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Países Bálticos – 2015

28 julho 2015

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No feriadão de abril de 2015 (21, terça e 23, quinta) aproveitei alguns dias de férias vencidas e emendei em uma viagem que estava planejando há tempos: dar um pulo na Rússia, Estônia, Letônia e Lituânia. Devido ao tempo exíguo, só consegui visitar os dois primeiros países, com Helsinki como ponto de partida.

Depois de ver uma oferta de passagens da Iberia, chamei 2 amigos para me acompanhar. Consegui voos até Helsinki com uma troca de avião em Heathrow, todos pela British Airways, uma das minhas companhias aéreas favoritas e que fazia tempo não viajava.

O voo até Londres foi tranquilo, apesar da qualidade dos serviços da British Airways ter despencado. E, para culminar, os comissários de bordo não falavam uma palavra em português!!!

Como ainda tínhamos 5 horas até o próximo voo, resolvemos experimentar o lounge do Terminal 3, que é muito bom.

Só pela oportunidade de tomar um banho revigorante já valeram os US$ 27 de entrada (oferta do Mastercard). Pós-banho, ainda tínhamos algumas comidinhas à disposição (saladas diversas, queijos e um brownie especialmente delicioso), além de salas de leitura, computadores e até um cinema.

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Usando Helsinki como um pit stop, ficamos apenas um dia na capital finlandesa, deixando a maior parte do tempo para desbravar São Petersburgo (4 dias) e depois conhecer a charmosa e pequena Tallinn (2 dias) na Estônia, voltando de lá para Helsinki, de onde sairia nosso voo ao Brasil.

No cômputo final, fiquei bastante surpreso com São Petersburgo e gostaria de ter ficado ao menos um dia a mais, mas no geral, o tempo alocado às outras cidades foi adequado.

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E, tirando a parte finlandesa, a viagem ficou bem em conta, já que os preços de hospedagem e comidas na Rússia e Estônia estavam bem acessíveis.

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Ficaram faltando conhecer Moscou e os outros países bálticos, o que poderá ser feito em uma próxima viagem conjugando estes dois países com a Polônia.

Por enquanto, fiquem com os relatos destes 10 dias intensos.

 

Buenos Aires – ida ao La Mar, do Gastón Acurio

23 julho 2015

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No último feriado do Dia do Trabalho estive em Buenos Aires e aproveitei para bater ponto no novo restaurante do Gastón Acurio, do sempre bom Astrid&Gastón.

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O La Mar Cebicheria, inaugurado no começo de 2015, está instalado em uma bela casa no bairro de Palermo Hollywood, na Calle Arévalo esquina com Nicaragua.

A área externa parece bastante convidativa, mas o frio estava um pouco demais para o começo da  noite.

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Como todas as outras casas da dupla, o que chama a atenção logo de início é a decoração de extremo bom gosto: aqui sobressaem-se os tons de azul nas cadeiras e o preto e branco nas paredes.

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IMG_20150501_203640336 IMG_20150501_203659207 Chegamos em três pessoas sem reserva em uma sexta feira, pecado mortal em BsAs. Como ainda era relativamente cedo (pouco depois das 20h), conseguimos lugares na simpática barra.

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IMG_20150501_204902559 Da barra pudemos admirar o trabalho do barman, o que nos inspirou a começar logo com um pisco sour, supimpa!

Outro destaque da grife Gastón é o atendimento primoroso. O daqui era feito por jovens universitários com muita simpatia e eficiência.

Nossa garçonete era colombiana e estudava medicina em BsAs. Adorava o Brasil e já havia vindo ao Rio, o que rendeu ótimos papos.

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Seguiu-se um trio de ceviches, especialidade da casa e sempre uma ótima pedida. Da esquerda para a direita na foto acima, provamos o nikkei, com salmão e suco de tamarindo, o misto, com lula e camarões ao leche de tigre y rocoto e o clássico.

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Como prato principal, escolhi uma chaufa aeropuerto, um prato de arroz com uma tortilla de angostinos e molho nikkei – um absurdo de gostoso e suficiente para duas pessoas!

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Outro prato pedido foi o tallarines saltados a la criolla, com frutos do mar e frito no wok. Estava muito saboroso, segundo relatos!

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Completou o trio um aromático lomo saltado, foto abaixo. Como provei um pouco, posso garantir que estava igualmente gostoso!

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Não sei como, mas ainda tivemos espaço para pedir a sobremesa: o indefectível suspiro limeño para dividir por 3. Estava tão gostoso que foi difícil resistir aos pedidos insistentes para que viesse mais um!

IMG_20150501_220255200 Pedimos a conta com dor no coração, pois a experiência tinha sido fantástica.

E, quer saber, se considerarmos os preços com a cotação do dólar blue, fica muito mais em conta do que um jantar equivalente em um restaurante peruano no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

La Mar Cebicheria

Endereço : Arévalo 2024, Palermo Hollywood.

Abre de terça a domingo, no almoço (12h30 a 16h) e jantar (a partir das 20h), menos no domingo, quando só abre no almoço, das 12 às 17h30.

Reserve, por favor!

Fim de semana – Manaus, domingo

19 julho 2015

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Domingo era o dia de fazermos o passeio chamado de safári amazônico. Este tipo de tour é oferecido por várias agências, podendo, inclusive, ser contratado na hora no porto de Manaus.

A economia, neste caso, tem que ser repensada, tanto em termos de segurança quanto no número de turistas em cada barco – uma das atrações, a interação com os botos cor de rosa, fica muito prejudicada se o grupo for composto por mais de 10 pessoas.

Escolhemos a Amazon Eco Adventures, uma das poucas a possuir lancha própria, com capacidade para no máximo 10 pessoas. O preço gira em torno de US$100, incluindo o traslado de/para o seu hotel. Outras agências cobram preços similares.

A saída foi de um pequeno porto próximo à linda e imponente Ponte do Rio Negro, vista na foto que abre o post. Nosso guia e comandante era um local que falava um inglês perfeito. No grupo constava, além de uma niteroiense, um casal inglês e outro americano – 7 pessoas no total.

Nossa lancha era bastante rápida e confortável, com estoque de água e guaraná para refrescar.

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Após uma pequena parada para abastecimento de combustível em um dos inúmeros postos flutuantes, seguimos para o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

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Este encontro é especial pois as águas dos dois rios possuem características bem distintas, o que faz com que não se misturem.

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O Negro, como o nome já diz, possui águas escuras, com baixo PH e temperatura por volta dos 30 graus. Já o Solimões tem água cor de café com leite, PH perto do normal e temperatura de 25 graus.

Pudemos dar um mergulho para comprovarmos a diferença de temperatura das águas e é realmente impressionante. Mais uma das vantagens de estar em uma lancha pequena…

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Seguimos para visitar a comunidade ribeirinha de Catalão e suas casas flutuantes. Os troncos de árvore que permitem a flutuação das casas chegam a ser vendidos por R$ 5mil cada um.

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A próxima parada foi em uma criação de pirarucus, o maior peixe amazônico.

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Quem quisesse poderia tentar pescar um deles, mas era uma tarefa quase impossível, considerando o  tamanho do peixe (chegam a pesar 180 kg).

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IMG_20150524_125710332Rumamos para o Lago Janauari, local onde florescem as vitórias-regias, que estavam raras por conta da cheia do rio.

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Com cerca de 9 mil hectares de matas, várzeas e igapós, a área foi transformada um Parque Ecológico.

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Paramos em uma pequena casa para um contato um pouco mais próximo com alguns animais da região: o bicho preguiça, um filhote de jacaré e uma jibóia de uns 3 metros.

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Já estava na hora do almoço, em um restaurante flutuante, já incluído no preço do passeio. O menu era simples mas farto, com várias saladas, peixes e frango.

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De sobremesa, dispensei as frutas preferindo interagir com os simpáticos macacos que adoram os turistas e a comida que eles trazem.

IMG_20150524_134347250_HDR IMG_20150524_140011929Entramos pelos igapós para vermos a vegetação e os impressionantes troncos de algumas árvores.

 

A navegação até o local da interação com os botos cor de rosa foi longa e deu até para tirar um cochilo. Esta deveria ser a última parada nossa, mas fomos forçados a mudar de planos devido à aproximação da chuva.

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A interação é feita por grupos – antes de entrarmos, vimos como é confusa a visita quando há barcos maiores.

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Os botos são fascinantes – atraídos pela comida dada pelo cuidador, ficam na superfície tempo suficiente para admirarmos e até tocarmos. Uma experiência inesquecível!

E chegamos à última atração do dia: uma visita a uma tribo indígena, com direito a apreciarmos algumas danças e rituais.

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A comunidade parece pequena – vimos pouco mais de 30 habitantes – e às vezes parecia que estávamos dentro de um cenário de filme.

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Claro que a tribo recebe parte do dinheiro pago pelos turistas como forma de ajudar nas despesas, mas isso não impediu que a experiência fosse válida.

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Ao final, fomos convidados a participar ativamente de uma dança com os habitantes locais.

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Claro que apenas um fim de semana é pouco para apreciar com calma as diversas opções de turismo da região – um outro passeio interessante pode ser feito até a cidade de Presidente Figueiredo, distante cerca de 100km de Manaus e famosa por suas cachoeiras. Ou mesmo fazer uma imersão mais roots em algum hotel de selva. Os cruzeiros do Iberostar também podem ser um ótima opção para quem quiser se aprofundar neste cenário.

De qualquer maneira, a visita a Manaus nunca passará em branco e as experiências vividas aqui serão lembradas por muito tempo. Assim como a capital Brasília, que deve ser visitada para um conhecimento de como nosso país funciona, a região amazônica é um patrimônio nacional, com cenários fascinantes e merece uma estadia mais longa.

Fim de semana – Manaus, sábado

15 julho 2015

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A bola da vez no projeto Fim de Semana foi a capital amazonense. Assim como em outras cidades, esta não foi a minha primeira visita à Manaus, inclusive já tive a oportunidade de trabalhar no meio da selva por duas semanas, que foi uma experiência inesquecível.

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Mais uma vez conseguimos passagens quase de graça nas promoções que abundaram no começo do ano – ida e volta nos saiu por cerca de R$280!

Saímos na sexta, desta vez pelo Galeão, em um voo com escala em Brasília que chegou a Manaus pouco antes da meia noite. Só deu tempo de tomarmos um táxi (tabelado em R$75) para o hotel e cair na cama.

IMG_20150523_103025941_HDR IMG_20150523_103134240Sábado de manhã, após o café, partimos na direção do Mercado Municipal Adolpho Lisboa.

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IMG_20150523_103727449_HDR A construção, às margens do Rio Negro, foi inaugurada no auge do Ciclo da Borracha, em 1883.

Em estilo art nouveau, remete ao Mercado de Les Halles, de Paris, com pavilhões em alvenaria e ferro fundido, repletos de vitrais.

O espaço, tombado pelo IPHAN, é um dos mais movimentados centros de comercialização de produtos regionais da capital.

Bom local também para começar a se ambientar à culinária amazônica, com vários temperos, sementes e poções curativas, além dos diversos peixes de água doce que, com certeza, você vai querer experimentar em um dos muitos restaurantes da cidade.

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De lá até o Palacete Provincial é um pulo : uma das mais antigas construções de Manaus, faz parte do conjunto arquitetônico da praça Heliodoro Balbi.

IMG_20150523_110936159_HDR IMG_20150523_111014100_HDRInaugurado em 1875, já foi ocupado pela Polícia Militar e transformado em escola em 1930.

IMG_20150523_111146050 IMG_20150523_111407805_HDRAtualmente é um grande centro cultural administrado pelo Governo estadual, sede de vários pequenos museus como o Museu de Numismática, o Museu da Imagem e do Som, o Museu Tiradentes, a Pinacoteca do Estado, o Ateliê do Restauro, o Salão de Arqueologia e o Laboratório de Arqueologia.

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Continuamos andando pelo centro da cidade na direção do Teatro Amazonas.

Localizado no Largo de São Sebastião , foi inaugurado em 1896, no auge do próspero Ciclo da Borracha, que colocou Manaus entre as cidades mais ricas daquela época.

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IMG_20150523_120349947 IMG_20150523_120434570Entre o fim do século 19 e começo do século 20, a borracha era um dos principais produtos de exportação do Brasil, perdendo apenas para o café. Este produto era altamente cobiçado pelas indústrias dos países desenvolvidos.

Pena que este ciclo durou pouco tempo, aproximadamente 12 anos. Durante este período, floresceu a ideia de construir um teatro que retratasse a importância da cidade. Para isto, foi contratado um escritório português de arquitetura (o Gabinete Português de Engenharia e Architetura de Lisboa), além de pintores, escultores e construtores europeus trazidos a Manaus para ajudar a erguer o teatro.

IMG_20150523_120538907_HDR IMG_20150523_120559076_HDRCom capacidade para 685 pessoas (platéia e camarotes), possui máscaras em suas colunas homenageando dramaturgos e compositores clássicos. Há também uma tela dedicada ao compositor Carlos Gomes.

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No salão nobre, destaca-se a belíssima pintura no teto, de autoria do italiano Domenico de Angelis, chamada ” A Glorificação das Belas Artes na Amazônia.

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Podemos também visitar um dos camarins, com objetos de decoração antigos.

O Teatro é palco do Festival de Ópera do Amazonas, o maior da América Latina, que acontece anualmente no mês de maio, com várias óperas conhecidas. Este ano o festival não foi realizado, mas houve apresentações gratuitas de trechos famosos de ópera (naquele sábado em questão seria exibido um trecho de Carmem, de Bizet). Também acontecem no teatro festivais de jazz e de cinema.

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Em algumas salas fica exposto o vestuário utilizado por artistas consagrados, como a bailarina Margot Fonteyn, durante apresentações passadas, além de instrumentos musicais.

IMG_20150523_124930994 IMG_20150523_125011719_HDRHorários:  o Teatro está aberto para visitação de segunda à sábado, das 09 às 16 horas, com guias de turismo poliglotas. O preço da visita é de R$20.

Demos uma passada pela praia de Ponta Negra, balneário preferido dos manauaras, mas tivemos que sair às pressas antes que a chuva torrencial chegasse.

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Tomamos um táxi e rumamos para um shopping para almoçar e aguardar o término da chuva.

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Um dos mais novos shoppings da cidade, praticamente colado ao nosso hotel, se chama apropriadamente Shopping Manauara.

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IMG_20150523_143303279É relativamente grande, com centenas de lojas e uma praça de alimentação gigante, mas o que chama a atenção aqui é o pátio onde fica uma mini floresta de buritis. Infelizmente o local estava fechado para reforma do piso.

Aproveitei para provar o sorvete de tapioca da Glacial, que não chega aos pés da sorveteria Cairu, de Belém, apesar da defesa ferrenha dos amazonenses bairristas.

banzeiroPara o jantar,  fomos no ótimo  Banzeiro, a uma curta caminhada do hotel, no badalado bairro de Adrianópolis.

O restaurante tem ambiente simples e ótimo atendimento.

De entrada pedimos uns deliciosos bolinhos de arroz negro com bacalhau e molho de graviola.

Para o prato principal (que serve tranquilamente duas pessoas), camarões na manteiga com salsinha, castanha e tomate cereja, arroz de brócolis e purê de batata baroa (mandioquinha, para os paulistas). De dar água na boca!

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Na manhã seguinte faríamos o passeio de barco.

Nova York com adolescentes – Passeios

10 julho 2015

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O inverno de 2015 foi um dos mais rigorosos dos últimos tempos no nordeste dos EUA e com certeza atrapalhou um pouco os passeios mais longos ao ar livre. Nos sete dias em NY, em nenhum conseguimos pegar temperaturas positivas na escala Celsius!

Não importa: com sol ou neve (em alguns poucos momentos) fizemos pequenas caminhadas, entrando em algum recinto com aquecimento sempre que o vento tornava a vida lá fora insuportável.

Logo no segundo dia, com o sol brilhando fraco, fomos dar uma volta no Central Park, irreconhecível sob um manto de neve.

DSC03479 DSC03481Temperatura abaixo de zero é garantia de pouca gente ao ar livre, mas aquele solzinho dava mesmo a (falsa) impressão de que estaria um pouco mais mais suportável.

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Até que conseguimos caminhar bastante pela East Road, passando pelo lago congelado e saindo na parte leste do parque na altura do Metropolitan Museum (78th Street).

DSC03482 DSC03484Para aqueles que já passaram por aqui em outras estações do ano, o parque fica mesmo irreconhecível, sem nenhum vestígio do cinturão verde que é o oásis da cidade, mas ainda assim com uma beleza que impressiona. Uma experiência bem diferente!

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Atravessando para o Brooklyn, um passeio legal em um dia menos frio é percorrer o Brooklyn Heights Promenade, que tem uma vista linda da ponta sul da ilha de Manhattan.

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DSC03557Para chegar até lá o metrô é a forma mais rápida e prática: as estações mais próximas são a Clark St (linhas 2 e 3),  a Clark St (linhas N e R) ou a High St (linhas A e C), que acabou sendo a nossa escolha.

De lá andamos poucos quarteirões pela Cranberry St até nos depararmos com a vista que queríamos (esta na foto abaixo).

Além da vista, há um conjunto de casas bem conservadas que complementam o passeio, mas nesta ocasião o frio e o vento estavam particularmente fortes, o que infelizmente abreviou bastante nossa estada naquele bairro.

Se você quiser mais detalhes do que esperar em um dia ensolarado e mais agradável, veja o relato completo do Ricardo Freire em seu Viaje na Viagem.

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A Grand Central Station pode parecer um lugar estranho para se visitar à primeira vista, mas você vai ficar espantado com a dimensão do lugar.

IMG_20150214_191400228 IMG_20150214_191419398Construido entre 1903 e 1913, o projeto encomendado pelo magnata americano Vanderbilt, substituiu o velho terminal da 42nd Street em grande estilo: representante do estilo beaux-arts, tem um saguão principal grandioso, mas virou um símbolo da decadência nos anos 70.
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Recentemente um grande projeto de restauração foi levado a cabo e trouxe de volta a imponência desta estação, por onde cerca de 500 mil pessoas passam diariamente.

IMG_20150214_191139438 IMG_20150214_191317545Fazer um passeio por Chinatown pode ser divertido, com suas lojinhas de produtos falsificados e seus restaurantes exóticos.

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Nova mania na cidade, o  High Line Park foi criado onde antes havia uma linha férrea elevada e cobre uma extensão que vai da 34th Street West até a Gansevoort Street no Meatpacking District, entre as Avenidas 10 e 12. Tem entrada grátis.

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Este parque é o exemplo mais evidente de que visitamos NY na época errada: durante o verão e outono a frequência é exponencialmente maior (fica aberto até as 22h nesta época e até as 23h, no auge do verão).

O local tem vários cantinhos para um piquenique ou mesmo para aqueles que só querem contemplar a paisagem (há pontos de onde se veem o Rio Hudson e até mesmo a Estátua da Liberdade) ou tomar um banho de sol merecido.

No inverno congelante até vimos alguns visitantes, mas o lugar fica bem mortinho.

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Sugiro descer na Gansevoort Street e aproveitar o lindo Gansevoort Market que fica em um galpão na rua e é basicamente um mercado gourmet, com vários quiosques de comidas étnicas além de uma Kombi que vende comidas mexicanas. Algumas poucas mesinhas e pronto: seu almoço ou lanche está decidido.

IMG_20150217_113114858_HDRIMG_20150217_114048871Partimos de lá na direção da Washington Square, tentando sentir a vibe da Village, depois da nevasca da noite anterior.

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Encontramos uma praça praticamente deserta, mas especialmente bonita no inverno: o Arco de Washington (foto abaixo à direita) se destacava ainda mais na paisagem.

IMG_20150217_124842467IMG_20150217_125035611Faltava apenas a multidão de frequentadores, que fazem deste lugar um caldeirão cultural e local de várias manifestações.

Mais uma chance de perceber uma NY diferente, neste clima glacial.

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O Battery Park, na pontinha sul da ilha de Manhattan, é mais uma ótima pedida para um passeio em um dia de sol. Dali saem os barcos que fazem o trajeto até a Estátua da Liberdade, mas optamos apenas por dar uma volta em seu entorno.

IMG_20150217_143927439 IMG_20150217_144038645Dentre suas atrações, a escultura The Sphere  (foto acima à direita) é uma das mais visitadas.

Originalmente ela se encontrava em uma plaza entre as duas Torres Gêmeas e, após os ataques do fatídico 11 de setembro, foi temporariamente realocada para o Battery Park, sendo posteriormente transformada em um memorial às vítimas do atentado.

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Pelas fotos dá para ver o tamanho do frio que pegamos, com o Hudson parcialmente congelado, o que é raríssimo de se ver.

IMG_20150217_144311707_HDRIMG_20150217_144602631Acima à direita pode-se ver o novo edifício One World Trade Center, construido onde ficavam as Torres Gêmeas e local do Museu Memorial do 11 de Setembro.

Apesar do frio cortante e da limitação de passeios ao ar livre que pudemos fazer, não há dúvidas que a Big Apple tem muito a oferecer, turisticamente falando, não importa a época do ano.

Uma das vantagens do mês de fevereiro é que as diárias dos hotéis ficam no nível mais baixo, até por conta do pouco afluxo de turistas que fogem das temperaturas negativas. Você decide!

Nova York com adolescentes – Subida ao Top of the Rock

5 julho 2015

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Existe uma competição velada sobre a melhor vista entre os edifícios em NY: seria do Empire State Building ou do Top of the Rock, que fica no alto do Rockefeller Building?

Nesta visita a NY subi neste último para poder efetuar a comparação e contar para vocês qual foi a minha impressão.

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O Rockefeller Center, na verdade um complexo de 19 edifícios, fica em um quadrilátero delimitado pelas 5th e a 6th Avenue e a 48th e 51st Street, em pleno coração de Midtown.

DSC03454 DSC03512Abriga, entre outros, o Radio City Music Hall, a sede da rede de TV NBC (nestes dois locais pode-se fazer um tour guiado) e o famosíssimo rinque de patinação, que é o local para ver e ser visto no inverno novaiorquino. Para os pequeninos, há também uma LEGO Store, que vai ajudar bastante a passar o tempo.

Na 5th Avenue (na altura da 50th Street) fica a famosa estátua de bronze de quase 15 metros de altura, que mostra o titã Atlas segurando o globo terrestre e que foi inaugurada em 1937.

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Voltando ao comparativo, o preço do ticket até o observatório é muito parecido: US$ 30 aqui (US$ 32 no observatório do 86° andar, US$ 52 até o 102° andar no Empire State). Em termos de altura o Empire ganha mais pontos, já que no caso do TOTR, só chegamos até o 70° andar.

Os procedimentos para a entrada também são distintos: no TOTR o ingresso tem um horário marcado e só então você pode entrar na primeira fila que te leva até o mezanino. De lá você enfrenta outra fila, com checagem através de raios X, para finalmente poder entrar em um dos elevadores até o terraço.

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Acima pode-se ver quase a totalidade do Central Park coberto de neve, uma possibilidade inexistente no Empire State.

Abaixo mais dois panoramas do Observation Deck, que fica espalhado pelos andares 68 a 70, sendo que o observatório superior tem vista desimpedida, ótima para as fotos.

DSC03566 DSC03574Essa configuração de três andares de observatórios também contribui para que haja maior espalhamento de turistas, mais um ponto para o TOTR!

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Tenho meu veredito: o TOTR é mais interessante por duas simples razões:

1) a vista do Central Park é melhor; e

2) do TOTR você também pode visualizar o Empire State em sua plenitude.

 

E você, o que acha?

 

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Top of the Rock

Horários: das 8h à meia noite (último elevador sobe às 23h)

Preço: US$30 (US$24 para crianças de 6 a 12); há um combo por US$40 que também dá direito a um tour do Rockefeller Center

 

Nova York com adolescentes – comida

1 julho 2015

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O bom de visitar uma cidade grande como Nova York é que há chance de encontros super agradáveis, como o que tivemos com a querida Marcie, do ótimo blog especializado na Big Apple, Abrindo o Bico.

Ela nos levou ao aconchegante Brio, um vero ristorante italiano na 61st Street para um almoço delicioso.

Minha pasta estava perfeita: um pappardelle com salsiccia e funghi.

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Bia pediu uma pizza quatro formaggi…

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…e nossa anfitriã foi de tagliatelle con ragú alla bolognese (mas sem carne).

O restaurante é bem aconchegante, o atendimento primoroso e a comida, soberba!

Adoramos o encontro, viu, Marcie!

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Depois do almoço, ainda visitamos o Sprinkles, logo ali, dobrando a esquina na Lexington, para completar o almoço.

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IMG_20150213_135837267Os cupcakes de lá são deliciosos. Experimentei um de dark chocolate e Bia finalmente provou um red velvet.

O  legal é que existe no local um ATM de cupcakes e a loja nem precisa estar aberta para você ter um deles.

Em outra ocasião, aproveitando um passeio por Chinatown, resolvemos matar nosso apetite por dim sums. Escolhemos um local altamente recomendado em diversos sites chamado Nom Wah Tea Parlor (veja na foto que abre o post), insuspeito nome para um restaurante.

A fila para entrar estava grande naquele domingo gelado, mas felizmente não o suficiente para nos deixar do lado de fora.

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O espaço é apertado e barulhento, mas o cardápio é bem generoso e tudo o que pedimos estava acima da média.

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São porções pequenas, a maioria com preços entre US$3 e US$5, bem em conta para os padrões novaiorquinos. E todos deliciosos, como os shrimp rice rolls acima!

Abusamos dos dim sum de camarão, como os har gau da foto abaixo, meus preferidos…

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…e os apetitosos sui mai abaixo.

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Os guiozas eram de porco e cebolinha, perfeitos!

A conta saiu um pouco mais de US$30, uma pechincha, não? Impossível não recomendar este restaurante para quem curte a culinária oriental!

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No dia seguinte visitamos o Eataly, que recentemente abriu uma filial concorridíssima em São Paulo. A de NY, inaugurada em 2000, é meio apertadinha, mas tem várias coisas interessantes.

IMG_20150215_191219733 IMG_20150215_191234976Impossível resistir àquelas gulodices: massas, chocolates e biscoitos tornam uma ida ao local uma tarefa difícil para os que estão de dieta. Para piorar as coisas, acabaram de inaugurar um bar de Nutella em seu interior, vejam só!!!

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O lugar mais descolado para um lanchinho a gente encontrou no final do passeio pela High Line,  na (agora) badalada Gansevoort Street.

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É o mercadinho de mesmo nome – Gansevoort Market – que tem vários stands de comidinhas e doces gourmet

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…com espaço até para uma kombi vendendo apetitosos exemplares de comida mexicana.

Além de bem arrumadinho, o local não estava tão lotado neste dia, com espaço suficiente para um almoço/lanche tranquilo.

IMG_20150217_114839077 IMG_20150217_114859074_HDRUma invenção recente americana, o bruffin – mistura de brownie com muffin – marcava presença em um dos quiosques do local.

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Mas o cantinho gastronômico preferido de Bia, como não poderia deixar de ser, foi o ícone da junk food “badalada” de NY: o queridinho Shake Shack.

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Com várias lojas espalhadas por Manhattan, era parada obrigatória, mas as filas são de desanimar qualquer mortal.

Nem o frio intenso espantava os fregueses ávidos por um dos itens do cardápio enxuto, cuja ênfase é mesmo no hambúrguer. Batatas fritas e, claro, os milkshakes são acompanhamentos quase obrigatórios.

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Confesso que o hambúrguer de lá é mesmo acima da média, com gosto real de carne e com preço bem competitivo. As fritas também foram aprovadas com louvor.

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O único senão é a espera para vagar um lugar nas parcas mesas do lugar. Vá munido de (muita) paciência, inclusive para enfrentar as filas quilométricas.

IMG_20150217_131610169_HDRIMG_20150217_133943762_HDRSucesso no mundo inteiro graças ao programa Cake Boss, o Carlo’s Bakery tem uma filial na Times Square (8th Avenue com 42nd Street) perfeita para uma passada depois do almoço no Shake Shack.

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As variações de cupcakes era grande e fiquei um pouco na dúvida entre um de carrot cake e um red velvet.

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Acabei optando pelo primeiro, enquanto Bia mais uma vez se deliciava no seu sabor de cupcake favorito. Estavam todos bem gostosos, mas não saberia dizer se a qualidade é proporcional à fama.

IMG_20150217_135030996_HDR IMG_20150217_135039341_HDREnfim, NY tem opções para todos os paladares e bolsos, é só saber onde procurar!

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