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Islândia de carro – dia 1, de Keflavik a Hvammstangi

17 novembro 2017

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Descemos no aeroporto em Keflavik pouco antes das 9h da manhã em um voo de 3h30 vindo direto do aeroporto de Luton em Londres. Nosso agente da locadora de automóveis tinha acabado de sair e ainda esperamos quase uma hora até sua volta.

O escritório da ficava na cidade de Keflavik a poucos quilômetros do aeroporto. O processo de assinatura dos papéis foi bem rápido e pouco depois das 10h já estávamos na estrada (no caso a Rota 41 que leva direto à capital Reykjavik).

Antes que você pergunte, a palavra ‘”vik” vem do norueguês antigo e significa “porto”.

Diferentemente da maioria das pessoas, passamos batido pela Blue Lagoon, um pouco mais adiante de Keflavik, porque iríamos experimentar a sua concorrente em Myvatn, menos concorrida e mais barata. Tendo visitado as duas, não me arrependi!

Cruzamos a capital sem paradas, já que ficaríamos ali por dois dias ao fim da viagem, e finalmente entramos na Rota 1, que circunda o país inteiro (a famosa Ring Road) e seria nossa companheira pelos 6 dias de viagem.

Saímos da Rota 1 para pegar a Rota 36 (percorremos 90km no total) até chegar à nossa primeira parada do dia em Þingvellir (ou, se preferir, Thingvellir), local histórico que foi transformado em Parque Nacional e onde ocorreu a primeira assembleia do parlamento, evento considerado como o marco inicial da formação da Islândia como nação.

Esta área também é famosa por outra característica: é aqui o ponto de encontro das placas tectônicas americana e europeia o que pode ser observado na superfície e também embaixo d’água, mergulhando nas águas absurdamente transparentes em Silfra.

Neste local ocorreu a adoção do cristianismo pelo país, no ano 1.000. Pouco depois, o Rei Olaf da Noruega construiu aqui a primeira igreja em madeira, que obviamente não durou até o presente.

Esta igreja na foto abaixo, a Þingvallakirkja, foi construida em 1859 e posteriormente reparada em 1973 e 1983. Seu pequeno cemitério na parte de trás abriga dois poetas islandeses.

O local pode ser visitado gratuitamente todos os dias. Há um Centro de Visitantes (aberto das 9 às 18h30, no verão até 19h) com monitores de LCD contando a história do local em quatro idiomas distintos, além de várias trilhas que podem ser percorridas na velocidade que você escolher. Já o Centro de Informações (aberto até as 22h no verão) fornece mapas das trilhas e dados da flora e fauna do Parque Nacional.

Reserve ao menos duas horas para explorar o parque nacional adequadamente, mas prepare-se para encontrar muitos visitantes neste que é um dos locais mais frequentados pelos turistas.

Dois detalhes importantes: o estacionamento aqui é pago (custava ISK 500 em agosto de 2017) e o banheiro também não é gratuito – paga-se ISK 200 pelo acesso.

A região também é perfeita para se ter contato com os dóceis cavalos islandeses, com características um pouco diferentes do que estamos acostumados a ver.

Seguimos por 60 km pelas Rotas 365, 37 e 35 até chegar  no vale de Haukadalur em uma área de intensa atividade vulcânica e onde fica o primeiro gêiser conhecido pelos europeus que se chama, apropriadamente, Geysir. O pioneiro tem erupções erráticas e às vezes permanece anos sem nenhuma atividade.

Seu vizinho Strokkur, no entanto, é bem mais famoso: apesar de suas erupções serem mais modestas (30 metros contra 70 metros do Geysir), são bem mais frequentes e regulares, ocorrendo a cada 3 ou 4 minutos, em um espetáculo totalmente gratuito.

Dentre os quase 30 gêiseres do local, o caçulinha, chamado de Litli Geysir, é tão bonitinho quanto inerte, infelizmente.

O local é razoavelmente pequeno e pode ser percorrido em menos de meia hora, dependendo do seu interesse.

Os caminhos são todos marcados, garantindo uma distância segura das fontes de água que podem chegar a 100° C, mas verifique bem onde está pisando.

 

No centro de visitantes pode-se fazer uma refeição leve (sanduíches, tortas e sopas) além de possuir uma loja de souvenires um pouco caros. Fizemos uma boquinha para poder aguentar o resto da viagem.

Como em outros lugares turísticos no país (com exceção de Thingvellir), o estacionamento aqui é gratuito.

Nossa terceira parada, a 10 km de distância ainda na Rota 35, foi a cachoeira Gullfóss, uma das mais impressionantes do país.

Com o nome significando “cachoeira (fóss) dourada (gull)” pela impressão que se tem do reflexo de suas águas verdes barrentas de origem glacial, possui dois estágios de queda: o primeiro de 11 metros e o segundo com 21 metros, uma característica que só aumenta sua beleza. Não por acaso, é um dos lugares mais visitados no país.

Fomos obrigados a voltar pelo mesmo caminho por quase 100 km até a Rota 1 e depois tomar a direção norte até nossa próxima parada. Passamos por um lindo e extenso túnel de 6km que cruza o belo fiorde de Hval. Ao sairmos encontramos o único pedágio da viagem, no valor de ISK 1000.

Continuamos na Rota 1 por mais 86 km até chegarmos em mais uma cachoeira. Deixamos o carro no estacionamento, que estava vazio naquele final de tarde e caminhamos por cerca de 400 metros em uma estrada de terra até chegarmos na Glanni.

Esta cachoeira é cercada de mitos e acredita-se que ela foi o lar de elfos e trolls. Não é das mais impressionantes, mas valeu a parada por estar no meio de nossa rota.

A previsão era pararmos em Grábrók, uma zona de cones de crateras vulcânicas que ficava um pouco mais adiante (3 km), mas estávamos um pouco ansiosos para chegar em nosso destino e esta visita envolvia uma subida na cratera que nos desanimou um pouco…

O final de nossa viagem (mais 94 km) foi acompanhado de um inesquecível por do sol nesta paisagem incrível, o que motivou várias paradas para fotos. Em uma destas paradas fizemos um lanchinho e nos abastecemos de combustível e de mantimentos para o jantar e o café da manhã.

Chegamos na minúscula Hvammstangi e depois de sermos direcionados pelo Google Maps a outra rua e entrarmos na casa errada (felizmente estávamos em um país civilizado e não aconteceu nada), fizemos nosso jantar regado a vinho que adquirimos no Free Shop na chegada – aliás, uma excelente dica para driblar os preços proibitivos dos vinhos neste país.


RESUMO DO DIA

Distância percorrida: 440 km

Atrações visitadas: 4 – Þingvellir, Geysir, Gullfóss, Glanni


E a saga continua…

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Islândia de carro – Planejamento e roteiro

13 novembro 2017

Minha primeira visita à Islândia, em 2009, foi curta: apenas 4 dias para explorar Reykjavik (neste post) e fazer alguns passeios nas redondezas como pode ser vistos (neste post e neste outro post). O país me impressionou bastante e fiquei com um gostinho de quero mais.

Comecei então a planejar uma viagem mais abrangente para conhecer outros cantos do país, o que envolveria alugar um carro. Depois de passar um bom tempo fazendo o planejamento dos locais a serem visitados – tarefa que acho tão interessante quanto a viagem em si – a próxima etapa foi mais fácil: convencer alguns amigos a me acompanhar nesta jornada.

Seguem então as principais dicas para um roteiro sem stress pela Islândia.


COMO CHEGAR


A Islândia tem voos das principais capitais da Europa e de algumas cidades dos EUA e Canadá, com diversas companhias aéreas, incluindo a islandesa Icelandair (com a qual voei de Londres na primeira vez em que estive no país), Lufthansa  e a americana Delta.

Várias low costs conhecidas como a Easy Jet  e a islandesa WOW Air também fazem rotas para aquele país, sendo que esta última voa para diversas cidades da Europa, EUA e Canadá.

Nós partimos de Londres com a Easy Jet e a passagem custou pouco mais de £80, com assento pago e franquia de uma bagagem com até 12kg. O voo saiu no começo da manhã do aeroporto de Luton, que fica a 50km ao norte da cidade, mas conseguimos uma van que levou nosso grupo de 5 pessoas por £65. A viagem foi tranquila e, tirando o rígido controle no raios-x, transcorreu sem problemas.

Na volta, como iríamos para Estocolmo, voamos com a WOW Air, uma low cost islandesa com uma malha aérea impressionante. O voo também foi tranquilo, mas desta vez tivemos que pagar desde o assento até a bagagem (no nosso caso uma mala de bordo com 10kg), já que a franquia deles só permitia levar a bordo uma mochila com no máximo 7kg.

Desnecessário dizer que nas duas companhias o lanche é por conta do passageiro, por isso se prepare com antecedência para levar um sanduíche ou se alimentar no aeroporto se houver tempo.

Se você puder escolher o local de sua partida para a Islândia, considerando o tempo de voo e o preço da passagem, Londres seria a capital com melhor custo benefício.


QUANDO IR


O verão é altíssima estação na Islândia, com temperaturas agradáveis chegando até a 20 graus, dias mais longos, com o sol se pondo pouco antes da meia noite em alguns locais e o ápice da invasão de turistas. Não à toa: com estas características, a estação é perfeita para se aproveitar o máximo das atrações com calma – algumas estradas ou passeios só podem ser feitos nesta época do ano.

A desvantagem é o preço das acomodações, que dão um salto grande nos meses de julho e agosto, auge do verão. Fora destes meses você irá economizar bastante com hotéis e aluguel de carro.

O inverno apresenta uma série de problemas como a neve, que pode bloquear trechos da estrada por algum tempo, além do frio e dos dias serem bem curtos. Esta época, contudo, é a mais propícia para a visualização do fenômeno que atrai muitos visitantes: a Aurora Boreal.

Minha recomendação, considerando os prós e contras, seria visitar o país entre junho e setembro.


CARRO OU TRANSPORTE PÚBLICO?


Sem dúvida a primeira opção.

Não há trens no país e todo mundo possui um automóvel, o que faz com que o transporte público seja bem caro. Nem pense em pedir carona: embora seja possível, será um exercício de paciência, já que o trânsito nas rodovias, principalmente fora da capital, é bem escasso.

Até é possível rodar o país em ônibus durante o verão, mas você ficará refém dos (poucos) horários disponíveis para encaixar o seu roteiro. Além disto, são bem caros, não alcançam todo o país e só valem a pena se você estiver sozinho. Veja todas as opções de passes neste site.

O carro te dará a liberdade e flexibilidade de fazer sua própria programação na sua velocidade, por isso minha recomendação.

Exceção: Caso você esteja no país por pouco tempo, ou só queira explorar a capital, seus arredores e as atrações do Golden Circle (Thingvellir, Geysir e a cachoeira Gulfóss), ou ainda, esteja sozinha, vale mais a pena se encaixar em uma das muitas excursões. Veja os posts da minha primeira viagem ao país.

  1. Introdução
  2. Dicas
  3. Curiosidades
  4. Golden Circle
  5. Outros passeios
  6. Reykjavik


ALUGUEL DO CARRO


Em relação ao aluguel do carro, seguem algumas informações para seu planejamento:

  1. A maioria dos carros é manual e dirige-se pelo lado direito (igual ao Brasil!)
  2. Existem as locadoras mais conhecidas no próprio aeroporto, como a Budget e a Hertz, mas algumas menores possuem preços bem convidativos e carros em excelentes condições, embora não sejam zero quilômetro. Alugamos com a Lava Auto Cars Rental (US$ 1080 por um Duster 4×4, por 8 dias) e não tivemos nenhum problema, inclusive devolvendo o carro no meio da madrugada, já que nosso voo saía às 6 da manhã do aeroporto de Keflavik.
  3. O preço da gasolina gira em torno de 195 ISK por litro (em agosto de 2017); o diesel não é muito mais barato, ficando por volta dos 185 ISK.
  4. Se você quiser explorar os arredores da capital e o circuito do Golden Circle e estiver visitando o país no verão, um carro simples pode dar conta do recado. Caso contrário, prefira os com tração nas quatro rodas (4×4), mesmo que você não vá se aventurar pelas estradas vicinais. Custa um pouco mais caro, mas te dará mais segurança e flexibilidade para ir onde quiser.                                                                                      
  5. Leve sua PID (Permissão Internacional para Dirigir). Se você ainda não tiver, providencie junto ao Detran com antecedência: fica pronto normalmente em uma semana e custa pouco mais de R$270 (em 2017). Não tivemos que mostrá-la, mas algumas locadoras exigem tal documento. Melhor se prevenir.
  6. Nosso aluguel incluía os seguros usuais. Em relação aos seguros adicionais, fizemos aquele que dava cobertura a riscos e quebra do para-brisa devido aos cascalhos. Recusamos o seguro de cobertura de tempestades de areia e cinzas vulcânicas contando com a mínima probabilidade de ocorrer uma erupção enquanto estivéssemos no país. Fica a seu critério.
  7. Não há pedágio na Islândia, somente a cobrança de uma taxa de aproximadamente ISK 1,000 no túnel Hvalfjudor, no meio do caminho entre a capital e Akureyri.                 
  8. Em relação ao estacionamento, apenas em Reykjavik e Akureyri pagamos uma taxa para estacionar nas ruas; em relação às atrações turísticas, este pagamento só é necessário em Thingvellir.

DICAS DE SEGURANÇA NA ESTRADA


  1. A principal estrada da Islândia é a Rota 1, também chamada de Ring Road, que cobre quase todo o país com seus 1322 km de extensão, na maior parte sem acostamento. Mesmo esta estrada não é completamente asfaltada, tendo cerca de 33 km de terra batida.
  2. As estradas vicinais mais importantes são asfaltadas, mas grande parte não é – são as chamadas F roads, de cascalho – embora estejam em boas condições. O cuidado nelas precisa ser redobrado, portanto. Em algumas estradas montanhosas é obrigatório o uso de carros 4×4.                                                          
  3. O tráfego não é intenso, o que pode ser comprovado à medida em que se afasta da capital, mas a velocidade máxima deve ser respeitada sempre (em zonas urbanas: 50 km/h; rodovias secundárias: 80 km/h e auto-estradas, como a Ring Road: 90 km/h); cintos de segurança devem ser usados todo o tempo, assim como o farol baixo e nunca se deve dirigir fora da estrada. As multas no país são bem pesadas!
  4. Veja sempre a situação das estradas neste site, antes de sair, principalmente se estiver viajando no inverno, quando há nevascas e fechamento de trechos de estradas a qualquer hora. Se informe sobre as condições do tempo para poder planejar sua viagem e diminua a velocidade sob chuva, neve ou neblina. O tempo aqui pode mudar com muita rapidez.
  5. A sinalização nas estradas não é muito boa, portanto ter um GPS é fundamental para não se perder. Caso o seu automóvel não possua, pense em alugar ou levar um do Brasil. Nós preferimos baixar do Google Maps o mapa do país  e navegar offline no celular. Funcionou bem, mas depende de cada um escolher a melhor forma.
  6. Existem várias pontes espalhadas pelo país, normalmente em uma pista só, portanto reduza a velocidade ao chegar em uma e verifique se não há outro automóvel já atravessando. Os túneis também são em pista única, embora nos mais longos haja sempre alguns locais com acostamento para aguardar a passagem de algum veículo vindo na direção oposta.                  
  7. Também há alguns animais na estrada, principalmente ovelhas, que são livres para pastar onde quiserem e são mais frequentes fora da capital e na época do verão. Cuidado!                         
  8. Resista à tentação de parar o carro em qualquer lugar para tirar uma foto (garanto que isso vai ocorrer muito mais do que você imagina!), pois isto representa um perigo real, já que as estradas são estreitas e não há acostamentos.                                                 
  9. Existem poucos postos de gasolina na estrada, portanto abasteça sempre que vir um! Não deve ser agradável ficar sem combustível no meio do nada.
  10. Ainda em relação aos postos de gasolina, existem dois tipos, todos sem frentista: aquele em que você mesmo faz o abastecimento e paga na loja de conveniência (em dinheiro ou cartão) e outro totalmente self service, onde só é aceito pagamento em cartão de crédito. O aluguel do nosso carro vinha com um cartão que dava descontos quando abastecíamos nos postos da marca Olís e OB. Veja mais informações sobre os postos de gasolina e preços dos combustíveis neste site.

ESCOLHENDO O ROTEIRO


Tínhamos 8 dias no total e tentei dividi-los de forma a poder percorrer toda a Rota 1 e visitar as atrações que ficavam próximas, montando base em locais estrategicamente colocados de modo a não sobrecarregar o motorista. Este locais podem ser vistos no mapa abaixo, assim como os principais lugares visitados.

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A ideia era fazer no máximo 400-450 km por dia, o que só foi possível pelo fato de termos quase 14 horas de luz do sol. Dividimos o trajeto entre a capital e Akureyri em dois dias, escolhendo a pequena cidade de Hvammstangi como base para pernoite.

Na área de Akureyri, a “capital do norte”, há várias atrações espalhadas, por isso dedicamos dois dias inteiros nesta base.

Na região dos fiordes do leste, escolhemos parar em Seyðisfjörður, uma linda cidade que é alcançada por uma estrada deslumbrante.

A próxima (e última) parada foi em Höfn, uma das mais caras do país no quesito hospedagem. Este último dia era o que tinha mais pontos de parada e foi o mais cansativo, mas não encontramos alojamento para o grupo em outra cidade mais próxima à capital, portanto tivemos que partir de lá mesmo.

Como estávamos em grupo de cinco pessoas, preferimos alugar casas (no Booking e Airbnb) e encontramos preços bem caros (média de R$1300 para uma casa para o grupo), tanto pelo fato de que era o auge do verão, mas também por não haver muita oferta, já que as cidades em que ficamos são mesmo minúsculas.


E A COMIDA?


Este item da viagem não deve ser desprezado: comer fora na Islândia é bem caro como quase tudo no país.

Nossa estratégia foi sempre comprar os mantimentos nos supermercados, tanto para o jantar quanto para o café da manhã. Além de ser bem mais barato, não há muitas opções de restaurantes nas cidades pequenas.

Comprávamos o básico: pães, queijos e presunto (item caro!), massas diversas, molho pesto e bolonhesa, skyr (um tipo de iogurte bem saboroso), biscoitos, sucos, chocolates e petiscos diversos para saborear na estrada. Os supermercados fecham cedo, alguns às 19h, principalmente nas cidades pequenas, portanto se programe!

A economia era absurda: um prato de massa em um restaurante saía pelo equivalente a R$ 100, quantia que dava para fazer um spaghetti ao pesto delicioso para 5 pessoas com vinho (que compramos no Free Shop na chegada ao país)!

Na estrada fazíamos pequenas refeições e aproveitávamos o saboroso cachorro quente islandês sempre que possível. Além de barato (400 ISK, equivalente a R$ 13 em agosto 2017), vinha em um pão macio, com cobertura de cebola (frita ou crua) e a deliciosa mostarda local.

Apenas em Reykjavik fizemos refeições em restaurantes, que possuíam um menu na hora do almoço a preços palatáveis.


Nos próximos posts você vai poder acompanhar nossa viagem trecho a trecho, com as principais atrações em cada dia.

Qualquer duvida sobre o planejamento é só deixar uma pergunta nos comentários, ok?

Austrália – Sydney – Opera House e Harbour Bridge

5 novembro 2017

A área do Sydney Harbour é a mais frequentada por turistas na cidade graças às suas duas grandes atrações: a ponte Sydney Harbour e a Opera House. Além destas duas, há diversas atrações para manter você ocupado por um dia ou mais.

A Opera House de Sydney é uma das grandes obras arquitetônicas do século passado e o maior ímã para turistas no país, com mais de 8 milhões de visitantes por ano, sendo também um dos principais centros de artes do mundo com mais de 2000 shows e performances anuais.

Erguida em uma área sagrada para os povos aborígenes, no chamado Bennelong Point, o projeto do arquiteto dinamarquês Jørn Utzon revolucionou a paisagem do porto com suas curvas ousadas e seu design futurista. E pensar que seu arquiteto, devido à pressões com a complexidade de sua engenharia e custos cada vez maiores, deixou a Austrália no meio de sua construção sem retornar para ver sua obra!

O resultado de 16 anos de obras foi finalmente inaugurado pela Rainha Elizabeth II em outubro de 1973 para calar de vez aqueles que se opunham à sua construção. Notável é o design do teto em formato de concha que concentra toda a grandiosidade da obra, criando um impacto visual difícil de esquecer.

O complexo possui mais de 1000 salas, entre elas um teatro para peças e outro para óperas, além de um estúdio e uma grande sala de concertos. Cerca de 2 milhões de espectadores participam de suas apresentações.

O edifício tem 185 metros de comprimento por 120  metros de largura e seu custo final foi de 102 milhões de dólares australianos.

Há várias opções de visitas guiadas, cada uma com um objetivo distinto: pode-se fazer uma visita ao backstage, outra que inclui uma refeição no Opera Bar e a mais luxuosa de todas com 4 horas de duração que, além da visita, inclui uma parada no Bennelong Restaurant para um menu degustação com pratos preparados pelos melhores chefs australianos.

A visita básica dura cerca de uma hora e custa 37 AUD (10% de desconto se reservar online neste site).

Nós tivemos a sorte de assistir a uma apresentação do pianista japonês Nobuyuki Tsujii, cego de nascença. Foi um espetáculo emocionante, tanto pela música em si (Piano Concerto no. 2 de Chopin) quanto pelo lindo ambiente da sala de concerto.

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A Sydney Harbour Bridge rivaliza com a Opera House na categoria “monumento mais fotografado do país”. Com razão, as duas joias do porto de Sydney são mesmo a cereja do bolo da cidade, sem a menor dúvida.

Sendo a maior ponte de aço do mundo, tem seu ponto mais alto a 134 metros acima do nível d’água. Apesar de ter sido idealizada ainda no século 19, foi somente após a Primeira Guerra Mundial que o projeto tomou corpo.

Depois de um concurso no qual uma firma inglesa de Middlesbrough se sagrou vencedora, sua construção se iniciou em 1924, levando oito anos para ser inaugurada, com seis pistas para carros, duas para trens e duas para os trams.

Nos anos 50, com a abolição dos trams na cidade, suas pistas foram revertidas para o tráfego de automóveis – hoje na casa dos 180 mil veículos por dia. Ainda há uma pista para bicicletas e uma para pedestres.

A travessia pelos seus 1,2km é gratuita e uma ótima maneira de se ter uma vista alternativa da Opera House.

Outra forma de poder usufruir da ponte é escalando-a!

Isso mesmo: desde 1998 grupos de 12 pessoas saem a cada 15 minutos para uma experiência inesquecível que inclui um simulador de escalada antes da verdadeira aventura para acostumar os valentes candidatos.

O preço é um pouco salgado e depende do horário e do dia que você escolher (começam em 183 AUD para a escalada “meia boca” até 383 AUD para a escalada no alvorecer, ficam 20 AUD mais caros nos fins de semana)  mas quem já fez diz que é sensacional!

Para os menos corajosos, uma subida de 200 degraus em um dos pilares até um mirante também proporciona vistas indescritíveis de 360 graus e sai bem mais barato (abre todos os dias das 10 às 17h e custa meros 15 AUD).

O Pylon Lookout, que também abriga um museu sobre a construção da ponte, fica na parte sudoeste da mesma.

Mesmo se você optar apenas pela travessia gratuita, como a gente fez, vai ter chance de ver o Sydney Harbour por outros ângulos.

Do outro lado da ponte fica o bairro de North Sydney, com alguns edifícios residenciais mas pouco comércio e grande concentração de escritórios, principalmente relacionados à área de tecnologia de informação e propaganda.

Não achamos que valesse a pena descer até lá.

Muito provavelmente você já deve ter visto a ponte toda iluminada nas festividades do Ano Novo, sendo o local mais badalado da queima de fogos do reveillon australiano.

O passeio não acabou: ainda no Sydney Harbour, aproveite para explorar o bairro histórico The Rocks que fica logo aos pés da ponte.

A área era conhecida como Tallawoladah pelos aborígenes antes da chegada dos colonizadores. Ganhou o nome atual por conta das construções iniciais que foram feitas dos arenitos presentes no local, mas sempre teve má reputação por conta dos marinheiros e prostitutas e de uma gangue que manteve o terror no bairro até 1870.

 

Depois de sofrer com a peste bubônica no começo do século 20, quando várias de suas casas foram destruídas, nova onda de destruição foi necessária para a construção da Harbour Bridge.

Hoje em dia a vibe local é bem alternativa e tranquila, com pubs transados, ótimos restaurantes e mercados de rua nos fins de semana (funcionando das 10 às 17h).

O prédio do Australian Steam Navigation (visto na foto ao lado) é um dos mais conhecidos do bairro e foi construido em 1884 em estilo vitoriano.

Naquela região fica também o Museu de Arte Contemporânea da Austrália, dedicado à arte australiana e mundial, um ótimo complemento ao passeio pela área.

 

Aberto em 1991, teve sua área ampliada em 2012 para abrigar as mais de 4.000 obras de artistas australianos.

Você pode visitar o museu gratuitamente todos os dias das 10 às 17h ( às quartas até as 21h).

Debaixo da ponte fica o Dawes Point, um parque que permite lindas vistas da Baía de Sydney, além de ter sido o primeiro local fortificado no país em 1788.

Os canhões mostrados abaixo são remanescentes da artilharia pesada do forte, que foi demolido por ocasião da construção da Harbour  Bridge.

Como vocês podem ver, tem atrações à vontade para encher um ou dois dias do seu período na cidade. Aproveitem!

Austrália – Sydney – Praias de Manly e Bondi

31 outubro 2017

Sydney é bastante conhecida por suas praias e, embora o tempo não estivesse favorável para um mergulho, fomos conhecer duas das suas principais atrações costeiras: as praias de Manly e de Bondi.

Para chegar a qualquer uma das duas você vai precisar tomar o transporte público e aqui vai a primeira dica: compre o Opal Card, um cartão de transporte que pode ser carregado com quantias fixas a partir de 10 AUD e que permite utilizar os principais meios de transporte da cidade (ônibus, trens, light rail e ferries) e até para as redondezas, com um substancial desconto sobre a passagem avulsa, permitindo também que se faça transferência entre os modais (embora, estranhamente, seja cobrada uma taxa neste caso).

Outra vantagem do Opal Card é que você só pode ser descontado no máximo em 15AUD por dia. Qualquer outra viagem após isto será gratuita. O mesmo acontece depois da oitava viagem que você fizer de segunda a sexta – neste caso você tem um desconto de 50% sobre a tarifa normal. Aos domingos a coisa fica ainda mais interessante, pois o limite diário passa a ser apenas 2,50AUD!!!

Para chegar a Manly toma-se o ferry no Circular Quay, que leva meia hora de viagem em uma linda e pitoresca travessia até Manly Wharf e custa 8,90 AUD (7,35 AUD com o Opal). Ou seja, se você escolher o domingo para seu passeio irá economizar bastante usando o Opal Card.

Chegando em Manly Wharf, logo ao lado fica o The Corso, um calçadão com lojas e restaurantes que termina na orla da praia, chamada Steyne, e que possui várias lojas de artigos para surf.

A praia em si tem 1,5 km de extensão e é boa para o surf, embora as ondas estivessem pequenas (e a praia quase deserta) quando fomos. Dizem que foi batizada com este nome pelo primeiro Governador de Nova Gales do Sul, Arthur Phillip, que achou os aborígenes da área muito másculos (Manly). Vai saber…

Na parte sul da praia (onde estão  os edifícios na foto acima) começa uma trilha curta e pitoresca bastante utilizada por corredores e ciclistas, que passa pelo Clube de salva-vidas local e leva até Shelley Beach.

A Shelley Beach fica em uma pequena enseada e tem águas calmas, propícia para famílias com crianças.

Além da praia, também há duas churrasqueiras elétricas para o piquenique da família. Para quem preferir, há um restaurante com vista para o mar na parte esquerda da praia.

Quem quiser continuar o passeio, há algumas trilhas curtas que permitem vistas do local por outros  ângulos.

Para quem estiver com tempo e disposição, uma alternativa seria entrar no Sydney Harbour National Park e tomar a trilha até um local chamado Fairfax Point de onde se tem uma bela vista dos penhascos na baía de Sydney e pode-se observar baleias no seu período de migração, entre os meses de junho a outubro.

A atmosfera em Manly é bem tranquila, com lojas descoladas e becos coloridos, sendo mesmo um programão para aquele passeio longe do agito do centro de Sydney.

Escolhemos um pequeno restaurante no Corso para o almoço: uma massa com molho de tomate e manjericão.

No outro dia, rumamos para Bondi (pronuncia-se “Bondai“).

Para chegar lá basta tomar um ônibus (“333” ou “380“) que cobre os 5 km de distância do centro da cidade em menos de meia hora, nos deixando no calçadão à beira mar.

Bondi é um dos centros comerciais e residenciais mais importantes da cidade, podendo também ser acessado por trem (apenas 5 estações a partir da Central até Bondi Junction, que também é ponto obrigatório de parada dos ônibus e que fica a 2 km da praia).

Bondi com certeza é a praia mais conhecida da cidade e virou reduto de brasileiros que vem morar aqui. Não por acaso, com uma vibe bem agitada, com bares e clubes noturnos, ainda proporciona as melhores ondas da cidade para a prática do surf.

Seu amplo calçadão é agitado e cheio de grafittis e, embora não tenha achado a praia tão bonita assim, há atrativos para um passeio de dia inteiro.

Na sua parte sul fica a famosa piscina pública de água salgada Bondi Icebergs que aparece em várias fotos da praia.

Ela tem este nome por abrigar o time de natação Icebergs, que treina aqui durante o inverno, e pode ser utilizada pelos turistas todos os dias, pela módica quantia de 6,5 AUD, das 6 às 18h30.

O local também possui uma academia e aulas de ioga, além de um restaurante. Pode ser uma ótima opção ao mar agitado de Bondi, que normalmente fica lotado de surfistas. Para não dizer que parece o paraíso, já aviso que a temperatura da água tende a ser bastante fria.

 

Seguindo adiante e passando pela piscina estaremos entrando na linda travessia Bondi – Coogee, com cerca de 6 km de extensão, que pode ser feita calmamente em menos de 2 horas.

Com lindas baías e formações rochosas deslumbrantes, é uma das caminhadas mais bonitas que já fiz, embora não tenhamos completado a rota inteira.

O trecho que fizemos, de 1,2 km, nos levou até a praia de Tamarama, uma pequena enseada que vira um parque de esculturas ao ar livre entre os meses de outubro e novembro em um festival chamado “Sculptures by the Sea”.

Este trecho é bem tranquilo, quase todo com poucos aclives e alguns degraus.

 

A trilha continua depois de Tamarama, passando pela praia de Bronte, logo depois, até chegar a Coogee, passando por alguns degraus bem íngremes. Infelizmente não deu tempo de fazer a travessia completa.

Tomamos o ônibus de volta em Tamarama, descendo em Bondi Junction para uma caminhada pelo calçadão comercial.

Encontramos um restaurante simpático cuja gerente era uma paulista igualmente simpática. Pedi um sensacional penne ao molho branco com bacon e cogumelos.

Depois do almoço tardio retornamos ao CBD saindo de Bondi Junction.

No final visitamos duas das praias mais conhecidas da cidade e ficou patente a diferença entre elas.

Bondi é vibrante, mais perto do centro da cidade, cheia de surfistas, com praias relativamente bravas e com uma sensacional travessia beirando a costa.

Manly é tranquila, sofisticada, cool, tem praias de águas calmas e faz você se esquecer que está na maior cidade do país. Além disso, só o passeio de barco até lá já vale a viagem.

Veredito: se puder visite as duas em dias diferentes, dedicando o dia a explorar as oportunidades turísticas e gastronômicas em cada uma delas.

Austrália – Sydney – Passeios

27 outubro 2017


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Nosso último destino na Austrália foi a cidade que normalmente mais agrada aos turistas por uma série de fatores: Sydney.

Sendo a mais populosa cidade australiana, reúne tudo o que compõe o “australian way of life“: uma informalidade elegante, praias agitadas, arquitetura moderna, população diversificada e muitas opções de cultura e lazer ao ar livre.

Também é uma das cidades mais caras para turistar no país: hospedagem e restaurantes costumam ter preços maiores aqui.

Nosso desembarque foi no Kingsford Airport a apenas 8 km da cidade e com várias opções de transporte para o Central Business District (CBD), local onde ficamos hospedado.

Como estávamos em um grupo de 5, nossa melhor alternativa foi mesmo o shuttle em uma van que nos deixou na porta do hotel em 25 minutos por 60AUD.

Outras opções incluem o táxi (que custaria entre 45 e 55AUD) e o trem (Airport Link), que poderia nos deixar na estação Central, a cerca de 500 metros do hotel a 18AUD por cabeça.

Ficamos no Central Station Hotel que nos cobrou 180AUD por um quarto duplo minúsculo, sem café da manhã!

Tive que reclamar muito com a gerência para conseguir um quarto onde se pudesse minimamente transitar sem atropelar sua mala (o meu quarto inicial tinha inacreditáveis 9 metros quadrados, incluindo o banheiro!!). Além disso, o wi-fi só funcionava a contento no lobby. Não recomendo!

A localização do hotel, na ponta sul das atrações centrais da cidade, não era tão ruim e compensou um pouco a decepção inicial.

Seguem algumas opções de passeios interessantes para serem feitos a pé. Deixei as praias (Manly e Bondi) e as principais atrações (Harbour Bridge e Opera House) para os próximos posts.

Seguindo pela George Street, encontramos a St Andrew’s Cathedral, a sede da igreja anglicana, construída em estilo gótico no ano de 1868 , sendo assim a igreja mais antiga do país.

Mais adiante fica um dos prédios ícones do CBD de Sydney: o Queen Victoria Building, com uma estátua da amada rainha inglesa marcando a entrada do edifício que ocupa um quarteirão inteiro.

Com mais de 180 lojas, o local foi erguido em 1890 inicialmente como um mercado municipal até ser reformado e aberto em 1986 como um dos shopping centers mais famosos da cidade. Nos finais de ano, seu domo central é ocupado por uma árvore de natal gigante, para alegria dos moradores e turistas.

Atravessando o Hyde Park na direção do seu lado noroeste chegamos na linda  St. Mary’s Cathedral.

A Catedral foi idealizada em estilo gótico pelo arquiteto William Wilkinson Wardell no  século 19, utilizando o tipo de arenito amarelo abundante no local. Sua construção, no entanto só foi finalizada cem anos depois, em 1961.

Passamos também na biblioteca mais antiga do país, a New South Wales State Library, datando de 1826.

Logo em frente fica o Jardim Botânico da cidade, inaugurado em 1816, sendo a mais antiga instituição científica do país e um dos locais mais visitados de Sydney.

Com uma área de 30 hectares, o complexo é dividido em quatro setores: o Lower Gardens (foto abaixo), Middle Gardens, Palace Gardens e o Bennelong Precinct.

O jardim também abriga a Art Gallery of New South Wales, uma das mais importantes da cidade e que possui coleções de arte australiana e aborígene, além de exemplares de arte contemporânea. A Galeria fica aberta diariamente entre as 10 e as 17h e tem entrada gratuita.

Abrindo sempre às 7h da manhã, com fechamento dependendo do horário do por do sol (17h em junho e julho e 20h de novembro a fevereiro), o Royal Botanic Gardens tem entrada gratuita. Oferece caminhadas guiadas todos os dias às 10h30 (também às 13h de segunda a sexta, exceto no verão).

Ao lado do Jardim Botânico fica o Domain, o parque que possui as melhores vistas do Sydney Harbour e do skyline da cidade e é uma delícia para caminhadas.

Uma das atrações do lugar é a singela Mrs Mcquarie’s Chair, um arenito esculpido em 1810, por detentos, na forma de um banco.

Este monumento foi feito em homenagem à esposa do Governador do Estado de New South Wales (onde fica Sydney). Dizem que ela se sentava sobre a rocha admirando os navios que adentravam a baía de Sydney.

Hoje, além dos navios, ela teria uma visão privilegiada das duas maiores atrações locais: a Sydney Bridge e a Opera House.

Como se não bastasse a belezura do Sydney Harbour, a cidade ainda possui outro porto cheio de atrações: o Darling Harbour.

Ficando à oeste da área central (CBD), possui grandes áreas de lazer e o maior centro de convenções da cidade, o International Convention Centre (ICC) recém inaugurado, com 40 mil metros quadrados.

Entramos pelo Jardim Chinês da Amizade, um amplo gramado na parte sul com pequenos lagos e onde também fica um enorme playground infantil.

 

O plano urbanístico de sua parte leste inclui a construção de prédios residenciais e de escritórios até 2020 e a pretensão do governo do estado de que a área se torne a “Wall Street” da Oceania e do Sudeste Asiático.

Atualmente estão instaladas ali diversas atrações turísticas como o aquário Sea Life, o Wild Life Zoo e o museu Madame Tussauds dentre outros. Mais uma oportunidade para ver de perto koalas e cangurus.

Do King Street Wharf, na parte leste, saem os ferries que levam a outros bairros da cidade.

E como se não bastasse, o local possui a maior tela de IMAX do mundo, boliche, lojas, bares e restaurantes diversos e um show de fogos de artifício aos sábados à noite.

Esta ponte aí embaixo é a Prymont Bridge que conecta as duas partes de Darling Harbour e que leva ao Museu Marítimo.

Ou seja, há diversão para toda a família.

Guarde um tempo considerável para poder explorar o lugar como ele merece. Infelizmente não tivemos este tempo…

Fica para a próxima, Sydney!

Austrália – Gold Coast – parque Dreamworld

20 outubro 2017

Além das praias excelentes para a prática de esportes aquáticos, Gold Coast também é conhecida por abrigar alguns parques temáticos, deste modo atraindo todo o tipo de público.

Dentre os mais conhecidos (veja todas as opções neste site, que também possui ofertas de combos incluindo a visita a mais de um parque), a disputa do mais interessante fica mesmo entre o Dreamworld e o Movieworld. Após algumas consultas com locais sobre qual teria a maior oferta de “brinquedos radicais”, escolhemos ir no primeiro.

Os parques ficam um pouco mais afastados da cidade, ao norte, na direção de Brisbane, mas facilmente alcançáveis através de transporte público.

De onde estávamos, em Surfer’s Paradise, era só tomar o ônibus TX3 na Gold Coast Highway (naquele trecho conhecida também como Ferny Avenue). O trajeto até o ponto final dura pouco mais de meia hora.

O preço da passagem avulsa era 5,70 AUD (3,90 AUD com o Go Card), mas com o Go Explore Card pagamos 10AUD para usar o transporte o dia inteiro.

Já o ingresso do parque nos custou 75AUD, mas você pode conseguir boas ofertas no site do Bookme ou ainda neste outro, caso queira fazer um combo de parques temáticos.

O parque segue a linha Disney com decoração colorida e jardins floridos, mas não dá para comparar muito pois é bem mais compacto. Felizmente estava bem vazio apesar do dia lindo, o que nos permitiu escolher os brinquedos à vontade.

Um dos mais interessantes era uma montanha russa na qual os carrinhos eram motocicletas, o que permitia uma sensação diferente, já que a posição de descida era distinta das demais.

Outro brinquedo que repetimos foi o mostrado abaixo, no qual você consegue um giro de 360 graus no eixo horizontal com o auxilio das duas manivelas que controlam as “asas” e um pouco de destreza.

Outra atração local são os shows com os animais, embora não seja muito a minha praia. Só de ver os lindos tigres (alguns brancos) já era suficiente.

Pausa para o almoço, claro que não pudemos fugir do fast food que imperam nestes locais. Pelo menos o hambúrguer tinha uma carne suculenta e onion rings bem crocantes e sequinhos. E não tinha um preço exorbitante como costuma acontecer.

Depois do almoço, nada como dar uma volta no trenzinho para fazer a digestão e ter um panorama do parque inteiro. Também foi um convite para um cochilo rápido…

Resolvemos conhecer mais de perto algumas atrações do reino animal que havia no parque, em uma área chamada Corroboree. Passamos batidos pelas galinhas e porcos e fomos direto interagir com os cangurus, que estavam placidamente tentando comer.

Também pudemos ver os lindos koalas mais de perto e até consegui que um deles fizesse uma pose para foto.

Alguns animais menos conhecidos conviviam com os demais, como o estranho (e feio) Cassowary, que você pode ver na foto abaixo e que parece um primo distante da avestruz.


Na verdade ele é o terceiro maior pássaro do mundo, mas considerado um dos mais perigosos por conta de sua garra bastante afiada. Estima-se que apenas 1.500 destes animais ainda vivam no Nordeste Australiano.

Outro habitante australiano é o famoso Diabo da Tasmânia, que já foi até inspiração para um desenho animado. Seu habitat está restrita àquela ilha e ele é considerado o maior marsupial carnívoro do planeta.

Esta área do parque ainda conta com palestras educativas, tosa de ovelhas, apresentações musicais com instrumentos típicos como o didgeridoo e safaris ao por do sol, mas não tivemos tempo para aproveitar tudo isso. Vale verificar o horário das atrações que mais lhe interessarem para poder otimizar o tempo no parque.

 

Voltamos à área de brinquedos e finalizamos com uma rodada dupla no Giant Drop, uma descida de 120 metros de altura a quase 135 km/h, uma incrível dose de adrenalina e de onde ainda se vê toda a extensão do parque. Sensacional!

dreamworld.com.au

Como disse antes, não dá para comparar muito a experiência com os majestosos parques da Disney, mas achei que o Dreamworld cumpre bem o prometido, principalmente se o local estiver vazio (fomos em um dia de semana na baixa estação). Pode ser um complemento interessante em seu passeio por estas bandas.


INFO – DREAMWORLD

Endereço: Pacific Hwy (M1) at Coomera

Horário: Aberto todos os dias da semana (exceto no Natal e no dia 25 de abril  – ANZAC Day) das 10 às 17h.

Preços: veja no site do local.

Há possibilidade de descontos e combos com o Whitewater World, um parque aquático vizinho ao parque.


Austrália – Gold Coast

15 outubro 2017

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A cidade de Gold Coast, um balneário no extremo sul do estado de Queensland, não estava nos nossos planos iniciais, mas achei que poderia ser uma parada interessante, já que se encontrava apenas alguns dólares australianos de distância de Melbourne, em uma promoção bem boa da Jet Star Australia.

A cidade nasceu como uma colônia penal e ganhou esse nome pomposo pelos agentes imobiliários, sedentos para transformar o local em um paradisíaco destino de férias.

E conseguiram: hoje a região, que fica a apenas 94 km ao sul de Brisbane, a capital do estado, atrai milhares de visitantes com suas praias perfeitas para o surfe e sua aparência meio “Miami“, lotada de arranha-céus.

Chegamos no aeroporto em um voo da Jet Star de Melbourne pouco antes do meio dia e como estávamos em um grupo de 4, resolvemos ir de táxi até o apartamento, o que nos custou 60 AUD.

Existe a opção do ônibus 777 que te deixa em Broadbeach South, ponto final do tram (G:link). De lá são apenas 4 estações até Surfers Paradise.

Uma ótima dica é comprar o Go Explore Card assim que chegar no aeroporto. Este cartão te permite usar os ônibus da Translink e o tram da G:link por um dia e custa módicos 10 AUD.

Utilizamos (e aprovamos) esta estratégia quando pegamos o voo de volta. O trajeto de 30km para o Aeroporto, mesmo com a troca de transporte, não dura mais do que uma hora.

Comprar o  Go Explore Card pode ser uma ótima forma de se locomover pela cidade, mas garanto que você vai preferir caminhar. Há também a opção de comprar o Go Card, que, similarmente a cartões de transporte em outras cidades, dá descontos nas passagens individuais. Veja todas a opções no site da Translink.

Alugamos um lindo apartamento no Airbnb em Surfers Paradise, em um andar alto com vista para o mar e para os canais do local. Até o banheiro possuía vista!

Pegamos dias de sol e temperaturas bem agradáveis, chegando a 27 graus, perfeito para uma caminhada a beira mar. Até poderíamos encarar o banho de mar (a água não estava tão fria), mas preferimos mesmo explorar a praia a pé.

Estávamos em meados de maio, portanto em baixa estação, época de poucos turistas e preços mais baixos.

Passeamos pela extensão do calçadão de Surfers Paradise, que é a praia mais conhecida e paraíso dos surfistas, como o nome supõe.

Ficamos surpresos com a infra estrutura: há chuveiros e banheiros bem equipados por toda a orla, mas o que mais chamou a atenção foram as chapas para churrasco, como na foto abaixo.

Funcionando a gás, podem ser usadas gratuitamente pela população, mas não imagino um projeto destes dando certo nas praias brasileiras.

Este bairro possui inúmeros restaurantes, com variadas opções gastronômicas. Aproveitamos as promoções de almoço executivo por 20AUD com direito a bebida e não teve erro: o wrap de carne de porco com batatas fritas estava bem gostoso.

Na parte da tarde resolvemos fazer um passeio de barco aproveitando mais uma promoção do site Bookme.

Desta vez, por apenas 14AUD percorremos os canais da cidade na direção norte até o Sea World, em um percurso de uma hora e meia, ida e volta.

No caminho pudemos ver alguns golfinhos, várias mansões à beira dos canais e o lindo skyline da cidade.

Estavam inclusos alguns snacks e frutas no preço do passeio e pedimos uma garrafa de espumante para acompanhar. Apesar dos copos de plástico, valeu a experiência.

De quebra ainda pegamos o início do por do sol antes de desembarcarmos, com o dourado refletindo nos arranha céus.

No dia seguinte resolvemos visitar um dos parques de diversões da região, o que vai ser contado no próximo post.

No final da tarde, tomamos o modernoso tram (G:link) e demos um pulo em Broadbeach, uma praia mais ao sul, igualmente frequentada por surfistas, mas com uma vibe mais alternativa.

Voltamos caminhando até Surfer’s Paradise, em um passeio agradável que levou menos de uma hora.

Gold Coast será sede dos Commonwealth Games, uma espécie de Olimpíadas dos países membros da chamada Comunidade das Nações (“Commonwealth“), que congrega 53 países que já foram colônia britânica (com exceção de Moçambique e Ruanda).

É uma cidade perfeita para descansar e aproveitar a natureza, mas não acho que valha a pena incluir no seu roteiro se for a sua primeira vez na Austrália.