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Europa 2016 – Alsácia – Kientzheim e Riquewihr

28 novembro 2016

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Nosso primeiro trajeto de carro começou em Zurich, onde havíamos chegado no dia anterior. Vale destacar aqui a rapidez de todo o processo de aluguel de carro. Havíamos reservado o carro antecipadamente e com um bom desconto através do site da Hertz.

Neste dia andamos até a loja, que era bem próximo ao nosso hotel e, em menos de 10 minutos já estávamos dentro do carro com todas as instruções e verificações necessárias, sem que a vendedora nos tentasse empurrar um sem número de seguros extra, como ocorre normalmente nos EUA.

Voltamos ao hotel para pegar as malas e zarpamos utilizando o GPS do celular que funcionou perfeitamente em toda a viagem. O destino final era Estrasburgo, mas claro que iríamos aproveitar para fazer algumas paradas em cidadezinhas estratégicas na Alsácia, como mostra o mapa abaixo.

 

A primeira delas era Kientzheim, uma cidadezinha normal, escolhida como pit-stop apenas por ser ali a sede do Domaine Paul Blanck, um dos melhores produtores de vinhos da região.

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O Domaine possui alguns vinhedos bem colado à cidade, que é minúscula. Apesar de contíguos, os vinhedos tem terroirs distintos, tendo-se várias opções de Riesling e Pinot Gris, as duas uvas mais plantadas na Alsácia, famosa por seus ótimos vinhos brancos.

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Cidade pequena mas com aquele charme alsaciano que cativa: arquitetura alemã, flores nas janelas e ruas e um clima absurdamente tranquilo, reforçado pelo fato de termos chegado perto das 13h, horário do almoço. Não sei se aqui também se respeita o período da siesta, mas parecia uma cidade fantasma.

Por esta razão não conseguimos ir direto à loja do Domaine, pois estava fechada.

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Nossa opção foi percorrer literalmente toda a cidade e parar para um almoço leve no restaurante da Hotellerie Schwendi, escolha quase que obrigatória, já que era um dos poucos lugares abertos naquela segunda feira.

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Provei um quiche de cebola com salada verde que foi o suficiente para aplacar a fome e permitir que pudéssemos finalmente degustar os vinhos de Paul Blanck.

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Experimentei 6 exemplares de brancos, sendo 3 de cada variedade (Riesling e Pinot Gris) e com preços crescentes. Vale notar que mesmo os vinhos mais básicos tem uma qualidade diferenciada, assim como se percebe claramente a sutileza de cada um dos vinhedos.

Ao final, comprei um Riesling (do vinhedo Furstentum) e um Pinot Gris (do vinhedo Patergarten) por 30 euros, vinhos que aqui me custariam pelo menos R$500.

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A próxima parada foi na cidade de Riquewihr que é considerada uma das mais bonitas da Alsácia. Neste ponto começou a garoar, mas isto não impediu que a cidade estivesse cheia de visitantes, formando uma pequena multidão na simpática ruela principal da cidade velha.

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Seu centro antigo é bastante compacto e pode ser percorrido sem pressa em 15 minutos. Repleto de lojinhas convidativas com ótimas opções de souvenirs e várias alternativas gastronômicas como sorvetes, chocolates, pães e bolos típicos, tem atração para pelo menos uma hora de caminhada.

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Isto se você não prestar atenção nas casinhas coloridas com sua linda arquitetura que, mesmo na chuva, conseguem se destacar na paisagem.

Comemos wurst , um tipo local de macaron feito com coco e comprei um pão que leva passas e açúcar mascavo na receita, para ser degustado no nosso café da manhã.

Se Riquewihr é mesmo a mais bonita cidadezinha da Alsácia não dá para afirmar, mas que tem um charme especial, isto é indiscutível.

Ou talvez a Alsácia inteira seja tão deslumbrante que a gente não perceba!

Será?

 

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Europa 2016 – Suíça – Zurique

23 novembro 2016

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Zurique é a maior cidade da Suíça, mas mesmo assim pode ser considerada pequena em comparação com outras cidades européias, tendo menos de 500 mil habitantes, o que a deixa deliciosamente compacta.

Mesmo não sendo uma das mais bonitas do país, tem lá seu charme, sendo cortada pelo Rio Limmat, com suas águas verde esmeralda e com o lago Zurich a seus pés, além de parques, museus e a típica e eficiente organização suíça. Claro que há um preço a pagar por tudo isso – em média o custo de vida do turista aqui (falo de alimentação, transporte e hospedagem) é o dobro dos países vizinhos.

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Chegamos ao belo e organizado aeroporto da cidade e a primeira providência foi comprar um passe diário de transporte que cobria as zonas 110 e 121 por CHF 13,20 (equivalente a R$40, cotação de out/16). Deste modo poderíamos sair do aeroporto de trem até a estação Central (Hauptbahnhof) e de lá tomar o bonde 4 até o Ibis Zurich West.

O passe pode ser adquirido nas máquinas da SBB (companhia de trens suíços) no Aeroporto ou na Hauptbahnhof ou mesmo no SBB Travel Centre do Aeroporto.

Escolhi este hotel por duas razões: o preço estava bem razoável (para a Suíça) e a localização favorecia os deslocamentos, além de ficar bem próximo à loja da Hertz onde pegaríamos o carro no dia seguinte. Contou pontos também o fato de que os quartos do Ibis seguem o mesmo padrão no mundo inteiro.

O bairro de Escher Wyss, onde fica o hotel, era uma antiga área de fábricas que foi revitalizada e agora é um dos preferidos dos hipsters suíços, principalmente no Viadukt, um mercado com bares e lanchonetes que fica literalmente embaixo de um viaduto.

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Depois de deixar as malas (e como tínhamos o passe) voltamos até a região da Hauptbahnhof iniciar a caminhada turística. Andamos até a margem do Limmat e percorremos algumas ruelas até chegar na St. Peterskirche, a mais antiga igreja da cidade (foto abaixo à esquerda).

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Construída onde havia um templo dedicado a Júpiter, possui o maior relógio de toda a Europa, com quase 9 metros de diâmetro.

Subimos também até o parque Lindenhof de onde se tem uma linda vista da cidade e do Rio Limmat.

De lá se tem uma ótima visão da Grossmunster (na foto à direita), uma das mais importantes igrejas protestantes da cidade, fundada por ninguém menos que Carlos Magno (segundo dizem).

O tempo estava gradualmente melhorando e a névoa da manhã deu lugar a um belo dia de sol. Aproveitamos para fazer um passeio até Rigiblick, um dos montes que circundam a cidade. Este passeio está totalmente coberto pelo nosso passe de transporte.

Para chegar até lá, tome o bonde n°9 na região de Bellevue, próxima ao lago.

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O passe também dava direito ao acesso gratuito ao funicular, que ascende cerca de 100 metros até a estação de Rigiblick onde se encontram algumas casas (o panorama da sala deve ser incrível!) e várias trilhas e caminhos arborizados.

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É um lindo passeio, especialmente com tempo aberto e havia algumas famílias aproveitando o domingo de sol.

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Este funicular começou a operar no início do século 20 e sofreu duas reformas, nas décadas de 50 e 70, quando sua extensão foi acrescida de 80 metros de trilhos.

A subida dura menos de 5 minutos e é bastante tranquila.

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Voltamos no mesmo bonde n°9 até o Opernhaus Zurich, que fica ao lago do lago, em uma praça repleta de visitantes e turistas.

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Também incluídos no passe diário estão os barcos que fazem o transporte no Rio Limmat e no Lago Zurich, que servem perfeitamente como um passeio turístico, mostrando facetas da cidade por outros ângulos.

Os trechos fluviais só estão disponíveis de abril a outubro. Neste período, o ponto inicial fica ao lado do Museu Nacional Suíço (Schweizerisches Nationalmuseum) perto da Hauptbahnhof.

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Durante o inverno, os barcos fazem apenas o trecho lacustre.

Os barcos são bem confortáveis e a viagem é tranquila, sem balanços. Como é um passeio bem agradável, é bastante procurado por moradores e turistas, por isso tente pegar o barco no ponto inicial que, na época do inverno muda para a Bürkliplatz.

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Tomamos o barco nesta estação e fomos até o Zurichhorn, um dos mais belos e populares parques da cidade. Preste atenção nos horários dos barcos (tem um cartaz em cada estação) para não ficar sem transporte!

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O parque tem esculturas, piscina pública (aberta apenas no verão, claro!), um jardim chinês (na foto acima e que, infelizmente, estava fechado) e muita área verde para suportar a quantidade de visitantes. Atrações não faltam!

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Uma das mais famosas esculturas é Heureka de Jean Tinguely (foto abaixo à esquerda), um pintor e escultor suíço, mais conhecido por suas obras de metamecânica (esculturas que se utilizam de movimentos, também chamado de “arte cinética”).

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Esta escultura é “ligada” a cada hora, mas apenas nos meses de verão – infelizmente este show havia encerrado justamente no dia anterior à nossa visita.

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Naquele dia específico (e também duas semanas depois quando voltamos à Zurich) o dia estava fantástico e proporcionou várias fotos do lindo por-do-sol.

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Para o jantar, percorremos a Niederdorfstrasse, paralela à margem esquerda do Rio Limmat, tentando achar algo que não fosse tão extorsivo.

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Esta região tem uma variedade bem grande de lojas, bares e restaurantes, incluindo o famoso Cabaret Voltaire, berço do dadaísmo.

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Acabamos parando na simpática Spaghetti Factory, que tinha pratos de massa por meros 18 CHF (lembrando que o franco suíço tinha quase a mesma cotação do dólar em outubro de 2016).

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O meu prato era o Spaghetti Vermont, com bacon, cogumelos e ervas. Estava sensacional!

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Também paramos na Confeitaria Sprüngli, uma das mais famosas da cidade e parceira da Lindt na produção dos doces mais gostosos do país. Infelizmente os preços estavam proibitivos para os bolsos tupiniquins.

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Apesar de não ser a cidade mais bonita da Suíça (na minha humilde opinião, esta honra vai para a capital Berna), Zurich ainda tem muito a oferecer ao turista, embora com preços um pouco inflacionados, como todo o país.

Se você tiver tempo e pretender visitar muitos museus, vale a pena investir alguns francos na ZurichCard, que incluem alguns dos melhores museus da cidade além do transporte (trem, bonde, ônibus, barco e alguns cable cars). Veja os preços e as condições aqui.

Europa 2016 – Roteiro

19 novembro 2016

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Depois de algumas viagens aos EUA já estava com saudades da velha Europa, sempre meu continente preferido. A diversidade de culturas e línguas somada à oferta de museus e distintas paisagens naturais fazem uma dobradinha perfeita para o meu jeito de viajar.

Isto posto, tinha um pequeno problema: queria utilizar um voucher que ganhei da American Airlines na viagem aos EUA no ano passado, por conta do meu primeiro overbooking. Achando que a travessia à Europa pudesse ser feita com qualquer companhia parceira da AA, fui informado que o voucher só poderia ser mesmo utilizado com a própria companhia aérea.

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Frustrado, resolvi verificar alternativas de viagens que não necessariamente incluíssem os EUA. Cheguei a pensar no Canadá, mas as passagens para Vancouver (adoro o lado oeste do país) estavam bem acima do valor do voucher.

Alguns dias depois, como se ouvissem meu apelo, apareceram algumas passagens até Zurique, com escala em NY, pela AA no valor exato que possuía de brinde – e meus planos iniciais incluíam justamente a Suíça! Chamei dois amigos que também tinham o mesmo voucher e marcamos nossas passagens para esta viagem de pouco mais de duas semanas que tinha como foco as paisagens suíças.

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O roteiro foi um pouco modificado para incluir algumas regiões de outros países vizinhos que ainda não conhecia e também para diminuir um pouco os gastos com alimentação e hotéis na Suíça que estão beeem caros.

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Os preços insanos das passagens dos trens suíços também nos levou a alugar um carro. Pronto: com as condições de contorno definidas era só montar o roteiro, que você pode ver no mapa abaixo (trechos em verde foram feitos de carro; em preto os trajetos de trem).

 

Começamos por Zurique só para sentir o gostinho da Suíça e depois seguimos para Estrasburgo (3 dias). Entramos na Alemanha onde montamos base no Lago Constança para explorar melhor a região (2 dias). Cruzamos outra vez a Suíça, passando pela belezura de Liechtenstein e aportamos em Davos.

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Depois de um par de dias seguimos em direção ao sul, entrando na Itália e acampando em Como (3 dias). Finalizamos com dois dias em Milão, antes de voltar de trem a Zurique para pegar o voo para NYC e Brasil.

Foi uma viagem lindona, com paisagens e estradas impressionantes, centenas de fotos, muitos lagos e montanhas nevadas (minha combinação de paisagem preferida) e totalmente dentro do planejado, sem nenhum percalço.

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Destaque para o processo do aluguel do carro: demoramos menos de 10 minutos para a retirada e a entrega do automóvel! Nas estradas também não passamos por nenhum pedágio e nem preciso dizer que a sinalização em todos os países é exemplar, principalmente em relação à velocidade máxima permitida.

Feita a introdução, vamos passar aos relatos!

Volto já!

 

Chapada dos Veadeiros – Comida e hospedagem

3 novembro 2016
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Nossa opção de hospedagem foi em Alto Paraíso de Goiás, devido à sua posição central  para os passeios.

Esta escolha se mostrou bem acertada, já que lá também havia boa oferta de restaurantes, além de caixas automáticos dos principais bancos (Caixa, BB e Itaú) e um posto de gasolina (sem bandeira e caro).

O hotel escolhido – Pousada Camelot Inn – era decorado em homenagem à história do Rei Arthur, como o nome denuncia. Suas suítes temáticas com móveis simples (conseguimos um quarto triplo por R$300 a diária, com café da manhã) estão espalhadas pelo terreno, que ainda possui a onipresente (e cafona) estátua do extraterrestre.

O café da manhã era razoável, mas supria nossas necessidades. A trilha sonora, para combinar com a decoração, era composta de sucessos de Enya e Loreena Mckennitt. Mais zen, impossível!

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A oferta de restaurantes na cidade é proporcional ao número de turistas, mas o que impressiona, principalmente para quem vem de uma cidade grande, são os preços deflacionados.

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Na primeira noite, fomos no Zu’s Bistrô, cujo nome (como tudo aqui) é mais pomposo do que a realidade. Situado  no alpendre da casa da proprietária (que não se chama Zulmira), o cardápio tem nas massas e risotos seus ingredientes principais, com preços em torno de R$20.

Pedimos um talharim feito em casa com molho de frango afrodisíaco, temperado com canela. A porção era suficiente para matar a fome e o tempero estava bem bom. Ainda mais acompanhado de um malbec argentino a R$40 a garrafa!

Conselho: não peçam sobremesa! O pavê estava sofrível e nem biscoito tinha.

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No outro dia, após uma trilha extenuante no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, decidimos jantar bem e para isso, após algumas consultas online, optamos pelo Jambalaya, tido por muitos como o melhor restaurante da cidade.

O restaurante fica um pouco escondido, mas como a cidade é pequena não dá para se perder. Há um salão interno e muitas mesas do lado de fora, em um jardim bem cuidado.

A decoração do local é alternativa, com muitos móveis em madeira e redes para descansar e iluminação bem reduzida, criando um ambiente intimista. Trilha sonora com clássicos da música francesa e internacional.

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Éramos os únicos clientes em uma sexta feira à noite, o que fez com que o serviço fosse bem atencioso. Pedimos uma garrafa de vinho (em torno de R$90, preço de restaurantes do Rio ou São Paulo) e o mesmo prato que havíamos visto na Internet: um filé ao roquefort com arroz de brócolis e batatas assadas com alecrim, que estava indescritível.

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Para a sobremesa, fui em um petit gateau de doce de leite com sorvete de creme, que saciou minha vontade de comer um doce, mas não foi a sobremesa mais maravilhosa que havia comido.

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No último dia, resolvemos apostar em uma pizza. Mais uma vez fomos atrás das opiniões dos internautas e também da atendente da nossa pousada, que cravaram Vila Chamego na cabeça.

Localizado em uma rua paralela à avenida principal da cidade, é mais um local simples, com bom atendimento, mesas ao ar livre, lotado em um sábado à noite e com inúmeras e inventivas opções de pizzas, feitas em casa e bem crocantes.

As pizzas são entregues já cortadas e com um papel rígido para ser comida com a mão, mas pode-se pedir pratos e talheres também.

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Escolhemos sabores diversos, mas meu preferido foi mesmo o de shiitake com gorgonzola que estava imbatível. Mais uma vez nos deliciamos com uma garrafa de vinho de R$40, desta vez um Merlot chileno.

Como as pizzas grandes custavam entre R$30 e R$45, fizemos um lauto jantar gastando bem pouco.

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Não experimentamos o famoso Santo Cerrado Risoteria e Café, em São Jorge, ou o almoço caseiro da comunidade Kalunga, em Cavalcante, na volta da visita da Cachoeira SAnta Bárbara,  mas os dois são altamente recomendados.

Não mencionei opções para o almoço porque sempre levávamos um lanche para as trilhas, mas a cidade possui vários restaurantes a quilo para uma refeição leve. De qualquer maneira, saiba que, no item gastronomia o seu gasto na Chapada não será exorbitante.

Chapada dos Veadeiros – Cachoeira Santa Bárbara

29 outubro 2016

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Primeiro conselho: não deixe que a dificuldade de acesso à Cachoeira Santa Bárbara te desanime. O prêmio final será, com certeza, uma das visões mais impactantes de toda a sua experiência na Chapada dos Veadeiros.

Isto posto, vamos aos fatos: para acessar esta maravilha é preciso dirigir-se ao município de Cavalcante, 90km ao norte de Alto Paraíso. Nesta área existem algumas comunidades de quilombolas (descendentes de escravos), que ocupam áreas demarcadas pelo Governo Estadual, com pleno usufruto delas.

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A maior parte dos quilombolas em Goiás pertence ao grupo Kalunga, que ocupam uma área de 230 mil hectares do Cerrado, com cerca de 4 mil habitantes. Sua tradição mistura elementos africanos e europeus com um forte apelo católico, com festas celebrando santos que atraem turistas para a região.

De Cavalcante, o acesso até a comunidade é pouco sinalizado, por isso peça informações no CAT – Centro de Atendimento ao Turista – da cidade. Serão mais 25km de estrada de terra com uma parada estratégica no Mirante da Nova Aurora para uma vista completa da terra dos Kalungas.

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Ao chegar na comunidade Kalunga Engenho II, paga-se R$20 por pessoa pelo acesso, além de ser obrigatória a contratação de um guia  – cobram entre R$70 e R$80 por um grupo de até 5 pessoas (preços de setembro de 2016).

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Pegue o carro novamente e percorra uns 4km até um “estacionamento” onde você deixará seu automóvel.

Antigamente este percurso tinha que ser feito a pé ou de carona com uma camionete da própria comunidade. Hoje, graças à construção de uma ponte, você consegue chegar até bem próximo da cachoeira.

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Depois de sacolejar tudo isso de carro, ainda sobraram cerca de 1,5km de trilha.

Na foto abaixo à direita vemos a Celuta, nossa guia quilombola, que nos orientou pelo caminho desde Cavalcante.

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img_20161002_100150728Considerada fácil, a trilha passa por um riacho tranquilo, mas na maior parte do tempo é sob sol a pino, por isso não se esqueça de água e do filtro solar.

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A primeira visão que você terá é da Cachoeira Santa Barbarinha, a irmãzinha caçula da mais famosa. Mesmo pequena, a tonalidade das águas já te dará uma ideia do que esperar se você continuar caminhando.

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Saímos bem cedo de Alto Paraíso e com isso conseguimos atingir a Santa Bárbara antes do pico de turistas, normalmente após as 11h da manhã.

Recomendo que você faça o mesmo, mas não pense em chegar muito cedo pois o sol incide sobre a cachoeira apenas entre as 10h e o meio dia.

Normalmente só é permitido ficar na cachoeira por uma hora, devido ao fluxo de turistas.

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Acredito que as fotos serão suficientes para convencer qualquer um a incluir uma visita à Santa Bárbara, não?

Normalmente esta visita é conjugada com a Cachoeira da Capivara, mas neste dia ainda iríamos para Brasília pegar nosso voo de volta, portanto não tivemos tempo de conhece-la. Segue o conselho: não deixe para visitar esta cachoeira no seu último dia de viagem!

INFO

Endereço: Acesso pela Estrada p/ Engenho II, Cavalcante – GO

Ingresso: R$ 20 pelo acesso, mais entre R$80-100 pela contratação de um  guia, que pode ser dividido com até mais 9 pessoas.

Nível de dificuldade da trilha: Fácil

 

 

 

Chapada dos Veadeiros – Loquinhas

25 outubro 2016

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O passeio a Loquinhas é um dos mais fáceis de se fazer a partir de Alto Paraíso de Goiás – são apenas 3 km em estrada de terra desde a rua principal da cidade.

Ao chegar na portaria, paga-se R$22 pelo acesso a duas trilhas, a Loquinhas, com sete poços e a Violeta, com seis poços. Há banheiros, bebedouro e parque infantil nas proximidades da portaria.

Em tempos de seca, recomenda-se fazer apenas a Loquinhas, cujos poços tem maior probabilidade de estarem com nível suficiente para um banho – e foi o que fizemos.

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A trilha Loquinhas é bem fácil, começando com um caminho de terra logo substituído por uma passarela de madeira com degraus de acesso aos diversos poços, o que facilita a visita de idosos e crianças.

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Fomos instruídos a passar direto pelos primeiros poços e ignorar os dois últimos, que não estavam cheios o suficiente. Ficamos então restritos aos poços Siriema (foto que ilustra o post), da Vovó e do Xamã, este último o melhor para banhos, como se pode ver nas fotos abaixo.

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A água transparente estava deliciosamente refrescante, convidativa mesmo.

O problema maior é que, devido à proximidade de Alto Paraíso e da facilidade de acesso, o número de visitantes normalmente é alto, o que faz com que os parcos espaços para acessar os poços sejam tomados por famílias inteiras. Tentamos entrar no Poço da Vovó, mas estava superlotado…

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Com um pouco de paciência, contudo, dá para todo mundo se divertir. Por esta razão, minha sugestão é que você faça esta programa bem cedo na manhã ou no final de tarde.

Como não fizemos a trilha Violeta, não sabemos como são os poços. Se você foi, por favor deixe sua impressão nos comentários, ok?

INFO

Endereço: Estrada de terra para a Fazenda Loquinhas, Chapada dos Veadeiros.

Horário de abertura: das 8h às 17h30; sugiro ligar para este número para maiores informações: (61) 9662-2115.

Preço: R$22 (set 2016).

Nível de dificuldade da trilha: Fácil

Chapada dos Veadeiros – Cachoeiras Almécegas I e II e São Bento

21 outubro 2016

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Outro passeio bem interessante e fácil de se fazer é o que conjuga as cachoeiras Almécegas I e II e a São Bento. Todas ficam em uma propriedade particular – Fazenda São Bento – que cobra pelo acesso.

O preço em setembro de 2016 era de R$30 para visita a todas as 3 cachoeiras. Caso você queira apenas se banhar na Cachoeira São Bento, a mais próxima da entrada da fazenda, a 5 minutos de caminhada, paga-se apenas R$10.

A fazenda São Bento, assim como o Vale da Lua, também fica entre São Jorge e Alto Paraíso, na GO-239, mais próximo deste última, a apenas 9km da cidade.

Na fazenda também há uma pousada (Fazenda São Bento, com meia pensão) e, próximo à entrada, uma lanchonete e uma lojinha de souvenirs.

Depois de pagar a entrada você segue de carro por uma estrada de terra até o início da trilha para a Cachoeira Almécegas I, a maior e mais interessante de todas.

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A trilha é bem fácil e em 20 minutos chega-se a um mirante de onde se pode apreciar toda a beleza da queda d’água de 43 metros de altura.

Esta cachoeira é considerada por muitos como a mais bela da Chapada.

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Pode-se acessar a base da cachoeira, onde há algumas piscinas naturais, mas preferimos a visão da parte de cima.

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A Cachoeira Almécegas II tem acesso bem mais tranquilo. A partir do estacionamento, uma trilha leve de 10 minutos  nos leva até o topo da cachoeira.

 

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O banho também é possível por lá, mas preferimos seguir viagem para conseguir visitar todas as cachoeiras antes do horário de saída.

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Ainda deu tempo de apreciar com calma a beleza da paisagem…

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Voltamos de carro até a portaria para tomar a trilha até nossa próxima cachoeira.

A São Bento foi uma grata surpresa. Através de uma trilha de 300 metros chega-se à uma bonita cachoeira, com boa profundidade e bastante pitoresca.

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Segundo consta, aqui é realizado um campeonato anual de polo aquático, com participação de times cariocas, paulistas e de outros estados.

Chegamos aqui no final da tarde nublada, mas não pude resistir em dar um mergulho naquelas águas frias.

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Fiquei a maior parte do tempo sentado e recebendo massagem da pequena queda d’água da foto abaixo. Absolutamente relaxante!

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Pela facilidade de acesso e preço baixo, esta cachoeira é a preferida dos turistas, portanto prepare-se para dividir o espaço com pequenos grupos.

As fotos mostram um local quase vazio, mas o tempo estava um pouco nublado, além da nossa visita ter sido em um fim de semana de pouco movimento com as eleições do domingo. Portanto, não espere encontrar esta tranquilidade toda!

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INFO

Endereço:  Rodovia GO 239, KM 8 à esquerda, Alto Paraíso de Goiás.

Horário de abertura: das 8h às 17h, com saída até às 18h;

Preço: R$30 (set 2016) ou R$10, para acesso apenas à Cachoeira São Bento.

Além das cachoeiras pode-se fazer tirolesa (detalhes neste link) e rapel na Cachoeira Almécegas I (veja aqui), além de passeios a cavalo e trilhas de bike.

Nível de dificuldade das Trilhas : Almécegas I – moderado; Almécegas II e São Bento – fácil.