hobbiton e de dar um pulo nas Waitomo Caves para ver o espetáculo dos glowworms.

Diversão garantida!

Nova Zelândia – Passeio a Waiheke

9 agosto 2017

Dentre as inúmeras ilhas do Golfo de Hauraki, Waiheke se destaca por ter fácil acesso a partir de Auckland (40 minutos em ferry), lindas e tranquilas praias e o apelo das várias vinícolas locais.

milesperday.com

A travessia é tranquila e em pouco tempos estávamos chegando ao pier de Matiatia, de onde saem os ônibus hop-on-hop-off.

A primeira parada é na Oceanview Road, centro nevrálgico da ilha, com a maioria do comércio, restaurantes, bares e agencias de turismo. Ali se encontra a praia de Oneroa, com águas calmas e perfeitas para um passeio.

Durante o inverno o intervalo entre os ônibus aumenta para uma hora, mas este tempo foi mais do que suficiente para dar uma volta na praia e explorarmos o local.

Como nosso foco era conhecer as vinícolas, logo partimos para nossa primeira experiência na Wild on Waiheke (número 8 no mapa acima).

 

Wild on Waiheke não é sua vinícola usual: aqui, além da degustação e do restaurante ao ar livre há uma série de atividades extra-curriculares, como arco e flecha, tiro ao prato (com laser, mais seguro).

Também tem o  wildtag, um jogo parecido com o paintball, só que praticado com um arco mongol.

Ah, e além do vinho eles também produzem sua própria cerveja artesanal. Cool!

Decidomos começar leve e provar apenas uma taça de sauvignon blanc, degustada enquanto observávamos as famílias se divertindo neste sábado de tempo glorioso.

wildonwaiheke.com

Caminhamos alguns poucos metros até chegar na nossa segunda vinícola: a premiada Stonyridge.

A vinícola é um charme só: a sede fica em um lindo casarão coberto de hera e o restaurante abusa dos ombrellones e espreguiçadeiras para dar um ar super aconchegante ao visitante.

Não pudemos resistir à tentação de degustar uma taça de pinot gris e outra de syrah e admirar os vinhedos logo abaixo.

Saímos muito a contragosto da nossa zona de conforto para visitar a terceira vinícola do dia, logo ao lado: a Te Motu que não nos impressionou muito, ainda mais depois da visita anterior.

Como já estava na hora do nosso ônibus passar, seguimos para parada e rumamos na direção da Onetangi Beach na parte centro-norte da ilha, uma praia muito simpática com alguns poucos restaurantes lotados na beira do pequeno calçadão.

aucklandnz.com

Nosso destino final, no entanto, era a Batch Winery na parte sul da ilha, onde decidimos parar para o almoço.

E nossa escolha não poderia ser mais perfeita: sendo a vinícola mais alta da ilha, o local tinha instalações bem charmosas além de uma vista privilegiada, mais ainda no final da tarde.

Pedimos o prato mais conhecido do local: uma degustação de comidinhas típicas com um toque de modernidade que saía a 43 NZD. Este prato vinha com uma degustação de 3 vinhos, mas ganhamos também umas amostras dos espumantes locais (cortesia da nosso ticket de hop-on-hop-off). Apesar de nenhum deles ser especialmente memorável, foi o perfeito acompanhamento da refeição!

E a comida era simples, mas apetitosa e em quantidade suficiente. Começamos experimentando presunto caramelizado com pães, queijos e chutneys diversos.

Depois passamos para uma torta de ovo e bacon, coleslaw, bolo de carne e salmão defumado.

Por fim a sobremesa, ponto alto da refeição: uma pavlova com mascarpone, lascas de amêndoas e frutas vermelhas.

Saímos de lá a tempo de pegar um dos últimos ônibus para voltar ao pier e regressar a Auckland. Ficamos bastante satisfeitos com o passeio, que recomendo fortemente!


INFO

O ferry da companhia Fullers até lá custa 36 NZD ida e volta e pode ser tomado no Ferry Terminal em Quay Street (saídas a cada meia hora nos horários de pico, menos saídas durante o fim de semana) ou em Devonport.

Se você não tiver de carro, pode ser interessante comprar o pacote que dá direito a um ônibus hop-on hop-off com várias paradas por parte da ilha, incluindo as vinícolas, claro. Custa 55 NZD.

 

Existe também a opção de conjugar a passagem de ferry com um passe de ônibus comum da ilha por 45 NZD, mas não recomendo pois o horário dos ônibus, ao menos nos fins de semana, não permite muitas viagens.

Mais informações neste site.


Nova Zelândia – Auckland – transporte e passeios

5 agosto 2017

Capital e cidade mais importante do país, Auckland não chega a ser um destino vibrante e alguns bairros têm até ares de cidade do interior, mas muito provavelmente a cidade será seu primeiro pouso na Nova Zelândia e vale a pena passar alguns dias por lá.

Sua região metropolitana conta com mais de um terço da população do país inteiro (34% dos mais de 4 milhões de habitantes) e é a cidade com maior quantidade de embarcações per capita como você poderá perceber ao olhar o seu porto.

Não existe metrô na cidade e o transporte público é pouco utilizado quando se compara com outras cidades do país, como Wellington ou mesmo Sydney, na Austrália. O melhor a fazer é caminhar mesmo ou tomar um ferry para alguns bairros mais afastados como Devonport ou para explorar as várias ilhas na Baía de Auckland.

Dependendo do tempo que você ficar na cidade e da quantidade de passeios programados, pode ser interessante comprar o AT HOP, o cartão pré-pago para uso no transporte, que garante ao menos 20% de desconto nas tarifas dos ônibus, trens e ferries (exceção para o Skybus e o ferry até Waiheke). Mais detalhes sobre como usar e onde adquirir o cartão, veja neste site.

Uma ótima opção aos (caros) ônibus hop-on-hop-off é tomar uma das rotas circulares que percorrem a cidade.

No mapa abaixo estão marcadas as 3 linhas (a cor no mapa é a mesma cor do ônibus referente àquela linha) que possuem tarifas crescentes quanto maior for sua área de abrangência. Normalmente o intervalo entre os ônibus é de 15 minutos, das 6h30 (domingos a partir das 7h) às 23h.

Nós tomamos o Inner Link (o verdinho!) e passeamos por Parnell, Ponsonby, a Karangahape Road (mais conhecida como K-Road) e descemos no Britomart, o principal hub de transporte da cidade e que fica ao lado do Central Pier.

O melhor local para se hospedar é o centro da cidade onde fica o terminal do ônibus Skybus, a melhor opção para sair do aeroporto, que fica a 40 km de distância. A passagem custa 18 NZD (ou 32 NZD ida e volta) e a viagem até o centro dura entre 40 e 60 minutos. O ponto final é na Queen Street, bem próximo à Sky Tower.

Se você estiver com um grupo, talvez valha a pena tomar um táxi. No aeroporto a viagem até o centro sai por volta de 65 NZD. Caso o grupo tenha mais de 4 pessoas, a melhor pedida é um shuttle, que cobra 35 NZD para o primeiro passageiro e 8 NZD para cada pessoa adicional. No hotel Ibis conseguimos um transfer para o Aeroporto por 40 NZD.

Ficamos no ótimo Pullman Hotel em frente ao Albert Park, um dos muitos da cidade e o preferido dos locais para um passeio com algumas árvores centenárias, fontes e jardins floridos.

O parque foi erguido como uma fortificação militar onde antes ficava um assentamento maori chamado Te Horotiu Pa.

 

No centro do parque fica uma fonte importada da Grã Bretanha em 1881, contendo algumas estátuas de golfinhos.

Ao lado fica uma estátua de bronze da Rainha Vitória inaugurada em 1897 para comemorar o seu Jubileu.

Ao lado do parque, na rua fica a Auckland Art Gallery (Toi o Tamaki, com entrada grátis, aberto todos os dias das 10h às 17h) que começou no século 19 com doações de obras de mestres europeus vindas de colecionadores e hoje possui a mais extensa coleção de arte nacional e internacional do país.

Vale a visita, nem que seja para admirar sua premiada ala nova inaugurada em 2011, resultado de um trabalho de arquitetos australianos que levou o prêmio de “Prédio do Ano” na edição de 2013 da World Architecture Festival.

Não deixe de dar um pulo também na área do Viaduct Harbour e Wynyard Quarter. Situado a oeste do porto de Auckland, é um  lugar bastante agradável, ótimo para um passeio de fim de semana, quando fica lotado de moradores e turistas. Contribui para isso a oferta de restaurantes, parques infantis (Silo Park) e até um museu.

Ainda podem ser vistos por lá alguns tanques de combustíveis pertencentes ao porto, mas gradualmente estes estão sendo retirados e a área está se tornando um misto de elegantes edifícios residenciais e prédios comerciais, ainda mais valorizados por sua privilegiada localização próximo ao centro da cidade.

Neste domingo, mesmo um pouco nublado, a temperatura estava em agradáveis 17 graus e o local estava repleto de moradores locais e turistas.

Percorremos quase toda a extensão do calçadão e na volta paramos para degustar uma pizza gigante com direito a música ao vivo (um garoto de uns 15 anos tocava covers do Ed Sheeran e composições próprias) e people watching.

Se você tiver tempo (e já tiver ido a Waiheke, assunto do próximo post) vale a pena atravessar a baía chegando a Devonport em apenas 12 minutos.

Longe do agito da cidade, este bairro ao norte da baía tem sua importância histórica, com arquitetura colonial, parques tranquilos, restaurantes convidativos, lojas diversas com itens de vestuário e obras de artesãos locais e até um vulcão para chamar de seu.

A travessia sai do pier central de Auckland a cada meia hora a partir das 6h15 (uma hora mais tarde aos domingos)  e custa 6,50 NZD o trecho (ou 12 NZD ida e volta). Com o AT HOP, o trecho sai a 4,60 NZD.

Alugar uma bicicleta (ou um Segway!) pode ser uma boa ideia para explorar adequadamente o local, mas é caminhando pelo seu calçadão, em um trajeto que pode durar 45 minutos em passo normal, que se tem uma experiência mais enriquecedora.

Alguns turistas vem aqui para a subida de 200 metros até o topo do Monte Victoria, um vulcão extinto e de onde se tem uma vista 360 graus de Auckland ao fundo. Para quem gosta, há um museu naval (Torpedo Bay Navy Museum) que pode ser visitado gratuitamente todos os dias das 10h às 17h.

A subida ao Sky Tower é interessante (fiz este passeio em 2000) se o tempo estiver bom e/ou se você estiver pensando em fazer um dos programas radicais que são oferecidos por lá.

Apesar dos seus 328 metros, o que a torna a torre mais alta do hemisfério sul, a plataforma de observação fica a apenas 22o metros acima do solo.

O ingresso custa 29 NZD e a torre está aberta das 9h às 22h (meia hora mais cedo e mais tarde durante o verão). Veja se tem alguma oferta no Bookme antes de comprar seu ingresso.

A cena gastronômica da cidade está em alta, mas não consegui me acostumar com os horários de abertura e não foi culpa do fuso horário: os restaurantes fecham muito cedo aqui, principalmente no centro da cidade e durante a semana.

Uma boa experiência que tivemos foi no moderninho Amano que também funciona como padaria gourmet e serve café da manhã (66-68 Tyler Street, aberto a partir das 7h da manhã) e fica na região do Britomart.

Com um cardápio enxuto, o prato que me chamou mais a atenção foi o raviolone com figos e presunto de parma que estava sensacional e deixou um gostinho de quero mais, até porque a porção não estava assim tão generosa, né?

Ainda naquela região, experimentei um inusitado e saboroso hamburguer de cogumelos no Better Burger (31 Galway Street) com um ótimo preço. Recomendável!

No próximo post, uma dica preciosa de uma escapada a uma das ilhas mais charmosas na região da Baía de Auckland: Waiheke.

Nova Zelândia – Milford Sound

30 julho 2017

*************************************************************************************************

Estando em Queenstown, não se esqueça de colocar em seus planos uma esticada até Milford Sound, sem dúvida nenhuma um dos pontos altos de qualquer viagem à Nova Zelândia.

O planejamento para a ida até lá será o principal ingrediente desta equação: como é um dos locais mais úmidos do país (e também do mundo!), é fundamental escolher o dia em que o tempo estiver mais favorável para sua visita.

Também é um percurso bastante longo, mesmo com carro alugado (quase 600 km ida e volta), portanto sair cedo também te dará uma vantagem considerável.

Saímos de carro pouco depois das 7h da manhã e de um pequeno e rápido café da manhã. Tomamos a estrada na direção de Te Anau, margeando a costa sul do lago Wakatipu.

A estrada tinha um pequeno trecho em obras, mas nada que atrasasse muito a viagem. O tempo não estava lá muito convidativo, mas estávamos esperançosos.

Duas horas e 173 quilômetros depois estávamos chegando a esta pequena cidade na beira do lago de mesmo nome. Te Anau ainda parecia adormecida pouco antes das 10 da manhã, com pouquíssimo movimento nas ruas.

Paramos para complementar o café da manhã e reabastecer, já que não existe postos de gasolina daqui até Milford Sound. Dica importante!

Fomos dar uma volta rápida na beira do lago observando a paisagem e a tranquilidade do local. Não há muito mais a fazer na cidade, que não possui maiores atrativos.

Seguimos viagem parando em Te Anau Downs, que é o início da trilha chamada Milford Track, que é feita normalmente em quatro dias até Milford Sound.

A placa abaixo apareceu algumas vezes durante a viagem e nos pareceu estranha, mas tenho que concordar com ela: as estradas aqui são realmente diferentes. Estreitas, sem acostamento, cheias de curvas e às vezes até animais na pista, considere que sua velocidade média será bem inferior do que se estivesse dirigindo em outros países.

A chuvinha que seguia intermitente de repente deu lugar a um sol radiante e até apareceu um benvindo arco-íris.

Os 118 quilômetros que separam Te Anau de Milford são repletos de pontos panorâmicos e sem dúvida uma das mais belas rotas que já percorri.

As paradas pelo caminho eram inúmeras e em cada uma o panorama era exuberante. Difícil encontrar tanta beleza junta.

Vejam a sequencia de fotos abaixo e tirem suas próprias conclusões!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logo depois percorremos o Homer Tunnel, aberto em 1953 e conectando dois vales. Com 1,2km de extensão, pouca iluminação e possuindo apenas uma pista, funciona em sistema de revezamento, priorizando o fluxo de um dos lados a depender da hora do dia.

Um dos habitantes locais mais atrevidos é o papagaio da nova zelândia, mais conhecido como kea e que ficam à espreita logo após o túnel, aguardando uma alma caridosa que os alimente (o que não deve ser feito de jeito nenhum!).

Bem maior que um papagaio, uma bicada deste pássaro deve ser bastante dolorida, portanto atenção redobrada.

Um dos locais mais interessantes, pouco depois do túnel, é o The Chasm, onde se caminha por 500 metros desde o estacionamento e se pode ver como as águas do rio esculpiram as rochas ao seu redor.

Depois disso são apenas mais 10 quilômetros, ou cerca de 12 minutos de carro, para termos a primeira visão do nosso destino final.

O Milford Sound Visitor Centre possui uma lanchonete onde se pode comprar alguns sanduíches e saladas a preços nem tão exorbitantes. Se puder, traga seu próprio lanche.

Possui um amplo estacionamento gratuito, de onde caminhamos mais alguns metros até a área de embarque, agora totalmente remodelada. Ali pegamos nossos cartões de embarque no cruzeiro das 14h45.

Fomos incrivelmente felizes com o tempo, pois até a metade do caminho estava nublado e até choveu, mas foi só passar pelo túnel e encontramos o céu aberto e o sol brilhando.

 

 

O nome Milford Sound (“estreito de Milford“) é enganador, pois estamos realmente diante de um fiorde, esculpido pelo movimento das geleiras. Com 16 km de extensão, em alguns pontos chega a 400 metros de profundidade e é o único na Nova Zelândia acessível por uma rodovia.

Efeito interessante é criado pela grande pluviosidade: por conta dos sedimentos que escorrem com as chuvas pelas escarpas, a água na superfície tem coloração escura e tam salinidade baixíssima. Logo abaixo ficam as águas vindas do Mar da Tasmânia.

Rodeado de montanhas, sendo a mais alta a impressionante Mitre Peak, com 1692 metros, o local também é repleto de pequenas cachoeiras, mais visíveis nos períodos chuvosos.

Algumas destas quedas d’água chegam a 1000 metros de altura, mas apenas duas são permanentes – a Lady Bowen, com 162 metros de altura e principal fonte de água e eletricidade para os poucos moradores do local e a Stirling Falls.

Milford faz parte do Fiordland National Park que, juntamente com o Mount Cook National Park e o Westland National Park, formam a área conhecida como  Te Wahipounamu. Este conjunto é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, por sua diversidade ecológica e geográfica.

Também abriga um grupo de golfinhos que tivemos sorte de ver durante o nosso cruzeiro (na minha primeira experiência, 17 anos atrás, não tive este prazer). Da espécie bottlenose, acredita-se que há 60 espécimes vivendo lá.

Algumas espécies de leões marinhos também fazem parte da fauna local.

Nosso passeio nos levou até o bravio Mar da Tasmânia, indo um pouco mais além do que a minha excursão anterior ao Milford Sound.

O tempo se manteve aberto durante todo o passeio, nos dando a rara oportunidade de ver o belíssimo por do sol do local.

Repare na quantidade de fotógrafos alinhados aguardando o momento do clique!


O cruzeiro pelo Milford Sound pode ser feito com várias companhias e normalmente dura cerca de duas horas. Cada uma delas tem três ou quatro horários de saída por dia, a depender da época do ano (no verão são mais frequentes).

Desta vez fizemos o passeio com a Mitre Peak, e pagamos 50 NZD através da página do Bookme.

Também há pacotes com transporte para quem não está de carro, saindo de Te Anau ou de Queenstown. Deste modo, se vc não pernoitar em Milford ou em Te Anau, não vai conseguir embarcar nos primeiros horários dos cruzeiros ainda de manhã.

Por este motivo estes horários são normalmente mais baratos e/ou oferecem alguns agrados, como o café da manhã incluído na tarifa. Como a maioria dos turistas vem mesmo de Queenstown e só consegue chegar próximo ao meio dia, as saídas da tarde são normalmente mais concorridas e portanto, mais caras.

Outros passeios incluem algumas horas de caiaque ou mesmo o pernoite em algum barco mais confortável.


Pegamos a estrada antes das 18hs. Ainda tínhamos 300 km para percorrer de volta a Queenstown, mas estávamos super satisfeitos com esta experiência maravilhosa!