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Orlando 2016 – ida a Winter Park

15 agosto 2016

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Meu conselho para quem vem curtir os parques de diversão em Orlando é sempre intercalar dias de parque com um dia de “recreio”, onde se possa fazer algo diferente como explorar os outlets e suas ofertas por exemplo, passatempo favorito de 10 entre 10 brasileiros na Flórida.

Normalmente coloco um dia destes a cada 3 de parques – ótima estratégia para oxigenar o cérebro de tanto sobe e desce de escadas e, principalmente, das filas intermináveis. Mesmo que não se compre nada, é sempre um passeio diferente.

Deste vez não queria nem saber de fazer compras: tentava frear o impulso consumista frente à grande desvalorização do nosso real neste início de 2016 e também queria fazer alguma coisa um pouco mais relaxante.

Sempre tive vontade de visitar a cidadezinha de Winter Park, situada ao norte de Orlando, um oásis em meio ao artificialismo presente nas atrações da Disney e Universal. Como não alugaríamos carro desta vez, achei que meus planos teriam que ser novamente adiados.

Qual não foi minha surpresa quando, pesquisando uns dias antes de embarcar para a viagem, descobri que poderia sim, visitar a cidade utilizando um transporte público novinho em folha. Para coroar esta minha descoberta, vi que a passagem até lá, utilizando um ônibus e depois o lindo, eficiente e silencioso SunRail, custava apenas US$2! Inacreditável, não?

Pois bem, vou ensinar a receita: se você estiver na parte sul da International Drive, como estávamos, é só tomar o ônibus linha 111 na direção do Aeroporto e descer na parada de Sand Lake Road, ponto inicial do SunRail.

Não se esqueça de pedir um transfer ao motorista do õnibus no momento do embarque. Na chegada à estação é necessário trocar o transfer por uma passagem nas máquinas automáticas (vide foto abaixo).

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Se você estiver na parte norte da International Drive poderá tomar o ônibus 42 indo até a mesma parada. Não se preocupe: normalmente existe uma sincronia entre a chegada de ônibus à estação e a saída dos trens.

Veja os horários do ônibus 111 aqui. E da linha 42 aqui. Os horários do Sunrail podem ser checados aqui.

Detalhe importante: este esquema só funciona nos dias de semana, pois os trens não funcionam no sábado e domingo!

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Depois de 30 minutos de viagem, o ônibus te deixa literalmente na plataforma de embarque do trem, a tempo de trocar seu transfer.

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Daí é só embarcar no trem e curtir sua viagem tranquila até o local, em aproximadamente 20 minutos. Sem estresse! O trem tem poltronas novas e confortáveis e até wi-fi gratuito!!

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Desembarcamos na estação Winter Park que fica na praça principal da cidade, o Central Park, uma gracinha!

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E a cidadezinha é puro charme: criada para ser o refúgio dos milionários do norte dos EUA durante o inverno rigoroso naquela parte do país, tem cerca de 30 mil habitantes e é cercada de mansões à beira dos 6 lagos, ruas com calçamento de paralelepípedos, lojas bem transadas, praças floridas e restaurantes com menus bem diversos dos hambúrgueres e junk food onipresentes nos parques de Orlando.

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Além de um número razoável de museus como o Charles Hosmer Morse Museum da foto abaixo, que apresenta as obras do americano Louis Tiffany, tais como peças de joalheria, luminárias e vitrais (aberto das 09 às 16h30 de terça a domingo – neste dia abre às 13h; entrada  a US$6).

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Andando por suas ruas também se vê vários exemplares da arquitetura colonial tipicamente americana.

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Seguimos até o pier de onde saem os Scenic Boat Tours, no final do East Morse Boulevard, e compramos um ingresso para este passeio pelos lagos locais – o ticket custou US$14. Os barcos saem das 10 às 16 horas todos os dias, nas horas cheias.

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O percurso é feito em um barco pequeno com capacidade para 18 pessoas e cobre três dos principais lagos da região: o Osceola, Maitland e Virginia.

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A travessia entre os lagos é feita através de canais estreitos que foram criados para o transporte de madeira entre eles. Nestes canais passa-se bem próximo das casas e podemos ver a quantidade de barcos estacionados nas garagens…

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…além de ter uma visão mais íntima dos jardins bem cuidados.

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São muitas as mansões, todas valendo alguns milhões de dólares. Atores, jogadores de basquete, milionários anônimos, todos querem um pedaço deste oásis tranquilo.

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Não é para menos, o local é a definição perfeita de tranquilidade.

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O passeio dura aproximadamente uma hora. O guia bastante eficiente intercalava as piadas de sempre com informações relevantes.

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Voltamos ao pequeno pier de onde saímos e continuamos nosso passeio a pé.

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O grande barato da cidade é mesmo flanar por suas ruas floridas absorvendo o astral dos restaurantes e lojas.

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Almoçamos em um simpático restaurante italiano na South Park Avenue, chamado Pannullo’s. Escolhemos o buffet de saladas, com ingredientes frescos e maravilhosos cogumelos Paris.

Uma dica bem interessante é conhecer a exclusivíssima Rollins College, uma das mais caras do país, custando cerca de US$60.000 ao ano por aluno, incluindo acomodação e comida.

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O campus é lindo, com igreja e até um museu: o Cornell Fine Arts Museum, que tem entrada gratuita.

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O prédio em si é bem bonito e fica aberto de terça a sexta das 10 às 16h – sábados e domingos abre das 12 às 17h.

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O museu tem um acervo grande, com objetos antigos e contemporâneos.

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Dentre as pinturas, estão exemplares abrangendo desde o século 14 até o 20…

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…incluindo uma do nosso famoso Vik Muniz.

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Em fevereiro a cidade recebe o renomado Festival de Bach, com grandes obras deste e de outros compositores sendo tocadas por conjuntos de câmara, orquestras e corais locais e internacionais.

Passamos também pela Hannibal Square, outro polo de lojas bonitas e restaurantes. A Shady Park, logo ao lado, estava tranquila e vimos várias crianças aproveitando para se refrescarem no chafariz.

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Há um mural feito de ladrilhos bem interessante nesta praça.

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Antes de ir embora visitamos o Winter Park Historical Museum onde estava sendo inaugurada uma exposição sobre a rotina da cidade durante a Segunda Guerra Mundial…

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…com direito a baile com banda de música e comidas diversas (só para os convidados, claro!).

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Passeio altamente recomendável, por vários motivos já detalhados acima. Uma injeção de tranquilidade e beleza no meio da artificialidade dos parques de Orlando.

Orlando 2016 – ida a Busch Gardens

9 agosto 2016

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Para mim, que adoro os brinquedos radicais, o melhor parque de Orlando não fica em Orlando e sim na cidade de Tampa: o Busch Gardens!

Com foco nas montanhas russas – o parque possui 5 de todas as cores e tamanhos – a ida até lá vale cada um dos 160 minutos (ida e volta) passados na estrada.

Tampa fica a 130 km da área da International Drive e nosso passe de parques incluía o transporte gratuito até Busch Gardens. Este percurso, feito em ônibus com ar condicionado, é também oferecido a US$10 para quem não tem a gratuidade.

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Em uma hora e meia, em uma viagem tranquila pela auto estrada I-4, chegávamos ao parque. Se você quiser estar lá no horário de abertura (normalmente por volta das 10h) este ônibus não é para você, já que ele chega pouco depois das 11h. A melhor opção seria mesmo usar um carro alugado.

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O parque nasceu como um chamariz para os produtos da cervejaria Anheuser-Busch, uma das maiores dos EUA, além de possuir uma coleção de cavalos da raça Clydesdale. Aos poucos foram se incorporando brinquedos, criando de fato um parque de diversões para toda a família. Foi criada então a Busch Enterntainment Corp., que atualmente se chama Seaworld Parks and Entertainment.

A filial de Tampa (existe outro parque em Williamsburg, na Virginia e projetos de inaugurar um em Dubai) abriu em 1959 com uma temática africana.

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Esta temática está presente até hoje, seja nos nomes das atrações, seja pela quantidade de animais criados em uma grande área, que pode ser explorada em um safári pago à parte.

Como disse, a ênfase nos animais é outra vertente do local e isto está presente por onde se olhe por aqui. Nos desenhos cuidadosamente feitos nos arbustos…

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Ou mesmo nas diversas áreas alocadas para eles, como por exemplo a vivenda dos lindos tigres brancos…

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… do solitário e tristonho orangotango, dos desengonçados pinguins...

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…ou dos elefantes.

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Para mim, o principal atrativo estava mesmo nas montanhas russas e foi para lá que fomos assim que entramos.

Das atuais 5, apenas uma era remanescente da minha visita anterior (no longínquo ano de 1995!): a Kumba (foto ao lado).

Ela parecia altamente radical no século passado, mas agora, perto das outras, não mete muito medo. A sua queda inicial tem quase 45 metros, mas todo o resto do percurso me pareceu brusco demais.

A primeira que visitamos (e que repetimos mais duas vezes) foi a que mais gostei: a Sheikra.

Com sua queda inicial a quase 90 graus, é de arrepiar, principalmente se você estiver sentado na primeira fila. Neste brinquedo a fila da frente possui 8 lugares, o que aumenta sua chance de ficar pouco tempo na fila dos fanáticos pela primeira fila.

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A foto abaixo mostra o local onde que o carrinho atinge uma piscina em alta velocidade – para aqueles pedestres que querem se refrescar do calor basta ficar parado na área à direita (o que muitos estavam fazendo).

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A minha segunda favorita foi a Cheetah Hunt, a maior montanha russa do parque no quesito extensão.

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Com cerca de 1,3km de trilhos, possui três aceleradores que garantem uma emoção extra pela surpresa, além de loops e twists bem projetados, garantindo uma descida confortável e rápida.

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A mais radical de todas, no entanto, é a Montu, uma montanha russa invertida (aquela em que o trilho está sobre sua cabeça e os pés ficam soltos) com nada menos que 7 inversões, além de ter sido a primeira no mundo a utilizar um Immelmann Loop, quando além do loop há também um giro no eixo longitudinal do carro.

Acho que é muita inversão para pouca montanha russa – fica parecendo aquela pizza com excesso de toppings.

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Com certeza a pior montanha russa foi a Scorpion. Apesar de seu loop radical, a maioria do trajeto não causa tanto impacto (a não ser em seu pescoço!).

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O almoço foi no Dragon Fire Grill, um restaurante bem espaçoso com ofertas de culinárias diversas como a tailandesa, mexicana, americana e italiana.

Escolhemos a opção menos gordurosa dos diversos cardápios: uma salada com alface, cogumelos, tomate, ovos cozidos e bacon, além de uma porção de macarroni and cheese.

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Além das montanhas russas, há dois brinquedos aquáticos nos quais você pode sair ensopado (o que pode ser uma boa estratégia para driblar o calor).

O primeiro é um passeio bem tranquilo em um bote para dois, onde você, se tiver cuidado, só deve se molhar na queda final.

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O outro é o clássico passeio por um rio caudaloso nas boias de 12 lugares, como esta na foto abaixo.

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Neste brinquedo não existe nenhuma possibilidade de você não sair encharcado. Para garantir isso, existem alguns pontos em que pode-se colocar uma moeda e mirar jatos de água na direção das boias que passam.

O parque tem uma quantidade garantida de sádicos que irão fazer exatamente isso, não se preocupe!

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Quando estiver cansado, a melhor opção é tomar o Serengeti Railway, um trenzinho que percorre toda a extensão do parque em cerca de 40 minutos, com paradas em mais duas estações pelo caminho.

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Não deixe de provar o “sorvete de astronauta”, formado por pequenas esferas congeladas. Este aí debaixo tem o sabor de tutti frutti.

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A foto abaixo mostra parte da nova montanha russa do lugar, a Cobra’s Curse, que estava prestes a ser inaugurada. Apresentando um elevador (na parte esquerda da foto) que já deixa o carrinho na boca da primeira queda, ela também possui a particularidade de mudar de direção no meio dos mais de 3 minutos de queda – na segunda parte você simplesmente fica de costas!!!

Já vi que vou ter que voltar!

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Ao final ainda deu tempo de visitar a área dos pássaros, com direito a foto com um dos espécimes…

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… e também nos despedirmos dos cangurus no final da tarde.

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Vários motivos acima já foram suficientes para eu declarar minha admiração a este parque, né? Acho que, mesmo que você não seja muito fã de montanhas-russas, ainda assim há outros atrativos que podem te cativar por aqui. E com a possibilidade do transporte gratuito (ou a US$10, se você não tiver o passe de parques que te dá direito à gratuidade), não há mesmo desculpas para não dar um pulo até lá.

Escolhemos um dia de semana para a visita e foi tudo muito tranquilo, não tivemos problema algum com filas. Inclusive pudemos esperar um pouco mais para ir sempre nas primeiras fileiras dos carrinhos, o que aumenta a emoção e o conforto das descidas.

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BUSCH GARDENS

Endereço: 10165 N McKinley Dr – Tampa, FL 33612

Telefone: 1-888-800-5447

Horário de abertura: veja neste link

Preço: US$ 79. É mais vantajoso quando combinado com algum outro parque da família Seaworld.

Tem fura fila? Tem. Aqui se chama Quick Queue e custa a partir de US$21, ou US$41 (ilimitado).

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Orlando 2016 – Aquatica

5 agosto 2016

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O Aquatica é um parque aquático da família Seaworld e fica na parte sul da International Drive, bem próximo ao próprio Sea World.

Para quem vai utilizar o IRideTrolley, o ônibus que circula pela área da International Drive, este parque fica na Parada 26 da linha verde.

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O parque tem uma temática australiana, que se pode notar nos nomes das atrações e também no sotaque exagerado que ecoa pelos alto-falantes.

Importante saber: o ingresso não dá direito ao aluguel de um locker, item quase obrigatório quando se vai a parques aquáticos.

Para um locker médio, como o da foto, paga-se US$10 e tem espaço suficiente para guardar apetrechos diversos de duas pessoas.

Uma das vantagens deste sistema aqui (diferentemente do Wet’n’Wild, por exemplo) é que não se utiliza chaves e sim um código que é digitado, similares aos cofres nos quartos de hotel.

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Dentre as atrações mais disputadas está o Dolphin Plunge – um escorrega em que se desce em um tubo fechado, sem uso de bóias, passando por esta piscina na foto abaixo.

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A proposta é até interessante, porém a realidade é outra: com a quantidade de água, sua visão fica bem prejudicada e não se consegue nem ter noção de que ali existem espécimes de golfinhos Commersons, normalmente presentes na costa sul do Atlântico e do Índico.

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Este brinquedo abaixo possui duas quedas distintas em que se utiliza uma boia grande com capacidade para até 4 pessoas: uma delas apresenta uma série de descidas (Hooroo Run), em um percurso aberto como em um tobogã. Preferi a outra versão (Walhalla Wave), com curvas e dentro de túneis, que deságua neste ponto à esquerda da foto abaixo.

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A área infantil, chamada de Walkabout Waters, era bem aparelhada e com guarda-vidas em número suficiente para garantir a segurança.

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Meu brinquedo preferido foi o Taumata Racer por duas singelas razões: com 8 raias, a fila anda bem mais rápido e a descida com o tapete era sempre emocionante!

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Acabei repetindo 4 vezes a descida!

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O parque possui duas piscinas com ondas em um local bem organizado, com uma área repleta de espreguiçadeiras, piso de areia…

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… e sombrinhas para aplacar o sol escaldante.

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Na primeira visita, apenas a primeira (Big Surf Shores) estava aberta.

A Castaway Cove, a segunda delas, abre apenas em alguns dias específicos e não conseguimos ver as ondas.

No dia do repeteco, quando as duas estavam funcionando, vimos que não era nada assim tão radical.

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Estas duas atrações abaixo também utilizam boias.

A primeira delas, a Omaka Rocka, possui duas variações de quedas, a maior parte dela em um percurso fechado.

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Já a Whanau Way abaixo apresenta quatro tipos de escorregas, todos no escuro, com pequenas variações entre eles. Experimentamos todas as quatro sem que pudéssemos eleger uma favorita.

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A atração mais radical daqui se chama Ihu’s Breakaway Falls e apresenta quatro possibilidades de quedas – em 3 delas você fica em um piso que se abre repentinamente em uma queda quase vertical.

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Não é assim tão radical, embora o suspense antes da abertura seja realmente matador. Lembre-se de proteger o nariz para que não entre água!

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Tem também o Tassie Twister, um tipo de brinquedo que não é dos meus preferidos e consiste em uma queda utilizando boia com dois lugares no qual se chega em uma área onde se movimenta em espiral até a queda final, vertical.

Depois de tanto subir escadas e descer em escorregas, a melhor opção é mesmo descansar um pouco em uma boia, num trajeto preguiçoso do rio com corredeiras.

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Aqui pode-se escolher entre duas áreas: uma em que se utiliza boias…

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…e outra em que se cobre o percurso andando, chamado Roa’s Rapids.

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Ambos interessantes, mas com a boia é sempre mais relaxante, né?

Em termos de segurança, há um bom número de coletes salva-vidas espalhados pela área (que devem ser usados por todos com menos de 1,22m).

Quanto à comida, o cartaz diz que é proibido trazer de fora, mas não tivemos problemas em passar com batata fritas e chocolates. Claro que não se deve exagerar no tamanho dos pacotes, né?

IMG_20160509_114111375 IMG_20160509_143945493 Ofertas de bebidas e sorvetes abundam dentro do parque, sendo que as maquininhas abaixo eram as mais interessantes, apresentando as mais inusitadas variações de Fanta, um verdadeiro paraíso para quem gosta.

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Não experimentamos a comida local (há um restaurante chamado Banana Beach e uma lanchonete com o nome de Mango Market) mas não nos pareceu ser muito diferente do que é oferecido em outras atrações, com a trivial junk food. Melhor fazer um lanche leve, até porque você vai passar por vários escorregas com curvas e quedas acentuadas, e deixar para compensar no jantar.

Há também um sistema de pulseira magnética que pode ser associada a um cartão de crédito para facilitar o consumo dentro do parque.

Resumindo, é um parque que entrega tudo o que propõe: compacto, com boa diversidade de atrações e bem organizado, minha única reclamação vem do piso que fica bem quente durante o dia, o que prejudica quem não usa (ou não quer usar, no meu caso) sandálias nos deslocamentos entre as atrações.

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AQUATICA

Endereço: 5800 Water Play Way – Orlando, FL 32821

Telefone: 888-800-5447

Horário de abertura: veja neste link

Ingressos: US$ 58 (US$ 53 para crianças de 3 a 9 anos); vale a pena incluir este parque em um passe com mais algum outro da família Seaworld.

Estacionamento: US$14, online,  US$15 no local (carros e motos)

Lockers: pequeno US$10, grande US$15

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Orlando 2016 – Hotel e Transporte

25 julho 2016

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A última vez que estive em Orlando foi no inverno norte-americano de 2012, mas não pude aproveitar bem as montanhas russas (minha paixão) porque as acompanhantes não gostavam muito. 😦

Com os preços das passagens para os EUA despencando para níveis nunca vistos e a quedinha do dólar de R$4 para R$3,50 aliviando um pouco a pressão sobre as despesas, já estava na hora de voltar àquela região.

A primeira tarefa a fazer era definir a época: como queria aproveitar alguns parques aquáticos, teria que ser após o mês de abril, quando as temperaturas ficam na casa dos 30 graus. Com o propósito de fugir desesperadamente das filas grandes, sobrou a primeira quinzena do mês de maio, que atendia a todos os requisitos da viagem.

Você pode ter uma ideia da lotação dos principais parques de Orlando através deste link.

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Como só dispunha de 8 dias, resolvi “cortar” os parques da Disney, que já haviam sido extensamente percorridos na visita anterior. Comprei um Orlando Flex Ticket, passe que inclui entradas ilimitadas nos dois parques da Universal, além do Wet’n’Wild, Sea World, Aquatica e o Busch Gardens por um período de 14 dias, por US$ 390, já com taxas.

Você pode ver as opções de passes, incluindo os da Disney neste link.

Pelo mapa abaixo pode-se ver que estes parques (tirando o Busch Gardens que fica em outra cidade – Tampa) se concentram nas imediações da International Drive, local onde ficaria hospedado.

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HOTEL

O hotel escolhido (Days Inn Convention Center) era básico e barato (US$50 a diária), mas cumpria bem seu papel: cobrava apenas US$5 por encomenda recebida, ficava a poucos passos dos pontos de ônibus para os deslocamentos pela área e de/para o Aeroporto, oferecia transporte para os parques da Disney e Universal (em apenas um horário), e ainda tinha uma piscina para os banhos de final de tarde.

booking.com

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TRANSPORTE

O passe dos parques oferecia transporte grátis a Busch Gardens. Os outros parques eram perfeitamente acessíveis por transporte público, por isso não pensamos em aluguel de carros.

Existe um serviço chamado I-Ride Trolley, um ônibus que parece um bondinho com bancos de madeira, que percorre a International Drive de norte a sul em duas linhas (verde e vermelha), passando pelos parques mostrados no mapa acima (os parques da Universal ficam um pouco distante dos pontos do I-Ride, em uma caminhada de 10 minutos no máximo).

iridetrolley.com

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Vale destacar que, apesar de possuir duas linhas – verde e a vermelha – a cor dos trolleys não muda, sendo sempre verde. Outra coisa: repare bem na direção em que o ônibus está indo, northbound ou southbound! Isto é particularmente importante quando você estiver nos parques, onde existe apenas um ponto de parada.

A passagem avulsa neste serviço custa US$2, mas ele oferece passes diários que não são vendidos pelo motorista e sim em hotéis e lojas ao longo da International Drive (inclusive no nosso hotel).

Compramos um passe para 7 dias que custou a bagatela de US$12. Veja todas as possibilidades e trajetos no site do I-Ride.

SAINDO DO AEROPORTO

Para sair do aeroporto existe a opção do táxi, mas como fizemos um voo diurno e estávamos descansados, resolvemos arriscar utilizar um ônibus (cuja passagem custa US$2, em dinheiro trocado).

O transporte público de Orlando tem o simpático nome de Lynx e oferece ônibus com ar condicionado, apesar do espaço para malas não ser grande. Estávamos com malas de bordo, por isso não tivemos problemas.

Existem 2 linhas que fazem o trajeto até a área da International Drive: a 42 e a 111. A escolha pelo 42 foi apenas pelo fato de que ele sairia mais cedo. O ponto final fica no térreo do Terminal A do Aeroporto Internacional, entre as baias 38 e 41.

Veja os trajetos de cada uma das linhas no site do Lynx.

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Nosso trajeto até o hotel demorou pouco mais de uma hora, já que esta linha entra na International Drive pela parte norte, parando em vários pontos ao longo da avenida. A linha 111 faz um percurso mais rápido, já saindo na parte sul, mais perto do nosso hotel.

Recomendo: se você não estiver muito cansado da viagem e/ou não carregar com malas grandes, é uma ótima alternativa e bem mais econômica do que o táxi, que sairia em torno de US$50 cada trecho. (US$100 contra US$4 do ônibus!).

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No final da noite já estávamos acomodados no quarto, pronto para a maratona de parques que começaria no dia seguinte.

Guentaí que vem mais!

Fim de semana – Cataratas do Iguaçu – lado argentino (domingo)

20 julho 2016

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O domingo foi todo dedicado ao lado argentino, que havia visitado em 2010 pela primeira vez e gostado muito.

Saímos do hotel depois do café da manhã e resolvemos nos dirigir até a margem do rio, de onde saem os passeios de barco do Crucero Iguazu, em um catamarã com capacidade para 300 pessoas e shows ao vivo. Não fizemos este tour desta vez, pois não haveria tempo.

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Passeamos pela praça onde existe uma placa erguida em homenagem à fundação da cidade, ocorrida em 1902.

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No ponto abaixo podemos ver o local onde os três países se encontram, o Hito de las Tres Fronteras. A foto abaixo foi tirada na Argentina, o Brasil está à direita e o Paraguai à frente.

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Existe um outro Marco no lado brasileiro, na outra margem do rio.

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Seguimos então para o Parque Nacional del Iguazu para iniciar os trabalhos do domingo.

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O esquema aqui é um pouco diferente do lado brazuca: o carro fica no estacionamento, um pouco mais modesto, de ripio. A entrada custa 250 pesos para brasileiros (200 pesos para argentinos, e 330 pesos para as outras nacionalidades). O estacionamento sai por 90 pesos.

Lembrando que o câmbio na época (junho 2016) estava a 4 pesos o real.

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O transporte utilizado aqui é um trem com capacidade para cerca de 200 pessoas, saindo a cada 20/30 minutos da estação terminal até a parada Cataratas, em um passeio tranquilo que dura menos de 10 minutos.

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De lá todos tem que descer e trocar de trem se quiserem continuar até a parada final na Garganta do Diabo, que é a minha recomendação.

Lembro que em 2013, diferentemente de hoje, o trem seguia até o ponto final do trajeto, ou seja, parece que a logística muda com a direção do vento.
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Percorre-se então um caminho de pouco mais de um quilômetro,  com emoção e o barulho das quedas d’água em volumes crescentes…

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… até que nos deparamos com a visão abaixo…
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…e depois, com a vista desimpedida do mirante principal, tem-se, na minha opinião, o panorama mais majestoso de todo o parque, seja do lado argentino ou brasileiro.

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Até este trio de ursinhos veio de longe para apreciar este espetáculo da natureza. Ficaram mudos com tanta beleza…

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Impossível resistir à tentação de ficar vários minutos apreciando a massa de água caindo de todos os ângulos possíveis.

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Do lado argentino também há um passeio náutico, muito apropriadamente conhecido como Aventura Nautica.

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Desta vez eu não fiz este passeio, mas em 2012 lá estava eu testando a aventura radical.

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…que chega bem próximo às cachoeiras te deixando ensopado. Não recomendado em dias frios, claro!

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Quem puder fazer este passeio, garanto que é emocionante!

Além deste também há o Paseo Ecológico, com botes que circundam as ilhas neste trecho do rio, com ênfase na fauna e flora locais e o Gran Aventura que reúne as duas opções.

Vantagem extra: os preços aqui vem sendo sistematicamente mais baratos do que os seus similares no lado brasileiro.

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Voltando no trem até a estação Cataratas, compramos umas empanadas para o almoço rápido. A oferta de comida nesta parada é um pouco menos abrangente do que no lado brasileiro, embora haja um restaurante grande chamado La Selva próximo à estação central oferecendo a famosa parrilla argentina.

Neste ponto existem dois percursos longos a serem explorados : o Paseo Superior e o Paseo Inferior.

Este percursos tomam um certo tempo e merecem ser feitos com calma – o tempo estimado de visita para cada um deles é de duas horas, portanto,  para dar tempo de fazer os dois percursos e ainda visitar a Garganta do Diabo, minha recomendação é chegar o mais cedo possível no parque.

Começamos pelo Paseo Superior que tem  cerca de 2km de passarelas interligando algumas cachoeiras que só conseguimos ver do lado argentino.

Como é um circuito plano, sem muitos degraus, é recomendado também para as pessoas com dificuldade de locomoção.

Neste percurso vemos a parte superior das cataratas em sucessão: os saltos Dos Hermanas, Chico, Ramiréz, Bossetti, Adan y Eva e finalmente o Mbiguá (este das fotos abaixo, clicado com um arco-íris).

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Como vocês podem ver, após a neblina do sábado, o domingo estava esplendoroso!

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O percurso termina em um mirante no Salto San Martín, um dos mais caudalosos do lado argentino, e de onde se tem uma bela vista do lado brasileiro.

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Já eram quase 4 da tarde e ainda iríamos começar a fazer o circuito inferior. Este trajeto também tem cerca de 2 km de passarelas, só que uma quantidade muito maior de escadas, fazendo com que fique muito mais demorado.

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Como o nome diz, nesta parte do parque podemos acessar a parte inferior dos saltos para uma visão mais próxima das quedas d’água.

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Principal mirante deste trecho, a passarela que leva até os pés do Salto Bossetti é a primeira e mais impactante parada do Paseo Inferior !

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Logo adiante se encontra o local de onde se pode atravessar de bote até a Isla San Martin – atualmente a travessia está proibida.

Neste circuito vemos alguns saltos secundários, mais escondidos e impossíveis de serem vistos do lado brasileiro, mas nem por isto menos bonitos.

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Não deu tempo para seguir até o outro mirante de onde se tem uma visão do cânion do Iguaçu, com a Garganta do Diabo ao fundo, pois já estava próximo ao horário de fechamento do parque: a entrada nestes circuitos só é permitida até às 17 horas e o último trem de volta para a estação inicial parte às 18h.

Importante destacar que, se não houver tempo de explorar todo o lado argentino em um dia, o ingresso para o segundo dia sai pela metade do preço.

Acabamos o dia jantando no Il Fratello, um italiano despretensioso que fica na Calle Gustavo Eppens. Com mais um malbec degustado, foi o fechamento perfeito desta viagem com amigos queridos.

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E assim cobrimos em dois dias os dois lados desta maravilha da natureza. Para quem me pergunta, digo sem titubear: acho o lado argentino bem  mais interessante em termos de alternativas e liberdade em fazer os seus próprios passeios, preços em geral, a quantidade absurda de cachoeiras e pontos panorâmicos para fotos.

Alguém discorda?

Fim de semana – Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro (sábado)

15 julho 2016

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Estive em Foz do Iguaçu pela última vez em 2010 e lembro de ter ficado em um hotel no centro da cidade, em uma região não muito agradável e longe de opções de restaurantes. Prometi a mim mesmo que na próxima vez seria diferente.

Desta vez fui com um grupo de amigos que toparam ficar hospedados em Puerto Iguazu para, entre outras coisas, explorar um pouco mais as delícias enogastronômicas dos nossos hermanos.

Escolhemos o grandão e bem localizado (em frente à rodoviária) Hotel Saint George, que tinha diárias a preços razoáveis – um quarto triplo saiu por menos de R$300 com café da manhã.

Aliás, o hotel possuía um excelente câmbio para reais a 4,40 pesos argentinos. Pena que só serviu para pagar a hospedagem, ou seja, não dá para obter pesos por esta cotação.

Chegamos no início da noite e como havíamos alugado um carro, nossas amigas foram nos buscar no aeroporto de Foz. Isto evitou que pagássemos R$130 pelo táxi até Puerto Iguazu.

Deixamos as malas no hotel e seguimos direto para o Aqua, um restaurante com ótimas indicações e que ficava quase em frente, mas achei apenas mediano para falar a verdade.

O prato que eu pedi, um talharim com camarões e abobrinha, tinha um molho bem temperado e estava gostoso, mas sem muito brilho.

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A minha sobremesa, um mousse de chocolate branco com calda de frutas vermelhas foi decepcionante, sem gosto mesmo.

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Saíram-se melhor as panquecas de doce de leite, bem saborosas, e o trio de chocolates que meus amigos pediram. Sorte deles!

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O restaurante é bastante simples na decoração e o atendimento é correto. Com uma garrafa de Malbec nacional, a conta saiu em 400 pesos por cabeça (R$100 pelo câmbio feito antes de passar pela fronteira, onde se compra a “carta verde”, um seguro obrigatório para carros alugados transitarem no Mercosul).

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No dia seguinte, fomos explorar o lado brasileiro das Cataratas, com o tempo um pouco nublado e úmido. O estacionamento fica logo na entrada do parque.

 

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Pegamos um mapa do Parque para nos localizarmos.

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De lá seguimos até a bilheteria local onde também pode-se pagar pelo estacionamento, que custa R$21.

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O ingresso para brasileiros custa R$34 (R$46 para quem é do Mercosul e R$57 para os demais visitantes e já inclui o transporte em ônibus double decker pelo parque. O trajeto não é particularmente pitoresco, mas todos preferem ficar na parte de cima – neste dia o vento cortante estava quase insuportável.

Aconselho a levar uma capa de chuva descartável (ou comprar no local por R$15). Não diga que não avisei!

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O trajeto possui 5 paradas, dependendo do programa contratado: na primeira fica a Administração do local, seguida da parada da Trilha do Poço Preto, que deve ser comprada em conjunto com a entrada do parque.

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A próxima parada contempla aqueles que irão fazer o Macuco Safari um passeio náutico pago à parte e com preços inflacionados (custava R$200!).

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A quarta parada é onde a grande maioria das pessoas desce: a Trilha das Cataratas, única do local que pode ser feita sem guia.

O início da trilha já apresenta um dos cartões postais do lugar: o Hotel das Cataratas, único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, com diárias que incluem a possibilidade de apreciar as cataratas antes do horário de abertura do parque.

Com piscinas e a vista privilegiada, sua estadia será inesquecível (e sua conta bancária alguns milhares de reais mais pobre).

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Também somos apresentados aos habitantes mais famosos do parque nacional: os inconvenientes e sempre famintos quatis.

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Pudemos ver também a primeira gralha picaça, um dos tipos de pássaros mais comuns por aqui.

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Mas a visão que nos tira o fôlego é mesmo a primeira vez que avistamos as Cataratas em toda a sua plenitude.

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A trilha na verdade, é um caminho de 1,2km todo pavimentado, com alguns degraus e que pode ser percorrido na velocidade da sua vontade de tirar fotos nos vários pontos pitorescos e mirantes.

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E são muitos os pontos, acredite!

 

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Ao final do caminho há uma passarela que leva até a Garganta do Diabo (foto abaixo) onde certamente você ficará encharcado! Neste momento lembre-se do conselho que dei sobre a capa de chuva descartável.

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Mesmo com o tempo nublado e algo chuvoso, a vista é espetacular, não acha?

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Depois de se esbaldar com a visão e de esperar alguns minutos até o grupo de turistas sair da frente para aquela foto perfeita, suba até o mirante, de onde você terá uma visão ainda mais perfeita das Cataratas.

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A vazão de água é impressionante. E olhe que não estávamos na época de chuvas, quando as cataratas ficam ainda mais caudalosas.

Pelo fato de não haver chovido muito, as águas tinham um leve tom esverdeado.

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Almoçamos no restaurante do parque chamado Porto Canoas que fica na última parada do ônibus, onde também se encontra uma lanchonete e uma loja de souvenirs.

O almoço era no estilo buffet, com diversas saladas, frutas, carnes e até feijoada. A qualidade era boa, justificando o preço um pouco salgado (RS$55).

Recomenda-se comer do lado de dentro do restaurante, por mais atraente que seja a vista do lado de fora. Vimos um rapaz perder o seu hambúrguer para um atrevido quati.

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De noite continuamos explorando as vantagens de Puerto Iguazu – compramos vinhos a preços excelentes (achei algumas boas ofertas de brancos no supermercado). Também visitamos uma casa de vinhos muito boa chamada Caminos Wine Boutique, na Hipolito Yrigoyen.

Pena que só a descobrimos depois que eu já havia comprado 4 garrafas no supermercado!

No jantar fomos a uma trattoria italiana bem simpática chamada La Toscana, que ficava no final da rua do nosso hotel (Avenida Córdoba). Só que esquecemos de fazer reserva e deveríamos esperar quase uma hora por uma mesa, mas fomos salvos por um cancelamento de um grupo que aparentemente estava ganhando muita grana no cassino da cidade. Sorte nossa!

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O restaurante é ótimo e o atendimento muito bom.

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Ganhamos umas mini bruschettas de entrada e eu pedi o spaghetti carbonara da casa. A receita estava perfeita.

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Bebemos mais um exemplar do malbec argentino, mas nada de sobremesas desta vez.

Voltamos para o hotel para nos prepararmos para a programação do dia seguinte.

Japão 2016 – Curiosidades

10 julho 2016

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Uma viagem ao Japão é um teste para os sentidos: o olfato, audição e, principalmente, a visão são continuamente desafiados.

A moda nas ruas é um destaque, onde quer que se olhe, especialmente se você estiver na área mais descolada da cidade: Harajuku.

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Outra coisa digna de nota são os locais designados para fumantes nas ruas: são dispostos cercadinhos de vidro com jardins para a população fumar sem incomodar os pedestres. Muito civilizado, embora ainda se permita o fumo em alguns restaurantes, o que é o fim da picada, concorda? Vai entender…

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Em relação ao consumo dos japoneses, me chamou a atenção a grande quantidade de celulares flip vendidos no comércio. Aparentemente a população mais idosa prefere este tipo de celular devido à sua facilidade de manuseio. Não deixa de ser esquisito!

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No assunto “carros”, outro choque cultural. A maioria dos modelos aqui segue o estilo “geladeira com rodas”, com ângulos retos e feios de dar dó.

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Claro que há os modelos esportivos e os de luxo, mas o que mais se vê nas ruas japonesas são estes modelos nacionais quadradões.

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Por falar em rua, vejam o modo de transporte que esta senhorita utilizou para levar as crianças para um passeio. Não dá para dizer que o japonês é um povo sem imaginação!

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Já falei em outro post sobre a febre de inauguração de cafés onde se pode interagir com animais, lembra? Normalmente estamos falando de gatos e até coelhos, animais de estimação que na maioria das vezes não são permitidos em apartamentos residenciais.

Pois saiba que existem outros animais com os quais os japoneses acham interessante ter uma interação: nesta esquina em Miyajima, encontramos essa garota fazendo propaganda de um café que tinha…corujas!!!
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No Japão, como na maioria dos países civilizados, a etiqueta ao andar em uma escada rolante deve ser respeitada. Quem quiser ficar parado deve fazê-lo na parte esquerda da escada, para permitir que os apressadinhos subam pela direita.

Isso vale para quase todas as cidades japonesas, menos Osaka, como mostra a foto abaixo, que insiste em fazer ao contrário.

As razões para isso ainda não foram descobertas (fala-se em modelo britânico x modelo americano), mas parece que Osaka quer mesmo é ser diferente da capital (vide a briga Rio x São Paulo). Até aqui?

flickr.com

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No setor de culinária japonesa, também há inúmeras comidas curiosas e diferentes. Você pode ver o meu relato neste post.

E você? Viu alguma coisa interessante na sua viagem ao Japão que queira dividir conosco?

Deixe nos comentários, please!

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