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Rússia – Moscou – à beira do Rio Moscou

12 agosto 2018



O Rio Moskva (também conhecido como Rio Moscou) serpenteia pela cidade como o Tâmisa faz com Londres, embora sem o mesmo charme e sem o mesmo número de atrações. Mesmo assim, ainda há muito para se ver nas imediações, conforme mostra o mapa acima.

Abaixo enumero algumas delas:

A primeira atração fica na parte sul da Praça Vermelha: o Parque Zaryadye (número 1 no mapa acima), que tem o mesmo nome do distrito mais antigo da cidade. Em sua área ficava o Hotel Rossya, o maior hotel do mundo em 1967.

Após sua destruição, em 2012, o Presidente Putin resolveu transformar a área em um parque moderno, promovendo um concurso cujos vencedores formavam um consórcio de arquitetos americanos e russos.

O parque então ganhou passarelas envidraçadas com vista para o rio, um amplo anfiteatro, uma sala de concertos, um museu subterrâneo com objetos coletados durante a escavação da área, um centro gastronômico, um Museu da Natureza com um Florarium e até uma caverna de gelo!

Além dessas atrações, há muita área verde e algumas igrejas como a vista acima.

Do parque conseguimos ver a silhueta do edifício Kotelnicheskaya (número 2 no mapa), uma das “Sete Irmãs” (um conjunto de sete arranha céus com arquitetura semelhante, da época stalinista). Com 176 metros de altura e 25 andares, foi a primeira das sete a ser inaugurada, em 1952, e sua construção tinha fins residenciais.

Logo ao lado fica o pier Novospassky Bridge (número 3 no mapa), de onde se pode tomar um barco para um passeio pelo rio que dura entre 1h30 e 2h, passando por alguns pontos turísticos da cidade, como o Kremlin, a Catedral de São Basílio e a estátua de Pedro, o Grande.

Os cruzeiros custam a partir de 390 rublos e podem chegar a 1500 rublos se você optar por um barco mais luxuoso ou se incluir o jantar.

Você pode embarcar e desembarcar em qualquer pier da cidade. Sugiro, no entanto, que você faça a volta completa e desça nesse mesmo local. Os preços são mais baratos online e a compra antecipada é aconselhável. Veja os preços neste site.

Depois do passeio de barco, comece então uma caminhada na direção da Galeria Tretyakov, próximo à estação de metrô Tretyakovskaya.

Antes de chegar à Galeria, você irá passar pela Igreja de São Clemente (número 4 no mapa e mostrada na foto ao lado), uma das duas igrejas ortodoxas em Moscou que homenageia um Papa.

Construída em 1769, é considerada um exemplo da arquitetura elizabetana barroca, mas seu construtor é desconhecido.

Seu interior possui vários ícones e a igreja foi utilizada como biblioteca durante o período soviético, somente em 2008 voltando à função original.

A próxima atração, um pouco mais à frente, é a Galeria Tretyakov (número 5 no mapa), uma das mais importantes galerias de arte do mundo.

Seu nome homenageia o mercador Pavel Tretyakov, que começou uma coleção de objetos de arte em 1856 com o propósito de criar um museu – em 1892 ele já possuía quase 2.000 obras que foram então doadas ao governo russo.

O edifício principal do Museu foi construído no inicio do século 20 mas foi insuficiente para abrigar a crescente coleção.

Atualmente as mais de 130.000 obras estão espalhadas por vários edifícios, incluindo a Nova Galeria Tretyakov (endereço: Krymsky Val, 10, metrô Park Kultury), cuja ênfase é na arte dos séculos 20 e 21, incluindo alguns dos mais importantes artistas russos como Kandinsky e Malevich.


INFO – GALERIA TRETYAKOV e NOVA GALERIA TRETYAKOV

Horário: Terças, quartas e domingos, das 10 às 18h; quintas, sextas e sábados, das 10 às 21h. Fechado às segundas.

Ingresso: 500 rublos; para ver as duas galerias há o ingresso combinado custando 700 rublos.

Site: https://www.tretyakovgallery.ru/en/


Depois de se fartar de arte, guarde um espaço para a comida caminhando alguns poucos passos. Logo ao lado da Galeria  fica o restaurante Bratya Tretyakovy (ou “Irmãos Tretyakov” – número 6 no mapa).

A depender do tempo você pode escolher entre as mesas externas (onde nós ficamos, já que fazia absurdos 23 graus positivos!) ou ficar no seu charmoso interior.

O cardápio não possui nada de “haute cuisine“, mas tem tantas opções para experimentar a comida local que você fica vários minutos indeciso sobre o que pedir.

Como estávamos em quatro pessoas, pedimos vários pratos para beliscar. As batatas assadas com alecrim estavam bem gostosas!

Os pierogi (ou vareinke) de carne também estavam fantásticos!

Ou seja, estava tudo delicioso, o atendimento foi muito bom, com garçons que falavam inglês e os preços eram muito em conta para a qualidade da comida. Altamente recomendável!

Caminhando na direção do rio, atravessamos a pequena ponte Tretyakovsky que leva até a pouco atraente praça Bolotnaya, que (surpresa!) possui um dos monumentos mais interessantes da cidade.

O nome da instalação criada pelo artista russo Mihail Chemiakin é “As crianças são as vítimas dos vícios dos adultos” (número 7 no mapa) e é composto de 13 estátuas de bronze (representando os adultos) em torno de duas estátuas de crianças ao centro.

Cada estátua representa um  vício, como a prostituição, drogas, alcoolismo e geraram bastante controvérsia quando da sua inauguração, em 2001. Eu achei o monumento graficamente perturbador e muito interessante em seus detalhes.

Pro fim, a Catedral do Cristo Salvador (número 8 no mapa) que fica na margem norte do Rio Moskva e que, com 103 metros de altura, é a mais alta Igreja Ortodoxa do mundo.

A primeira igreja no local demorou 40 anos para ser construída e acabou destruída em 1931 por ordem do Stalin, que planejava construir um Palácio dos Soviéticos em seu lugar. Seus planos não se concretizaram pois, quatro anos depois de ter sua construção iniciada, a Rússia foi invadida pelos alemães e a fundação acabou sendo transformada em uma piscina pública.

Somente após a dissolução da União Soviética é que uma nova igreja foi construída, sendo inaugurada no ano 2000.

spc.rs

Neste ano descobriu-se que as fundações da igreja estão afundando o que irá requerer um grande projeto de reconstrução.


INFO – CATEDRAL  DO CRISTO SALVADOR

 

Horário: Segundas das 13 às 15h; de terça a domingo das 10 às 17h.

Preço: a entrada é gratuita.


E você? Já esteve por aqui? Recomenda algum outro passeio ou atração nas redondezas? Deixe sua sugestão na caixa de comentários, please!

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Rússia – Moscou – Parque Tsaritsyno

18 julho 2018

O parque Tsaritsyno (em cirílico: Царицыно), que fica em uma região afastada do centro da cidade, à sudeste, é uma ótima opção para um passeio ao ar livre em dias ensolarados, principalmente nos fins de semana.
Adquirido em 1775 pela onipresente Catarina, que se apaixonou à primeira vista pela sua beleza natural, o terreno logo recebeu o nome atual, que significa simplesmente ” pertencente à Czarina”. Um arquiteto russo ficou imediatamente encarregado de construir um palácio à altura da czarina mas, dez anos depois, pouco antes de sua conclusão, Catarina achou os aposentos escuros e apertados e mandou destruir a obra.
Outro arquiteto foi contratado para um novo projeto, que foi interrompido em 1796, ano da morte da Czarina. O novo imperador não tinha nenhum interesse no local, por isso as obras ficaram incompletas por mais de 200 anos, só sendo retomadas em 2005, mantendo o estilo original gótico russo, sendo o único na Europa desse estilo.
A partir da conclusão das obras em 2007, criou-se um novo local de lazer para os moscovitas: o complexo ao ar livre de Tsaritsyno, que abriga um Museu de História e de Arquitetura, além de outras construções, um parque de mais de 10.000 metros quadrados, com lagos, florestas e lindos chafarizes.
Fizemos uma visita ao complexo do palácio, que contém algumas salas com decoração exuberante e também algumas obras de arte e objetos da época dos czares, alguns descobertos durante a reforma de 2005.

Apesar de ser menos luxuoso do que o Peterhof em São Petersburgo (descrito nesse post), a visita vale muito a pena.  Tours podem ser feitos com guias vestidos com roupas da época.

Não se esqueça de  admirar também os lustres…

… e os pisos impressionantemente trabalhados.

Ao redor do Palácio existem outro prédios que são utilizados para concertos de música…

…além de pontes com arquitetura do início do século 18 e que também foram reformados em 2005. Antes disso, o parque estava abandonado e era pouco frequentado pelos locais.

 

Vejam mais fotos do parque, que possui 450 hectares de área e vários espaços para famílias.

Abaixo vemos a entrada mais próxima à estação de metrô Tsarytsino.

O passeio foi uma delícia! Dá para passar o dia inteiro por ali.


INFO

  • Horário: o parque fica aberto todos os dias das 6 às 24h. O complexo do Palácio funciona de terça à sexta das 10 às 18h (sábados até às 20h e domingos até às 19h).
  • Preço: o parque tem entrada gratuita; para entrar no Palácio a entrada custa 800 rublos
  • Como chegar: o melhor meio de transporte é o metrô, estações Tsaritsyno ou Orekhovo, ambas na linha 2, verde escuro. Sugiro chegar por uma delas e sair pela outra para percorrer toda a extensão do parque.

E você, conhece Tsaritsyno? o que achou?

Fim de semana – Vale dos Vinhedos, dia 3

12 julho 2018

Nosso domingo (e último dia) começou com chuva fina e queda brusca da temperatura para cerca de 8 graus! Finalmente pudemos usar os casacos trazidos na mala.

Depois do café da manhã partimos na direção contrária à que vínhamos tomando nos dias anteriores, já que iríamos visitar a vinícola Cave Geisse, que fica no município de Pinto Bandeira, a 15km de Bento Gonçalves.


Essa era uma visita que teria que acontecer mesmo sob chuva, já que considero os espumantes dessa vinícola um dos melhores que já provei.

A estrada sinuosa que leva até a propriedade da família era bem pitoresca.

Chegamos ao local pouco antes das 11h da manhã, o que nos garantiu vaga na próxima visita guiada que começaria às 11h em ponto.

Aqui também há três categorias de degustação, que ocorre sempre ao final da visita guiada: a da linha básica, linha clássica e da premium, mas infelizmente não estava sendo oferecida a linha clássica pelo fato do espumante Cave Geisse Brut estar esgotado.

Escolhemos então fazer a linha básica por R$30, que seriam convertidas em compras. Além de espumantes, há um degustação dos vinhos Geisse produzidos no Chile, com as uvas Carmenére e Cabernet Sauvignon.

A visita dura cerca de uma hora e percorremos todos os recintos enquanto somos informados sobre todo o processo de fabricação dos espumantes pelo método champenoise (também chamado de tradicional, já que segue o método usado na região de Champagne). Tudo com bastante didática e simpatia.

Aprendemos que a vinícola foi fundada em 1979 por Mario Geisse, um agrônomo chileno que foi contratado para dirigir a Moët & Chandon do Brasil.  Logo ao chegar, identificou grande potencial da área para a produção de espumantes e encontrou um local ideal na região de Pinto Bandeira com altitude de 800m, boa incidência solar e drenagem, além de ótima amplitude térmica.

 

 

 

Nossa degustação englobou dois dos espumantes mais básicos da vinícola, da linha Amadeu – um branco e um rosé brut. Nada de muito especial, embora fossem bem agradáveis.

Nosso terceiro exemplar seria um espumante demi-sec de Moscatel, mas felizmente nossa atendente resolveu nos dar um upgrade e nos serviu uma taça do fantástico Cave Geisse blanc de blanc brut.

O espumante Cave Geisse brut, ícone da vinícola e considerado pelos experts como o melhor espumante do Brasil, estava esgotado tanto para a degustação quanto para a venda. Uma pena!

Depois da degustação fomos para o Lounge do lugar, bem charmoso e aconchegante, com mantas nas cadeiras e aquecedores para conforto dos clientes.

Servem umas empanadas deliciosas que ficam perfeitas para acompanhar qualquer espumante da casa. Estava tudo tão agradável que até esquecemos que estava frio!

Além da vista com degustação, eles oferecem o Geisse Experience, que leva os participantes em um 4×4 para percorrer os vinhedos acompanhados de um guia e desfrutando de alguns minutos no espaço zen na beira de um riacho que corta a propriedade.


INFO – CAVE GEISSE

Endereço: Linha Jansen, s/n, Pinto Bandeira/RS

Horário: Visitas devem ser agendadas pelo telefones (54)3455-7461/7462. Nós tivemos a sorte de termos uma visita logo que chegamos.

Preço: A degustação tem 3 preços distintos: básica (R$30), clássica (R$50) e a premium (R$80), todas elas revertidas em compras; além de espumantes, há um degustação dos vinhos Geisse produzidos no Chile, com as uvas carmenére e cabernet sauvignon.

Site: cavegeisse.com.br


Na volta, era nossa intenção visitar o famoso Caminho de Pedras, uma rota turística com várias atrações como o Parque da Ovelha, a Casa do Tomate, alguns restaurantes e casas de pedras típicas da região. Infelizmente a chuva não ajudou e devido a termos ficado longos minutos maravilhados com o lounge da Cave Geisse, tivemos que descer a serra de volta para Porto Alegre para devolver o carro alugado.

Foi uma viagem muito interessante e deixou um gosto de quero (muito) mais. A região me surpreendeu com a hospitalidade e profissionalismo, além das inúmeras opções enogastronômicas. Sem falar em outras atrações como a Maria Fumaça, que é um passeio de dia inteiro entre Bento Gonçalves e Carlos Barbosa, muito recomendado por quem já fez, mas que não cabia na proposta de nossa visita.

Fim de semana – Vale dos Vinhedos, dia 2

7 julho 2018

Nesse segundo dia, depois do café da manhã rumamos para nossa primeira parada na Vinícola Larentis, que fica na Via Trento, uma das principais rotas do Vale dos Vinhedos.

valedosvinhedos.com.br

Fundada em 2001 pelo descendentes de Arcangelo Larentis, imigrante oriundo de Trento que se estabeleceu na região em 1876, é uma típica vinícola familiar, coroando um trabalho centenário dedicado ao cultivo de várias castas de uvas.

E por familiar entenda-se: os homens cuidam dos vinhedos e da elaboração dos vinhos enquanto as esposas e irmãs se ocupam do atendimento ao público, o que aconteceu na nossa visita.

E que visita agradável!

Chegamos no final da manhã quando o público ainda não era muito grande o que nos proporcionou um atendimento quase personalizado. Provamos 8 diferentes produtos, entre vinhos e espumantes, entre eles vinhos especiais feitos com castas menos conhecidas como a francesa Marselan (um dos destaques da degustação) e as italianas Teroldego e Ancellotta.

Além dessas cepas, há também a produção de Tannat, Cabernet Sauvignon e até Malbec, que foram devidamente degustados juntamente com o Espumante Brut, durante um papo agradável com a esposa de um dos proprietários.

A vinícola também é conhecida por ter um dos programas mais legais da região: a colheita noturna na época da vindima.

Em 2019 esse programa será oferecido todos os sábados do mês de fevereiro onde, além da colheita, degustação e explicação sobre o processo de fabricação de vinhos, haverá um jantar ao final e você ainda receberá, alguns meses depois, uma garrafa feita com as uvas que foram colhidas naquela ocasião.

Não é o máximo?

Levamos um exemplar de Tannat colheita noturna 2017 para o nosso jantar.


INFO – LARENTIS

Endereço: Linha Leopoldina – Vale dos Vinhedos

Horário:  Segunda a sexta das 9:00 às 11:30 e das 13h às 17h; sábado, domingo e feriados das 10h às 17h. Agendamento necessário apenas para grupos maiores de 12 pessoas através do email larentis@larentis.com.br ou telefones 54 3453-6469 ou 54 99697-4456.

Preço: Visita e degustação são gratuitas. A colheita noturna é realizada apenas nos sábados de fevereiro durante a vindima e custa R$250 com direito a jantar e garrafa do vinho obtido durante a colheita.

Site: larentis.com.br


A próxima parada foi na enorme e famosa Casa Valduga, que ficava quase ao lado. O esquema aqui foi bastante diferente mas igualmente prazeroso.

Por ser uma das mais conhecidas vinícolas do Vale dos Vinhedos, a visitação aqui tem esquema de superprodução, com vários ônibus com grupos de turistas garantindo que o local fique quase sempre lotado. Há que se ter um pouco de paciência.

A degustação é feita em um balcão extenso e custa R$20 com direito a escolher 5 dentre as opções do menu, que incluía, além dos vinhos e espumantes, brandy e até grappa fabricados ali.

Começamos com o ótimo Espumante brut 130, carro chefe da casa. Em seguida escolhi um Gewurztraminer, uva branca que normalmente produz vinhos frescos e com boa acidez, mas esse exemplar deixou um pouco a desejar no paladar. 

Depois, seguimos as sugestões do nosso sommelier que nos indicou dois dos vinhos mais caros do menu: um corte da linha Raízes (feito com uvas plantadas na região da Campanha, sudoeste gaúcho) com Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat. O outro exemplar, da linha Identidade, também era um corte de Arinarnoa, Marselan e Merlot. Ambos muito interessantes.

Finalizamos com um brandy de 10 anos e uma grappa, todos com elevado teor alcoólico (perto dos 40 graus!). Ainda experimentei um cálice do bom Colheita Tardia, feito com a uva Malvasia, que acabei trazendo para casa.

Além das  degustações, há visitações (um tour pelo processo de fabricação, além da degustação de 5 vinhos), uma pousada e o requintado restaurante Maria Valduga, que oferece jantares harmonizados.

Recomendamos reservar.


INFO – CASA VALDUGA

Endereço: Via Trento 2355 – Linha Leopoldina, Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves/RS

Horário: A degustação pode ser feita nos horários de abertura da vinícola, das ; a visitação ocorre todos os dias nesses horários  – 09h30, 10h30, 11h30, 13h30, 14h30, 15h30 e 16h30; aos domingos e feriados o último horário não é oferecido.

Preço: A degustação custa R$20 (valor abatido nas compras), com direito a 5 exemplares; a visitação custa R$40, com acesso ao processo de fabricação, a degustação de 5 vinhos e uma taça de recordação.

Site: casavalduga.com.br


No começo da tarde seguimos na direção da Vallontano que, além de ser uma vinícola, também possui uma Risoteria, que foi o local escolhido para o nosso almoço.

Passamos por esse estranho “painel” fixado em um dos bares da região.

E também pela única loja de chocolates da Rota: a Mondê, que possui vários tipos de bombons e barras, embora os preços sejam um pouco salgados, contrariando o sabor.

A Vallontano é uma vinícola que não estava na nossa programação inicial (mas que vamos incluir na nossa próxima visita), por isso fomos direto à simpática Risoteria e escolhemos uma mesa ao ar livre para curtir o dia lindo e agradável que fazia.

Aproveitamos também para pedir um espumante da casa, que caiu muito bem com os pratos principais: risotos, por supuesto.

O menu apresenta várias opções o que torna a escolha um pouco difícil. Havia outros pratos a la carte, mas preferimos mesmo provar a especialidade da casa.

A maioria acabou escolhendo um risoto de bacalhau, que estava muito perfumado e parecia muito apetitoso, talvez por sua cremosidade.

 

Eu fui do contra e escolhi um de salame e rúcula que estava simplesmente maravilhoso.

O local é muito agradável e, como sempre, a hospitalidade dos proprietários (fomos super bem atendidos pela Janice) fez a diferença no serviço. Ficamos todos muito bem impressionados com a qualidade da comida, os preços e a simpatia local.

Recomendo com ênfase!


INFO – VALLONTANO RISOTERIA

Endereço: Estr. da Vindima – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves

Horário: Terça a domingo das 11 às 17 horas; aconselho reservar aos fins de semana pelo telefone (54) 3459-1006

Site: www.vallontano.com.br/risoteria-cafe


Depois do almoço fomos até a Almaúnica, vinícola boutique que ficava bem próxima.

A propriedade é uma das mais bonitas da região, com vinhedos logo após o portão de entrada delimitando o caminho até o edifício principal.

A degustação aqui começava em R$50 com direito a 2 espumantes e 4 vinhos da linha básica, valores que não seriam abatidos das compras, mas ninguém se animou a fazer e ficamos apenas apreciando o local que possui bancos ao ar livre com vista para os vinhedos.

Ficou para uma próxima ocasião.


INFO – ALMAÚNICA

Endereço: RS 444, Km 17,35 – Vale dos Vinhedos -Bento Gonçalves RS

Horário: Degustações de segunda à sexta, das 8h às 17h30; sábados das 10h às 17h30; domingos das 10h às 13h; Visitas guiadas são feitas de segunda a sábado às 10, 11, 15 e 16h.

Preço: Degustações: básica, R$ 50; avançada, R$ 60; completa (com 12 rótulos) R$90 – o valor não reverte em compras.

Site: almaunica.com.br


Seguimos para a Lidio Carraro, que seria nossa última parada do dia.

Essa vinícola fica ao lado da Miolo e foi fundada em 2001 por um dos descendentes de imigrantes que vieram da região italiana do Vêneto em 1875, tendo sua produção de vinhos chegado ao mercado em 2004.

Adotando um conceito purista, de mínima interferência e respeito ao terroir, essa vinícola produz belos vinhos de castas italianas como a Nebbiolo e a Teroldego, além de vinhos e espumantes mais leves e frutados.

A degustação é feita na antiga casa da família em um clima intimista, com grupos sendo alocados a um dos cômodos da casa.

Não fiz essa degustação, portanto vou reproduzir aqui o que me foi contado pelo grupo: para eles a experiência foi fantástica, tanto em qualidade quanto em quantidade. Pela foto acima dá para ver os 25 exemplares que foram degustados.

Como curiosidade, um de seus vinhos (o Dádivas Chardonnay) foi parar na carta de vinhos do Palácio de Buckingham após ser exibido em uma feira de vinhos na Inglaterra.


INFO – LIDIO CARRARO

Endereço: Estrada do Vinho, RS 444, Km 21 – Linha 40 da Leopoldina, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – RS – Brasil

Horário: Todos os dias das 09h às 17:30h

Preço: Degustação custa R$20 – revertidos em compras; em caso de grupos de 10 ou mais pessoas a visita deve ser agendada pelo telefone: (54) 2105.2555 

Site: lidiocarraro.com


Voltamos ao hotel para descansar e reunir forças para o jantar.

Resolvemos escolher um restaurante típico que apresentasse a famosa sequencia de pratos italianos, algo bem comum na região sul.

Optamos pela Casa di Paolo, uma das mais conhecidas da cidade (com filiais em outras cidades e até em São Paulo!) e que tem a vantagem de oferecer o transporte gratuito em van desde o seu hotel, permitindo que todos possam beber sem problemas.

Veredito: é muita comida (boa) para uma pessoa só!

De entrada temos sopa de capeletti e depois nos servem saladas diversas, polenta, queijos assados e bolinhas de queijo (na foto abaixo).

Tudo para ser acompanhado por galeto e linguiça (R$75) ou os anteriores + outros tipos de carne (filé mignon, picanha, cordeiro e até peixe R$89).

Como se não bastasse, você ainda pode pedir uma variedade de massas com diversos tipos de molhos. Deixe espaço para pedir o tortéi de abóbora com molho pesto, sem dúvida o ponto alto da noite.

E para os esfomeados ainda tem uma opção de sobremesa a ser escolhida entre pudim de leite, ambrosia e sagu com creme. Nada de repeteco!

 

Importante: o sal de frutas não está incluído no preço!


INFO – CASA DI PAOLO

Endereço: Rodovia BR-470 / Km 217, ao lado da Pipa Pórtico; há outra filial, mas essa é considerada a melhor.

Horário: Das 11h30 às 23h (segunda a sábado); das 11h30 às 15h30 (domingo); aconselhável fazer reserva pelo telefone (54) 3453.1099

Site: casadipaolo.com.br


Dia extenso, produtivo e calórico!

Fim de semana – Vale dos Vinhedos, dia 1

3 julho 2018

Voltando à serie de posts de “Fim de Semana”, vou contar como foi nossa viagem até Bento Gonçalves, cidade de 120.000 habitantes localizada na serra gaúcha, a 120km de Porto Alegre e que é a mais importante do chamado Vale dos Vinhedos, que ainda inclui as cidades de Garibaldi e Monte Belo do Sul, na região produtora de vinhos mais nobre do país e com uma estrutura para atender os turistas mais exigentes.

A rigor, e a depender de seu coeficiente enogastronômico, essa é uma viagem para mais do que um simples fim de semana, mas que cabe perfeitamente em um feriado prolongado.

Começamos nossa viagem na quinta à noite com um voo no final da noite para o Aeroporto Salgado Filho. Preferimos passar a noite no Ibis Aeroporto para poder sair na manhã seguinte logo cedo. O hotel não foge do padrão Ibis e tem um café da manhã bem completo.

No dia seguinte estávamos às 8h em ponto na locadora e poucos minutos depois rumávamos para a serra.

A estrada passa pelas cidades satélites da capital gaúcha e normalmente tem muito trânsito, especialmente em um dia de semana. Nesta sexta, como tinha o jogo do Brasil contra a Costa Rica, não encontramos muitos carros, felizmente.

A subida da serra é bem gradual e ocorre apenas nos últimos 30km. A viagem durou pouco menos que 2 horas no total.

Nosso hotel era o Dall’onder Vitoria, bem localizado, mas com tarifas um pouco acima do normal (R$320), talvez pela época do ano. A garagem também era cobrada – R$22 por dia.

Vimos os gols do Brasil enquanto fazíamos o check in, deixamos as malas e logo partimos para a visita às vinícolas.

Pelo mapa pode-se ver que a maioria das vinícolas fica ao longo de duas rotas: a Estrada do Vinho (também conhecida como RS 444) e a Via Trento.

Abaixo, em seta vermelhas, estão marcadas as visitas que fizemos nesse primeiro dia.

valedosvinhedos.com.br

Escolhemos a Vinícola Pizzatto, que era uma das mais afastadas, para iniciar nossos trabalhos. Lá fomos recepcionados pela Renata, que nos ofereceu uma degustação de 8 vinhos (custo – R$20).

O edifício tem arquitetura moderna e vista para os vinhedos, o que tornou a degustação bem agradável, além do fato de termos a sala praticamente dedicada para o nosso grupo (aliás, essa é uma dica preciosa: se quiser uma atenção especial, faça a visitação na parte da manhã, quando as vinícolas estão mais vazias).

A vinícola foi fundada em 1998, esforço conjunto de seu Plínio e família, apesar da produção já estar operacional desde a década de 60. Seus vinhedos ocupam cerca de 42 hectares, sendo 16 deles no município de Doutor Fausto de Castro, a 50km do Vale dos Vinhedos, de onde saem as uvas que irão gerar a linha mais leve da vinícola – linha Fausto.

Dentre as uvas tintas cultivadas ali destacam-se a Merlot e Cabernet Sauvignon, mas também são produzidos vinhos de outras castas como a Pinot Noir, Tannat e a francesa Egiodola.

Destaque para o Tannat, bem encorpado, e para os espumantes, principalmente o Rosé, muito fresco e frutado.

Como a opinião do grupo foi unanimemente positiva, acabamos comprando vários exemplares, aproveitando o desconto no transporte aéreo até o Rio. Ganhamos assim um bônus para gastar na própria vinícola, o que foi suficiente para adquirir duas garrafas do Tannat para ser consumido no jantar desse dia.

E vejam como estavam as árvores no local! Lindas, não?

A primeira experiência foi ótima, mas ainda tem mais.


INFO – PIZZATTO

Endereço: Via dos Parreirais, S/Nº – Santa Lúcia – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – RS – Brasil 

Horários: de segunda a domingo, das 10h às 17h. Necessário reserva para grupo de 10 pessoas ou mais pelo telefone (54) 3055 0440 .

Preço: R$20, revertidos em compras.

Site: www.pizzato.net


Seguimos para a Miolo, também na Estrada do Vinho.

Essa é uma das maiores e mais conhecidas vinícolas da região e está sempre lotada de turistas, por isso não estava nos nossos planos fazer a degustação.

Fruto do trabalho iniciado por Giuseppe Miolo, que emigrou da Itália para o Brasil em 1897 e logo comprou um pedaço de terra para o cultivo de uvas, chamado Lote 43, a vinícola abriu suas portas em 1989 com apenas 30 hectares de vinhedos.

É conhecida por possuir um vinho bastante apreciado, um corte das uvas Merlot e Cabernet Sauvignon produzido somente em safras excepcionais, que carrega a história da família em seu nome – Lote 43.

Além dessa vinícola, possuem outras marcas como a Seival e a mais conhecida Almadén, todas no Rio Grande do Sul e a Terranova, com vinhedos no Vale do São Francisco – BA.

Mas naquele dia, nós queríamos apenas aproveitar o wine garden do local, um espaço aberto terceirizado nos jardins da propriedade bem perto do mítico Lote 43, com mesinhas, almofadões e um food truck (ou seria um wine truck?) que vende desde sanduíches a tábuas de frios e queijos, com alguns rótulos da vinícola sendo vendidos em garrafas ou taças. Há também um espaço kids para poder acomodar as famílias com crianças pequenas.

O espaço fica aberto somente nos fins de semana fora da temporada, mas naquela semana específica havia começado a funcionar no esquema do inverno, a partir da quarta feira, sempre das 15h até às 18h. Durante o verão o horário é expandido e o início se dá às 11h.

Felizmente nessa sexta não havia ninguém, por isso pudemos desfrutar da beleza do local com toda a tranquilidade. E para brindar nossa sorte, o dia estava especialmente bonito, com sol e temperatura bem amena, inferior aos 20 graus.

Escolhemos um exemplar de Pinot Noir local para acompanhar um delicioso sanduíche de brie e presunto de parma com molho pesto.

Delicia de lanche no meio da tarde!


INFO – MIOLO

Endereço:RS 444 – Km 21 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – RS 

Horários: As visitas guiadas acontecem de segunda a sábado, às 09:00; 10:00; 11:00; 12:00; 13:00; 14:00; 15:00; 16:00 e 16:30. Nos domingos e feriados, os horários são: 10:30; 11:30; 12:00; 13:30; 14:30; 15:00 e 15:30.

Preço:  R$ 30,00 com visita à vinícola, vinhedos e degustação com R$ 10,00 revertido em compras.  Agendamento para grupos (acima de 15 pessoas) deve ser feito pelos telefones (54) 2102-1540 e (54) 2102-1537.

  • Antes de ir, consulte a programação do wine garden nesse endereço: winegarden@miolo.com.br ou nos telefones acima.

Site: miolo.com.br


Nossa próxima parada foi na pequena e familiar Angheben.

Essa vinícola é focada na elaboração de vinhos de alta qualidade em pequenas quantidades, com algumas variedades de uvas não muito comuns, como a portuguesa Touriga Nacional e as italianas Barbera e Teroldego.

Possuem também um exemplar de Espumante Brut produzido pelo método champenoise (também conhecido como tradicional, usado na região de Champagne, na França) com uvas das castas Chardonnay e Pinot Noir.

A degustação, que costumava ser gratuita, agora custa R$30, mas alguns dos vinhos que queríamos provar como o Teroldego, estavam esgotados, por isso escolhemos não faze-la.

Ao invés disso, ficamos batendo um bom papo com o casal que administra a vinícola e compramos uma garrafa  de Gewurztraminer, mais uma uva que foge  do convencional, enquanto conhecíamos um pouco mais da história do local.

 

 

Pena que já estava na hora do fechamento da vinícola e não pudemos ficar mais!


INFO – ANGHEBEN

Endereço: RS 444, KM 4 – Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves – RS

Horários: De segunda a sábado, das 9h às 17h. Domingos e Feriados é necessário agendamento prévio pelo telefone: (54) 3459.1261 ou pelo e-mail: adega@angheben.com.br

Preço: R$30

Não possuem site.


Nosso jantar foi na Pizzaria Otto e Mezzo que, como o nome sugere, possui apenas oito sabores e meio de pizza (o “meio” sendo a pizza branca).

O sistema lá é bem simples: pede-se o sabor da pizza (que dá para 2 pessoas) e o próprio pizzaiolo (com especialização de 13 anos trabalhando na Itália) leva  à sua mesa, no porão, quando estiver pronta.

Não há garçons (e nem talheres): você mesmo pega as bebidas nos refrigeradores vintage e anota seu consumo nos bloquinhos que ficam à mesa. E, melhor de tudo, o restaurante não cobra rolha se você quiser levar seu próprio vinho.

Foi o que fizemos: aproveitamos para degustar duas garrafas do Tannat adquirido na vinícola Pizzato e comemos as pizzas (que já vem cortadas em 8 fatias) com as mãos.

A decoração remete aos filmes de Fellini, a trilha sonora é de músicas italianas e há vários objetos que nos remetem ao século passado. As mesas coletivas também contribuem para uma atmosfera bem descontraída.

E as pizzas foram um sucesso, com destaque para a Antica, com molho de tomate, mozzarella de búfala, parmesão, cebola roxa e salame especial!

Altamente recomendável, inclusive no preço final da conta!


INFO – PIZZARIA OTTO E MEZZO

Endereço: R. Brasília, 329 – Botafogo, Bento Gonçalves – RS

Horários: De quarta a domingo das 18h30 a 22h30. Aconselhável fazer reserva no telefone (54) 99203-3643


Amanhã tem mais!

Rússia – Moscou – Izmailovo

21 junho 2018

Menos conhecido turisticamente do que seu irmão da Praça Vermelha, o Kremlin (“fortaleza” em russo) de Izmailovo é um passeio interessante na periferia da cidade, apesar de seu aspecto um tanto quanto “kitsch”.

Diferentemente de seu irmão, contudo, aqui não se trata de um local histórico mas, sim de um lugar par entretenimento e cultura, sendo frequentado basicamente pelos habitantes locais, construido no final do século passado e tendo sido constantemente ampliado até 2007.

Possui a mais alta igreja de madeira do país, com quase 30 metros e dedicada ao santo patrono das artes e comércio, São Nicolau.

Há inúmeros museus dentro do complexo, como o Museu do Artesanato Russo (aberto de quarta a domingo das 10 às 15h, fins de semana até as 18h), um dedicado à vodka (aberto todos os dias das 10 às 20h) e um outro ao pão (aberto de quarta à domingo das 10 às 18h, nos fins de semana até às 19h), mas o que faz mais sucesso é mesmo o recente Museu do Chocolate (aberto de quarta a domingo das 10 às 15h, fins de semana até as 18h). A entrada para os museus varia entre 150 a 300 rublos.

O Complexo abriga várias réplicas de palácios russos, além de restaurantes, lojas  e algumas salas para cursos voltados principalmente para as crianças, como a construção de figuras com marzipan.  

O complexo é muito usado para casamento e festas e possui restaurante e bares mas tem igualmente grande apelo com as crianças que adoram o ambiente super colorido e a presença de alguns animais – principalmente renas –  em um cercado.

Atração dos fins de semana. o Izmailovsky Vernisazh é um imenso mercado de souvenirs e artesanato adjacente ao Kremlin com centenas de barraquinhas que oferecem preços bem mais em conta do que os encontrados no centro da cidade. Pense em milhares de matrioskas, camisas com motivos soviéticos, Fabergés falsos, ímãs de geladeira e artesanato em geral.

Também há um mercado de pulgas com vendedores de todas as partes do país, vendendo tudo o que você possa imaginar, desde chapéus russos, samovares e artigos militares até CDs, DVDs e fotografias antigas que fazem a festa dos turistas e dos locais à procura de itens de memorabilia mais raros.

Ah, não se esqueça de barganhar!

Boas compras!


INFO – IZMAILOVO KREMLIN

Horário : O Kremlin fica aberto todos os dias das 10 às 20h;

Os mercados só funcionam nos fins de semana das 9 às 18h, mas a maioria das barracas fica aberta das 10 às 15h.

Preço: para o Kremlin e para os mercados a entrada é gratuita.

Como chegar: Estação Partizanskaya do metrô – linha 3 – azul escuro.


Rússia – Moscou – Dicas básicas de transportes

10 junho 2018

Capital e cidade mais populosa da Rússia com cerca de 10 milhões de habitantes, Moscou é muito espalhada e com trânsito um pouco complicado. Por esse motivo, é bom planejar seus deslocamentos na cidade para evitar perder tempo. Neste post vou mostrar os diferentes meios de transporte disponíveis, com especial atenção para o metrô.

Antes, porém, vou falar sobre o Troika Card, a maneira mais simples de utilizar os diversos meios de transporte que a cidade oferece.


Cartão TROIKA e Tipos de passagens


Similar aos cartões de transporte utilizados em São Paulo ou no Rio de Janeiro, o Troika é um cartão plástico que pode ser adquirido em qualquer estação de metrô, nos guichês ou nas máquinas automáticas.

É válido por 5 anos e custa 50 rublos, que podem ser devolvidos ao usuário ao final da utilização (vá em qualquer estação de metrô), assim como qualquer quantia em rublos que tenha ficado sem uso. Para esse último caso você terá que comparecer a um dos centros de serviços do metrô.

Pode ser carregado (nos mesmos locais de aquisição e até online!) com qualquer valor até o limite de 3000 rublos  e ser usado no metrô, ônibus, trams e trólebus, o que garante uma economia substancial no preço da passagem normal – cada uma sai por 36 rublos ao invés dos 50 rublos originais. Caso seja usado um ou mais meios de transporte durante 90 minutos, você pagará o adicional de 19 rublos.

O cartão também é aceito no Aeroexpress, embora sem nenhum tipo de desconto, para a Galeria de Arte Tretyakov, no Planetário de Moscou e até para alugar as bicicletas públicas que ficam espalhadas pela cidade.

Lembre-se de adquirir um cartão Troika para cada usuário, pois não é permitido o uso compartilhado do cartão, sendo sujeito à multa de 1000 rublos.

Depois do Troika Card, o tipo mais comum de ticket é o chamado bilhete unificado, que permite viagens em todos os tipos de transporte e podem ser adquiridos para uma, duas, 20, 40 ou 60 viagens.

Também existe a versão com viagens ilimitadas por dia (um, três ou sete – prático para turistas) ou meses (um, três ou doze – ótimo para moradores), mas este tipo de ticket só pode ser adicionado ao Troika Card.


Transportes


Metrô

Com cerca de 365 km de extensão, 13 linhas e 214 estações, o metrô de Moscou sem dúvida é o meio mais rápido para se deslocar na cidade, com intervalos entre trens de apenas 90 segundos nos horários de pico.

Embora seja prático, não é necessariamente o mais fácil. Digo isso por 2 motivos:

  1. Na maioria das estações só há placas indicativas no alfabeto cirílico, portanto meu primeiro conselho é: tente se familiarizar com esse alfabeto ou então você corre o risco de tomar o trem errado; outra opção seria pedir ajuda a alguém que fale inglês, mas isso é raro por lá – você terá mais chance se abordar alguém mais jovem.
  2. As estações mudam de nome dependendo da linha, ou seja, a mesma estação pode ter 3  nomes distintos.

Se você se atrapalhar com o cirílico ainda pode recorrer a um artifício que foi criado para auxiliar os deficientes visuais: a parada dos trens que seguem na direção do centro são anunciadas por um homem; ao contrário, se o trem estiver se afastando do centro, a voz que sairá dos alto-falantes será feminina.

Três linhas se destacam no mapa do metrô: uma é a linha circular chamada Koltsevaya (mais conhecida como linha 5 – marrom) que, além de conectar-se com todas as outras linhas e passar pelas principais estações de trem, ainda possui várias das mais belas estações da cidade.

A segunda é o Monorail, que corre em uma linha elevada de 5km com 6 estações. Foi integrada ao metrô em 2016 como linha 13 e é uma ótima forma de passeio turístico.

A última é mais conhecida como MCC (Moscow Central Circle, linha 14), uma linha que, apesar do nome, não tem a forma circular. Composta de 31 estações espalhadas por 54km, foi inaugurada em 2016 e usa os trilhos de uma antiga linha de trem, sendo a maioria de suas estações na superfície e fazendo conexão com todas as linhas de metrô.

O metrô funciona todos os dias das 5h30 até 1h da manhã. O Monorail funciona das 7h às 23h. O MCC fica aberto das 5h30 até 0h30.

Os transfers do metrô para o Monorail ou MCC (e vice versa) são gratuitos se forem feitos dentro de 90 minutos.


Ônibus

Depois do metrô, o meio de transporte mais usado pelos moscovitas é o ônibus,  com mais de 680 linhas diferentes e com um hub próximo à estação de Kitai-Gorod, de onde se pode fazer baldeações que podem te levar a qualquer lugar da cidade e dos subúrbios.

Devido ao trânsito intenso, não utilizei ônibus durante minha visita.


Tram

No centro da cidade ainda se encontram poucas linhas de tram, sendo a mais famosa a linha 39, que percorre alguns pontos turísticos de Moscou. Os trams estão sendo substituídos aos poucos por composições mais modernas, mas ainda são considerados pelos moscovitas o transporte mais romântico da cidade.

Assim como os ônibus e tróleibus, todos passam perto de alguma estação de metrô, fazendo com que a baldeação seja feita facilmente.


Tróleibus

Um transporte silencioso e ecologicamente correto, Moscou tem a maior frota de tróleibus no mundo, embora esse tipo de transporte não seja muito confiável devido a paradas bruscas por conta de carros mal estacionados que atrapalham o percurso.

sputniknews.com


Marshrutka (mini ônibus)

Marshrutka é um micro ônibus (ou uma van) que percorre algumas linhas de ônibus de maneira mais rápida, utilizando as mesmas paradas. Importante notar que existem aqueles oficiais (que são pintados em azul) e os “piratas”, portanto é bom saber diferenciá-los. Estes últimos podem ser tomados em qualquer lugar da rua, bastando apenas sinalizar como se fosse um táxi.

Durante a madrugada, não se preocupe: uma quantidade reduzida de ônibus, trams e tróleibus funcionam de 1 até às 5h45.

E não se esqueça de caminhar bastante, afinal, apesar das distâncias, essa é a melhor forma de se conhecer uma cidade.