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Vale dos Vinhedos – Garibaldi e Alto Feliz

23 outubro 2019


No nosso útlimo dia aproveitamos para fazer um roteiro turístico enxuto por Bento Gonçalves mesmo e paramos na praça de onde saem os passeios do trem Maria Fumaça, mais conhecido como o Trem do Vinho.

Realizando um trajeto de km que sai de Bento, passa pela cidade de Carlos Barbosa e termina em Garibaldi, oferece provas de alguns exemplares da região, entre espumantes, vinhos e suco de uva, além de espetáculos que resgatam a tradição do imigrantes italianos. Alguns passeios incluem o ingresso no Parque da Epopéia Italiana, onde são apresentados espetáculos de música e dança.

Os passeios, oferecidos exclusivamente pela Giordani Turismo ocorrem todos os dias na alta temporada, e às quartas, sextas, sábado e domingo nos meses de março e abril.

O valor do passeio, com o ingresso do Parque Epopéia Italiana custa R$96 na baixa temporada, subindo para R$135 na alta e nos feriados. Há a opção de ir de trem e voltar de ônibus e vice-versa, com saídas às 9h, 10h, 14h e 15h.

Também passamos pela Igreja Matriz Cristo Rei, que fica na praça Padre Rui Lorenzi em frente de onde saem os passeios do Trem do Vinho.

Construída em estilo gótico, foi inaugurada em 1954 com as torres ainda incompletas (só viriam a ser terminadas em 1978).

Seguimos viagem na direção de Porto Alegre, não sem antes fazer duas paradas rápidas.

A primeira foi na cidade de Garibaldi, considerada a capital nacional do espumante e local que merece mesmo uma visita mais demorada.

Como não tínhamos muito tempo, tivemos que nos contentar com  o tour gratuito da Cooperativa Vinícola Garibaldi, que, como o nome sugere, é uma associação que congrega cerca de 400 famílias produtoras sendo um dos cinco maiores produtores de espumantes do país.

A ênfase na qualidade de seus produtos, associado a investimentos constantes levou a vinícola a conquistar vários prêmios, tanto no Brasil como no exterior.

A visita dura cerca de meia hora onde é contada a história da cooperativa e são apresentados alguns locais, como, por exemplo o interior de um dos antigos tonéis ainda com seus resíduos.

Ao final fazemos a degustação de alguns de seus produtos, mas sem inclusão do premiado Moscatel.

Para quem tiver interesse, há uma degustação Taça & Trufa combinando 5 harmonizações de vinhos e espumantes com as deliciosas trufas da Devorata, que tem uma loja/fábrica bem em frente.

Com uma produção reduzida, as trufas são finalizadas e embaladas manualmente. Os sabores são variados e utilizam chocolate ao leite ou chocolate branco, com diversos recheios como castanhas, cerejas e coco, por exemplo. Ótima sugestão para um presente!


INFO – COOPERATIVA GARIBALDI

Horário: As visitas ocorrem todos os dias:

  • Segunda à sábado: 09:00 às 17:00
  • Domingos e feriados:  10:00 às 15:00

Preço: A visita seguida de degustação é gratuita. A degustação Taça e Trufa ocorre todos os dias mediante agendamento às 10h, 13h30 e 15h30 (esse último horário não é oferecido aos domingos) e custa R$35 por pessoa.

Site: www.vinicolagaribaldi.com.br



INFO –  DEVORATA

Horário: Todos os dias das 9h às 17h; aos domingos, das 10h às 16h

Preço: As trufas custam R$4,50 cada (preço de setembro de 2019)

Site: www.devorata.com.br/


A última parada foi na surpreendente Don Guerino, que fica no distrito de Alto Feliz, a apenas 85 km do aeroporto de Porto Alegre.

Considerada uma das mais belas vinícolas do Brasil, o local é mesmo impressionante, com ampla utilização de  vidro e aço corten e aproveitando muito bem a linda topografia do terreno, com vistas incríveis.

Construída em 2007, é uma vinícola familiar, continuando a tradição dos imigrantes que aqui se instalaram vindo da Itália no final do século 19.

Osvaldo Motter, da quarta geração, inicia a produção de vinhos no ano 2000 utilizando castas européias começando assim o seu projeto de enoturismo. Tudo foi pensado à perfeição, o que se nota nos esmeros e pequenos detalhes, como a bonita apresentação, no auditório, do filme que conta a história da vinícola.

O restaurante do local é uma belezura, com uma vista fantástica dos vinhedos. Fica aberto somente aos sábados das 12h às 15h oferecendo um menu harmonizado (sob reserva) ou quando há algum evento especial.

Depois de assistirmos ao filme começou nossa degustação, que foi gratuita. Como era uma segunda feira, o movimento estava pequeno, o que transformou nossa visita em uma aula de vinhos com os diferentes aromas e sabores dos diversos produtos da vinícola.

Entre espumantes e varietais brancos (como o Riesling) e tintos (como o diferente Teroldego), passamos quase uma hora entretidos na linda loja.

Foi uma visita espetacular, tanto pelos vinhos quanto pela simpatia dos proprietários e se torna um desvio quase que obrigatório no trajeto entre Bento e Porto Alegre.

Garanto que você não vai se arrepender!


INFO –  VINÍCOLA DON GUERINO

Horário: Todos os dias das 8h30 às 18h; o restaurante abre todos os dias das 11h30 às 17h

Preço: A visita e degustação são gratuitas.

Site: www.donguerino.com.br/


E assim terminou nossa segunda visita à essa região que já se tornou uma das minhas favoritas no país. Impressiona pelo seu profissionalismo e pelo atendimento ao turista, sempre muito cordial e atencioso. E as experiências estão cada vez mais diversas, fazendo com que uma visita nunca seja igual a anterior.

Vale dos Vinhedos – Caminhos de Pedra e Pinto Bandeira

5 outubro 2019


No segundo dia fomos obrigados a escolher outra padaria para tomar o café da manhã, já que nossa favorita Dolce Gusto não abre aos domingos (!!!). Fomos então em uma simpática e pequena padaria na Rua Planalto, onde tivemos um atendimento primoroso além de preços ainda mais camaradas. Infelizmente não me lembro do nome do local…

Logo depois, fizemos uma das rotas turísticas mais famosas da região e que não havíamos conseguido fazer no ano anterior por conta da chuva: o Caminhos de Pedra.

 

tanaminharota.com.br

Esse roteiro turístico foi idealizado por um engenheiro e um arquiteto após um levantamento do acervo arquitetônico feito na região em 1987. Especial atenção foi dada à Linha Palmeiro, um traçado determinado por um engenheiro em 1870 e que acabou sendo o berço da cidade de Bento Gonçalves, atualmente o bairro de Barracão.

A concentração de construções típicas utilizadas pelos imigrantes italianos no século 19 aliado à facilidade de acesso fez do local uma ótima oportunidade turística ainda não explorada totalmente.

Após um extenso programa de restaurações das construções históricas, apenas em 1992 vieram os primeiros visitantes, através de uma famosa operadora de turismo.

Em 1997 foi fundada a Associação Caminhos de Pedra, que hoje possui 70 associados. Recebendo cerca de 100 mil visitantes todo ano, é um dos passeios mais interessantes a serem feitos na região.

A primeira parada para fotos foi no restaurante Casa Angelo, que fica em uma casa construída em 1889 e que só foi transformada em restaurante em 2005.

Depois seguimos para a Casa do Tomate, cuja sede foi erguida no ano 2000 em estilo italiano e com amplo uso de pedras. Fomos recebidos por uma simpática imigrante que nos contou a história do local e pudemos provar a gasosinha, um refrigerante natural que era produzido pelas famílias de imigrantes para consumo em ocasiões especiais, como  o Natal ou a Páscoa.

Após a explanação, que durou pouco mais de 10 minutos, fomos para a loja onde pudemos degustar vários dos produtos feitos ali sem aditivos químicos: entre geléias de tomate, molhos diversos e até doces, fica difícil escolher o que provar primeiro.


INFO –  CASA DO TOMATE

Horário: Todos os dias das 8h30 às 18h; o restaurante abre todos os dias das 11h30 às 17h

Preço: A visita custa R$2.

Site: casadotomate.com.br


O Parque da Ovelha é um complexo que congrega uma loja (a Casa da Ovelha, uma construção de 1917 e que ainda mantém suas características originais) e um parque de vivências, onde pode-se participar de atividades costumeiras em uma fazenda de ovinos leiteiros.

É uma das atrações mais procuradas dentro do roteiro do Caminhos de Pedra, principalmente por ser um ótimo programa para crianças. No parque, os visitantes são recebidos por monitores e há atividades diversas a cada meia hora (alimentação de ovelhas, pastoreio, tosquia e até uma falcoaria) e que podem ser  consultadas em um quadro na entrada.

Não era nossa intenção entrar no parque mas, mesmo assim, achei o preço do ingresso um pouco salgado.


INFO –  PARQUE DA OVELHA

Horário:

  • Segunda-feira das 09:30 às 17:30hs
  • Demais dias das 09:00 às 17:30hs
  • Última entrada para o Parque às 16:00hs

Preço: Para acesso ao parque, adultos pagam R$80 ; crianças de 6 a 10 anos pagam R$40 e até 5 anos é gratuito.

Site: parquedaovelha.com.br


Logo ao lado fica a Casa de Massas e Artesanato, aberta em 2005 e que pertenceu à família Dal Pizzol. A casa, datada de 1910 abriga na parte superior um museu com objetos utilizados pelos imigrantes italianos para trabalhos em madeira.

Embaixo fica a loja onde são vendidos todo tipo de massa, com destaque para o delicioso tortéi, além de biscoitos e geleias e peças de artesanato.

O restaurante vizinho se chama Fracalossi, oferecendo almoço e um café colonial em uma linda construção, totalmente em pedra, de 2004.

Misturando madeira e pedra, a Casa Vanni é um dos restaurantes mais simpáticos da região. Na parte superior há uma loja e um local para degustação de vinhos diversos.

Em 1996 foi totalmente restaurada pelo projeto Caminhos de Pedra e desde então oferece pratos a la carte (com ênfase nos risotos e massas) fugindo um pouco do esquema de rodízio tão comum por essas bandas.

Nos fins de semana a procura costuma ser grande, mas a espera é amenizada com vários espaços externos cobertos com ombrellones e até uma área de recreação infantil.

Ainda não foi desta vez que almoçamos aqui, vai ficar para a próxima vez.


INFO –  CASA VANNI

Horário: de quinta a terça das 12h às 15h30; quarta fechado

Site: casavanni.com.br


Desviando um pouco da rota dos Caminhos de Pedra, fomos até o município de Pinto Bandeira para um dos locais mais agradáveis da viagem anterior: a vinícola Geisse, desta vez com sol e calor, bem diferente da vez anterior (veja nesse post).

E que mudança de visual! Várias pessoas aproveitavam o tempo firme para se esparramar no gramado e degustar um dos vários espumantes premiados da vinícola.

E foi o que fizemos: pedimos um Cave Amadeu rosé acompanhados das deliciosas mini empanadas e ficamos vendo o tempo passar sem pressa. Tem coisa melhor?


INFO – CAVE GEISSE

Horário:

Preço: A degustação custa R$20 (valor abatido nas compras), com direito a 5 exemplares; a visitação custa R$40, com acesso ao processo de fabricação, a degustação de 5 vinhos e uma taça de recordação.

Site: casavalduga.com.br


Nossa próxima parada foi na Vinícola Valmarino, que também fica no mesmo município. Criada em 1997, seu nome homenageia a região italiana de onde vieram os antepassados imigrantes do fundador.

A empresa familiar (a mesma da vinícola Salton, que visitamos no dia anterior) tem uma produção relativamente modesta. Por essa razão o foco deles é na qualidade de seus produtos.

Fizemos uma degustação de 4 produtos por R$10: dois espumantes (Valmarino Nature e um Extra Brut, muito bons) e dois vinhos tintos (um varietal de Cabernet Franc e o Reserva da Familia , um belo corte de cabernet franc, cabernet sauvignon, merlot e tannat).


INFO – VINÍCOLA VALMARINO

Horário: De segunda a sábado das 9 às 18h; aos domingos abre das 10 às 16h.

Preço: A degustação custa R$10 com direito a 4 exemplares;

Site: valmarino.com.br/pagina/7-apresentacao


Para finalizar, voltamos para o roteiro dos Caminhos de Pedra para visitar a Casa das Cucas Vitiaceri.

O local é um dos mais visitados nesse roteiro e ao final da tarde continuava cheio. Os pontos fortes da casa são mesmo as cucas, com recheios diversos como morango, frutas vermelhas, coco e doce de leite entre outros sabores, inclusive salgados.

Também produzem espumantes, vinhos e suco de uva, além de sanduíches e outros petiscos que podem ser degustados em edredons no gramado do outro lado da rodovia.

Pedimos um espumante rosé e duas cucas salgadas (de tomate seco e de azeitona) e levamos duas cucas doces (de morango e doce de leite e outra de frutas vermelhas) para degustar em casa.


INFO –  CASA DAS CUCAS

Horário: Todos os dias das 9h às 18h.


Ainda deu tempo de apreciar um lindo por do sol no trajeto de retorno para casa.

 

Vale dos Vinhedos 2019 – ida ao distrito de Faria Lemos

29 setembro 2019


E, pouco mais de um ano depois, eis que estamos de volta ao Vale dos Vinhedos, desta vez com a desculpa de estar acompanhando minha sobrinha, que adora um espumante e marcou sua viagem de férias justamente para lá.

Mais uma vez aproveitei um fim de semana um pouco mais longo para curtir o local como se deve: com calma e pelo menos 2 dias inteiros.

Chegamos no novíssimo aeroporto de Porto Alegre em uma sexta feira no início da noite e fomos direto pegar o carro que alugamos para subir a serra. A estrada estava boa apesar de ser o início do fim de semana e em menos de 1h30 chegamos a Bento Gonçalves, nossa base para os próximos 3 dias.

Ficamos em um apartamento novinho alugado no Airbnb, bem localizado próximo ao centro da cidade e só deu tempo de pedir uma pizza e depois dormir para aguentar o pique dos dias seguintes.

No sábado saímos bem cedo para tomar o café da manhã e encontramos a deliciosa padaria Dolce Gusto (Rua Herny Hugo Dreher, 463) que tem um buffet aos sábados com todas as gostosuras que se possa imaginar.

Há pães diversos, pão de queijo recheado, frios, frutas e sucos, além de sobremesas inesquecíveis – não deixe de provar a torta de maçã deles.

Seguimos então na direção norte até o distrito de Tuiuty, no vale do Rio das Antas, onde ficava a nossa primeira parada: a vinícola Salton que tem uma linda construção como sede.

Decidimos não fazer a visita guiada pois seria muito demorada (2 horas) e não queríamos sacrificar as outras paradas do dia.

Tiramos fotos da bela sede e fomos direto à loja onde fomos positivamente surpreendidos com o que vimos.

Datando de 1910, a empresa possui uma gama bastante variada de produtos, indo dos espumantes (que tem ótimo custo benefício, vale destacar!), passando pelos inúmeros vinhos, sucos de uva (branco, rosé e tinto), chás gelados e até gin!

Confesso que não imaginava tamanha variedade.

Fomos muito bem atendidos (para quem mora no Rio como eu, isso é digno de nota!) e pudemos provar vários dos itens à venda. Acabei comprando um pinot noir por um ótimo preço.

Resumindo, a vinícola é uma das mais conhecidas na região e o edifício sede é mesmo bem bacana (o tour guiado com degustação visita o seu interior), mas não vá esperando vinhos fantásticos.

A ênfase aqui é no custo benefício: nada é maravilhoso, mas os preços compensam e muito.

Alguns produtos (como os espumantes, por exemplo) tem preço semelhante aos encontrados nos supermercados do Rio ou São Paulo, por isso dê preferência para adquirir/experimentar aqueles itens mais difíceis de encontrar na sua cidade.


INFO – VINÍCOLA SALTON

Horário:  Segunda à sexta das 9h às 16h; sábados das 10h às 16h; domingos das 11h às 16h.

Valor:  O tour Intenso tem saídas diárias de hora em hora desde a abertura do local até às 15h – custa R$30 com R$15 revertidos em compra e inclui passeio pelos vinhedos e caves, além da degustação de 5 vinhos em sala especial, com duração total de 2 horas;

          O tour Gerações deve ser agendado e tem o adicional de visitar uma sala secreta e a degustação de 6 produtos premium com harmonização de frios – custa R$80 com R$20 revertidos para compra e dura 2h30, com saídas diárias às 10h (no domingo às 11h) e às 14h.

Site:   www.salton.com.br


Descemos até o distrito de Faria Lemos, onde fica a famosa rota das Cantinas Históricas (saiba mais neste link), que reúne uma série de produtores locais que mantém a história e a cultura dos imigrantes que utilizavam as referidas cantinas para armazenar os produtos. É um percurso bonito, aliado a lindas paisagens e que deve ser feito por quem dispuser de mais tempo na região.

Não era nosso caso, infelizmente, por isso fomos direto para a vinícola Dal Pizzol, famosa por seus espumantes. Criada em 1974 com o nome de Vinícola Monte Lemos, privilegia a produção controlada de seus produtos.

A vinícola é uma das principais atrações de Faria Lemos, sendo recomendável também para crianças, pois além de poder degustar os seus vinhos (e os onipresentes sucos de uva, claro!) há também uma extensa área com animais e parquinho infantil.

Um dos destaques do local é o Ecomuseu, que apresenta alguns utensílios utilizados na elaboração e consumo do vinho, além de uma coleção de garrafas de vários exemplares nacionais e estrangeiros.

O museu também tem uma área externa onde ficam exemplares de uvas do mundo inteiro, chamado de Vinhedo do Mundo, considerada uma das maiores coleções de uvas privadas no mundo. Em 2013 foi produzido o VinumMundi, a partir de microvinificações de 100 variedades de uvas.

O local tem uma extensa área verde e até um lago. Várias espécies de plantas nativas, frutíferas e ornamentais estão presentes. Pode-se fazer um piquenique na área externa adquirindo uma tábua de frios e o(s) vinho(s) de sua preferência.

Com o tempo nublado e sujeito a chuvas preferimos não arriscar e, depois das visitas, fizemos uma degustação básica na loja, que custou R$25.

Pudemos escolher 6 exemplares dentre espumantes, tintos e até suco de uva. Destaque para o Enoteca, quase um corte bordalês (merlot, cabernet franc e cabernet sauvignon). Os varietais de Cabernet Franc e Pinot Noir também são muito bons.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


INFO – VINÍCOLA DAL PIZZOL

Horário: De segunda à sexta das 09h às 17h. Aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16:30h

Valor: A degustação custa R$25 com prova de 5 produtos a escolher; há uma degustação às cegas no valor de R$75 mediante agendamento prévio.

Site:   www.dalpizzol.com.br/home


Resolvemos fazer nosso almoço tardio no Leopoldina Jardim que fica em uma casa construída em 1930, que foi comprada pelos proprietários da Casa Valduga.

Logo ao lado fica a pequena Capela das Almas, considerada a mais antiga da região, tendo sido fundada em 1927.

Além do local ser lindo, pode ser uma boa oportunidade para os amantes da cerveja provarem os rótulos da casa, Não era nosso caso, pois viemos aqui atrás do vinhos mesmo.

A parte externa é muito bonita, com vários ambientes para se degustar um vinho e petiscos ao ar livre. O restaurante tem decoração sóbria, com muita madeira e pedra.

Após olhar o cardápio, quase todos à mesa resolveram pedir o mesmo prato: um capeletti ao molho funghi sensacional, tanto no gosto quanto no tamanho perfeito, devidamente acompanhado de um espumante.

Ainda deu tempo de pedir uma sobremesa: uma cheesecake de caramelo deliciosa.

O local possui uma delicatessen onde são vendidos produtos de beleza, além de geléias e doces da Casa da Madeira ( que também pertence ao grupo Valduga).

Como se não bastasse ainda há uma sorveteria, com sabores deliciosos como o de figo com nozes.

O destaque do local é mesmo essa árvore pitoresca que fica no meio da área externa, em frente ao restaurante. Linda, não?


INFO – LEOPOLDINA JARDIM

Endereço: Via Trento, 2915, Bento Gonçalves

Horário: Terça a domingo das 12h30 às 18h30; fechado na segunda

Preço: O local cobra entrada aos fins de semana, R$15. Esse valor é abatido do consumo no local


Retornamos então para o Vale dos Vinhedos e paramos na Casa Valduga, onde já havíamos ido no ano anterior (leia o relato neste post). Percorremos a loja do local, que, como sempre, estava repleto.

As meninas se interessaram mais pelos produtos de beleza que eram vendidos por lá e que aparentam ser o mais novo filão do mercado enoturístico.


INFO – VINÍCOLA CASA VALDUGA

Horário:   Todos os dias, das 9h às 17h ; a visitação ocorre todos os dias nesses horários  – 09h30, 10h30, 11h30, 13h30, 14h30, 15h30 e 16h30; aos domingos e feriados o último horário não é oferecido.

Preço: A degustação custa R$20 (valor abatido nas compras), com direito a 5 exemplares; a visitação custa R$40, com acesso ao processo de fabricação, a degustação de 5 vinhos e uma taça de recordação.

Site: casavalduga.com.br


Nossa última parada foi na pequena Terragnolo, vinícola que pertence ao domínio da Casa Valduga, cuja história começou com a chegada do imigrante Luigi Valduga, proveniente exatamente da cidade de Terragnolo, que fica na região de Trento, norte da Itália.

Uma das particularidades da vinícola é que eles só trabalham com vinhos que estagiam em barricas de carvalho, conferindo assim maior estrutura ao produto final, além de taninos mais pronunciados.

Todos os vinhos que experimentamos (destaque para o cabernet franc) eram bem encorpados e de qualidade indiscutível, características que ficam evidenciadas pelo preço um pouco acima da média na região. Além dos vinhos o atendimento também foi acima da média. Uma experiência muito agradável.

Trabalham também com a Marselan, uva francesa que não é facilmente encontrada e que se desenvolveu bem na região.

Aqui também experimentei o melhor suco de uva da viagem, sem dúvida. Vale a pena levar ao menos um exemplar para casa.

A vinícola possui uma pousada com 5 quartos, todos com nomes de uvas.


INFO – VINÍCOLA TERRAGNOLO

Horário: Todos os dias das 9h às 17h30 (domingo até ás 14h).

Valor:  As degustações são gratuitas e podem ser feitas sem reserva.

Site: www.terragnolo.com.br


Para o jantar escolhemos o Canta Maria, que ficava próximo ao nosso apartamento e que nos foi recomendado.

O restaurante trabalha com aquela sequencia de pratos italianos que parece ser a norma por aqui mas tem a vantagem de ter a opção mais barata onde se escolhe apenas um tipo de carne e acompanhamento à vontade, ao invés do rodízio completo.

Delícia de primeiro dia!

África do Sul 2019 – Johannesburg

13 setembro 2019

Maior cidade sul-africana e uma das mais populosas do continente, Johannesburg é uma aberração. Para começar, tem a localização mais improvável para uma metrópole: afastada de qualquer fonte de água e assolada por períodos de seca, principalmente no inverno, a cidade sofre com a escassez do precioso líquido.

Fundada em 1888 em função da descoberta de ouro e da exploração de diamantes, ainda hoje é um chamariz de empregos diversos, não só para os sul-africanos como imigrantes vindos de outros países africanos (vários motoristas de Uber vem de países próximos como o Zimbabwe).

Com população englobando quase 12 milhões de pessoas (dependendo do censo) é uma cidade feia, caótica, com pobreza aparente e pedintes nos bairros mais abastados, que tem cercas eletrificadas instaladas em todas as suas residências.

Era a minha quarta vez na cidade: em outras ocasiões, quando viajei a trabalho, a utilizei apenas como escala e fiquei hospedado ao lado do aeroporto pois pegaria um voo na manhã seguinte.

Desta vez resolvemos ficar dois dias na cidade e, na minha humilde opinião, não valeu a pena, considerando a grande oferta de locais interessantes no país. Com certeza teria preferido passar mais uns dias em Stellenbosch.

Em relação à hospedagem existem apenas dois bairros que aparentam maior segurança: Sandton e Rosebank.

Ficamos neste último, em um apartamento aconchegante em frente ao shopping The Zone, que acabou sendo nossa principal fonte de alimentação, com supermercados e áreas com restaurantes diversos.

Para sair do movimentado aeroporto OR Tambo pode-se tomar o moderno (e caro) Gautrain, que leva até os bairros nobres do norte e tem ponto final na cidade vizinha de Pretoria.

Caso esteja sozinho, esse pode ser o modo de transporte mais barato e rápido (cerca de 30 minutos até Sandton, um pouco mais para Rosebank) para sair do aeroporto.

Como estávamos em 3, utilizamos o Uber, que funcionou bem no país em todas as ocasiões e custa apenas poucos rands a mais do que a passagem do Gautrain.

Como era nossa primeira vez na cidade, e também por conta da segurança, decidimos iniciar nosso passeio apostando no ônibus hop-on hop-off , que funciona perfeitamente em Cape Town.

O ponto inicial do ônibus ficava justamente no The Zone, o que o tornava mesmo a opção mais prática.

O ingresso de 220 rands (200 rands se comprados pela Internet) dá direito a percorrer duas linhas em um ônibus de dois andares, como mostra o mapa abaixo.

A primeira linha (verde) é bem curta e passa pelos jardins do zoológico, local onde fizemos nossa primeira parada.

O parque é agradável, mas estava praticamente deserto naquela manhã de domingo, por isso andamos um pouco pelo local e ficamos esperando pelo próximo ônibus.

Tendo visto vários animais ao ar livre, não quisemos parar no zoológico nem no Museu Militar. A linha verde continuou por ruas arborizadas, na parte mais bonita do trajeto.

Passamos pelo bairro de Houghton onde ficam alguns dos colégios mais tradicionais da cidade como o St. John’s College mostrado na foto abaixo. Fundado em 1898, aceita apenas meninos.

A linha verde termina na Constitution Hill, local sede do Tribunal Constitucional da África do Sul. Ali também fica o Old Fort, construção de 1899 que foi utilizada como prisão para imigrantes britânicos que desrespeitassem as leis do país. Nelson Mandela chegou a ficar preso lá por cerca de um ano.

Nesse ponto final troca-se de ônibus para a linha vermelha, mais extensa.

 

 

Seguimos então em direção ao centro da cidade que nos ofereceu uma visão péssima, talvez por ser um domingo: com ruas desertas e mendigos vagando por todas as partes, era a imagem do abandono.

Uma das paradas era no Carlton Center, o edifício mais alto da África que possui um mirante de onde se tem uma visão desimpedida da cidade, mas não nos pareceu muito atraente, já que a cidade é bem plana.

Quem quisesse descer ali deveria aguardar até que viesse alguém do local para buscar o grupo. Imagino que seja por segurança…

Continuamos percorrendo o centro parando no James Hall Museum of Transport até que chegamos ao que parecia um oásis: o Gold Reef City Theme Park, parque de diversões que foi construído em uma antiga mina de ouro fechada em 1971.

Fazendo parte do mesmo complexo, logo foram erguidos ao lado um hotel e um cassino, o que garante diversão para a família inteira.

Ao lado fica o Museu do Apartheid, um dos mais importantes do país, contando a história da segregação racial na África do Sul através de vídeos, fotos e outros documentos, de maneira bem impactante.

Acabamos fazendo uma volta completa pela linha vermelha e decidimos retornar para Rosebank para um almoço tardio. Comi uma quiche deliciosa…

…e um fantástico carrot cake de sobremesa.

Para o jantar fomos ao The Firs, um shopping luxuoso construído na década de 70.

Escolhemos o simpático restaurante Doppio Zero e, apesar das mesas externas, escolhemos sentar no interior por conta do frio. Comi um espaguete com camarões que estava ok.

O passeio do dia foi válido para se ter uma ideia um pouco melhor da cidade e conhecer sua geografia. No entanto, não nos sentimos animados a explorar suas atrações e mesmo o Museu do Apartheid me pareceu um pouco pesado para aquele dia lindo.

Claro que existem atrativos na cidade e conheço pessoas que gostam muito de Johannesburgo, mas minha impressão não foi das melhores e, como disse acima, o país é cheio de lugares muito interessantes e que merecem maior destaque.

África do Sul 2019 – Cidade do Cabo

8 setembro 2019

A Cidade do Cabo (Cape Town, como é conhecida por lá) continua sendo um dos locais mais interessantes do país com várias atrações no seu entorno.

Nessa minha segunda visita à cidade, mais curta, revisitamos alguns dos lugares preferidos e descobrimos outros ângulos dessa belezura sul-africana.

Alugamos um lindo apartamento em Green Point, na mesma rua que havíamos nos hospedado da primeira vez, o que facilitou o nosso reconhecimento do bairro. A posição central, próxima aos principais atrativos da cidade nos desanimaram a procurar outro bairro para nossa hospedagem. Não nos arrependemos!

Inicialmente pensamos em comprar dois dias do passe do ônibus hop-on-hop-off (veja o relato da visita anterior nesse post) mas acabamos desistindo por achar que valeria mais a pena usar o Uber tanto em termos econômicos quanto em relação ao tempo, já que não queríamos repetir tudo. Além do mais, como já tínhamos ido à Klein Constantia, as outras atrações estavam a poucos quilômetros.

Uma dessas era a subida à Table Mountain que, espantosamente, ficou “destampada” durante os dois primeiros dias de nossa estada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda é um programão subir de bondinho até os quase 1.000 metros de altitude (o ingresso fica um pouco mais barato se você subir depois das 13h).

Lá em cima encontram-se várias trilhas e as vistas em 360 graus da cidade.

O único senão foi que subimos próximo ao meio dia o que inviabilizou melhores fotos. Como dizem aqui na cidade, se você conseguir ver o topo da montanha sem nuvens, corra para lá e suba imediatamente!

Depois tomamos um Uber até Camps Bay para um super almoço no restaurante Mantra Café, à beira mar: com entrada, prato principal e sobremesa, ainda tivemos direito a uma taça de vinho por apenas 200 rands!

 

 

 

 

 

 

Camps Bay continua sendo uma ótima pedida para aquele passeio no calçadão, sempre muito movimentado, mesmo no inverno.

 

Seguimos então para o Victoria and Alfred Waterfront, sempre lotada de turistas. Acabamos nos encontrando com um casal que conhecemos durante a nossa travessia da Bloukrans Bridge (mundo pequeno, né?), que nos convenceu a fazer um passeio de barco para ver o por do sol.

Como estávamos em 5 conseguimos um excelente desconto – cada um pagou 200 rands (quando o preço normal era 350 rands). A baixa estação tem os seus encantos, né?

O barco na verdade era um catamarã, que deslizou silenciosamente pelo oceano sem maiores balanços, já que o mar estava bem calmo.

O passeio foi muito bom e ainda dava direito a uma taça de espumante, degustada exatamente ao por do sol.

Vimos outros ângulos da cidade, como na linda vista da foto que abre o post e também algumas focas descansando em uma boia…

… e pudemos acompanhar o sol se pondo criando imagens incríveis.

Se o dia estiver tão bonito quanto esse, o passeio marítimo é mesmo uma excelente pedida. Se você tiver tempo, faça!

No outro dia de manhã cedo tomamos mais um Uber para o colorido bairro de Bo Kaap, onde se instalaram os trabalhadores malaios que aqui chegaram. O local está mais atraente com algumas lojas e até cafés transados como o da foto abaixo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Continuamos andando pelo centro da cidade até o Company’s Garden, verdadeiro oásis no centro da cidade com plantas e animais.

Os esquilos locais são dos mais sociáveis ever, praticamente subindo nas roupas dos visitantes em busca de comida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao lado ficam alguns edifícios importantes como o lindo prédio do Parlamento da República Sul-Africana (Cape Town é a capital legislativa do país, sendo Bloemfontein a judicial e Pretoria a administrativa).

Um pouco mais a frente encontramos a Iziko National Gallery, que contem obras de artistas ingleses, holandeses e franceses, dos séculos 17 a 19.

O parque ainda abriga dois outros museus, o South African Museum e o Jewish Museum.

Continuamos andando pelo centro da cidade, passando pela praça mais icônica da cidade, a Grand Parade, que recebeu milhares de pessoas em 1990 para ouvir o discurso de Nelson Mandela, recém liberado da prisão, da varanda do imponente prédio da Prefeitura.

Logo ao lado da praça fica o Castelo da Boa Esperança, cuja visita foi descrita neste post.

O Victoria and Alfred Waterfront continua sendo o ímã da diversão em Cape Town, com novas atrações como o incrível Zeitz MOOCA (Museum of Contemporary Art Africa) construido em 2016 em um silo abandonado.

Visitamos a área do museu no nosso último dia, mas com o propósito de jantar em um restaurante que nos foi recomendado em Stellenbosch por um casal que vive em Cape Town: o novo Granary Cafe, que fica no super luxuoso Hotel Silo, ocupando seis andares bem em cima do MOOCA.

Além desse restaurante, o hotel possui um dos rooftops mais concorridos da cidade, onde se pode tomar um drink ou almoçar com uma das mais lindas vistas de Cape Town.

Comi um sensacional chicken supreme (peito de frango grelhado acompanhado de cogumelos selvagens e maionese de daikon).

O tagliatelli de camarão com queijo pecorino também parecia muito apetitoso.

O jantar foi uma delícia: além do serviço primoroso e da linda decoração do local, a comida estava maravilhosa e os preços bem razoáveis para o ambiente e a qualidade. Em suma, um custo benefício excelente.



Vejam mais posts da Cidade do Cabo:

Cidade do Cabo, parte 1

Cidade do Cabo, parte 2

Cidade do Cabo, parte 3

Cidade do Cabo, parte 4

Passeio ao Cabo da Boa Esperança e Kirstenbosch

Cidade do Cabo, ida ao restaurante Test Kitchen

África do Sul 2019 – de Stellenbosch à Cidade do Cabo

2 setembro 2019

No nosso último dia em Stellenbosch ainda deu tempo para visitar mais uma vinícola: escolhemos a charmosa Rust en Vrede, que ficava no caminho para nosso próximo destino que era Cape Town.

Essa linda propriedade tem quase 320 anos sempre dedicada à produção de vinhos, mas somente em 1977 a família proprietária resolveu se especializar apenas em vinhos tintos, a maioria deles varietais, ou seja, utilizando apenas um tipo de uva específica para cada produto, com foco nas 3 uvas cultivadas ali: syrah, cabernet sauvignon e merlot.

Além de ter sido a vinícola escolhida pelo Presidente Nelson Mandela por ocasião do jantar de gala do Prêmio Nobel da Paz, foi a primeira sul-africana a ter um vinho escolhido como um dos 100 melhores vinhos do mundo, o que foi repetido nos quatro anos posteriores.

Com várias opções de degustações, escolhemos a Estate Tasting que oferecia 3 exemplares de cada uma das uvas cultivadas no local (Merlot e Cabernet Sauvignon de 2017 e Syrah de 2016), além de um blend de 2015 – Estate – uma mistura das três variedades de uvas (no caso do nosso exemplar, que era de 2015, o percentual de Cabernet Sauvignon era 62%, com 31% de Syrah e 7% de Merlot).

 

Degustamos os vinhos no agradável jardim externo, nesse dia esplendoroso e com temperatura mais que perfeita, acompanhado das explicações detalhadas de nosso sommelier. Um setting perfeito!

Também fizemos uma visita curta ao local onde os barris ficam armazenados antes do vinho ser engarrafado.


INFO – RUST EN VREDE

Horário:

  • Segunda à sábado : 09h00 – 17h00
  • Domingo: 10h00 – 16h00

Preços: A Estate Tasting custa 60 rands. A degustação vertical dos Estate, assim como a Single Vineyard custa 120 rands. Se quiser provar 7 vinhos (Estate + Single Vineyard) vai gastar 150 rands.

Site: rustenvrede.com


Iniciamos então nossa viagem até Cape Town. Decidimos pegar a estrada que passava por Kayelitsha, uma das maiores comunidades, não só dessa região, mas de todo o país. É realmente impressionante o tamanho!

A estrada seguiu acompanhando o litoral, que tinha algumas dunas e vegetação rasteira, uma visão bem mais agradável, embora um pouco mais longa, do que a N2, que segue pelo interior.

Antes de chegarmos ao apartamento aproveitamos para visitar mais uma vinícola, a Klein Constantia. Acho que vocês já perceberam que a gente gosta muito da combinação de comida boa com vinhos, né?

Uma das mais antigas vinícolas sul-africanas, tendo sido estabelecida em 1685 e iniciada sua produção de vinhos em 1692, a propriedade foi inicialmente dividida em três, sendo a maior parte dedicada a criação de gado. As outras duas partes formaram a Groot (grande) Constantia e a Klein (pequena) Constantia.

Em pouco tempo os vinhos ganharam notoriedade dentre a realeza européia, que possuía vários exemplares em suas adegas (Maria Antonieta e Frederico o Grande, imperador da Prússia, foram alguns de seus consumidores). Até a escritora Jane Austen escreveu sobre a vinícola em seu primeiro romance!

Depois da abolição da escravatura e o acordo entre a Inglaterra e a França para um comércio livre de impostos entre as duas nações em 1860, houve um declínio na produção dos vinhos dessa vinícola, culminando com a interrupção total, que durou de 1890 a 1986!

A partir daí houve uma retomada da produção com a recriação do famoso Vin de Constance, um vinho de sobremesa muito apreciado nos séculos 18 e 19 e cuja garrafa de 500 ml custa atualmente o equivalente a R$350!

Decidimos não fazer a degustação e partir logo para o almoço no Bistro local, em um ambiente externo super agradável à sombra de jacarandás. O menu oferecia a opção de 2 ou 3 passos, que poderiam ou não ser harmonizados com vinhos.

Escolhi a opção de prato principal e sobremesa, pois queria provar o mítico Vin de Constance, que era justamente o acompanhamento da sobremesa.

O prato principal estava magnífico: um steak de lombo de porco com cogumelos assados, batatas rústicas e molho chimichurri, acompanhado do Riesling local, uma delícia!

Contudo, o melhor estava reservado para o final: um lava cake de chocolate quente, servido com um chantilly decorado com raspas de laranja.

O Vin de Constance era mesmo uma belezura, casando perfeitamente com a sobremesa. E o garçon ainda foi bem generoso, nos dando uma dose extra desse maravilhoso vinho!

Que sorte a nossa!


INFO – KLEIN CONSTANTIA

Horário:

  • Segunda à sexta : 09h00 – 17h00
  • Sábado: 10h00 – 16h00
  • Domingo:  Fechado
  • Feriados: 10h00 – 15h00

Preços: Degustação a 80 rands. O Bistro abre de terça à domingo para almoço até 15h.

Site: http://www.kleinconstantia.com


Depois do almoço rumamos para o apartamento alugado no Airbnb, que ficava na Main Road no bairro de Green Point, o mesmo que ficamos na visita anterior em 2014. Esse bairro é o mais recomendado para se hospedar na Cidade do Cabo, por sua localização central e proximidade da principal atração da cidade, que é o Victoria and Alfred Waterfront.

O apartamento era enorme, com quartos espaçosos com camas king, televisão 4K, sofás confortáveis  e uma varandinha super charmosa.

Devolvemos o carro no final da tarde e voltamos a pé para o supermercado que ficava ao lado do nosso prédio para comprar mantimentos para o jantar e o café da manhã.

Acabamos curtindo um pouco nosso apartamento, aproveitando para tomar mais um exemplar de vinho nacional.

África do Sul 2019 – Stellenbosch, dia 2

28 agosto 2019


Neste segundo dia, após a maratona etílica anterior, só conseguimos visitar três vinícolas:

1. THELEMA

A primeira foi essa vinícola jovem que fica ao lado da Tokara (vide post anterior). Foi fundada em 1983 quando um contador de Durban resolveu mudar de profissão e investir na viticutura.

Cinco anos depois de plantar os vinhedos, saíram os primeiros exemplares, que logo se tornaram alguns dos vinhos mais admirados do país.

Não tardou muito para a família adquirir outra propriedade em Elgin, para continuar com a vitoriosa história da vinícola.

Fizemos uma degustação dividida com direito a escolher 6 vinhos do catálogo básico: escolhi  um branco (Sauvignon Blanc) e dois tintos (Pinot Noir e um Syrah). Todos estavam muito bons, com destaque para os tintos.

Aproveitamos para  comprar uma embalagem simples de papelão e isopor para acomodar 6 garrafas de vinhos.


INFO – THELEMA

Horário: De segunda a sexta das 9 às 17h; sábados e feriados das 10 às 15h; domingos fechado

Preços: Degustação a partir de 80 rands

Site: http://www.thelema.co.za


2. BOSCHENDAL

Voltamos à região de Simonsberg para visitar uma das vinícolas mais conhecidas das região, a Boschendal, que também é uma das mais antigas.

Seu nome significa Floresta (“Bosch”) e Vale (“Dal”) no idioma afrikaner, já indicando a posição privilegiada da propriedade, que é uma belezura. Vejam o acesso à sede da vinícola!

Os jardins estavam impecavelmente bem cuidados e a presença de um gazebo no meio do gramado dava um charme especial ao lugar.

A Manor House da propriedade tem arquitetura tipicamente holandesa e foi erguida em 1812.

Ali ocorrem as degustações de vinhos premium (“connoisseur tasting“, com 5 dos melhores vinhos ali produzidos), além das degustações históricas (“historic tasting“, começando com um espumante e seguido de 4 vinhos icônicos).

Fizemos uma degustação ao ar livre (“Under the oak tree“) com 5 vinhos, com destaque para o Le Bouquet, um branco bastante aromático e corte de algumas uvas e o Lanoy, um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot bem redondinho.

Para acompanhar pedimos uma tábua de queijos, que veio com algumas torradinhas.

Foi a degustação perfeita para o final da manhã e com certeza abriu o apetite para o almoço.

Existe a opção de degustações combinadas com queijos e chocolate, além de outras que privilegiam os espumantes locais ou vinhos de uma mesma série (Playpen ou 1685).

Com tantas opções de todos os preços, difícil é escolher qual degustação fazer.

 

A propriedade também se destaca por seus restaurantes: o Deli tem assentos ao ar livre, mas é o premiado The Werf (foto abaixo) que rouba a cena com decoração sóbria e uma vista matadora.


INFO – BOSCHENDAL

Horário: todos os dias das 10 às 18h

Preços: As degustações começam em 65 rands (“Under the Oak”) indo até 350 rands (“Heritage“); na Manor House, as degustações custam 250 rands e duram uma hora e são oferecidas todos os dias de hora em hora, das 10 às 17h (“Connoisseur“) ou todos os dias às 11 e às 15h (“Historic“).

Site: http://www.boschendal.com


3. SPIER

Nossa próxima vinícola ficava na direção oposta e tivemos que atravessar quase toda a cidade até chegarmos na Spier, uma linda propriedade que fica na beira da estrada R310.

Datando de 1692, é uma das mais antigas do país e tem uma preocupação com a sustentabilidade, tendo sido reconhecida como tal por algumas organizações externas. Desde 1993 vem sendo administrada pela família que adquiriu a propriedade naquele ano.

O local possui um leque de opções para os amantes do vinho e da natureza: um hotel luxuoso com um salão bem charmoso, degustações diversas, mercado de artesanato, oportunidade para fazer um picnic nos gramados e ótimas opções gastronômicas.

Quer mais? Que tal passear de Segway pelos vinhedos ou passar o dia no spa do hotel? Com tantas opções, dá para passar o dia inteiro aqui se divertindo.

A lojinha do local  tem, além dos vinhos, alguns produtos bem interessantes como essa embalagem de isopor com capacidade para 6 garrafas e com o logo da vinícola. Além de prática e bonita, aqui ela custa mais barato do que em outros locais – sai por 200 rands.

Almoçamos no restaurante do hotel que estava quase deserto às 15h. Melhor assim, pois tivemos um atendimento especial.

Comemos um super sanduíche de peito de frango com queijo, molho acridoce, batatas fritas e uma salada grega. Acompanhamos com uma garrafa do Syrah local que casou bem com nosso prato.

Depois do almoço passeamos pelo local. O lago artificial tornava a paisagem ainda mais bonita, não acham?

Além de possuir uma série de obras de arte no seu interior, como outras vinícolas da  região, a Spier tem várias obras espalhadas por seus jardins, com destaque para a instalação da “Escultura interativa de Som”.

Concebida pela artista Jenna Burchell, a obra contém rochas coletadas em três regiões históricas da África do Sul: o Grande Karoo, o Berço da Humanidade e o Domo Vredefort. As rochas foram tratadas com um método japonês que utiliza laca misturada com pó de ouro, prata e platina.

Cada  uma das rochas emite um som advindo das leituras eletromagnéticas obtidas do local original de onde foram retiradas. Bem interessante!


INFO – SPIER

Horário: Todos os dias das 9 às 17h

Preços: As degustações começam em 40 rands (6 vinhos); vinho e chocolate a 70 rands; Winemaker Selection a 90 rands; para as crianças, há a degustação de suco de uva (40 rands).

Site: http://www.spier.co.za


Para o jantar repetimos a experiência que tivemos 5 anos atrás no restaurante Wijnhaus (veja esse post). Pedimos exatamente o mesmo prato, um talharim com frango, abobrinha, pinoli que continuava inesquecível.

E de sobremesa, um dos pilares da culinária sul-africana: o delicioso malva pudding coberto por uma calda de caramelo e acompanhado de uma bola de sorvete de baunilha.

Não poderíamos ter finalizado a estadia na cidade de maneira melhor.

Veredito final: Stellenbosch continua sendo um dos mais adoráveis cantinhos sul-africanos. Como se não bastasse a sua localização, entre lindas cadeias de montanhas, suas ruas arborizadas e suas casinhas brancas, a oferta de vinícolas e restaurantes faz com que seja uma parada quase obrigatória no seu roteiro pelo país.